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Regresso à ancestralidade: Sidnei França revela detalhes do enredo da Mangueira para o Carnaval 2026

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Com “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, o carnavalesco vai levar a história mística do Xamã Babalaô amapaense para a Marquês de Sapucaí em 2026. Em uma viagem pela cultura da Amazônia Negra, o carnavalesco Sidnei França conversou com o CARNAVALESCO sobre a ideia do enredo da Verde e Rosa, jogando luz na figura desse brasileiro, na narrativa apresentada e no que espera dos sambas a serem inscritos.

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Sidnei contou que a ideia de falar sobre o Mestre Sacaca surgiu a partir de uma pesquisa sobre as efemérides centenárias de 2026, nas quais, com o apoio dos pesquisadores Stefanye Paz e Felipe Tinoco, foi estruturando o enredo.

“O foco central, a chama inicial, foi entender tudo que completaria 100 anos em 2026. E aí a gente começou a pesquisar e achamos, de forma quase acidental, a figura de Mestre Sacaca e começamos a investigar. Pesquisando cada vez mais, ficamos impressionados, eu, Tinoco e Stefanye, com a força desse homem, com a grandeza dessa existência. A Guanayra nos mandou para o Amapá e, de lá para cá, é história, é o desenvolvimento dessa saga”.

O artista também falou sobre a importância de fazer um enredo autoral dentro da Estação Primeira, destacando a ideia de trazer narrativas densas e brasileiras para a Avenida.

“Nunca foi opção na Mangueira não ser autoral, porque a escola tem essa intensidade. Pensar em Mangueira é pensar sempre em histórias densas, brasileiras. Esse enredo vem trazer, mais uma vez, essa assinatura tão identitária do Brasil e, dessa vez, um Brasil não divulgado, que não é comumente conhecido pelas pessoas. Quase ninguém pensa em uma Amazônia Negra”.

Ao falar sobre a narrativa, Sidnei pontuou que o enredo de 2026 da agremiação seguirá por um caminho diferente em relação ao desenvolvimento narrativo do último carnaval, destacando o regresso à ancestralidade como característica marcante do que a Mangueira pretende mostrar na Avenida.

“Não considero que essa narrativa se ampara no que nós fizemos em 2025. O que eu acho que tem de novo é uma tentativa extrema e muito forte de ser claro a cada momento. Agora estou falando das ervas, agora estou falando dos tambores. Isso eu acho que se assemelha a uma busca de um recorte muito definido em cada setor, mas, quanto ao desenvolvimento narrativo, é bem diferente. O último enredo terminava apresentando o cria do morro como uma possibilidade de futuro negro, e agora a gente não vai para o futuro, pelo contrário. Ao transformar o Xamã Babalaô no amapazeiro, ele retorna para a natureza. Isso é um regresso à ancestralidade, não um avanço. São estruturas narrativas diferentes, mas com muita clareza em seus enfoques”.

O artista também ressaltou a importância de a Mangueira trazer à luz a figura de Mestre Sacaca, uma personalidade pouco conhecida nacionalmente, mas que será projetada através da Verde e Rosa.

“Acho isso maravilhoso. Claro que é muito digno exaltar, no carnaval, grandes personalidades, figuras lendárias da cultura brasileira. Mas também é muito honroso, é muito potente, você transformar um nome esquecido, apagado, e apresentá-lo para o mundo inteiro na voz da Mangueira. É motivo de muito orgulho e muita honra”.

Sidnei França concluiu falando dos sambas que concorrem para ser o hino da Mangueira em 2026, enfatizando que o tema é uma rica fonte de inspiração para os compositores.

“Apoteóticos. Vejo nesse enredo elementos muito fortes que transcendem o material e alcançam o campo espiritual. E isso é muito vivo para a proposição de sambas marcantes. Tenho certeza de que temos sambas grandiosos”.

Serginho do Porto conta como entrou para o Guinness Book com Águia de Ouro e Estácio

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A dupla de intérpretes do Águia de Ouro possui uma identificação imensa com a escola e com toda a comunidade da Pompeia. Se Douglinhas Aguiar também deixou seu nome em outras escolas da maior cidade da América do Sul, Serginho do Porto está intimamente ligado ao azul e branco quando se fala no Grupo Especial de São Paulo. Em entrevista ao CARNAVALESCO, durante o evento que lançou “Mokum Amesterdã: o voo da Águia à cidade libertária”, enredo da agremiação para 2026, o intérprete relembrou sua extensa trajetória na escola, declarou-se torcedor da agremiação e destacou que entrou até mesmo no Guinness Book por conta do Águia de Ouro.

