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Aclamado! Em decisão inédita e histórica, Vila Isabel e ala dos compositores consagram samba da parceria de André Diniz e Bocão para o Carnaval 2026

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Por Luan Costa, Matheus Morais, Juliana Henrik e Marcos Marinho

A Unidos de Vila Isabel consagrou a parceria de André Diniz e Evandro Bocão, além de Arlindinho que deve entrar na assinatura da obra, como a vencedora do concurso de samba-enredo do Carnaval 2026. O momento escolhido foi muito especial. Em acordo entre direção e ala dos compositores, um vídeo feito pelo patrono Capitão Guimarães, anunciou a vitória, por aclamação, ou seja, os sambas não precisaram de apresentaram na grande final. No próximo carnaval, a Vila Isabel levará para a avenida o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinicius Natal. A proposta presta homenagem à arte, à ancestralidade e ao samba, reverenciando a memória de Heitor dos Prazeres, um dos grandes ícones da cultura popular brasileira. * OUÇA AQUI O SAMBA-ENREDO DA VILA

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Foto: Luan Costa/CARNAVALESCO

“Essa vitória significa tudo. É a minha escola de coração, essa oportunidade de falar dos que se foram. Nós estamos lembrando de todos que já se foram da escola, e isso é muito importante. Eles são a força que a escola tem. Sou muito agradecido, muito obrigado a toda a comunidade que abraçou o samba. Isso é o mais legal: Vila Isabel, vamos que vamos! Ganhei 13 sambas na minha escola, e esse samba é puro sentimento. É lembrar dos que se foram e também a alegria da escola. Na primeira vez que alguns ouviram, choraram. Então quer dizer que a gente está muito, muito feliz”, disse Evandro Bocão, ao CARNAVALESCO.

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Foto: Juliana Henrik/CARNAVALESCO

“É a vigésima vitória. Toda vez que a gente ganha eu falo: ‘cada uma é uma emoção diferente’. Esse samba tomou uma proporção enorme, a gente foi cantando e se assustando. Já na audição, eu nem percebi, estava lendo, e o Bocão falou: ‘cara, eles ficaram enlouquecidos com o samba’. E quando bateu na rede, foi incrível: é um samba anti-hater, tem duzentas mensagens e nenhuma contra. Inexplicável”, comentou André Diniz.

Galeria de fotos: final de samba da Vila Isabel para o Carnaval 2026

Ao CARNAVALESCO, André Diniz falou da presença de Arlindinho na parceria.  “Eu queria comentar também uma coisa: o samba é só do Evandro e do André. A gente quis fazer um manifesto contra essas parcerias de 20, 15 pessoas. Chegou a hora do compositor voltar a ser compositor. Nós combinamos que não traríamos um ônibus, e não trouxemos. Nossa torcida foi espontânea. Quem abraçou foi a escola e a comunidade, que entravam em contato com a gente. E isso foi muito legal. Muita gente me chamou para entrar nesse samba, amigos de longa data, e eu recusei. Até o Arlindinho estava na minha casa, trabalhando no samba do Império de Casa Verde. Quando eu disse que não dava, ele pediu: ‘posso cantar um negócio que eu fiz?’. E aí ele mostrou aquele trecho de ‘todos os tons, a Vila negra’. Eu falei: ‘você acabou de entrar, só não vou anunciar agora porque preciso pedir desculpa a todos os outros que recusei’. Se a escola permitir, a partir de amanhã o Arlindinho também estará com a gente nesse samba”, revelou Diniz.

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‘Um movimento em torno de um grande enredo’

Os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora destacaram a força da mobilização que a Vila Isabel tem vivido desde o anúncio do enredo.

“Olha, a gente está um pouco impressionado, na verdade. Quem está aqui dentro vê festa, mas quando dá um pulo ali fora a porta da quadra está lotada, todo mundo querendo entrar. Isso é muito importante e muito bonito pra gente. É um movimento em torno de um grande enredo, que fala de Heitor dos Prazeres, do Carnaval de rua, da formação da África Pequena, da África em miniatura, como Heitor chamava. É a história da nossa cidade, do Carnaval carioca, das escolas de samba… e todo mundo quer participar. É um resultado que nos deixa muito felizes, fruto do nosso trabalho diário”, disse Haddad.

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Já Leonardo Bora ressaltou: “É difícil mensurar alegria, mas o Gabriel definiu bem esse sentimento: é muito bonito ver um enredo trabalhado com tanto cuidado, carinho e respeito. Pode parecer algo forçado, mas é justamente o contrário, é caloroso, próximo. Isso gerou uma safra de sambas maravilhosa. Quando tem samba, tem gente, tem alegria, tem vida. Estamos vendo uma final histórica: lotação máxima, todo mundo comentando a beleza do momento da Vila Isabel. Dá até um certo espanto diante de tanta força, mas ficamos muito felizes, porque é sinal de que o pré-carnaval está sendo construído com cuidado e foco. Vamos levar isso até fevereiro”.

