Portela vai ocupar Museu de Arte do Rio com atividades culturais neste sábado
O Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, abrigará, neste sábado, um dia inteiro de atividades com a Portela. A programação, que começa às 9h30, inclui debate, sessão de autógrafos, oficina de percussão, exibição de filmes e roda de samba. A entrada é gratuita.
A abertura do MAR de Oswaldo Cruz e Madureira, como o evento foi batizado, reunirá em um debate o presidente Luis Carlos Magalhães, a carnavalesca Rosa Magalhães, o escritor Vagner Fernandes e o presidente do Conselho Deliberativo e membro da comissão de Carnaval da agremiação, Fabio Pavão. O tema será o enredo de 2019, que homenageia a eterna cantora Clara Nunes.
Parceria entre o Departamento Cultural da agremiação e a Secretaria Municipal de Cultura, a ocupação portelense no MAR vai terminar com uma grande roda comandada pelo grupo Samba dos Crias, formado por integrantes da Portela, nos pilotis do prédio.
Mais do que uma celebração da história, dos sambas e dos grandes nomes da Portela, o evento servirá também para que o público conheça um pouco mais dos projetos sociais e culturais mantidos pela maior campeã do carnaval carioca.
O Museu de Arte do Rio (MAR) fica na Praça Mauá 5. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3031-2741.
Confira a programação completa:
9h30– Debate sobre o enredo com Luis Carlos Magalhães, Rosa Magalhães, Vagner Fernandes e Fábio Pavão
Local: Pavilhão de exposições
10h30– Lançamento e sessão de autógrafos do livro “E Vai Rolar a Festa…”, de Rosa Magalhães
Local: Pavilhão de exposições
11h– Visita mediada à exposição “O Rio do samba: resistência e reinvenção”
Local: Pavilhão de exposições
12h às 14h – Intervalo
14h– Visita mediada à exposição “O Rio do samba: resistência e reinvenção”.
Local: Pavilhão de exposições
14h30– CineSamba – Serão exibidos os filmes do projeto Por Telas e o documentário originado a partir da criação do Perímetro Cultural de Oswaldo Cruz
Local: Auditório
14h30– Oficina de surdo com integrantes do Samba dos Crias (é necessário inscrição prévia)
Local: Auditório
15h30– Debate com a produtora Cecília Rabello, idealizadora do Por Telas, vereador Reimont e o diretor cultural da Portela, Rogério Rodrigues, um dos idealizadores do projeto do Perímetro Cultural
Local: Auditório
16h30– Encerramento com a roda Samba dos Crias
Local: Pilotis
Beija-Flor dá o tom nas feijoadas carnavalescas do Windsor Barra
Os tamborins da Rede Windsor começam a esquentar o carnaval 2019 a partir do próximo dia 09 de fevereiro, quando acontece a já tradicional feijoada pré-carnavalesca do Windsor Barra. Neste ano, o evento traz pela primeira vez a participação especial da Escola de Samba Beija-Flor. Atual campeã do carnaval carioca e detentora de 14 títulos na Sapucaí, a escola também já está confirmada para a feijoada carnavalesca do hotel, no dia 02 de março.
Como atrações principais, a escola de samba, que está comemorando seus 70 anos, trará vários destaques. Entre eles a rainha da bateria Raíssa Oliveira, a musa da escola Charlene Costa, além do intérprete Nego Lindo e do mestre de bateria Rodney. Exclusivamente na feijoada pré-carnavalesca teremos a presença especial da Selminha Sorriso e Claudinho (1º casal de mestre sala e porta bandeira).
As surpresas, no entanto, não param por aí. A celebração, que promete durar das 13h às 19h, contará com a Roda de Samba Prefácio, o Bloco Carnavalesco Cordão da Bola Preta, além de uma exposição de fantasias da Beija-Flor e um DJ que animará a festa entre os intervalos das atrações. Os foliões se surpreenderão ainda com uma decoração especial, produzida pela decoradora Patrícia Zimermann, e contarão também com um Kid’s Club, customização de camisetas, espaço para make up e massagem relaxante entre um samba e outro.
O Bloco de Carnaval Cordão da Bola Preta, promete ainda transportar os foliões do Windsor Barra para o melhor carnaval raiz do Rio de Janeiro, com marchinhas e samba enredos campeões que ainda tocam forte os corações e mexem com as lembranças dos amantes da festa.
Dentro do salão, outro destaque será o já renomado Buffet de Feijoada completo, um dos carros-chefes da gastronomia da Rede Windsor, acompanhado de uma mesa variada de sobremesas e caipirinhas de vários sabores.
“As nossas feijoadas carnavalescas fazem parte do calendário da cidade durante a folia. Já são muitos anos nos quais ajudamos a abrir as comemorações com a feijoada pré-carnavalesca e a feijoada oficial do carnaval do Windsor Barra. Uma das coisas que mais atrai nossos foliões é o ambiente familiar e alegre, além da culinária de alto nível e da fartura bem própria do Carnaval. Temos um público fiel de famílias inteiras que sempre nos dão a honra de se divertir nos nossos eventos carnavalescos. Além, é claro, dos turistas que já chegam no Rio sabendo do sucesso das nossas feijoadas”, afirma Kátia Araújo, gerente de eventos da Windsor Hoteis.
