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Sambas da Série A para o Carnaval 2019

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    sambas seriea2019

    Clique nos nomes das escolas para ouvir os sambas ainda nas versões concorrentes ou não oficiais para o Carnaval 2019

    UNIDOS DA PONTE

    ALEGRIA DA ZONA SUL

    ROCINHA

    SANTA CRUZ

    UNIDOS DE PADRE MIGUEL

    INOCENTES DE BELFORD ROXO

    SOSSEGO

    UNIDOS DE BANGU

    RENASCER DE JACAREPAGUÁ

    ESTÁCIO DE SÁ

    PORTO DA PEDRA

    IMPÉRIO DA TIJUCA

    CUBANGO

    Sossego: samba para o Carnaval 2019

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    Compositores: Felipe Filósofo, Orlando Ambrósio, Michel do Alto, Sergio Joca, Fabio Borges, Serginho Rocco, W. Motta, Ademir Ribeiro, Diego tavares, Mario da Vila Progresso, Gilmar L. Silva e Lucas Donato
    Intérprete: Guto

    O céu aberto ao som da lira
    Orações, linda alvorada
    Meu nome Jesus, por que não Santo também?
    Bom Deus, por que o ódio no planeta azul?
    Se crentes ou ateus no sangue a mesma cor
    Na mesquita, no templo, no terreiro
    O mesmo sentimento de aliança
    A morte em teu nome uma contradição
    A morte em teu nome uma contradição

    Anjo, no tribunal da fé
    Só ganância e poder
    Eis aí o livre arbítrio
    De pessoas sem ternura
    Na escolha entre o bem e o mal

    Santo Deus, a justiça da terra ou do céu?
    No cálice da fé a intolerância
    O vinho tinto amargo de sangue
    Qual o caminho, meu pai?

    Filho milagreiro, solidário ao irmão
    Santo popular, Jesus Malverde
    Teu nome hoje em romaria
    A esperança de um mundo melhor

    Ó meu Deus, piedade de nós
    Ó meu Deus, piedade de nós
    Com seu amor azul-sossego
    A paz entre as religiões

    Cubango: samba para o Carnaval 2019

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    Compositores: Robson Ramos, Sardinha, Duda Tonon, Anderson Lemos, Ailtinho, Sérgio Careca, Carlão do Caranguejo e Samir Trindade

    VOU BUSCAR PRA MIM A FORÇA DO SEU AXÉ
    MENINO BABALOTIM NO SAGRADO AFOXÉ
    AOS PÉ DO MORRO FIZ O MEU TERREIRO
    ONDE O PADROEIRO ME PROTEGE EM SEU ALTAR
    ATOTO EU BATO CABEÇA PRA OMULU
    NESSE CHÃO TEM PIPOCA PRO SANTO
    OFERENDAS DO MEU MUNDO VERDE E BRANCO

    E SARUÊ BAIANA, Ê SARUÊ BAIANA
    GIRA LAGUIDIBÁ, GIRAM SAIAS E GUIAS
    CARREGA MEU PATUÁ EM SUA SABEDORIA

    BÚZIOS, CARRANCAS E BALANGANDÃS
    RELÍQUIAS ILUMINAM MEU CAMINHO
    AO MEU “PADIM”, EU AMARRO A MINHA FÉ
    A CRUZ NO PEITO PRA ME ABENÇOAR
    JÁ FIZ PROMESSA, O MILAGRE VAI CHEGAR
    EM ROMARIA EU AGRADECI
    DESACREDITADO, ACREDITEI
    A CURA DA ALMA, O TERÇO NA MÃO
    UM CORAÇÃO BORDADO AO DIVINO REI
    SENHOR, TEM PIEDADE DE NÓS
    EIS A ORAÇÃO EM NOSSA VOZ
    TEM GENTE VENDENDO AO POVO ILUSÃO
    ACENDO VELA, PEÇO SALVAÇÃO

    KO SI OBA KAN ÔÔÔÔ
    OFI OLORUM ÔÔÔÔ
    IGBA CUBANGO, MEU AMULETO
    PROTEÇÃO E AMOR

    Unidos da Ponte: samba para o Carnaval 2019

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    Compositor: Jorginho do Axé
    Intérpretes: Lico Monteiro e Tiganá

