A Beija-Flor de Nilópolis define nesta quinta-feira o samba-enredo que vai embalar o enredo ‘Quem não viu vai ver… As fábulas do Beija-Flor’ no Carnaval 2019. Surpreendendo a todos, a escola optou por levar apenas duas obras para a grande final fugindo à sua tradição histórica de sempre ter de três a quatro sambas na final. O diretor geral de carnaval e harmonia, Válber Frutuoso, explica ao CARNAVALESCO explica que a decisão foi econômica.
“Foi uma avaliação conjunta por entendermos serem os dois sambas que atendem o que estamos desenvolvendo. E também por uma questão de custo para não onerar parcerias que sabíamos que não estavam adequadas ao projeto e concepção de desfile. Era justo com eles e com a escola”, explicou.
Frutuoso, que assume as funções de gerenciamento do carnaval da escola depois da saída de Laíla, contou que decidiu reduzir os custos da disputa desse ano com outras medidas, além de levar apenas duas parcerias para a grande final.
“Uma das medidas foi o tempo. Em um mês realizamos toda a disputa. Chegamos a fazer as duas primeiras semanas às segundas e quintas e depois passamos somente para quintas. Foram 29 inscrições e com 28 aptos (um samba não se apresentou) já cortamos 16 na primeira eliminatória. Tentamos dentro daquilo que era possível cortar para não onerar ninguém”, conclui.
Sobre a safra oferecida pelos compositores, Frutuoso elogia os sambas e explica os fatores que são determinantes na hora de escolher o samba campeão.
“Gostei bastante da safra. O período mais difícil do carnaval é a disputa de samba. Envolve recursos, o próprio projeto de carnaval, o andamento da escola, a adequação às características de canto. Nesse sentido, com o afunilamento da safra eu fiquei bastante contente. Considerei um grande concurso. Eu me dispo da questão do gosto e foco na questão técnica. Pedimos muito que se primasse pelas melodias ao compositores. Procuramos aliar a questão do enredo com a modernidade atual do carnaval”, define.
A Beija-Flor terá um colegiado para definir o samba campeão. A opinião da comunidade será considerada como um voto no processo, além do departamento artístico, comissão de carnaval e diretoria. As apresentações terão dois momentos distintos que serão anunciados apenas na quadra. O anúncio do samba campeão é esperado para as 02h de sexta-feira.
SERVIÇO
Final de Samba-Enredo da Beija-Flor de Nilópolis
Rua Pracinha Wallace Paes Leme, N° 1025. Nilópolis
Horário: 21h
R$ 20 (Pista)
R$ 100 (Jirau)
R$ 2.000 (Camarote – 12 pessoas)
Início das Apresentações: 0h
Forma de Apresentações: Será definida na quadra
Anúncio do Campeão: 02h


“O convite ao Xande partiu da própria Santa Cruz e ficou ótimo. É sempre muito bom ter algum grande nome do samba e da MPB em discos de samba-enredo. Buscamos repetir o estilo dos últimos anos, com arranjos bem desenvolvidos e desta vez mesclamos com o ritmo nas duas passadas. Procuramos sempre ouvir as opiniões do mundo do carnaval e percebi que esse era um pedido de muitos”, explica.
Compositor Serginho Aguiar: “Uma grande festa, na realidade… uma invasão rs. Vem gente de São Paulo, interior, Minas e até do Sul em caravanas pelo nosso samba. Impressionante essa comoção pelo samba. Adjacências de Nilópolis, toda Baixada… É um mar de gente, e vem uma surpresa na final”.
Compositor Julio Assis: “Toda essa grandeza, vem da nossa gente que esquece a dor e só quer sambar” e “Você me conhece de outros carnavais. A Deusa do Samba, dos desfiles imortais. És a minha vida meu eterno amor, voar mais alto é o dom da Beija-Flor”. O primeiro trecho diz muita coisa pra gente que vive na escola, quase que 365 dias por ano. Vejo muitos componentes voltando a pé para casa tarde da noite após um ensaio cansativo e são essas mesmas pessoas que muitas vezes estão com muitos problemas pessoais, que levam nossa escola à vitória. No segundo trecho que é nosso refrão principal, fazemos uma alusão aos grandes desfiles que a Beija-Flor já fez até hoje”.
Compositor Serginho Aguiar: “Não ganho desde 2012 na escola. São 7 anos, quarta final seguida, Deus e os invisíveis escolhem hora certa das coisas acontecerem. Comecei na Beija-Flor em ala comercial em 1995, passei para ala de comunidade, depois fui tricampeão em 2010, 11, 12. 70 anos de Beija-Flor é a síntese da minha história, da minha família que e toda da Baixada. Beija-Flor é meu espelho, reflete minha alma de sambista, resumo da minha história no samba”.
A Portela está de luto. Morreu na noite desta terça-feira, aos 95 anos, o compositor Casquinha, baluarte da Velha Guarda da Portela. Ele estava internado desde o último dia 22 no CTI do Hospital São Matheus, em Bangu, na Zona Oeste, e teve o quadro de insuficiência renal agravado nos últimos dias. A causa da morte foi infecção generalizada.
“Se eu tivesse que apontar uma diferença significativa grave entre a escola no passado e a de agora eu não aponto não. Foram dez anos e agora na minha volta o sentimento da escola é o mesmo, a essência é a mesma, uma escola muito forte em Niterói e também no contexto de uma escola de samba”, disse.
“Apesar da Viradouro ter subido agora, a sensação é que ela não desceu nunca. Criou-se um mito de que escola que sobe não pode almejar algo bom, e eu acho que é por conta da infraestrutura do grupo de acesso que quando a escola sobe, até triplica, mas eu não vejo a Viradouro nesse contexto, por conta de que ela é grande e sempre foi”.
A Renascer de Jacarepaguá anunciou a chegada de Junior Sampaio o comando da sua bateria. Na escola desde 2015, ele já fazia parte da direção de bateria e vai estrear no posto de mestre em 2019.
A palavra de ordem da gestão de Fernando Fernandes na Vila Isabel é resgate. A palavra que soa como clichê é uma espécie de mantra no trabalho do presidente e sua equipe desde que assumiu a cerca de quatro meses. O mandatário recebeu a reportagem do CARNAVALESCO no barracão para a série Entrevistão. Fernando garante que o objetivo é voltar entre as campeãs, apresenta com dados alguns resultados de sua gestão e destaca que está ele próprio ligando para componentes que deixaram de desfilar nos últimos anos.
“Assumimos tem quatro meses. Fizemos as modificações que achamos que deveriam ser feitas, com a contratação dos profissionais. Fizemos melhorias significativas no barracão. O fundamental foi uma gestão de compras, onde não compramos de qualquer fornecedor. Reduzimos 45% nos preços e temos 75% da escola pronta, ensacada. Até o final de janeiro eu vou ‘fechar’ o barracão”.
“Vamos entregar fantasias completas, sem faltar uma única peça. O componente aqui tem de ser respeitado. Temos figurinos glamourosos e pretendemos entregar com qualidade. Estamos ligando para os componentes, criei um canal ‘Fale com o presidente’. Anoto reclamações e às vezes resolvo lá na própria quadra. Quando as pessoas são respeitadas, elas fazem as coisas com prazer”.
“Estamos nos reestruturando. Vou cumprir meu mandato de três anos. Já aviso logo que não saio, pois o estigma recente de presidentes da Vila é complicado. Cada segmento precisa ser respeitado. Toda quinta fazemos uma reunião de diretoria. Tenho certeza que nós vamos fazer um grande carnaval. Não voltamos entre as campeãs desde 2013. Esse é o meu objetivo nesse ano”.