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União de Maricá inaugura reforma do barracão na Cidade do Samba e celebra conquista com equipe

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Fotos: Diego Mendes/União de Maricá

A União de Maricá viveu uma noite especial na segunda-feira, com a inauguração oficial do seu novo barracão na Cidade do Samba. A cerimônia contou com uma bênção conduzida pelo Padre Wagner Toledo e pelo babalaô Ivanir dos Santos, seguida por um jantar de confraternização que reuniu toda a equipe da escola. Totalmente reformado, o local passa a concentrar a produção do Carnaval 2027 e setores estratégicos da agremiação.

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O espaço revitalizado é mais um importante passo no processo de fortalecimento da União de Maricá desde a conquista do título da Série Ouro e o acesso ao Grupo Especial. Com instalações modernas e planejadas para atender às necessidades da equipe, o barracão foi pensado para oferecer melhores condições de trabalho aos profissionais que constroem o desfile da escola.

O presidente Matheus Santos destacou a importância do momento e fez questão de ressaltar o papel de cada integrante da equipe nessa conquista. O dirigente também reforçou o sentimento de pertencimento que o barracão representa para toda a família maricaense.

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“Eu fiz questão de reunir toda a equipe para esse momento. Não tem preço chegar aqui e ver esse sorriso no rosto de cada um, os olhos brilhando. Isso é muito importante para mim. Não sabemos o dia de amanhã, mas hoje podemos comemorar que esse barracão é nosso”, disse Matheus Santos.

Um dos momentos mais marcantes da noite foi a inauguração da sala de dança, espaço que será utilizado para os ensaios dos casais de mestre-sala e porta-bandeira e da comissão de frente. O ambiente recebeu uma decoração especial, com fotografias dos defensores do pavilhão da escola, dos integrantes da comissão e do coreógrafo Patrick Carvalho.

O mestre-sala Julinho Nascimento não escondeu a emoção ao conhecer o novo espaço. O artista destacou o significado da sala para os segmentos que dependem diariamente de um local adequado para desenvolver seus trabalhos. Para ele, a estrutura reforça o compromisso da escola com a valorização de seus profissionais e com a busca pela excelência na Sapucaí.

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“Entrar nessa sala e ver nossa história retratada nas paredes foi algo muito emocionante. Esse espaço representa respeito, reconhecimento e, principalmente, investimento no trabalho que realizamos durante todo o ano. Tenho certeza de que daqui sairão apresentações ainda mais fortes e emocionantes. A palavra é gratidão”, declarou Julinho.

Ao lado do mestre-sala, a porta-bandeira Rute Alves também celebrou o espaço e ressaltou o impacto que o novo barracão terá na preparação dos segmentos para o próximo Carnaval. A artista lembrou que a estrutura oferece melhores condições para os ensaios e fortalece o sentimento de união entre os integrantes da escola.

“É impossível não se emocionar ao ver tudo isso. Cada detalhe demonstra carinho e respeito pelos profissionais da escola. Ter uma sala pensada para os nossos ensaios nos dá ainda mais motivação para trabalhar e representar a União de Maricá da melhor forma possível”, afirmou Rute Alves.

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A União de Maricá segue intensificando os preparativos para sua estreia no Grupo Especial. A escola será a responsável por abrir os desfiles da elite do Carnaval carioca no dia 7 de fevereiro de 2027, na Marquês de Sapucaí.

Viradouro 2027: leia a sinopse do enredo

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ENREDO: GRIÔ

É noite. Fogueira abrasa no centro do terreiro.

Ao redor, um ancião reúne os iniciados e sopra palavras, acendendo a voz mística que se ergue em saudação:

Laroyê, Exu! Mojubá! Fagulha primeira, Senhor das Encruzilhadas que abre os caminhos e faz a história circular.

Saluba, Nanã! Divina senhora que molda a memória no barro.

Iroko Issó! Iroko Kisselé! Salve o Senhor do tempo, árvore sagrada que rege a eternidade.

E fala:

“Eu vim do silêncio do mundo, quando a boca não conhecia o verbo. Gente de carne, como nós, não tinha memória para recordar. Nada! Passado não existia. Futuro, tampouco. Só o pulsar da vida no agora.

Certo dia, um sábio caminheiro vindo do reino Ashanti me narrou que, em tempos imemoriais, viveu Kwaku Ananse, um ser divino, meio humano e meio aranha. Ele não queria apenas contemplar o correr dos dias, mas povoar a Terra de histórias. Com agilidade, Ananse teceu uma enorme teia de prata. Por ela, subiu ao céu onde morava o grande deus Nyame.

Dono de todos os enredos do universo, o supremo Nyame duvidou da capacidade de Ananse, desafiando-o a lhe trazer as criaturas mais ferozes e astutas do reino.

