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Duas parcerias se destacam na reta final da disputa do Salgueiro

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O Acadêmicos do Salgueiro realizou, na noite do último sábado, mais uma etapa das eliminatórias de samba-enredo para o Carnaval 2026. Sete obras concorrentes se apresentaram no palco da escola, com destaque para as parcerias de Moisés Santiago e Rafa Hecht. O enredo “A delirante jornada carnavalesca da Professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”, assinado pelo enredista Leonardo Antan e pelo carnavalesco Jorge Silveira, homenageia a carnavalesca Rosa Magalhães. O resultado desta etapa será divulgado na próxima segunda-feira pelas redes sociais da escola. A final acontecerá no dia 27 de setembro. Confira abaixo a análise do CARNAVALESCO.

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Parceria de Xande de Pilares: Abrindo a noite, a parceria de Xande de Pilares, Fred Camacho, Betinho de Pilares, Renato Galante, Miguel Dibo, Jorginho Via 13, Jefferson Oliveira, Jessa, João Diniz e W. Corrêa contou com uma numerosa torcida, que marcou presença com balões infláveis em formato de rosa. Evandro Malandro e Charles Silva, intérpretes da parceria, performaram a obra de maneiras completamente distintas. Enquanto Charles buscou diferentes pontos da quadra para mostrar o samba, Evandro permaneceu atrás dos cantores de apoio. Apesar das diferenças, as vozes dos dois ecoaram com força no último refrão: “À Rosa imortal, a poesia / É teu o carnaval da academia / Não há argumento que negue o fato / Eu sou Salgueiro e fim de papo”. Versos que mexeram com o brio do salgueirense. Também se destacou o trecho “Sob os encantos, cheio de brasilidade / Me fiz amante, pra contar toda beleza / Da natureza qual desabrocha rosa / Coletânea de vitória e sutileza”, que evidencia, na poesia da obra, o reconhecimento do legado da Professora.

Parceria de Paulo Cesar Feital: A parceria de Paulo Cesar Feital, Ian Ruas, Benjamin Figueiredo, Luiz Fernando, Márcio Pessi, Zé Carlos, Vagner Alegria, Dredi, Bruno Papão e Igor Leal trouxe os intérpretes Emerson Dias e Dowglas Diniz para defender a obra. Apesar da entrega, o samba não empolgou, de maneira geral, a quadra. Nem mesmo os torcedores da parceria, presentes em número razoável, cantaram a obra do início ao fim. A exceção foi o refrão final, cujos versos contagiaram: “Vermelho e branco juntei deu rosa / No sassarico da Marquês deu Rosa / Plantei no meu coração o sonho vai florescer / Felicidade no amanhecer”. Outro ponto de destaque é o verso “A natureza de um país que se reconheceu”, síntese da contribuição da homenageada ao carnaval.

Parceria de Bernardo Nobre: Com a voz inconfundível de Igor Vianna, que dividiu o microfone com Chicão, a parceria de Bernardo Nobre, João Moreira, John Bahiense, André de Souza, Jorge Silva, Alfredo Poeta e Vitor Lajas foi a terceira a se apresentar. Destaque para a performance dos intérpretes, que cantaram de forma clara e articulada, permitindo a fácil compreensão da letra na quadra. O trecho que antecede o refrão — “Salgueiro / A herdeira da evolução / Presta sua homenagem / Filha desse chão / Salgueiro / Sob as bênçãos de seu guardião / Eterniza teu legado / Mestra desse chão” — evidencia que o Salgueiro não apenas revelou Rosa Magalhães como artista do carnaval, mas também, por meio dessa homenagem, reconhece a Professora como força viva da festa.

Parceria de Moisés Santiago: A parceria de Moisés Santiago, que assina o samba com Pedrinho da Flor, Gilmar L. Silva, Leonardo Gallo, Orlando Ambrósio, Zeca do Cavaco, Alexandre Cabeça, Bruno Dallari, Marquinho Bombeiro e D’Miranda, foi um dos grandes destaques da noite pela força e explosão. A obra convocou toda a torcida a incendiar a quadra com o refrão: “Balança a roseira! Ferve o caldeirão! / Avenida inteira marejada de emoção / Lá vem Salgueiro no perfume das manhãs / Raiz de Rosa Magalhães”. O desempenho dos intérpretes Ito Melodia e Tem Tem Jr., aliado ao apoio da torcida, credenciou o samba como um dos favoritos.

Parceria de Marcelo Adnet: Quinto samba a se apresentar, a parceria de Marcelo Adnet, Gustavo Albuquerque, Babby do Cavaco, André Capá, Bruno Zullo, Marcelinho Simon, Rafael Castilho, Luizinho do Méier, Igor Marinho e Fabiano Paiva teve Wander Pires à frente do microfone. O cantor brilhou principalmente ao interpretar a estrofe “Aplausos! Desfilo pra eterna professora / De novas tropicálias, criadora / Sonha é forma de revolução / Entre Pamplona e Arlindo / Rainha da noite da coroação / Desata o nó da garganta do nosso Torrão”. O último verso, inclusive, apareceu em um cartaz erguido por artistas em pernas-de-pau fantasiados de pirata e bruxa. A interação entre cantor e torcida foi fundamental para a boa apresentação.

Parceria de Marcelo Motta: A parceria de Marcelo Motta, Dudu Nobre, Julio Alves, Manolo, Daniel Paixão, Jonathan Tenório, Kadu Gomes, Zé Moraes, Jorge Arthur e Fadico também fez uma boa apresentação. Tinga, junto com os cantores de apoio, elevou o nível da performance. Os refrões se destacaram: o primeiro com os versos “Teu perfume de amor vira inspiração / E faz do erudito canção popular / Viaja em contos, faz revolução / Te ensinei a colher pra te ver semear”, e o segundo com “O lêlê! Eis a flor dos amanhãs / A décima estrela brilha em Rosa Magalhães / Onde o samba é primavera, que floresce em fevereiro / Nem melhor, nem pior, Salgueiro!”. Ambos foram bem cantados pela torcida.