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Foto: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Chegada

Se Serginho do Porto já é um nome histórico na agremiação da Zona Oeste paulistana, obviamente houve um começo. E o início dessa história foi antes mesmo do primeiro desfile dele como intérprete:

“Eu cheguei aqui antes do Mário de Andrade! Fora a brincadeira, eu vim para cá no dia 08 de agosto de 2000, quando teve o Festival da Globo. A gente veio conhecer a quadra do Águia, que era lá embaixo do viaduto. Vim conhecer os então puxadores Dominguinhos, Preto Joia, Vantuir e o Jackson Martins. Eu não consegui vir no dia 07 porque tinha perdido a minha carteira no teatro. Vim no outro dia, no dia 08. Vim e fiquei!”, destacou.

A brincadeira com o nome do grande modernista, homenageado em “Vou à luta sem pedir licença. Tupy ou não tupi? Sampa é a resposta”, enredo da agremiação em 2002, não é por acaso. Esse foi o primeiro desfile em que o intérprete apareceu creditado como oficial na escola. Outra referência importante é a antiga quadra do Águia, que ficava abaixo do viaduto Pompeia.

Sambas para um sentimento verdadeiro

Ao ser questionado sobre o tamanho do sentimento que possui pela agremiação, Serginho do Porto surpreendeu: “O sentimento é tão grande que a Águia está tatuada no meu corpo”.

A reportagem pediu para ver onde está a tatuagem, e ele logo puxou a calça na parte esquerda, deixando o tornozelo à mostra. Lá estão uma águia dourada e um leão.

O intérprete prossegue: “A gente viveu momentos loucos aqui, momentos muito complicados. Mas, como fala um segundo samba-exaltação, ‘só eu sei porque te quero tanto, eu sei como é gostoso te amar’. Essa coisa se tornou muito grande dentro de mim”, explicou.

Em outro momento da entrevista, Serginho do Porto novamente relembrou sua composição para a escola: “Quando adentrei a escola, a empatia foi muito grande pela semelhança com a Portela, pela lembrança de toda a minha família. Dessa inspiração eu escrevi o ‘Bate Forte Coração’, que se tornou um samba-exaltação do Águia. Já são 26 anos por aqui”, relembrou.

Vale destacar que o intérprete é nascido no tradicional bairro de Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro, e é declaradamente torcedor da Portela – por isso a citação à outra águia azul e branca.

Outros grandes nomes

O intérprete aproveitou para destacar mais duas pessoas fundamentais em sua trajetória no Águia de Ouro: “Hoje, eu falo que tenho duas escolas de samba: aqui é a escola que eu aprendi a gostar, aprendi a amar. Fiquei oito anos, fiquei na frente da escola com o Sidnei, como vice-presidente. Ajudei muita coisa com ele, trabalho com ele direto. O Douglinhas Aguiar, agora, é o vice-presidente da escola. A gente sempre trabalha junto, correndo, sempre para o melhor da escola”, lembrou.

A parceria com Douglinhas Aguiar na escola, por sinal, merece ser destacada. Desde 1991, apenas uma única vez a escola não teve ao menos um dos dois como intérpretes oficiais – em 2005, quando Paulinho Mocidade recebeu a honraria.

No outro lado da Dutra

Serginho do Porto também ressaltou a identificação que possui com outras agremiações da Cidade Maravilhosa:

“E, no Rio de Janeiro, a minha Estácio de Sá… não minto para ninguém. Eu cantei dez anos no Salgueiro. Era para eu ser salgueirense, não era? Eu tenho 26 anos no Águia e tenho 23 anos de convivência com o Estácio. Depois do Dominguinhos, a minha voz tem uma identificação muito grande com o Estácio de Sá, mas muito grande. Eu posso cantar em qualquer outro lugar, mas a identificação com a quadra é única, eu sei cantar todos os sambas”.

Livro Guinness

Em uma conversa prévia à entrevista, Serginho do Porto destacou que as duas escolas pelas quais tem mais admiração o fizeram entrar até mesmo no conhecido livro dos recordes: “Carnaval de 2002: a Estácio era a sétima escola a desfilar na Marquês de Sapucaí e o Águia era a sexta aqui em São Paulo. A gente cantou, pegou o avião, veio para cá e cantou também”, relembrou.

