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Guanayra Firmino e Evelyn Bastos recebem título de beneméritos da Liesa

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A Estação Primeira de Mangueira celebrou com orgulho o reconhecimento de duas mulheres: Guanayra Firmino, presidenta, e Evelyn Bastos, rainha de bateria. Ambas foram eternizadas como beneméritas nesta última quinta-feira pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). O título é mais que uma homenagem, é uma consagração de um legado feminino que está ligado à identidade da Verde e Rosa.

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Fotos: Divulgação/Liesa

“É uma enorme honra fazer parte deste grupo a quem a Liesa concedeu neste ano o título de benemérito”, declarou a presidente da Estação Primeira de Mangueira, Guanayra Firmino. “Representatividade importa, e como mulher preta da favela que vai conduzir a Mangueira ao seu centenário, dedico à minha comunidade mais este reconhecimento”, conclui.

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Grande Rio realiza seletiva pernambucana dos sambas para o Carnaval 2026 neste sábado

A Grande Rio promove neste sábado, a grande final da Seletiva Pernambucana do Concurso de Samba-enredo para o Carnaval 2026. A obra campeã seguirá direto para a grande final, no Rio, em 20 de setembro. O evento é gratuito, aberto ao público e será realizado a partir das 16h, em frente à sede social do Bloco de Samba Tradição, localizada na Rua Vidal de Negreiros, 102 – Recife/PE.

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Foto: Ewerton Pereira/Divulgação Grande Rio

O evento terá a presença de Evandro Malandro, intérprete oficial da Grande Rio, que se apresenta pela primeira vez na etapa pernambucana da disputa. O público também poderá acompanhar a performance do Maracatu Nação Porto Rico, além de outras atrações culturais.

A iniciativa reforça o compromisso da agremiação em valorizar a diversidade cultural e aproximar diferentes tradições artísticas, estabelecendo uma ponte entre o samba carioca e as expressões populares de Pernambuco.

Leitores do CARNAVALESCO apontam parceria de Babby do Cavaco favorita para vencer na União de Maricá

A parceria de Babby do Cavaco, Rafael Gigante, Marcelo Adnet, Hélio Porto, Jefferson Oliveira e André do Posto 7 foi apontada por 84,8% favorita pelos leitores do CARNAVALESCO para vencer a disputa de samba da União de Maricá para o Carnaval 2026. A parceria de Claudio Russo, Marcelinho Moreira, Julio Alves, Manolo, Anderson Lemos e Fadico recebeu 10,5% e a parceria de Vinícius Santos, Rogerinho do PT, Jânio Oasis, Jailton Russo, Bruno Braga e Flavinho Bento ficou com 4,7%.

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Foto: Leandro Andrade/Divulgação Maricá

Além da escolha do samba-enredo, a noite promete ser uma grande festa, com apresentações de Nego Damoé e do grupo Clareou. A entrada será solidária, com a doação de 1kg de alimento não perecível. Em 2026, a União de Maricá será a sexta escola a desfilar na Série Ouro, no sábado, 14 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí.

 

Eliminatória da Beija-Flor expõe cenário competitivo e sambas com mensagens de impacto

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Em mais uma quinta-feira de eliminatória, a Beija-Flor de Nilópolis levou sete sambas para a próxima fase da disputa, com a eliminação das parcerias de Picolé da Beija-Flor e Arnaldo Matheus. Com o enredo “Bembé”, do carnavalesco João Vitor Araújo, a Azul e Branca da Baixada será a segunda escola a desfilar na segunda-feira de carnaval em 2026. Veja abaixo a análise do CARNAVALESCO.