    Axé
    O samba pisa
    Forte no terreiro
    É mistério, é magia
    É mandingueiro

    Malungo se liberta no Zambê
    Esquece o Banzo
    É hora de oferecer

    Pra Exu e Pomba-Gira
    Tem marafo e dendê
    Muitas flores e pipocas
    Para Obaluaê
    A Oxumaré
    Creme de arroz e milho
    Pra Iansã, o acarajé
    Pai Oxalá, nosso canto de fé

    Tem amalá pra Xangô
    Lá na pedreira
    Tem caruru pros Erês
    Tem brincadeiras

    E pra Oxossi
    Milho cozido no mel
    Mãe Oxum, Omolocum
    Pra nanã, sarapatel
    Mel de abelhas pra Ogum
    Rosas brancas, Yemanjá
    Oferendas traz a Ponte
    Em louvor aos orixás

    Rocinha: samba para o Carnaval 2019

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    Compositores: Claudio Russo, Diego Nicolau, Renato Galante, Kirrazinho, Ralf e Fadico
    Participação Especial: Wagner Rodrigues

    TIRE O PRECONCEITO DO CAMINHO
    QUE EU QUERO PASSAR COM MINHA COR
    PLANTE FLOR SEM TER ESPINHOS
    O ÓDIO NÃO FLAGELA O AMOR
    SENHOR, A LIBERDADE AINDA NÃO RAIOU
    QUEM DEVERIA ME CHAMAR DE IRMÃO
    TEM TANTO DESPREZO NA ALMA
    PORQUE, SE SOMOS IGUAIS NA RAIZ
    PRIMATAS NA ESSÊNCIA
    MAS SÓ A MIM RESTOU A CICATRIZ?

    ABRE A PORTA DA SENZALA ÔÔÔ
    ME LIBERTE DAS MAZELAS Ê FAVELA
    BANANAS QUE A VIDA DÁ, A GENTE CONSOME
    QUANDO A FOME APERTAR, QUERO VER, QUEM NÃO COME

    E QUANDO A LIBERDADE É LEI
    DE CONGO À CHICO-REI, A NEGRITUDE É OURO
    É ARTE QUE ENFRENTA A CHIBATA
    NOS TERREIROS DE CIATA, É MÃO NO COURO
    O NEGRO É FORTE FEITO BAOBÁ
    VERDADEIRA FORTALEZA COISA DE ORIXÁ
    Ê CRIOULO, ERGA ESSA CABEÇA VAI NA FÉ
    Ê CRIOULA… MOSTRA QUE A NOSSA RAÇA NÃO É SÓ SAMBA NO PÉ
    NÃO MIL VEZES NÃO
    REPLIQUE A DOR QUE O PRECONCEITO
    FERE IGUAL PUNHAL
    QUANDO ATRAVESSA NOSSO PEITO

    VOA LIBERDADE, ENTRA NA RODA SINHÁ
    MEU POVO QUER IGUALDADE, RESPEITO
    ESSA LUTA, É TANTO SUA QUANTO MINHA
    VAI TER QUIZOMBA NO QUILOMBO DA ROCINHA

    Bangu 2019: samba-enredo na voz dos intérpretes Tem-Tem Jr. e Luis Oliveira

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    Compositores: Samir Trindade, André Kaballa, Marcio de Deus, Wellington Amaro, Paulinho Ferreira, Henrique Costa, Fabio Fonseca, Famio Martins, Neyzinho do Cavaco, Julio Assis, Marlon P. e Vinicius Sombra

    Intérpretes: Tem-Tem Jr e Luís Oliveira

    Estende o tapete da história
    Pro amor mais antigo, meu pavilhão
    Prepare o banquete da glória
    Vem da zona Oeste, essa devoção
    Os Deuses vem coroar
    Deus Sol iluminar
    Do alto nascia, a força da vida
    Por todos os cantos se espalharia
    Pacha Mama é mãe
    Do seu ventre um novo dia