Reencontro com Vinícius Natal

A dupla de carnavalescos também celebrou a volta da parceria com o enredista Vinícius Natal. Leonardo Bora comentou: “É um trabalho muito orgânico, porque o Vini é um grande amigo, um irmão, um parceiro não só de trabalho, mas de vida no carnaval. Ele foi parte integrante da primeira comissão de carnaval da qual nós também fizemos parte, em 2013, no Santa Marta. É uma amizade profunda. Não é apenas o contato com um pesquisador, mas com um amigo. O trabalho acontece de forma natural, horizontal, já que nós três somos apaixonados pelo carnaval e estudiosos das escolas de samba. Esse reencontro chega em um momento de mudança nas nossas vidas, mas é como se a conversa nunca tivesse sido interrompida. É uma alegria enorme construir essa narrativa com o Vini, que é neto da dona Ivanísia, uma compositora fundamental para a história da Vila Isabel”.

Impacto do samba campeão

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A escolha do samba, segundo os carnavalescos, também influencia diretamente no projeto estético e dramatúrgico que será levado para a avenida. Gabriel explicou: “Sempre acontece. Em toda a nossa trajetória como carnavalescos, desde o Santa Marta até agora na Vila, o samba influencia diretamente. Quando o compositor pensa na estrutura narrativa e na melodia, nós já estamos desenvolvendo fantasias, roteiro, alegorias. Quando aparece uma imagem poética forte no samba, levamos para as alegorias e fantasias. É uma troca. Existe a interpretação do compositor e a nossa do enredo, e esse diálogo é fundamental. Se for necessário adaptar algo para se encaixar melhor ao samba campeão, fazemos sem problema”.

Preparativos para 2026

Bora adiantou que o trabalho no barracão segue em ritmo acelerado: “Toda mudança exige adaptação, mas encontramos na Vila uma escola extremamente organizada e estruturada, seja na comissão de Carnaval, direção de barracão, direção de fantasias ou direção artística. A equipe é muito coesa, o cronograma está sendo cumprido, os protótipos de fantasias estão prontos, as alegorias seguem nas etapas planejadas. O torcedor vila-isabelense pode ter certeza: a escola vem muito competitiva para brigar pelo título”.

‘Difícil tirar esse caneco da Vila esse ano’

O diretor de carnaval, Moisés Carvalho, destacou que a nova fase da escola começou ainda no lançamento do enredo e ressaltou a força do projeto para 2026. “Na verdade, a vinda do Gabriel Haddad e do Bora, junto com o encontro do Vinícius Natal, que já estava na escola, um querido, amigo, parceiro, acabou trazendo esse resgate que a gente sempre buscava. O presidente sempre falava: ‘precisamos de um enredo que fale da história da Vila, com a cara da Vila’.

Segundo Moisés, a escola vinha se destacando tecnicamente nos últimos carnavais, mas ainda não encontrava a mesma força em samba e enredo. Esse quadro, na avaliação dele, mudou a partir do anúncio do enredo deste ano. “A gente sempre batia na trave na parte de samba e de enredo. Tecnicamente, a Vila sempre vinha muito bem, mas faltava essa força. Acho que com a chegada do Gabriel, do Bora, com a junção do Vinícius e a escolha desse enredo, tudo mudou. Na verdade, isso aconteceu desde o dia do lançamento lá na Pedra do Sal. A gente sentiu aquela energia”.

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Para o diretor, até mesmo a final, que terminou em aclamação, seguiu esse espírito inovador e orgânico.

“O samba do André Diniz brilhou numa safra excelente. O cara, junto com Bocão e Arlindinho, quando acerta a mão, sai fora da curva. E aí pensamos: ‘o que vamos fazer na final? Não tem mais o que inventar’. Foi uma coisa orgânica. Conversamos com o presidente, com a ala de compositores, todos aceitaram a dinâmica. E deu no que deu”.

Moisés afirma não ter dúvidas de que a escola entra na temporada de 2026 muito fortalecida e com um samba à altura de sua tradição.

“Tenho certeza que a Vila vem muito bem, tecnicamente forte, com um samba que eu não via aqui desde 2013. Posso estar sendo otimista ou puxa-saco, mas não lembro de, nos últimos anos, um samba gerar tanta unanimidade e comoção no carnaval carioca. A comunidade já fez a parte dela. Não tem mais vaga pra ninguém: nem em carro, nem em chão, nem em destaque. Está tudo preenchido. Vamos vir fortes no ensaio técnico e no desfile. Acho difícil tirar esse caneco da Vila esse ano”.

‘Escola está olhando para dentro de si’

Pesquisador e enredista do projeto, Vinícius Natal falou sobre o ambiente vivido pela Vila Isabel neste momento. “A expectativa é a melhor possível. Estamos vivendo um clima que há muito tempo a gente não vivia. É um clima que a escola está olhando para dentro dela mesma. A escola está se reencontrando na sua própria história e com suas raízes do samba. É um clima maravilhoso. Estamos trabalhando bastante no barracão e na quadra, e de degrau em degrau, em busca do campeonato que a gente tanto sonha”.

Reencontro com Bora-Haddad

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Vinícius também comemorou a retomada da parceria com os carnavalescos. “O Léo e o Gabi são amigos de longa data. Nós trabalhamos durante muito tempo juntos, desde o último grupo da Intendente Magalhães até o Especial. Voltar a trabalhar junto é muito bacana porque a gente tem uma afinidade muito grande. Acho que quando isso acontece, é meio caminho andado para o sucesso acontecer”.