Mais informações e reservas em: http://windsorhoteis.com/
Serviço
Windsor Barra Hotel
Av. Lúcio Costa, 2630, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ.
+55 (21) 2195-5000
[email protected]
Feijoada Pré-Carnavalesca
Dia 09/02 das 13h00 às 19h00
Preço: 350,00
Feijoada Carnavalesca
Dia 02/03 das 13h00 às 19h00
Preço: 430,00
Reservas
Telefone: (21) 2195-5000
[email protected]
Parcelamento em até 3x sem juros no cartão de crédito. Pagamento em cartão, dinheiro ou depósito bancário. Crianças de 06 a 10 anos de idade pagam 50% do valor individual. Crianças a partir de 11 anos de idade pagam valor integral.
Menu
FEIJOADA COMPLETA: Carne seca, costela, lombo, paio, linguiça, pé, orelha, rabinho, língua.
ESTAÇÃO DE CALDO DE FEIJÃO: Torresmo picadinho, cebolinha e salsinha, molho de pimenta.
ESTAÇÃO DE QUENTES: Linguiça aperitiva, costelinha aperitiva, pastel de queijo, broa de fubá com recheio de carne seca e queijo coalho, bolinho de aipim, frango grelhado, legumes ao vapor e fettuccine com alho e óleo.
ESTAÇÃO DE FRIOS: Alface, tomate, palmito, cenoura com passas, queijo coalho com azeitona e orégano, salada russa, caponata de berinjela, beterraba com laranja.
SELEÇÃO DE BEBIDAS: Cerveja nacional, refrigerantes, água, batidas, caipirinhas diversas e capiroska.
SOBREMESAS: Pudim de clara, pudim de leite, quindim, manjar branco, doce de leite, doce de banana, canjica, arroz doce, cuscuz, ambrósia, maria mole, bolo de milho, bolo de aipim, cocada preta, cocada branca, pé de moleque, frutas frescas fatiadas, além de tortas de limão e chocolate.
Estacionamento: Estacionamento disponível no local, sujeito à disponibilidade.
Série Barracões: Mauro Quintaes revela que Dragões da Real terá uma cara nova no desfile de 2019
Por Matheus Mattos
Vice-campeã do carnaval de 2017 e uma das favoritas para 2019, a Dragões da Real
recebeu a reportagem do CARNAVALESCO no barracão para contar mais detalhes
sobre o enredo: “A Invenção do Tempo. Uma Odisseia em 65 Minutos”. O experiente
carnavalesco Mauro Quintaes afirma que o tema trabalhado proporciona uma estética
nova para agremiação.
“A proposta da Dragões para esse carnaval era mudar um pouco a cara, não pejorativamente falando, mas a escola sempre teve uma pegada mais infantil, com
desenhos mais leves, talvez, a palavra certa seria densa. A estética da Dragões não
era muito densa. Eu trago para escola uma leitura mais realista, o fã da Dragões vai
entender que mudou um pouco. A gente até brinca que a escola faz 18 anos e é como
se ela tivesse adquirindo a sua maturidade. Eu espero que a gente possa agradar e
ser premiado”.
Contratado recentemente, Mauro revela que já tinha pensado e desenvolvido um
enredo, mas durante a reunião com os dirigentes se sentiu atraído por um dos temas
propostos, o mesmo que foi escolhido.
“Quando eu cheguei na Dragões tivemos uma reunião onde cada um trouxe o seu
enredo. Eu tinha um em mente muito bom, os diretores da escola também tiveram
ótimas ideias e o Chico, nosso Diretor de Marketing, trouxe um enredo sobre o tempo.
O tema foi muito bem aceito, achei legal também, criamos um texto, montamos um
corpo e trabalhamos em cima disso”.
O carnavalesco confessa também que o processo de pesquisa foi bem extenso e que
se sentiu surpreendido da forma como o ser humano é dependente da hora.
“A gente está tão envolvido com o tempo que não percebemos o quanto ele pode ser
prejudicial. Essa coisa de ter um horário pra acordar, uma hora pra almoçar, isso se
repete o dia todo e às vezes estende isso pro final de semana, onde deveria ser um
espaço pra lazer. Evidente que nem todo mundo é assim, eu por exemplo acordo tarde, chego tarde aqui no barracão, vou embora mais tarde ainda. Eu nunca deixo faltar nada em termos de produtividade mas horário não é o meu forte. Eu vejo que tem pessoas que é sufocada pelo tempo, se vê obrigado a almoçar tal hora, acordar tal hora, e isso me deixou um pouco angustiado”.
O desfile será dividido em cinco setores, onde cada parte traz diferentes características artísticas. Dentre elas, Mauro acredita que o terceiro setor será o ponto alto da Dragões da Real.
