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Vote: Qual parceria é favorita para vencer a disputa de samba da Grande Rio?

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A Grande Rio faz no sábado, em Duque de Caxias, a final de samba-enredo para o Carnaval 2026. Cinco parcerias estão na decisão. Abaixo, você pode ouvir os sambas e apontar a parceria favorita para vencer. Vamos divulgar o resultado no sábado.

O enredo da Acadêmicos do Grande Rio para o Carnaval 2026 se chamará “A Nação do Mangue”, tema que vai celebrar o movimento cultural Manguebeat, surgido no Recife. O carnavalesco responsável é Antônio Gonzaga, recém chegado à escola após a saída de Gabriel Haddad e Leonardo Bora. A Grande Rio desfilará na terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, sendo a terceira escola.

 

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Grande Rio 2026: samba da parceria de Pérola do Samba (Recife)

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COMPOSITORES: NININHO RECIFE, BARRÃO, TONY E BETO SAMBSTAR.
INTÉRPRETES: JJ, ROGÉRIO BOLE BOLE, DIDO MONTEIRO E TONY

OXENTE CAXIAS, NÃO SE AVEXE CHEGO JÁ.
SE A BAITERA NÃO VIRAR, LEVO ARATU, SIRI.
DOBRA SURDO DE TERCEIRA E ALFAIA
NESSE ‘GRANDE RIO’ DE LAMA VOU PLANTAR MINHA RAIZ

VOU EU MENINO PELAS MARGENS DA MARÉ​
COM AS BENÇAM DE NANÃ VOU FINCAR A MINHA ARTE
NESSE CHÃO DE CONCHAS E ESPINHOS
VI BROTAR CADA NAÇÃO, CADA ESTANDARTE.
UM MOVIMENTO CONTRA CULTURAL
A FAUNA E A FLORA EM SINTONIA
INSPIRAÇÃO QUE VEM DO MANGUEZAL
A VOZ QUE ECOA NA PERIFERIA
LAMENTO NEGRO AO SOM DO TAMBOR
OS IDEAIS VOAM NO MEU PENSAMENTO
DA FOME, VIOLÊNCIA E PALAFITAS.
O MEU CANTO É RESISTÊNCIA E FUNDAMENTO

MANAMAUÊ O GALO CANTOU
CARANGUEIJO EU SOU, CIRANDA PRAIEIRA.
MARACATU DARUÊMALUNGO
SALVE SALÚ E AS FESTAS DE PERNAMBUCO

O POVO NÃO QUER VIVER NA LAMA
MAS NA LAMA ESCORRE O SEU SUOR
A GENTE QUER UM MUNDO LIVRE SEM GANÂNCIA
E UMA CERVEJA PRA PENSAR MELHOR
ESSE OVERDRIVE LEVANTA A POEIRA
É MANGUEBEAT QUE CORRE NA VEIA
DE BRASÍLIA TEIMOSA A CAPIVARI
DE 04 A NAÇÃO ZUMBI
CHICO, CAXIAS TE ABRAÇA.
É REVOLUÇÃO CHEGOU A HORA
É TEMPO DE RECOMEÇAR
UM NOVO DIA RENASCERÁ

João Vitor celebra força espiritual do Bembé e inspira enredo da Beija-Flor: ‘Beber daquela fonte sagrada foi um renascimento’

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João Vitor Araújo, junto à equipe criativa da Beija-Flor e outros integrantes da escola, participou da centenária tradição do Bembé do Mercado, considerado o maior candomblé de rua do mundo, realizado no município de Santo Amaro (BA), no último 13 de maio. O CARNAVALESCO conversou com o artista durante a apresentação da sinopse para os compositores, ocasião em que ele detalhou como a vivência no Bembé influenciou o enredo e marcou sua trajetória pessoal. O artista destacou a oportunidade de presenciar a cerimônia presencialmente, pouco tempo após o anúncio do enredo da Beija-Flor, ressaltando a religiosidade e a energia vividas em Santo Amaro como um momento profundo e especial.

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

“É uma oportunidade dourada, porque, graças ao orixá, é uma festa que acontece em maio, então deu tempo. Queria ver se ela acontecesse em dezembro, janeiro, perto do carnaval… então deu tempo de a gente beber daquela fonte sagrada e tomar a bênção de cada pai e mãe de santo do Recôncavo. É renascer. Eu, que sou renascido para o orixá, acho que renasci lá 65 vezes, porque é uma energia única, um momento único. Acho que todos que tiverem a oportunidade deveriam conhecer o Recôncavo e o Bembé”.