Força do samba na narrativa

Para Vinícius, o samba é peça-chave na consolidação do enredo na avenida: “O samba é fundamental. Eu sempre costumo falar que o enredo tem várias camadas de entendimento. A mesma camada de entendimento que o público vai ter assistindo é um pouco diferente do que o jurado vai ter, que é diferente do que os compositores terão. O enredo é a soma dessas diferentes formas dele ser entendido. E o samba é a trilha sonora. Não existe escola de samba sem samba. Então, o samba é fundamental para o sucesso da história que será contada”.

Retorno de Raphael e Dandara

Outro destaque para 2026 é o retorno do casal de mestre-sala e porta-bandeira Raphael e Dandara. “O convite surgiu de forma natural. A escola vinha querendo renovar alguns quesitos e temos a ligação com a escola, somos de casa já. Ficamos muito honrados e felizes, e aceitamos esse desafio. Voltar para casa tem o seu peso, mas está sendo um lindo desafio”, disse porta-bandeira.

Raphael destacou o amadurecimento da dupla neste retorno: “Nós dois vivemos momentos diferentes na Vila Isabel e, agora, estamos mais amadurecidos para essa parceria, que vem se solidificando a cada dia. Estamos nos conhecendo mais, trazendo mais tradição na nossa dança e mostrando o que Raphael e Dandara têm a oferecer”.

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Dandara complementou: “A gente, em momentos diferentes, viveu eras de transição na escola. Hoje acredito que a escola está mais estruturada e organizada, com uma diretoria e presidência que estão buscando o campeonato. Buscando estar onde a Vila Isabel merece estar. É lindo chegar nesse momento e continuar construindo essa história de sucesso”.

A porta-bandeira também destacou o alinhamento do casal com a proposta artística da escola: “É um ano em que o carnaval está se transformando, estamos entendendo como vai ser o julgamento e como vai ser todo o trabalho para 2026. Já estamos trabalhando junto com eles e com toda a escola para entender essa nova proposta de julgamento e construir o trabalho. Espero que a gente possa entender bem o que está sendo pedido e executar da melhor forma para que a escola venha à altura do que esse ano representa para a Vila”.

‘O samba impulsionou muito a escola’

O intérprete oficial da Vila Isabel, Tinga, relembrou o título de 2013 e comparou com a expectativa para 2026, destacando a força do samba na trajetória da escola.

“Em 2013 a gente tinha um grande samba, como em 2012 também, e a Vila Isabel em 2013 tínhamos certeza que se fizéssemos um grande desfile, a gente poderia ganhar o Carnaval, com respeito sempre a todas as coirmãs, que todas vão para a Sapucaí para ganhar o carnaval. Mas a Vila Isabel conseguiu fazer um grande desfile. O samba impulsionou muito a escola, a Sapucaí toda cantava o samba da Vila e eu acho que 2026 não vai ser muito diferente disso não. O carnaval tem uma magia muito grande, a gente pensa que vai acontecer uma coisa, chega na hora não acontece ou vice-versa. Mas eu tenho certeza que a gente está muito feliz desde que saiu o enredo. E hoje a gente tem um grande samba. Posso dizer que os compositores entenderam o samba da escola, entenderam que o samba do André Diniz era o samba da escola. Está tudo acontecendo perfeitamente, só todo mundo unido em busca desse título tão sonhado que não vem desde 2013, mas a gente vai trabalhar bastante para chegar no nosso objetivo”.

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Questionado sobre o papel do samba de 2026 nos ensaios e na preparação para o desfile, Tinga ressaltou a importância do trabalho da comunidade para levar a escola ao pódio.

“É ensaiando. Se Deus quiser, a comunidade vai ensaiar forte. E ela está feliz, com o samba, com o enredo, é trabalhar bastante para chegar quase à perfeição, para a gente poder chegar lá no dia e dar o nosso recado, e, se Deus quiser, ser consagrado campeão do carnaval”.

‘Toda a nossa comunidade queria muito esse samba’

O mestre de bateria da Vila Isabel, Macaco Branco, celebrou a escolha do samba de André Diniz como uma aclamação histórica da comunidade.

“Ah, foi uma aclamação! Toda a nossa comunidade queria muito esse samba, que é um samba que emociona todo mundo que é Vila Isabel. É um samba que está vindo para ficar na história e tenho certeza que isso vai ajudar muito a Vila Isabel para a briga do título de 2026. A Vila Isabel está em êxtase com a escolha. A quadra toda veio abaixo e não tem consagração maior do que a nossa comunidade escolher o samba. É uma coisa inédita no carnaval, uma aclamação de um samba assim numa final. É uma aclamação de um dos melhores sambas da história da Unidos de Vila Isabel”.

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Macaco Branco também comentou sobre a relação do enredo com a musicalidade afro, ressaltando a importância de Heitor dos Prazeres como referência histórica e cultural.

“O enredo pede muito o Afro. Um samba que tem muito a ver com o Afro. Heitor dos Prazeres foi um cara que implantou muito as músicas antigas Afros nas rádios nacionais, lançando discos, em uma época quando existia muita censura. A galera não respeitava muito a nossa religião de matrizes africanas e ele foi um cara que foi uma resistência dentro de uma época. Ele fez o carnaval ser o que é hoje, contribuiu na fundação da Mangueira, da Portela, da Deixa Falar, que hoje é Estácio, e da Vizinha Faladeira. Ele é um cara que inventou o pavilhão de escola de samba. Ele é um cara que ajudou a implantar, foi o primeiro cara a ganhar um concurso de samba de enredo. É um cara que tem todo o gabarito e merece toda essa homenagem da nossa Vila Isabel”.

