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Verde e Rosa muito bem servida! Confira panorama geral da disputa de samba da Mangueira para o Carnaval 2026

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A Mangueira iniciou, neste último sábado, a disputa geral de samba-enredo para o Carnaval 2026, e o CARNAVALESCO acompanhou as apresentações das 15 primeiras obras concorrentes direto do Palácio do Samba. Confira abaixo nossa análise das oito parcerias classificadas para a próxima etapa do concurso.

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Parceria de Estevão Ciavatta: Primeiro entre os classificados a se apresentar, o samba assinado por Estevão Ciavatta, Pedro Tatuí, JotaPê, Gabriela Diniz, Jefferson Oliveira e Miguel Dibo contou com uma torcida animada. A obra foi conduzida pelas vozes de Gilsinho, Charles Silva e Matheus Gaúcho, apresentando uma pegada cadenciada, iniciada pelo agradável refrão de cabeça, em que se destaca o verso “Cada canto do Amapá tem um tantinho de Mangueira”. O momento de explosão surge logo em seguida, nos versos “Aos pés do Amapá, o som do maracá”, que conduzem a energia musical pelo restante da letra. Na segunda passagem, a presença da bateria deu ainda mais fôlego ao conjunto.

Parceria de Chacal do Sax: Na sequência, Marquinho Art’Samba, Tem-Tem Jr. e Rafael Tinguinha defenderam a obra assinada por Chacal do Sax, Fábio Martins, Marcelo Martins, Vitor Leandro, Augusto Gigi, Jean Michel e Gaspar. O samba apresenta originalidade, alternando a tonalidade melódica entre suas diferentes divisões. O refrão principal aposta na criatividade com a repetição “Sem ervas nada se faz! Sem ervas nada se faz!”, entre versos de estilo clássico que entregam para a primeira do samba com bom jogo de palavras no trecho “Evoco o xamã babalaô”. Sem um refrão central, a obra se apoia em duas estrofes mais curtas, em tons distintos, que se encaixaram bem na proposta. O desfecho traz o belo jogo de versos “Só quem vive a Amazônia sabe que é terra negra / O aroma verde e rosa é da Estação Primeira”, completando o conjunto harmônico que conquistou a torcida de forma espontânea.

Parceria de Beto Savanna: A interpretação de Pitty de Menezes, Igor Vianna e Dodô Ananias transformou o Palácio do Samba em floresta ao dar vida à obra assinada por Beto Savanna, Rodrigo Pinho, Wilson Mineiro, Daniel Paixão, Jonathan Tenório e Grassano. A explosão veio logo no início, com os versos em repetição “Saravá, Xamã Babalaô”, que antecedem o refrão de cabeça. Além da intensidade, a letra cita a quadra da Verde e Rosa, contagiando de imediato a torcida, que se manteve animada até o fim. A primeira do samba carrega a energia de forma cadenciada, preparando o terreno para mais uma explosão no refrão do meio, marcado pelo verso duplicado “Reza pra benzer, ô, reza pra benzer”. A parte final acumula força para a virada, enriquecida pelos marcantes versos “Mas ele é o tacape que insiste em ser farol / Ele é o espelho da vovó”, encerrando a apresentação em clima extasiante.

Parceria de Pedro Terra: Uma torcida volumosa se aproximou do palco quando Thiago Acácio defendeu a obra assinada por Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal. O samba mistura o estilo que consagrou a Verde e Rosa no passado com a energia contemporânea. Já no primeiro refrão, os versos “A magia do meu tambor te encantou no jequitibá” estabelecem o tom acolhedor da obra. A emoção se intensifica na primeira parte com “Árvore-mulher, Mangueira quase centenária”. A parte central é composta por estrofes curtas em repetição, introduzidas pela animada combinação “Çai erê babalaô, Mestre Sacaca”. O desfecho, rico em poesia, cita Benedita de Oliveira e completa um samba que manteve os ânimos elevados do público.

Parceria de Ivo Meirelles: O refrão principal da obra de Ivo Meirelles, Gilson Bernini, Gustavo Clarão, Xande de Pilares, Edinho Gomes e Felipe Mussilli é uma exaltação à bateria: “Tem que respeitar meu tamborim”. O samba, conduzido por Ito Melodia, Vitor Cunha e Bruno Ribas, apostou no sentimento da comunidade, embalado por uma torcida de peso. A construção clássica ganha destaque no refrão central, com bom jogo de palavras em “Turé! Turé! O pajé incorporou / Saravá Mestre Sacaca, o xamã babalaô”. No desfecho, os versos “Mergulhei nos mistérios, pude refletir / A herança dos meus ancestrais” trazem uma melodia distinta, conduzindo o encerramento da apresentação.

Parceria de Manu da Cuíca: Com interpretação de Bira Silva, o samba de Manu da Cuíca, Luiz Carlos Máximo, Marcio Bola, João Carlos, Victor Nunes e Mama destacou-se pelos jogos de palavras criativos. No refrão de cabeça, brilha o trecho: “Eu sou Mangueira / Dos pés ao penacho / Na maré do Marabaixo / Tô pra lá de Macapá”. A letra também exalta o centenário da escola, ao citar a “Nega quase centenária”. A obra, cadenciada do início ao fim, aposta em versos de fácil conexão e conquistou um público mais independente em relação às demais parcerias.

Parceria de Lequinho: Assinada por Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Julio Alves, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim, a obra se destaca pela poesia marcante e soluções contemporâneas. A torcida vibrou quando Tinga entoou os versos que antecedem o refrão de cabeça: “Le le le le le le! Aê! Aê! Le le le le le á! / Deixa o morro descer / Pra Amazônia incorporar”, ponto alto da apresentação. O refrão central reforça a força da letra com “Que o doutor da floresta… Sacaca / É ciência que não se lê”. O desfecho cresce melódica e liricamente até a repetição de “Quem guarda a cultura preserva o país”, finalizando com a identificação entre o estilo de vida de Sacaca e o do mangueirense: “Onde a vida é muito mais do que se vê / Só quem ama a escola de Zangaia e de Cartola consegue entender”. A torcida permaneceu animada, sinalizando o potencial da obra.