Estar presente em Santo Amaro, segundo ele, foi determinante para compreender profundamente a energia da cerimônia, algo que só se sente in loco.

“É uma energia espiritual. O Bembé você pode até ver no YouTube, em documentários, vídeos e registros, mas é diferente. Você precisa estar lá para sentir. Lá, você percebe coisas que não sente assistindo a um vídeo e vê coisas que a câmera não mostra”.

O artista também destacou o papel do povo na manutenção da tradição, lembrando que a associação do Bembé pediu que a fé da comunidade fosse valorizada no enredo.

“É interessante falar sobre isso. O povo e a fé de cada pessoa que habita aquela cidade, sejam católicas, de outra fé, são fundamentais. O Bembé, que é o Candomblé, respeita todas as religiões. Durante a apresentação da sinopse, falei sobre a intolerância religiosa, que não vinha respeitando o Bembé, mas o Bembé respeita todos e reza por todos”.

Sonho realizado! Rodrigo Delduque comemora nova quadra da Tucuruvi e exalta estrutura: ‘É tudo pela comunidade’

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A Acadêmicos do Tucuruvi enfim tem uma nova casa. Após anos realizando seus ensaios na quadra da Avenida Mazzei, a escola passa a ocupar uma estrutura muito maior, oferecendo mais conforto à comunidade e possibilitando a realização de eventos de grande porte. O espaço da Mazzei tem valor afetivo e sempre foi um lar acolhedor para os sambistas, mas havia um consenso dentro da agremiação de que o “Zaca” precisava de um local mais amplo para receber seus componentes. A nova quadra está localizada na Rua Manuel Gaya, 200, na própria Vila Mazzei, onde funcionava o antigo barracão da escola. O CARNAVALESCO ouviu o vice-presidente Rodrigo Delduque, que falou sobre a realização desse sonho e os próximos passos de melhorias.

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Foto: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Um lar de todos

O clima foi de emoção e orgulho durante a apresentação da nova quadra da Acadêmicos do Tucuruvi. Rodrigo Delduque relembrou sua trajetória na agremiação e destacou a conquista do novo espaço.

“Eu era muito pequeno quando entrei aqui pela primeira vez e, hoje, temos essa estrutura maravilhosa. Nós fizemos tudo pela comunidade. Quero agradecer ao Movimento Salve Periférico e ao papai Milton Leite, que nos abençoou. Graças a Deus, hoje contamos com uma grande quadra para a comunidade, para os trabalhos sociais e para o uso do povo do Tucuruvi em geral. Esta casa não é só de carnaval, é de samba, de família, e é onde o componente pode chegar e se sentir dono do espaço, contribuindo para melhorar”, celebrou.

Futuro da antiga sede e centralização na nova quadra

Apesar do espaço recém-inaugurado, a Tucuruvi mantém sua sede localizada na Avenida Mazzei, que é o espaço principal da escola desde sua fundação. Antes, a região era um campo de futebol, e a agremiação foi realizando diversas transformações até se tornar a quadra de ensaios atual. No entanto, trata-se de um imóvel alugado, e a ideia da Tucuruvi é resolver as pendências no local e concentrar todas as atividades apenas na Manuel Gaya.

“Nós ainda temos alguns afazeres e pendências para resolver, mas, a partir de agora, todos os eventos serão concentrados aqui na Rua Manuel Gaya. Já demos o pontapé inicial na semana passada com a festa da feijoada, e a tendência é dar continuidade”, afirmou.

O novo espaço, por sua vez, funcionava anteriormente como um dos barracões da escola. Diferentemente da Avenida Mazzei, a quadra recém-inaugurada é um imóvel próprio da Tucuruvi, o que certamente ajudará a reduzir custos nos próximos anos. Delduque revelou que, após a adaptação completa e a conclusão das obras, a mudança será definitiva.

“A outra sede, por enquanto, ainda abriga algumas coisas nossas e assuntos a serem resolvidos, mas, assim que estivermos totalmente adaptados aqui e com as obras concluídas, vamos nos transferir de vez para cá e entregar o outro espaço”, explicou.

Felicidade de Seo Jammil

Embora Rodrigo Delduque esteja à frente da escola no carnaval e nos principais assuntos da Tucuruvi, Seo Jammil continua sendo o presidente da agremiação. Aos mais de 90 anos, ele teve um antigo sonho realizado, segundo Rodrigo.