Sobre a sonoridade da bateria para o próximo carnaval, o mestre revelou a intenção de unificar os instrumentos para celebrar a memória de Heitor dos Prazeres.

“Todos os instrumentos da Vila Isabel vão ser um único tambor para poder saudar e consagrar Heitor dos Prazeres em tintas e tambores, vambora”.

Musas da comunidade

Além da decisão do samba, a escola fez a final do concurso Musa da Comunidade de 2026. As finalistas são Yasmin Lima, Juliana Moraes e Ciça Ferreira foram escolhidas para integrarem o grupo.

Gabriel David anuncia ao CARNAVALESCO que o regulamento do Carnaval 2026 está aprovado e promete festa inesquecível no Dia Nacional do Samba com os desfiles na Cidade do Samba

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O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, trouxe novidades e esclarecimentos importantes sobre os próximos passos do carnaval carioca em entrevista ao CARNAVALESCO. Do novo formato de lançamento dos sambas-enredo até a aguardada celebração do Dia Nacional do Samba, o dirigente detalhou os planos da Liga, com destaque para a homenagem ao grande sambista Laíla na capa do álbum dos sambas-enredo de 2026 e para a aprovação do regulamento do Grupo Especial do ano que vem.

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“Vence o carnaval mais uma vez. É emblemático ter o Laíla na capa, não só por ter sido o enredo do carnaval campeão de 2025. Foi o cara que mais se dedicou, em toda a sua vida, a fazer as faixas das escolas acontecerem com tanta qualidade. É um reconhecimento mais do que merecido. É um personagem histórico em tantos campos diferentes do carnaval. Ele produziu, por muitos anos, os álbuns dos sambas”.

Gabriel David citou a data de lançamento do primeiro samba oficial nas plataformas de streaming. Será o do Paraíso do Tuiuti e já na próxima segunda-feira. “Na segunda-feira, dia 15 de setembro, nas plataformas de áudio, estará disponível o samba oficial do Paraíso do Tuiuti. A ideia de lançar em single é uma decisão da gravadora das escolas, que tem um núcleo de trabalho muito bem estruturado e fornece todas as informações necessárias para que os sambas alcancem o maior número de pessoas possível”.

Sobre a comemoração do Dia Nacional do Samba, com os desfiles (antes chamados de minidesfiles) das escolas do Grupo Especial do Rio na Cidade do Samba, o presidente da Liesa revelou estar ansioso para o momento, marcado para os dias 28, 29 e 30 de novembro.

“Vou me arriscar e dizer que é o evento que estou mais ansioso para ver sendo realizado na Cidade do Samba desde que comecei a trabalhar na Liesa. Quem tiver a oportunidade de estar presente nos dias 28, 29 e 30 de novembro viverá um momento imperdível.”

Ao CARNAVALESCO, Gabriel David contou que o regulamento dos desfiles dos nove quesitos de julgamento do Grupo Especial para o Carnaval 2026 já está aprovado por todas as escolas.

“Já estamos na fase de colher as assinaturas dos presidentes, e o regulamento do Carnaval 2026 do Grupo Especial já está aprovado”, garantiu.

Philippe Coutinho participa da final de samba da Vila Isabel e prestigia a esposa e musa Ainê Coutinho

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O meia do Vasco da Gama, Philippe Coutinho, esteve presente na final de samba-enredo da Vila Isabel para o Carnaval 2026, na noite desta sexta-feira, e falou sobre o sonho da esposa, Ainê Coutinho, que é a nova musa da escola para o desfile do ano que vem.

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“Sempre foi o sonho dela. Estou aqui para acompanhar. Ela sempre torceu por mim e me acompanhou. Hoje, nós invertemos os papéis. Vim ver ela brilhar”, disse o jogador do Vasco.

Ainê Coutinho demonstrou muita felicidade pelo convite da Vila Isabel. “Estou muito ansiosa e nervosa. Expectativa lá no alto. Sempre foi meu sonho desfilar. Estou rezando para dar tudo certo”, disse a musa.

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Foto: Reprodução de internet

Vinícius Natal celebra reencontro com Bora e Haddad e destaca força do enredo da Vila Isabel para 2026

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Vinicius Natal, enredista e pesquisador da Vila Isabel, está muito contente com o reencontro com dois parceiros de longa data, Leonardo Bora e Gabriel Haddad, que assinam seu primeiro carnaval na Vila com o enredo “Macumbembê, Samborembá – Sonhei que um sambista sonhou a África”, sobre a vida e o legado de Heitor dos Prazeres. Natal assina o enredo e a sinopse ao lado da dupla de carnavalescos e destaca como a proximidade e a relação que já tinha com eles ajudam a construir a base para o Carnaval de 2026 da Vila.

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

O pesquisador ressaltou a parceria que vem de anos, nascida ainda na Intendente Magalhães e fortalecida ao longo do tempo, agora consolidada na Vila Isabel. Ele definiu essa união como uma parceria em que todos se entendem muito bem e esperam trazer ainda mais sucesso para a escola do bairro de Noel.

“Somos amigos de longa data, desde o último grupo da Intendente Magalhães em que trabalhamos juntos. Estarmos na mesma escola, que é a minha escola de coração, é muito gratificante”, afirmou.