Pelo poder do convencimento, paciência e encantamento, Ananse cumpriu tudo o que foi pedido e conseguiu o que queria. Colocou as histórias em uma cabaça e desceu pelos fios que havia bordado. Mas o artefato que carregava se partiu. Naquele momento, o mundo nasceu outra vez: os contos guardados se espalharam por todos os recantos. E Ananse virou o narrador primordial, envolvendo toda a gente com seus fios de histórias.

Desde então, contar virou ato de força vital. Nada era mais poderoso que a palavra moldada com justeza. Por ela, tornou-se possível esculpir lembranças.

E eu caminhei no tempo.

No Mali, encruzilhada do continente africano, renasci no prestigiado clã dos Djéli, casta social que fazia circular o sangue da memória entre os Mandingas. Dinastia de músicos e poetas que transmitiram todo o conhecimento pela palavra dita e pela palavra cantada.

Eu aprendi com os antepassados e ensinei meus sucessores a tocar Balafon, e a dedilhar as cordas sagradas do Korá, instrumentos passados de geração a geração. Cada um desses objetos sonoros carregava uma força mística. A cadência e o ritmo, unidos ao timbre da minha voz, revelavam poderes encantatórios.

Foi assim que narrei aos filhos dos meus filhos o apogeu no suntuoso Mali, no tempo do lendário mansa Sundiata Keita, rei dos cem reis vencidos, unificador daquele império de ouro e sal.

Sem nós, os Djéli, a comunidade cairia no abismo do esquecimento. Por isso, éramos muito respeitados e tidos como o eixo da continuidade dos saberes por meio da escuta e da memorização.

Até que veio o colonizador e nos batizou de Griôs.

O nome que eu carrego, Griô, foi também atribuído a diferentes povos que contavam histórias e cantavam loas na África Atlântica. Mas muitos dos meus irmãos e irmãs tiveram seus enredos silenciados.

Deu branco… A memória… (…) Ia… se apagar…

As histórias, porém, sobreviveram na minha fala, no corpo e no canto de fazer lembrar. Se os nossos saberes tivessem sido escritos na fibra da árvore morta, o branco os teria queimado. Nosso tecido social não desbotou. A oralidade costurou as lembranças, salvou nossa cultura do fogo do esquecimento.

A herança que recebi dos antepassados, eu doei com a minha voz.

Eu reexisto na fala dos que vieram antes de mim.

Foi por isso que eu ressurgi nos versos trazidos da alma nas minerações das Gerais. Garimpei ouro e diamante, reatei laços ao som dos vissungos, cantos de esperança e de saudade da terra original.

Eu me nutri de palavra e de canção. Partilhei o banquete de mistérios que meus antepassados me proveram e prepararam antes da minha chegada.

Aprendi a conservar o Axé nas casas de santo, a guardar os segredos espirituais, a reconhecer o invisível dançando diante dos olhos. Me embalei no ponto firmado. Me banhei de saudações e ensinamentos por meio de itãs e oríkìs para que nunca esquecesse meus caminhos. Minha palavra se fez música e trovão.

Hoje, eu me alimento em coletivo de cantigas, de sambas de roda e de repentes. Faço coro nos jongos, congos e folias. Eu revivo nos saberes das mestras e mestres da cultura popular.

Eu faço a recordação adormecida se acender! Meu impulso vital é contar as histórias que o Brasil nem sabia que precisava conhecer…

Eu me tornei o guardião dos enredos que ainda vão nascer. Mobilizo o terreiro místico para dar de comer ao sagrado com o meu samba.

Minha voz fala ao futuro por meio da tua voz!

Sou a sabedoria acumulada, sou entidade viva, detentora dos saberes do meu ilê. Baluarte, orixá em Terra. Sou também comunidade em voz altiva que um dia bordou as glórias do meu pavilhão… e rega as raízes para o amanhã.

É essa memória que agora eu faço despertar: cumprir o rito anual de narrar histórias ao redor do fogo em terreiro sagrado, como faço desde o princípio.

Eu sou Griô! Samba! Escola!
Guardião da memória preta!
E vim aqui para contar o meu enredo”.