Parceria de Rafa Hecht: Fechando a noite, a parceria de Rafa Hecht, Samir Trindade, Thiago Daniel, Clairton Fonseca, Fabrício Sena, Deiny Jeffer, Felipe Sena, Ricardo Castanheira, JP Figueira e Deco surpreendeu positivamente. Os intérpretes Marquinho Art’Samba e Leonardo Bessa deixaram a primeira passada totalmente na voz da torcida, que correspondeu com intensidade. Ao longo da noite foi a torcida que mais cantou. O destaque ficou para os versos apaixonados: “Mestra, você me fez amar a festa / E eu virei carnavalesco / Sonhei ser Rosa, te faço enredo / Mestra, você me fez amar a festa / Tantos alunos por aqui / Segue o legado na Sapucaí!”, que soaram como uma das mais belas declarações de amor da disputa.

Astros, estrelas e figuras importantes da história: Rosas de Ouro apresenta fantasias e mostra um tema rico para o Carnaval 2026

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Neste sábado, a grande campeã do carnaval apresentou suas fantasias para o Carnaval 2026. O evento da Rosas de Ouro, realizado na quadra da escola, localizada na Freguesia do Ó, contou com uma organização de caráter teatral. Foi mais do que uma simples apresentação de indumentárias. À medida que o tempo avançava, uma personagem intitulada Luna Celeste ocupava o centro da passarela com uma bola de cristal, narrando e convocando os modelos para exibir as fantasias, tudo com um texto criativo e muito bem elaborado. O espetáculo foi uma fusão de astronomia, astrologia e zodíaco, abordando temas ligados ao céu, às crenças e aos signos do cotidiano. Atual campeã do carnaval, a agremiação da Brasilândia será a quinta escola a desfilar na sexta-feira, com o enredo “Escrito nas Estrelas”. O CARNAVALESCO acompanhou o evento e conversou com Fábio Ricardo, que assina o desfile da Rosas de Ouro pelo segundo ano consecutivo.

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Inovando no carnaval paulistano

De acordo com Fábio Ricardo, a meta é sempre inovar, sem abrir mão da essência da escola.

“O enredo proporciona cores, mas na medida certa, com equilíbrio. Procurei buscar uma nova estética para a Rosas de Ouro, sair da caixinha, sempre respeitando os padrões da escola e, principalmente, o que é o carnaval de São Paulo. Está sendo um grande desafio, mas também um aprendizado muito importante para mim”, afirmou.

Fantasias que merecem destaque

Entre os figurinos, Fábio destacou a dificuldade em definir a paleta de cores de algumas alas, como a que representa o astrônomo Nicolau Copérnico — fundamental para a ciência ao colocar o Sol como centro do universo. Copérnico e o Sol, inclusive, foram exaltados durante a encenação da apresentação.

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“Eu gosto muito da fantasia de Nicolau Copérnico, me vejo nela. É uma fantasia linda. Optei por um caminho diferente, porque no ano passado já havia muitas indumentárias de época. Por isso pensei em fugir desse estilo e busquei algo mais ‘veneziano’ dentro dos meus estudos”, explicou.

Outra referência importante é a primeira ala, comandada pelo diretor de carnaval Evandro Souza, que aborda o nascimento das estrelas.

“É uma ala impressionante, que merece a atenção do público. Foi pensada para abrir o desfile de forma impactante”, disse.

Samba-enredo não influencia no projeto estético

O carnavalesco também comentou a escolha do samba-enredo da Roseira, destacando que a decisão foi tomada de acordo com o planejamento da escola.

“O samba foi muito bem escolhido. O nosso intérprete vai dar um ‘up’ geral. Tem tudo para dar certo, e a escola está cada vez mais unida e organizada em sua gestão. Porém, isso não influencia na estética das fantasias”, ressaltou.

Importância dos protótipos

Na preparação para o desfile, a Festa dos Pilotos, momento em que as fantasias são apresentadas em tamanho real, foi apontada por Fábio como essencial para ajustes cruciais.

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“O piloto serve justamente para identificarmos os erros e acertos do que vai acontecer na avenida. O que vemos hoje nos dá a noção do que realmente funcionará no Anhembi. Temos esse tempo de ajuste para acrescentar, diminuir ou alterar algo. A Festa dos Pilotos tem esse objetivo de visualizar e acertar”, detalhou.

Foco no projeto de alegorias: trabalho em equipe

Sobre os carros alegóricos, Fábio Ricardo ressaltou que o projeto segue a mesma linha inovadora das fantasias e está sendo desenvolvido em parceria com Yago Duarte, projetista e integrante de sua equipe.

“Estamos muito focados. Tenho o maior carinho por ele, é uma pessoa íntegra, sensata e concentrada. A forma de trabalho está dando certo e a escola compra a ideia. Não é fácil fazer carnaval sem patrocínio, mas a Rosas de Ouro sempre cumpre com o que promete, e isso me deixa confortável”, concluiu.

Emoção na Viradouro! Sambas reafirmam a força da safra dedicada a mestre Ciça

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No último sábado, 6 de setembro, a Viradouro realizou mais uma etapa de sua disputa de samba rumo ao Carnaval 2026. A Vermelha e Branca de Niterói levará para a Avenida o enredo “Pra cima, Ciça”, em homenagem ao icônico mestre de bateria, que hoje comanda justamente a Furacão Vermelho e Branco. O anúncio do samba eliminado neste sábado será feito ao longo da próxima semana.