Parceria de Alexandre Naval: A noite no Palácio do Samba foi encerrada pela parceria de Alexandre Naval, Wendel Uchoa, Ronie Machado, Giovani, Marquinho M. Moraes e Ailson Picanço. O samba chamou atenção pela grande torcida, que sabia a letra de cor e ensaiou junto com Wantuir, Wic Tavares e Hudson Luiz. A obra mistura elementos tradicionais com criatividade, mesmo mantendo um andamento mais cadenciado. Seu refrão de cabeça evoca ancestralidade: “Caboclo Preto Velho, Verde e Rosa é meu sagrado / Toca o Marabaixo, Mangueira!”. A complexidade da letra se desenvolve até o refrão do meio, com menções ao trabalho curativo de Mestre Sacaca. O desfecho mescla emoção e criatividade, culminando no jogo de palavras dos versos “Canta! No terreiro oração se dança! / Samba! No laguinho, rei sentinela!”, responsáveis por devolver o samba ao refrão inicial e encerrar a apresentação em alto nível.

Coroação histórica: Após 17 anos, Juliana Paes retorna como rainha de bateria da Viradouro para o Carnaval 2026

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A quadra da Unidos do Viradouro, em Niterói, ficou pequena na noite do último sábado, para receber um dos momentos mais aguardados do carnaval carioca: a coroação de Juliana Paes como rainha de bateria. Após 17 anos afastada do posto, a atriz foi ovacionada por uma multidão que lotou o espaço e não conteve a emoção. Chorando bastante, Juliana descreveu o retorno como “um sonho realizado” e afirmou que seu “coração voltou a bater no compasso da Furacão Vermelho e Branco”.

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Fotos: Luan Costa/CARNAVALESCO

O retorno acontece no ano em que a escola homenageia o mestre de bateria Ciça com o enredo “Pra Cima, Ciça”. Rainha entre 2004 e 2008, Juliana volta em um momento especial, atendendo a um convite pessoal do mestre.

“Eu amo essa escola. Sempre que podia, vinha para cá, minha família ainda mora aqui. Mas o meu carinho pelo Ciça é diferente: ele é como um pai para mim, me lembra meu próprio pai, por essa coisa de proteção. Temos muitas histórias juntos e estou muito feliz de voltar justamente em um enredo sobre ele”, disse Juliana, emocionada.

Emoção da escola e o desejo antigo

Para o presidente de honra Marcelo Calil Petrus, a volta da atriz representa a realização de um desejo antigo: “Era uma coisa que a gente já queria há muito tempo. Também era um desejo do Ciça, e ela atendeu. Estamos muito felizes com isso”.

O carnavalesco Tarcísio Zanon também não escondeu a alegria: “A Juliana faz parte do enredo, mais do que simplesmente ser rainha de bateria. Ela tem uma história linda com a escola. Não posso contar nada sobre a fantasia dela, mas é um spoiler: vem coisa linda por aí. É uma honra vestir essa grande rainha, que começou aqui como passista e hoje é uma das maiores artistas do Brasil”.

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Ciça realiza um sonho

Homenageado do enredo, o mestre Ciça revelou que Juliana não esperava o convite para reassumir o posto: “A Juliana já queria desfilar, mas não sabia que eu ia chamá-la para ser rainha. Ela tomou um susto, mas aceitou de cara. Ela quer viver esse momento comigo, que é meu, mas também é dela”.

Sobre os tradicionais passinhos que costumam marcar presença nos desfiles, Ciça deixou no ar: “Vai ter surpresa! Estamos fechando a escolha do samba, mas claro que vai ter.”

Uma coroação inesquecível

A noite foi marcada por emoção e nostalgia. A quadra estava lotada, reunindo torcedores, integrantes da escola, imprensa e convidados. Para o presidente Marcelinho Calil, o reencontro sela um momento histórico: “Juliana é cria desse chão. A vontade do Ciça era a vontade da escola. É um reencontro magnífico, nostálgico e, ao mesmo tempo, muito sólido. A escola está em êxtase, não teria uma rainha melhor para desfilar ao lado dele.”

Por enquanto, apenas 2026

Apesar da grande expectativa, Marcelinho deixou claro que, por enquanto, o acordo com a atriz vale somente para o Carnaval 2026: “O nosso combinado é só para este ano. A Juliana tem outros projetos e a Viradouro também tem seus caminhos. O importante é viver esse momento intensamente. Depois, a gente vê o que acontece”.

Com a quadra lotada, lágrimas, aplausos e um clima de festa, Juliana Paes foi coroada rainha de bateria da Viradouro. Seu retorno sela não apenas um capítulo marcante na história da escola, mas também reforça o vínculo de amor e gratidão que ela mantém com o mestre Ciça e com a Furacão Vermelho e Branco.

Três sambas empolgam e se destacam em noite festiva da Viradouro

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A Unidos do Viradouro realizou, no último sábado, em sua quadra, mais uma etapa da eliminatória de samba-enredo para o Carnaval 2026. O CARNAVALESCO, por meio da série “Eliminatórias”, esteve presente. Abaixo, você confere a análise de cada apresentação. Nesta noite, se apresentaram oito sambas. O anúncio das obras que seguem na disputa será feito nas redes sociais da escola na próxima terça-feira.

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Parceria de Thiago Carvalhal: A primeira obra da noite foi assinada por Thiago Carvalhal, Bebeto Maneiro, Ludson Areia, Babby do Cavaco, Carlinhos Viradouro, Vinícios Moro, Pablo Adame e Rodrigo Neves. A apresentação contou com a condução segura do premiado intérprete Nego, que imprimiu ao samba a energia e a pegada necessárias para envolver o público. O ponto alto foi o refrão principal: “Abraço de mãe na Viradouro // A sua história não se apagará // É dia de festa, maestro do morro // Tem muita macumba pra comemorar!” O trecho se destacou pela força e funcionalidade na quadra. O único senão foi a presença de alguns torcedores lendo a letra para acompanhar a apresentação.