Carnavalesco: Tarcísio Zanon
Texto: João Gustavo Melo

GLOSSÁRIO:
Ashanti: Povo que faz parte do grupo étnico Akan, localizado na porção ocidental da África, onde hoje fica Gana.
Balafon: Instrumento musical feito de teclas de madeira e cabaças, tocado com duas baquetas. Acompanha as falas e canções dos griôs, ajudando a narrar genealogias de heróis, casamentos e cerimônias religiosas.
Djéli: Casta do reino do Mali, formada por famílias de contadoras e contadores de histórias. Eram também conselheiros reais. Narravam e entoavam canções épicas sobre as dinastias reais do Mali, entreposto comercial e cultural para diversas populações da África Ocidental. O nome “Djéli” se refere à ideia de laços de sangue, aqueles que fazem circular a vida social.
Griô: Para alguns linguistas, a origem da palavra “Griô” vem da forma como os franceses ouviram a palavra “criado”, em português, referindo-se à casta dos djéli, contadores de histórias que acompanhavam os antigos reis do Mali.
Itã: Narrativa, mito ou conto do povo Iorubá. Transmite filosofias, conhecimentos e origens dos orixás.
Korá: Instrumento feito de 21 cordas, semelhante a um alaúde. Produz melodias e acordes suaves de grande riqueza harmônica. Acompanha os griôs nas contações de histórias e narrativas épicas. Assim como o balafon, é considerado um instrumento musical sagrado.
Mansa: Título de nobreza utilizado pelo povo do Mali para designar o soberano do reino.
Oríkì: Palavras e provérbios de Axé do povo Iorubá. Vem de Orí (cabeça) e Kì (saudar, louvar). Pode ser dito sobre orixás, pessoas, animais ou lugares.
Provas de Ananse: Para entregar as histórias do mundo, Ananse teve que cumprir algumas provas para Nyame, o deus supremo: Capturar o leopardo Osebo, a serpente Onini, os marimbondos (Mmbooro) e a feiticeira Mootia. Há variações nas versões contadas sobre as provas de Ananse, mas evocamos estas como as mais recorrentes.
Sundiata Keita: Supremo unificador e fundador do Império Mali. Também conhecido como o “Rei Leão”, governou entre 1235 e 1255, tendo seus feitos eternizados pelo Griô (Djéli) Bala Fasseké Kouyaté, habilidoso mestre contador de histórias e conselheiro. Até hoje, os Kouyaté são uma dinastia de griôs, com músicos e atores que espalham, por meio da oralidade, o legado do seu povo.
Teia de Ananse: Símbolo de coesão social e dos enredos contados pelo povo Ashanti.
Vissungos: Cantigas que misturam o português arcaico com língua quimbundo, quicongo e umbundu, sendo entoadas no trabalho nas minerações, celebrações fúnebres, ritos de cura e em festividades. Serviam também como um código secreto para poderem se comunicar por meio da oralidade durante o processo de escravidão no Brasil.

REFERÊNCIAS:
Bâ, Amadou Hampâté. A Tradição Viva. In: KI-ZERBO, Joseph (Ed.). História geral da África I: metodologia e pré-história da África. Brasília: Unesco, 2010.
Bâ, Amadou Hampâté. Amkoulell, O Menino Fula. Rio de Janeiro. Editora Palas Athena: São Paulo, 2003.
BERNAT, Isaac. Encontros com o Griot Sotigui Kouyaté. Editora Pallas: Rio de Janeiro, 2013.
DEUS, Zélia Amador de. Os Herdeiros de Ananse: movimento negro, ações afirmativas, cotas para negros na Universidade. 2008. 295 f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Pará, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais. Belém, 2008.
LIMA, Heloísa Pires; HERNANDEZ, Leia Leite. Toques do Griô. Melhoramentos. São Paulo, 2011.
GONZALES, Lélia. Festas Populares Brasileiras. São Paulo: Boitempo, 2024.
MARTINS, Danielle da Silva. “Foi Nesse Chão que Me Criei”: Letramentos baluartes da Galeria da Velha-guarda da Unidos do Viradouro. Dissertação (Mestrado em Letras e Linguística). 185f.:il. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), 2023. Disponível em DissertacaoDanielledaSilvaMartins231107154845.pdf. (Acesso em abril de 2026).
MARTINS, Leda Maria. A Fina Lâmina na Palavra. Rio de Janeiro: Cobogó, 2025.
MARTINS, Leda Maria. Performances da Oralitura: Corpo, Lugar da Memória. Universidade Federal de Santa Maria, 2003. Disponível em PERFORMANCES DA ORALITURA: CORPO, LUGAR DA MEMÓRIA | Letras. (Acesso em abril de 2026).
PRIORI, Mari del. Vissungo: O Canto dos Escravos no Trabalho. Revista História Hoje. Disponível em Vissungo: o canto dos escravos no trabalho – História Hoje. (Acesso em abril de 2026).
QUEIROZ, Sônia. Vissungos do Rosário: cantos de tradição Bantu em Minas Gerais. UFMG. Belo Horizonte, 2016. Disponivel em Vissungos no Rosário: cantos da tradição banto em Minas. (Acesso em abril de 2026).
SALOM, Julio Souto. Quando Chega o Griô: conversas sobre a linguagem e o tempo com mestres afro-brasileiros. 2019. 305 f. Tese (Doutorado em Sociologia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2019.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Imagens da Branquitude: a presença da ausência. São Paulo: Companhia das Letras, 2024.
SIMAS, Luiz Antônio; FABATO, Fábio. Pra Tudo Começar na Quinta-feira. Rio de Janeiro: Mórula, 2026.
SUBURBANA, Dandara; OBALERÁ. Ebó Poético: palavras ancestrais que abrem caminhos. Rio de Janeiro: Aruanda Livros, 2025.

