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Paraíso do Tuiuti inicia inscrições para alas de comunidade

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O Paraíso do Tuiuti começou a realizar às segundas as inscrições para os interessados em desfilar nas alas de comunidade da escola. O cadastramento será feito sempre a partir das 19h, na quadra da agremiação. Os interessados devem levar documentos básicos, como RG, CPF, comprovante de residência e uma foto 3×4.

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Foto: Gipe Produção/Divulgação

Logo após o cadastro, a partir das 20h, a agremiação também realiza os ensaios de canto com o samba do Carnaval 2026. A quadra do Tuiuti fica no Campo de São Cristóvão, 33, no bairro de São Cristóvão.

No próximo Carnaval, o Paraíso do Tuiuti será a primeira escola a desfilar na terça-feira de Carnaval com o enredo “Lonã Ifá Lukumi”, sobre uma vertente religiosa afro-cubana que vem sendo redescoberta no Brasil. O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos.

Unidos da Tijuca leva quatro sambas para a semifinal que será realizada nesta quinta

A Unidos da Tijuca entra na reta final da escolha do hino que cantará na Avenida em 2026, que servirá de trilha sonora para o enredo “Carolina Maria de Jesus”. A semifinal acontece nesta quinta, 04 de setembro, a partir das 19 horas, na quadra da agremiação, situada no Santo Cristo. A entrada é franca para segmentos e componentes inscritos para o próximo desfile. A quadra da escola fica situada à Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo. Há estacionamento amplo no local.

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Foto: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

Quatro parcerias disputarão três vagas para a grande final que acontecerá dia 13 de setembro, data que também será marcada pela coroação da rainha de bateria Mileide Mihaile. Para a penúltima etapa eliminatória, a escola abrirá as portas de sua quadra a partir das 19h para a escolha dos sambas finalistas. Os ingressos poderão ser adquiridos antecipadamente através do Sympla ou no televendas 21 96451-5719. A pista custa R$ 30,00 (antecipado). As mesas para 4 pessoas (com ingressos inclusos) sai por R$ 300,00. Os camarotes inferiores para 10 pessoas custam R$ 800 e os superiores R$ 1.000,00. Quem preferir poderá adquirir diretamente na bilheteria, no horário do evento.

Confira as parcerias semifinalistas:
Samba Concorrente 1 – Compositores: Leandro Gaúcho, Anderson Benson, Maia Cordeiro, Clairton Fonseca, Fogaça, Paulo Marrocos , Ailson Picanço e Manoel Netto;
Samba Concorrente 7 – Compositores: Lico Monteiro, Samir Trindade, Leandro Thomaz, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane, Telmo Augusto, Gigi da Estiva e Juca;
Samba Concorrente 8 – Compositores: Gabriel Machado, Julio Pagé, Robson Bastos, Miguel Dibo, Serginho Motta, Orlando Ambrósio, Jeferson Oliveira e Lucas Macedo;
}Samba Concorrente 16 – Compositores: Arlindinho, Babi Cruz, Diego Nicolau, Adolfo Konder, Felipe Petrini, Luiz Pavarotti, Michel Portugal e Fred Camacho

Primeiro ‘Encontro Carnavalesco’ reúne imprensa especializada para debater os rumos da cobertura do carnaval

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No dia 1º de setembro, segunda-feira, o Museu do Samba, na Mangueira, foi palco da primeira edição do “Encontro Carnavalesco”, iniciativa do CARNAVALESCO para celebrar seus 18 anos de existência. O debate, conduzido pelo criador e editor-chefe do veículo, Alberto João, reuniu nomes importantes da imprensa que cobre o carnaval carioca: Lucas Dellatorres (Band), Rafael Galdo (O Globo), Marcos Vinícius (Rádio Tupi), Raphael Azevedo (O Dia), Chico Frota (Rádio Arquibancada) e Gui Alves e Rangel (Mais Carnaval). O clima foi de confraternização, mas também de reflexão. Ao longo da noite, os profissionais compartilharam experiências, apontaram dificuldades e projetaram caminhos para o futuro da cobertura do maior espetáculo da Terra. Entre os principais pontos debatidos esteve a dificuldade de acesso e a falta de estrutura para as equipes que trabalham na Sapucaí.

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Desafios da cobertura jornalística

Lucas Dellatorres, da Band, destacou a complexidade logística da cobertura: “Sentimos muita falta das idas às escolas. Temos equipes em jornais locais, de rede e outros projetos. Não dá para montar equipe nas finais, por exemplo, porque a logística é muito maior do que quem está em casa imagina. Para mandar alguém à final da Unidos da Ponte, aquela equipe não pode trabalhar naquele dia. Assim, acabamos não conseguindo entregar tudo como gostaríamos. Mas, se o pessoal mandar vídeo na horizontal, conseguimos registro no jornal. Nos deram um limão, faremos uma limonada. Não é o ideal, mas estamos pensando em melhorar para o ano que vem”.

Rafael Galdo relembrou, com saudosismo, a época em que o carnaval era mais valorizado entre os novos profissionais: “Era muito diferente antigamente. A briga era por quem cobriria o Carnaval, e eu precisei conquistar meu espaço, porque havia muita gente qualificada nos jornais. Hoje, as equipes são mais jovens, muitos não conhecem a festa, então há o desafio de incentivá-los a aprender e apreciar essas histórias. Sinto falta do acompanhamento diário, do barracão, das quadras, do contato com a festa. Antigamente eu ia muito mais; hoje o tempo está mais curto, a rotina mais cheia, e consigo vivenciar muito menos tudo isso que é essencial para entender e transmitir o carnaval”.

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Marcos Vinícius, da Rádio Tupi, falou sobre a ausência do contato direto com a emoção dos desfiles: “Este ano senti um pouco a falta de estar na pista, de passar aquela emoção do componente. Estamos tendo que fazer um trabalho mais gravado, estudar nosso equipamento para concentrar melhor o som, mas sentimos que o ouvinte também percebe essa diferença. Não perdemos qualidade, mas sentimos falta do que tínhamos antes”.

O mediador Alberto João reforçou a importância do acesso: “A imprensa que não tem os direitos não consegue entrar na área de competição. Mesmo comprando ingressos, fica difícil acompanhar os módulos de julgamento ou ter proximidade com artistas. Precisamos de mais mobilidade para contar a história como ela é”.