    Ouro do chão, terra molhada
    Na sagrada fé, renegada
    Matou fome da pobreza, foi a cura do mal
    Nos salões da realeza, o prato principal

    Parmentier , brilhou em Versalhes
    De rainhas e reis, navegou outros mares
    Tesouro à moda francesa
    Chegou no Brasil “real”
    A doçura do índio, antes de Cabral
    Mãos plantaram um lindo matiz
    As mãos que erguem meu pais
    Da simplicidade, do cheiro de mato
    Na ponta da enxada o nosso retrato
    Lá vem meu celeiro
    Semeia Bangu pro mundo inteiro

    Vamos plantar a paz
    Chegou minha raiz, o caldeirão vermelho
    Cresceu e não se desfaz
    Alimenta esse povo guerreiro

    Estácio de Sá 2019: samba-enredo na voz do intérprete Serginho do Porto

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    COMPOSITORES: JORGE XAVIER, EDSON MARINHO, ALEXANDRE NAVAL, LUIZ SAPATINHO, ÁLVARO ROBERTO, CLÁUDIO E TINGA

    INTÉRPRETE: SERGINHO DO PORTO

    BENDITO SEJA SOU O FRUTO DO SENHOR
    SANTIFICADO NAZARENO DO AMOR
    OH PAI, OH VIRGEM MARIA
    ABENÇOAI SEU PEREGRINO EM ROMARIA
    DE JOELHOS NO ALTAR LHE OFERTO
    MEU PODEROSO LHE PEÇO SUA GRAÇA EM COMUNHÃO
    PROCURO ESTAR EM SUA COMPANHIA
    PRA CURAR MINHAS FERIDAS
    CONFORTAR MEU CORAÇÃO
    DO FOGO RELUZ AVE SAGRADA
    MEU DEUS DE TANTAS MORADAS
    UM FIEL EM DEVOÇÃO

    SENHOR, SENHOR É DIVINO O SEU PLANO
    O CANAL DE AMOR PRA UNIR DOIS OCEANOS
    UM PANAMENHO ESTACIANO FILHO SEU
    A IMAGEM E SEMELHANÇA SOU EU

    PAI NOSSO DA NEGRA TEZ
    SAGRADO REI DOS REIS
    OBATALÁ REGE O PALENQUE EM PROCISSÃO
    DEVOTOS CLAMAM EM ORAÇÃO
    PRA VITÓRIA CONQUISTAR
    AMÉM, OS TAMBORES VÃO RUFAR, PRA LOUVAR
    E LEVAR A MINHA ESTÁCIO DE SÁ
    SUA GLORIA ALCANÇAR

    A FÉ QUE EMBALA A ALMA
    EMERGE DAS ÁGUAS TRAZENDO ESPERANÇA
    O CRISTO NEGRO SALVADOR NA CRUZ
    PROTETOR DA HUMANIDADE, CAMINHO DE LUZ

    Entrevistão com Gabriel David. ‘Carnaval é um produto pronto. Os processos é que precisam mudar’

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    Por Guilherme Ayupp. Fotos: Eduardo Hollanda

    Um jovem de 20 anos vem conseguindo implementar na Beija-Flor de Nilópolis, a maior campeã da Era Sambódromo, novos paradigmas de modernização em uma estrutura reconhecidamente envelhecida e retrógrada. Gabriel David, filho de Anísio Abrahão David, presidente de honra da Deus da Passarela, recebeu a reportagem do CARNAVALESCO o Entrevistão. No bate-papo, ele questionou as pessoas que acharam o desfile da Beija-Flor falho no aspecto técnico, reafirmou que a forma de fazer carnaval é arcaica e definiu o enredo da escola para 2019 como algo muito além de uma auto-homenagem.

    gabriel david beijaflor 1 CopyQuando foi que você decidiu que queria seguir os caminhos do Anísio na Beija-Flor?

    “Eu acho que nunca bateu, eu sempre estive aqui de formas diferentes. Nunca decidi vir aqui trabalhar. O que houve é que um momento em que meu pai estava desgostoso com os rumos do carnaval, eu passei a frequentar mais vezes o barracão e a escola”.