Outras referências:
10 – SER GRIOT – Pape Babou Seck – MEMÓRIAS ANCESTRAIS
Homenagem ao ator Sotigui Kouyaté no Arte do Artista
Da Kali: The pledge to the art of the griot
The Griot tradition of West Africa | Sibo Bangoura | TEDxSydney
Coluna África em Verso: “Griot”, por Ed Mulato – Por dentro da Áfric
O Canto dos Escravos – Canto I
Griot, símbolo da oralidade africana | Mwana Afrika Oficina Cultural

Jacarezinho terá dupla de mestres de bateria no Carnaval 2027

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Foto: Yago Veloso/Divulgação Jacarezinho

Mestres Darllan Nascimento e Pelezinho são os novos mestres de bateria da Unidos do Jacarezinho para o Carnaval 2027. Com a permanência da agremiação na Série Ouro, a escola monta seu time e se reestrutura para competir no próximo Carnaval pela Liga RJ.

Darllan começou na música acompanhando o pai em noites de pagode, de lá pra cá nunca mais parou. O novo mestre sempre teve referências dentro da própria casa. O pai tocando harmonia e percussão, o tio na percussão e o avô mestre de bateria. Passou por diversos grupos e projetos. Com 10 anos fez seu primeiro trabalho na noite cobrindo o percussionista do grupo de pagode do seu pai (Grupo Só Limpeza). Mesmo entrando no mundo do pagode nunca largou o samba. Além de músico percussionista é também aluno de Educação Física, ritmista de várias escolas de samba. No Grupo de Acesso já comandou as baterias das escolas: Unidos de Manguinhos, Vila Santa Tereza, Novo Império, Difícil é o Nome e Unidos da Ponte. Darllan também é diretor de bateria do Acadêmicos do Salgueiro, no Grupo Especial.

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“Comecei minha história ajudando meu avô Elliu, ex-mestre de bateria do Jacarezinho, fabricando macetas (objeto utilizado para tocar surdo). Em 2000 desfilei pela primeira vez no Jacarezinho na ala das crianças e em 2005 ingressei na bateria da escola permanecendo até 2010. Voltei no Carnaval 2019 para participar do projeto de resgate e retorno em 2027 na função de mestre para fazer dupla com meu amigo e irmão Pelezinho Estamos com novas ideias e também novos ideais”, destaca o mestre.

Rafael Silva, popularmente conhecido como Pelezinho, é cria da comunidade do Jacaré. Começou sua vida no samba através de um projeto social desenvolvido na quadra da Estação Primeira de Mangueira aos 7 anos de idade. No ano seguinte, estreou na bateria da escola de samba mirim Mangueira do Amanhã, onde permaneceu até seus 14 anos de idade. Em 2008 se tornou ritmista da bateria da Unidos do Jacarezinho, e em 2013 passou a ser diretor. Em 2022, estreou no comando da bateria Show Mil. Como diretor, Pelezinho passou por Unidos da Ponte, Acadêmicos de Vigário Geral, Engenho da Rainha e Unidos de Manguinhos. No Grupo Especial é diretor de bateria da União de Maricá.

A Unidos do Jacarezinho será a segunda escola a pisar na Avenida na sexta-feira de carnaval, dia 05 de fevereiro de 2027. A agremiação segue montando o elenco que disputará o próximo carnaval.

Conheça a nova rainha de bateria da Unidos da Ponte

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Foto: Wallace Ximenes/Divulgação Ponte

A Unidos da Ponte buscou em São João de Meriti, para ocupar o tão cobiçado posto de rainha de bateria. A escolhida para reinar à frente da Ritmo Meritiense em 2027 é a empresária Grazi Xavier, cria do município.

“Grazi é rainha em todos os sentidos, carismática, simpática e muito conhecida na cidade por conta das ações sociais que realiza na comunidade onde ela nasceu e foi criada. A gente trouxe para a escola, uma pessoa que tem a essência do meritiense e que, principalmente, entende a importância de ocupar esse lugar”, diz Gustavo Barros, gestor da azul e branca.

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Flamenguista e moradora da Baixada, Grazi estreou no carnaval defendendo as cores de outra coirmã, a Inocentes de Belford Roxo. A chegada à Unidos da Ponte é a realização do sonho de criança.

“Eu sempre acompanhei os desfiles pela tv e gostava de assistir os ensaios de rua, nunca imaginei que um dia faria parte desse espetáculo tão grandioso. Ano passado, o bichinho do carnaval me picou de uma forma muito inusitada e aquele amor que eu já sentia, floresceu ainda mais. Chego à escola com um propósito que não é só o de ser reconhecida pela beleza, mas o de mostrar o empoderamento da mulher meritiense, que assim como eu, pode alcançar o inimaginável”, diz a nova majestade.