“O Seo Jammil está maravilhado. Ele até me emocionou quando entrou aqui outro dia. Esteve comigo e foi humilde ao dizer que acabei realizando um sonho dele. Fico muito feliz pela felicidade dele. O Seo Jammil é uma figura importante não só para a Tucuruvi, mas também para o carnaval de São Paulo”, concluiu.

Vote: Qual parceria é favorita para vencer a disputa de samba da Imperatriz?

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A próxima sexta-feira promete em Ramos e toda Zona da Leopoldina do Rio. Nove vezes campeã do Carnaval carioca, a Imperatriz Leopoldinense realiza em sua quadra, a partir das 20h, sua grande final para a escolha do samba-enredo que irá para a Marquês de Sapucaí no ano que vem. Três parcerias estão na final: Hélio Porto e cia (Samba 05), Jeferson Lima e cia (Samba 10), e Gabriel Coelho e cia (Samba 13). Abaixo, você pode votar e escolher a parceria favorita para vencer. Vamos divulgar o resultado na sexta.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

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Com a expectativa de uma noite repleta de alegria e emoção, onde contará com apresentações especiais dos segmentos da escola, as vendas de ingressos para a decisão na Rainha de Ramos já estão esgotadas. Na última terça-feira), o sorteio com a ordem de apresentação das três parcerias aconteceu na Cidade do Samba, no barracão da agremiação, durante um almoço com a diretoria da escola e um representante de cada parceria finalista. O grande homenageado e a Rainha de Bateria IZA também participaram do encontro. Ficou definido que cada uma das parcerias terá 25 minutos de apresentação, com duas passadas sem bateria.

Em 2026, a Imperatriz Leopoldinense será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval (15/02). A agremiação busca o seu 10º campeonato.

SERVIÇO:
Final de samba-enredo Carnaval 2026 da Imperatriz Leopoldinense
Data: 19.09 (sexta-feira)
Horário: a partir das 20h
Endereço: Quadra de Ensaios LPD- Rua Professor Lacé, 235- Ramos

Jack Vasconcelos destaca riqueza estética nas fantasias do Tuiuti para o Carnaval 2026

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O Paraíso do Tuiuti concluiu uma importante etapa do processo de criação para o Carnaval 2026. A agremiação apresentou os protótipos das fantasias criadas pelo carnavalesco Jack Vasconcelos para o enredo “Lonã Ifá Lucumi” sobre uma vertente religiosa afro-cubana que vem sendo redescoberta no Brasil. O colorido característico da região estará bastante presente nos figurinos.

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

“A pesquisa visual desse desfile foi muito rica e bastante interessante. E isso vai se refletir nas fantasias dos componentes. Cada setor foi pensado esteticamente de uma forma e isso vai se revelar, naturalmente, na cor de cada um deles”, pontua Jack.

Os interessados em desfilar no Tuiuti já podem realizar a inscrição nas alas da comunidade. O cadastramento está sendo feito às segundas, a partir das 19h, na quadra da agremiação. É preciso levar documentos básicos, como RG, CPF, comprovante de residência e uma foto 3×4.

Logo após o cadastro, a partir das 20h, a agremiação também realiza os ensaios de canto com o samba do Carnaval 2026. A quadra do Tuiuti fica no Campo de São Cristóvão, 33, no bairro de São Cristóvão.

A escola será a primeira a desfilar na Marquês de Sapucaí, na terça-feira de Carnaval.

Veja imagens (Fotos: Divulgação/Gipe Produções)

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Fênix da Viradouro! Julinho e Rute celebram trabalho e vivem emoção especial com homenagem a Ciça

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Casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos do Viradouro desde 2018, Julinho e Rute refletem sobre a trajetória na escola e a preparação para o Carnaval 2026. Eles relembram a chegada à agremiação em um momento difícil da carreira, quando vinham da pior nota do Grupo Especial, e comemoram a retomada na vermelha e branca de Niterói.

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Fotos: Luan Costa/CARNAVALESCO

“Chegamos à Viradouro em uma fase complicada, cheios de dúvidas sobre se conseguiríamos resgatar o casal que já fomos. Encontramos aqui uma estrutura gigantesca, algo que nunca tínhamos vivido. Bateu aquele medo: ‘E agora? Será que vamos entregar o que a escola espera?’”, contou Rute, que soma 29 carnavais como porta-bandeira.

Segundo Rute, a emoção foi imediata já no primeiro desfile. “Quando vi os carros chegando na concentração, tive uma crise de choro. Pensei: ‘A escola está linda, não posso decepcionar a diretoria’. Graças a Deus, renascemos junto com a Viradouro, como uma fênix”, completou.