    Qual a sua opinião sobre a forma de se fazer carnaval hoje?

    gabriel david beijaflor 2 Copy“Eu acho que o carnaval precisa ser repensado, não no que ele é, mas como ele é apresentado. É impossível achar algo parecido com o que é o carnaval. O que ele representa, a energia, a paixão. Ser um produto único o torna fácil de ser trabalhado e é por isso que ele segue sendo muito bom. O trabalho que é feito no carnaval não acompanha a qualidade. Os processos e o formato são antigos e não mudam há no mínimo 30 anos. A estrutura da Liesa é a mesma desde que ela foi criada. Qualquer empresa precisa acompanhar a evolução humana. O carnaval de São Paulo cresce muito e por qual motivo? Sua estrutura física. É uma Sapucaí dos sonhos, em questão logística. Todos os carros ficam ali antes do desfile, não possui aquele drama de concentração. O carnaval avançou até um certo ponto e se estagnou devido aos limites que são impostos. Quem quer fazer algo diferente fica com receio”.

    O que de uma forma prática pode ser feito?

    gabriel david beijaflor 3 Copy“As pessoas hoje enxergam os desfiles de uma forma única. E o carnaval precisa se adequar ao que é feito nos grandes festivais do mundo. Não possuímos uma ativação de marca, que é diferente de exposição. Qualquer empresa hoje pede uma ativação. Você cria uma interação com o público. As pessoas ficam 30 minutos às vezes sem ver nada. O que o gari Sorriso fazia mostra quantas coisas podem ser criadas. Involuntariamente, ele se tornou uma grande atração. Falta abrir a cabeça, em particular da Liesa. O que funcionou bem até hoje não é necessariamente obrigatório que vá funcionar sempre”.

    A TV Globo não emperra essas ativações?

    “A negociação com a Globo deveria sofrer uma mudança, simples até. Se cada escola puder apresentar uma marca durante seu desfile poderíamos gerar uma receita absurda para as escolas. Você mudaria o espetáculo, melhoraria ainda mais. A própria Globo ganharia com isso. É só mostrar para eles que também é rentável à ela, como faz o futebol”.

    Você será presidente da Beija-Flor?

    “Sinceramente, eu acho que não mudaria nada. Estou aqui porque quero estar. Tenho um prazer em vir e sei que manterei por um bom tempo. Nada é feito por obrigação. Talvez, como presidente, eu passe a ter obrigações que eu não queira, assinar papeis que não assino. É uma questão de nomenclatura”.

    Podemos traçar um paralelo entre você, Marcelinho Calil e Luizinho Guimarães com seus pais, na forma de agir?

    gabriel david beijaflor 4 Copy“Eu acho que nós entramos nas escolas com um poder que eles não tinham, tiveram de criar a confiança das pessoas. É uma faca de dois gumes: às vezes pode ser muito bom, mas por outro lado pode ser ruim. Ainda não possuímos a experiência e a bagagem deles, mas crescemos estudando em bons colégios, aprendendo com eles. O mundo hoje é muito dinâmico e você precisa estar sempre atento ao que o público anseia. Vejam o desfile da Beija-Flor de 2018. O povo queria ver aquilo”.

    O enredo da Beija-Flor em 2019 é uma auto-homenagem?

    “Nosso enredo de 2019 é 100% educacional. Não é uma releitura simples de nossos carnavais. Vamos mostrar os motivos sociais e éticos por trás de cada enredo que foi apresentado, de uma forma diferente, outro ponto de vista. De uma forma carnavalizada. Não terá aspecto político, como 2018. O prazer que gere conteúdo nas pessoas. A obrigação da escola de samba é essa”.

    Como você gostaria de ser reconhecido na história do carnaval?

    “Eu quero ser reconhecido não por ser filho do Anísio. Se eu entrar para a história é por algo que eu tenha feito e não por um sobrenome. É um orgulho muito grande ser filho dele, mas eu gostaria de fazer algo por mim. Muita coisa pode ser feita. Faço coisas que acredito. Eu vou seguir até onde achar que faz sentido”.