Vigário Geral anuncia Bia Oliveira como nova coreógrafa do primeiro casal

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Foto: Divulgação/Vigário Geral

A Acadêmicos de Vigário Geral anuncia a chegada de Bia Oliveira para assumir a coreografia do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola para o Carnaval 2027. Profissional de Educação Física, coreógrafa e atuante no universo do carnaval, Bia construiu sua trajetória desenvolvendo trabalhos em alas e carros coreografados, além de integrar corpos de baile em comissões de frente e departamentos de harmonia.

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Como porta-bandeira, desfilou durante seis anos pela Unidos de Lucas. Entre 2022 e 2025, atuou na preparação de importantes casais do carnaval carioca, entre eles, o primeiro casal da Acadêmicos de Vigário Geral, o primeiro casal da São Clemente, o segundo casal da União da Ilha do Governador e o segundo casal da Unidos da Tijuca.

Império da Tijuca anuncia saída de Elisa Sanches do posto de rainha de bateria

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Foto: Divulgação/Império da Tijuca

O Império da Tijuca anunciou que Elisa Sanches não seguirá como rainha de bateria da “Sinfonia Imperial” para o próximo Carnaval. A informação foi divulgada pela escola por meio de uma nota oficial nas redes sociais. No comunicado, a agremiação agradeceu pelo período em que ocupou o cargo durante o ciclo do Carnaval 2026. Segundo a escola, Elisa fez parte da história recente da verde e branca da Tijuca ao representar a bateria da agremiação ao longo da temporada.

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“A direção do Império da Tijuca reconhece sua participação neste reinado e agradece pela contribuição à ‘Sinfonia Imperial’ ao longo deste ciclo”, destacou a nota.

A escola também desejou sucesso à ex-rainha de bateria em seus futuros projetos, caminhos e desafios, ressaltando a importância da trajetória construída junto à comunidade tijucana. Com a saída de Elisa Sanches, o Império da Tijuca ainda não anunciou quem ocupará o posto de rainha de bateria da “Sinfonia Imperial” para o próximo desfile.

São Paulo recebe o CONASAMBA 2026 e se torna palco das discussões sobre o futuro do carnaval

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Foto: Divulgação/ConaSamba

Congresso Nacional e Internacional de Escolas de Samba acontece de 4 a 7 de junho na Fábrica do Samba com debates, encontros nacionais, feira de empreendedorismo, atrações culturais e shows gratuitos. São Paulo será o centro das discussões sobre o presente e o futuro do carnaval brasileiro entre os dias 4 e 7 de junho de 2026, com a realização do CONASAMBA 2026 – Congresso Nacional e Internacional de Escolas de Samba. Promovido pela Federação Nacional das Escolas de Samba (FENASAMBA), o evento chega à sua oitava edição consolidado como o principal espaço de diálogo, formação, intercâmbio e fortalecimento institucional do segmento carnavalesco brasileiro. Pela primeira vez em sua história, o congresso será realizado na cidade de São Paulo.

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Para esta edição, a FENASAMBA convidou a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (LIGASP) e a União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP) para coordenarem conjuntamente a organização local do evento, fortalecendo a integração entre as entidades representativas do carnaval brasileiro.

Com o tema “Por uma Escola de Samba de todos e todas, construindo pontes com o mundo”, o congresso reunirá dirigentes, artistas, pesquisadores, comunicadores, empreendedores, gestores públicos, ativistas culturais e representantes de escolas de samba de diversas regiões do Brasil e do exterior para debater os desafios, oportunidades e perspectivas do carnaval contemporâneo.

A expectativa da organização é receber cerca de 3 mil participantes ao longo dos quatro dias de programação, que contará com mesas de debates, encontros nacionais, atividades culturais, Feira de Empreendedorismo do Carnaval (FEC) e apresentações musicais gratuitas.

DEBATES SOBRE O FUTURO DO CARNAVAL

A abertura oficial acontece na quinta-feira, 4 de junho, das 20h às 22h, reunindo lideranças do carnaval brasileiro, autoridades, representantes culturais e convidados internacionais.

Na sexta-feira, 5 de junho, a programação de debates terá início às 14h com a mesa “O Futuro do Carnaval de Rua no Brasil: Governança, Financiamento e Impacto Territorial”, abordando os desafios da gestão e do desenvolvimento dos carnavais de rua em todo o país.

Das 16h às 18h30, acontece a mesa “Ouvindo os artistas, os profissionais e os empreendedores da maior festa do mundo”, dedicada aos trabalhadores e agentes da economia criativa do carnaval.