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Emoção com Ciça

Para 2025, a emoção é redobrada com o enredo em homenagem a Ciça, figura marcante do carnaval carioca. O casal destaca a honra de viver esse momento ao lado do mestre.

“Estamos vivendo uma emoção diferente a cada dia. A gente ama e admira o Ciça e tudo o que ele representa pro carnaval. Temos a oportunidade de conviver com ele, nos vemos representados, em tudo que ele está vivendo e sentimos juntos cada emoção desta contagem regressiva até o desfile. A Viradouro mais uma vez sendo pioneira, com ideias novas”, disse Julinho.

Rute reforça que, mesmo não sendo a homenageada diretamente, sente-se representada: “Eu estou me sentindo homenageada através do Ciça. Não dava para escolher todos, mas junto com ele estão os casais, os mestres, as baianas. Esse vai ser nosso diferencial. Nós sabemos o que ele sente em uma quarta-feira de cinzas, porque vivemos isso também. Então é como se fosse conosco”, reforça a porta-bandeira.

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Julinho projeta o desfile, imagina a emoção do mestre na avenida e acredita que a homenagem ao Ciça trará uma energia única para a Viradouro: “Vai ser muito louco. Ele entrar com a bateria e atrás dele a escola contando a história da vida dele. Cada componente vai querer passar essa vibração para ele. É um combustível. Vai mexer com a comunidade, com cada componente. Estar nesse enredo é como se fôssemos nós sendo homenageados também”, pontuou o mestre-sala.

Ensaios e cabine espelhada

Sobre a preparação, o casal mantém a rotina de ensaiar cedo: “Colocamos isso como prioridade. O que acontecer ao longo do dia, já cumprimos a tarefa mais importante, que é ensaiar”, explicou Rute.

Quanto à novidade da cabine espelhada, que será usada pela primeira vez na apuração, eles admitem dúvidas, mas garantem adaptação: “As reuniões aconteceram com os presidentes, não com os casais. Estamos fazendo testes, vendo como nos adequar. Mas temos certeza de que todos os casais vão dar conta do recado. Se tem uma coisa que mestre-sala e porta-bandeira sabem fazer, é se reinventar”, finalizaram.

Parceria de Ailson Picanço e Marcelinho Santos são destaques na semifinal de samba da Grande Rio

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Seis parcerias subiram ao palco na semifinal da disputa de samba-enredo da Acadêmicos do Grande Rio, na noite da última terça-feira, na quadra da agremiação. Apesar da disputa em aberto, duas parcerias se destacaram, entre elas a de Ailson Picanço. Ao todo, cinco obras concorrentes seguirão para a grande final, que acontecerá no próximo sábado. As finalistas devem ser anunciadas nas próximas horas, por meio das redes sociais da Tricolor da Baixada. A escola de Duque de Caxias levará para a Marquês de Sapucaí em 2026 o enredo “A Nação do Mangue”, de autoria do carnavalesco Antônio Gonzaga. Veja, abaixo, as análises das apresentações desta penúltima etapa.

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Foto: Rafael Arantes/Divulgação Grande Rio

Parceria de Derê: O intérprete Bruno Ribas ficou responsável por defender a parceria composta por Derê, Licinho Jr. Moratelli, Julio Alves e Fabio Gomes. Apesar de ser forte e imponente na gravação, o samba não trouxe tanta animação ao público e ficou abaixo do esperado. Já os torcedores levaram bandeirões nas cores da agremiação, mas poucos cantavam. Apesar da força, o grupo teve uma apresentação apenas regular.

Parceria de Mariano Araújo: A obra também é assinada por Moisés Santiago, Dionísio, Aldir Senna e Wolkester Rolleigh. O intérprete Tuninho Jr. ficou responsável por defender a parceria e foi um diferencial na hora de levantar o samba. A composição chama a atenção pela riqueza e por conseguir conectar o enredo às raízes da Tricolor Caxiense, como em: “Caranguejos emergem da periferia/ Num grito que une Recife e Caxias”. Já o refrão, apesar de forte, faz referência à bateria da Grande Rio em “No baque virado dos tambores da invocada” — nome descontinuado nos últimos anos. Ainda assim, o grupo fez uma ótima apresentação e contou com uma torcida numerosa e animada, que levou bandeirões da Grande Rio. Nem todos cantavam, mas ao final da apresentação os torcedores fizeram questão de entoar o samba em coro.