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Parceria de Deco: Abrindo a noite, a parceria de Deco, Samir Trindade, Victor Rangel, Fabrício Sena, Deiny Leite, Felipe Sena, Ricardo Castanheira, Jeiffer, Robson Moratelli e João Figueira foi comandada por Gilsinho no palco da Viradouro. A obra passou muito bem, demonstrando a cadência característica do samba da parceria durante toda a apresentação. O destaque ficou para o refrão principal: “Vento ventou, sopro de Oyá/Vermelho e branco furacão dessa avenida/Eu sou o samba, mestre, a te exaltar/Malandragem receba flores em vida” que teve boa adesão do público, com parte da quadra cantando com força. A segunda do samba também se destacou, com uma boa melodia e referências interessantes à história de Ciça, como nos versos “O maestro do morro/Na cadência as paixões/Mexe as peças do jogo/Gênio das invenções”.

Parceria de Claudio Russo: Com a força de Tinga no microfone principal, acompanhado de Dudu Nobre, a obra de Claudio Russo, Dudu Nobre, Anderson Lemos, Lequinho, Junior Fionda, Totonho, Fadico, Manolo, André Braga e Júlio Alves foi a segunda a se apresentar. Com uma passagem segura, o samba teve seus pontos altos nos refrões, em especial o segundo “Repique chama a convenção/Que o mestre faz na contramão revolução/Partida em caixa alta/É no girá é no girê/Traz carijó e Jurerê/Pro coração que leva a cruz de malta” que contou com forte participação da torcida. Outro momento marcante foi a subida a partir de “Vou bater macumba”, que animou a quadra até o refrão final.

Parceria de Cláudio Mattos: Em grande noite, Pitty de Menezes levantou o público da quadra da Viradouro ao comandar a apresentação do samba de Cláudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet e Thiago Meiners, o terceiro da noite. A obra se destacou por sua potência melódica e pela letra repleta de referências ao homenageado. O ponto alto foi a segunda parte do samba, evidenciada em versos como “Peça perfeita pra me completar” até “O nome de Moacyr é legado do mestre caveira”, muito bem cantados pelo público.

Parceria de Lucas Macedo: Lucas Macedo, Diego Nicolau, Jefferson Oliveira, Vinicius Ferreira, Richard Valença, Miguel Dibo, Orlando Ambrósio, Hélio Porto, Aldir Senna e Wilson Mineira assinam a quarta obra da noite. Com Zé Paulo Sierra no microfone principal, firme e suave, o grupo contou ainda com Charles Silva, Rafael Tinguinha, Igor Pitta e Diego Nicolau como apoios. O samba passou com tranquilidade e animou bastante a torcida, com destaque para o refrão principal “Repinique de André/Seu Hélio na marcação/Na caixa de guerra, Louro/Swinga a terceira, Jorjão/Tem Marçal no tamborim, bateria que enfeitiça/Quem convida é a Viradouro do mestre Ciça!”. O pequeno bis “Hoje a furacão prova seu amor/Eternamente professor!” também chamou a atenção por remeter ao estilo de samba-exaltação da Estácio, onde Ciça iniciou sua trajetória.

Parceria de Mocotó: A obra de Mocotó, PC Portugal, Arlindinho Cruz, J. Lambreta, André Quintanilha, Rodrigo Deja, Ronilson Fernandes, Renato Pacote, Reinaldo Guimarães e Bira Fernandes foi defendida por Emerson Dias e Wandinho Pires como vozes principais. A apresentação foi animada, com melodia envolvente e bem cantada pela torcida. Trechos da segunda parte chamaram a atenção, como “De tantas escolas toque de orixá/Seja no afoxé, adarrum, ijexá/Então sai da frente/Que lá vem chegando o bonde do caveira”, valorizados pela boa construção melódica.

Parceria de Thiago Carvalhal: Encerrando a noite na quadra da Vermelha e Branca, a parceria de Thiago Carvalhal, Bebeto Maneiro, Ludson Areia, Babby do Cavaco, Carlinhos Viradouro, Vinícios Moro, Pablo Adame e Rodrigo Neves contou com Nêgo como voz principal. Com letra repleta de referências a sambas ligados a mestre Ciça, incluindo citações ao Estácio, a obra teve andamento mais calmo em comparação às anteriores. Os refrões foram o ponto alto, especialmente o que antecede o principal, com a subida em “Hoje a saudade apertou, eu voltei pra flores em vida eu te entregar/Tudo que eu pedi a Deus vai se realizar/(Pra cima, Ciça)”, cuja melodia atrativa conquistou a quadra.

Mangueira mostra força da safra na disputa de sambas e afunila caminho para escolha do hino de 2026

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Oito obras se apresentaram em mais uma etapa das eliminatórias de samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira, na noite do último sábado. Ao fim, as parcerias de Chacal do Sax e Estevão Ciavatta foram eliminadas. A Verde e Rosa levará para a Marquês de Sapucaí, em 2026, o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra”, desenvolvido pelo carnavalesco Sidnei França. Confira, abaixo, a análise das seis parcerias classificadas para a semifinal do concurso.

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Foto: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

Parceria de Beto Savanna: O intérprete Pity de Menezes abriu a noite ao comandar a parceria de Beto Savanna, Rodrigo Pinho, Wilson Mineiro, Daniel Paixão, Jonathan Tenório e Grassano. O cantor foi fundamental para valorizar ainda mais a obra, que possui grande potencial. Já a torcida, apesar de mediana e estar com a cola do samba, soube cumprir o dever de casa do início ao fim, destacando-se como uma das melhores da noite. Destaque para o refrão do meio “Reza pra benzer, ô, reza pra benzer/ Reza pra benzer, ô, reza pra benzer”, que marcou um dos momentos mais explosivos entre os torcedores. Ao fim, todos deixaram a quadra cantando em coro. Uma das grandes apresentações da noite.

