Para celebrar o Dia Nacional do Samba, o Museu de Arte do Rio (MAR) preparou uma intensa programação, em parceria com o Porto do Samba. Sob a gestão do Instituto Odeon, o Museu inaugurou, em abril deste ano, a exposição “O Rio do Samba: resistência e reinvenção”. A mostra marca o aniversário de cinco anos da instituição e, desde então, recebeu milhares de visitantes que se encantaram e se emocionaram.
“Trazer o samba para dentro do museu foi um grande acerto da nossa programação. Não tinha forma melhor para comemorar os 5 anos do MAR do que uma exposição sobre esse patrimônio brasileiro, que é um fenômeno social, cultural e estético que resiste, se reinventa e inventa formas de estar no mundo. O samba aproximou ainda mais o carioca do MAR”, conta Eleonora Santa Rosa, diretora executiva do museu.
O MAR vai promover uma série de visitas mediadas à mostra “O Rio do Samba: Resistência e Reinvenção”, além de feiras gastronômicas e artesanatos, rodas de samba, jongo e tambor e Laboratório de Criação – com uma experiência de imersão em processos artísticos e educativos propostos por educadores do museu –, entre outras.
O dia 8 será dedicado ao seminário “Samba: patrimônio do Brasil”. Promovido pelo MAR e o Museu do Samba, o evento tem o objetivo de analisar os avanços e desafios da preservação do samba carioca como patrimônio cultural e o impacto do processo de patrimonialização, além de debater propostas para o fortalecimento desse bem, que é de todo o povo brasileiro. As inscrições são feitas no site do MAR.
SÁBADO – 01/12 | 10h
10h – Feira de Gastronomia e Artesanato – Praça Mauá
Lavagem da Praça Mauá com Afoxé Filhos de Gandhi
Roda de Tambores
14h – Visita a exposição “O Rio do Samba: Resistência e Reinvenção”, com a cantora Dorina e Maria Rita Valentim (educadora do MAR).
15h – Visita a exposição “O Rio do Samba: Resistência e Reinvenção”, com o cantor e compositor Zé Luiz do Império e André Vargas (educador do MAR).
14h às 17h – Laboratório de Criação – Museu de Arte do Rio: Experiência de imersão em processos artísticos e educativos propostos por educadores do museu. A prática envolve jogos, brincadeiras, performances, poesia e experiências com diferentes materiais e temáticas da arte e da cultura visual.
18h30 – Roda de Samba na Praça Mauá, com Quel Santos; Zé Luiz do Império Serrano; Marquynhos Diniz
21h30 às 23:30 – DJ Jada
SÁBADO – 08/12 | 09h30
10h – 10:30h – Abertura:
Evandro Salles (Diretor Cultural Museu de Arte do Rio) Tiãozinho da Mocidade (Museu do Samba) Hermano Queiroz (Departamento de Patrimônio Imaterial/IPHAN) Nilcemar Nogueira (Secretaria Municipal de Cultura)
10:30h – 12:30h – Mesa 2:
A história de uma conquista: O Dossiê do Samba Patrimônio Cultural Brasileiro
Exibição do documentário Matrizes do Samba no Rio de Janeiro (20min) Aloy Jupiara (pesquisador)
Maria Cecília Londres Fonseca (Conselho Consultivo de Patrimônio Cultural – IPHAN) Helena Theodoro (pesquisadora). Mediador: Felipe Ferreira
12:30h – 14:00h – Almoço
14:00h – 15:30h – Mesa 3:
Patrimonialização e impactos: as Matrizes do Samba no Rio de Janeiro.
Rachel Valença (Museu do Samba) Julia Pereira (Rede Carioca de Rodas de Samba) Vinicius Natal (Departamento Cultural da Vila Isabel) Luiz Antonio Simas (Historiador). Mediador: Leonardo Bruno
15:30h – 17:30h – Mesa 4:Políticas Públicas e Salvaguarda do Samba
Deputado Estadual Eliomar Coelho (Comissão de Cultura ALERJ) Vereador Reimont Luiz (Comissão de Cultura Câmara Municipal RJ) Juliana Oakim (Instituto Rio Patrimônio da Humanidade – IRPH) Marcus Monteiro (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural – INEPAC) Hermano Queiroz (Departamento de Patrimônio Imaterial/IPHAN). Mediadora: Rachel Valença
Debatedores: Desirree Reis (Conselho Municipal de Cultura RJ-Segmento Patrimônio Cultural), Marcelo Santos (Rede Carioca de Rodas de Samba), Marcia Chuva (UNIRIO) e Luciane Barbosa (UFRRJ).
