O Departamento Cultural da Portela promoverá neste sábado (10), a partir das 14h, a última edição de 2018 do projeto Portela de Asas Abertas. Marcando o encerramento das celebrações pelos 95 anos da escola, o evento terá roda de samba, sarau de poesia, lançamento de livros, debate, feira de empreendedores, exposição e venda de quitutes, além do 3ª Encontro dos Consulados portelenses.
A parte musical ficará a cargo dos agrupamentos dos consulados da Portela no Distrito Federal (grupo 7 na Roda), Rio Grande do Sul e Vale do Café (RJ), que vão tocar clássicos do samba e de compositores da agremiação.
Nos intervalos, o público vai conferir a segunda edição do sarau Poesia de Asas Abertas, com produção executiva de Ana Machado e coordenação e produção artística de Romulo Narducci. Irão se apresentar os poetas e escritores Kadu Monteiro, Fernanda Eda Paz, Augusto Dias e Hudson Pereira.
Outro destaque da tarde será o lançamento do DVD “As Iabás, Orixás e Cozinheiras”, quinto volume de uma série lançada pelo Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da UERJ. A obra, que vem acompanhada de um livreto, aborda questões como diáspora africana, valores civilizatórios, quintais, religiosidade e comida de matriz africana, entre outros temas. Organizada pelas antropólogas Maria Alice Rezende Gonçalves e Ana Paula Alves Ribeiro, a série recebeu o reforço de Cristiano Cardoso e Vinicius Oliveira Pereira.
O outro trabalho a ser lançado será “Direitos Territoriais Indígenas: uma Interpretação Intercultural”, fruto da dissertação de mestrado do procurador da República Júlio José Junior, que pretende oferecer novos contornos em torno dos direitos territoriais indígenas.
Em seguida, um debate reunirá os autores das obras, o diretor cultural da Portela, Rogério Rodrigues, e o presidente do Conselho Deliberativo da escola, Fábio Pavão, que também é professor de pesquisador. “A ideia é fazer um link com a diversidade cultural do enredo da Portela sob uma perspectiva do diálogo intercultural entre poder público, escola formal e a escola de samba”, ressalta Rogério.
A programação inclui, ainda, uma apresentação especial do grupo de jongo mirim Memórias do Cativeiro, de Barra do Piraí, que virá ao Rio com o apoio do Consulado do Vale do Café. Quem for ao evento também vai ver a exposição “Na Madureira Moderníssima, Hei Sempre de Ouvir Cantar uma Sabiá”, inspirada no enredo homônimo criado pela carnavalesca Rosa Magalhães, para homenagear Clara Nunes na Marquês de Sapucaí.
O público do Asas Abertas poderá, também, adquirir os produtos da feira de empreendedores, além de degustar quitutes preparados pelas pastoras da Velha Guarda Show da Portela, como bolinho de rabada, feijão amigo e sopa de ervilha.
A entrada custa R$ 15, no entanto, como já é tradição, sairá de graça para quem levar levar 1 Kg de alimento não perecível. As doações serão encaminhadas à CUFA (Central Única das Favelas). Curtiu? Então convide os amigos e venha viver uma experiência inesquecível na quadra da maior campeã do carnaval carioca.
Serviço:
Portela de Portela de Asas Abertas
Data e hora: Sábado, dia 10 de novembro, a partir de 14h
Local: Quadra da Portela
Endereço: Rua Clara Nunes 81, Madureira
Atrações musicais: agrupamentos dos Consulados da Portela no Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Vale do Café (RJ)
Entrada: R$ 15 (preço único)
Entrada grátis para quem levar um quilo de alimento não perecível
Torcidas organizadas (uniformizadas): R$ 5
Sócios-torcedores não pagam
Aniversariantes de novembro e mais dez convidados também têm entrada gratuita, desde que entrem juntos
Informações: 3217-1604


A quadra do Tuiuti recebe nesta sexta-feira, 9, as escolas de samba Viradouro e Acadêmicos do Sossego. As duas agremiações de Niterói se apresentarão durante mais uma edição do “Encontro no Paraíso”. O evento começa a partir das 22h.
