Por Alberto João, Guilherme Ayupp e Daniela Safadi. Fotos: Magaiver Fernandes

A União da Ilha premiou a parceria de Myngal, Marcelão da Ilha, Roger Linhares, Marinho, Cap. Barreto, Eli Doutor, Fernando Nicola, e Marco Moreno vencedora do concurso de samba-enredo para o Carnaval 2019, quando terá o enredo “A peleja poética entre Rachel e Alencar no avarandado do céu”, desenvolvido pelo carnavalesco Severo Luzardo. A Ilha será a quarta a desfilar na segunda-feira de carnaval. A maior parte da parceria campeã foi formada pelos compositores vencedores no Carnaval 2017.
“Estou muito emocionado, sou morador, nascido e criado aqui e ainda não tinha ganhado um samba na Ilha. Já ganhei na Grande Rio, em outras escolas, mas aqui é diferente. Isso é a realização de um sonho. Um lugar que sempre frequentei com minha família, meus amigos… Minha mãe está aqui hoje. A emoção que estou sentindo não sei nem explicar”, contou Myngal, que apontou sua parte preferida no samba.
“Gosto muito da primeira parte do samba, ela é bem melódica, bonita. Levamos 15 dias pra fazer esse samba, entre consertos, gravação e deu tudo certo. Cheguei a falar pra eles: o samba ficou lindo, estou sentindo que vamos ganha e ganhamos”.
Casos de Marco Moreno, tetracampeão, Marinho, bicampeão e Marcelão da Ilha, que vence pelo terceiro ano seguido. Eles se uniram a Roger Linhares, filho de Toco, o mais importante compositor da história da Mocidade. Roger já foi intérprete oficial da verde e branca em 2005, mas se encontrou mesmo na União da Ilha, onde vence pela quarta vez. O único a vencer pela primeira vez é o compositor Myngal, que já venceu na Grande Rio.
“Eu não sei dizer exatamente onde ganhamos, sei que o samba caiu na boca do povo. Recebemos algumas críticas, mas acredito que fizemos nosso trabalho com honestidade e respeito. Tivemos uma disputa e não somos inimigos, embora, muitos não entendam. Estou muito satisfeito em ser campeão novamente. Eu acho que nosso refrão sem dúvida é o ponto principal de nossa obra. Conseguimos compor uma letra que todos gostaram. É emocionante saber que mais uma vez a Sapucaí vai cantar o nosso samba. Estou muito emocionado”, disse o compositor Marco Moreno.
Ilha vem se arrumando, quitando dívidas e projetando futuro
Eleito para comandar a Ilha, após a gestão de Ney Filardi, Djalma Falcão não esconde o trabalho árduo e elogia o antecessor.
“É uma responsabilidade imensa. Foi um grande gestor, arrumou a escola de uma maneira muito positiva. Nunca dá para fazer tudo, ele deixou um pedaço para eu fazer. Temos um dos melhores enredos do carnaval, de acordo com a mídia especializada, e espero ter o samba também bem avaliado”.
O dirigente também falou sobre a gestão financeira da Ilha, apoio do Ceará para o desfile e o samba-enredo de 2019.
“A Ilha tem dívidas porque no último carnaval ou colocávamos o desfile ou pagava-se as dívidas. Consegui pagar até agora 40% das dívidas. Mas ainda não há contrato com a Riotur e nem com o Uber. Temos parceria com o Ceará, por enquanto, não posso dizer que é um patrocínio. Em material, por exemplo, está sendo um grande parceiro. Os melhores sambas da avenida foram as que obtiveram as melhores colocações no desfile de 2018”.
Diretor de carnaval quer sentimento de dever cumprido após o desfile
Dudu Azevedo chega na União da Ilha para comandar a direção de carnaval com muita vontade e já realizando mudanças na estrutura da escola. A disputa de samba foi mais curta. Realizada em apenas seis semanas.