“Eu gosto muito porque é o setor mais popular, que nisso aí o meu amigo Paulo Barros é mestre. Ele entende que o telespectador precisa ter uma leitura imediata da coisa,
ele tem que bater o olho e dizer ‘olha ali o fulano, olha o Batman, olha o super-homem’, como o desfile é muito dinâmico você não tem tempo pra pensar, ele vai passando e você tem que entender. Por isso eu acho que o carro três representa esse tipo de leitura, você vai ter personagens, vai ter momentos onde qualquer um vai poder identificar, sendo ele bem informado ou não”.
Dragões da Real está com barracão praticamente finalizado
Diante de um cenário de dificuldades financeiras, prazos curtíssimos e difícil procura
de bons profissionais, a escola de samba tricolor surpreende pela organização. O
carnavalesco Mauro Quintaes adianta o cronograma do barracão e ateliês de
fantasias.
“Nós estamos em Janeiro né, das cinco alegorias eu tenho três já embaladas. Estou terminando a forração do abre-alas e estou construindo o carro dois. O nosso tripé da comissão de frente também está pronto, tem detalhes que só vou fazer lá na frente. Em questão das fantasias, 70% já estão fechadas, tenho uma equipe que cuida exclusivamente disso, que é o Ronny Potolski e o Danilo Dantas, eles tem essa responsabilidade de visitar ateliê, vê as necessidades de material, etc. Então estamos muito tranquilos em relação a isso. Posso afirmar que mais de 75% do carnaval já está pronto”.
Diante de todos os assuntos revelados, cria-se uma expectativa muito forte na
agremiação. Sobre isso, Mauro diz:
“A expectativa sempre atrapalha. Quando você gera uma grande expectativa e ela está um décimo abaixo do esperado, você já decepciona. Eu não me preocupo com isso, a direção da escola também não se preocupa com isso. O presidente Tomate deixa claro que classificação não é o mais importante, importante é você construir um bom trabalho, gerar tranquilidade, gerar economia pra escola e dar o retorno que o público e o componente estão esperando”.
Carnavalesco acredita que julgamento do carnaval de São Paulo é peculiar
Mauro defende que o jurado precisa ter “bom senso” antes de avaliar o quesito e que
pequenos defeitos não podem atrapalhar negativamente a estrutura ou influenciar o
critério sobre o restante do desfile.
“Eu acho que o resultado positivo no carnaval de São Paulo depende de uma série de
fatores, o julgamento daqui precisa ser estudado porque é muito peculiar, alguns
pontos avaliados que nem são tão importantes artisticamente falando. Falta um bom
senso do jurado em olhar um espelhinho caído numa alegoria imensa e avaliar que aquilo não irá atrapalhar em nada. Eu tiro como exemplo o tempo que fiquei na Peruche onde eu entrei com vários problemas nas alegorias, mas a forma estava muito bonita, o julgador colocou na súmula ‘apesar de pequenos problemas a plástica merece 10’. Acho quando se tem uma plástica forte ela supera esse rigor no julgamento. Fora isso acredito que São Paulo está numa projeção muito boa, porém afirmo que não existe nenhuma comparação com o carnaval de São Paulo e com o do Rio, são coisas totalmente diferentes, duas festas com espaços diferentes de apresentação, com estética diferente”.
Conheça o desfile da Dragões da Real
1° SETOR
“A gente abre com um convite ao espectador a entrar na mecânica do tempo, o nosso abre-alas é a mecânica de um relógio. É como se tivéssemos trazendo o folião pra dentro dessa máquina com a presença da figura do Deus Cronos. Em cada setor do desfile da Dragões eu to trabalhando com uma estética diferenciada. Trabalho com steampunk na abertura”.
2° SETOR
“No segundo setor eu falo das invenções que foram feitas para que se pudesse contar
o tempo, então eu trago as máquinas, as ampulhetas, relógio, tudo aquilo que foi criado para que o homem pudesse controlar o tempo”.
3° SETOR
“No carro três eu falo do grande anseio da comunidade em querer manipular o tempo, passado, presente e futuro, a máquina do tempo pra ser mais objetivo. Aqui eu trago uma leitura mais POP, trago uma máquina do tempo mais popular e trago esse
elemento em cada continente do mundo, como se o componente estivesse viajando pelo mundo. Uma coisa que foi muito difícil porque o carro alegórico tem 20 metros, mas a gente conseguiu com sucesso. Então esse vai ser o setor de leitura imediata, temos a figura do Einstein, guerreiros medievais, Indonésia, e sempre com a parte teatral, que é uma figura da Dragões há muito tempo.
4° SETOR
“Depois eu falo do homem sendo escravizado pelo tempo, que é entre aspas uma parte mais dramática, ‘somos escravos da hora’ o samba pontua muito bem, e aí eu trago o carro baseado na estética do filme Metrópolis, onde o Fritz Lang foi um visionário e aí eu achei por bem trazer essa estética dos personagens, esse setor tem mais a cara dos anos 20.