Chico Frota, da Rádio Arquibancada, complementou: “Hoje nossos olhos são os mesmos da televisão. Temos que acompanhar a Band, a Globo, para ter informações. Antes, no setor 1, tínhamos contato maior com os artistas, e isso faz falta. É necessário pré-produzir tudo, preparar os repórteres, fazer com que enviem mensagens pelo WhatsApp durante o desfile, porque não dá mais para simplesmente chegar e registrar. Não há mais contrato com a emoção como antes”.

Rangel Andrade, do Mais Carnaval, destacou o papel da imprensa: “Sem imprensa não há divulgação, aquilo simplesmente não existe. Quando o Crivella assumiu, quem comprou a briga das escolas foi a imprensa. Se não fosse assim, nada teria sido feito. A imprensa precisa ser vista como parceira, para auxiliar e defender o Carnaval. Sem isso, vamos passar anos implorando por espaço”.

Evolução da cobertura: do texto ao vídeo

O debate abordou também a adaptação aos novos formatos. Rafael Galdo, de O Globo, explicou: “Se soubermos usar, a inteligência artificial ajuda a agilizar trabalhos, mas nosso trabalho não pode ser substituído. Hoje, o texto sozinho não basta: precisa de imagens, redes sociais, engajamento. Algumas matérias têm milhares de minutos de conteúdo e pouca leitura, mas outras, bem construídas, com vídeos e fotos, têm muito mais engajamento”.

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Raphael Azevedo, de O Dia, enfatizou o poder da imagem: “Um vídeo da musa do Império Serrano mandando beijo tem mais impacto do que o impresso. Mas o texto continua essencial para análise, registro histórico e memória. A imagem complementa, mas não substitui”.

Gui Alves, do Mais Carnaval, lembrou o papel da imprensa especializada em tempos difíceis: “Nos anos mais complicados da cultura, quando muitos projetos falharam, fomos nós que mantivemos o Carnaval visível. É importante que nosso trabalho seja reconhecido e valorizado, porque mantemos o público informado e apaixonado”.

Evolução da cobertura

Outro ponto de destaque foi a necessidade de adaptação às novas linguagens e plataformas. Rafael Galdo refletiu sobre esse processo: “Não basta escrever a matéria. É preciso pensar em engajamento, em redes sociais, em como transformar a informação em conteúdo multiplataforma. Até a inteligência artificial entrou nesse processo para otimizar o trabalho. O público quer informação rápida, mas também profundidade, e esse é o equilíbrio que temos que buscar”.

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Raphael Azevedo, de O Dia, acrescentou a importância do registro escrito: “Hoje, o corte de um vídeo, uma frase polêmica ou um momento específico ganham mais força do que uma reportagem inteira. Mas o texto continua sendo fundamental, porque ele é memória, registro, história. A gente precisa pensar no imediato, mas também no que vai ficar para o futuro do Carnaval”.

Para Gui Alves, do Mais Carnaval, é importante lembrar da resistência da imprensa especializada em momentos de crise: “Nos anos em que o Carnaval sofreu mais, fomos nós que seguramos a chama acesa. Quando não havia espaço na grande mídia, era a imprensa especializada que mantinha o público informado e apaixonado. Nossa missão é essa: estar ao lado do povo e das escolas, em qualquer situação”.

Papel da opinião

A opinião é um elemento central da cobertura especializada e exige equilíbrio e independência. Marcos Vinícius comentou: “Tem várias coisas, mas eu não vou escolher mal o meu prato de comida. Eu faço crítica construtiva, sem esculhambar, com respeito. Não é passar pano, mas também não é destruir”.

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Lucas Dellatorres detalhou: “A gente tem que opinar, mas sem perder a magia do espetáculo. Cada um tem sua perspectiva do que está vendo, e na rádio é pior ainda, porque quem está ouvindo só tem a sua régua. Você passa sua perspectiva e tenta dar ao público uma conclusão do que está acontecendo”.

Chico Frota destacou: “Eu já tirei âncora na Intendente Magalhães porque estava quase chorando, dizendo que aquilo ali é pobre demais, uma desgraça. Se você está transmitindo e fala isso, quem está do outro lado vai desligar. Tem que fazer crítica construtiva, sem destruir. Não é falar que tudo é maravilhoso, mas também não é passar pano”.

Rangel Andrade reforçou a independência: “Quando a gente faz opinião, é baseada em fatos. Se o carro quebrou, a culpa não é nossa, é de quem fez o carro. Mas muitas diretorias ainda não entendem que a imprensa precisa ser independente. Não estamos contra ninguém, apenas relatando a realidade. A imprensa não pode ser ameaçada e receber ligações pedindo para deletar conteúdos, como já acontece”.

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Gui Alves acrescentou: “É uma questão de contexto. Uma análise só tem valor se tiver embasamento. Criticar sem contexto é vazio. O público percebe quando a crítica tem seriedade e fundamento”.

Rafael Galdo resumiu: “É independência com equilíbrio. Podemos mostrar erros e problemas, mas sem perder a magia do Carnaval. Às vezes, mesmo com falhas, a vibração do público e a paixão da festa fazem toda a diferença”.

Raphael Azevedo comentou sobre pressões externas e a necessidade de transparência com o público: “Interação e independência. Hoje falta muito um olhar de quem está do outro lado para entender que a imprensa precisa ser independente. Não vamos ficar toda hora falando, mas é preciso que diretorias de escolas entendam quando algo é ruim. O trabalho é público e, quando se faz mal, todo mundo vê. Às vezes o desfile é bom, às vezes não, e nossa opinião precisa ser respeitada. No Carnaval, ainda há falta de transparência: você não sabe quanto ganha a segunda porta-bandeira, se tem que implorar para pagar um táxi ou ir para uma gravação. Em outros setores, como musicais, todos os valores são públicos. Precisamos de abertura para fazer jornalismo com equilíbrio e responsabilidade”.

Sonhos para o futuro

Na parte final, cada jornalista compartilhou seus desejos para o futuro da cobertura. Marcos Vinícius resumiu em uma frase que carrega o peso da tradição da Rádio Tupi: “Meu sonho é simples: quero voltar à pista com estrutura adequada, com condições para narrar o desfile como sempre fizemos. O público precisa sentir a emoção que acontece ali, e para isso é fundamental que o rádio esteja de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído, a avenida”.