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Parceria de Marcelo Guimarães: A parceria de Marcelo Guimarães, Cesar Neguinho, Wander Timbalada, Rogério Damata, Maicon Lazarim e Vander Sinval foi a terceira a pisar no palco nilopolitano, com Pixulé à frente do microfone, em uma performance muito boa que levantou o ânimo da quadra. O samba apresentou momentos interessantes na segunda parte, especialmente na mudança leve do ritmo da melodia, que se torna mais suave a partir do trecho “Por rio segue o mar de gente, vão passando as horas”. Esse ponto marca a subida para o refrão, que se destacou e foi bem cantado pela torcida. O refrão principal também chama atenção pela animação rítmica, valorizando o histórico da agremiação em enredos afro e religiosos logo no primeiro verso: “Meu Beija-Flor azul e branco, macumbeiro/Quilombola, feiticeiro, herdeiro de Bembé”, igualmente muito cantado.

Parceria de Júnior PQD: Pitty de Menezes defendeu com intensidade a parceria de Júnior PQD, Ailson Picanço, Nando Billy Mandy, Marcelo Moraes, Geraldo M. Felício e Robson Carlos, contando ainda com Hudson Luiz como apoio nos vocais, o que deu mais potência à apresentação. A obra empolgou a torcida e os componentes presentes na quadra, tendo como ponto alto o refrão do meio: “Firma na palma, eu quero ver!/Samba de roda, maculelê/No cangerê do meu iylê/Treze de maio não foi de graça/Quem é quilombo nunca mais será senzala!” A melodia combina bem com os versos, especialmente os dois últimos, que trazem grande força para a mensagem do enredo. Outro momento marcante está na primeira parte do samba, em “Flores para inanaê! (inaê, inaê!)/Cativeiro nunca mais!/Mas será que a liberdade/Trouxe a dignidade ou um novo capataz?”, também bastante cantado na quadra.

Parceria de Rômulo Massacesi: De autoria de Rômulo Massacesi, Lucas Gringo, André Jr., Nurynho Almawi, Doguinho e Ali Jabr, o quinto samba da noite teve Marquinho Art’Samba e Leozinho Nunes nos microfones principais, com apoio reforçado e uma apresentação muito potente. O samba foi bem cadenciado do início ao fim, valorizando o enredo da escola e destacando a cultura e religiosidade do Bembé. Os refrões cumpriram bem o papel de explosão, sendo cantados com força pela torcida, como em “O chão da magia emana axé/Sou Beija-Flor, casa de candomblé”. Outro momento de impacto foi a subida para o refrão: “Ao ver minha luta resista/Tem sangue por trás da conquista/O jogo alafiou o meu legado/Respeita pra ser respeitado”.

Parceria de Júnior Trindade: Com Bruno Ribas como intérprete principal, a obra de Júnior Trindade, Élson Ramires, JP Figueira, Ricardo Castanheira, Marcão da Gráfica e Júlio Alves teve uma apresentação animada, com apoio de Tuninho Jr. O refrão principal, encerrado pelo verso “Nilópolis, terra da magia/É muita macumba, parece a Bahia”, foi um dos pontos altos, empolgando a torcida. Outro destaque foi a segunda parte da obra, com melodia mais suave em versos como: “Em tuas águas vai meu povo de santo/De azul e branco o barco a navegar/Yabás, um reencontro espiritual/Que vem da África ancestral”.

Parceria de Sidney de Pilares: Composto por Sidney de Pilares, Marquinhos Beija-Flor, Chacal do Sax, Cláudio Gladiador, Marcelo Lepiane e Salgado João Conga, o sétimo samba da noite foi interpretado por Wander Pires, com apoio de Wandinho e Rafael Tinguinha. A apresentação foi potente e bastante animada, com forte participação da torcida, que cantou em coro trechos como o bis de subida para o refrão principal: “A curimba de baiano faz Nilópolis cantar/Aiê yê! Odoyá!”. O início da obra também chamou atenção com versos marcantes: “Não me peça pra calar minha verdade/Pois a nossa liberdade não depende de papel”, além da subida para o refrão do meio: “Não tememos ataque algum/A rua ocupamos por direito!”.