5° SETOR
“Eu fecho com tempo mais importante pra nós que trabalhamos com carnaval, que são os nossos 65 minutos. Tudo aquilo que é visto antes, tudo que se passa anteriormente vai se resumir no mais importante tempo que a gente ta levando. Então a síntese de todo esse trabalho de um ano ta ali nesse pequeno espaço de tempo pra ser
mostrada, e dali sim tira-se a conclusão de que se ela vai ser coroada com sucesso ou não. Então eu tenho nesse enredo que o tempo mais importante pra nós que fazemos carnaval são os nossos 65 minutos”.
Ficha técnica
2.700 Componentes
21 alas
5 alegorias
1 tripé de Comissão de Frente
230 Ritmistas
65 baianas
História do carnavalesco Mauro Quintaes
“Eu entrei no carnaval pelas mãos do Max Lopes, que era amigo pessoal do meu
pai. Na época eu era funcionário do metrô do Rio de Janeiro, saia todo dia às 17h. Eu
já era projetista nível 1, passava no barracão da Vila Isabel todo dia e como os
funcionários da época não tinham um nível universitário, eu acabei me destacando
porque já cursava arquitetura.
Foi assim que eu entrei na equipe do Max e fiquei nove anos trabalhando com ele. Houve alguns desentendimentos dentro da Viradouro, escola na qual estávamos trabalhando, e o Max acabou saindo e eu fiquei pra trabalhar junto ao Joãosinho 30, ano em que chegamos a um 3° lugar. Em seguida resolvi trilhar uma carreira só, e pude assinar o meu primeiro carnaval no Grupo Especial com a Caprichosos do Pilares e no mesmo ano estava realizando um trabalho paralelo em uma escola do Grupo 3, que na época ninguém conhecia que era a Porto da Pedra.
Na época as escolas do Especial podiam convidar agremiações dos níveis abaixo para compor o Grupo de Acesso, fizemos um belo carnaval e subimos. Em menos de um ano saímos do grupo três e chegamos no Grupo Especial com a Porto da Pedra. Após isso fiquei quatro anos no Salgueiro, voltei pra Viradouro, passei também pela Mocidade Independente de Padre Miguel, Rocinha, São Clemente, Mangueira, Império Serrano e Unidos da Tijuca no Rio de Janeiro.
Passei também por algumas escolas de São Paulo, como a Tom Maior e Peruche. Após o desfile do Martinho da Vila na Peruche, eu recebi bastantes convites de escolas do Grupo Especial de São Paulo e acabei fazendo a opção pela Dragões da Real, que é uma escola diferenciada em termos de estrutura, organização e retidão no pagamento, desde o faxineiro até o carnavalesco. Optei por só ficar em São Paulo porque acredito que é um mercado bom a ser explorado”.
Projeto de lei na Câmara garante reconhecimento das escolas de samba pelo Estado brasileiro
Foi protocolado na última segunda-feira, na Câmara dos Deputados, Projeto de Lei que faz com que o Estado brasileiro reconheça as escolas de samba como “manifestação da cultura nacional”, exigindo que o Poder Público garanta a livre atividade das entidades e a realização de seus desfiles carnavalescos. É o Projeto de Lei 256/19, de autoria da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). A autora ressalta a importância artística, cultural e social das escolas de samba.
“O Carnaval é uma manifestação que celebra a diversidade da cultura brasileira”, lembra a parlamentar. Segundo a justificativa do Projeto de Lei, os desfiles de escola de samba consolidaram os espaços de afirmação da cultura negra e também do protagonismo das classes populares.
A matéria destaca ainda a relevância da cadeia produtiva do carnaval para a economia brasileira. “As escolas de samba são de inegável importância cultural e social, mas também econômica. São milhares de empregos gerados nas oficinas dos barracões, nos ateliês de costura, no segmento de música e sonorização, entre tantos outros, refletindo também no comércio, na hotelaria e no conjunto do setor de serviços”, destaca Maria do Rosário.
Apenas em 2018, o Brasil recebeu cerca 400 mil turistas internacionais e teve movimentação de 10,69 milhões de viajantes internos, gerando R$ 11,14 bilhões para a nossa economia. O Projeto de Lei 256/19 terá a sua tramitação definida pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
Você pode conferir a íntegra do projeto no link: https://bit.ly/2WM8Gg4
Exposição celebra o legado e a carreira da carnavalesca Rosa Magalhães
O projeto multi-plataforma Carnavalize inaugura dia 8 de fevereiro, a partir das 17 horas, a exposição “Uma delirante celebração carnavalesca: o legado de Rosa Magalhães” que homenageia uma das mais importantes carnavalescas da história das escolas de samba. Reunindo um time diverso de artistas das mais diferentes áreas, entre o carnaval e as artes institucionalizadas, que pensam a importância e a personalidade do universo artístico construindo pela carnavalesca em seus desfiles ao longo de mais de trinta anos de carreira.
Com curadoria do pesquisador e escritor Leonardo Antan, a mostra conta com mais de trinta artistas confirmados, entre carnavalescos e profissionais das escolas de samba, assim como artistas plásticos e fotógrafos do universo contemporâneo das artes visuais, que dialogam em tornos de núcleos temáticos que exploram a poética artística da homenageada.