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Rafael Galdo projetou um cenário mais digno para os profissionais: “Desejo que tenhamos mais espaço, mais infraestrutura, mais bem-estar para as equipes de imprensa. O Carnaval é uma festa grandiosa, patrimônio cultural, e a cobertura precisa ter estrutura à altura. Não dá para continuar em condições improvisadas. O jornalista precisa ter dignidade para exercer o seu trabalho”.

Lucas Dellatorres defendeu mudanças práticas no modelo de trabalho: “Precisamos de uma logística melhor, mais organizada, que permita à imprensa trabalhar de forma digna e eficiente. É possível conciliar segurança e ordem sem sufocar a liberdade de circulação do jornalista. São Paulo já mostrou que isso funciona, e a gente pode se inspirar em exemplos positivos para que o Rio volte a ser referência também na cobertura”.

Raphael Azevedo reforçou a importância da união entre os veículos: “O futuro só vai ser melhor se estivermos juntos. Se cada um ficar isolado, perde espaço e respeito. Unidos, a gente tem força para reivindicar condições melhores, mais acesso, mais estrutura. Nosso sonho coletivo precisa ser a união da imprensa para garantir que a história do Carnaval continue sendo contada com seriedade e paixão”.

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Rangel Andrade projetou um futuro de maior proximidade com o público: “Meu desejo é ter mais contato com o povo, mais liberdade para narrar o Carnaval como ele é, sem amarras, sem protocolos que engessam o trabalho. O Carnaval é emoção, é verdade, e o público quer sentir isso na nossa cobertura. A imprensa precisa estar do lado do povo, porque é ali que está a essência da festa”.

Gui Alves sonhou com previsibilidade e organização: “Mais do que estrutura física, precisamos de planejamento. Hoje tudo é muito improvisado, decidido em cima da hora, e isso prejudica a cobertura. Se tivermos previsibilidade, condições claras e organização, conseguiremos fazer o nosso trabalho da melhor forma possível. Isso é o que vai garantir qualidade e respeito ao nosso trabalho”.

E Chico Frota concluiu com a visão dos projetos independentes, que lutam diariamente pela sobrevivência: “Quero ver a imprensa independente com apoio financeiro e espaço digno para trabalhar. É ruim tirar do próprio bolso. A Rádio Arquibancada já mostrou o seu valor, já provou que consegue entregar conteúdo de qualidade e que tem público fiel. O que falta é estrutura para que possamos continuar crescendo. O público reconhece o nosso trabalho, mas precisamos que o mercado e as instituições também reconheçam”.

Espaço de diálogo inédito

No encerramento, Alberto João celebrou o encontro: “Este evento nasceu da necessidade de criar um espaço onde todos possam trocar experiências e refletir sobre o Carnaval e sua cobertura. Queremos que seja o início de uma tradição que fortaleça a imprensa especializada e a própria festa”.

Nova geração no comando: Mestre Branco Ribeiro promete bateria ‘ousada e emocionante’ na Acadêmicos de Niterói para o Carnaval 2026

A Acadêmicos de Niterói mira o Carnaval 2026 com uma aposta clara na renovação e na força de sua comunidade. No coração da escola, a bateria “Cadência de Niterói”, uma nova pulsação será ditada por mestre Branco Ribeiro. Com uma trajetória sólida e um DNA do samba forjado desde as escolas mirins, Branco assume o desafio de comandar os ritmistas da azul e branco com a missão de entregar um trabalho ousado, técnico e, acima de tudo, carregado de significado. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o mestre revelou o peso e a honra que o convite representa, não apenas para sua carreira, mas para toda uma nova safra de sambistas que agora chega a postos de comando.

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Foto: Divulgação/Niterói

“Para mim, é um momento muito especial. Primeiro, por uma estreia da minha geração à frente de uma bateria, como mestre de bateria. E, óbvio, também pela homenagem ao presidente Lula. Ele transcende, deu voz e deu espaço para muitos de nós hoje na sociedade”, celebrou Branco, conectando sua ascensão profissional à representatividade do enredo.

Um som para ecoar na Avenida

Quando questionado sobre a identidade musical que pretende imprimir na “Cadência de Niterói”, mestre Branco não hesita em usar a palavra “ousadia”. No entanto, essa audácia é fruto de um trabalho consistente e de uma evolução que vem sendo construída ao longo de sua passagem por diversas agremiações, da Intendente Magalhães à Série Ouro.

“Nós vamos trazer um ritmo ousado, porque é a característica da nossa geração e eu como, vamos dizer, precursor hoje do ritmo. Acho que temos que trazer tudo que a gente vem construindo. Vai ser um ritmo ousado, com muita elegância, obviamente, e muita emoção em homenagem ao Lula. Que ele merece”, detalhou o mestre.

Legado e Inovação: A transição da batida

Um dos pontos mais importantes para a comunidade é entender como o novo trabalho dialogará com o legado deixado por mestre Demétrius. Branco demonstra profundo respeito pelo seu antecessor e explica que a base rítmica será mantida, mas com uma nova roupagem técnica, alinhada às tendências modernas das baterias.

“Vamos dizer que o Demétrius trabalha de um modo mais generalista, que é a maneira que a galera trabalhava com prato e tal. Hoje em dia, houve uma mudança drástica de caixa, que acaba saindo desse parâmetro. Mas a gente mantém ali as marcações, do jeito que o Demétrius já marcava, só que com uma afinação bem definida. Eu acho que essa é uma das marcas do Demétrius que a gente preserva, e também é uma das que está no meu DNA”, explicou o comandante, mostrando que a mudança será na precisão sonora, sem perder o balanço característico da escola.

Uma trajetória de dedicação ao ritmo

A chegada de Branco Ribeiro ao comando da bateria da Niterói não é um acaso. Sua história no carnaval começou cedo, em 2006, na escola mirim Filhos da Águia. Em 2008, tornou-se ritmista da Portela, bebendo de uma das fontes mais tradicionais do samba. De lá para cá, acumulou experiência como diretor em diversas agremiações e como mestre no Embalo do Engenho Novo, Em Cima da Hora, Vila Santa Tereza, Unidos da Ponte e, mais recentemente, na Botafogo Samba Clube. Essa jornada o credencia para o desafio de fazer a bateria pulsar forte no desfile de 2026, unindo a força de uma nova geração à tradição do pavilhão niteroiense.

