Alegria da Zona Sul: samba escolhido para 2019
Compositores: Márcio André, Neizinho do Cavaco, Lopita 77, Ribeirinho, Elson Ramires, Beto Rocha, Telmo Augusto, Fábio Xavier, China, Girão e Samir Trindade
Peço licença a Deus pai e Maria
Todos os santos e guias
Ao pisar no sagrado canzuá
Vejo o braseiro, iluminar o congá
Preto Véio chegou na roda
Vem de Aruanda, Pemba de Angola
Vovô falou da força das sete linhas
Também contou de mistérios e magias
Ê cabloco curandeiro, Ê caboclo
Laroyê rei da madrugada
Prepara o abô, marabô, na encruzilhada
Roda cigana, moça formosa
É tão bonita que parece uma rosa
Vem chegando a Ibeijada
O amanhã nos olhos da criançada
Água de lavar, benzer , purificar
Marinheiro, marinheiro Iemanjá
Seguindo pelas bandas, com muita fé
Nessa quimbanda, axé
Abre caminhos, samborê, sambo ro ko
Somos irmãos, Umbanda é amor
Olha gira girô, olha gira girar
Canta pra subir, vamos saudar
Saravá, Alegria Saravá
Saravá meu povo
Saravá pai Oxalá
Voz e cavaquinho: o samba do Império da Tijuca para o Carnaval 2019
Compositores: Diego Nicolau, Pixulé, Braguinha Cromadinho, Jota e Tinga
Intérprete: Daniel Silva
Ventos de dor os trouxeram pra cá
Fé que guiou o destino de tantos
Africanos destinados à saudade
Sol e chuva, a tristeza como par
Nego tá cansado, nego tem que trabaiá
O ouro negro enraiza a escrava lida
E faz o áureo poder deixar o breu
A boa música valsava em poesia
Enquanto o ébano sangue escorreu
Tem batuque, jongo, capoeira
Na mandinga da vovó benzedeira
No terreiro firma o ponto, gira dos meus orixás
Força da fé que dobra o capataz
Ah, passou o tempo, o vale se transformou
A imigrande mágica misturou
Fez renascer a esperança dessa gente
Mãos calejadas fazendo arte
E um aroma de enlouquecer
Unem-se à folclórica verdade
Tanta gente veio conhecer
A luz que protege a alma
À cruz, peço pra me guiar
Se hoje é agronegócio que traz o progresso
O povo agradece e vem cantar
Desce o Morro da Formiga
Meu Império da Tijuca vai à luta
Traz o Vale do Café, negritude de valor
Num lindo rosário de amor
Tuiuti celebra samba e Claudio Russo diz que sistema de disputas é viciado e previsível
Diz um famoso jargão do futebol que em time que está ganhando não se mexe. Baseado nesta premissa o Paraíso do Tuiuti adotou novamente para o Carnaval 2019 a produção do samba sem concurso, não realizando a disputa para o ano que vem. Em 2018, o samba da agremiação do bairro de São Cristóvão foi a obra do ano, ganhando o maior número de premiações da crítica e impulsionando o maior desfile da sua história. Em entrevista concedida ao CARNAVALESCO, o presidente Renato Thor confirma que a tendência é manter o caminho, mas prefere não garantir que a medida será adotada já para o desfile de 2020.
“Eu não tenho como responder isso agora. Não sei se vamos adotar ou não. Em time que está ganhando não se mexe, mas o futuro a Deus pertence. Vamos ver como se darão as coisas e vemos o que será feito para os próximos carnavais”, desconversou Thor.
Lançado muitos meses antes do desfile, o samba tem o poder de penetrar nos ouvidos dos sambistas por mais tempo e desta forma chegar na avenida no lugar certo. Renato Thor afirma que a repercussão desde a divulgação da composição tem sido excelente e acredita em novo sucesso na avenida.
“Estou muito satisfeito com a repercussão de nossa obra. Onde temos apresentado o samba venho sentindo grande aceitação. Os componentes estão emotivos. Quando estivemos na quadra do Salgueiro, convidados por eles, tínhamos bem pouco tempo de lançado o samba e senti ali um grande apoio do povo do samba. Acredito que temos nas mãos mais uma belíssima composição”, diz.