Os convidados realizam diversas releituras do universo de Rosa Magalhães, marcando a importância e reverberação de seu trabalho no universo da folia por várias gerações. Entre os carnavalescos, se destacam nomes como Jorge Silveira e Jack Vasconcelos que produzem objetos inéditos para a exposição. Já nas artes plásticas, do time de artistas plásticos, nome consagrados como Leila Danziguer e Thiago Santana mostrarão as obras “Balangandãs” e “Refino”, que dialogam sobre a História do Brasil.
O carnavalesco Fernando Pamplona, responsável por levar a artista ao carnaval, também será homenageado pela exposição, um desenho de sua autoria para um enredo do Salgueiro em 1990 está entre a lista de obras. Completam o time extenso, profissionais que trabalharam com a homenageada em diversas funções, como aderecistas, figurinistas e projetistas, além do coreógrafo Fábio de Mello, responsável por marcantes Comissões de Frente na década de 1990, e de Lícia Lacerda, com quem Rosa dividiu a assinatura dos seus desfiles na década de 1980. Por fim, um último destaque da mostra será a exibição de figurinos da Portela para o carnaval deste ano, dentro do enredo “Na moderníssima Madureira, sempre hei de ouvir cantar um sabiá”, em homenagem a Clara Nunes.
O curador acredita na importância cultural e artística do carnaval: “É vital eventos que busquem valorizar as escolas de sambas entre as instituições e os espaços artísticos, ainda mais num período de crise para os desfiles. Homenagear Rosa Magalhães fala de sua importância não só na folia, mas nas artes plásticas como um todo, visto sua atuação em diversas manifestações, como a TV, o teatro e diversas outras linguagens. Mais do que carnavalesca, ela é um dos maiores nomes em atividade da arte brasileira”, diz Leonardo que é mestrando em Artes na UERJ.
A iniciativa faz parte da proposta multi-plataforma do Carnavalize em resgatar a história da folia e presta homenagem a diversas personalidades da festa. Nos últimos anos, já foram realizados os eventos “Fernando Pinto Maravilha: um Ziriguidum tropicalista” e “O requinte que carnavalizou a história: Arlindo Rodrigues em um dia de glória”, que reuniram uma roda de conversa e uma efêmera exposição sobre dois grandes carnavalescos na Casa de Estudos Urbanos.
A exposição irá ocupar três galerias do Centro Municipal Hélio Oiticica entre os dias 8 de fevereiro e 27 de abril, contando com palestras e ativações no período. Para realizar a exposição, o grupo realizou um financiamento coletivo que contou com o apoio de apaixonados por carnaval do Brasil inteiro.
A abertura da exposição acontecerá no dia 8 de fevereiro a partir das 17 horas, reunindo os artistas da mostra e a homenageada, que aproveitará para autografar seus livros lançados pela editora NovaTerra, como o mais recente “E vai rolar a festa”, sobre seu trabalho nos espetáculo de abertura e encerramento dos Jogos Pan-americanos 2007 e as Olimpíadas de 2016.
No mesmo dia acontece também a abertura de “O rei que bordou o mundo: poéticas carnavalescas da Acadêmicos do Cubango”, que revela o processo criativo por trás do desfile que homenageou Bispo do Rosário em 2018. A mostra conta também com curadoria de Leonardo Antan.
Confira os nomes confirmados na exposição:
Alessandra Cadore, André Rodrigues; André Wonder; Andrea Vieira; Antônio Vieira; Bill Oliveira; Cláudia Laux; Divina Luján; Eduardo Fonseca; Fábio de Mello; Fernando Pamplona; Gabriel Haddad; George Maragaia; Guilherme Camilo; Herbert de Paz; Jack Vasconcelos; João Vitor Araújo; Jorge Silveira; Júlia Tavares; Leila Danziger; Lícia Lacerda; Leonardo Bora; Maria Andrea Tujillo; Mauro Leite; Osvaldo Carvalho; Penha Vieira, Rafael Gonçalves; Roberta Paiva; Rosa Magalhães; Samuel Abrantes; Sérgio Rodrigues; Thiago Avis; Thiago Santana; Thiago Santos; Thiago Ortiz; Wigder Frota; Yuri Reis
Serviço
Abertura da exposição
“Uma delirante celebração carnavalesca: o legado de Rosa Magalhães”
Dia 08/02/2018 – A partir das 17h
Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica
Rua Luís de Camões, 68 – Praça Tiradentes
Vila retoma ensaios comerciais neste sábado
A semana será especial na Unidos de Vila Isabel! Neste sábado, dia 09 de fevereiro, a partir das 22h, a azul e branca retoma os seus ensaios comerciais rumo ao Carnaval 2019. O evento conta com uma roda de samba como abertura e a apresentação de todos os segmentos da agremiação na sequência. O intérprete Tinga comanda o time de canto da Vila e entoa os grandes sambas da história da escola. A entrada custa R$ 10. Camarotes podem ser adquiridos através do telefone: (21) 2578-0077. A quadra da Vila fica no Boulevard 28 de setembro, 382.
