Seguindo seu planejamento para o Carnaval 2026, a Imperatriz Leopoldinense realiza nesta quarta-feira, a partir das 19h, na Cidade do Samba, Zona Portuária do Rio, sua audição para Comissão de Frente. A escola, que levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Camaleônico”, do carnavalesco Leandro Vieira, promete causar impacto logo no início do desfile que homenageará Ney Matogrosso. E o coreógrafo Patrick Carvalho, junto de sua equipe, vai acompanhar toda a seletiva, feita exclusivamente para homens com experiência em dança e teatro.
Além da prática com o bailado e a presença cênica, os participantes devem preencher os requisitos determinados pela Rainha de Ramos, como disponibilidade e comprometimento para ensaios.
“É uma audição para quem tem paixão pela arte, energia, e muita entrega. Tudo que o nosso enredo é e merece no desfile. Espero todos que desejam embarcar nesse sonho que é homenagear o camaleônico Ney Matogrosso”, afirmou Patrick.
Em busca do 10º campeonato de sua trajetória, a Imperatriz será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval. A agremiação celebrará o artista, a obra e a virtuosidade performática do intérprete de sucessos como “Sangue Latino”, “Rosa de Hiroshima”, “O Vira”, “Homem com H” e “Metamorfose Ambulante”.
A Cidade do Samba fica na Rua Rivadávia Correia, número 60, na Gamboa.
SERVIÇO:
Audição Comissão de Frente do G.R.E.S Imperatriz Leopoldinense
▪️Data: 10/09/25 (Quarta);
▪️Horário: a partir das 19 horas;
▪️Endereço: Cidade do Samba- Rua Rivadávia Correia, 60- Gamboa;
▪️ Vagas limitadas, de acordo com seleção do Coreógrafo;
A Unidos de Padre Miguel faz neste sábado, 13 de setembro, a final do concurso que definirá o samba-enredo para o Carnaval 2026. A vermelho e branco da Vila Vintém levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Kunhã eté – O sopro sagrado da Jurema”, desenvolvido pelo carnavalesco Lucas Milato, que homenageia a guerreira indígena Clara Camarão, símbolo de coragem, liderança e resistência feminina no Brasil colonial. Com o objetivo de conquistar o título da Série Ouro e garantir o retorno ao Grupo Especial, a escola chega ao momento decisivo com três obras finalistas. “Estamos muito empolgados para esta escolha. A final promete ser um grande espetáculo”, destaca a presidente Lara Mara. Abaixo, você pode ouvir os três sambas finalistas e apontar a sua parceria favorita. Vamos divulgar o resultado na noite do dia 12.
Parceria de Dhema, Carmem Martins, Elaine Porto, Eliz Oliveira, Augusto Cezar e Carlinhos da Farmácia
Parceria de Thiago Vaz, Jefinho Rodrigues, W. Correa, Richard Valença, Miguel Dibo e Cabeça do Ajax
Parceria de Chacal do Sax, Mateus Pranto, Lico Monteiro, R. Peu, Faustino Feiju, Gigi da Estiva e Igor Federal
A programação começa às 22h, com shows de Felipe Santos, Grupo PegaBlack e Lelê Carlos, seguidos das apresentações dos segmentos da escola. Baianas, passistas e casais de mestre-sala e porta-bandeira se apresentam ao som do intérprete oficial Bruno Ribas, que relembrará sambas marcantes da agremiação, acompanhado pela bateria Guerreiros da Unidos, sob o comando do Mestre Laion. Uma atração especial, preparada pela direção artística, antecederá o início da disputa. A entrada será gratuita até a meia-noite. Após esse horário, o ingresso custará R$ 10,00. A quadra da Unidos de Padre Miguel fica na Rua Mesquita, nº 8 – Padre Miguel, próxima ao Hospital Municipal Albert Schweitzer. A classificação etária é de 18 anos.
Mais uma etapa da disputa de samba da Grande Rio aconteceu nesta terça-feira, 9 de setembro, na quadra da agremiação em Duque de Caxias. A tricolor caxiense levará para a Sapucaí, em 2026, o enredo “A Nação do Mangue”, de autoria do carnavalesco Antonio Gonzaga, que assina seu primeiro carnaval solo no Grupo Especial. A escola será a terceira a desfilar na terça-feira de carnaval, 17 de fevereiro. Os sambas eliminados nesta fase serão conhecidos na próxima quinta-feira, por meio de anúncio nas redes sociais da escola.