    E o camarote? Pretende repetir em 2019?

    gabriel david beijaflor 5 Copy“O camarote foi um projeto incrível, uma experiência que me fez crescer muito como profissional e trabalhando em um ambiente que eu gosto. Entendo as críticas aos super camarotes, fazem total sentido. Mas não quer dizer que eu concorde. De alguma forma os camarotes estão conflitando com a essência da festa. Mas saindo um pouco do mundo lúdico e indo para o real. Famílias não conseguem mais comprar um camarote. Criou-se um novo mercado. Você pode parcelar a compra do camarote, vai quem quer ir, sem stress de transporte, de decoração, com comida, bebida e música a noite inteira. Pensando no cliente, olha quantos benefícios a gente pode oferecer. Os super camarotes geram um conforto incrível às pessoas. Tem muita gente jovem vindo para o Rio, para curtir os camarotes, gente do Brasil todo. O ponto é entendermos que precisamos gerar uma experiência a quem não estaria lá. E isso tudo gera dinheiro para o carnaval”.

    Como aproximar o jovem das escolas de samba?

    “Acredito que primeiro temos de rever a forma de venda de ingressos. Você tem que facilitar e não dificultar para o seu cliente. Eu criei uma empresa para gerir o camarote. Eu tive que fazer uma reserva à Liesa, via fax. Sabe que empresa possui um fax? Nenhuma. Eu comprei um fax só para isso. Tem que mudar urgentemente a forma com que o cidadão compre o ingresso. Outro aspecto é gerar experiência para as pessoas, você rentabiliza o espetáculo e melhora os desfiles. Não agregam valor ao carnaval. Ele se sustenta sozinho”.

    Muita gente acha que a Beija-Flor só ganhou pela emoção, você concorda?

    “Eu não concordo que a Beija-Flor só foi emocionante e pecou na técnica. Achei incrível tecnicamente nossa apresentação. Estivemos próximos da perfeição. Nesse aspecto emocional, fizemos o que lutamos para fazer. A ideia era fazer com que as pessoas se dispersassem. Independente do título, o dever foi cumprido. As pessoas tem que sair de um desfile melhor do que entraram. É difícil transformar isso numa fórmula”.

    A teatralização nos desfiles da Beija-Flor vai seguir?

    “É legal você me fazer essa pergunta, porque engloba o produto como um todo. A teatralização foi uma forma que encontramos para agregar valor ao espetáculo. Deixa de ser um bloco de pessoas que não se comunica entre si. Deu certo. Aproximamos o espectador do desfile. Facilita o entendimento e o torna mais emocionante. É mais arriscado, sem dúvida, pois você depende de muito mais gente. Mas por outro lado quando dá certo se torna algo histórico”.

    A Beija-Flor nunca ganhou domingo…

    “Adoro quebrar paradigmas. Vamos ser campeões pela primeira vez desfilando domingo. Quer motivação maior que essa?”.

    Elaine Azevedo é a nova rainha de bateria da Unidos da Tijuca

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    Tijuca Rainha001Nesta segunda-feira (17/09), o presidente Fernando Horta anunciou o nome da nova rainha de bateria da Unidos da Tijuca para o próximo carnaval. Elaine Azevedo trabalha na interatividade de um programa de esportes, em uma emissora de televisão.

    A rainha da bateria Pura Cadência, comandada pelo Mestre Casagrande, visitou o barracão e disse estar muito feliz com no convite e que não vê a hora da apresentação oficial. “Como combinado com o presidente hoje, a apresentação será feita no dia 06/10, no ensaio da Escola. Estou muito honrada e empolgada para entrar na quadra da Tijuca como rainha e espero, de verdade, ser abraçada por essa comunidade incrível do Borel”, disse a apresentadora.

    Para o presidente, a mudança era necessária já que a Escola está vivendo um novo momento. “A renovação sempre trás mudanças, algo que a Escola está precisando neste momento”.