‘Alas de compositores como há 30 anos já morreram’, dispara Claudio Russo
Claudio Russo, novamente um dos compositores do samba do Tuiuti, demonstra experiência ao comentar o fato de que o samba de 2018 seja comparado à obra de 2019. Ele, entretanto, ressalta que as propostas são completamente diferentes.
“Vejo com normalidade essa comparação, apesar de achar injusto comparar um samba que acabou de nascer com um samba que já cumpriu sua principal função que é possibilitar um grande desfile. São enredos e propostas diferentes, mas com tudo pode se perceber o amadurecimento de um estilo em cima de uma qualidade de letra e melodia”.
Experiente, Russo afirma que a boa repercussão de uma obra antes do desfile pode ser uma faca de dois gumes. Se por um lado já chega na avenida bem quisto pelo corpo julgador, precisa comprovar na pista de desfiles tantos elogios, o que nem sempre acaba se concretizando.
“O samba-enredo junto com o enredo recebem ultimamente um pré julgamento, principalmente das redes sociais e fóruns, acho que por serem os únicos quesitos visíveis antes do desfile para o grande público. Acho importante, mas não supera a atuação durante o desfile. Já vimos grandes sambas não passarem bem por inúmeros fatores e vice e versa”, pontua.
O compositor não assume o discurso de que as encomendas matam as alas de compositores. E argumenta que o que vem causando um declínio nas alas é justamente um sistema de disputas viciado e previsível. Russo sugere um amplo debate que envolva ligas, escolas, compositores e a comunidade do carnaval.
“As alas como conheci há 30 anos atrás acabaram. Infelizmente. Acho que por inúmeros fatores: a separação das escolas de suas comunidades, capitalização das disputas, o declínio no processo criativo e no surgimento de novos valores e etc. O que vemos hoje são alguns bons compositores fazendo samba com qualidade e por isso são estes que vão disputar entre si em vários lugares. O modelo de disputa convencional com dois a três meses de competição também ajuda neste declínio. Dentro deste quadro algumas escolas se defendem e tentam encontrar caminhos para terem um grande samba. Acho que é necessário uma ampla discussão ao invés de perguntamos se acabou ou está em crise. Alguns questionamentos deveriam ser feitos: por que os mais jovens com talento pra compor nas comunidades preferem pagode ou rap e funk? A quem interessa altíssimos gastos nas disputas? Por que levar uma disputa prolongada se em um mês sabemos quais são os melhores sambas e eventuais finalistas? E, por fim, a quem se quer enganar quando se diz que compositores de uma escola não compõem para outras? Acho que uma grande discussão envolvendo compositores, as escolas, a imprensa carnavalesca, com mediação das ligas, poderia ser um caminho para melhorar as disputas”, opina.
União da Ilha realiza sua terceira eliminatória de samba-enredo para 2019 neste sábado
A União da Ilha realiza neste sábado, na sua quadra, a partir das 18h, sua terceira eliminatória de samba para o Carnaval 2019. Oito parcerias estarão na disputa e se apresentarão por volta das 21h30. Antes das apresentações, o evento será aberto com o show do grupo “Samba do amigo meu”.
Vale ressaltar que os integrantes da comunidade entrarão de graça mediante apresentação da carteirinha. Os camarotes estarão a venda na secretária da escola. O valor da entrada (pista) para o público em geral será de R$ 10.
A quadra da União da Ilha está localizada na estrada do Galeão 322, Cacuia – Ilha do Governador.