Vale destacar que os desfiles do então Grupo A (equivalente à Série Ouro contemporânea, segundo pelotão do carnaval carioca), à época, começavam ainda com o céu claro.

Anos mais tarde, a situação se repetiu: “Carnaval de 2010: o Águia foi a primeira escola a desfilar, cantando Ribeirão Preto – subimos em 2009 com cinco pontos de diferença para a segunda colocada. Fomos a primeira aqui e a quinta lá no Rio de Janeiro. E agora, em 2026, isso tudo começa de novo a acontecer: o Águia é a segunda escola aqui e a Estácio a quinta lá no Rio de Janeiro”, destacou, afirmando que novamente terá seu nome grafado no Guinness Book.

Na visão de Serginho do Porto, entretanto, tudo é válido pelas escolas e pelos companheiros que fez na Pompeia: “Pelas duas escolas eu faço qualquer sacrifício. São duas escolas que, primeiro aqui, com respeito máximo pelo Sidnei, pela parceria que a gente tem até hoje com o Douglinhas – já que falamos a mesma língua. A gente tem uma coisa muito boa entre nós. Não tem aquela história de deixar para amanhã o que tem que falar hoje. A gente fala, e isso nos dá transparência. É a mesma coisa que a gente tem dentro da Estácio”, finalizou.

Unidos da Tijuca faz última chamada para recadastramento da comunidade nesta quinta-feira

Focada nos preparativos do próximo carnaval, a Unidos da Tijuca finaliza nesta quinta-feira, dia 28 de agosto, na quadra do Santo Cristo, o recadastramento da comunidade para o próximo desfile. A ação acontece de 19h às 21h e antecede a terceira eliminatórias do concurso de samba-enredo.

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Foto: Julie Abreu/Divulgação Tijuca

Como iniciativa para retomar o protagonismo do chão da escola, uma força que marcou o período glorioso dos seus campeonatos, a escola implementou a inscrição 100% gratuita para suas alas e, por consequência, o fim das alas comerciais. O comprometimento dos componentes inscritos será o passaporte para o desfile, estruturando o canto e a dança de forma dedicada para atingir as notas máximas. Outra vez, as estrelas do asfalto serão os sambistas, os protagonistas da festa, responsáveis por dar voz ao espetáculo.

Novos componentes

As vagas ociosas do recadastramento serão preenchidas por novos componentes. A agremiação realizará no sábado, 6 de setembro de 10 às 16h em seu barracão de alegorias, localizado na Cidade do Samba, um plantão de inscrição para os interessados em desfilar pela 1ª vez ou retornar. Ao comparecerem ao posto de cadastro da escola, os tijucanos serão inseridos na nova plataforma, que possibilitará a emissão de carteirinha, a tomada de presença via QR Code e a organização dos eventos e da confecção da fantasias de forma mais dinâmica e assertiva.

Para o cadastramento é necessário apresentar RG e cópia do comprovante de residência. Para o recadastramento é necessário apresentar também, o comprovante de devolução da fantasia. A quadra da Unidos da Tijuca fica localizada na Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo.

Vila Isabel realiza mais uma etapa da disputa de samba para o Carnaval 2026 nesta sexta-feira

A Unidos de Vila Isabel dá continuidade à disputa de samba-enredo nesta sexta-feira (29). A noite contará com a apresentação dos cinco sambas que seguem concorrendo para embalar o desfile do Carnaval 2026. Além da disputa, o público poderá aproveitar o tradicional show da escola e acompanhar a competição que definirá a nova musa da azul e branca, com nove candidatas disputando o posto.

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Foto: Divulgação/Vila Isabel

Em 2026, a Vila Isabel levará para a Avenida o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinicius Natal. O tema é um tributo à arte, à ancestralidade e ao samba, celebrando a memória de Heitor dos Prazeres, um dos grandes ícones da cultura popular brasileira.