Parceria de Claudio Russo: O segundo samba da noite foi assinado por Claudio Russo, Dudu Nobre, Anderson Lemos, Lequinho, Junior Fionda, Totonho, Fadico, Manolo, André Braga e Júlio Alves. A interpretação ficou a cargo de Tinga, que transformou a apresentação em um verdadeiro espetáculo. Mesmo antes do início oficial, a torcida já entoava trechos da obra, criando um clima de expectativa. Quando Tinga assumiu o microfone, incendiou a quadra: chuva de papéis picados, bandeiras erguidas e, sobretudo, o samba cantado em coro. Os refrões, tanto o principal quanto o do meio, foram os mais entoados. O grande destaque, no entanto, ficou para os versos que antecediam o refrão principal: “Vou bater macumba // Vou bater macumba”, que ganharam força especial na voz da comunidade.

Parceria de Paulo César Feital: O terceiro samba da noite foi composto por Paulo César Feital, Inácio Rios, Márcio André Filho e Igor Federal. A obra foi defendida por Bruno Ribas, que conduziu a apresentação com maestria. A estrutura remete bastante à obra escolhida em 2025, assinada pelos mesmos compositores, evidenciando uma linha de construção que tem se mostrado funcional e competitiva. A parceria também levou um expressivo número de torcedores à quadra, reforçando sua força no concurso. Momentos de destaque surgiram já na abertura do samba: “Samba de sambar // É fogo na pele e no couro // Batuca a essência no fundo da alma da Viradouro” e também no refrão do meio: “Adarrum, afoxé, ijexá // Maestro da fé, alma lavada no Abaeté // Filho de Dona Guida nunca perde a batalha // Pode contar que a magia do ‘Velho’ não falha”.

Parceria de Deco: O quarto samba da noite foi assinado por Samir Trindade, Deco, Deiny Leite, Victor Rangel, Fabrício Sena, Felipe Sena, Robson Moratelli, Jeiffer, Ricardo Castanheira e JP Figueira. A condução ficou a cargo do intérprete Gilsinho, que imprimiu sua marca e garantiu uma apresentação firme e bem estruturada. A presença de uma torcida numerosa e vibrante ajudou a potencializar o clima, tornando a exibição ainda mais contagiante. Na letra, o samba presta diversas referências à trajetória de Mestre Ciça, mas sem soar repetitivo. As lembranças surgem com frescor, em novas melodias, resultando em uma obra que reverencia o passado e, ao mesmo tempo, se afirma como novidade. Esse equilíbrio fica evidente em trechos como o final: “E a Viradouro, meu amor, faz a homenagem”.

Parceria de Felipe Filósofo: O quinto samba da noite foi assinado por Felipe Filósofo, Fábio Borges, Russo da Festa, Elenice Baptista, Cacá Nascimento, Márcio Nascimento, Felipe Trotta, Devid Gonçalves, Evaldo Silva e Porkinho. A interpretação ficou sob responsabilidade de Igor Sorriso, que conduziu a obra com firmeza e carisma, acompanhado por Thiago Acácio e Cacá Nascimento. A apresentação teve um clima contagiante, resultado tanto da condução segura do trio quanto da energia da torcida, que cantou e vibrou do início ao fim. O grande momento veio no refrão do meio, quando os versos “De joelhos, de joelhos reza o tambor” ecoaram com intensidade, emocionando e empolgando ao mesmo tempo. O samba se destacou por equilibrar passagens festivas com momentos mais densos e emotivos.

Parceria de Mocotó: O sexto samba da noite foi assinado por Mocotó, PC Portugal, Arlindinho Cruz, J. Lambreta, André Quintanilha, Rodrigo Deja, Ronilson Fernandes, Renato Pacote, Reinaldo Guimarães e Bira Fernandes. A condução ficou por conta do intérprete Emerson Dias, que deu voz à obra com energia e segurança. Foi uma das apresentações mais completas da noite, reunindo animação, criatividade e potência. O samba manteve a vibração constantemente em alta, criando uma atmosfera sempre positiva e em sintonia direta com o enredo em homenagem a mestre Ciça. Algumas passagens emocionaram, demonstrando a versatilidade da composição. A torcida deu um verdadeiro espetáculo à parte. Além das tradicionais bandeiras, levou imitações de instrumentos e até um grupo de bate-bolas, sendo até então a mais criativa da disputa. O ponto alto foram os refrões, especialmente o principal, que marcou o ápice da apresentação e arrancou forte reação do público.

Parceria de Claudio Mattos: A penúltima obra da noite foi assinada por Claudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet e Thiago Meiners. A condução ficou a cargo de Pitty de Menezes, que foi um dos grandes responsáveis pela avalanche que se tornou a apresentação. Impactante, contagiante e com ares de favorita, a obra desponta como forte candidata à final. Antes mesmo da apresentação, o samba já figurava entre os mais comentados e, na quadra, mostrou estar definitivamente na boca da torcida e dos segmentos da escola. Durante a passagem, muitos componentes cantaram com empolgação, reforçando a força da obra. O samba dialoga perfeitamente com a narrativa do enredo e, acima de tudo, remete ao modelo de sucessos que a Viradouro tem levado para a avenida nos últimos anos.