17:30h-20h – Roda de samba: Apresentação musical com o grupo Moça Prosa
Serviço
Pavilhão de exposições:
Entrada: R$ 20 I R$ 10 (meia-entrada) – para pessoas com até 21 anos, estudantes de escolas particulares, universitários, pessoas com deficiência e servidores públicos da cidade do Rio de Janeiro. O MAR faz parte do Programa Carioca Paga Meia, que oferece meia-entrada aos cariocas e aos moradores da cidade do Rio de Janeiro em todas as instituições culturais vinculadas à Prefeitura. Apresente um documento comprobatório (identidade, comprovante de residência, contas de água, luz, telefone pagas com, no máximo, três meses de emissão) e retire o seu ingresso na bilheteria. Pagamento em dinheiro ou cartão (Visa ou Mastercard).
Bilhete Único: R$ 32 – R$ 16 (meia-entrada) para cariocas e residentes no Rio de Janeiro, mediante apresentação de documentação ou comprovante de residência comprobatórios. Serão considerados documentos comprobatórios aqueles que contenham o local de nascimento, tais como RG, carteira de habilitação, carteira de trabalho, passaporte etc. Serão considerados comprovantes de residência os títulos de cobrança com no máximo 3 (três) meses de emissão, como serviços de água, luz, telefone fixo ou gás natural, devidamente acompanhado de documento oficial de identificação com foto (RG, carteira de habilitação, carteira de trabalho, passaporte etc.) do usuário.
Política de gratuidade: Não pagam entrada – mediante a apresentação de documentação comprobatória – alunos da rede pública (ensinos fundamental e médio), crianças com até 5 anos ou pessoas a partir de 60, professores da rede pública, funcionários de museus, grupos em situação de vulnerabilidade social em visita educativa, Vizinhos do MAR e guias de turismo. Às terças-feiras a entrada é gratuita para o público geral.
Terça a domingo, das 10h às 17h. Às segundas o museu fecha para o público. Para mais informações, entre em contato pelo telefone (55 21) 3031-2741 ou acesse o site www.museudeartedorio.org.br.
Endereço: Praça Mauá, 5 – Centro.



A Liesb emitiu uma nota nesta sexta-feira fazendo ataques à Uber, empresa que patrocinaria o carnaval pelo segundo ano seguido mas recuou, e anunciando o adiamento sem nova data prevista para a festa do CD da entidade, que reúne as Série B, C, D e E do carnaval. No comunicado a liga diz que a desistência da empresa é “criminosa” e defende que o carnaval fomenta a combalida economia do estado do Rio de Janeiro.
A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) lança na segunda-feira, na Cidade do Samba, o CD dos sambas-enredo para o Carnaval 2019 do Grupo Especial. A novidade é que na abertura da festa, apenas para convidados, cada escola cantará dois sambas históricos no palco do espaço.
O site CARNAVALESCO divulga a segunda lista dos sambas-enredo mais ouvidos do Grupo Especial para o Carnaval de 2019. A contagem segue o link de cada samba e começou na data de 14 de novembro, quando foram divulgadas as prévias do CD do Especial. Veja o ranking:
As decisões da Mocidade Independente de Padre Miguel, Estação Primeira de Mangueira e São Clemente de cancelarem seus ensaios no mês de dezembro caiu com uma bomba no mundo do carnaval. As escolas alegam que a incerteza sobre o pagamento da verba da Prefeitura do Rio impede a realização das atividades e coloca em risco os trabalhos na Cidade do Samba. Escolas como Salgueiro, Viradouro, Vila Isabel, Portela e demais seguem com seus ensaios de preparação para os desfiles do ano que vem. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, explicou que a escola não pode nem ousar pensar em paralisar seus eventos.