Vinicius também se aprofundou nos detalhes da pesquisa para criar o enredo e montar a sinopse da agremiação. Ele pontuou que já havia um interesse antigo em desenvolver o tema, reforçado pela exposição no CCBB, onde Gabriel e Léo foram responsáveis pela rotunda do espaço, considerada um dos momentos importantes que culminaram neste enredo da Vila. O pesquisador destacou ainda a importância de condensar toda a pluralidade da obra de Heitor na sinopse da escola.

“Eu continuei pesquisando a obra do Heitor, a gente chegou nesse momento, o presidente também queria fazer, tudo casou. Só que é muito desafiador pela pluralidade de coisas que o Heitor fez. Conseguimos condensar isso a partir das diferentes nomenclaturas pelas quais, ao longo da vida, ele foi chamado, essas diferentes identidades que possuía”, explicou o enredista.

Natal também reforçou que essas identidades do homenageado foram um dos pontos mais interessantes de trazer para o enredo, especialmente no desfecho, que aborda a viagem de Heitor dos Prazeres a Dakar, no Festival de Artes Negras, onde também foi exibido o documentário “Nossa Escola de Samba”, que contém imagens de um desfile da Unidos de Vila Isabel. Para Vinicius, o lançamento do enredo também foi um momento de grande emoção, realizado na Pedra do Sal.

“A gente fala que ele é esse embaixador, que leva essas Áfricas que recria na sua obra para o mundo. E o grande gancho é quando ele vai para o Festival de Arte Negra de Dakar junto com a Vila Isabel. Ele faz a última viagem dele, e a Vila faz a primeira viagem dela à África. Acho que isso foi um gancho bem interessante que encontramos para o desfecho do enredo”, destacou.

Por fim, Vinicius Natal falou sobre o que os torcedores podem esperar da escola em relação ao enredo. Ele ressaltou que o trabalho é feito no dia a dia, sem favoritismos, pois acredita que todas as agremiações estão disputando o carnaval na pista. O enredista também destacou a forma calorosa como o povo do samba recebeu a proposta, com entusiasmo e ansiedade pela conquista da quarta estrela.

“As pessoas da escola estão muito felizes, se reconheceram no enredo. Acho isso muito bacana, e acredito que o clima da escola é excelente. Vamos trabalhar para fazer o nosso melhor, como sempre, em busca do título. Estamos bastante animados nesse intuito de dar o melhor que podemos”, concluiu.

Ciganerey é o novo intérprete da Lins Imperial

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A Lins Imperial segue formando a sua equipe do Carnaval 2026. Com o intuito de fortalecer o setor de canto da agremiação, a diretoria da verde e rosa do Lins contratou para o seu carro de som um reforço de peso: Ciganerey. O intérprete cantará ao lado de Pedro Vapor e Vitor Barros que estrearam no microfone oficial no último carnaval. De um lado, Ciganerey com ampla trajetória no samba, do outro, Pedro Vapor e Vitor Barros, jovens talentos revelados pela Lins Imperial.

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Foto: Daniel Pinheiro S1/Divulgação

Com quatro décadas de trajetória dedicadas à arte e à cultura do samba, Ciganerey é uma das vozes mais respeitadas do carnaval brasileiro. Sua caminhada teve início na tradicional escola de samba Engenho da Rainha, em 1985, onde passou por diversos segmentos – ritmista, passista, mestre-sala – até assumir o microfone oficial da escola. Desde então, construiu uma carreira sólida como intérprete de samba-enredo, levando sua voz marcante a diversas agremiações dentro e fora do estado do Rio de Janeiro. Em terras cariocas, o foi a voz das escolas: Engenho da Rainha, Unidos do Cabuçú, Acadêmicos do Dendê, Arranco do Engenho de Dentro, Paraíso do Tuiuti, Em Cima da Hora, Acadêmicos da Rocinha, Alegria da Zona Sul, Mangueira, e Vila Santa Teresa, sempre com talento, dedicação e profundo respeito pela história e comunidade de cada escola.

“Minha chegada é a realização de um grande sonho. A Lins sempre esteve na minha história por volta dos anos 90 eu já frequentava a escola e por algumas vezes quase fiz parte dos desfiles. A Lins tem as cores do meu coração, e com certeza será mais um grande motivo pra que eu cante com muito carinho e respeito, VERDE E ROSA são cores da felicidade”, avisa.

Pedro Vapor é oriundo da escola mirim. Passou por Filhos da Águia, Ainda Existem Crianças da Vila Kennedy e Infantes do Lins. Em 2022, Pedro Vapor se despediu da escola mirim da Lins Imperial e estreou como apoio do carro de som da escola “mãe”. No ano de 2024 também cantou como apoio nas co-irmãs Cabuçu e Unidos de Bangu. Desde 2015 fazendo parte da Lins, Pedro, teve no último desfile a primeira oportunidade de ser cantor oficial no carnaval, pela Lins Imperial.

A Lins Imperial inicia no domingo, 14 de setembro, as eliminatórias do concurso que elegerá o hino oficial que será cantado pelo trio de intérpretes, dia 15 de fevereiro, na passarela da Intendente Magalhães, sendo a décima segunda escola a desfilar pela Série Prata. A disputa acontece na quadra de ensaios situada à Rua Lins de Vasconcelos 623- Lins. A entrada custa R$ 5,00. A grande final está agendada para 4 de outubro.