Fã de Clara Nunes possui itens raros sobre a cantora e vibra com homenagem feita pela Portela
Por Philipe Rabelo
O ditado popular a primeira impressão é a que fica define a sensação de entrar no apartamento de Kennedy Meirelles, fã e colecionador de itens da cantora Clara Nunes, que é enredo da Portela no Carnaval 2019. No chão são mais de 100 itens espalhados, entre eles, revistas, discos de vinil e CD’s, que formam um verdadeiro tapete na sala de estar. Em uma das paredes há uma televisão de 70 polegadas exibindo clipes, entrevistas e programas especiais falando da vida profissional e pessoal de Clara Nunes. E na outra parede, em frente à televisão, estão pendurados dois quadros. Uma pintura de J. Vieira feita em 2000, trazendo a imagem de Clara como na capa de seu último LP, Nação, de 1982, vestida de branco com um arranjo de flores na cabeça. Ao lado deste está emoldurado um dos discos de ouro da cantora que, segundo Kennedy, ela não chegou a receber.
A paixão de Kennedy pela “Sabiá” começou quando ele tinha 9 anos e ouviu a música “Juízo Final” pela primeira vez, dentro de um Ford Galaxie branco, a caminho da Região dos Lagos, onde costumava ir com os pais e a irmã. Em 1981, comprou o primeiro vinil de Clara, Claridade, de 1975. Após iniciar a conhecer melhor a carreira da cantora, se viu surpreendido pela perda. Em 2 de abril de 1983 Clara Nunes faleceu após passar 28 dias internada na clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, por complicações durante uma cirurgia estética para eliminar varizes nas pernas. De acordo com uma reportagem do Correio Braziliense, nos 30 anos da morte da cantora, as investigações afirmaram que Clara teve uma reação alérgica a algum componente da anestesia geral, resultando na dilatação dos vasos sanguíneos, o que ocasionou um edema no cérebro.
As notícias da internação e da morte estão plastificadas e fazem parte do acervo do colecionador, que continuou conhecendo a vida de Clara Nunes por meio de algumas coincidências. No dia em que a “Guerreira” faleceu, Kennedy tinha apenas 11 anos e estava brincando no Aterro do Flamengo. Quando se deu conta, estava de frente com o cortejo que levava o corpo da cantora para o cemitério São João Batista, após ter sido velado na quadra da Portela. Kennedy não chegou a ir ao enterro, mas a família do colecionador tem um jazigo no mesmo cemitério, onde estão enterrados os pais e a irmã, inclusive, foi a partir do cemitério que a coleção começou a ganhar força.
“Pode parecer estranho, mas eu ia para o cemitério no Dia de Finados, pois sabia que lá estariam outros fãs da Clara e conseguiria encontrar conteúdo e pegar informações de onde encontrar itens, conhecer pessoas, parentes e amigos da cantora. A cada disco que eu encontrava pelo caminho, parecia que era uma obra nova da Clara lançada para mim. Ela foi se revelando aos poucos”, explicou.
Como não existiam muitas peças nas lojas, Kennedy formou a maior parte da sua coleção com artigos encontrados em sebos, brechós, vendedores ambulantes que trabalham nas calçadas do Rio, principalmente, nos bairros da Gloria, Praça XV, Copacabana e Centro. A coleção dele tem aproximadamente 2 mil itens, entre revistas, CD’s, discos, fitas cassetes, recortes de jornais, fotografias, quadros e cerca de 8h de conteúdo audiovisual. Em 2016, a caminho do trabalho em Copacabana, Kennedy passou pela galeria dos antiquários, na Rua Siqueira Campos, e decidiu entrar. Subindo a escada rolante, viu de relance dois discos de ouro pendurados na parede de uma loja que alugava e consertava equipamentos. Ao se aproximar, carregava consigo o pensamento: ‘imagina se fosse um disco da Clara?’. E na frente da loja viu o selo da gravadora Odeon, única gravadora que assinou contrato com a cantora. Entrou no estabelecimento e confirmou suas expectativas, aquele disco era mesmo de Clara. O disco ao lado era em homenagem a Raul Seixas. Não pensou duas vezes ao adicioná-lo a sua coleção e, como bom colecionador, Kennedy não revelou o valor que pagou pelo disco que, para ele, é incalculável.
Você deve estar se perguntando como esse disco foi para ali. Para essa questão, Kennedy tem apenas uma hipótese: “Assim que comprei o disco liguei para alguns conhecidos e perguntei como aquilo estava fora do acervo do museu. Este disco de ouro é por conta do LP Nação, lançado em 1982. Provavelmente, a gravadora fez o disco de ouro na mesma época para dar à Clara no ano seguinte, mas, com o falecimento, não chegaram a entregar”, explica. A gravadora Odeon acabou fechando as portas em 1995.