Parceria de Marcelinho Santos: Abrindo a noite de apresentações, Ito Melodia, com Tem-Tem Jr., Thiago Brito, Victor Cunha e Lissandra Oliveira como apoios, comandou a obra de Marcelinho Santos, Henrique Bililico, Xande de Pilares, Ricco Ayrão e Sérgio Daniel. O samba é potente, com destaque para o refrão do meio — “Salubaê Nanã salubaê / Vem socorrer o bicho-homem que te chama / Pro manguezal com sua força florescer / Nanã burukê, senhora da lama” — que apresenta grande força e melodia bem combinada com os versos. A subida para o refrão principal, a partir de “Chico é poesia, luz da consciência”, também tem ótimo ritmo, empolgando até o desfecho em “Maré que vai, maré que vem”.
Parceria de Ailson Picanço: Segunda a subir ao palco, a parceria de Ailson Picanço, Marquinho Paloma, Davison Wendel, Xande Pieroni e Marcelo Moraes apresentou-se com Dodô Ananias no comando e apoio da torcida. A segunda parte do samba tem melodia interessante, com versos de destaque como “Gramacho encontrou Capibaribe” e “Freire ensine um país analfabeto / Que não entendeu o manifesto / Da consciência social”. Na primeira parte, trechos como “Eu também sou caranguejo na beira do igarapé / Igapó trabalha cedo, cata o lixo da maré”, na subida para o refrão do meio, chamaram a atenção. A força da obra se confirma nos refrões, com a apresentação sendo um dos grandes destaques da noite.
Parceria de Samir Trindade: Com um samba poético, a parceria de Samir Trindade, Mateus Pranto, Laura Romero, Binho Teixeira e Leandro Custódio se apresentou sob o comando de Wantuir. A obra mostrou força nos versos e melodia, que se combinam de forma cadenciada. Trechos como “É cipó, é folha, é folha é cipó / É o sangue, o mangue, a luta e o suor” chamaram atenção, assim como a subida “Dois mundos, o mesmo clamor / Manguebeat, um país, meu lugar! / Um dia, um novo Brasil nascerá do mangue / Um sonho, uma nova chance / Essa utopia florescerá!”. O refrão principal cumpre bem o seu papel, assim como o refrão do meio, destacando-se na noite caxiense.
Parceria de Derê: Bruno Ribas e Leozinho Nunes comandaram com leveza a apresentação do samba de Derê, Licinho Jr. Moratelli, Julio Alves e Fabio Gomes. O refrão principal se destaca pelo clamor transmitido, assim como a primeira parte, com versos como “É tempo de revolução / O mangue vai se libertar / Convoco a minha nação, pra emergir deste chão / Reocupar o meu lugar”. O final, com a subida para o refrão do meio em “Beberibe, Beberibe, meu destino caranguejo”, também chamou atenção. Na segunda parte, o trecho “Maré, maré… que toda periferia / Seja Duque de Caxias / Que devora homens maus” reforçou a força da obra.
Parceria de Dinho Artigrili: Com Danilo Cezar à frente, a parceria de Dinho Artigrili, Alex Primo, Ricardo Construção, Viny Melodia e Hugo da Grande Rio apresentou um samba correto, cujo destaque foi o refrão principal: “Grande Rio arretada, irmanada à nação do mangue / Ninguém solta a mão de ninguém, oxente, sou cria também / Trago essa luta no meu sangue”, especialmente em “Ninguém solta a mão de ninguém”. A primeira parte também apresentou bons momentos, como em “Daruê malungo, manguebeat é resistência / Aos olhos tortos da sociedade / Sou a invisibilidade, quem enxerga não me vê”, muito bem cantado pela torcida.