Serviço
• Data: Sexta-feira, 29 de agosto
• Horário: A partir das 21h
• Entrada: Franca até 23h; após, R$ 20
• Local: Quadra da Unidos de Vila Isabel – Boulevard 28 de Setembro, 382 – Vila Isabel, RJ

Renato Lage abre o coração e fala da perda de Márcia Lage e a celebração da liberdade com Rita Lee na Mocidade no Carnaval 2026

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O carnavalesco Renato Lage participou do podcast “Chega Junto” e abriu o coração ao falar sobre a perda da companheira e parceira artística Márcia Lage, além de comentar detalhes sobre o enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel para o Carnaval 2026, que homenageará a obra e irreverência de Rita Lee. O artista prometeu um desfile que celebra a liberdade e a transgressão.

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renato lage
Foto: Reprodução de internet

Renato não escondeu a emoção ao relembrar os mais de 30 anos de parceria com Márcia, falecida em janeiro deste ano.

“É muito difícil. Foram mais de 30 anos de parceria. Você perde um apoio. Ela é uma parceira que a gente dialogava todos os momentos. Tenho que seguir em frente nessa missão que ficou para mim. Tenho que andar com o espetáculo, que não pode parar. Foi muito confortável o carinho de todos. Me senti muito apoiado e agradeciado pelo amor. Foi muito especial na minha vida”, afirmou.

Rita Lee, inspiração e identidade da Mocidade

O carnavalesco revelou que trazer Rita Lee para a Avenida sempre foi um desejo pessoal.

“Sempre tive o pensamento de fazer o enredo da Rita Lee. Sou fã de carteirinha. Não podia ser em qualquer escola. Por ela ser uma artista moderna, cabia muito bem com a cara da Mocidade, que tem o DNA de fazer irreverente e ser vanguarda. A obra da Rita é fantástica, as pessoas se identificam com as músicas e letras. A obra dela é atemporal”, destacou.

Título e a essência: ‘Santa Rita da Liberdade’

Renato também explicou a escolha do título do enredo e a abordagem que será apresentada na Sapucaí.

“A sacada foi que ela achava brega ser chamada de rainha do rock. Ela gostava de ser a padroeira da liberdade. Isso que vai rolar. A liberdade, sem ter direção, padrão, ordem do dia. O carnaval é transgressão. O enredo não é biográfico. É da trajetória artística, as músicas, a época hippie”, concluiu.

Com o enredo “Santa Rita da Liberdade”, a Mocidade Independente de Padre Miguel promete levar à Marquês de Sapucaí em 2026 um espetáculo que une irreverência, ousadia e emoção, marcas tanto da carreira de Rita Lee quanto da história da escola.

Veja abaixo o programa completo

Mestre Vitinho detalha novo posicionamento da bateria e aprova disputa sem torcida: ‘A gente consegue entender quem realmente é forte’

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Quem chegou à quadra da Portela para a primeira noite de apresentação dos sambas concorrentes notou uma mudança sonora e visual imediata: a Tabajara do Samba, sob o comando de mestre Vitinho, estava posicionada no palco, com seus ritmistas sentados. A alteração, longe de ser um mero capricho, é parte fundamental da nova filosofia da escola para escolher o hino que a levará ao título. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Vitinho explicou que a decisão visa, acima de tudo, a qualidade técnica da avaliação dos sambas. O antigo local de apresentação da bateria, segundo ele, comprometia a audição.

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Foto: Divulgação/Portela

“A gente antes tocava num outro local. Há muitos anos, e eu sempre achava que a acústica não ajudava muito pra escolha de um samba. Até porque o músico que não conhece a casa ficava um pouco perdido com a distância que era”, detalhou o mestre.

A solução foi trazer os ritmistas para o centro da ação, em um formato que beneficia todos os segmentos. “Tive a ideia de botar a bateria no palco. Conversando com o Gilsinho, a gente pensou num modo para ser confortável para os cantores que estamos recebendo, para os músicos, cavaco, violão e para a bateria também, que tá ali sentadinha, toca, faz uma apresentação bacana e todo mundo consegue entender o que está sendo cantado”, afirmou.

O mestre, no entanto, esclarece que o formato com a bateria reduzida no palco é específico para esta fase inicial de eliminatórias. Quando a Tabajara vier com seu efetivo completo, a novidade permanecerá, mas com uma adaptação.

“Quando for a bateria inteira, nós vamos tocar na frente do palco. Não vamos mais tocar naquele outro local que era essa distância que sempre não ficava uma acústica legal, a equalização não ficava boa”, decretou.