Parceria de Alexandre Naval: Wantuir foi o responsável por comandar o canto da parceria formada por Alexandre Naval, Wendel Uchoa, Ronie Machado, Giovani, Marquinho M. Moraes e Ailson Picanço. A apresentação de alto nível contou com o apoio de uma das maiores torcidas da noite, que fez questão de cantar, em coro, o refrão antes mesmo do início: “Caboclo Preto Velho Verde e Rosa é meu sagrado/ Toca o Marabaixo, Mangueira”. Apesar da letra complexa, a obra cumpre bem o papel de exaltar a figura do mestre Sacaca como guardião da floresta e das tradições amazônicas. No geral, uma ótima apresentação.

Parceria de Ivo Meirelles: Ito Melodia, Bruno Ribas e Vitor Cunha comandaram a apresentação da obra de Ivo Meirelles, Gilson Bernini, Gustavo Clarão, Xande de Pilares, Edinho Gomes e Felipe Mussilli. O samba não teve tanta força na primeira passada, mas ganhou consistência assim que a bateria entrou. Logo no início, o refrão “Reza forte, bate folhas de mangueira/ Emoção que não tem fim” fez um passeio entre a tradição popular e a identidade Verde e Rosa, conquistando os torcedores. A torcida, que contou inclusive com integrantes da ala das baianas, fez questão de cantar antes mesmo da largada oficial. Ao término, os aplausos seguiram acompanhados de canto.

Parceria de Pedro Terra: A obra, composta por Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal, teve os intérpretes Evandro Malandro, Igor Sorriso e Thiago Acácio na condução. A presença dos três ajudou a valorizar ainda mais a apresentação, consolidando um grande desempenho. A torcida compareceu em peso e se consolidou como a maior da noite. Animados, os torcedores cantaram o refrão desde os primeiros momentos, embora uma pequena parte tenha se mostrado mais tímida nos demais trechos. O ponto alto foi a “explosão” na penúltima e na última passada, especialmente no refrão “A magia do meu tambor te encantou no jequitibá/ Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá/ Na Estação Primeira do Amapá”. Ao fim, a comunidade fez questão de entoar, em coro, o trecho principal da obra.

Parceria de Lequinho: O intérprete Tinga foi o responsável por comandar a parceria de Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Julio Alves, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim. Consistente, a obra conseguiu reunir a excelência dos cantores, a participação do público e a força da letra, reforçando que tem condições de seguir firme na disputa. Destaque para o trecho “Só quem ama a escola de zagaia e de cartola/ Consegue entender”. A torcida respondeu com entusiasmo e contribuiu para uma das grandes apresentações da noite.

Parceria de Manu da Cuíca: Interpretado por Bira Silva e Pixulé, o samba tem assinatura dos compositores Manu da Cuíca, Luiz Carlos Máximo, Marcio Bola, João Carlos, Victor Nunes e Mama. A dupla ajudou a levantar a obra, embora Pixulé tenha recorrido à leitura da letra durante a primeira passada e em trechos da segunda. A torcida, apesar de menor, se mostrou animada. Entre os presentes estavam membros da comunidade e até o Rei Momo do Carnaval carioca, cria da Mangueira. A apresentação revelou um samba de letra forte e com potencial de crescimento, mas que ainda depende de maior envolvimento dos componentes. Destaque para o trecho “EU QUE SOU DO AXÉ/ NEGA QUASE CENTENÁRIA”.

‘Tem gosto de tradição!’ Com aprovação da comunidade, Vila Maria define samba-enredo para o Carnaval 2026

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Neste sábado, a Unidos de Vila Maria escolheu o samba-enredo que irá embalar seu desfile no próximo carnaval. Localizada no Jardim Japão, Zona Norte de São Paulo, a quadra da escola recebeu um grande público para prestigiar o evento. A disputa contou com três obras finalistas e foi bastante equilibrada. Os concorrentes apostaram tanto na força do palco, com intérpretes renomados, quanto na energia da torcida e em elementos que engrandeceram a festa. O samba 13, o primeiro a se apresentar, saiu vencedor. A comunidade vibrou intensamente com o anúncio feito pelo presidente Adilson, pelo vice-presidente Marcelo Rocha e pelo intérprete Clayton Reis. A parceria campeã é formada por Alemão do Pandeiro, Anderson Magrão, Mazinho Argenta, Renne Campos e Márcio Bijú. Para o Carnaval 2026, a agremiação levará à avenida o enredo “Do chão que alimenta à culinária que encanta: Brasil, um banquete de sabores”, assinado pelo carnavalesco Vinícius Freitas.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Além de um título

Completamente emocionado com a vitória, Alemão do Pandeiro relembrou sua trajetória na escola e declarou todo o seu amor à entidade.

“Ganhar na Vila Maria é a sensação de glória e dever cumprido. É muito além, porque faz parte da minha vida, criação e história como homem. É uma conquista que vai além de um título de concurso de samba-enredo. Estou radiante, principalmente sendo a primeira vitória depois da perda do meu maior ídolo, que é meu pai. Dedico a ele essa vitória e sei que está aqui nos iluminando”, disse.

O compositor, que agora soma cinco vitórias na Vila Maria, se torna um dos maiores campeões da agremiação. Ele comentou sobre seu processo de composição:

“Sou muito criterioso. Quando recebo uma sinopse, procuro estudar, ler e absorver as ideias. Sempre extraio o máximo possível da diretoria e do carnavalesco, além do que a sinopse traz. Quero saber o que eles desejam de emoção no samba. Neste ano, especificamente, consegui ir mais a fundo e trazer essa essência à tona, mostrando o melhor resultado”, contou.

Objetivo de fazer um samba potente

Falando tecnicamente da música, o compositor Renne Campos detalhou a construção da letra, inteiramente baseada no enredo desenvolvido por Vinícius Freitas.

“O samba foi construído focado na proposta do enredo. Esse tema traz toda a brasilidade dos alimentos e o que a nossa terra proporciona. Procuramos trabalhar isso em versos que fazem alusão aos produtos do solo que depois são consumidos, como a feijoada, a cachaça e a cerveja. O Brasil produz muita coisa especial que merece ser mostrada como um livro”, ressaltou.