Parceria de Lucas Macedo: O último samba da noite foi apresentado pelos compositores Lucas Macedo, Diego Nicolau, Jefferson Oliveira, Vinicius Ferreira, Richard Valença, Miguel Dibo, Orlando Ambrósio, Hélio Porto, Aldir Senna e Wilson Mineira. A defesa ficou a cargo de Zé Paulo, Diego Nicolau e Charles Silva, que conduziram a obra com excelência. A parceria também levou um expressivo número de torcedores à quadra, reforçando sua presença no concurso. O samba apresentou ótimas variações melódicas e trechos de grande inspiração. Ganhou destaque o bis que antecede o refrão, evocando a melodia do clássico samba-exaltação da Estácio de Sá: “Hoje a Furacão prova seu amor // Eternamente, Professor!” Outro momento marcante foi a parte final, com versos de forte impacto coletivo: “Êêêêê… tá de alma lavada o Caveira! // Êêêá… é macumba de Alafiá! // No seu comando, o rufar é nossa voz // Serei sempre por você // Como sempre foi por nós”. O resultado foi uma apresentação intensa e vibrante, que consolidou o samba como um dos pontos altos da noite.

Portela reativa Departamento de Esportes e anuncia projeto para construção da Vila Olímpica da escola

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Na manhã deste sábado, a Portela oficializou a retomada do seu Departamento de Esportes, resgatando um de seus pilares estatutários e reafirmando o compromisso social da escola com a comunidade. As atividades serão realizadas no River Futebol Clube, localizado no bairro da Piedade, Zona Norte do Rio de Janeiro, e oferecerão à população oportunidades em diversas modalidades, entre elas futebol, vôlei e outras cinco práticas esportivas que serão anunciadas em breve.

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Fotos: Gil Lira/Divulgação Portela

O presidente da Portela, Junior Escafura, destacou a relevância da iniciativa, que marca também o início de um projeto maior: a construção da Vila Olímpica da Portela.

“O Departamento de Esportes faz parte da história e da essência da nossa escola. É um orgulho para mim, como educador físico, retomar esse espaço, firmando o compromisso social que a Portela tem com a sua comunidade, indo além do Carnaval. Esse é o papel de uma escola de samba: ser um espaço de escola de vida, criando oportunidades para crianças e jovens se desenvolverem em diversas modalidades. Esta é apenas a primeira etapa do nosso projeto da Vila Olímpica da Portela, que está tomando forma e tem como objetivo ampliar o Departamento de Esportes, beneficiando crianças e jovens de Oswaldo Cruz, Madureira e de todos os bairros vizinhos”, declarou Escafura.

À frente do departamento, o diretor Rodrigo Calheiros ressaltou os próximos passos da iniciativa. “Nosso objetivo é oferecer atividades de qualidade, que promovam bem-estar, inclusão e formação cidadã. A prática esportiva traz inúmeros benefícios, especialmente para crianças e adolescentes, como desenvolvimento de disciplina, trabalho em equipe, além de autoestima e qualidade da saúde física e mental. Estamos preparando uma programação ampla, que vai atender diferentes faixas etárias e perfis, sempre valorizando e fortalecendo a comunidade portelense”, afirmou.

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Para marcar a reativação, foram realizadas atividades esportivas com as crianças e adolescentes da escola mirim Filhos da Águia, uma partida envolvendo integrantes da diretoria da Portela e ainda um jogo de futebol feminino, modalidade que em breve passará a integrar oficialmente o projeto. O calendário completo das modalidades será divulgado a partir de setembro, juntamente com as orientações sobre o processo de inscrição para os interessados em participar das atividades.

Wander Pires diz ser um sonho trabalhar com mestre Ciça e cita relação com a Viradouro: ‘Sinto um carinho muito especial’

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Na voz de Wander Pires, a Viradouro encontrou um eco poderoso para os seus sonhos. Intérprete consagrado, dono de uma trajetória marcada por emoção, garra e entrega, ele hoje vive um momento de plenitude no comando do carro de som da Vermelha e Branca de Niterói. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Wander abriu o coração e deixou transparecer a gratidão e a conexão que o movem dentro da escola.

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

“Sinto um carinho muito especial. Isso me faz muito bem. Eu sou muito grato por receber toda essa energia, todo esse carinho, toda essa energia positiva”, destacou, emocionado.

Wander não esconde o quanto a parceria com o mestre de bateria Ciça é um capítulo especial de sua carreira. “Sempre foi meu sonho trabalhar com ele. E vamos para o terceiro ano juntos. Nossa relação é maravilhosa, é tudo de maravilhoso”, reforçou.

Mas a voz do samba sabe que nenhum passo é dado sozinho. Em suas palavras, fica evidente o reconhecimento ao suporte recebido da diretoria da Viradouro, que o acolheu e confiou em seu talento. “É difícil você chegar em uma agremiação grandiosa como a Viradouro e receber todo esse apoio. Aqui eu tenho a confiança dos meus patrões, do seu Marcelo Calil, do seu Marcelinho Calil, do diretor de carnaval Alex Fab, do carnavalesco Tarcísio Zanon, da harmonia… Todos acreditam em mim. Eu não posso decepcioná-los”.

Wander vai além do dom natural. Sempre em busca de evolução, revela sua dedicação nos bastidores: “Estou começando um trabalho novo de aula de canto e sigo com a fono, que não deixo de fazer nesse período, uma vez por semana”.

A postura de disciplina e humildade transforma sua trajetória em inspiração. No momento em que Neguinho da Beija-Flor anuncia sua aposentadoria, o samba-enredo encontra em Wander Pires uma das vozes mais imponentes e representativas do carnaval brasileiro.

Na avenida, sua entrega vai muito além da técnica. Wander é coração pulsando no microfone, emoção que se multiplica em cada canto da arquibancada e que faz da Viradouro uma escola ainda mais vibrante.

Equilíbrio na reta final! Imperatriz define parcerias semifinalistas em disputa aberta e acirrada

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A Imperatriz definiu os quatro sambas que irão para a semifinal, com o corte das obras de Luizinho das Camisas e Renan Gêmeo. A Rainha de Ramos levará para a Sapucaí, em 2026, um enredo em homenagem a Ney Matogrosso, um dos maiores artistas do país, com o enredo “Camaleônico”, do carnavalesco Leandro Vieira. A escola será a segunda a desfilar no primeiro dia de apresentações, no domingo, 15 de fevereiro.