Botafogo Samba Clube anuncia João Pedro Santos como novo coreógrafo da comissão de frente

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A Botafogo Samba Clube definiu o nome que comandará sua comissão de frente no Carnaval 2026. O coreógrafo João Pedro Santos será o responsável pelo quesito, considerado um dos mais decisivos na busca pelos 40 pontos. A contratação completa o time da escola, que se prepara para o desfile na Série Ouro, na Marquês de Sapucaí.

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Foto: Divulgação/Botafogo

Formado e pós-graduado em Dança pela UFRJ e também em Educação Física pela Universo, João Pedro acumula experiência como bailarino de comissão de frente desde 2015, atuando como pivô, integrante de elenco e assistente. O novo coreógrafo tem formação em jazz, dança contemporânea e dança de salão, além de colecionar prêmios em festivais, como destaque, melhor coreógrafo e melhor bailarino. Ele também é redator e desenvolvedor de espetáculos de dança reconhecidos e premiados.

“Para mim é uma honra integrar esse time de feras do carnaval. Estrear com a alvinegra do Rio será uma jornada intensa e prazerosa. Agradeço à presidência e à diretoria por confiar no meu trabalho e abrir as portas para o novo. Meu time e eu estamos muito ansiosos para colorir essa avenida”, afirmou João.

No próximo Carnaval, a Botafogo Samba Clube será a responsável por abrir a segunda noite de desfiles da Série Ouro, no sábado de carnaval, 14 de fevereiro de 2026. A escola levará para a Avenida o enredo “O Brasil que floresce em arte”, uma homenagem ao legado de Roberto Burle Marx, mestre do paisagismo e das artes visuais, desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Rangel e Raphael Torres.

Análise CARNAVALESCO: confira como passaram os sambas semifinalistas da Beija-Flor para o Carnaval 2026

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O CARNAVALESCO esteve presente em mais uma quinta-feira de eliminatórias de samba-enredo da Beija-Flor de Nilópolis. Com o enredo “Bembé”, sobre o Bembé do Mercado, o maior candomblé de rua realizado em Santo Amaro, na Bahia, foram classificados quatro sambas para a semifinal, que acontecerá no dia 18 de setembro. A próxima etapa será disputada na quadra da escola e promete uma noite bastante acirrada. Confira abaixo a análise das apresentações.

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Foto: Divulgação/Beija-Flor

Parceria de Kirrazinho: O samba de número 23, parceria de Kirraizinho, Gui Kairraz, Moisés Santiago, Miguel Dibo, Dr. André Lima e Denilson Sodré, foi defendido com segurança e, já no início, apresenta um trecho explicativo do enredo: “Bembé, é a dança do preto, é a força com candomblé”. Com melodia envolvente, o refrão do meio em iorubá “Oro mi má, oro mi maió. A benção, mainha, nos cubra de amor e leva meu sonho na casa de um beija-flor”, repetido duas vezes, é o ponto alto da obra e levou a torcida a cantar com intensidade. Bastante animados, os torcedores balançaram pequenas bandeiras da escola no ritmo do samba. Também houve encenações de manifestações culturais, como maculelê, atabaques, cortejo do Bembé e figurinos representando orixás, como Oxum e Iemanjá.

Parceria de Rômulo Massacesi: A parceria de Rômulo Massacesi, Lucas Gringo, André Jr., Nurynho Almawi, Doguinho e Ali Jabr apresentou o samba de número 06, defendido pelo intérprete Wantuir. A performance foi segura e contou com o grito de guerra “Respeita para ser respeitado”, em defesa do candomblé contra a intolerância religiosa. A obra inicia com um canto em iorubá de grande impacto e traz o refrão: “Nilópolis é Santo Amaro da Bahia, o meu Bembé, a minha guia. O som da magia levanta axé. Sou Beija-Flor, casa de candomblé”. Esse trecho é um dos pontos altos, com melodia envolvente que traduz o intercâmbio cultural entre a escola nilopolitana e a manifestação baiana. A parte “Maculelê, samba de roda, capoeira. Ê camará, ê saravá” foi cantada em coro pela torcida, que levou bandeiras azul e branca, encenações do cortejo do Bembé e até um tripé cenográfico representando Exu. O samba também foi bastante cantado por segmentos da escola.

Parceria de Sidney de Pilares: A parceria de Sidney de Pilares, Marquinhos Beija-Flor, Chacal do Sax, Cláudio Gladiador, Marcelo Lepiane e Salgado João Conga apresentou o samba de número 39, defendido pelo intérprete Bruno Ribas. A obra começa de forma potente com o verso “A curimba de baiano faz Nilópolis cantar, Aiê yê, Odoyá” e tem como destaque o refrão: “Laroyê Bará Bó, Axé Lonan. Laroyê Bará Bó, Axé Lonan. Vem da Bahia meu obi, meu orobô, é do Bembé a resistência Beija-Flor”. O samba possui melodia impactante, letra direta, mesmo com termos em iorubá, e tom de manifesto. A torcida compareceu em peso, levando atabaques, representações de orixás, defumadores e cantando toda a obra. Segmentos da escola também demonstraram adesão, reforçando a força da parceria.