    No próximo sábado, a Unidos da Tijuca terá o quinto encontro de disputas de samba, quando será feita a apresentação oficial da nova Rainha de Bateria. Além disso, terá ainda o show da escola com as apresentações das alas de baianas, passistas, velha guarda e os casais de mestre-sala e porta-bandeira. Tudo na voz do intérprete Wantuir, acompanhado da bateria Pura Cadência, sob o comando do Mestre Casagrande.

    Serviço:

    Disputa de Samba 2019 e ensaio-show
    Data: 22 de Setembro de 2018
    Horário: 18h30
    Entrada para pista: R$15,00
    Mesa: R$40,00 p/ 04 pessoas
    Camarote Inferior: R$200,00 p/ 10 pessoas
    Camarote Superior: R$300,00 p/ 10 pessoas
    Local: Quadra da Unidos da Tijuca – Av. Francisco Bicalho, 47 – Leopoldina

    Portela faz festa para lançar filmes de alunos de projeto social nesta sexta-feira

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    Portela Alunos Curso001 24112017A Portela e a produtora Canto de Sala vão promover uma grande festa de lançamento dos filmes produzidos pelos alunos do projeto social de audiovisual Por Telas. Os três curtas selecionados serão exibidos nesta sexta-feira (21), a partir das 20h, na quadra da agremiação, em Madureira, com entrada franca.

    Durante duas semanas os futuros realizadores de audiovisual produziram filmes que falam sobre a invisibilidade da mulher no samba, do mestre Paulo da Portela e do ex-jogador de futebol Paulinho, conhecido como “Ladrão de Bola”.

    A abertura da noite será com apresentações musicais. Em seguida, serão exibidos em telão os filmes “Procuram-se Mulheres”, de Rozzi Brasil; “Um Craque Esquecido”, de Ygor Lioi; e “Do Samba ao Sample: Entre Duas Culturas”, de Ruan Lucena. O encerramento será com DJ e show do rapper Chico Tadeu, também aluno do projeto.

    Os curtas são resultado da oficina de audiovisual – pioneira no carnaval – lançada em abril, quando a escola completou 95 anos. A primeira turma reuniu 22 moradores de Madureira e bairros vizinhos em aulas de cinema realizadas entre maio e agosto, duas vezes por semana, na quadra, sob o comando do cineasta André da Costa Pinto e idealização da produtora cultural Cecília Rabello, da Canto de Sala.

    “Essa é uma primeira ação dentre tantas que ainda pretendemos realizar. Essa turma e esses projetos são a prova de que com investimentos em educação e cidadania, você aponta outros caminhos capazes de formar novas realidades. Estou muito orgulhosa desses novos realizadores que estreiam sua obra na telona. Afinal o caminho final de um filme é a exibição, então estamos proporcionando uma boa estrutura de exibição para celebrar junto a comunidade o lançamento dessas obras”, comemora Cecília, que é filha do compositor Paulinho da Viola.

    O curso contemplou aulas de roteiro, direção, produção, fotografia, som, montagem, direção de arte e direitos autorais com profissionais do mercado. Em seu primeiro momento, cada aluno escreveu um roteiro e, por votação, três foram selecionados para que virassem curtas. “Muito gratificante chegar a conclusão desse projeto não só pela realização dos filmes, mas por entender que além de formação profissional que é um indicador importante para cidadania, ainda estamos contribuindo para preservação de memória dessa comunidade”, diz André da Costa Pinto.

    Para o presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, o evento representa um importante capítulo para a história da escola. “A exibição dos filmes na quadra mostra que o sonho virou realidade. O Por Telas, além de ser pioneiro, é uma grande vitória para a Portela e para todos os envolvidos nesta iniciativa. No ano que a Portela faz 95 anos, é motivo de muito orgulho termos um projeto social tão bonito assim. Estou ansioso para poder ver o trabalho dos alunos.”

    A quadra da Portela fica na Rua Clara Nunes 81, em Madureira. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3217-1604.

    Serviço:

    Lançamento dos filmes do projeto Por Telas
    Data: Sexta-feira, dia 21 de setembro
    Horário: A partir das 20h
    Local: Quadra da Portela
    Endereço: Rua Clara Nunes 81, Madureira
    Classificação: Livre
    Informações: (21) 3217-1604
    Entrada franca