Parceria de Julio Assis: Tinga e Nêgo conduziram, junto aos apoios Thiago Acácio e Juan Briggs, o samba de Julio Assis, Diego Oliveira, Diogo Rosa, Manolo, Julio Alves e Léo do Piso, em uma das grandes apresentações da noite. A torcida cantou forte durante toda a obra, que se destacou especialmente no bis e no refrão principal: “Atabaque ecoou, liberdade que retumba/Isso aqui vai virar macumba”. “Deixa girar que a rua virou bembé/Deixa girar que a rua virou bembé/O meu egbé faz valer o seu lugar/Eró eró Beija-Flor, alafiá!” Outros trechos marcantes foram “Sou eu Beija-Flor/Filho de santo que jamais se omitiu/O canto livre dos terreiros do Brasil/Que ainda clamam alforria”, com melodia interessante, e o falso refrão do meio, também de destaque.

Parceria de Kirrazinho: Encerrando a noite, a obra de Kirrazinho, Gui Karraz, Moisés Santiago, Miguel Dibo, Dr. André Lima e Denilson Sodré foi conduzida por Charles Silva, Igor Vianna e Tem-Tem Jr., com participação de Igor Pitta, em uma apresentação de muita força e animação. O samba, bastante poético, destacou-se nos refrões, como o principal, que remete à ancestralidade jeje-nagô e ao fundador da escola, Cabana. O refrão do meio, com melodia envolvente, foi bem cantado pela torcida: “Oro mi má oro mi maior/Oro mi má oro mi maior/A benção mainha, nos cubra de amor/E leva meu sonho nas asas de um Beija-Flor”. Na segunda parte, também ganhou força o trecho “Meu nego, te desejo liberdade/No balaio frente à purificação/Desse meu lugar não saio, ninguém solta a minha mão”, consolidando a obra como um dos destaques da noite.

Beija-Flor recebe presidente do IPHAN para conhecer projeto do Carnaval 2026

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A Beija-Flor de Nilópolis recebeu, na tarde de ontem, a visita do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Leandro Grass, acompanhado de representantes do próprio Instituto e do Ministério da Cultura. O grupo foi recebido pelo presidente da escola, Almir Reis, e pelo time de enredistas da agremiação, que apresentaram em primeira mão todos os desenhos, alegorias e o conceito do desfile de 2026. O enredo da próxima temporada, intitulado “Bembé”, homenageia a mais antiga celebração pública de Candomblé do Brasil, realizada há mais de um século na cidade de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano.

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Foto: Beija-Flor de Nilópolis/Caio Marcelino

A visita ofereceu ao presidente do IPHAN um acesso exclusivo ao processo criativo da Beija-Flor, conduzido pelo carnavalesco João Vitor Araújo, e reafirmou a importância de estabelecer pontes entre o patrimônio cultural imaterial e a arte do Carnaval.

Recentemente, a Beija-Flor recebeu do IPHAN uma carta oficial de parabenização pela escolha do enredo, além do título de “Amigos do Patrimônio”, reconhecimento concedido à agremiação por destacar, através do samba, um bem cultural tombado e registrado como patrimônio imaterial brasileiro.

Para o presidente da Beija-Flor, Almir Reis, esse reconhecimento é motivo de orgulho para toda a comunidade nilopolitana: “O título de ‘Amigos do Patrimônio’ reforça a missão da Beija-Flor de transformar a Sapucaí em palco da nossa memória coletiva. O Bembé é resistência, fé e arte, e a nossa escola será a voz que ecoará essa celebração para o mundo.”

Com o enredo “Bembé”, a Beija-Flor reafirma seu compromisso com a preservação da memória afro-brasileira, celebrando a ocupação dos espaços públicos, a ancestralidade negra e a pluralidade cultural do Recôncavo Baiano em seu desfile de 2026. A escola será a segunda a desfilar na segunda-feira de Carnaval, dia 16 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí.

Mocidade recebe corte do carnaval de la 44, da Colômbia, para intercâmbio cultural

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A Mocidade Independente de Padre Miguel abriu as portas do seu barracão, na Cidade do Samba, para receber a comitiva especial do Carnaval de La 44, de Barranquilla, Colômbia. A visita teve como objetivo estreitar laços culturais, compartilhar boas práticas e abrir uma conversa para intercâmbio cultural entre os profissionais de cada país. A rainha do carnaval colombiano, Sharon Hurtado, destacou a emoção de pisar em um barracão e poder conhecer mais sobre os detalhes por trás do maior show da Terra.