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Segundo ele, a ideia de colocar o samba em melodia alta surgiu desde o início. A parceria entende que um samba potente é o ideal para a Vila Maria disputar uma vaga no Grupo Especial.

“Sempre foi o nosso objetivo, porque sabemos o quanto o Acesso é acirrado, com escolas muito tradicionais. É preciso um samba que realmente mexa com a arquibancada e a comunidade. Desde o início, a proposta foi essa: trazer um samba valente, aguerrido e com potencial de fazer jus ao carnaval da Vila Maria”, declarou.

Decisão final

Extremamente feliz com a escolha, o presidente Adilson José detalhou o processo de votação para a decisão final. Ele reiterou a importância de ouvir os sambas ao vivo, com bateria e torcida.

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“Nós já conhecíamos os sambas pelas audições internas, mas faltava esse passo, que é a apresentação com sete passagens. Fazemos isso propositalmente para entender e sentir o samba junto da bateria e da comunidade. A escolha é embasada em vários aspectos: primeiro, a parte do canto, responsável pela musicalidade da escola, apontando os pontos fortes e as possíveis dificuldades para a comunidade; depois, o mestre de bateria, que avalia a harmonia rítmica e opina livremente; em seguida, o carnavalesco e o enredista, que verificam se a obra se encaixa no desfile. Por fim, analisamos todos os detalhes da escrita. Hoje fomos agraciados com uma grande escolha, que se colocou em condição de perfeição. É um conjunto muito forte que trará uma grande resposta”, explicou.

Samba de qualidade, mas com ajustes

O intérprete Clayton Reis elogiou a obra, mas destacou a necessidade de alguns ajustes para equilibrar a execução musical. Ele também lembrou que a Vila Maria poderá ter um ritmo de canto e evolução diferente, devido à mudança na Cadência da Vila, agora sob o comando do mestre Marcel Bonfim.

“É um samba bom, tem um refrão forte e uma cabeça marcante. Vou mexer em alguns pontos, pois há muitos picos que podem atrapalhar a ala musical. São apenas ajustes para manter o equilíbrio. É um samba que vai casar com uma bateria de cara nova, com um andamento diferente. A ideia é que a Vila Maria tenha uma pegada renovada”, afirmou.

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O cantor, que por anos esteve na Mocidade Unida da Mooca em dupla com Gui Cruz, foi contratado em 2025 para ser a voz solo da Unidos de Vila Maria. Esta foi sua primeira experiência como intérprete principal da escola.

“Minha parceria com o Gui Cruz foi maravilhosa, mas sozinho você tem mais caminhos para explorar, mais brincadeiras para fazer. Em dupla a gente se comunicava no olhar e tinha um entrosamento legal, mas acho que sozinho é melhor, você fica mais solto”, disse.

Escolha certeira e a busca pela nota máxima

Também emocionado, o estreante carnavalesco da escola, Vinícius Freitas, exaltou o nível da competição e comemorou a escolha.

“Tenho certeza de que a Vila Maria escolheu a melhor obra possível para o Carnaval 2026. Com a força da comunidade e todo o trabalho que já estamos realizando na quadra, na evolução, na harmonia, na bateria e no time de canto, levaremos um grande espetáculo. Só tenho a agradecer aos compositores pela grande disputa de hoje. A escolha foi certíssima”, celebrou.

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O artista ainda destacou a importância do quesito e das reuniões internas para trabalhar o samba de forma correta.

“O samba-enredo é um dos principais quesitos do carnaval e pode fazer a diferença para qualquer escola. Começar com uma obra como essa já é meio caminho andado. Tivemos várias reuniões nos últimos meses e hoje foi apenas a definição. Agora vamos trabalhar ajustes em melodia e letra para o roteiro do desfile, buscando o sucesso e a nota máxima”, refletiu.

Apresentações

A final foi bastante disputada, mas, em termos de torcida, o samba 13 teve vantagem sobre os outros dois concorrentes. Com balões, bandeiras e um grande contingente, a parceria fez a festa e cantou forte o samba vencedor. Vale destacar a presença de palco, com Emerson Dias e Carlos Jr. na liderança.

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O samba 25, da parceria de Edmilson e cia., foi o segundo a se apresentar. Até então, era o time atual campeão. A obra tem um refrão empolgante que caiu no gosto do público, com destaque para a frase: “O cardápio anuncia: Vila Maria campeã do carnaval”.

O último a se apresentar foi o samba 10, da parceria de Gui Cruz e cia., que disputou em pé de igualdade com o samba 13. Com melodia alta e refrão contagiante, foi bem recebido, mas não conseguiu superar o time de Alemão do Pandeiro.

Catarse do povo! Na Pedra do Sal, Vila Isabel canta rumo ao ‘samba do ano’

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A Vila Isabel levou no último sábado seus três sambas finalistas para um palco carregado de história e ancestralidade: a Pedra do Sal. O evento marcou um dos momentos mais simbólicos da temporada, reafirmando a força do enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”, desenvolvido por Gabriel Haddad, Leonardo Bora e Vinícius Natal, para o Carnaval 2026. LEIA AQUI: Parceria de André Diniz incendeia quadra e chega favorita à final da Vila Isabel

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Fotos: Matheus Vinicius/CARNAVALESCO

O presidente da escola, Luiz Guimarães, destacou a escolha do local como fundamental para a narrativa do enredo.

“Acho que foi uma apresentação para marcar a simbologia desse enredo, o quanto ele significa e o quanto está entrelaçado com esse chão sagrado. Em todos os sambas há passagens que falam daqui. Nada mais justo do que voltar à Pedra do Sal, como fizemos no lançamento do enredo, e cantar três belíssimos sambas para marcar essa safra maravilhosa”, afirmou.