Confira as 8 parcerias na disputa ️:
– Fuzileiro, Ginho, Edu Ferry, Rogério Linhares, Canindé, Marcão Silva, Lilian Ramos e Gabriel Fraga
– Paulinho Poeta, Beto Mascarenhas, Regis, Gylnei Bueno, Marcelino Santos,Theguy e Alex
– Almir da Ilha, Cirano, Elysinho Vem Comigo, Marquinho Cocotá e Leandro Fregonesi
– André de Souza, Flavinho Queiroga, John Bahiense, Leandro Augusto, Rodrigo Brandão, Thiago Caldas e Alexandre Alegria
– Myngal, Marcelão da Ilha, Roger Linhares, Marinho, Cap. Barreto, Eli Doutor, Fernando Nicola, Marco Moreno
– Marquinhus do Banjo, Junior Nova Geração, Lobo Júnior, Rony Sena, Gugu das Candongas, Dondon, João Nogueira e Robson
– Kleber Rodrigues, Eduardo Medrado, Sandro Nery, Fábio Trigo, Luigi Porcides e Cleiton Mesquita
– Wagner Mariano, Cadinho da Ilha, Kinho PQD, JaneML, Fábio Glinardello, Edu Silva, Tuninho e Vale
Confira o calendário completo ️:
15/09 – Eliminatórias de samba-enredo 2019
22/09 – Eliminatórias de samba-enredo 2019
29/09 – Semifinal de samba-enredo 2019
06/10 – Final de samba-enredo 2019
Portela divulga nova marca com presença de baluartes e segmentos
A Portela reuniu baluartes, segmentos e a imprensa, nesta quinta-feira (13), para apresentar sua nova marca, desenvolvida pela Saravah Branding, Comunicação e Design. O lançamento no barracão da escola, na Cidade do Samba, aconteceu um ano após o início do projeto de estratégia, pioneiro no universo do carnaval carioca.
“O resultado foi a construção de uma marca inconfundível, memorável consistente, relevante e apaixonante. Mais que uma logo e uma identidade visual característica, nosso trabalho resgatou às tradições da escola, unindo às suas ambições e todo seu potencial ainda inexplorado, para construir uma série de associações proprietárias que representam a Portela como ela é, como ela foi e como ela será”, avaliou Cristiano Mansur, diretor executivo da Saravah.

Diante da baluarte Tia Surica, sócios e representantes de todos segmentos da agremiação, o presidente executivo Luis Carlos Magalhães também elogiou a nova marca, destacando sua importância para o futuro da agremiação, que completou 95 anos em abril. “A Portela precisava reforçar e profissionalizar a gestão de sua marca. Estamos pensando no futuro, mas sem esquecer as tradições da escola. Nosso objetivo é tornar a Portela uma escola autossuficiente e rentável, dependendo cada vez menos das verbas públicas. Nossos projetos sociais e culturais acontecem o ano inteiro, por isso precisamos buscar novas alternativas para obter recursos, como o licenciamento de produtos, por exemplo.”
Presidente do Conselho Deliberativo, Fábio Pavão ressaltou que a nova marca foi aprovada por unanimidade pelos conselheiros, além de ter sido apresentada previamente aos líderes de todos os segmentos e departamentos da agremiação.
“Tomamos o cuidado de fazer tudo da maneira mais democrática possível. Todo o desenvolvimento da nova marca foi feito a partir de entrevistas com portelenses ilustres e torcedores da escola. Após a aprovação pelo Conselho Deliberativo, fizemos diversas reuniões com os segmentos para apresentar o resultado”, contou Pavão, que também faz parte da comissão de Carnaval.

Pavão revelou, ainda, que a nova marca não será aplicada no pavilhão e nem no palco, que continuarão estampados com a ‘marca tesouro’, representada pela tradicional águia e as 22 estrelas dos títulos conquistados. “A ‘marca tesouro’ representa a memória afetiva do portelense, por isso segue no nosso pavilhão e no palco da quadra. As duas marcas, agora, vão coexistir”, disse o presidente do Conselho Deliberativo.
Cristiano Mansur também fez questão de detalhar a nova marca, que foi apresentada em vídeo com locução da atriz portelense Gloria Pires. “O projeto de branding da Portela une tradição e vanguarda convivendo em harmonia, em uma marca íntegra, reverente, inventiva, intensa e feita dos azuis mais brilhantes. Feito uma reza e um ritual, uma marca que desperta emoções viscerais, comunhão, ritmo e legado. Uma marca que faz todos quererem pertencer à essa família que se escolhe, criando laços que não se rompem. Uma marca que impressiona e seduz em tons inconfundíveis. Uma marca que reflete onde viemos e pra onde vamos, juntos, com nossas tradições, rituais e códigos. Uma marca que fala a linguagem dos sonhos, cada vez mais majestosa”, exaltou.
Simultaneamente ao evento, a Portela apresentou novo layout para o site oficial e redes sociais e lançou um aplicativo (disponível para Android) com notícias, vídeos e informações históricas da azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira.