Parceria de Júlio Assis: A parceria de Júlio Assis, Diego Oliveira, Diogo Rosa, Manolo, Julio Alves e Léo do Piso apresentou o samba de número 01, defendido por Tinga. A obra teve condução firme e entrosada, com coro vibrante, principalmente nos versos “Atabaque ecoou, liberdade que retumba. Isso aqui vai virar macumba” e “Deixa girar que a rua virou Bembé”, repetido duas vezes. A apresentação da torcida começou com encenação sobre o período da escravização, entoando “Ô cativeiro, ô cativeirá”, e trouxe ainda a representação da estátua de João de Obá, réplica da existente em Santo Amaro, na Bahia. Vestidos com camisas da parceria e empunhando bandeiras da escola, os torcedores mostraram grande domínio da letra. Segmentos da escola também cantaram trechos do samba.

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As parcerias de Marcelo Guimarães, Cesar Neguinho, Wander Timbalada, Rogério Damata, Maicon Lazarim e Vander Sinval, e de Junior PQD, Ailson Picanço, Nando Billy Mandy, Marcelo Moraes, Geraldo M. Felicio e Robson Carlos, sambas de número 77 e 02, respectivamente, foram desclassificadas da disputa.

Parceria de Lico Monteiro vence enquete e leitores do CARNAVALESCO apontam favoritismo na final da Unidos da Tijuca

A Unidos da Tijuca vive neste sábado, na sua quadra da Avenida Francisco Bicalho, uma das noites mais esperadas da temporada. A escola escolhe o samba que vai embalar o enredo “Carolina Maria de Jesus” no Carnaval 2026. E, de acordo com enquete realizada pelo CARNAVALESCO, a parceria de Lico Monteiro chega com amplo favoritismo, apontada por 56,8% dos votos. Na sequência, aparece a parceria de Arlindinho, com 31,4%, e a de Gabriel Machado, com 11,8%. O portal vai acompanhar a final em tempo real no Twitter e Instagram. * OUÇA AQU OS SAMBAS FINALISTAS

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Foto: Divulgação/Tijuca

A disputa começa às 22h, com três sambas finalistas que representam diferentes gerações e trajetórias dentro da própria escola e do Carnaval carioca. A parceria de Samir Trindade e Lico Monteiro reúne nomes de peso como Marcelo Adnet e Gigi da Estiva. O grupo de Arlindinho, que já levantou o troféu no último carnaval, busca o bicampeonato ao lado de Diego Nicolau e Fred Camacho. Já Gabriel Machado, que chega à sua oitava final tijucana, sonha em conquistar pela primeira vez a vitória.

Antes da disputa, a festa terá atrações para aquecer o público. Os portões abrem às 21h, com o DJ Lipe do Borel. À meia-noite, acontece o grande show de abertura. Em seguida, a Tijuca realiza a coroação da nova rainha de bateria, Mileide Mihaile, que estreia à frente da Pura Cadência de mestre Casagrande em 2026. “Estar como rainha de bateria nessa escola, nesse enredo, é uma realização, é um compromisso de valorizar nossa história e a força do samba. Cada passo meu na Sapucaí será uma reverência à Carolina, à comunidade e à Unidos da Tijuca, que está me acolhendo de braços abertos”, destacou Mileide.

Na sequência, cada parceria finalista terá 30 minutos de apresentação antes da decisão. O samba escolhido servirá de trilha sonora para o enredo que presta homenagem à escritora, memorialista e multiartista mineira, Carolina Maria de Jesus, autora do clássico “Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada”, uma das obras mais impactantes da literatura brasileira.

A Unidos da Tijuca será a responsável por encerrar a segunda-feira de desfiles no Carnaval 2026.

Serviço
Final de Samba-Enredo e Coroação da Rainha de Bateria – Carnaval 2026
📅 Data: 13/09/2025
⏰ Horário: A partir das 22h (portões abrem às 21h)
🎟️ Entrada: R$ 40,00 (antecipado) / R$ 50,00 (na hora)
💺 Mesa para 4 pessoas: R$ 500,00 (com ingressos inclusos)
🚫 Camarotes: Esgotados
🔗 Vendas on-line: Sympla

📞 Reserva de Mesas: (21) 96451-5719
📍 Local: Avenida Francisco Bicalho, 47 – Santo Cristo
👤 Classificação: Livre
📺 Transmissão: Canal Unidos da Tijuca no YouTube, a partir das 23h30

Sinopse do enredo da FlaManguaça para o Carnaval 2026

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Enredo: Ecos de Sortilégios

flamanguaca

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Justificativa do enredo

Sob a luz do Carnaval, a FlaManguaça lançaseus olhares para uma das mais intrigantes e fascinantespráticas da humanidade. Tema que atravessa séculos, culturas, civilizações econtinua a encantar as mentes de leitores, espectadores e criadores de narrativas em todo o mundo.

Escolhemoso sortilégiocomo eixo central do enredo para o carnaval de 2026. Falar sobre não é apenas resgatar tradições ancestrais,é abrir portas para um universo rico em possibilidades criativas, simbólicas e reflexivas.É reescrever a história, desfazendo os nós do preconceito e das sombras cruéis que a envolveram. Queremos revelá-la como arte de cura, de fé, de mistério, como real ponte entre o real e o sobrenatural.