Disputa sem torcida: a prova de fogo para os sambas

Alinhado com a nova diretoria da escola, mestre Vitinho é um entusiasta do modelo de disputa com portões fechados nas primeiras fases. Para ele, o formato permite uma análise mais pura da qualidade das obras, sem a interferência de torcidas organizadas, que podem criar uma falsa impressão de sucesso.

“É algo legal, porque a diretoria da escola consegue entender quem realmente é forte sem a torcida”, analisou Vitinho, que foi direto ao ponto sobre a influência externa. “Você pega um amigo que é da redondeza, da área, ele consegue botar aqui dentro 300, 400 pessoas na apresentação. Aí fica todo mundo cantando, bola, bandeira e você não sabe se realmente tá mexendo com o termômetro da escola ou da torcida comprada. Não que todo mundo compre torcida, mas a gente sabe como funciona”.

Para o comandante, a metodologia adotada pela Portela é a ideal. “Acho que você pode avaliar todo mundo até as oitavas de final sem torcida e, a partir das oitavas, tá rolando com torcida, porque a gente já consegue entender quem realmente tem força com ou sem torcida”.

Feliz e totalmente integrado à escola, Vitinho celebra a nova fase. “Muito bacana. Estou muito feliz. Dois meses de trabalho aqui na Portela, muito bem aceito pelos ritmistas. Está sendo o trabalho da minha vida. É uma oportunidade que a escola está me dando e eu prometo que vou arcar. Com certeza, 2026 promete muitas coisas boas para a Portela com a bateria da Portela”, concluiu.

‘É a cara da Beija-Flor e do nosso povo’, afirma Almir Reis sobre enredo para o Carnaval 2026

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O presidente Almir Reis, da Beija-Flor de Nilópolis, está muito feliz com o campeonato de 2025, mas, obviamente, já pensa em todo o caminho para a conquista de 2026, quando a escola nilopolitana levará o enredo “Bembé” para a Sapucaí. Ao CARNAVALESCO, o presidente da Deusa da Passarela deu detalhes de como conheceu o Bembé do Mercado e do que espera das vozes que substituirão Neguinho da Beija-Flor na Avenida em 2026.

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Almir falou sobre as expectativas da Beija-Flor em busca do bicampeonato, preferindo encarar a disputa de 2026 como um novo ciclo para a escola. Ele festejou o título de 2025, mas ressaltou a qualidade da competição entre as coirmãs e destacou o quanto o espetáculo tem crescido.

“Ganhamos, estamos felizes, fizemos um carnaval à altura, não desrespeitando nem desfazendo das coirmãs, mas realmente nós fizemos e chegamos o mais próximo possível da perfeição. Agora vamos virar a chave, é um outro ciclo, começa-se um novo. Não vou pensar em 26, em bicampeonato, eu vou pensar no campeonato. Eu vou por esse caminho até para não criar expectativa em ninguém. Uma das coisas que a gente tem visto muito no carnaval é que hoje ele é muito grande, as coirmãs estão cada dia melhores. Acho que o carnaval cresceu muito, temos que pensar em fazer o certo, tentar mais uma vez chegar o mais próximo de tocar a perfeição e disputar o título. Essa é a realidade”, afirmou.

Para Almir, o enredo do Bembé chegou de forma especial para ele e para a escola. O presidente contou que cada integrante da Beija-Flor se identificou com essa manifestação religiosa e cultural, e que a força do tema se mostrou um chamado para a agremiação levá-lo à Sapucaí no próximo carnaval.

“Eu não sabia que o João já tinha visto sobre, porque eu falei para ele: ‘João, tem algum enredo autoral?’ E ele me trouxe três, mas em momento algum o Bembé. Quando acaba o carnaval, vejo o Bembé na internet e, ao mesmo tempo, sou alertado pelo pessoal da comissão de frente, especialmente pelo Saulo, se eu já tinha visto a história do Bembé. Eu falei que era engraçado, porque tinha visto isso na internet ontem, e aquilo me chamou a atenção. Que coisa linda, é a cara da Beija-Flor, é a cara do nosso povo. Fui ao João, e ele falou que estava com isso também embaixo do braço, que ainda não tinha mostrado, mas já estava dormindo e acordando com o Bembé. Ali foi uma convergência entre todos nós e, graças a Deus, foi muito bem aceito. Como eles falam: alafiou. E tem tudo para dar certo. Agora só depende de a gente fazer uma boa obra de samba-enredo. A plástica já está sendo desenvolvida, o barracão está muito bonito, e vamos embora”, contou Almir.