Parceria de Myngal: Os intérpretes Charles Silva e Tinguinha ficaram encarregados de representar a parceria composta por Myngal, Denilson Sodré, João Diniz, Miguel Dibo e Hélio Porto. Ambos foram fundamentais na ótima apresentação do grupo, que contou com o apoio de uma torcida presente em peso, embora nem todos cantassem. A obra traz críticas sociais e políticas, como em: “A pobre elite não vê, ou sempre finge/ o que me aflige, eu brado, é grave”. Ao fim, os torcedores da parceria seguiram cantando o samba.

Parceria de Marcelinho Santos: Os intérpretes Tem-Tem Jr., Ito Melodia, Vitor Cunha e Thiago Brito defenderam a obra escrita por Marcelinho Santos, Henrique Bililico, Xande de Pilares, Ricco Ayrão e Sérgio Daniel. O samba consegue ser animado e, ao mesmo tempo, um dos que mais se aproximam do manifesto do mangue. O refrão “chiclete” facilitou o canto dos torcedores sem soar simples demais: “Maré que vem, maré que vem/ Caranguejo em movimento não aceita ser refém”. A letra, o palco forte e o peso da maior torcida da noite resultaram em uma ótima apresentação.

Parceria de Ailson Picanço: Os intérpretes Dodô Ananias e Fábio Moreno ficaram responsáveis por defender a obra composta por Ailson Picanço, Marquinho Paloma, Davison Wendel, Xande Pieroni e Marcelo Moraes. Juntos, contribuíram para a excelente apresentação do grupo. A parceria aparenta ir na contramão de parte das concorrentes ao abrir mão de um hino animado para apostar em um samba-manifesto. A obra é enfática e dialoga com o Manguebeat em referências culturais, sociais e políticas. Um exemplo é o verso “Gramacho encontrou Capibaribe”, que estabelece, de forma indireta, um paralelo entre o rio Capibaribe e o lixão de Jardim Gramacho. Se este for o tom escolhido pela escola para o desfile, trata-se de uma grande obra em potencial. Apesar da riqueza poética e da ótima condução dos intérpretes, é importante destacar que a torcida deixou a desejar em determinados momentos da apresentação. Um melhor desempenho na grande final pode ser um diferencial na busca pela vitória.

Parceria de Samir Trindade: Wantuir comandou o samba escrito por Samir Trindade, Mateus Pranto, Laura Romero, Binho Teixeira e Leandro Custódio. O palco forte e a torcida animada, que esteve presente em peso, ajudaram no bom desempenho da obra. O samba é mais poético e utópico, com foco na ancestralidade e na força simbólica do mangue. O refrão, embora fácil de memorizar e bastante cantado pela torcida, causou uma quebra no tom (importante: não estamos falando de tom musical, mas de discurso na letra) ao encerrar com “Respeite o meu chão/ Grande Rio eu sou”. A torcida levou bandeiras e balões nas cores da escola, ajudando a valorizar ainda mais a apresentação.

Lula recebe equipe da Acadêmicos de Niterói e ouve samba-enredo para o Carnaval 2026 em sua homenagem

Às vésperas do lançamento do samba-enredo para o carnaval de 2026, a Diretoria da Acadêmicos de Niterói foi recebida pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. Super honrado em ser o enredo da agremiação para 2026, Lula recebeu a camisa oficial da escola das mãos do Presidente Wallace Palhares.

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Fotos: Ricardo Stuckert / PR

Lula também ouviu em primeira mão o samba-enredo através dos compositores presentes Teresa Cristina, Paulo César Feital, André Diniz, Fred Camacho, Júnior Fionda e Lequinho.

A festa de lançamento do samba-enredo da agremiação acontecerá neste domingo, 21 de setembro, a quadra localizada na rua Xavier Brito, 22 – Niterói, a partir das 14h. A entrada será 1kg de alimento não-perecível.

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Vai-Vai busca novo espaço para sede na rua Rui Barbosa, no Bixiga

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Uma das grandes questões envolvendo a infraestrutura de escolas de samba em São Paulo ganha um novo capítulo. O Vai-Vai, maior campeão do Grupo Especial da cidade e que está sem quadra desde 2021, quando o histórico espaço foi cedido para a construção de uma estação de metrô, passou a pleitear um novo local para chamar de sede. E um novo endereço já está na mente da agremiação: a rua Rui Barbosa, no Bixiga – região que, hoje, foi absorvida pela Bela Vista, terreiro histórico vaivaense. A situação, que já se arrasta por quatro anos, entretanto, ganha um novo capítulo – que foi revelado para a reportagem do CARNAVALESCO.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Novo espaço pleiteado

Se, antes, o Vai-Vai tinha um acordo para ter um novo espaço na rua Almirante Marques de Leão (que tem início no final da rua Doutor Loureço Granato, um dos endereços que formavam as históricos Cinco Esquinas, como era conhecida a antiga sede vaivaiense), a busca do Vai-Vai passou a ter olhos para outro local: o antigo Teatro Zaccaro e a Fábrica Elin, também no Bixiga, na altura do número 266 da rua Rui Barbosa.