Representantes do Ministério Público Federal (MPF) apontaram que o presidente da Estação Primeira de Mangueira e deputado estadual, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, pediu R$ 1 milhão em propina para o desfile da Verde e Rosa.
A Mocidade Independente de Padre Miguel informou que a cantora Lexa integrará o time de musas da agremiação no Carnaval 2019. Ela foi convidada pela diretoria da escola após participar durante dois anos do Festival do Refrigerante, tradicional festa oferecida às crianças da comunidade. Os shows foram doados e o público da verde e branca demonstrou grande empatia com ela.
A Unidos de Bangu aposta em dois jovens talentos para conduzir o seu samba-enredo na avenida em 2019. Tem-Tem Jr e Luis Oliveira ainda não têm 30 anos de idade e já assumem a responsabilidade de defenderem a mais antiga escola da Zona Oeste na Sapucaí. Tem-Tem é filho de Anselmo Sampaio de Araujo, o Tem-Tem, intérprete ficial da Inocentes nos carnavais de 2001, 2002, 2005, 2006, 2007 e 2008.
“Eu estava no Rio já quase indo embora, sem dinheiro, já passei fome e não tenho vergonha de falar. Estava acontecendo a gravação de um samba concorrente na Unidos de Padre Miguel. Aí o produtor me convidou para ir ver. Eu sempre fui cavaquinista. Quando chegou lá o intérprete ainda não havia chegado. Me pediram para fazer a guia, que é uma voz para dar sustentação à base de bateria. Gravei e nada do cantor chegar. A parceria gostou da minha voz e acabei gravando o samba pra valer. Fui defender o samba na quadra, e de lá me levaram para a Mocidade e foi no ano que o Wander estava de volta. Já percorrendo os bastidores conheci Tem-Tem e Diego Nicolau. O Tem-Tem foi quem e indicou ao carro de som da Renascer e por isso sou muito grato à oportunidade que eu recebi. Foram dois anos no carro de som da Renascer”, relata.
A Império da Tijuca vai receber integrantes da Beija-Flor de Nilópolis e do Acadêmicos do Grande Rio no próximo domingo (11), a partir das 18h, no seu já tradicional ensaio-show com a presença de escolas convidadas. O “Fim de Tarde Imperial” acontece na quadra da agremiação. O ingresso custa R$ 10,00.
Não é fácil perder um profissional do quilate de mestre Ciça. Ainda mais se o incendiário da Sapucaí, como foi nomeado pelo jornalista Miro Ribeiro, tiver sido o grande responsável pelo resgate dos bons desempenhos da famosa Baterilha na Avenida. Mas, a União da Ilha do Governador foi buscar em casa a substituição para o comando dos seus ritmistas no Carnaval 2019.
Marcelo Santos revela seu DNA insulano e conta que adquiriu experiência como mestre em outras escolas do bairro e até fora do Rio de Janeiro.
“A nossa meta de trabalho é de total manutenção do trabalho realizado pelo Ciça. O nosso andamento já está definido para o desfile, o nosso resgate da batida de caixa característica da Ilha vai prosseguir. O Keko já fazia a afinação para o Ciça. Lógico que vamos dar o nosso jeito, mas sem trazer muita informação, pois o jurado quer ouvir aquilo que já vinha escutando. Minha cabeça deu uma guinada, fiquei um certo tempo confuso. Foi uma mudança bastante rápida. Mas além da grande responsabilidade eu sinto uma enorme gratidão substituir o Ciça. É um ícone do carnaval, mas é confortável pois estávamos com ele esses quatro anos e ele sempre nos deixou muito à vontade para criar e participar de todas as decisões da bateria”, conta.