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Confiante, o dirigente projetou um grande momento para a agremiação: “Tenho certeza de que teremos um dos maiores sambas desta década. Mas é meio caminho andado, precisamos seguir na humildade e representar bem em todos os quesitos. Estou muito feliz com o nosso samba e com o que vem sendo criado no barracão. O conjunto de fantasias e alegorias será exuberante”.

União e qualidade da safra

O clima de confiança também foi ressaltado pelo diretor de carnaval, Moisés Carvalho. “Acho que a Vila Isabel foi abençoada nessa disputa. São três excelentes sambas. Se em outros anos batemos na trave, agora o samba não será problema. Com esse trio de carnavalescos, o desfile vai estar muito bem amparado plasticamente, e com um grande samba a Vila tem tudo para fazer uma temporada maravilhosa”.

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Já o intérprete Tinga exaltou o impacto da safra: “Essa foi a melhor safra dos últimos dez anos da Vila Isabel. Tenho quase certeza de que o samba que a gente escolher vai ser um dos mais cantados do pré-carnaval e também na Avenida. A escola está muito empolgada para 2026”.

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O mestre de bateria Macaco Branco reforçou a importância do momento: “Foi uma disputa maravilhosa. Tivemos 17 sambas na largada, e muitos deles de altíssima qualidade. Agora temos três finalistas que representam muito bem a Vila. Qualquer um pode ser considerado um dos melhores sambas do carnaval. O clima na escola é maravilhoso, a energia é espetacular”.

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O olhar dos carnavalescos

Responsáveis pelo enredo, os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, junto com o enredista Vinícius Natal, ressaltaram a potência da disputa.

“Representou o olhar da escola de samba para si mesma, para a própria história do carnaval. Desde o lançamento do enredo aqui na Pedra do Sal até este evento, vivemos uma trajetória espetacular. Tivemos 17 sambas que se debruçaram sobre a sinopse e trouxeram essa energia incrível. Essa comunhão é o que torna a disputa tão bonita”, analisou o carnavalesco Gabriel Haddad.

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A dupla também apontou para a força da escolha que se aproxima: “Temos três sambas finalistas incríveis, cada um interpretando a sinopse de uma maneira diferente. Que o melhor seja escolhido, que possa ser considerado o samba do ano e que a Vila faça um grande desfile em 2026”, comentou o carnavalesco Leonardo Bora.

Parceria de André Diniz incendeia quadra e chega favorita à final da Vila Isabel

Caminho até a final

A grande final da disputa acontece na próxima sexta-feira, dia 12 de setembro, na quadra da escola, no Boulevard 28 de Setembro. O evento promete lotar a casa azul e branca e definir o hino que a Vila Isabel levará para a Marquês de Sapucaí em busca de mais um título no Grupo Especial.

A poesia venceu! Estrela do Terceiro Milênio escolhe samba para homenagear Paulo César Pinheiro

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Cerca de seis quilômetros e meio ao sul do Autódromo de Interlagos, que recebia o festival The Town neste frio sábado (06 de setembro), centenas de sambistas se reuniam na quadra da Estrela do Terceiro Milênio, no Grajaú, Zona Sul de São Paulo, para a final da eliminatória de samba-enredo da agremiação. Para embalar o desfile de “Hoje a poesia vem ao nosso encontro: Paulo César Pinheiro, uma viagem pela vida e obra do poeta das canções”, assinado pelo carnavalesco Murilo Lobo e que será o quinto a se apresentar na segunda noite do Grupo Especial paulistano em 2026, a Coruja escolheu o Samba 99, composto por Rodrigo Shumacker, Thiago Meiners, Freddy Vianna, Pitty de Menezes, Claudio Mattos, Morganti Tubino, Ítalo Pires, Herval Neto, Beto Savanna, Wilson Mineiro e Anderson Lemos. Presente nos momentos mais decisivos para o ciclo de uma escola de samba até o momento do desfile, o CARNAVALESCO entrevistou uma série de nomes importantes para a agremiação do Extremo Sul paulistano rumo à apresentação de 2026.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Percalços até o título

Normalmente tranquilos e felizes, os compositores campeões presentes na quadra da Estrela do Terceiro Milênio não esconderam que o caminho até a vitória teve momentos conturbados. Rodrigo Oliveira, popularmente conhecido como Shumaker, que também é diretor musical da instituição, foi quem fez a revelação: “Se eu disser que o processo de composição foi pacífico, eu não vou estar dizendo a verdade. Não foi aquela guerra toda, mas não foi tão pacífico assim. Quando nós nos organizamos, era um time muito maior. Ao longo do caminho, a gente foi conversando entre nós e certas opiniões divergentes apareciam. Todo processo de composição é assim, por sinal”, tranquilizou.

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Freddy Vianna, compositor e intérprete, deu mais detalhes: “O processo iniciado, até montar direitinho a parceria, deu um trabalho. Tanto que alguns antigos companheiros que começaram com a gente se separaram e formaram uma nova parceria. A história começa daí”, relembrou.

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Ponto-chave como ponto de partida

Na visão dos dois compositores entrevistados pela reportagem, uma das principais partes da canção foi encontrada quase que de imediato: “Do guia que colocamos no nosso grupo, a gente identificou um refrão com muito potencial – que é o do meio do samba vencedor. A gente não tinha quase nada: a cabeça tinha uma letra torta e uma melodia torta – foi o Freddy quem consertou a melodia, por sinal. Mas a gente tinha o refrão: eu mexi nesse refrão e o Freddy disse que eu estava maluco, que a gente não podia perder esse refrão”, afirmou Shumaker.

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Citado pelo parceiro, o também intérprete assumiu a bronca: “Eu fui o chato da parada em relação ao refrão! Foi aí que começou a briga para a construção desse lindo samba. Mandaram a melodia do refrão do meio para a gente (que é a minha parte favorita do samba, por sinal) e eu disse que a gente não poderia perder essa parte. A gente podia fazer qualquer coisa: mudar a letra da cabeça, da primeira, da segunda… mas do refrão do meio não pode. Toda a construção do samba aconteceu a partir do refrão do meio, já que ele tem uma sutileza, tem algo diferenciado”, opinou.

