Desde a prisão do presidente Francisco de Carvalho, a Mangueira se manteve em silêncio em relação à retirada do apoio da Uber ao carnaval. A empresa alegou que o compliance da entidade desaconselhou a liberação do patrocínio por conta da prisão do deputado. O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, também abordou o tema acusando as escolas de samba de terem perdido o apoio que ele conseguiu.
O ex-presidente da Mangueira, Álvaro Luiz Caetano, o Alvinho, afirmou que a escola está encarando a situação como manda o estatuto e declarou que espera que Chiquinho consiga sua liberdade em breve.
“É uma situação inusitada e a Mangueira está seguindo seu estatuto. O vice-presidente Aramis assumiu e toma todas as providências cabíveis à função. A gente espera que essa situação envolvendo o Chiquinho possa ser solucionada o mais rápido possível”, acredita.
Alvinho opinou que não cabe à Mangueira um posicionamento sobre a alegação da Uber para retirar o apoio, mas à Liga Independente das Escolas de Samba.
“A Mangueira acha que tem de haver uma posição da Liesa com relação a esse posicionamento da Uber e não da escola. O presidente Chiquinho é uma pessoa atuante e batalhadora e dedicou uma vida à escola. Seus projetos sociais mudaram a vida de muita gente na comunidade. Aguardamos que essa situação se resolva o mais rápido possível”, concluiu.
Aramis Santos assume estatutariamente a presidência da Mangueira enquanto Chiquinho estiver preso. De coração aberto ele fala à reportagem do CARNAVALESCO sobre a importância do cargo e confessa não ter tomado nenhuma decisão nesses anos da gestão de Chiquinho, enquanto foi seu vice.
“Eu acho que a Mangueira tem uma massa acompanhando. Não podemos deixar furo. A responsabilidade de assumir este cargo é enorme. O Chiquinho foi preso, não sei o motivo. Que Deus nos ajude e que ele possa sair antes do carnaval. Ele é quem recuperou os bons carnavais e a credibilidade da escola. É uma situação bastante desagradável, não vou negar. Sabemos o que estamos passando ali dentro. Na ausência do presidente eu assumo. Não é o que eu gostaria, fiquei três anos sem fazer nada. Chegou a minha vez de fazer algo”, confessou.


Péricles será destaque na programação musical da Feijoada da Viradouro, no domingo, 16, na quadra da vermelho e branco, em Niterói. No repertório, estarão novos sucessos, como “Até que durou”, “Logo de manhã” e “Foi inevitável”, além de outros hits da carreira do sambista. O evento, que vai começar às 14h, terá ainda apresentação do cantor e compositor Renato da Rocinha e show com a participação dos segmentos da agremiação, ao som da bateria da escola.
“Um dia de cada vez”. É o texto do post desta quarta-feira, na página de Arlindo Cruz, nas redes sociais. A família comemora o avanço na recuperação do sambista. No post, Arlindo aparece tomando sorvete. O cantor segue seu processo de recuperação do AVC em casa desde o mês de julho. Veja abaixo o vídeo.
Representantes das 14 escolas de samba do Grupo Especial e a direção da Liesa participaram de uma reunião na sede da Riotur, na tarde desta quarta-feira, na Barra da Tijuca, e ouviram do presidente do órgão público, Marcelo Alves, que o pleito é legítimo e que será marcada uma reunião ainda esse mês com o prefeito Marcelo Crivella e o secretário da Casa Civil, Paulo Messina.
Os ventos sopram para outros ares na Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). O conflito com a Prefeitura do Rio e o corte, mais uma vez, da verba para o Grupo Especial, abriu espaço para entrada dos filhos dos patronos da Vila Isabel, Viradouro e Beija-Flor. Luiz Guimarães (vice-presidente da Vila Isabel), Marcelinho Calil (presidente da Viradouro) e Gabriel David (conselheiro da Beija-Flor) estão trabalhando ativamente na mudança de cenário e a entrada da Liga no mundo atual do marketing e redes sociais.