Participaram também da coletiva Paulo Renato Vaz e Vinícius Ximenes, assessores de marketing da Portela; Vanderson Lopes, presidente do Conselho Fiscal; e a carnavalesca Rosa Magalhães.
A equipe da Saravah envolvida no projeto é formada por Cristiano Mansur (diretor executivo), Cristiano Junqueira (diretor de criação), Mariana Hermeto (diretora de design), Raquel Goulart (diretora de estratégia), Rafael Bittencourt (coordenador de branding) e Kassio Araújo (atendimento).
Vila Isabel realiza quartas de final da disputa de samba neste sábado

A disputa de samba da Unidos de Vila Isabel para o Carnaval 2019 está ficando acirrada. Neste sábado, dia 15 de setembro, a partir das 20h, a agremiação realiza mais uma etapa da competição. Além da apresentação dos sambas concorrentes, haverá um grande show com os segmentos. A entrada é franca até às 21h30. Após este horário, o ingresso de pista custa R$ 10. Mesa para quatro pessoas saem a R$ 60. Camarotes para 12 pessoas custam R$ 250. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: 2578-0077. A quadra da azul e branca fica no Boulevard 28 de setembro, 382, em Vila Isabel.
Confira os sambas concorrentes em ordem de apresentação:
1 – Samba 16 André Diniz e parceria
2 – Samba 18 Arthur das Ferragens e Parceria
3 – Samba 08 Dinny da Vila e parceria
4 – Samba 13 Lúcio Naval e parceria
5 – Samba 12 Marcelo Mendes e parceria
6 – Samba 07 Thales Nunes e parceria
7 – Samba 11 Kleber Cassino e parceria
Fim de semana com muito samba e eventos no Botequim Carnavalesco
A sexta, sábado e domingo estão recheadas de muito samba no Botequim Carnavalesco, que fica na Rua Souza Franco, 364, em Vila Isabel. Para todos os dias, a casa aceita reservas (sem custo) pelo seguinte e-mail [email protected]
A festa começa na noite de sexta-feira, a partir das 19h, com a Roda de Samba do Grupo Filhos de Fé. A turma traz no repertório músicas que falem da fé do sambista pelos santos, orixás e da perseverança e vontade de vencer! Até 21h, quem chegar não paga entrada. Após 21h, a entrada será apenas R$ 10.
No sábado, a partir das 20h30, o Botequim recebe a Roda de Samba da Dandara Alves. O repertório traz sucessos de Beth Carvalo, Leci Brandão, Jovelina Pérola Negra, Dona Ivone Lara e muitos outros. Não faltam clássicos das religiões de matriz africana, como Preceito e Filho de Jorge.
O domingo será de muito samba e feijoada no Botequim. A partir das 13h, o chef Thiago Castro prepara a melhor feijoada do Rio de Janeiro. O prato sairá por apenas R$ 20. O grupo Samba de Mamãe comandará a Roda de Samba.
Venha se divertir neste fim de semana no Botequim Carnavalesco. O templo do samba e do carnaval no Rio de Janeiro.
Ouça o samba da Grande Rio para o Carnaval 2019
Compositores: Cláudio Russo, André Diniz, Moacyr Luz, Gê Martins, Licinho Júnior e Elias Bililico
Intérprete: Evandro Malandro
TÁ ERRADO, NÃO IMPORTA QUEM ERROU
O PECADO E O PECADOR
SEMPRE ESTÃO DO MESMO LADO
TÁ ERRADO, SEM LIÇÃO NEM PROFESSOR
SE O ESPINHO FERE A FLOR
O AMOR É MACULADO
NO JEITINHO QUE IMPERA NESSAS BANDAS
É MAIS FÁCIL O MAU CAMINHO PRA JOGAR NO TABULEIRO
NA VERDADE DO ESPELHO, QUANDO A RAZÃO DESANDA
VAI SEGUINDO EM DESALINHO MESMO COM SINAL VERMELHO
ATIRE A PRIMEIRA PEDRA AQUELE QUE NÃO ERRA
QUEM NUNCA SE ARREPENDEU DO QUE FEZ?