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Foto: Divulgação/Mocidade

“Como países hermanos é muito importante termos essa troca e conhecermos mais sobre as nossas culturas. Em nome de todo povo, agradeço a receptividade da Mocidade e espero que possamos estar ainda mais juntos depois dessa visita tão especial para a gente. Estar aqui é realizar um sonho”.

A Mocidade foi representada pelo Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Diogo Jesus e Bruna Santos. Além do Diretor de Relações, Will Costa, da Coordenadora das Composições, Margareth de Oliveira e do Diretor de Marketing, Bryan Clem, que ressaltou a importância desta troca.

“Nesta mesma semana fomos homenageados pela London School no carnaval de Londres e agora recebemos a comitiva Colombiana. Isso só mostra a força da nossa cultura e do nosso carnaval. Que possamos ter cada vez mais esse tipo de intercâmbio para alavancar nossos interesses comerciais e falar alto como marca para fora do nosso país”.

O Carnaval de la 44 é uma das maiores manifestações populares da Colômbia e será realizado no final de janeiro de 2026.

Em reta final, Imperatriz Leopoldinense realiza mais uma eliminatória nesta sexta

Seguindo o planejamento para o Carnaval 2026, a Imperatriz Leopoldinense realiza nesta sexta-feira, a partir das 20h, em sua quadra de ensaios, em Ramos, Zona da Leopoldina do Rio, mais uma etapa eliminatória para escolha de seu samba-enredo. Seis sambas seguem na disputa, e apenas quatro irão para a fase semifinal, que será realizada no dia 06/09, na tradicional feijoada da agremiação.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

Confira as obras concorrentes:
Samba 5 – Hélio Porto, Aldir Senna, Orlando Ambrósio, Miguel Dibo, Marcelo Vianna e Wilson Mineiro;
Samba 6 – Renan Gêmeo, Raphael Richaid, Rodrigo Gêmeo, Silvio Mesquita, Sandro Compositor e Marcelo Adnet;
Samba 7- Me Leva, Thiago Meiners, Miguel da Imperatriz, Daniel Paixão, Herval Neto e Jorge Arthur;
Samba 10- Jeferson Lima, Rômulo Meirelles, Chico de Belém, Mirandinha Sambista, Alfredo Júnior e Tuninho Professor;
Samba 12- Luizinho das Camisas, Chacal do Sax, Mateus Pranto, Tamyres Ayres, Camila Lúcio e Martins;
Samba 13- Gabriel Coelho, Alexandre Moreira, Guilherme Macedo, Chicão, Antônio Crescente e Bernardo Nobre;

Em busca do 10º campeonato de sua trajetória, a Rainha de Ramos será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval (15/02) e levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Camaleônico”, do carnavalesco Leandro Vieira, em homenagem ao artista Ney Matogrosso. A grande final de samba-enredo está marcada para o dia 19/09.

SERVIÇO:
Quartas de final do GRES Imperatriz Leopoldinense
Dia: 29/08/25
Hora: a partir das 20h
Endereço: Quadra de ensaios LPD- Rua _Professor Lacé, 235- Ramos
Entrada: gratuita
Venda de camarotes pelo telefone: (21) 98317-6137

‘Queremos que a comunidade viva o enredo’, diz Dudu Falcão sobre homenagem a mestre Ciça

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Atual quarta colocada do Grupo Especial e líder do ranking da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), a Unidos do Viradouro se prepara, com grandes expectativas, para homenagear um dos maiores ídolos da comunidade de Niterói e São Gonçalo. A Vermelha e Branca levará para a avenida o enredo “Pra Cima, Ciça!”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon. Diante da grande expectativa e do impacto do enredo para a comunidade da escola, o CARNAVALESCO conversou com o diretor-geral de Harmonia da Viradouro, Dudu Falcão, sobre a euforia dos componentes e sua relação com o quesito.