Desde 2011, Cunha trabalha diretamente com Roberto Medina e equipe na produção do festival. Porém, em 2017, ele já não exercia o cargo de diretor de operações. Márcio Cunha já tinha revelado que não faria parte do Rock in Rio 2019. Atualmente, ele está no Grupo Cataratas e atende ao Rio Zoo. O mais curioso é que Márcio é amigo pessoal de Marcelo Crivella, filho do prefeito do Rio, e, adversário das escolas de samba.
Portelense fervoroso o compositor Jorge do Batuke não vai esquecer nunca a vitória na disputa de samba-enredo da Portela para o Carnaval 2019. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, ele que assina a obra com os parceiros Valtinho Botafogo, Rogério Lobo, Beto Aquino, Claudinho Oliveira, José Carlos, Zé Miranda, D’Souza e Araguaci, diz que vive um sonho ser o autor do samba que vai homenagear Clara Nunes na Avenida.
“Desde que eu tinha 8 anos eu sonhava em vencer um samba na Portela. Meu pai sempre foi compositor da escola. Entrei em ala ainda criança, cheguei à bateria e já no segmento disputei samba. Meu samba caiu no primeiro corte e eu perdi até o rumo de casa, mas o detalhe é que eu moro na rua da quadra (risos). Tinha 17 anos. De 2011 pra cá venho chegando mais perto, disputando finais. Minha batalha vem de muitos anos, eu amadureci muito. Venci duas vezes o samba de terreiro. Eu não apareci ontem. Eu nunca imaginaria, nem no melhor sonho, vencer o samba em homenagem à Clara”, disse.
Batuke apontou o diferencial do seu samba de 2019. “Eu acho que o diferencial é ser a própria Clara. É um ícone da nossa escola. É o nosso Cartola, Ismael Silva, Noel Rosa. Pessoas que se foram e que estão imortalizadas através de suas obras. Gostaria de um dia ver o Paulo da Portela como enredo. Os últimos seis sambas que disputei, quatro foram feitos em primeira pessoa. É o meu estilo. Se você acertar você emociona. Acredito que tenha sido o maior trunfo dessa nossa obra, a emoção”.
A carnavalesca da Portela Rosa Magalhães lançou nesta terça-feira na Cidade do Samba o seu terceiro livro. A obra intitulada ‘E vai rolar a festa’ conta bastidores da abertura do Pan-Americano Rio 2007 e de encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016, ambas com a participação da artista na concepção artística. No caso do Pan a carnavalesca ganhou o Emy Internacional pelos figurinos apresentados.
“Captei metade do que havia solicitado e obtive uma grande ajuda de uma equipe para conseguir desenvolver esse projeto. A Célia Domingues da Amebras cuidou de toda essa parte mais burocrática. A Lei Rouanet é muito importante para o cultura deste país. Sem ela eu jamais teria conseguido concluir esse projeto. Acho importante todos se conscientizarem disso”, destacou a carnavalesca.
Terminou na segunda-feira o prazo para inscrição das chapas na eleição presidencial do Salgueiro. Apenas a chapa 2, de André Vaz, realizou a inscrição. Com isso, ele poderá ser aclamado no domingo ou até antes caso aconteça através do desembargador do Tribunal de Justiça.
Wilson Moisés deixou a presidência da Vila Isabel em 2011. Fez o seu filho, Wilsinho Alves, seu sucessor em 2012 (permaneceu até 2014) e desde que a família se afastou do comando da azul e branca, Moisés estava distante de cargos diretivos nas escolas de samba. O momento do retorno chegou e Moisés assumiu a direção de carnaval na Acadêmicos da Rocinha e na União do Parque Curicica, escolas do Grupo de Acesso. Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO, o ex-presidente da Vila falou deste retorno e traçou um paralelo da forma de se administrar uma escola no Acesso.