Vale destacar que o espaço passa longe de ser desconhecido pelo Vai-Vai. O local abrigou, por exemplo, as finais de samba-enredo para os carnavais 2025 e 2026 e realizava ensaios de rua iniciados em tal ponto do endereço.

E o outro endereço?

Quando deixou a histórica antiga sede, nas já citadas Cinco Esquinas, o Vai-Vai negociou com o consórcio de empresas responsável pela construção da Linha 6 – Laranja do Metrô de São Paulo um novo espaço na rua Almirante Marques Leão. Tal espaço, entretanto, passou a ser alvo da 6ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, que alegou uma série de irregularidades no espaço.

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De acordo com a nota da agremiação, “o Vai-Vai não tentará recurso na decisão da suspensão das obras e, nesse sentido, renova seu mais profundo respeito aos Poderes constituídos (e, neste caso, o Poder Judiciário)”.

É importante destacar que, após deixar a tradicionalíssima sede, a escola passou a fazer eventos na antiga quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, na rua Tabatinguera – a 600 metros da Praça da Sé e a mais de dois quilômetros da antiga sede alvinegra. O espaço foi vendido pelo antigo locador, e a agremiação passou a realizar ensaios na quadra da coirmã Uirapuru da Mooca.

Em prol da população carente

Ainda de acordo com a nota oficial do Vai-Vai, a Escola do Povo propõe que o espaço negociado entre a escola e as empresas responsáveis pela estação de metrô “sejam utilizados pela Prefeitura para construção de moradia social, preferencialmente para permanência da população negra”.

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A antológica antiga quadra da escola, localizada em um raro imóvel no entroncamento das ruas São Vicente, Doutor Lourenço Granato e Cardeal Leme, foi requisitada em 2015 pela Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos por meio da Prefeitura de São Paulo. Na área, está prevista a construção de uma estação de metrô da Linha 6-Laranja, que ainda será inaugurada.

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Originalmente, a estação estava prevista para se chamar 14-Bis – nome de uma conhecida praça na avenida Nove de Julho, das principais vias de São Paulo, e que ficava distante apenas um quarteirão da antiga quadra. Em 2021, a agremiação deixou o espaço após chegar a um acordo com o consórcio de empresas encarregado de construir a estação – posteriormente, foi descoberto que o Quilombo Saracura, sempre lembrado pelo próprio Vai-Vai, estava sediado exatamente no local.

Por conta de tal descoberta arqueológica, a futura estação teve o nome alterado para 14 Bis – Saracura. As peças, entretanto, fizeram com que a inauguração da estação fosse adiada para 2029 – enquanto a própria Linha 6 – Laranja tem previsão de inauguração para 2026.

Confira a íntegra da nota

“O Vai-Vai não tentará recurso na decisão da suspensão das obras e, nesse sentido, renova seu mais profundo respeito aos Poderes constituídos (e, neste caso, o Poder Judiciário).

Cabe esclarecer que a opção pelo imóvel da Rua Rocha com a Marques Leão foi a única viável diante da desapropriação por que passamos para a realização das obras do metrô.

Considerando a inviabilidade de construção de nossa sede no local, a proposta de permuta do terreno da Marques Leão por moradia popular segue em negociação com a prefeitura, em outras esferas do poder público, tanto municipal, quanto estadual e federal.

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A proposta é que os terrenos da rua Rocha e Almirante Marques Leão sejam utilizados pela Prefeitura para construção de moradia social, preferencialmente para permanência da população negra, conforme determina o Plano Diretor sobre o TICP do Bixiga.

Em troca, a escola solicita a desapropriação por interesse cultural dos terrenos do Antigo Teatro Zaccaro e da Fábrica Elin, na Rua Rui Barbosa, para instalação de sua nova sede social, e do centro cultural comunitário do Bixiga.

Vale ressaltar que a escola segue lutando para preservar suas raízes ancestrais no bairro em que nasceu e se consolidou como um patrimônio cultural da cidade”.