À noite, das 19h às 21h30, será realizado o Painel do Carnaval nos Estados – Regiões Sudeste e Sul, promovendo a troca de experiências entre diferentes modelos de organização carnavalesca.

No sábado, 6 de junho, das 10h às 12h30, acontece a mesa “Ouvindo quem nos ouve: a imprensa, os ativistas e os pesquisadores”, fortalecendo o diálogo entre o carnaval, a academia, os meios de comunicação e a sociedade.

Das 14h10 às 16h40, será realizado o Painel do Carnaval nos Estados – Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Encerrando a programação temática, das 17h às 19h30, o painel internacional “O Carnaval no Mundo Fala por Aqui” reunirá convidados estrangeiros para compartilhar experiências sobre manifestações carnavalescas e culturais em diferentes países.

No domingo, 7 de junho, das 11h às 12h30, acontece a mesa de encerramento, com a apresentação das conclusões e encaminhamentos construídos ao longo do congresso.

ENCONTROS NACIONAIS REÚNEM SEGMENTOS DO CARNAVAL

Paralelamente à programação principal, o CONASAMBA realizará encontros voltados aos profissionais e lideranças que atuam diretamente na construção dos desfiles.

Na sexta-feira, 5 de junho, das 15h às 18h, acontece o Encontro Nacional das Mulheres do Samba, espaço dedicado ao protagonismo feminino e à construção de políticas de valorização das mulheres no carnaval.

No sábado, 6 de junho, das 9h às 13h, será realizado o Encontro Nacional de Mestres-Salas, Porta-Bandeiras e Porta-Estandartes, reunindo representantes de uma das mais importantes tradições das escolas de samba.

Também no sábado, das 14h às 18h, acontece o 3º Encontro Nacional dos Diretores e Diretoras de Harmonia, realizado pela FENASAMBA em parceria com a ASSODHESERJ – Associação dos Diretores de Harmonia das Escolas de Samba do Estado do Rio de Janeiro, reunindo profissionais responsáveis pela organização e evolução dos desfiles em diversas regiões do país.

Os encontros serão realizados na Sala dos Encontros, localizada na Avenida São João, no segundo andar da Fábrica do Samba.

FEIRA DE EMPREENDEDORISMO DO CARNAVAL

A FEC – Feira de Empreendedorismo do Carnaval integra a programação oficial do congresso e reunirá 20 marcas expositoras ligadas à cadeia produtiva do samba e do carnaval.

O espaço foi concebido para fomentar negócios, ampliar oportunidades de networking, fortalecer a economia criativa e aproximar profissionais, fornecedores, empreendedores, instituições e projetos culturais de diversas regiões do país.

A feira reforça o papel do carnaval como importante setor gerador de emprego, renda, inovação e desenvolvimento social durante todo o ano.

CULTURA, MEMÓRIA E PRODUÇÃO LITERÁRIA

O CONASAMBA também promoverá atividades voltadas à valorização da memória e da produção intelectual do carnaval brasileiro.

Na sexta-feira, 5 de junho, às 17h, acontece a sessão de autógrafos do livro Ialodês Desse Samba – O Ponto de Vista do Grupo Samba Pretinha, com a autora Jéssica Oliveira, obra que destaca o protagonismo feminino e a contribuição das mulheres para a construção da cultura do samba.

No sábado, 6 de junho, às 15h, será realizado um bate-papo sobre a história do Carnaval Paulistano com o Quesito Saideira, grupo reconhecido pelo trabalho de pesquisa, memória e divulgação da cultura carnavalesca de São Paulo.

SHOWS GRATUITOS CELEBRAM A DIVERSIDADE DO SAMBA

Ao final de cada dia de programação, o público poderá acompanhar apresentações musicais gratuitas com importantes nomes do samba brasileiro.

A abertura da agenda cultural será na quinta-feira, 4 de junho, com o show da atual campeã do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, a Mocidade Alegre.

Na sexta-feira, 5 de junho, sobe ao palco o cantor Marquinhos Sensação, um dos principais nomes do samba e do pagode nacional.

No sábado, 6 de junho, a programação musical será comandada pelo grupo Casa Nossa.

Encerrando o congresso, no domingo, 7 de junho, o público poderá assistir ao show de Neguinho da Beija-Flor, uma das vozes mais emblemáticas da história do carnaval brasileiro.

Todas as atividades do CONASAMBA 2026 terão entrada gratuita.