Parceria de Myngal: A parceria de Myngal, Denilson Sodré, João Diniz, Miguel Dibo e Hélio Porto contou com os cantores Charles Silva e Rafael Tinguinha e se destacou pelo refrão vibrante. A primeira parte animou o público com versos como “Maré subiu, foi quando a lua alumiou / Nasceram raízes no mangue / Onde o caranguejo é rei e doutor”. Na segunda parte, os versos “O povo antenado na periferia / Num beat aperreado pro baque virar / O nosso mangue é Duque de Caxias / Me organizei pra desorganizar” prepararam o terreno para o refrão principal, bastante animado e em sintonia com a referência ao movimento Manguebeat.
Parceria de Mariano Araújo: O samba de Mariano Araújo, Moisés Santiago, Dionísio, Aldir Senna e Wolkester Rolleigh foi defendido por Tuninho Jr. e chamou a atenção principalmente na segunda parte, com versos como “No som da voz, o manifesto em aliança / Transformação / A esperança renasceu do caos”. O refrão do meio, simples, teve boa força no palco, enquanto na primeira parte se destacaram os versos desde “Sou de Nanâ aê, sou de Nanã êa” até “Abre os caminhos pra Grande Rio passar”.
Parceria de Neguinha da Grande Rio: Com Nêgo, Celsinho Mody, Igor Pitta e Bico Doce no comando, a obra de Neguinha da Grande Rio, Rubens Gordinho e André Ricardo mostrou bom ritmo e estrutura consistente. Destaque para o refrão “É darué, daruê malungo / Nação Zumbi, casa real / É o Rei Chico no cortejo / O caranguejo genial” e para o trecho “Saluba Nanã e o povo de lá / Valei-me Deus, quem vive à margem vive a opressão”, que apresentou melodia interessante.
Parceria de Igor Leall: Zé Paulo conduziu com serenidade a apresentação da obra de Igor Leall, Arlindinho Cruz, Paulo Cesar Feital, Romeu D’Malandro e Gustavo Clarão. O falso refrão do meio, iniciado com “Maré encheu, maré vazou”, chamou atenção pela referência à cultura pernambucana. Já na primeira parte, versos como “Ouçam… / O silêncio que vem lá do manguezal / Da lama nasce a força que nos resta / Não mais uma fresta, pro seu carnaval” tiveram boa pegada. O refrão “Saluba Nanã! Nanã Buruquê! / Agô pra entrar, pra pisar no seu Ilê / Respeite quem é de fato direito / Nação Zumbi, Grande Rio no peito” foi explosivo e muito cantado pela torcida.
Ícone da música brasileira e uma das vozes mais marcantes da MPB, Ney Matogrosso será o grande homenageado do desfile da Imperatriz Leopoldinense no Carnaval 2026. Durante participação no programa “Só se For Agora Podcast”, apresentado por Jorge Perlingeiro, o artista falou sobre a emoção da sua estreia oficial na Marquês de Sapucaí.
“Ainda não caiu a ficha. Já assisti o carnaval várias vezes. Desfilei como convidado. Imagino que a emoção seja forte”, afirmou Ney, que reforçou a ansiedade para viver essa experiência inédita na Avenida.
Encantamento com o barracão da Imperatriz
O cantor revelou que visitou o barracão da escola, na Cidade do Samba, e ficou impressionado com o trabalho desenvolvido pela equipe de Leandro Vieira.
“Quando fui lá a primeira vez vi os escombros de 2025 e agora já vi muitas coisas. O Leandro Vieira manda fotos das roupas e cada uma mais linda do que a outra. As roupas são lindas. Tenho ouvido falar só muito bem da Imperatriz”, destacou.
Foto: Reprodução de internet
O artista ressaltou que a expectativa cresce a cada visita, principalmente ao testemunhar a evolução do barracão, que se prepara para o enredo de 2026.
Convites desde os anos 1970
Ney contou ainda que o convite para desfilar no Carnaval não é novidade. Desde a década de 1970, escolas tentam levá-lo para ser enredo no Sambódromo, mas o cantor sempre recusou.
“Desde os anos 1970 me convidavam e eu dizia não. Fernando Pinto me disse que queria me botar em cima de um abacaxi e que levantaria e sairia um monte de pessoas nuas”, relembrou, aos risos.
‘A maior festa do Brasil’
Para Ney Matogrosso, a oportunidade de se apresentar na Sapucaí vai muito além do desfile: é uma celebração cultural única no mundo.