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Mais dúvidas antes da consagração

Shumaker destacou que, ao menos em outro momento, houve a chance de trilhar um novo caminho – mas a parceria seguiu acreditando no trecho tão decantado da canção: “A gente partiu desse refrão e fomos mostrando toda a construção para a diretoria, eles foram dando o norte para a gente ser mais assertivo em relação aos nossos caminhos. Quando chegou no refrão da cabeça, a gente viu que a melodia não voltava. Tivemos, então, um dilema: ou a gente sacrifica o refrão do meio e ia com a melodia em que estávamos seguros na cabeça ou a gente mantinha o refrão do meio e começava do zero o samba. Optamos pela segunda opção, e o Freddy foi fundamental nesse aspecto. Ele trouxe uma melodia inteirinha de cabeça!”, comemorou.

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Modesto, o intérprete destacou que, após mais um momento em que era possível dar alguns passos para trás, tudo começou a caminhar até o resultado final: “Eu coloquei a melodia da cabeça do samba encaixando com o refrão do meio. A partir daí a gente percebeu que estávamos no caminho certo para todo o restante da composição. Todo mundo comprou a ideia e começou a fluir”, pontuou.

Outro trecho marcante

Se o refrão do meio tem o coração de Freddy Viana, há outro verso que também chama atenção de outros defensores da canção: “Eu adoro os refrãos, mas gosto ainda mais do ‘poeta, sim!’, essa parte me pega muito”, resume Shumaker.

Tuca Maia, outro intérprete que defendeu o Samba 99, foi na mesma linha: “O samba inteiro é maravilhoso e vou na onda do Shumaker: o “poeta, sim!’ é lindo, você entrega tudo para a escola. Foi uma honra e uma imensa satisfação defender esse samba lindo – que, com certeza, vai brigar pelo prêmio de melhor samba do carnaval de São Paulo”, vaticinou.

Eliminatórias disputadíssimas

Conforme a Estrela do Terceiro Milênio lançava os sambas que concorriam na disputa interna, muitos sambistas que acompanham o carnaval paulistano passaram a observar atentamente a competição por conta do alto nível das obras recebidas pela Coruja. Tal fato, é claro, trouxe muita felicidade para outros nomes ligados à escola.

Gilberto Rodrigues, o Giba, presidente da Estrela do Terceiro Milênio, foi um deles: “Vou ser bem sincero: tivemos grandes obras na nossa eliminatória, ao menos cinco sambas que, qualquer um que chegasse, nós iríamos para a avenida com um grande samba. Foi muito difícil. Mas nós tivemos que escolher um, e escolhemos uma obra fantástica. Vamos ver o que vem aí. Escolhemos a canção sempre pensando no melhor da Terceiro Milênio”, comentou.

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Citando um verso do refrão principal da obra escolhida, Murilo Lobo, carnavalesco da Coruja, tratou de comemorar, também, a ótica de cada parceria em relação ao enredo: “O nível das eliminatórias foi alto, o nível da final foi altíssimo e o samba campeão é de excelente qualidade. A diferença entre cada um deles é a visão de cada compositor sobre a história que vai ser contada. Eu fico muito feliz que diversos times receberam essa tarefa, trouxeram para si a vontade de homenagear um outro grande compositor. Era um desafio, principalmente sendo um poeta da grandeza de Paulo César Pinheiro. Então, para mim, a poesia venceu”, comemorou.

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Opinião do microfone

Sempre atuantes, a dupla de intérpretes da Estrela do Terceiro Milênio foi protagonista na noite. Os três finalistas tinham, ao menos, um dos dois cantores defendendo-os. Grazzi Brasil foi bem sincera ao falar sobre o sentimento que permeou a noite: “Eu achei sensacional o nível da final! São compositores maravilhosos e eu respeito demais cada um deles. Hoje o dia é inteiro do compositor, a gente vem falando de um compositor e, com ele, dá para a gente homenagear todos. Não nego que fiquei um pouco nervosa nessa final, o samba vencedor é excelente”, elogiou.

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Já Darlan Alves citou nominalmente cada uma das parcerias: “Eu achei incrível o nível técnico da final, achei muito bacana – e olha que eu estou sempre nas finais, me jogo, achei bem bacana. O Shumaker é um grande compositor e veio junto com o Thiago Meiners, um supercampeão tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. O James, que não precisa nem falar, também são grandes campeões. E uma parceria nova, do Rapha Moreira, um grande irmão, junto até com um compadre aqui da minha parceira da Grazzi – que, na verdade, é afilhado do próprio Paulo César da Pinheiro. Três parcerias incríveis, três grandes sambas. A gente está muito feliz. Deram um show hoje aqui. Estou bastante feliz porque um desses três sambas vai abrir o caminho para um grande carnaval da Milênio. A gente está bem em torno dessa expectativa, estamos bem felizes com os três sambas”, finalizou.

Além da final

Desde o final da tarde, a Zona Sul de São Paulo era a capital cultural da América do Sul. Se grande parte das pessoas ia ao Autódromo de Interlagos assistir ao The Town vindo de regiões mais centrais da maior cidade sul-americana e de toda a Grande São Paulo, quem desembarcava duas estações depois na Linha 9-Esmeralda da CPTM estava pronto para horas de samba e momentos importantes da Estrela do Terceiro Milênio.

Após a Pegada da Coruja, bateria da agremiação comandada por mestre Vitor Velloso, esquentar, as ritmistas deram o tom com a Bateria Feminina. A agremiação também diplomou as lideranças formadas pela instituição, além de dar posse à nova formação do segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira da instituição: Lucas Souza segue, agora ao lado de Bruna Pregigueiro. Ambos, inclusive, já receberam o pavilhão de enredo relativo a 2026.