SERVIÇO
CONASAMBA 2026 – Congresso Nacional e Internacional de Escolas de Samba
Tema: Por uma Escola de Samba de todos e todas, construindo pontes com o mundo
Data: 4 a 7 de junho de 2026
Local: Fábrica do Samba – São Paulo (SP)
Entrada: Gratuita
Público estimado: 3 mil participantes
Realização: FENASAMBA – Federação Nacional das Escolas de Samba
Organização: LIGASP – Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo e UESP – União das Escolas de Samba Paulistanas

Programação Musical:
04 de junho – Show da Mocidade Alegre
05 de junho – Show de Marquinhos Sensação
06 de junho – Show do Grupo Casa Nossa
07 de junho – Show de Neguinho da Beija-Flor

Programação Cultural:
05 de junho – Sessão de autógrafos do livro Ialodês Desse Samba – O Ponto de Vista do Grupo Samba Pretinha, com a autora Jéssica Oliveira;
06 de junho – Roda de bate-papo com o Quesito Saideira.

Casal do Paraíso do Tuiuti celebra enredo de 2027: ‘Toca a nossa alma’

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Foto: João Gabriel Rothier/CARNAVALESCO

A conexão com a ancestralidade e a expectativa para dar vida às criações de Renato Lage marcaram as declarações do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira sobre o enredo da escola para o Carnaval 2027. Vinícius e Rebeca destacaram a representatividade do tema e a identificação pessoal com a narrativa que será apresentada na Avenida, além da confiança no trabalho estético desenvolvido pelo experiente carnavalesco.

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“É uma representatividade muito grande para a gente poder conhecer e aprender mais sobre essa cultura negra para o Carnaval 2027”, afirmou Rebeca.

No mesmo sentido, Vinícius destacou a identificação pessoal com a proposta da escola. “Toca a nossa alma. Nós, que somos pretos, estamos na luta todos os dias. É um enredo que dialoga diretamente com a nossa resistência e com o nosso cotidiano”, declarou.

Ao comentar sobre a estética do desfile, a dupla também demonstrou grande expectativa para conhecer as fantasias idealizadas pelo carnavalesco Renato Lage. Rebeca revelou estar ansiosa para ver o resultado do trabalho.

“A expectativa é muito grande. Estamos bastante ansiosos para conhecer esse trabalho que ele vai desenvolver para nós”, disse.

Vinícius reforçou a admiração pelo artista e a confiança no resultado. “O Renato é um mago. É um carnavalesco incrível, de excelência. A expectativa é a melhor possível, e tenho certeza de que ele vai nos presentear com uma bela fantasia”, concluiu.

Com shows de coirmãs, Império de Casa Verde coroa rainhas e lança enredo sobre Jaguariúna

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O aniversário do Império de Casa Verde foi comemorado em grande estilo no último sábado. Na quadra do Tigre, localizada na rua Brazelisa Alves de Carvalho, na Casa Verde Baixa, a agremiação aproveitou a comemoração para coroar rainhas, abrir o espaço para duas coirmãs do Grupo Especial e lançar o enredo para 2027, homenageando uma cidade do interior de São Paulo. Assinado pelo carnavalesco Fábio Ricardo e pelo enredista Roberto Vilaronga, a temática imperiana será “Sob o Céu do Interior Brilha o Sonho Caipira: Jaguariúna, a capital country do Brasil”. Sempre presente em eventos importantes para as escolas de samba paulistanas, o CARNAVALESCO entrevistou duas figuras importantíssimas para a agremiação.

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Caminho do enredo

Por vezes, enredos que tratam de lugares são oferecidos às escolas de samba – que fazem a pesquisa relacionada à temática com detalhes pouco conhecidos do grande público liberados por poderes da região. Fábio revelou que foi exatamente esse o caso sobre Jaguariúna – com uma pitada de sentimento do carnavalesco: “Foi uma proposta que a escola teve e chegou nas minhas mãos. O presidente, que é uma pessoa muito digna, de palavra e direta, até o último momento me perguntou se eu estava confortável para fazer o enredo? Quando a gente foi fazer a visitação, conhecemos muitas coisas – principalmente algo que me chamou a atenção: a essência da simplicidade. Depois da visitação, prestei atenção em tudo que eles estavam me mostrando e eu gostei por conta da simplicidade. É gente que precisa ser mostrada – e o Carnaval é a melhor arte pra isso: o melhor veículo de comunicação para você mostrar algo que a gente vai projetar. Você pega pessoas receptivas, simples, pessoas que têm um coração puro. A minha mãe era de roça, então veio passar um filme na minha cabeça. Eu lembrei da minha mãe, eu pensei na minha mãe na hora: as coisas que ela contava, o que passou na roça, as dificuldades, a lavoura. Tudo isso ela contou para mim. Meu irmão falou que nunca me viu você tão aberto para uma coisa tão rapidamente. Eu falei para o pessoal de lá que o que me fez fazer o enredo foi a história da cidade”, disse.