“Deu para sentir na quadra o rendimento. O meu maior desafio é ter a Ilha figurando novamente nas primeiras colocações. Uma escola tão querida, tem estrutura para isso, tem comunidade. Tenho certeza que vamos fechar aquele portão com o sentimento de dever cumprido”.
Para o sucesso do desfile de 2019, a Ilha terá um número pequeno, quase zero, de alas comerciais.
“Só temos três alas comerciais na escola. São 26 alas de comunidade dentro do projeto. Temos uma ala nova, chamada prata da casa, que veio agora na gestão do presidente Djalma. Devemos fazer um ensaio na rua ainda em 2018, mas a partir de janeiro vamos para a rua usando os dois meses cheios até o carnaval. Até lá podemos usar o estacionamento de nossa quadra para treinarmos o cantos da comunidade”.
Sobre mudança no samba campeão, Dudu Azevedo confia na obra escolhida pela escola.
“O samba a princípio não será mexido. Só se vier alguma coisa no futuro, acho o samba bem completinho, sem necessidade de ser alterado”.
Ilha terá 10 mil peças artesanais do Ceará no desfile
Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Severo Luzardo abordou a responsabilidade do desenvolvimento do enredo em 2019.
“Quando optei por colocar dois grandes poetas da literatura eu sabia do peso que estava dando. Temos de fazer um carnaval altamente politizado. Isso aumenta o esforço de estética. O projeto está muito bonito. O enredo foi trazido por cearenses para a escola e a Ilha topou. É muito interessante de se fazer do ponto de vista artístico. É brincante, te permite usar muita cor. Vai ser bem gostoso. O Ceará está nos dando vários tipos de apoio. Vamos receber 10 mil peças artesanais que serão enviadas diretamente para o nosso barracão. Isso dá uma sensação de pertencimento muito grande”, explicou o artista.
Bateria afinada para manter o ritmo 2019
Com a saída de mestre Ciça para Viradouro, a Ilha apostou na prata da casa. Os jovens Keko Araújo e Marcelo Santos vão comandar a Baterilha em 2019. A dupla está confiante no sucesso.
“A parte que mais tranquiliza é o fato de ter vivido todo esse momento dentro da Ilha, desde o Paulão. Fui diretor do Ciça, responsável pela afinação. Aprendi muito com todos os mestres que por aqui passaram. Mas tenho noção da responsabilidade que é. A questão do ritmo que é o nosso carro chefe. Caixa embaixo tradicional da Ilha. O enredo ser nordestino também vai dar um molho interessante”, disse Keko.
Marcelo Santos ressaltou o desafio e que o trabalho será manter o que deu certo com Ciça.
“Substituir o Ciça é um desafio. É um conforto por outro lado pois foi ele que nos ensinou como fazer. Sempre deixou a gente criar, isso nos dá bastante segurança. A nossa meta de trabalho é manter o que vem sendo feito. O nosso resgate de caixa vai seguir. Tudo que deu certo até 2018 nós vamos dar sequência. Está dando certo tem de seguir”, garantiu.

A rainha de bateria, Gracyanne Barbosa segue à frente dos ritmistas. Na final, ela roubou a atenção de todos ao chegar vestida de Maria Bonita. A beldade subiu no palanque dos mestres, distribuiu sorrisos e sambou. A morena está totalmente integrada na Ilha.
Ito é idolatrado na União da Ilha
Um dos maiores intérpretes do carnaval, Ito Melodia vem a cada ano conquistando mais fãs. Na Ilha, o cantor está em casa. É idolatrado.
“Eu fui galgando degraus. O amor pela escola e a minha afinidade pelo bairro me dão muita segurança nessa questão. Eu ainda quero fazer muita história nessa escola de samba, seguindo os passos do meu pai, Aroldo Melodia. A escola me proporciona dar continuidade ao trabalho do meu pai. Aqui a comunidade me abraça. Com todo o respeito às demais, mas aqui está a minha história, a minha raiz. Sou muito feliz em poder realizar o meu sonho de ser um cantor na escola que amo. Não vejo motivo para sair e pretendo permanecer muitos anos”.