Mocidade tem noite equilibrada e disputa de samba para o Carnaval 2026 já tem seus protagonistas

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Duas parcerias se destacaram durante a quinta etapa das eliminatórias de samba-enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel, realizada na noite do último domingo, na quadra da Vila Vintém, na Zona Oeste do Rio. Ao todo, oito concorrentes se apresentaram. Os grupos liderados por Jaci Campo Grande e Rafael Drumond foram eliminados. No próximo Carnaval, a Estrela-Guia da Zona Oeste levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Rita Lee – a padroeira da liberdade”, desenvolvido pelo carnavalesco Renato Lage.

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Parceria de Paulinho Mocidade: A obra também é assinada por Sandra Sá, Gabriel Teixeira, Lico Monteiro, Gabriel Simões, Rodrigo Feiju, Tamyres Ayres, Christiane e Trivella. Os intérpretes Dowglas Diniz, Tinguinha e o próprio Paulinho Mocidade comandaram a apresentação. Animado, o samba conseguiu unir o DNA de Rita à essência da Mocidade.
A torcida cantou com entusiasmo, embora não estivesse em peso, e alguns componentes da harmonia também se juntaram ao coro. Destaque para o falso refrão: “Venenosa ê ê ê ê ê / Erva venenosa ê ê ê / Vem tocar meu chocalho cascavel / O veneno é cruel!”. No geral, o ótimo desempenho resultou em uma das melhores apresentações da noite.

Parceria de Paulo César Feital: O samba foi escrito em parceria com Dudu Nobre, Claudio Russo, Alex Saraiça, Denilson do Rozario, Carlinhos da Chácara, Júlio Alves, Marcelo Casa Nossa, Anderson Lemos e Leo Peres. O intérprete Tinga, acompanhado pelos demais cantores, conduziu uma apresentação de alto nível. A letra, marcada por irreverência e metáforas fortes, traduz com precisão o espírito de Rita Lee. A torcida se mostrou animada, ainda que com a letra em mãos, mas a quadra não chegou a ficar lotada. O carro de som, no entanto, manteve consistência e sustentou a obra com firmeza. Alguns trechos trazem alusões a composições de Rita, reforçando a identidade do enredo. O verso “Independente não teme ninguém” funcionou como grito de guerra da comunidade.

Parceria de Franco Cava: A obra tem assinatura de Franco Cava, André Baiacu, J. Giovanni, Gulle, Almir, Flavinho Avellar, Renato Duarte e Fabinho. O intérprete Leozinho Nunes garantiu uma apresentação autêntica, acompanhado por cantores vestidos com figurinos que faziam alusão a Rita. Parte da torcida acompanhou a obra com o auxílio de cola. Entre os trechos mais marcantes, destacou-se: “Eu sou da Mocidade! A padroeira da liberdade, Rita ‘Lee-berdade’!”.

Parceria de Santana: O samba também foi composto por Paulo Senna Poeta, Valdeci Moreno, Carlos Augusto, Gustavinho Souza, Edvaldo Lucas e Everaldo Silva. A apresentação teve início com um solo de saxofone executando a introdução de “Lança Perfume”. O intérprete Leonardo Bessa comandou o canto e contribuiu para uma passagem positiva. Torcedores, incluindo baianas da escola, cantavam a obra, ainda que com a letra em mãos.

Parceria de Jefinho Rodrigues: A obra foi o grande destaque da noite. Além de Jefinho, assinam o samba Diego Nicolau, Xande de Pilares, Marquinho Índio, Richard Valença, Orlando Ambrósio, Renan Diniz, Lauro Silva, Cleiton Roberto e Cabeça do Ajax.
Os intérpretes Wander Pires, Charles Silva e Tem-Tem Jr. conduziram uma excelente apresentação, que incendiou a quadra com um canto coletivo arrebatador – daqueles de arrepiar do início ao fim. A torcida, a maior da noite, cantava forte, ainda que com a letra em mãos. Baianas, membros da harmonia, da velha-guarda e até o primeiro casal se renderam à força da obra. É um samba que demonstra grande potencial para chegar à final.

Parceria de Zélia Duncan: A última apresentação da noite ficou por conta da parceria de Zélia Duncan, que também reúne Frejat, Arlindinho Cruz, Zé Paulo Sierra, André, Prof. Renato Cunha, Rafael Falanga, Diego Estrela e Igor Leal. O trio Zé Paulo Sierra, Zélia e Frejat comandou a defesa da obra. Apesar de não ser um samba explosivo, a condução firme de Zé Paulo ajudou a envolver o público. Ao final, o intérprete fez questão de cantar junto à torcida – que, apesar de não estar em grande número, participou com entusiasmo.

Em versos de amor, Tom Maior faz o primeiro ensaio geral para 2026 com o samba-enredo campeão

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Por Gustavo Lima e Will Ferreira

Após um processo eliminatório inteiramente voltado para a comunidade, a Tom Maior apresentou para o mundo da folia paulistana o samba-enredo que embalará o desfile de “Chico Xavier — Nas entrelinhas da alma, as raízes do céu em Uberaba”, assinado pelo carnavalesco Flávio Campello e sexto a se apresentar no sábado de carnaval do Grupo Especial de São Paulo. Composto por Maradona, Didi Pinheiro, Darlan Alves, Celsinho Mody, PH e Felipe Karanova, a canção foi o grande destaque do primeiro ensaio geral da agremiação, realizado no último domingo. Para conferir as reações da comunidade em relação ao samba e para ouvir personagens importantes da vermelho e amarelo, o CARNAVALESCO se fez presente na quadra da agremiação, na rua Luigi Greco, no bairro da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo.

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Fotos: Gustavo Lima e Will Ferreira

Enredo diferenciado

Marco Antonio Ferreira, popularmente conhecido como Maradona, um dos compositores do samba-canção, credita a vitória à maneira completamente diferente com que o enredo foi desenvolvido: “Acabou sendo uma vertente nova: pegar uma personalidade como o Chico Xavier, que é um espiritualista, para contar a história de uma cidade. É diferente daquilo que a gente está acostumado, só que existe um fator primordial nesse enredo: justamente o Chico Xavier. Ele é um cara que escrevia mensagens espíritas e ele conta a história de Uberaba. Isso mexeu demais com a gente. Na hora que nós começamos a compor esse samba, era uma emoção em cima da outra. Graças a Deus, com certeza, ele nos abençoou para que terminasse com uma letra magnífica”, comentou.