Por fim, o presidente da Beija-Flor comentou sobre a substituição de Neguinho da Beija-Flor. Ele destacou a preocupação com o coração dos vencedores do “A Voz do Carnaval”, concurso que escolheu os substitutos de Neguinho, Nino e Jéssica Martin, e reforçou que os dois precisarão da força da comunidade, lembrada por ele como muito unida, para dar continuidade ao legado do intérprete histórico da escola.

“As pessoas dizem que ninguém é insubstituível, e o Neguinho, realmente, é muito difícil [de substituir]. Vai ser uma responsabilidade muito grande entrar naquela Avenida e cantar no lugar dele. Acho que vão precisar ter muita presença de espírito, muito equilíbrio, porque além da emoção da Avenida, é a emoção de olhar e pensar: ‘Olha o lugar em que eu estou’”, encerrou.

‘Pretendo ficar o resto da minha vida na Viradouro’, diz a musa Carolina Macharethe

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A Unidos do Viradouro, atual quarta colocada do Grupo Especial e líder do ranking da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), se notabilizou, nos últimos anos, por apresentar um grande elenco de musas na Marquês de Sapucaí. Uma delas é a carioca Carolina Macharethe, nascida e criada no morro do Turano, na Tijuca.

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Foto: Arquivo pessoal

Em entrevista ao CARNAVALESCO, Macharethe definiu seu atual posto na Viradouro como “a realização de um sonho”. A sambista relembrou sua trajetória no Carnaval e destacou o orgulho de representar uma das mais tradicionais escolas do Rio de Janeiro.

“Eu sou uma menina que veio de escola mirim, passei por alas de passistas, e foi dentro de uma dessas alas que a Viradouro me viu e me deu esse espaço. Para mim, é a realização de um sonho, porque as meninas da comunidade sempre sonham em conquistar esse lugar”, afirmou.

Carolina começou a desfilar ainda criança, aos cinco anos de idade, pelo Império da Tijuca. Ao longo dos anos, passou por outras escolas como Estácio de Sá, São Clemente, Unidos da Tijuca e Império Serrano, até chegar à Viradouro, onde pretende permanecer. “Hoje estou aqui e pretendo ficar o resto da minha vida”, disse.

Quando perguntada sobre a fama do time de musas da Viradouro ser um dos melhores do Carnaval carioca, Carolina Macharethe destacou o elenco da escola.

“Sou muito fã do meu time, claro. Acho que todo grupo tem sua essência e seu diferencial. Não existe melhor ou pior, mas acredito que a Viradouro está, sim, entre os grandes destaques”, declarou.

A Unidos do Viradouro será a terceira escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval em 2026. A escola vai levar para a avenida o enredo “Pra Cima, Ciça!”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon.

Comitiva de Florianópolis visita o Rio de Janeiro para encontro com lideranças do Carnaval

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Um dos carnavais mais comentados do país vai ganhar melhor estrutura para que escolas de samba possam idealizar e realizar seus projetos de forma a projetar com mais amplitude o evento. Pensando nisso, o atual presidente da Liga Independente de Escola de sambas de Florianópolis, Joel Costa Júnior, esteve no Rio de Janeiro na segunda e terça-feira, para uma visita técnica a instituições diretamente ligadas à organização e realização do maior espetáculo da Terra.

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Foto: Divulgação

Recebida por Pedro H. Silva, a comitiva catarinense formada por Sidnei Machado (Superintendente de Obra Civil da Secretaria de Estado da Infraestrutura, e Marila Filartiga (Arquiteta e Gerente de Projetos de Arquitetura da Secretaria de Estado da Infraestrutura), reuniu-se com Hugo Junior, presidente da Liga RJ, para entender melhor as demandas que a Série Ouro apresenta, especialmente com a construção da Cidade do Samba 2 em andamento.

“Esse intercâmbio é importantíssimo para que a gente possa pensar no planejamento e execução de projetos de carnaval em todo o país. Joel é um gestor fantástico que está sempre buscando as melhores soluções para o carnaval de Florianópolis, que vem ganhando ainda mais destaque nacionalmente”, diz Pedro H. Silva, CEO do Carnaval Lab.