“É a maior festa do Brasil”, concluiu, reafirmando sua admiração pelo espetáculo e o orgulho de estar na Imperatriz Leopoldinense em 2026.
O diretor executivo, Marcelinho Calil, participou da estreia do podcast “Deixa Falar”, do canal “Tupi Carnaval Total”, e detalhou a filosofia de gestão que transformou a escola e os planos ambiciosos para o futuro, incluindo o ineditismo de um enredo sobre o mestre Ciça em 2026. Questionado sobre a Liesa e uma possível presidência futura, ele, que hoje é presidente do Conselho Fiscal da Liga, considerou a alternância de poder “extremamente saudável”. O dirigente disse ter um relacionamento “ótimo” com o atual presidente Gabriel David e se diz “à disposição” da casa, caso seja considerado preparado para tal função um dia.
“Meu relacionamento com o Gabriel é ótimo. Ele é meu amigo. Não somo opostos. O que pode haver é algumas pessoas terem mais afinidade com modelo de gestão, mas rivalidaed e oposição de forma nenhuma. Estou à disposição e às ordens da casa. Todos nós que temos o objetivo comum de ver a Liga cada vez mais fortalecida. Não quer dizer que eu concorde com tudo, inclusive, discordar é saudável. A alternativa de poder é extremamente saudável. Sou uma pessoa que tem uma vivência no carnaval, e, se um dia acharem que estou preparado, quero sim. Se qualquer pessoa que a gente internamente entenda que é pessoa que temos que direcionar energia, vamos ajudar. Não oposição a nada do Gabriel e o que ele precisar de mim, vai contar sempre”, garantiu.
A Viradouro celebrará seus 80 anos em 2026, e o grande destaque será o enredo sobre mestre Ciça, uma ideia do próprio Marcelinho Calil. Será uma “grande homenagem”, marcando Ciça como o primeiro mestre de bateria a ser enredo em vida, atuando em seu próprio quesito. Além disso, com 55 carnavais, o comandante da “Furação Vermelho e Branco” se tornará o sambista mais antigo em atividade na avenida após a aposentadoria de Neguinho da Beija-Flor. Calil o descreve como um “operário de carnaval”, “gente da gente”, e o “maior enredo do carnaval”.
Foto: Reprodução de internet
“A ideia do enredo foi minha. Sou muito fã do João Gustavo Melo (enredista). Ele é um gênio da arte de fazer enredo. Sou muito fã do Tarcísio (Zanon, carnavalesco). A gente tinha três ideias incríveis, que estão guardadas, e vimos com muita convicção que existem 100 enredos sobre o Ciça, grandes e potentes. Meu primeiro critério é enredo bom. Foi interessante a gente mudar a tônica do enredo e gerou algo positivo para escola. Gosto de grandes histórias e que mereçam ser contadas. O Ciça está indo para o 55ª carnaval, entendam o tamanho que estou falando, tenho o ineditismo do enredo que está passando no seu próprio quesito, o Ciça toca para o Ciça. Para mim, é o maior enredo do carnaval”.
Marcelinho Calil defendeu o patrocínio da Prefeitura de Niterói à Viradouro, classificando as críticas como “desculpa esfarrapada” de quem não aceita perder ou não quer trabalhar. Ele argumenta que o apoio, que existe há décadas, permite liberdade artística na escolha dos enredos e que a Viradouro não foi a escola que mais recebeu dinheiro público nos últimos anos. Para ele, o carnaval é cultura e um “cartão de visitas” para Niterói.
“Acho justo o aporte. Pelo menos nos últimos três ou quatro anos a Viradouro não foi a escola que mais teve dinheiro público. Para mim, isso é desculpa esfarrada de quem não quer trabalhar ou não sabe perder. Eu acho que temos que incentivar o poder público que enxergue o carnaval como cultura. O valor é destinado ao carnaval. A Prefeitura de Niterói ajuda a Viradouro há bastante tempo. O prefeito vê o carnaval como grande polo social e cultural da cidade. Vejo com muito tranquilidade e justiça”.