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Foto: Nelson Malfacini/Imperatriz

Parceria de Hélio Porto: A parceria que abriu a noite em Ramos foi a de Hélio Porto, Aldir Senna, Orlando Ambrósio, Miguel Dibo, Marcelo Vianna e Wilson Mineiro, que contou com Igor Sorriso e Charles Silva comandando a apresentação, além de Igor Pitta e Tuninho Jr. como apoios durante o tempo no palco. A performance teve destaques na noite em Ramos. Com refrões fortes e de fácil assimilação, além de letra e melodia envolventes, recheadas de referências diretas à discografia do homenageado, o samba passou bem cadenciado, com muitos bons momentos. Entre eles, os versos “Canto com alma de mulher/Arte que sabe o que quer”, que trazem uma melodia diferenciada e chamam atenção logo na primeira parte, antes de prosseguir para o refrão do meio. Outro ponto foi a melodia inspirada em Balada do Louco, de Ney, no início da subida para o refrão principal: “Eu juro que é melhor se entregar/Ao jeito felino provocador/Devoro pra ser devorado/Não vejo pecado ao sul do equador”, que cumpre muito bem o papel.

Parceria de Gabriel Coelho: Com Igor Vianna, Nêgo e Chicão comandando muito bem a apresentação, o samba de Gabriel Coelho, Alexandre Moreira, Guilherme Macedo, Chicão, Antônio Crescente e Bernardo Nobre foi o segundo a se apresentar na quadra da Rainha de Ramos, na sexta-feira. A obra foi bem cantada pelo público durante toda a apresentação. Com pegada forte e constante, o samba se destacou na segunda parte, exaltando os sucessos de Ney e trazendo a repetição “Se joga na festa, esquece o amanhã/Minha escola na rua pra ser campeã!”, que funcionou bem antes do refrão principal, este bastante animado e com referências a “Eu quero botar meu bloco na rua”. A primeira parte também trouxe força poética, numa busca pela essência da pessoa e do artista, como mostram os versos: “Sou meio homem, meio bicho/O silêncio e o grito/Pássaro, mulher/Que pinta a verdade no rosto/Traz a coragem no corpo/E nunca esconde o que é”.

Parceria de Jeferson Lima: A obra de Jeferson Lima, Rômulo Meirelles, Chico De Belém, Mirandinha Sambista, Alfredo Júnior e Tuninho Professor foi a quarta da noite. Com Wander Pires como voz principal, o samba teve passagem potente e animou a quadra. Os refrões foram o ponto alto da apresentação, em especial o do meio, com os versos: “Um bandido corazón… traiçoeiro!/Cavaleiro e cigano… bandoleiro!/O feitiço liberta anjos desiguais/Às feridas abertas, o viço dos ideais”. Outro grande momento veio na segunda parte, com a melodia e os versos: “Eu vou botar meu bloco na rua/A festa é sua… delírio, prazer/Pro sol despertar a vida tão nua/E o dia, feliz, nascer”. Eles se destacam antes da referência direta a Balada do Louco, que embala a subida para o refrão principal da obra.

Parceria de Me Leva: Tinga e Dodô Ananias conduziram com muita força o samba de Me Leva, Thiago Meiners, Miguel da Imperatriz, Daniel Paixão, Herval Neto e Jorge Arthur, quinto da noite em Ramos. O grande destaque da obra foi o refrão principal: “Hei de tocar corações/Provocar nas canções/Uma nova diretriz/Porque seu canto me traz a lembrança:/Dizem que sou louco pela Imperatriz”, que brilhou junto da repetição anterior: “Não existe pecado abaixo da linha do equador/Seu juízo rasgado, você libertário, riacho de amor”. Outro ponto de força veio na segunda parte do samba, com os versos “Verdade pra cantar/A Rosa que jamais perfumaria/E o dom de originar/Um clamor em tom de ironia/Jurei mentiras e sigo adiante/Latino é o sangue que resiste às feridas”. A melodia, interessante e bem construída, foi acompanhada por muitos presentes na quadra, reforçando a boa recepção da obra.

Vídeos: apresentações dos sambas classificados para semifinal da Imperatriz para o Carnaval 2026

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Sarrafo lá em cima: Sambas fortes movimentam a eliminatória da Vila Isabel rumo ao Carnaval 2026

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O bicho está solto na Unidos de Vila Isabel, que realizou, na última sexta-feira, mais uma eliminatória de sambas-enredo para o Carnaval 2026. Com o enredo “Macumbembê, Samborembá. Sonhei que um sambista sonhou a África”, idealizado pelo enredista Vinícius Natal e pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, a escola de Noel Rosa apresentou uma excelente safra de sambas. A qualidade das obras foi notada na quadra, em ótimas apresentações, com alguns destaques, mas todas muito bem defendidas. O CARNAVALESCO esteve presente e traz a análise de cada obra na disputa.

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Foto: Guibsom Romão/CARNAVALESCO

Parceria de PC Feital: Abrindo a noite de eliminatórias, a parceria de PC Feital, Gustavinho Oliveira, Thales Nunes, Danilo Garcia, Gabriel Simões, Hugo Oliveira, Telmo Augusto e Washington Motta teve Rafael Tinguinha no comando do microfone. Com a quadra ainda tímida, o samba teve uma boa performance. O intérprete, integrante do carro de som da escola, jogou em casa na condução da obra. A melodia contribuiu para o bom desempenho na apresentação. A primeira parte do refrão “Toca macumba, aqui é Casa de Bamba / Toca macumba, é o Povo do Samba a cantar” apresentou um balanço melódico interessante, que agregou à boa performance.