Além do encontro entre os presidentes das Ligas, a comitiva também foi recebida por Bernardo Fellows, presidente da Riotur, e por Flávio Teixeira, diretor de operações da instituição. Na Academia Brasileira de Artes Carnavalescas, o grupo contou com o conhecimento de Célia Domingues sobre a importância do trabalho dos artesãos para o segmento.

“Esses dois dias foram fundamentais para nós porque o Rio de Janeiro é a grande meca do carnaval do mundo, então poder participar, ter a oportunidade de criar um projeto tão importante quanto o que queremos para o carnaval de Florianópolis, contando com a experiência do Rio de Janeiro, de toda a sua história, de todas as conquistas, de todos os avanços, de todos os erros e acertos, é a garantia que a gente vai iniciar um equipamento já da forma correta. Tanto a Cidade do Samba quanto a Sapucaí, a RioTour, a Liga RJ, todo o suporte que recebemos, junto com o nosso corpo técnico da Secretaria de Infraestrutura do Governo dos Estados da Catarina, foi e será fundamental para que esse equipamento seja um case no Brasil por todas as experiências que nós pegamos aqui. A gente está muito feliz e muito realizado dessa visita técnica e principalmente do projeto que será construído com relação a essa experiência”, disse Joel Costa Júnior, presidente da Liesf.

Nesse segundo dia de visitas, Joel Junior e os profissionais voltados para o projeto de construção do complexo de barracões e do novo Sambódromo de Florianópolis, visitaram a Passarela do Samba carioca e o local onde está sendo construída a Cidade do Samba 02.

Unidos da Tijuca classifica cinco sambas para as quartas de final que acontece nesta quinta-feira

Entrando na reta final da disputa, a Unidos da Tijuca realizará nova eliminatória de samba-enredo nesta quinta-feira, 28 de agosto. Cinco sambas se apresentam na terceira eliminatória, que começa a partir das 19 horas com entrada franca até às 21 horas. Quatro sambas se classificam para a semifinal e três obras irão para a grande final, dia 13 de setembro, data em que também será coroada a nova rainha de bateria, Mileide Mihaile.

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Foto: Eduardo Hollanda/Rio Carnaval

A festa começa às 19 horas com apresentação dos segmentos da escola do Borel. A mesa para 4 pessoas custa R$ 50. E os camarotes para 10 pessoas saem por R$ 300, inferiores e R$ 400, superiores. A venda é feita antecipadamente no telefone 21 96451-5719, no Sympla ou na bilheteria, durante o evento.

Confira as parcerias classificadas que se apresentam nesta quinta-feira.

Samba Concorrente 1 – Compositores: Leandro Gaúcho, Anderson Benson, Maia Cordeiro, Clairton Fonseca, Fogaça, Paulo Marrocos , Ailson Picanço e Manoel Netto;
Samba Concorrente 7 – Compositores: Lico Monteiro, Samir Trindade, Leandro Thomaz, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane, Telmo Augusto, Gigi da Estiva e Juca;
Samba Concorrente 8 – Compositores: Gabriel Machado, Julio Pagé, Robson Bastos, Miguel Dibo, Serginho Motta, Orlando Ambrósio, Jeferson Oliveira e Lucas Macedo;Samba Concorrente 13 – Compositores: Totonho, Julio Alves, Dudu, Claudio Russo, Chico Alves, Jorge Arthur, Thiago Meiners e Fadico;Samba Concorrente 16 – Compositores: Arlindinho, Babi Cruz, Diego Nicolau, Adolfo Konder, Felipe Petrini, Luiz Pavarotti, Michel Portugal e Fred Camacho.

A quadra da Unidos da Tijuca fica localizada na Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo. Há estacionamento amplo no local. A amarelo ouro e azul pavão desfilará na Marquês de Sapucaí dia 16 de fevereiro de 2026, segunda-feira de carnaval com o enredo “Carolina Maria de Jesus”. O enredo será desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira.

Serviço:
Terceira Eliminatória de Samba-Enredo– Carnaval 2026
Data: 28 de agosto de 2025
Horário: 19h
Entrada: Franca até 21 horas, após R$ 50,00
R$ 50,00 (mesa para 4 pessoas) Camarotes, R$ 300,00 inferior e R$ 400,00 superior, para 10 pessoas
Reserva de Mesas – 21 96451-5719
Venda On-Line: https://www.sympla.com.br/evento/gres-unidos-da-tijuca-3-eliminatoria-de-samba-enredo/3085365
Local: Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo
Classificação Livre