Apresentação fantástica dos segmentos em horário ótimo para final de samba
A grande final da Ilha foi um acerto do início ao fim. Começando pelo horário de abertura da quadra (18h), passando pela apresentação dos segmentos, e terminando com o resultado às 2h da manhã, fugindo da louca tradição das escolas anunciarem seus sambas com o dia claro.
O diretor de carnaval Dudu Azevedo criou um espetáculo diferente, dentro do enredo e muito simbólico para a apresentação dos segmentos da Ilha. E a produção deu certo e fez sucesso. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Phelipe Lemos e Dandara Ventapane, estava em dois queijos separados no meio da quadra. Eles representaram José de Alencar e Raquel de Queiroz. A dupla narrou a apresentação de cada segmento.

“A Ilha é maravilhosa, desfilei em duas escolas do Especial, acho que já falei isso antes, mas aqui me sinto em casa, me sinto à vontade. O Ney me deixou muito à vontade, o Djalma me deixa à vontade, a minha comunidade me tem como um membro nascido aqui, sou muito feliz aqui dentro da Ilha”, disse o mestre-sala.
A porta-bandeira, que está grávida, e o bebê tem previsão de nascer em novembro, explica que tudo está correndo muito bem e que todo o cronograma será cumprido.
“A gente estava ensaiando e fazendo preparação física até agora, hoje participo da final e fico até o dia da gravação. Mas semana que vem já para de ensaiar e paro com as atividades físicas porque o bebê é pra novembro. Nesse período já é melhor ficar mais calminha, mais quietinha, porque a qualquer momento ele vem. Depois a gente retorna em dezembro só para os nossos ensaios, aos eventos de quadra volto em janeiro, quando também volto a ensaiar com peso. Dezembro será só pra coreografia, marcação mesmo”.
Coreógrafo da comissão de frente é torcedor da Ilha
Novo responsável pela comissão de frente da Ilha, o coreógrafo Leandro Azevedo revela estar realizando um sonho ao ser contratado pela escola.
“Sempre quis, não tem como falar, não, nunca pensei em trabalhar na Ilha. Não tenho coragem de fazer nada mais ou menos. Sou União da Ilha, já desfilo pela escola, então, o amor e a dedicação já vem de anos. A comissão vai fazer aula de teatro e musculação também pra ganhar condicionamento físico. A comissão terá vários elementos, mas o tripé será usado só se for necessário. Já conversei com o Severo, que me deixou muito à vontade”.
Como foram as apresentações dos sambas finalistas
Parceria de Myngal – Foi a primeira da noite. Sem a presença de Tinga, que gravou a obra concorrente, coube a Roger Linhares defender o samba. A parceria levou muita torcida para quadra e adereços. O público no camarote participou ativamente da apresentação. A obra é bem trabalhada na letra e teve como destaque o momento do canto da torcida.
Parceria de André de Souza – segunda parceria da noite. Tuninho Junior comandou muito bem a apresentação. A obra mostrou bom rendimento no início da apresentação. Destaque para o refrão principal. Do meio para frente da exibição foi perdendo força, mas conseguiu cumprir um ótimo papel na final.
Parceria de Marquinhos do Banjo – Foi a terceira e última da noite. Contou com um grande número de torcedores. Marquinhos foi o intérprete e segurou com maestria o samba-enredo. Durante todo o tempo, a obra passou bem e com totais condições de ser eleita a vencedora. Perdeu a disputa, mas saiu com a cabeça erguida com total merecimento.


A diferença foi mínima. Com 49% dos votos, a parceria de Marquinhos do Banjo foi apontada favorita para vencer a disputa de samba-enredo da União da Ilha para 2019. Em segundo lugar ficou a parceria de André de Souza com 48,4%. A parceria de Myngal ficou com 2,6%.