Parceria de André Diniz: Com a inconfundível voz de Wander Pires no microfone, o samba da parceria de André Diniz e Evandro Bocão se destacou pela mobilização da quadra em torno da apresentação. Muitos ritmistas que ficam na frente do palco aproveitaram a primeira passada, sem bateria, para gravar a obra. Nas demais apresentações, o samba reuniu torcedores em todos os lados, cercando o palco e cantando de ponta a ponta. Foi o ponto alto da noite e, aparentemente, o mais esperado pelo público.

Parceria de Cláudio Mattos: A parceria de Cláudio Mattos, Ribeirinho, Markinho da Vila, Didi Tupinambá, Américo, R. Zimmermann, Robson Bastos, Domingos PS e Carlinhos Niterói teve seu samba defendido de maneira exemplar por Igor Vianna. O refrão foi bem cantado, em especial o trecho “Gira no macumbembê, firma no samborembá / Nessa África em xirê, pra canjira começar”. A apresentação foi satisfatória perante a quadra.

Parceria de Ricardo Mendonça: Defendido pela dupla Tem Tem Jr. e Evandro Malandro, o samba da parceria de Ricardo Mendonça, Diego Nicolau, Deco Augusto, Guilherme Karraz, Marcão, Vitor Marques, Miguel Dibo e Gigi da Estiva apresentou, com sua letra animada, um bom desempenho em mais uma sexta-feira de eliminatórias da escola de Noel Rosa. O refrão “Ê macumbembê samborembá / Ê macumbembê samborembá / Risca a pemba nas calçadas de Noel / Quem assina a autoria é a Vila Isabel!” é um trunfo da obra que, assim como a letra, conta com uma melodia animada, ambas contribuíram para a boa performance.

Parceria de Moacyr Luz: Encerrando a noite, a parceria de Moacyr Luz, Gustavo Clarão, Inácio Rios, Márcio André Filho, João Martins, Dani Baga e Igor Federal teve Bruno Ribas na defesa do samba, que é mais curto que os demais, mas fluiu bem na quadra, sem deixar diferença relevante em relação às outras obras. O pré-refrão “Macumbembê, samborembá, ‘sonho de um sonho’, seu moço, a luz que vem de Dakar / Macumbembê, samborembá, samba é macumba e macumba é samba” é chiclete e levantou o público para o refrão principal.

União de Maricá 2026: Ouça o samba-enredo

Compositores: Babby do Cavaco, Rafael Gigante, Marcelo Adnet, Hélio Porto, Jefferson Oliveira e André do Posto 7

NÊGA DA LADEIRA DO PELÔ
TENS O SOM DE SALVADOR
E A MAGIA QUE FULGURA
REVOLUCIONAR É SEU PAPEL
E A ARTE DO CINZEL
TU CARREGAS NA CINTURA
JUNTO AO TABULEIRO NAS MANHÃS
HÁ O SONHO DAS IRMÃS QUE ANSEIAM LIBERDADE
ECOA TODA NZINGA DE MATAMBA
A MANDINGA E A DEMANDA
REALEZA, IDENTIDADE

BALANÇO QUE LEMBRA MEU ADARRRUM
NA ARMADURA DE OGUM, MEMÓRIA ANCESTRAL
ADORNO QUE GUARDO NO MEU ILÊ
HERANÇA DOS MALÊS
É FORJA DO METAL!

SANTA LUZ DA REBELDIA QUE MOLDOU O LIVRAMENTO
SOMOS JÓIAS DA PRINCESA, FILHAS DO EMPODERAMENTO
PENDURICALHO, QUE TE ENTREGO DE LEMBRANÇA
GUARDA A FÉ, O FOGO E O TALHO, RESPLANDECE A ESPERANÇA

EU PEÇO AOS MEUS ORIXÁS
E ENTREGO TODO AXÉ
A NEGA PODE E VAI TER O QUE QUISER

TANTAS PRETAS CONSAGRADAS
MEU ESPELHO COM ORGULHO
E A QUEM RENEGA A MULHERADA:
VÁ DORMIR COM ESSE BARULHO!

BALANGANDÃS, BERENGUENDÉS
CANTA MARICÁ O QUE A BAIANA TEM
PERTENCIMENTO QUE RELUZ NO AMULETO
CLARO, TINHA QUE SER PRETO!

‘Nega pode e vai ter o que quiser!’ Parceria de Babby do Cavaco vence disputa de samba da União de Maricá para o Carnaval 2026

Por Gabriel Gomes e Luan Costa

A parceria de Babby do Cavaco, Rafael Gigante, Marcelo Adnet, Hélio Porto, Jefferson Oliveira e André do Posto 7 venceu a final de samba-enredo da União de Maricá para o Carnaval 2026. Além da vitória, os compositores levam o prêmio de R$ 100 mil. No próximo ano, a escola levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Berenguendéns e Balangandãs”, assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira. A agremiação será a sexta a desfilar no sábado, 14 de fevereiro, pela Série Ouro. * OUÇA O SAMBA DE 2026

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Fotos: Gabriel Gomes e Luan Costa/CARNAVALESCO

“É a terceira vitória na Maricá. Essa vitória é a vitória de Maricá, de um trabalho, de uma parceria que já vem há alguns anos, pelo menos três, investindo muito naquilo que a gente entende que pode engrandecer e tornar essa escola ainda maior do que ela é hoje. Um bom samba, um bom carnavalesco, uma boa direção, um bom planejamento… é tudo isso que uma escola precisa para ter o sucesso que a Maricá busca. É um carnaval para a gente subir, é um Carnaval para a gente ser campeão e entregar para essa comunidade tudo aquilo que ela merece: estar no Grupo Especial em 2027. Esse samba tem um conjunto harmônico, melódico, estético, que se encaixa perfeitamente naquilo que o Leandro, como um exímio e ilustre carnavalesco, desenhou. Essa foi a expectativa que a gente teve desde a sua elaboração, e que se materializou nessa entrega reconhecida pela escola com esse título”, disse o compositor Hélio Porto.