NA VIDA TODO MUNDO ESCORREGA
MELHOR SE MACHUCAR SÓ UMA VEZ
CARDUME DE GARRAFAS PELO MAR
NEM TARRAFA NEM PUÇÁ ALIMENTAM O PESCADOR
E A CISMA DE ATENDER O CELULAR
PRA CURTIR, COMPARTILHAR
ZOMBAR DO PERIGO LARGAR O AMIGO
PERDER O PUDOR
QUEM AÍ TÁ PODENDO JULGAR?
NÃO CONSEGUE OUVIR OUTRA VOZ
CADA UM FOI PENSANDO EM SI
OLHA O QUE FIZEMOS DE NÓS
ENTÃO PEGUE SEU FILHO NAS MÃOS
EDUCAR É UM DESAFIO
SE ERREI, PEÇO PERDÃO
RENASCE A GRANDE RIO
QUEM NUNCA SORRIU DA DESGRAÇA ALHEIA?
QUEM NUNCA CHOROU DE BARRIGA CHEIA?
EU SOU CAXIAS DE TANTOS CARNAVAIS
FALAM DE MIM, EU FALO DE PAZ
Giovanna relata sofrimento em ter ficado fora do carnaval um ano e elogia novo parceiro
A porta-bandeira Giovanna foge do lugar comum ao avaliar o período em que esteve ausente do carnaval, depois que desfez a parceria com Marquinhos, ao final do Carnaval 2017. De volta ao carnaval, agora ao lado de Fabrício Pires, na São Clemente, a dançarina relata à reportagem do CARNAVALESCO que se sentiu muito mal em não estar na sagrada avenida de desfiles.
– Ficar de fora é sempre ruim para quem vive e respira o carnaval. Amo dançar e costumo dizer que quando entramos na Sapucaí sentimos um frio na barriga. Depois que eu parar de sentir isso eu me aposento. Fiquei pensando muito em minha vida nesse ano. Tomar uma decisão como a que tomei com Marquinhos é sempre difícil. O fim de uma parceria é bastante complicado. Estou começando um novo projeto e espero que seja bastante duradouro como foi com ele – analisa a experiente porta-bandeira.
Consagrada e muito premiada no carnaval, Giovanna relata ainda que viajou durante os desfiles de 2018, mas que não deixou de acompanhar a atuação dos colegas de dança nos desfiles deste ano.
– Eu vi os casais muito bem preparados. Hoje se faz de tudo para que os jurados apliquem a nota 10. É uma preparação árdua. Eu parabenizo o incansável trabalho de cada um deles. Viajei no carnaval e não queria ver desfiles. Mas quando vi na TV ficava arrasada. Acho que todos deram um show – elogia a nova porta-bandeira da São Clemente.
Giovanna marcou época no carnaval ao dançar com o parceiro Marquinhos. Ao seu lado defendeu os pavilhões da Mangueira, onde começaram, Unidos da Tijuca, Vila Isabel, Viradouro e Paraíso do Tuiuti. Pela primeira vez, ela vai dançar com um novo companheiro, Fabrício, a quem elogia pela postura cordial.
– É muito bom trabalhar ao lado do Fabrício. Cheguei a pensar que não seria mais capaz. E a cada ensaio eu sinto algo diferente. Tudo muito novo. Está muito gostoso. Eu já era amiga dele, fizemos trabalhos juntos. Foram 15 dias na ocasião em uma viagem juntos. Sempre houve uma admiração mútua. A vida me deu esse presente. O Fabrício não deixou que eu reduzisse o mastro da minha bandeira, disse que era minha marca. É um cavalheiro – destacou.
A nova porta-bandeira clementiana avalia que embora a coreógrafa só passe a atuar com o novo casal a partir de outubro, o fato de já conhecerem a obra que será apresentada na avenida (a reedição do Carnaval 1990) é um fator positivo ao trabalho do casal.
– A gente está podendo ter uma calma maior para preparar a coreografia. Obviamente que não iremos fazer nada que o casal de 1990 fez, será tudo diferente. A nossa roupa está belíssima. A grande vantagem é o tempo para podermos nos conhecer melhor na questão corporal. Sem aquela correria que ocorre quando nós temos a escolha de samba normal. A coreógrafa entrará em outubro – informa.