Voduns, pajés, curandeiros,bruxas, sociedades secretas … levaremos para a avenida diversos personagens envolvidos com o oculto, que costumam enfrentar dilemas morais, perseguições, escolhas difíceis e desafios existenciais.

Em suma, falar de feitiçaria é mergulhar em uma tradição narrativa que nunca esgota e mantém viva a força do seu fascínio. Prepare-se para se encantar! E claro, nada mais mágico do que ser enfeitiçado por confetes e serpentinas em um pleno deslumbre de carnaval. É assim que vamos superar o impossível e realizar a nossa missão.
Vencer, vencer, vencer…

Rumo a Sapucaí pavilhão Rubro-Negro! Avante Flamanguaça!

Chico Angelo
Carnavalesco

SINOPSE

No coração da noite, quando o silêncio parece reinar, ecoa batuques e cânticos na terra-mãe. É noite de sortilégio! No sopro dos ventos antigos, ergue o chamado dos Guardiões dos Eternos Rituais. Com eles a chama primeira, o sopro que conecta mundos, a força que jamais se apaga. Senhores do mistério, feiticeiros da eternidade, com cajados e fogo abrem o cortejo mágico. Uma viagem pelos universos do feitiço. A avenida se transforma em templo, círculo sagrado, encruzilhada entre o visível e o invisível. Um fortee intenso elocom o sobrenatural.

Dos reinos africanos, onde a magia finca raízes profundas, ressoa o canto iorubá. Nos oráculos de búzios, o mar responde em conchas. Nas bolsas de couro da mandinga, escondem-se os segredos do muthi, aservas sagradas que curam e encantam. É noite de sortilégio!

Nascem os objetos do Bantu (minkisi) que guardam espíritos, as esculturas com pregos cravejados (nkondi)queprotegem juramentos, florescem Voduns, enquantosangomas lançam ossos e outros bordam manuscritos como amuletos com palavras de poder. Na boca do babalaô, os versos do Ifá revelam destinos. É a magia que não se cala, porque carrega em si o axé da vida. Cada rito é feitiço, cada canto é encantamento. É noite de sortilégio!

Nos encantos do antigo mundo, surge o brilho de Ísis, a grande feiticeira, senhora do Heka (magia), a força cósmica que sustenta deuses e homens. Nos papiros escritos com tintas sagradas, encantamentos de amor e eternidade. Vida e morte costuradas pelo feitiço da imortalidade.

Na Grécia, a fumaça sobe de Delfos, se vê pitonisas em transe que revelam a palavra dos deuses. Nos templos, o futuro se descreve em frases enigmáticas. E a humanidade descobre que a magia também é caminho para o saber.

Ainda na Europa, floresce o ocultismo renascentista. Alquimistas e magos buscam a pedra filosofal, a fórmula da vida eterna, decifram o céu nas estrelas e abrem livros proibidos, ousando tocar os segredos que a abadia tenta calar.

Na escuridão da Idade Média, bruxas resistem sob o peso das fogueiras, mas o fogo que as tenta queimar também ilumina o poder do invisível. É pura poção feminina refletida fonte de sabedoria.

Cruzando mares, nas densas selvas das Américas, os pajés erguem o maracá.A fumaça do tabaco sagrado sobe ao céu, beberagens da floresta abrem portais de visões: jaguares, serpentes e ancestrais dançam diante dos olhos. O rito indígena é ponte entre mundos, é cura, é sabedoria que nasce da mata.

No Brasil, terra do encontro de raças e culturas, o sacrilégio é cultuado de inúmeras formas. Das rezas das benzedeiras, que afastam o quebranto e transformam fé em esperança, à força dos feitiços populares: fitas amarradas, moedas lançadas em fontes, desejos soprados na canela, simpatias de amor e prosperidade. Fé se disfarçade magia, e a magia é disfarçada de fé.

E, no grande terreiro que é a rua, explode o mais poderososortilégio da humanidade: o desfile de uma escola de samba. É poção de confete e serpentina, explosão de cores e batuques, é transe coletiva que une o povo, transformando dor em sorriso, lágrima em brilho. Quando o samba ecoa, quando a emoção transborda, descobre-seo potentefeitiço rubro-negro. Nesta noite de sacrilégios, a Flamanguaçaconvoca sua gente para o ritual. Chegou a hora de se encantar e cantar!

Pois a mais forte feitiçaria afinal, tem nome sagrado: se chama Carnaval!

Chico Angelo
Carnavalesco

Independentes de Olaria realiza ‘Feijoada do Lobo’ neste domingo

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A quadra da Independentes de Olaria será palco, no próximo domingo, 14 de setembro, a partir das 12h, de mais uma edição da aguardada Feijoada do Lobo. O evento marca a apresentação oficial do enredo e da equipe para o Carnaval 2026 da azul e branca da Leopoldina.

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Foto: Divulgação/Independentes de Olaria

Além do retorno da tradicional feijoada da Vivi, o público poderá aproveitar um domingo repleto de música, samba e alegria. A programação contará com o show da escola e de seus segmentos, além da apresentação do grupo Samba do Padrinho, garantindo um repertório envolvente para não deixar ninguém parado.

O encontro acontecerá na quadra da Independentes de Olaria, localizada na Rua Alfredo Barcelos, 711, em Olaria. Mesas e feijoadas já estão disponíveis para venda antecipada pelo telefone (21) 96412-0257 (Fátima).