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Compositor Hélio Porto

“Toda vitória tem uma emoção diferente. Essa, pra mim, teve a emoção de ver meu irmão que o samba me deu, o Baby do Cavaco, vencer um samba assinando de cabeça na União de Maricá. A emoção dele é a minha emoção. O samba é isso: é a música que a gente conhece, mas também são os parceiros que a gente faz, né, cara? E ver esse parceiro tão feliz é, pra mim, uma felicidade imensa. Agora vem também a responsabilidade. Ao ganhar um samba, a gente passa a ter uma responsabilidade que vai além da disputa. Quero também parabenizar o João Vidal, que é um amigo querido, o Wanderley Monteiro, um compositor fantástico, e o Gigante, que tem uma força incrível no meio do samba. Mas é pelo Baby que eu estou tão feliz hoje. A parte que mais gosto é a que chama as mulheres. Pra mim, o trecho mais forte é quando diz ‘quem renega a mulherada vai dormir com esse barulho’. Tem um olhar para a mulher aí que é muito interessante, porque o samba ainda é um meio bastante masculino, no palco, na apresentação. No público tem muita mulher, mas no palco ainda é bem masculino. Quando vários homens juntos, grandes assim, cantam em defesa da mulher, eu acho isso muito importante. Por isso esse trecho é o mais marcante pra mim”, afirmou o compositor Marcelo Adnet.

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Compositor Marcelo Adnet

“Três vezes campeão, já tive samba campeão lá na Intendente, aquela coisa maravilhosa, aquele varnaval maravilhoso e a gente vem sempre na final, esse ano a gente decidiu juntar com o Rafael Gigante, somos amigos e decidimos parar de brigar, juntamos deu tudo certo e a gente está feliz demais com esse resultado da nossa escola de coração que é a União de Marica. É o samba que a comunidade comprou, baiana, passista veio junto com a gente, a escola e a comunidade abraçou de uma forma que comigo nunca tinha acontecido e deu tudo certo a gente foi consagrado com essa vitória maravilhosa”, comentou o compositor Babby do Cavaco.

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Compositor Babby do Cavaco

“É a nossa terceira vitória aqui na escola. É a escola que trouxe essa conquista e nós temos o prazer de compor para ela. Somos honrados em defender a escola, em defender o pavilhão na avenida. Essa vitória é ainda mais importante que as anteriores, porque, a cada ano que passa, a nossa responsabilidade aumenta. A gente conhece o trabalho da escola, o amor dessa comunidade, a equipe que foi montada e tudo o que está sendo feito. É uma nova parceria, um novo enredo, um novo desafio, e nós vamos juntos, com muito afinco e empenho, para a avenida, buscar esse título e colocar a Maracanã no lugar que merece: o Grupo Especial. Eu gosto do samba como um todo, mas sou apaixonado pelo refrão de baixo, pelo refrão do meio e, claro, pelo refrão principal. Esses são os pontos altos da obra”, citou o compositor Rafael Gigante.

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Compositor Rafael Gigante

Presidente Matheus Santos promete impacto na avenida

Confiante no projeto, o presidente da União de Maricá, Matheus Santos, destacou que a escola, mesmo jovem na Série Ouro, chega preparada para surpreender.

“A Maricá é uma escola que ainda é um bebê na Série Ouro. Mas, vocês podem esperar muito impacto. Será um carnaval grandioso, em que vamos mostrar a importância e a imponência dos balangandãs, remetendo às religiões de matriz africana e ao nosso povo. Eu e o Leandro estamos sempre buscando esse caminho. Vai ser um carnaval que, com certeza, vai arrepiar a Marquês de Sapucaí”.

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Matheus também fez uma autocrítica ao último desfile e afirmou que pontos falhos já estão sendo corrigidos. “A própria mídia disse que a gente foi a melhor escola do grupo de acesso. Tivemos algumas falhas de evolução e de bateria, mas já estamos corrigindo isso neste ano. Estamos trabalhando incansavelmente para que não volte a acontecer e para colher bons frutos agora”.

O presidente ainda ressaltou a parceria intensa com o carnavalesco e valorizou tanto o apoio político quanto o trabalho dos bastidores. “Nosso prefeito acredita muito no carnaval e na cultura brasileira. Quero mandar um beijo e um abraço ao nosso prefeito, presidente de honra, que tanto aposta na nossa escola. Mas não posso deixar de agradecer também ao chão de fábrica: ferreiros, aderecistas, serviços gerais. Eu acredito muito na força do trabalho e que podemos, sim, mudar a vida das pessoas através da cultura e da educação”.

Leandro Vieira: ‘ Identifiquei uma escola com uma força feminina muito grande’

O carnavalesco Leandro Vieira, em seu segundo ano na escola, afirmou que o enredo é fruto de um olhar mais profundo sobre a identidade da agremiação.

“Ano passado foi meu primeiro ano, e naturalmente, no primeiro ano em qualquer lugar, você chega sabendo menos do que vai saber no segundo. Identifiquei uma escola com uma força feminina muito grande, com uma construção territorial ligada à ancestralidade. Acho que o enredo também reflete esse aprofundamento. Eu costumo dizer que estou em um ‘namoro’ com a Maricá. É um namoro novo, estamos nos conhecendo, com expectativa de dar certo”.

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Sobre a preparação, o artista destacou a organização do barracão e o alinhamento das obras finalistas.

“Já entreguei o projeto completo de alegorias, e a escola está na fase de construção de ferragens, carpintaria e esculturas. Os três sambas finalistas estavam bem alinhados no discurso, e isso é muito importante. A grande expectativa é que o vencedor conduza a Maricá com energia na pista”.

Zé Paulo: experiência e competitividade

Novo intérprete da escola, Zé Paulo contou como surgiu o convite e demonstrou confiança no projeto. “Esse convite surgiu um pouco antes do Carnaval de 2025. Achei melhor viver isso aqui novamente, sair da zona de conforto. Cheguei com um projeto longevo: contrato de dois anos, quadra nova, grandes sambas. Estou muito feliz de estar aqui”.