Um nome reconhecido Brasil afora também foi oficialmente apresentado: Sávia David tomou posse como nova rainha da Pegada da Coruja, formando a corte ao lado das princesas Geovanna Pyetra e Marcella Cavalcanti.

Arthur Santos e Waleska Gomes, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da instituição, se apresentaram ao som de “Ô abre alas que elas vão passar”, samba-enredo de 2022 da Estrela do Terceiro Milênio. A comissão de frente, coreografada por Régis Santos, embalou a despedida do samba-enredo de 2025, “Muito além do Arco-Íris – Tire o Preconceito do caminho que nós vamos passar com o Amor”, segmento premiado pelo Estrela do Carnaval, organizado e concedido pelo CARNAVALESCO.

O samba-enredo de 2023, “Me dê sua tristeza que eu transformo em alegria! Um tributo à arte de fazer rir”, foi o pano de fundo de uma apresentação de composições da agremiação, enquanto “Muito Obrigado Axé”, de Carlinhos Brown, embalou a passagem da ala das baianas. Já as passistas e os malandros se apresentaram com “Amor de Matar”, originalmente gravada por Tânia Alves e eternizada pelo grupo Art Popular.

Temos uma disputa! Parceria de Gabriel Coelho alcança seu ápice e vai para a final da Imperatriz como favorita

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A Imperatriz realizou a sua semifinal de samba-enredo neste sábado, durante a feijoada da escola. 4 sambas se apresentaram e a parceria de Gabriel Coelho foi classificada para a final e desponta como a grande favorita, depois de uma apresentação espetacular. A parceria de Hélio Porto fez boa apresentação e se mostrou como opção para ser a vencedora. Já a parceria de Jeferson Lima também está na final, mas parece sem chances. A Imperatriz eliminou a parceria de Me Leva. A final da disputa de samba-enredo na Imperatriz, será no dia 19 de setembro.

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

Parceria de Jeferson Lima: O primeiro samba a se apresentar foi o dos compositores Jeferson Lima, Rômulo Meireles, Chico de Belém, Mirandinha Sambista, Alfredo Júnior e Tuninho Professor, que fez boa apresentação e mostrou que merecia estar na semifinal. Sem um cantor titular, a parceria conduziu o samba com um coro, que foi muito competente na passagem deste sábado. A parceria contou com o apoio de uma algumas na quadra, que aplaudiram o final da apresentação. O pré-refrão “louco, como quis, louco e aprendiz…” é muito cantado, como uma preparação para explodir os torcedores no refrão principal. Uma apresentação suficiente para levar a obra deles até a final, mas foi pouco para entrar na briga para ser o samba de 2026.

Parceria de Hélio Porto: O segundo samba da semifinal da Imperatriz, foi da parceria formada por Hélio Porto, Aldir Senna, Orlando Ambrósio, Miguel Dibo, Marcelo Vianna e Wilson Mineiro. Uma grande apresentação, que colocou gás na disputa para a final. Muitas pessoas e algumas baianas acompanharam os compositores. Cantado de forma potente por Igor Sorriso, intérprete do Salgueiro, e Charles Silva, a dupla e o coro empolgaram os torcedores do samba. O trecho “O sangue latino que vira, vira vira lobisomem” caiu nas graças de boa parte da quadra, que acompanhou os compositores na coreografia. No mais, era gente pulando, de braços e abertos e até grupos organizados com a lanterna dos celulares ligadas. Com essa passagem, a parceria se colocou na briga para vencer o concurso e mostrou que ainda tem disputa em Ramos.

Parceria de Gabriel Coelho: O samba da quadra da Imperatriz tem nome. O povo está com a parceria formada por Gabriel Coelho, Alexandre Moreira, Guilherme Macedo, Chicão, Antônio Crescente e Bernardo Nobre. Parecia que já era a exibição da final. O samba do público presente, de algumas baianas e que fez o primeiro casal da Imperatriz pular e gravar vídeos cantando. Uma apresentação fantástica, que colocou esta parceria não só na final, mas como favorita para vencer a disputa. A obra foi muito bem conduzida pelos intérpretes Wantuir, do Porto da Pedra, e Nêgo. O refrão é um baile e todo mundo pula, com os braços para o alto. Alguns mais empolgados, se abraçam. A apresentação é uma festa e o trecho “Jurei mentiras, mas não tô sozinho / fui tudo o que eu sempre quis / camaleônico Imperatriz, camaleônica é a Imperatriz” é uma sacada que caiu nas graças do povo. Além do refrão que é fácil e faz até quem não era torcida cantar. No final, o público ovacionou a apresentação e gritou “é campeã”.

Ao vivo: semifinal de samba-enredo da Imperatriz para o Carnaval 2026

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Mangueira celebra conquista de caminhão próprio para auxiliar nas atividades da escola

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A Estação Primeira de Mangueira vive mais um momento de celebração em sua trajetória rumo ao centenário. Neste sábado, a gestão da presidente Guanayra Firmino anunciou a aquisição de um caminhão que passará a atender às demandas logísticas da Verde e Rosa, reduzindo a dependência de serviços externos considerados essenciais para o funcionamento da escola. O veículo, devidamente identificado com as cores e símbolos da Mangueira, já está à disposição da agremiação e será utilizado no dia a dia, revezando entre o barracão de alegorias e o Palácio do Samba, sede da escola em Mangueira.

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Foto: Divulgação/Mangueira

“É com grande satisfação que anuncio mais essa conquista, que vai contribuir para a agilidade e a eficiência da nossa rotina”, destacou a presidente Guanayra Firmino. “Vamos chegar mais rápido no Centenário!”, completou em tom de descontração.

A iniciativa é mais um passo dentro da proposta de modernização e fortalecimento da estrutura da Mangueira, que se prepara para o desfile do Carnaval 2026 com a meta de unir tradição, inovação e autossuficiência.