A União da Ilha realiza na noite deste sábado sua final de samba para o Carnaval 2019. Três parcerias estão na decisão e o site CARNAVALESCO conversou com os compositores. Cada parceria contou o que prepara e falou do desenvolvimento do samba.
Ter a honra de ter um samba-enredo cantado na avenida pela Portela é para poucos. Imagine ser o autor de uma obra que vai exaltar Clara Nunes no carnaval? A glória caberá aos poetas Jorge do Batuke, Valtinho Botafogo, Rogério Lobo, Beto Aquino, Claudinho Oliveira, José Carlos, Zé Miranda, D’Dousa e Araguaci. O samba foi escolhido de maneira aclamatória na grande final de samba realizada na madrugada deste sábado no sagrado terreiro de bambas, o Portelão, em Madureira. A Portela apresenta em 2019 o enredo ‘Na Madureira moderníssima, hei sempre de ouvir cantar uma sabiá’ sob o desenvolvimento de Rosa Magalhães. A Majestade do Samba será a terceira escola a desfilar na segunda-feira de carnaval pelo Grupo Especial.
Portelense intenso e apaixonado, Jorge do Batuke é um dos compositores mais frequentes nos eventos e concursos da ala de compositores da Portela. O taxista, que já chegou em algumas finais, realiza o sonho de ter um samba de sua autoria na escola que ama. A parceria faz história ao desbancar o time capitaneado por Samir Trindade, que não chegou à final, e tentava um tetracampeonato na escola. O time é todo formado por portelenses que frequentam a agremiação há muitos anos e pela primeira vez triunfam na maior campeã do carnaval.
“Eu não tenho palavras para esse momento. A ficha ainda não caiu. Imagina você está aqui, desde os três anos de idade, frequentando a escola; e hoje você é um dos compositores campeões, de um dos maiores enredos da história da escola. Realmente, a ficha não caiu. A parceria, que é nota mil, trabalhou com muita honestidade, pé no chão, respeitando os adversários. E assim, o que está acontecendo é um sonho. Hoje a minha história passa a ser documentada. Ela a passa a valer, a partir de 2019, por eu ser um dos autores do samba campeão, com a minha escola levando como hino oficial. Eu estou muito feliz. A gente está tentando a vários anos, e eu nunca imaginei que a gente venceria o da Clara Nunes. Isso aí, eu não tenho palavras”, disse Jorge do Batuke.
O compositor Valtinho Botafogo apontou o diferencial do samba campeão.
O palco foi comandado por Zé Paulo, da Viradouro, e Grazzi Brasil, do Tuiuti. A cantora emocionou cantando toda a primeira samba em tom de lamento. A apresentação foi incontestável e arrebatadora desde os primeiros acordes. Antes mesmo da subida da bateria toda a quadra cantava a plenos pulmões a obra, a favorita para levar a vitória desde as primeiras semanas de eliminatória. Com a Tabajara do Samba acompanhando o que se viu foi uma avassaladora passagem, com importantes segmentos da Portela não se fazendo de rogados e defendendo seu samba preferido. A sensação foi de que o portelense estava deixando um claro recado: desejava que fosse o samba da parceria que representasse o enredo sobre Clara Nunes. Zé Paulo conduziu com extrema categoria toda a apresentação.
“Um enredo que é das entranhas e do coração da escola. Acho que isso traz vantagens, mas também problemas. Gente do mundo inteiro quer desfilar, não é só gente aqui da Portela. E com o carnaval sendo reduzido vamos ter de conviver com essa situação. Mas as vantagens são muito maiores. Tivemos uma disputa muito boa, todos os compositores são da escola. Isso me alegra bastante. A intenção ao montar o regulamento foi que qualquer um pudesse ganhar, não apenas os sambas poderosos. Acho que nós acertamos”, destacou.
“Não tinha como ser diferente. A Portela faz 95 anos e esse enredo já estava rondando a rua Clara Nunes desde que ela se foi em 1983. Temos recursos próprios, que sustentam cerca de 25% de nosso projeto. Mas buscamos parceiros o tempo todo. A dificuldade maior do carnaval é você não saber se vai receber ou quando”, contou.