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“Controlar a euforia de um enredo tão significativo é algo que a gente não quer. Nós queremos, de fato, que a comunidade da Viradouro viva esse enredo na essência. Esse enredo fala sobre o Ciça, fala sobre cada quesito, fala sobre cada componente da escola, não só da Viradouro, mas de todas as escolas. Nós queremos que o componente realmente tenha euforia, tenha emoção, tenha uma dedicação especial, porque, mais do que nunca, nós estamos representando um enredo vivo na avenida”, disse Dudu Falcão.

Em meio à disputa de samba-enredo da Viradouro, é enorme a expectativa pela obra que vai homenagear Mestre Ciça na avenida. Em declarações recentes, Ciça manifestou o desejo de ter um samba com melodia forte, característica que casa com seu estilo musical à frente da bateria.

Samba-enredo para homenagear Mestre Ciça

Dudu Falcão revelou ao CARNAVALESCO as características que o samba-enredo precisa ter para ser o escolhido na Viradouro. “A escola vai sempre ver o que é melhor para o projeto. Mas não tem como negar que é importante escolher uma boa melodia, que impacte, uma melodia forte, que impulsione a escola, que emocione a escola e tudo que está em volta da escola.”

“É claro que o Ciça vai ser sempre uma referência, mas também será referência tudo o que a direção, a parte estética e, principalmente, a parte artística disserem que é o melhor caminho para o nosso desfile. Harmonia, Evolução e os outros sete quesitos vão dizer qual samba vamos levar para a avenida”, completou o diretor.

Nos últimos anos, a Viradouro se tornou referência e se notabilizou pelo alto nível nos quesitos de chão, como Harmonia e, sobretudo, Evolução. No Carnaval de 2025, porém, a escola recebeu duas notas 9.9 em Evolução e foi alvo de críticas sobre o desempenho no quesito.

Ao CARNAVALESCO, Dudu Falcão fez uma avaliação do desempenho da escola em Evolução em 2025. “Como todo ano, mesmo quando é nota 10 de ponta a ponta, nós avaliamos nosso trabalho. Quando não é, vamos avaliar mais ainda. Não estamos trabalhando com terra arrasada. Só estamos olhando para dentro, vendo o que foi certo, o que foi errado, e vamos trabalhar muito mais este ano para entregar novamente excelência.”

“Atingir o grau de excelência é difícil, manter-se é mais difícil ainda. Mas vamos buscar esse grau de excelência, que é a referência que a escola sempre teve. Isso só vai acontecer com muito trabalho, com a ajuda desse grupo de Harmonia muito forte e, principalmente, dessa comunidade, que cobra muito nosso barulho”, completou.

A Unidos do Viradouro será a terceira escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval em 2026, levando para a avenida o enredo “Pra Cima, Ciça!”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon.

Presidente da Portela recebe título de Benemérito da Liesa: ‘reconhecimento da trajetória construída com respeito, paixão e dedicação ao carnaval’, diz Escafura

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Na tarde da última quinta-feira, o Presidente da Portela Junior Escafura, foi homenageado com o título de Benemérito pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). A honraria foi recebida pelo reconhecimento de sua contribuição e dedicação ao carnaval carioca, fruto de todos os anos de atuação e apoio às escolas de samba.

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Foto: Divulgação/Rio Carnaval

Mesmo com apenas três meses à frente da presidência da Portela, Escafura tem se destacado pelo seu compromisso com a maior campeã do Carnaval. Ao receber o título, ressaltou a importância da homenagem.

“Receber o título de Benemérito da Liesa é o reconhecimento de uma trajetória construída com respeito, paixão e dedicação ao Carnaval. Hoje estou na presidência da Portela, mas minha caminhada no samba começou há muitos anos, passei por Direção de Carnaval, Harmonia e diversos outros segmentos. Assim como tantos outros sambistas, sei que essa homenagem não é apenas pessoal, ela representa também a força da comunidade portelense e de todas as agremiações das quais eu tive oportunidade de passar. Só agradecer por mais um passo dado!”, declara Junior Escafura.