‘Ouvir Clara Nunes é uma meditação’
A música que mais marcou Kennedy Meirelles foi “Tristeza pé no chão”, do compositor Armando Fernandes e interpretada por Clara com tamanha maestria, que lhe rendeu o título de campeã do 5º Festival de Música Popular Brasileira de Juiz de Fora, em 1972. Ele explica que essa música ao ser lançada não tinha grandes expectativas, mas acabou surpreendendo a crítica. Clara Nunes tinha influência e contato com nomes consagrados da era do rádio. Ela dizia gostar de ouvir as cantoras Dalva de Oliveira, Elizeth Cardoso, Ângela Maria e Carmen Costa. “Elizeth é meu espelho, minha referência. Em dias chuvosos, ponho para tocar discos com Elizeth. É uma grande honra ser amiga dela”, falou a cantora em entrevista à Rádio Jornal do Brasil AM, em 1973.
Daí pode-se afirmar que vozes marcantes e potentes foram uma inspiração para Clara. Quando questionado sobre a voz da “Guerreira”, Kennedy responde com convicção: “O que eu mais gosto da voz dela é o vibrato, a extensão da voz é única. Confesso que, às vezes, me emociono quando ouço”, afirmou.
O colecionador relata que ouvir Clara Nunes é uma espécie de meditação, é o momento que destina a pensar na vida. Além da voz, Clara também tinha na família um pai violeiro e era a caçula de 7 irmãos, todos já falecidos. Kennedy acabou conhecendo Maria, irmã de Clara, apelidada de Dindinha. Foi ela que passou a tomar conta da, então pequena cantora, órfã aos 6 anos de idade. Kennedy teve dois encontros com Dindinha. O primeiro deles, em 2001, quando foi até Acari para a inauguração da Vila Olímpica Clara Nunes, onde a conheceu. O outro encontro foi uma surpresa que aconteceu no antigo apartamento dele, em 2004, no bairro de Copacabana, na Rua Belfort Roxo. Um amigo em comum levou Dindinha até a casa de Kennedy, junto dela estava Márcio Guima, sobrinho de Clara e também cantor. Kennedy descobriu algum tempo depois que este prédio havia abrigado a residência da cantora assim que ela veio morar no Rio de Janeiro nos anos 60.
O colecionador conta que só foi a Paraopeba (MG), cidade onde nasceu Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, no ano de 2011, quando o museu em homenagem à “Sabiá” foi inaugurado. Após a morte de Clara, Paulo Cesar Pinheiro, marido da “Tal Mineira” enviou todos os pertences dela para a casa de Dindinha. Como havia muito material, tudo aquilo ficou guardado no sítio de uma amiga da família por aproximadamente 30 anos, até que o museu foi aberto com um acervo de aproximadamente 6 mil peças, na cidade de Caetanópolis, que só se tornou um município independente de Paraopeba em 1954, doze anos após o nascimento de Clara.
Cantora de um milhão de discos
Clara Nunes chegou a se apresentar com Vinicius de Moraes e Toquinho em um espetáculo chamado “Poeta Moça e Violão”, no ano de 1972, registrado em disco. Neste show, Clara foi elogiada por Vinicius e apontada como um dos maiores nomes da música popular brasileira. “O timbre, a qualidade do tecido da voz dela me encantava de saída e eu senti que um dia nós deveríamos trabalhar juntos. Realmente é a primeira vez que isso acontece, para grande contentamento meu. É com prazer enorme que eu trago para vocês Clara Nunes. Eu gostaria que vocês tivessem o sentimento que eu tenho quando eu ouço ela cantar. Acho uma das maiores cantoras brasileiras do momento e uma das que tem mais possibilidade de fazer uma grande carreira, um grande caminho na canção popular do Brasil”, disse Vinicius na época.
A previsão foi correta, pois Clara Nunes foi a primeira cantora brasileira a bater o recorde e vender mais de 100 mil discos, em 1972. Mas foi em 1974 que ela estourou com o LP Alvorecer, que vendeu mais de 500 mil copias. De acordo com Kennedy, depois de 74, todos os discos da cantora já saiam com tiragem mínima de 250 mil exemplares. O disco Claridade, de 1975, fez a gravadora Odeon ficar fechada para dar conta de prensar os discos, que chegaram a vender mais de 1 milhão de cópias, com todas as músicas veiculadas nas estações de rádio do país. A capa da Revista O Cruzeiro, de 14 de janeiro de 1978, que está na coleção de Kennedy, estampa o título “Clara Nunes a cantora de um milhão de discos”. A Rolling Stones publicou que ao longo da carreira de Clara, outros 3 discos também ultrapassaram essa marca: Canto das Três Raças (1976), Guerreira (1978) e Nação (1982).
Com tamanho sucesso, o que mais incomodou Kennedy e outros fãs foi a falta de menções da imprensa sobre a cantora após a morte, ainda mais na época que não havia internet que permitisse o acesso às imagens e músicas de Clara Nunes, de acordo com demanda de cada fã. “Chorei várias vezes ao ver que a ela não era lembrada por programas como o Vídeo Show, por exemplo. Era certo que no dia do aniversário e de falecimento eu assistia televisão na esperança de ver um pouco mais da história dela, assistir umas imagens, vê-la cantar, matar um pouco da saudade, mas muitas vezes não tinha nem um comentário”, lembrou.