Saulo Mesquita, outro compositor da parceria campeã, mostrou gratidão nominal ao carnavalesco da agremiação: “Fica todo o nosso agradecimento ao carnavalesco Flávio Campello. Uma sinopse muito bem desenvolvida e completa, em que nós conseguimos transmitir para o papel essa obra por intermédio desse texto. Não posso dizer nem que houve algum tipo de dificuldade. Esse samba foi diferente desde a construção até o dia do estúdio. Na gravação, nós tivemos todos chorando, emocionados e arrepiados. Foi uma coisa sensacional, sem explicação”, destacou.

História e presente

Maior campeão de sambas-enredo da história da agremiação, Maradona relembrou como começou a ligação dele com a agremiação – pontuando alguns momentos ainda mais especiais: “É o meu 17º samba-enredo na escola. Isso não tem preço. A primeira escola que eu entrei foi o Camisa Verde Branco, em 1987. Já em 1988, eu conheci a Tom Maior. Era o Douglinhas quem cantava, ainda. Eu me apaixonei e comecei a frequentar os ensaios. Meu primeiro ano foi na bateria, o segundo ano foi na Harmonia e o terceiro na ala musical. O primeiro samba vencedor foi em 1993, ‘Meio-Dia, Barriga Vazia’, que era o enredo da feijoada. Tirando o samba de 2026, o que eu mais gosto é o da Imperatriz, em 2018. Pude participar de Angola, Frank Aguiar, o tema do trabalhador… graças a Deus tenho uma história rica aqui”, comemorou.

Saulo revelou um pouco de como a canção foi produzida: “Foi um samba que nasceu de apenas três encontros. Três encontros e o samba brotou, foi uma inspiração sem explicação, podemos dizer. Graças a Deus, depois de uma disputa com 26 sambas inscritos, tivemos a honra de sagrar esse campeão. Hoje, ver a quadra cantando o samba desse jeito é simplesmente emocionante. É emocionante, não tenho palavras para descrever o sentimento que eu estou hoje aqui na Tom Maior. É somente gratidão”, afirmou.

Sistema justo

A dinâmica da disputa interna na Tom Maior foi elogiada por personagens importantes da vermelho e amarelo. Saulo foi um deles: O sistema de eliminatória da agremiação também agradou Saulo: “Acho bastante satisfatória a forma como a diretoria da Tom Maior conduziu as eliminatórias. Foi uma coisa muito clara. Eles colocaram todos os sambas concorrentes no YouTube, dando uma lisura tremenda nessa disputa. Na minha opinião, todas as escolas poderiam seguir esse exemplo da Tom Maior. Além de proporcionar um pouco menos de gasto para os compositores, a gente fica seguro e entende que realmente há disputa. É uma coisa maravilhosa e, graças a Deus, a gente se sagrou campeão. Eu agradeço mais uma vez a diretoria, ao presidente Carlão e à diretora Érica”, novamente fazendo elogios nominais a pessoas da vermelho e amarelo.

Gilson da Conceição, popularmente conhecido como Gilsinho, destacou o quanto é possível já se acostumar com cada canção assim que eles começam a cair nas graças da comunidade: “Eles preferem assim – e, para mim, dá no mesmo. Quando os sambas chegam, a gente já tem uma noção de qual pode crescer e vai despontar. Dessa vez não foi diferente – tanto que, na final, foi aquela coisa: cantamos os três sambas. O que teve a maior receptividade da escola foi realmente o que ganhou”, revelou.

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Elogios unânimes

Outros tantos personagens da agremiação gostaram não apenas da obra vencedora da eliminatória de samba-enredo – mas, também, da recepção da comunidade à canção. Carlos Alves, popularmente conhecido como Carlão, presidente da escola e mestre de bateria da Tom 30, foi um deles: “Eu gostei muito! É o início de um trabalho, logicamente – mas eu, particularmente, estou satisfeito com o resultado. Para mim, é o melhor samba que nós tivemos na eliminatória. Nós não decidimos nada, quem decidiu foi a comunidade na votação. Agora, é trabalhar bastante para nós chegarmos no dia do desfile cantando muito esse samba maravilhoso”, comemorou.

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Erica Ferreira, diretora-geral da agremiação (encabeçando a direção de Carnaval e de Harmonia da Tom Maior), foi bastante detalhista para explicar não apenas a própria opinião, mas também a fórmula de disputa do samba-enredo: “A primeira impressão foi maravilhosa! Quem escolheu esse samba foi a comunidade, sempre destaco isso. Nós tivemos uma audição no dia 03 de agosto, em que os três finalistas foram cantados. Nós fizemos um QR Code para a nossa comunidade votar e recebemos na nossa quadra toda a liderança, chefes de ala, apoios, todos os departamentos – e componentes, também. De 537 votos possíveis naquele dia, 450 foram para o Samba 4 – que foi o vencedor. É clichê, mas ‘a voz do povo é a voz de Deus’. Eu estou muito feliz, porque isso facilita o nosso trabalho – além de ser uma obra linda e feita por pessoas que são crias da casa”, comemorou.

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Gilsinho também gostou da receptividade da comunidade vermelho e amarelo à canção: “É um samba maravilhoso. Tem aquela fórmula de samba bem construída – que faz a comunidade cantar. Todo mundo gostou muito desde o início. É um samba que hoje a gente já viu a comunidade em peso cantando. A gente fez uma gravação com algumas alterações de notas que estavam meio enterradas e levantou um pouco. A escola está pronta para mais um desfile“, prometeu.

Flávio Campello foi outro nome importante da agremiação que gostou do que viu: “Esse era o samba da comunidade! Desde as eliminatórias, nossa comunidade abraçou esse samba, e isso influenciou (e muito) na escolha. Nesse primeiro ensaio, pudemos perceber que cantar o samba já com as alterações necessárias para a adequação ao enredo não será um problema ao longo desse ciclo carnavalesco, o samba apresentado neste domingo foi a canção já alterada e inteiramente adequada ao que apresentaremos na avenida. Nossa comunidade cantou o samba do início ao fim e foi uma noite linda, com o Gilsinho e a ala musical apresentando de uma forma incrível, a comunidade abraçando a canção com a alma. Agora, é trabalharmos para realizar nosso sonho e objetivo. Vamos para cima!”, finalizou.

