O carnaval perdeu um dos seus maiores ícones, no início da noite deste sábado, faleceu Jorge de Oliveira, o mestre Jorjão, que fez história no comandas das baterias da Mocidade Independente de Padre Miguel e da Viradouro. Ele também foi diretor na Santa Cruz e na Imperatriz Leopoldinense. No meio de setembro, Jorjão foi internado após sofrer um AVCI (acidente vascular cerebral isquêmico).
Veja abaixo vídeo de mestre Jorjão na Mocidade
A Mocidade Independente de Padre Miguel, escola de coração de Jorjão, divulgou nota de pesar. “A Mocidade Independente de Padre Miguel lamenta profundamente o falecimento de Jorge de Oliveira, o lendário Mestre Jorjão. A agremiação declara luta pelo baluarte que comandou a bateria ‘’Não Existe Mais Quente’’ entre 1989 e 1994, além de 1999. Recentemente, Jorjão havia retornado ao convívio da verde e branca da Zona Oeste. Sua contribuição para a Mocidade e para o mundo do samba é imensurável”.
A Viradouro, segunda escola de coração de Jorjão (como ele mesmo falava) também soltou nota do presidente Marcelinho Calil de pesar sobre o falecimento do sambista. “Foi com grande pesar que recebemos na noite deste sábado, 27, a notícia da morte de mestre Jorjão. Ele, que comandou a bateria da Viradouro de 1996 a 1998, foi um dos protagonistas do desfile que nos deu o único campeonato do Grupo Especial, em 1997, com a inédita batida funk e suas “paradinhas”. Em fevereiro de 2017, por ocasião da comemoração dos 20 anos do título, Jorjão foi recebido com festa em nossa quadra, quando recebeu uma homenagem por sua contribuição à história de nossa agremiação. Que os anjos o recebam de braços abertos e que Deus conforte sua família. Obrigado por tudo, Mestre”.
Veja no vídeo abaixo Jorjão e a paradinha funk da Viradouro


Responsável pelo comando da Viradouro e campeã da Série A, o presidente Marcelinho Calil conversou com a equipe do site CARNAVALESCO na série “Entrevistão”. O papo abordou a volta da escola ao Especial, o retorno de mestre Ciça e o processo de gestão da agremiação de Niterói, que vem cada vez mais fortalecendo sua base para construção sólida nos próximos anos.
“A responsabilidade é enorme e vamos descobrindo seu tamanho com o passar do tempo. Assumimos com o objetivo de resgatar a instituição. As pessoas voltarem a frequentar a Viradouro. Feito isso, partimos para a preocupação com a competição em si. Em 2017 fomos segundo lugar e nesse ano veio o título. A Viradouro volta a ter aquela pegada, mas com os pés totalmente no chão. A escola oscilou bastante na última década, mas isso não tira o nosso entusiasmo. Temos uma gestão diferente, moderna e vemos materializada essa mudança no tratamento das pessoas. Vivemos um período de rediscussão no mundo do samba e nesse contexto se propor a fazer esse resgate exige muito empenho. Mas temos como fazer”.
“Não acho uma meta tão ousada permanecer. Não posso entrar para não cair. Desde 2010 também não vimos também uma transformação tão grande em uma escola que vem do Acesso. Se você não se mexer, não buscar profissionais com bagagem, dificilmente você materializa em notas os seus objetivos. Foi isso que fizemos ao trazer Paulo Barros e Ciça. Manter Zé Paulo, Rute e Julinho. O Neoral na comissão. É uma espinha dorsal que dá a medida de nossos objetivos. Somos uma escola de força e chão. Mostramos ao mundo samba essa intenção. A proposta da Viradouro não é só ficar no Especial, com pé no chão sempre. Desejamos ficar entre as seis”.
“Quando chegamos na quadra, por exemplo, a pia não tinha cuba. Fiz um show aqui com o Sorriso Maroto e várias goteiras apareceram. A primeira medida foi um SOS, obras no banheiro, nos camarotes, acessibilidade, pintura. A nível estrutural modernizamos a quadra. O barracão que ocupamos tinha outra funcionalidade. Nesse sentido tivemos de acordar ainda mais cedo, para acelerar o processo. Preenchemos cada requisito do Ministério do Trabalho e deixamos ele apto para darmos início aos trabalhos. Foi bom porque acabamos acelerando o resto. Escola que sobe tem que ralar o triplo”.
Almir Reis, vice-presidente da Beija-Flor, e profissional de confiança do presidente de honra, Anísio Abraão David, conversou com a equipe do site CARNAVALESCO na série “Entrevistão” sobre os novos rumos da escola de Nilópolis, após a saída de Laíla, o que ele pensa do futuro dos desfiles e como será a condução da atual campeã do Grupo Especial. Confira abaixo o bate-papo. O único assunto não abordado foi a saída de Laíla, que Almir preferiu não comentar.
– Qual o tamanho da responsabilidade de ser o homem forte da Beija-Flor?
– Você será presidente da Beija-Flor?
A Beija-Flor finalizou na noite de domingo, na Cidade do Samba, a primeira fase das gravações dos sambas para o CD do Grupo Especial de 2019. Ex-integrante da escola e coordenador de produção do disco, Laíla, não participou da etapa da atual campeã do carnaval.
“A questão do andamento foi definida em comum acordo. Sentimos que a obra ficou mais solta, mais alegre um pouquinho mais na frente. Eu estou com o coração disparado, a emoção é grande demais. A gente deve muito a essas pessoas, que chegam aqui com a maior garra em um domingo à noite para cantar o nosso samba. Vamos emocionar a avenida com esse desfile. Assim como estamos todos bastantes emocionados aqui”, afirmou o diretor de carnaval da Beija-Flor, Válber Frutuoso.
A Imperatriz gravou na tarde de domingo, na Cidade do Samba, o seu samba-enredo para o CD do Grupo Especial. Como sempre, o destaque ficou para a bateria de mestre Lolo. Os ritmistas gravaram de primeira e foram elogiados.
“O samba é diferente, mas a bateria está adaptada a qualquer estilo de obra. Vamos em um andamento um pouco mais à frente esse ano pois o samba pede. As bossas da avenida não estarão no CD, onde fizemos apenas uma”, explicou o mestre Lolo.
“É um samba diferente pois nosso enredo pedia uma obra com essa característica. Carnaval é alegria e isso a Imperatriz vai mostrar com seu desfile. Irreverência e leveza. Desfilaremos entre duas escolas com sambas mais densos e nossa proposta é a de desfilar com uma obra mais solta. Acredito que conseguimos mostrar isso com a nossa gravação, sempre com nossa bateria se destacando. Foram cerca de 300 pessoas aqui hoje”, afirmou o diretor.