Cerca de 15 anos após a morte, a gravadora relançou os discos de Clara Nunes, só que dessa vez em CD, ação tomada a pedido de Marisa Monte, segundo Kennedy. Clara passou a ser homenageada sobretudo com peças de teatro, e retornou para as escolas de samba como Lins Imperial, que a homenageou em 2001, com o enredo O canto da Guerreira, de Jorge Caribé. Vizinha Faladeira foi campeã do Grupo de Acesso em 1990 com o enredo Clara Nunes, o canto de um povo, assinado por Jorge Nova. Em São Paulo, a portelense também recebeu homenagens no Sambódromo do Anhembi no ano de 2005, pela Mocidade Alegre. O enredo Clara, Claridade… O Canto de Luz no Ylê da Mocidade, assinado por Zilkson Reis conquistou o
terceiro lugar.
“Na Madureira Moderníssima, Hei Sempre de Ouvir Cantar Uma Sabiá”
Para os fãs ainda faltava a homenagem máxima vinda de Madureira. “Eu nem acreditava que haveria esse enredo, quando soube fiquei muito feliz. A sensação é de fechar um ciclo”, explicou Kennedy. A Portela já havia trazido Clara Nunes em 1984, com Contos de Areia e foi campeã do carnaval junto com a Mangueira. No entanto, o enredo tratava de Natal, Paulo da Portela e Clara Nunes. A cantora, além de só ter desfilado pela Portela, é a principal voz do samba exaltação Portela na Avenida, composto em 1981 pelo marido, Paulo Cesar Pinheiro, em parceria com Mauro Duarte.
A inspiração veio da sala de estar do casal. Havia uma Nossa Senhora Aparecida com um manto azul e branco, junto dela a pomba do Espirito Santo. Com a criatividade o manto tomou lugar da bandeira da agremiação, a pomba virou águia e as procissões foram comparadas aos desfiles na Avenida.
Apesar de ser muito ligada ao samba, sobretudo, pela atuação na escola de Madureira, Clara Nunes se intitulava uma cantora de música popular e interpretava vários ritmos. De acordo com a cientista social Rachel Rua Baptista Bakke, podem ser traçados paralelos entre a trajetória artística e religiosa de Clara Nunes com a identidade musical brasileira: “Ela caminha progressivamente do bolero e da música romântica, de forte influência estrangeira, em direção a estilos cada vez mais tidos como brasileiros, marcha-rancho, samba-canção, bossa nova, forró e, principalmente, samba”, explicou no artigo Tem orixá no samba: Clara Nunes e a presença do candomblé e da umbanda na música popular brasileira.
Clara Nunes também deu voz a obra de muitos compositores. Feira de Mangaio, de Sivuca e Glorinha Gadelha, foi uma das músicas mais tocadas em 1979. A cantora gravou composições de Nelson Cavaquinho, Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Chico Buarque, Candeia, Cartola, além dos já citados Toquinho e Vinícius de Moraes. Emplacando cerca de 3 ou 4 músicas de sucesso por ano, chegou a lançar discos no Japão, Argentina, Luanda, Portugal, Itália e Canadá. Todos estão na coleção de Kennedy, assim como o álbum de fotografias inéditas do show Clara Mestiça que chegou nas mãos do colecionador.
Ele também tem as filmagens dos ensaios do show Sabiá Sabiou que não chegou a acontecer. Clara recebeu uma série de homenagens póstumas. De programas especiais na TV Globo e coletâneas reeditadas, a inúmeros CD’s como Clara com vida (1995), que trazia uma série de duetos póstumos da “Sabiá” com nomes da música como Chico Buarque, Elba Ramalho, Gilberto Gil, João Bosco, João Nogueira, Marisa Gata Mansa, Martinho da Vila, Milton Nascimento, Nana Caymmi, Paulinho da Viola, Roberto Ribeiro, Ângela Maria e Alcione, que além dessa participação, lançou em 1999 um álbum chamado Claridade (homônimo do lançado por Clara em 1975) em que interpretava as músicas de Clara Nunes.
Para 2019, a expectativa do desfile da Portela é bem alta para os fãs da cantora. Kennedy confessa que o samba que mais tinha gostado acabou sendo eliminado durante a disputa, mas acredita que o escolhido funcionará muito bem na Avenida. Para o colecionador, a carnavalesca Rosa Magalhães é “um espetáculo e virá contando a história dela de maneira brilhante”. Com o enredo “Na Madureira Moderníssima, Hei Sempre de Ouvir Cantar Uma Sabiá” os fãs se sentem representados: “Estamos em festa, agora é momento de reverenciar a nossa Guerreira”, afirmou Kennedy.
Vídeo: ensaio de bateria da Mangueira na Marquês de Sapucaí
Por Vinicius Vasconcelos