Dezoito anos de CARNAVALESCO! Legado da cobertura especializada em escola de samba

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O carnaval é competição, é cultura, é emoção. E há 18 anos o CARNAVALESCO se dedica a contar cada detalhe dessa festa grandiosa com rigor jornalístico e paixão genuína. Desde 1º de setembro de 2007, o CARNAVALESCO construiu um legado único: cobertura quesito a quesito dos desfiles do Rio de Janeiro e, também, de São Paulo; presença em todas as eliminatórias de sambas-enredo, valorizando o processo criativo que move compositores e comunidades; análises profundas, que se tornaram marca registrada; e matérias especiais que não apenas informam, mas ajudam a preservar a memória da maior manifestação cultural brasileira.

Em 2008, nasceu o Estrela do Carnaval, prêmio criado pelo site e que rapidamente se consolidou como uma das mais respeitadas premiações do setor, reconhecendo com seriedade e critério o trabalho de todas as escolas de samba. Uma iniciativa que valorizou ainda mais o esforço de cada comunidade.

O CARNAVALESCO é também escola de jornalismo. Ao longo desses 18 anos, muitos jovens talentos encontraram aqui a sua primeira grande oportunidade profissional e hoje brilham em redações, TVs e rádios pelo Brasil. Um orgulho que reforça a missão de ser não só veículo, mas formador de gerações de jornalistas apaixonados pelo samba.

A expansão para São Paulo foi outro marco importante. No Anhembi, o público conheceu a mesma seriedade e profundidade que já era reconhecida na Sapucaí. Hoje, a cobertura paulista é consolidada, respeitada e acompanha de perto a força e o crescimento do carnaval paulistano. Nos últimos anos, o CARNAVALESCO também ampliou seu alcance para os carnavais de Santos e Vitória, reafirmando o compromisso de estar presente em diferentes palcos da festa popular.

Ao longo dessa caminhada, o CARNAVALESCO quebrou recordes de audiência que consolidaram sua relevância digital. Em 2020, o site alcançou mais de 2,5 milhões de acessos apenas nos dias de desfiles, o maior número de sua história até então. Em 2023, novamente superou marcas históricas, com mais de 4 milhões de visualizações ao longo dos dias dos desfiles. E, em 2025, a cobertura chegou a um patamar inédito: 10 milhões de visitantes únicos entre a sexta-feira de desfiles e o sábado das campeãs, confirmando-se como referência incontornável para quem busca informação de qualidade sobre as escolas de samba.

Nas redes sociais, o CARNAVALESCO também conquistou um público fiel e crescente. São hoje mais de 260 mil seguidores no Instagram, cerca de 52 mil no Twitter/X, mais de 250 mil no Facebook, mais de 100 mil no YouTube e 33 mil no TikTok, números que refletem a força de uma comunidade engajada que acompanha cada conteúdo, interage e ajuda a expandir o alcance do carnaval na era digital.

Chegar à maioridade é celebrar tudo isso, mas também olhar para frente. O CARNAVALESCO seguirá crescendo, inovando e mantendo sua essência: dar às escolas de samba o espaço, o respeito e a grandeza que merecem. Porque o carnaval não é apenas espetáculo, ele é arte, é identidade, é Brasil.

Parabéns, CARNAVALESCO, pelos seus 18 anos. Vida longa à voz do samba na era digital.

Grande Rio: Composição da escola Pérola do Samba é a campeão da Seletiva Pernambucana

A Grande Rio já tem o seu representante de Pernambuco para a disputa do samba-enredo do Carnaval 2026: a obra da escola Pérola do Samba. A escolha aconteceu neste sábado, em Recife, durante a Seletiva Pernambucana. Agora a composição seguirá direto para a semifinal no Rio de Janeiro, na quadra da escola, em Duque de Caxias.

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O evento, realizado em frente à sede social do Bloco de Samba Tradição, reuniu centenas de pessoas e celebrou a integração cultural entre o samba carioca e as manifestações populares de Pernambuco. A noite contou com apresentação do intérprete oficial da Grande Rio, Evandro Malandro e o mestre de bateria da escola, Fafá, além do show do Maracatu Nação Porto Rico e outras atrações culturais. A noite contou com presenças especiais, entre elas: o presidente da Grande Rio, Milton Perácio, o diretor de carnaval, Thiago Monteiro, o artista expoente do movimento maguebeat, Fred Zero Quatro.

Análise completa: os sambas que se destacaram na noite do Salgueiro para o Carnaval 2026

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O Acadêmicos do Salgueiro realizou, na noite do último sábado, a quinta etapa das eliminatórias da disputa de samba-enredo para o Carnaval 2026. Ao todo, oito obras concorrentes se apresentaram no palco da escola — duas delas se destacaram na noite. A Academia do Samba levará à Marquês de Sapucaí o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”, em homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães.

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Foto: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

Parceria de Paulo Cesar Feital: Paulo Cesar Feital, Ian Ruas, Benjamin Figueiredo, Luiz Fernando, Márcio Pessi, Zé Carlos, Vagner Alegria, Dredi, Bruno Papão e Igor Leal assinam a obra. O canto ficou sob responsabilidade dos intérpretes Leonardo Bessa, Emerson Dias e Dowglas Diniz e foi marcado pelo vigor. Torcedores, em número razoável, compareceram com bandeiras vermelhas e brancas e fizeram questão de cantar o refrão em coro logo no início da apresentação. Por outro lado, quem estava mais ao centro da torcida não acompanhava o restante da obra. O refrão “Vermelho e branco juntei deu rosa/ No sassarico da Marquês deu rosa” trouxe uma pegada mais popular, mas sem abrir mão das referências à carnavalesca. Veja aqui a apresentação

Parceria de Moisés Santiago: Além de Moisés, assinam o samba Pedrinho da Flor, Gilmar L. Silva, Leonardo Gallo, Orlando Ambrósio, Zeca do Cavaco, Alexandre Cabeça, Bruno Dallari, Marquinho Bombeiro e D’Miranda. A apresentação ficou a cargo do trio de intérpretes Ito Melodia, Tem-Tem Jr. e Tuninho Jr., que ajudaram a potencializar ainda mais uma obra já marcada por força e explosão. A letra é rica em referências a trabalhos de Rosa Magalhães, como em “Bumbumpacumbum no reizinho glorioso”. A torcida fez bonito, sendo uma das maiores da noite, com forte participação e muitas bandeiras nas cores do Salgueiro. A parceria realizou uma apresentação de alto nível, se destacando entre as melhores da noite, com a força da torcida, a qualidade da obra e a performance dos intérpretes. Veja aqui a apresentação