A ampliação para 54 jurados no julgamento das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2026 é vista por dirigentes e profissionais como uma experiência de renovação. A decisão, aprovada em plenária da Liesa, prevê que apenas 36 notas serão lidas, com a menor descartada. A mudança também traz a presença de dois jurados por quesito nas cabines 3 e 10. Em entrevista ao CARNAVALESCO, representantes do Grupo Especial repercutiram a novidade.
Para Thiago Monteiro, da Grande Rio, a ampliação tem saldo positivo. “Avalio muito positivamente. Quanto mais avaliadores para essa festa que já é macro por natureza, melhor. Você tem mais cabeças, mais olhares diferentes, multidisciplinares, entendendo melhor essa festa que é multifacetada”, declarou o diretor de carnaval da agremiação de Caxias.
O entendimento de que o novo formato deve ser encarado como um teste se repete entre dirigentes. Cátia Drummond, presidente da Imperatriz, resumiu: “É uma experiência. Caso não dê certo, voltamos aos 36. Isso não é problema nenhum”.
Foto: Fernando Maia/Riotur
Já Escafura, dirigente da Portela, defende que a flexibilidade faz parte do carnaval: “Se der certo, continua; se não der, muda de novo. Acho que a mudança sempre é bem-vinda.”
A presença de dois avaliadores por quesito nas cabines 3 e 10 é recebida como uma alteração que exige ajustes das escolas, mas que não muda a essência da disputa. Para Escafura, cada agremiação saberá criar sua estratégia: “Cada escola tem seu jeito de desfilar e sabe o contingente que vem, a quantidade de alegorias. É uma questão da harmonia com a direção de carnaval, que sabe o que cada escola precisa fazer”.
Tarcisio Zanon, carnavalesco da Viradouro, reforça que o objetivo maior não deve mudar: “Independentemente do jurado, a gente tem que fazer para o público, e o jurado é um público especializado”.
O sorteio que define quais 36 notas serão lidas gera opiniões distintas. Thiago Monteiro valoriza o sistema por dar mais peso a falhas recorrentes e não a erros isolados: “Isso é bom porque você não é punido por um erro pontual. Se você tira uma nota, perde duas, você realmente acaba penalizando aquela que efetivamente errou, aquela que merece a punição, porque o erro perdurou em mais de uma cabine, em mais de um momento do desfile”.
Já Tarcisio aponta para a imprevisibilidade: “O fator sorte acaba sendo até mais valorizado nesse ponto, porque às vezes você tem um jurado que gostou e, se não for sorteado, a gente acaba perdendo pontos”.
Ele também manifesta curiosidade sobre a ausência de divulgação das notas não lidas:
“Se fosse mostrado, ia ser um fuzuê”.
Escafura lembra que já houve carnavais com envelopes de jurados não lidos: “Isso faz parte. Estamos preocupados em fazer um grande trabalho, um grande carnaval, para que todos deem a melhor nota possível”.
Apesar das diferenças de enfoque, todos convergem no desejo de que o resultado final reflita os desfiles da Sapucaí. Tarcisio sintetiza essa expectativa: “O que eu espero é que termine o Carnaval e a gente realmente tenha a sensação de que a campeã foi a campeã, que as colocações foram boas e que o descenso seja justo também”.
Em entrevista ao programa “Só se For Agora Podcast”, comandado por Jorge Perlingeiro, a presidente da Imperatriz Leopoldinense, Cátia Drumond, falou com entusiasmo sobre o enredo que a escola levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval 2026, em homenagem a Ney Matogrosso. Segundo a dirigente, a parceria com o carnavalesco Leandro Vieira tem sido fundamental para a consolidação de uma trajetória vitoriosa da agremiação nos últimos anos.
“Estou no meu quinto ano de gestão. Desde que temos o Leandro, tem dado certo. Falei para ele: tudo que você propôs à Imperatriz foi feito da maneira que combinamos”, destacou.
Cátia ressaltou ainda que Leandro já apresentou o projeto praticamente pronto, reforçando a confiança no trabalho do carnavalesco. “Quando ele veio com a ideia do Ney, perguntei da musicalidade, porque ele é carnavalesco. Permite vários personagens. O projeto é o maior que a gente fez até agora. Tenho certeza que a Imperatriz vai entregar o melhor do que ela pode entregar”.