Para Fábio Pavão, diretor de carnaval da Portela, além do título em 2019, o desejo da escola é assumir a liderança do ranking da Liesa.
Responsável pelo desfile da Portela, a carnavalesca Rosa Magalhães está confiante no sucesso do desfile, mas avisa que o resultado depende de todos os integrantes da escola.
A noite de escolha de samba na Portela foi carregada de emoção, como sempre ocorre no Portelão. O diferencial deste ano foi a onipresente figura de Clara Nunes através de diversas pessoas, famosas e anônimas, que representaram a cantora e enredo portelense. Para abrir a noite o coreógrafo Carlinhos de Jesus leu um texto sobre Clara, enquanto atabaques lembravam a religiosidade da cantora. Em seguida sambas que marcaram a trajetória da artista emocionaram o público nas vozes dos cantores da escola. O relógio se aproximava das 02h do sábado quando a bateria Tabajara do Samba iniciou seu esquenta para o delírio absoluto do público. Durante a noitada de samba diversas personalidades, dirigentes e sambistas ligados à outras escolas prestigiaram a final. A rainha de bateria Bianca Monteiro roubou a cena com um figurino que se assemelha à forma com que Clara se apresentava.
Enredo no carnaval de São Paulo no ano que vem, a Portela recebeu o casal da Nenê de Vila Matilde, Arthur e Bia, e a escola cantou para os presentes seu hino para o Carnaval 2019. A agremiação paulistana vai homenagear a azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira no Anhembi. O samba campeão foi anunciado por volta das 06h deste sábado em um Portelão em estado de êxtase.
“Fizemos um bom carnaval em 2018, mas foi complicado trabalhar com o samba porque era meio nordestino e muito carregado. Foi difícil encontrar um andamento adequado. Quando colocamos pra cima o samba trepava e pra baixo o samba caia demais. Não subimos de segunda, passamos reto e demos um destaque para chocalho, tamborim e agogô. Para 2019 temos um bom samba, já encontramos o caminho dele e já temos um andamento certo, 143 BPM (batidas por minuto). Criamos algumas coisas em mente, após a escolha do samba ensaiaremos as nossas e paradinhas. O samba da Portela sempre precisa ter boa melodia, boa letra e acima de tudo emocionar. Temos tudo isso aqui”.
Marlon e Lucinha Nobre, casal de mestre-sala e porta-bandeira da Portela, explicam que não fazem nenhuma exigência sobre o figurino do desfile.
Parceria de Thiago na Fé – O palco da parceria foi comandado pelo experiente Vitor Cunha, que conduziu muito bem a obra. Melodiosa, a composição enfrentou uma árdua missão. Conquistar os portelenses depois que o samba de Jorge do Batuque arrebatou a quadra. Mesmo assim a parceria conseguiu cumprir uma boa apresentação, com uma torcida que cantou bastante. Mas o grande destaque da parceria da final foi o intérprete Vitor Cunha. Talvez, a grande conquista da parceria tenha sido alcançar a final em uma disputa que envolveu caciques da ala da Portela. Sem os exorbitantes recursos das grandes parcerias, mesmo assim os irmãos gêmeos estiveram em uma final na escola de coração.
Parceria Samba dos Crias – Também formada por jovens portelenses, daí o nome de crias, a parceria apostou em Emerson Dias na condução da apresentação. O samba tinha características melódicas de maior impulsão, o que em um primeiro momento favoreceu uma passagem consistente. A neta de Monarco, Juliana Diniz, cantou o alusivo e também defendeu a obra no palco. Sem dúvida, o grande destaque do samba era seu refrão, o que fez em alguns momentos o samba se impulsionar. Entretanto a apresentação perdeu rendimento em outros trechos, principalmente, devido ao estendido tempo de apresentação e não se mostrou competitiva para desbancar a grande favorita.