Parceria de Xande de Pilares: Também assinam a obra Fred Camacho, Betinho de Pilares, Renato Galante, Miguel Dibo, Jorginho Via 13, Jefferson Oliveira, Jessa, João Diniz e W. Corrêa. Cria da casa, o intérprete Charles Silva comandou a apresentação e foi peça fundamental para a passagem regular da obra. Fora do palco, a torcida marcou presença com bandeiras e bandeirões. Por outro lado, muitos componentes se limitavam a cantar apenas o refrão “À Rosa imortal, a poesia/ É teu carnaval da academia/ Não há argumento que negue o fato/ Eu sou Salgueiro e fim de papo”. Apesar da boa condução de Charles, a obra ficou abaixo do esperado e pode perder força na disputa. Veja aqui a apresentação

Parceria de Rafa Hecht: A obra foi escrita por Rafa Rafa Hecht, Samir Trindade, Thiago Daniel, Clairton Fonseca, Fabrício Sena, Deiny Jeffer, Felipe Sena, Ricardo Castanheira, JP Figueira e Deco. A condução ficou sob responsabilidade de Marquinho Art’Samba e de Leonardo Bessa. Embora não seja um samba explosivo, a obra se destaca pela força, pela energia contínua e pela constância, sem “cair” em nenhum momento. Destaque para o trecho “Que ti-ti-ti é esse pelo mundo a me levar?/ Naveguei sem sair do meu lugar”. A torcida foi a melhor da noite em número e canto, cantando em coro antes mesmo do início da apresentação. O samba se destacou como um dos grandes destaques da noite, ao lado da parceria de Moisés. Veja aqui a apresentação

Parceria de Gui Salgueiro: A parceria é formada por Guilherme Salgueiro, Mônica de Aquino, Marcão Campos, Carlos Ferrão, Geraldo da Valda, Fábio Teixeira, Dennis Garcia, Julio James, Eugênio Leal e Nego Martins. O intérprete Fábio comandou uma apresentação regular. Não é um samba explosivo, mas tem cadência firme e versos que favorecem o canto dos componentes. Destaques para os trechos “Porto da Utopia”, “Brasil em tons reveladores” e “sabores e aromas”, que remetem a enredos de Rosa. A torcida, em número reduzido, levou bandeiras e faixas com versos do samba. Apesar da animação, o canto caía após o refrão. No geral, foi uma apresentação positiva. Veja aqui a apresentação

Parceria de Marcelo Adnet: A obra foi escrita por Marcelo Adnet, Gustavo Albuquerque, Babby do Cavaco, André Capá, Bruno Zullo, Marcelinho Simon, Rafael Castilho, Luizinho do Méier, Igor Marinho e Fabiano Paiva. O intérprete Wander Pires conduziu a apresentação. Embora aparentasse estar com a voz em menor potência do que o habitual, manteve seu alto padrão e fez uma forte apresentação, principalmente, na última passada. A torcida chegou em peso, com bandeiras nas cores da escola, além de dois artistas em pernas de pau que erguiam um cartaz com o verso “Desata o nó da garganta do nosso torrão”. Os componentes cantavam antes mesmo do início da apresentação, embora parte deles se limitasse ao refrão. Integrantes da velha guarda fizeram questão de se aproximar do palco para apoiar a obra. Destaque para os versos: “Em provar minha cachaça/ Puxa o banco e vem prosear/ Nesses bares da Ouvidor tem paticumbum!/ Um brinde à minha flor”.
No geral, uma apresentação forte, sobretudo em sua última passada. Veja aqui a apresentação

Parceria de Marcelo Motta: Além de Motta, assinam a obra Dudu Nobre, Julio Alves, Manolo, Daniel Paixão, Jonathan Tenório, Kadu Gomes, Zé Moraes, Jorge Arthur e Fadico. Tinga comandou o canto e elevou o nível da apresentação, junto com os demais cantores. A torcida também chegou em peso e cantou forte, principalmente no refrão. A obra é uma das mais poéticas da disputa, apresentando Rosa Magalhães como flor literal e metáfora: “Plantei no velho Salgueiro, aos pés da ladeira/ No ventre da arte, uma linda roseira”. Outro destaque é a referência aos carnavalescos da nova geração, aprendizes de Rosa: “Enfim, desabrocha em Vieira, Tarcísio, João/ Em Léo, Gabriel”. A força da obra, somada ao entrosamento dos músicos, pode colocar a parceria em evidência ao longo da disputa. Veja aqui a apresentação

Parceria de Bernardo Nobre: A obra foi escrita por Bernardo Nobre, João Moreira, John Bahiense, André de Souza, Jorge Silva, Alfredo Poeta e Vitor Lajas. A apresentação ficou sob responsabilidade dos intérpretes Igor Vianna e Chicão. A torcida levou balões e bandeiras nas cores da escola, mas muitos não cantavam. Destaque para o trecho: “Salgueiro/ Sob as bênçãos de seu guardião/ Eterniza teu legado/ Mestra desse chão”. No geral, uma boa apresentação. Veja aqui a apresentação

Verde e Rosa muito bem servida! Confira panorama geral da disputa de samba da Mangueira para o Carnaval 2026

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A Mangueira iniciou, neste último sábado, a disputa geral de samba-enredo para o Carnaval 2026, e o CARNAVALESCO acompanhou as apresentações das 15 primeiras obras concorrentes direto do Palácio do Samba. Confira abaixo nossa análise das oito parcerias classificadas para a próxima etapa do concurso.

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Parceria de Estevão Ciavatta: Primeiro entre os classificados a se apresentar, o samba assinado por Estevão Ciavatta, Pedro Tatuí, JotaPê, Gabriela Diniz, Jefferson Oliveira e Miguel Dibo contou com uma torcida animada. A obra foi conduzida pelas vozes de Gilsinho, Charles Silva e Matheus Gaúcho, apresentando uma pegada cadenciada, iniciada pelo agradável refrão de cabeça, em que se destaca o verso “Cada canto do Amapá tem um tantinho de Mangueira”. O momento de explosão surge logo em seguida, nos versos “Aos pés do Amapá, o som do maracá”, que conduzem a energia musical pelo restante da letra. Na segunda passagem, a presença da bateria deu ainda mais fôlego ao conjunto.