Luis Carlos Magalhães informa que é necessário ter uma expectativa de solução para o pagamento da subvenção. Segundo ele, o funcionário que recebe seu salário tem compreensão até um determinado momento. “A decisão de cancelar ensaios precisa ser conjunta na Liesa. A Portela vai continuar discutindo na plenária para buscar soluções e vai seguir o caminho determinado pelo conjunto de todas escolas. A medida de cancelar ensaios não atinge a prefeitura, mas o consumidor do carnaval. O prefeito não está nem aí para isso. O que acontece é que frusta os sambistas de outros estados”.
Sobre o futuro a curto e longo prazo do carnaval, o presidente portelense pede uma mudança radical. “Temos dois lados. O primeiro é que se não houvesse crise econômica e no Rio ninguém falaria do carnaval. Temos também o conceito de compliance, que agora caiu sobre nós e já vinha caindo ano passado, e como vamos nos defender disso, senão, ficaremos sem ajuda de empresa nenhuma. O outro lado é o formato. É o mesmo desde a década de 1980 e o mundo mudou muito. Não é possível que continue vigoroso com o mesmo modelo. Temos que recuperar a capacidade de captação pública e partir também para nova captação no mercado com alguém ou empresa especializada. Precisamos trazer o público de samba para a Sapucaí. E combater o desvios do carnaval e que depende muito de todas escolas, dando força para a ala dos compositores, fortalecimento dos sites de carnaval, parceria para que todas festas da Liesa sejam transmitidas com qualidade para o público do mundo inteiro, e reforçando o convívio interno. É preciso ter unidade entre todas escolas de samba. Sem uma medida unificada o resultado pode enfraquecer o grupo e a própria escola. Importante é aproveitar a crise para irmos em cima dos problemas e resolvermos”.
Ensaiando há cerca de um mês na Avenida Ministro Edgard Romero, no coração de Madureira, o Império Serrano deixou uma boa impressão em seu ensaio realizado nesta quinta-feira. O entrosamento dos cantores Leléu e Anderson Paz junto da bateria Sinfônica do Samba, sob a regência de mestre Gilmar, conseguiu fazer o samba ter um bom funcionamento ao longo dos cerca de 60 minutos de treinamento.
A polêmica e as preocupações que cercam a obra imperiana, por não se tratar de um samba-enredo de fato, estruturalmente falando, não foram vistas no canto da escola que teve bom rendimento, até mesmo naqueles trechos mais truncados da melodia do clássico de Gonzaguinha. Isso se deve a um andamento hoje raramente usado em desfiles. Em acordo com a direção musical da escola, a bateria iniciou o ensaio a 138 BPM (batidas por minuto) e terminou com 140. Segundo a escola, esse deve ser o andamento adotado na avenida.
O ensaio de comunidade do império Serrano, embora já aconteça na rua em dia sem chuva, não se desloca pela avenida. A agremiação posiciona a bateria à frente do carro de som e algumas alas à frente dos ritmistas. Com isso a análise de evolução não se dá de forma ampla, apenas podendo ser observada a espontaneidade do componente. Com um samba bastante conhecido há três décadas ainda foi possível ver desfilantes precisando da letra para cantar. Com o andamento mais confortável o canto fluiu com naturalidade.
Os ritmistas de Gilmar tiveram um excelente desempenho no ensaio de rua, impulsionando um bom rendimento do samba-enredo. O andamento de 140 BPM está quase determinado para ser adotado no desfile. Seguindo seu estilo de trabalho característico, Gilmar usou e abusou de bossas e desenhos em vários naipes. As convenções empolgaram os componentes e o público que assistiu ao treinamento do Reizinho de Madureira.
De maneira estrutural o Império Serrano não tem um samba-enredo, precisando transformar um clássico da MPB em uma obra a ser cantada na avenida. De maneira até surpreendente a composição se comportou muito bem, conduzida muito bem pela dupla Anderson Paz e Leléu. O destaque é claro fica por conta do refrão principal da canção. O trecho de melodia mais “trepada”, quando o samba chega na parte “Você diz que é luta e prazer/ Ele diz que a vida é viver/ Ela diz que melhor é morrer/ Pois amada não é/ E o verbo é sofrer” teve também bom desempenho, o que deixa uma boa impressão para o desfile.
Após a desistência da Uber de patrocinar o carnaval do Rio de Janeiro e do supermercado Guanabara, que não fará seu tradicional camarote na Avenida, as escolas de samba procuram soluções para a maior crise da história da folia na cidade. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, afirmou que o espetáculo acabará prejudicado com a decisão da Uber.