Foto: Reprodução de internet
A presidente também destacou que a escola se prepara para um desfile de alto impacto, independente da ordem de apresentação no Grupo Especial. “A gente faz desfile para qualquer dia e horário. O projeto é lindo. Vamos ter um samba que vai representar e trazer a energia do Ney. Vamos entregar um samba com a alegria do Ney. Vamos botar o bloco na rua”, afirmou.
Com um enredo que promete unir emoção, inovação e irreverência, a Imperatriz aposta na força artística e na representatividade de Ney Matogrosso para buscar mais um grande resultado na Sapucaí.
No dia 11 de setembro, às 19h30, o Canal Brasil estreia o documentário “Rosa – A Narradora de Outros Brasis”, dirigido por Valmir Moratelli e Libário Nogueira. O documentário acompanha a trajetória de Rosa Magalhães que, aos 76 anos, é a carnavalesca mais vitoriosa da história do carnaval carioca. Ela também ganhou o Emmy pela abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007. O filme intercala uma entrevista com Rosa com depoimentos de quem conviveu com ela, além de imagens exclusivas de desfiles, até sua despedida, no carnaval de 2023. Carnavalesca, figurinista, cenógrafa e professora, Rosa rompe barreiras ao abrir discussão sobre o papel da mulher na sociedade.
A rainha de bateria da Portela, Bianca Monteiro, será uma das grandes homenageadas na sessão solene promovida pela vereadora Maíra do MST, vice-presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O evento acontece nesta quarta-feira, às 18h, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, no Centro do Rio. Bianca, que também atua como produtora cultural, receberá a Medalha Pedro Ernesto, maior honraria concedida pelo legislativo municipal. O reconhecimento valoriza personalidades que se destacam pela contribuição à cultura e à sociedade carioca.
Além de sua presença marcante à frente da bateria Tabajara do Samba, da Portela, Bianca vem construindo uma trajetória sólida como produtora cultural, engajada em fortalecer a representatividade feminina no carnaval e no cenário artístico. A premiação simboliza não apenas o brilho que a sambista leva para a Marquês de Sapucaí, mas também seu papel como agente transformadora na cultura popular.
A vereadora Maíra do MST destacou a importância do evento como um espaço de valorização dos fazedores de cultura:
“Queremos reconhecer e valorizar quem hoje está protagonizando as diversas vertentes culturais que vêm conquistando espaço e se consagrando no país. A ideia é criar um canal de diálogo e manter uma ponte permanente com esses profissionais, para que possamos avançar na construção de políticas públicas na área cultural”, afirmou a parlamentar.
Na mesma cerimônia, o rapper BK’ também será condecorado com a Medalha Pedro Ernesto, enquanto a MC e rapper N.I.N.A receberá a Medalha Chiquinha Gonzaga. Outros 65 artistas, produtores, diretores culturais, instituições e coletivos também serão lembrados com moções honrosas.
Após a solenidade, o público poderá acompanhar uma roda de samba com o grupo Balaio Bom, além de apresentações artísticas e performances.
Serviço
Evento: Entrega das medalhas Pedro Ernesto e Chiquinha Gonzaga e homenagens a fazedores de cultura
Data: Quarta-feira, 10/09, às 18h
Local: Centro de Artes Calouste Gulbenkian, Centro do Rio
Nesta terça-feira, a Grande Rio realiza mais uma eliminatória do concurso de samba-enredo para o Carnaval 2026. Nove obras seguem na disputa. As apresentações começam às 20h, na quadra da escola (Rua Almirante Barroso, 5 – Centro de Caxias). A entrada é gratuita.
Confira a ordem de apresentação:
1º SAMBA: MARCELINHO SANTOS E CIA.
2° SAMBA: AILSON PICANÇO E CIA.
3 ° SAMBA: SAMIR TRINDADE E CIA.
4° SAMBA: DERÊ E CIA.
5° SAMBA: DINHO ARTIGRILI E CIA.
6° SAMBA: MYNGAL E CIA.
7° SAMBA: MARIANO ARAÚJO E CIA.
8° SAMBA: NEGUINHA DA G. RIO E CIA.
9° SAMBA: IGOR LEAL E CIA.