A cerimônia foi realizada na sede da Liesa e reuniu dirigentes das escolas de samba e outros beneméritos reconhecidos pela mesma honraria.

Quem saiu na frente? A leitura do CARNAVALESCO sobre a última eliminatória da Tijuca

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A Unidos da Tijuca realizou mais uma eliminatória de samba-enredo nesta quinta-feira, 28 de agosto. Caminhando para a reta final, a quadra da escola foi palco da apresentação das cinco obras que disputam a escolha do hino de 2026 da Amarelo e Azul do Borel. O CARNAVALESCO acompanhou a última etapa e traz abaixo a análise das apresentações. Foi notório que a comunidade está bem engajada na disputa: havia passistas que sambaram e cantaram junto com a torcida de todos os sambas apresentados na noite.

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Foto: Guibsom Romão/CARNAVALESCO

Parceria de Gabriel Machado: Com Charles Silva no microfone, a parceria de Gabriel Machado, Júlio Pagé, Robson Bastos, Miguel Dibo, Serginho Motta, Orlando Ambrósio, Jefferson Oliveira e Lucas Macedo fluiu bem durante a apresentação. A performance foi acompanhada por uma mulher interpretando Carolina Maria de Jesus, utilizando livros e pedaços de papelão, remetendo a objetos marcantes da vida da escritora. O fim do refrão, com a volta da cabeça do samba, funciona bem e mantém a obra em alta. O trecho “Em versos eu falei com Deus / Ensinei aos filhos meus / O alfabeto da alforria” — em especial o início — potencializa o samba.

Parceria de Totonho: A parceria de Totonho, Júlio Alves, Dudu, Cláudio Russo, Chico Alves, Jorge Arthur, Machado e Fadico contou com a condução no microfone de Pitty de Menezes e Tinga. O verso “Maria de Jesus e dos Brasis / Não há amarra que vá nos fazer parar / Um livro aberto fala mais que mil fuzis / Abre a porta social pro meu Borel entrar” é potente e carrega um tom de manifesto. Em suma, o samba teve boa performance na quadra, conduzido de forma magistral pelos intérpretes. O trecho “Ê Canindé, cada um com sua cruz / Ê Canindé, eu também sou de Jesus” apresenta melodia atraente e impulsiona a obra.

Parceria de Leandro Gaúcho: A parceria de Leandro Gaúcho, Anderson Benson, Maia Cordeiro, Clairton Fonseca, Fogaça, Davison Jaime, Manoel, Alemão, Paulo Marrocos e Ailson Picanço contou com Wantuir e Wic Tavares no comando do microfone. Amparado por uma torcida aguerrida, o samba foi muito bem defendido por pai e filha, que já possuem forte identificação com a escola. O verso “Um quarto de despejo para quem é Maria” levantou a apresentação na quadra.

Parceria de Arlindinho: Com Igor Sorriso, intérprete do Salgueiro, na voz, a parceria de Arlindinho, Babi Cruz, Diego Nicolau, Adolfo Konder, Luiz Petrini, Luiz Pavarotti, Michel Portugal e Fred Camacho foi o penúltimo a se apresentar. É visível a aderência do samba junto à comunidade. O trecho “Assina: Carolina Maria de Jesus!!!” teve grande efeito na quadra e, por si só, manteve a obra em alta durante toda a apresentação.

Parceria de Lico Monteiro: Com a interpretação de Wander Pires, da Viradouro, a parceria de Lico Monteiro, Samir Trindade, Leandro Thomaz, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane, Thelmo Augusto, Gigi da Estiva e Juca fechou a noite de apresentações. O samba possui uma letra sensível e profunda. Durante sua execução, a obra foi cantada pelas baianas e por integrantes da Velha Guarda presentes na quadra. O refrão “Muda essa história, Tijuca / Tira do meu verso a força pra vencer! / Reconhece o seu lugar… e luta / Esse é o nosso jeito de escrever!” puxou o público e fez o samba ecoar com força.