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Com experiência de acesso e título no Especial, ele acredita que pode contribuir na formação da identidade da Maricá. “Minha experiência no grupo de acesso é fundamental. Essa experiência me dá tranquilidade para ajudar a Maricá a criar sua casca, sua própria identidade. Tenho certeza de que, em breve, a escola estará figurando entre as grandes”.

O cantor também exaltou a sintonia com a bateria e o carro de som. “Estamos juntando tudo isso, colocando em um potinho, misturando bem, para fazer um grande trabalho em 2026”.

Wilsinho Alves: ajustes e metas para 2026

O diretor de carnaval, Wilsinho Alves, fez um balanço positivo do último desfile, mas apontou desafios de imagem e julgamento. “União de Maricá fez um grande desfile. Sobrou artisticamente com a técnica apurada. Infelizmente, existe um peso muito grande em cima da Maricá por causa da questão do apoio da prefeitura, como se não houvesse comunidade. Mas aqui há muito trabalho sério e valorização do componente”.

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Para 2026, ele destacou reforços estratégicos e a importância de definir o samba cedo. “Trouxemos o Mauro, uma grande aquisição. Talvez seja a peça que faltava para o nosso acesso. Antecipamos todos os processos: barracão, ateliê, ensaios. O samba terá mais tempo de maturação, para que a comunidade chegue no ápice no momento do desfile”.

Mauro Amorim: paixão e profissionalização

Novo diretor de harmonia, Mauro Amorim celebrou a recepção calorosa e destacou a força da comunidade local. “Foi a maior surpresa que eu tive na minha chegada à Maricá. Hoje, a gente tem a satisfação de ter uma ala de baianas 100% Maricá, uma harmonia quase toda da área. Maricá é uma terra de sambista, sim. As pessoas são apaixonadas pela escola e querem trabalhar. Isso motiva demais”.

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Mauro reforçou ainda o objetivo de profissionalizar o desfile. “Todos são apaixonados, mas precisamos construir um resultado. A gente não pode deixar a paixão atrapalhar a técnica. Vamos ensaiar bastante para provar que Maricá é terra de sambista”.

Mestre Paulinho Steves prepara novidades na bateria

Com a bateria “Maricadência” em evidência, o mestre PaulinhoSteves revelou novidades musicais para 2026. “Para 2026, vamos sim mergulhar no enredo a fundo. Vai ter umas coisinhas novas. Tenho certeza que vai trazer umas ideias fora da casinha”.

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O mestre também celebrou a sintonia com o intérprete Zé Paulo. “Foi amor à primeira vista. Parece que a gente já trabalha junto a vida toda. Casamento perfeito”.

Fabrício e Giovana: confiança no figurino e coreografia

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fabrício e Giovana, comemorou o desempenho de 2025 e já elogiou o cuidado da escola com as fantasias.

“A gente até já experimentou. Fizemos a primeira prova e está tudo bacana. O Leandro, mais uma vez, foi super feliz no figurino”, disse o mestre-sala.

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“Nossa fantasia já passou pela primeira prova. Isso nos deixa até mais tranquilos para dormir, porque a gente sabe que nem sempre é assim. Para gente, está sendo maravilhoso”, garantiu a porta-bandeira.

Ela destacou ainda o trabalho coreográfico para o próximo Carnaval. “Em 2026, também temos influência afro, mas com mudanças de espaço e concepção. Com a Beth Bejani como coreógrafa, teremos um reforço muito grande”.

União de Maricá 2026: Ouça o samba-enredo

Como passaram os sambas na final

Parceria de Vinícius Santos: O primeiro samba apresentado na final foi de autoria de Vinícius Santos, Rogerinho do PT, Jânio Oasis, Jailton Russo, Bruno Braga e Flavinho Bento. A obra foi conduzida pelo intérprete Emerson Dias, que mostrou toda a sua empolgação característica ao convocar o público para cantar junto, animando a torcida que levou balões e bandeiras para apoiar. O samba dialogou bem com o enredo e teve boa recepção, com destaque para o refrão “Deixa a preta nos benzer / Deixa a preta adornar / Coroando a vitória de Maricá”, que, mesmo sem ser explosivo, foi entoado com força pela plateia.

Parceria de Babby do Cavaco: A segunda obra a se apresentar na final foi assinada por Babby do Cavaco, Rafael Gigante, Marcelo Adnet, Hélio Porto, Jefferson Oliveira e André do Posto 7. O samba foi defendido por Charles Silva e, desde os primeiros versos, mostrou que seria um dos pontos altos da noite. A apresentação revelou uma obra consistente, com letra densa e carregada de simbologias, que dialogaram de maneira precisa com o enredo. O refrão “A nêga pode e vai ter o que quiser” destacou-se pela força, fácil assimilação e grande apelo. Charles interpretou de forma segura e clara, valorizando cada verso e potencializando o discurso da obra. A performance ainda contou com pirotecnia da parceria e o apoio vibrante da torcida, que cantou com entusiasmo do início ao fim.

Parceria de Claudio Russo: O último samba da noite foi assinado por Claudio Russo, Marcelinho Moreira, Julio Alves, Manolo, Anderson Lemos e Fadico. A defesa da obra ficou a cargo do intérprete Pitty de Menezes, que, com seu talento habitual, conduziu o samba a uma apresentação consistente. Embora não apresentasse grandes momentos de explosão, a obra trouxe uma letra que dialogou bem com a narrativa do enredo. O destaque ficou para a primeira parte, com uma melodia envolvente e distinta das demais, especialmente nos versos: “Numa velha Salvador, um retinto vai e vem / Na ladeira do Pelô, no sobrado de alguém / Um fidalgo que comprou / O melhor sabor que tem”. A torcida participou com entusiasmo, levando bandeiras e apoiando a apresentação do início ao fim.