Parceria de Chacal do Sax: Na sequência, Marquinho Art’Samba, Tem-Tem Jr. e Rafael Tinguinha defenderam a obra assinada por Chacal do Sax, Fábio Martins, Marcelo Martins, Vitor Leandro, Augusto Gigi, Jean Michel e Gaspar. O samba apresenta originalidade, alternando a tonalidade melódica entre suas diferentes divisões. O refrão principal aposta na criatividade com a repetição “Sem ervas nada se faz! Sem ervas nada se faz!”, entre versos de estilo clássico que entregam para a primeira do samba com bom jogo de palavras no trecho “Evoco o xamã babalaô”. Sem um refrão central, a obra se apoia em duas estrofes mais curtas, em tons distintos, que se encaixaram bem na proposta. O desfecho traz o belo jogo de versos “Só quem vive a Amazônia sabe que é terra negra / O aroma verde e rosa é da Estação Primeira”, completando o conjunto harmônico que conquistou a torcida de forma espontânea.

Parceria de Beto Savanna: A interpretação de Pitty de Menezes, Igor Vianna e Dodô Ananias transformou o Palácio do Samba em floresta ao dar vida à obra assinada por Beto Savanna, Rodrigo Pinho, Wilson Mineiro, Daniel Paixão, Jonathan Tenório e Grassano. A explosão veio logo no início, com os versos em repetição “Saravá, Xamã Babalaô”, que antecedem o refrão de cabeça. Além da intensidade, a letra cita a quadra da Verde e Rosa, contagiando de imediato a torcida, que se manteve animada até o fim. A primeira do samba carrega a energia de forma cadenciada, preparando o terreno para mais uma explosão no refrão do meio, marcado pelo verso duplicado “Reza pra benzer, ô, reza pra benzer”. A parte final acumula força para a virada, enriquecida pelos marcantes versos “Mas ele é o tacape que insiste em ser farol / Ele é o espelho da vovó”, encerrando a apresentação em clima extasiante.

Parceria de Pedro Terra: Uma torcida volumosa se aproximou do palco quando Thiago Acácio defendeu a obra assinada por Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal. O samba mistura o estilo que consagrou a Verde e Rosa no passado com a energia contemporânea. Já no primeiro refrão, os versos “A magia do meu tambor te encantou no jequitibá” estabelecem o tom acolhedor da obra. A emoção se intensifica na primeira parte com “Árvore-mulher, Mangueira quase centenária”. A parte central é composta por estrofes curtas em repetição, introduzidas pela animada combinação “Çai erê babalaô, Mestre Sacaca”. O desfecho, rico em poesia, cita Benedita de Oliveira e completa um samba que manteve os ânimos elevados do público.

Parceria de Ivo Meirelles: O refrão principal da obra de Ivo Meirelles, Gilson Bernini, Gustavo Clarão, Xande de Pilares, Edinho Gomes e Felipe Mussilli é uma exaltação à bateria: “Tem que respeitar meu tamborim”. O samba, conduzido por Ito Melodia, Vitor Cunha e Bruno Ribas, apostou no sentimento da comunidade, embalado por uma torcida de peso. A construção clássica ganha destaque no refrão central, com bom jogo de palavras em “Turé! Turé! O pajé incorporou / Saravá Mestre Sacaca, o xamã babalaô”. No desfecho, os versos “Mergulhei nos mistérios, pude refletir / A herança dos meus ancestrais” trazem uma melodia distinta, conduzindo o encerramento da apresentação.

Parceria de Manu da Cuíca: Com interpretação de Bira Silva, o samba de Manu da Cuíca, Luiz Carlos Máximo, Marcio Bola, João Carlos, Victor Nunes e Mama destacou-se pelos jogos de palavras criativos. No refrão de cabeça, brilha o trecho: “Eu sou Mangueira / Dos pés ao penacho / Na maré do Marabaixo / Tô pra lá de Macapá”. A letra também exalta o centenário da escola, ao citar a “Nega quase centenária”. A obra, cadenciada do início ao fim, aposta em versos de fácil conexão e conquistou um público mais independente em relação às demais parcerias.

Parceria de Lequinho: Assinada por Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Julio Alves, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim, a obra se destaca pela poesia marcante e soluções contemporâneas. A torcida vibrou quando Tinga entoou os versos que antecedem o refrão de cabeça: “Le le le le le le! Aê! Aê! Le le le le le á! / Deixa o morro descer / Pra Amazônia incorporar”, ponto alto da apresentação. O refrão central reforça a força da letra com “Que o doutor da floresta… Sacaca / É ciência que não se lê”. O desfecho cresce melódica e liricamente até a repetição de “Quem guarda a cultura preserva o país”, finalizando com a identificação entre o estilo de vida de Sacaca e o do mangueirense: “Onde a vida é muito mais do que se vê / Só quem ama a escola de Zangaia e de Cartola consegue entender”. A torcida permaneceu animada, sinalizando o potencial da obra.

Parceria de Alexandre Naval: A noite no Palácio do Samba foi encerrada pela parceria de Alexandre Naval, Wendel Uchoa, Ronie Machado, Giovani, Marquinho M. Moraes e Ailson Picanço. O samba chamou atenção pela grande torcida, que sabia a letra de cor e ensaiou junto com Wantuir, Wic Tavares e Hudson Luiz. A obra mistura elementos tradicionais com criatividade, mesmo mantendo um andamento mais cadenciado. Seu refrão de cabeça evoca ancestralidade: “Caboclo Preto Velho, Verde e Rosa é meu sagrado / Toca o Marabaixo, Mangueira!”. A complexidade da letra se desenvolve até o refrão do meio, com menções ao trabalho curativo de Mestre Sacaca. O desfecho mescla emoção e criatividade, culminando no jogo de palavras dos versos “Canta! No terreiro oração se dança! / Samba! No laguinho, rei sentinela!”, responsáveis por devolver o samba ao refrão inicial e encerrar a apresentação em alto nível.