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Nada de desconfiança

Se alguns torcem o nariz para os chamados “enredos CEP” (ou seja, desfiles que homenageiam cidades, estados ou países), Fábio garante que a narrativa do desfile imperiano será original: “A gente montou de uma forma saindo do óbvio. Para mim, está sendo um desafio gostoso, porque eu nunca fiz esse tipo de trabalho – nem quando eu era assistente. Isso é gostoso, e, para mim, está sendo um desafio, mas um desafio bom. Que me faz sair para o outro caminho de arte: no meu primeiro ano aqui, na Vila Maria, fui para outro caminho. No Rosas, fui para outro caminho de estética – e fiz isso para ser campeão. Agora, eu quero ser campeão de novo”, prometeu.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Indo além

Algumas dicas sobre o fio condutor do enredo foram dadas por Fábio: “Uma das coisas que eu estou fazendo (não só para o enredo, mas, sim, para a escola), é estar, em algumas reuniões e palestras, muito sensitivo para absorver o sentimento das pessoas. Grande parte desse enredo vai ser, também, o próprio Império se ver novamente. No decorrer do desfile, a gente pega um gancho dentro do nome da cidade – aí, a gente puxa esse nome, e criamos algo muito próximo do que o homem um dia teve junto com a natureza. O interior mostra a conexão da natureza à terra, tudo o que ele sente, tudo o que ele planta, tudo o que ele colhe. Dentro desse meio, existe um personagem que vai passar por todos esses processos dentro da cidade, vão ter pessoas indo e vindo, pessoas que deixam saudade, pessoas que se vão, pessoas que ficam, pessoas que chegam”, comentou.

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Mensagem poderosa

Ao encerrar a entrevista, Fábio novamente voltou a falar de forças superiores: “Uma coisa que a cidade e o campo têm, e todo peão e todas as pessoas têm, é fé. Eu tenho histórico na minha cabeça, em novelas, que o pessoal botava a santinha dentro do chapéu e, antes de montar no touro ou no cavalo, eles tinham uma fé muito grande. Jaguariúna é movida a isso. Eu fui lá visitar a igreja que está em obras e eu perguntei para o responsável da igreja como ele se sente ao ver todo aquele espaço – mesmo em restauração. Ele disse que a igreja é o coração da cidade. Eu estou no caminho certo: o coração a gente tem que restaurar e reestruturar. Essa fé o Império também busca: a fé para ser campeão. Você pode ter certeza: não estou sendo prepotente, estou trabalhando para isso”, vociferou.

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Confiança

Entrando no primeiro ciclo completo enquanto presidente do Império de Casa Verde, Fábio Leite, popularmente conhecido como Fabinho LS, endossou as frases do carnavalesco: “A gente está fazendo o possível para agradar a todos, a casa está cheia e vai dar tudo certo. Sobre o enredo, quando a temática foi apresentada, a gente não teve dúvida: foi paixão à primeira vista. Fizemos algumas adaptações, mas… sabe aquele time que já vem pronto para jogar? O enredo veio praticamente dessa forma. A gente só iniciou – e vamos, agora, para o projeto de 2027”, finalizou.

Aniversário estrelado

O aniversário de 32 anos do Império de Casa Verde teve duas coroações especiais: Renata Spalicci tornou-se a rainha da Barcelona do Samba, bateria da agremiação; enquanto Theba Pitylla, que estava no cargo até o presente momento, agora é a Rainha de toda a escola. Após o lançamento do enredo, duas coirmãs fizeram shows na quadra imperiana. Primeiro, a atual campeã Mocidade Alegre; depois, o Barroca Zona Sul.

 

Rio Carnaval lança álbum inédito com os ‘Esquentas’ das escolas de samba da Sapucaí

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Foto: Divulgação

O Rio Carnaval leva para as plataformas digitais um dos momentos mais emblemáticos da Sapucaí. No próximo dia 5 de junho, será lançado o álbum Esquentas Rio Carnaval 2026 (Ao Vivo), projeto inédito que reúne os sambas interpretados pelas escolas de samba nos minutos que antecedem seus desfiles oficiais.

Produzido por Pretinho da Serrinha, com selo Edimusa/Rio Carnaval e distribuição da ONErpm, o álbum transforma em registro oficial uma tradição que faz parte da experiência do Carnaval carioca. Os chamados “esquentas” embalam a concentração das agremiações antes da entrada na Avenida, reunindo sambas históricos, clássicos das quadras e canções que reforçam a identidade de cada escola. Pela primeira vez, esse momento foi registrado e ganha formato de álbum ao vivo.

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“O Carnaval é feito de emoção do início ao fim, e os esquentas têm um papel importante nessa conexão entre as escolas e o público. São momentos que carregam memória, identidade e tradição. Registrar isso pela primeira vez é também uma forma de preservar e valorizar a cultura do nosso Carnaval”, afirma o presidente da Liesa, Gabriel David.

Serviço
Lançamento: 05 de junho de 2026
Álbum: Esquentas Rio Carnaval 2026 (Ao Vivo)
Produção Musical: Pretinho da Serrinha
Selo: Edimusa / Rio Carnaval
Distribuição: ONErpm