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Solange Cruz enaltece gestões de Dragões e Tatuapé e revela que Mocidade Alegre prioriza o público

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mocidade alegre 3ET2019 49Solange Cruz, presidente da Mocidade Alegre, mudou o patamar da Morada do samba desde que assumiu a presidência da agremiação. Com ela no comando a vermelha e branca do bairro do Limão conquistou 6 de seus 10 campeonatos. A dirigente, entretanto, observa com atenção o crescimento de outras escolas que tem se destacado no Grupo Especial de São Paulo.

Em entrevista concedida à reportagem do CARNAVALESCO, a presidente da Mocidade Alegre faz questão de citar as gestões de Dragões da Real e Acadêmicos do Tatuapé como as mais bem sucedidas recentemente e declarou que o surgimento de mais escolas fortes engrandece o carnaval.

“As escolas de São Paulo se profissionalizaram e está tudo bastante equiparado. Eu acho a dragões por exemplo uma escola que já começou profissionalizada. A Tatuapé leva o carnaval com muita seriedade, eu tenho um profundo respeito pelo trabalho do Eduardo à frente da agremiação. Quem ganha com isso é o carnaval”, opina.

mocidade alegre 3ET2019 13Solange reconhece certa dificuldade para o carnaval deste ano, mas reitera que as soluções para um bonito espetáculo são desafios para os gestores das escolas de samba.

“Todo ano é difícil para o carnaval. Estamos vivendo um ano atípico com algumas coisas que embarreiraram. Fácil não está para ninguém. Mas damos um jeito, sempre visando o melhor para a escola”, considera.

Na gestão de Solange a Mocidade Alegre se acostumou a realizar grandes espetáculos para o público. Segundo a dirigente, sem abandonar a competição, a Morada do Samba sempre brindará o público.

“A Morada sempre vai fazer um espetáculo para brindar o público. Ele é o diretor do espetáculo. Seja em nossa quadra, eventos externos, ensaio técnico ou desfile, o público será sempre respeitado pela Mocidade Alegre. Ganhar ou perder faz parte”, conclui.

 

Carnaval Capixaba dá o pontapé inicial para folia no Brasil

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Por Vinícius Vasconcelos. Fotos: Toninho Ribeiro

foto toninho ribeiro 5 1Aproximadamente trezentos e sessenta e cinco dias separam o folião entre a última noite de desfiles e primeira do ano seguinte. Nesse período, o coração bate mais forte a cada eliminatória, cada ensaio nas quadras, cada treino na passarela. E nessa quinta-feira é hora do povo capixaba matar a saudade do Complexo Walmor Miranda, popularmente conhecido como “Sambão do Povo”. A partir de quinta-feira um total de 19 escolas cruzarão linha amarela inicial até chegar a dispersão com um único objetivo: sagrar-se campeã em seu respectivo grupo.

Três entidades diferentes são responsáveis pela organização de cada noite de desfile. Na quinta-feira acontecem as apresentações das agremiações filiadas a FECAPES (Federação Capixaba das Escolas de Samba). Criada em 2017, o principal objetivo da Federação é dar oportunidade a novas agremiações do carnaval de Vitória e/ou escolas que desfilavam mas acabaram enrolando a bandeira e agora pretendem retornar.

foto toninho ribeiro 4 121/02 – Quinta-feira / Início dos desfiles: 21h
Mocidade Serrana
Mocidade da Praia
União Jovem de Itacibá
Independente de Eucalipto

As escolas de sexta-feira respondem correspondem a LIESES (Liga Independente das Escolas de Samba do Espírito Santo). Mais antiga liga da cidade, agrega agremiações que disputam pela vaga para chegar ao grupo especial.

foto toninho ribeiro 3 122/02 – Sexta-feira / Início dos desfiles: 22h
Andaraí
Barreiros
Rosas de Ouro
Independente de São Torquato
Chega Mais
Tradição Serrana
Chegou o que Faltava
Império de Fátima

A elite do carnaval capixaba é comandada pela LIESGE (Liga Independente das Escolas de Samba do Grupo Especial) que surgiu a partir da dissidência de algumas escolas da LIESES e brigas políticas internas. O grupo abriga atualmente sete escolas sendo que a última colocada cai para o grupo de acesso.

foto toninho ribeiro 2 123/02 Sábado / Início dos desfiles: 22h
Imperatriz do Forte
Unidos da Piedade
Mocidade Unida da Glória
Pega no Samba
Independente de Boa Vista
Novo Império
Unidos de Jucutuquara

Julgamento

Os quesitos em julgamento são:

Bateria, samba-enredo, harmonia, evolução, enredo, alegorias e adereços, fantasias, comissão de frente e mestre-sala e porta-bandeira.

Diferente do Rio de Janeiro, em Vitória são três jurados por quesitos, divididos em três cabines. As campeãs do carnaval serão conhecidas no dia 27 de fevereiro (quarta-feira) as 15h.

Ingressos

foto toninho ribeiro 1 1Apesar das mesas de pista e camarotes já estarem esgotados, quem optou por arquibancada e ainda não comprou pode adquirir da seguinte forma:

– Site http://ingressoloterico.com.br/

– Casas lotéricas com o código de convênio e código identificador. Para quinta-feira (21), convênio é o 20911489 e Identificador 10102. Valores R$26,00 (inteira) e R$16,00 (meia-entrada). Para sexta-feira (22), convênio 20911489 e Identificador 10103. Valores são: R$ 46,00 (entrada) R$ 26,00 (meia-entrada). Para o sábado (23), convênio 20911489 e Identificador 10104. Valores R$ 77,00 (inteira) e R$ 41,00 (meia-entrada).

O folião que não vai poder ir até a passarela também pode acompanhar o carnaval de casa. Para quem mora no Espírito Santo, haverá transmissão televisiva através da TV Gazeta e TVE. Quem é de fora do estado pode acompanhar pela transmissão online feita também pela TV Gazeta no site https://g1.globo.com/es/espirito-santo/. E pelo terceiro ano consecutivo o site CARNAVALESCO estará presente trazendo um resumo sobre os desfiles do grupo especial com análise dos desfiles, galeria de fotos e vídeos.

Por Dentro do Ritmo: Análise das baterias da Mocidade, Portela e Beija-Flor

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    Série Barracões: Unidos de Bangu quer provar que batata da samba

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    Por Diogo Cesar Sampaio

    batata bangu 8Pode ser doce, baroa ou inglesa, não importa o tipo ou a forma, ela é uma unanimidade. Um dos alimentos mais consumidos no mundo, mas nem sempre foi assim. Antes renegada, a batata reúne inúmeras histórias e curiosidades. E é justamente isso que a Unidos de Bangu irá levar para Marquês de Sapucaí em 2019. Dando continuidade à série de visitas aos barracões da Série A, a reportagem do site CARNAVALESCO entrevistou o carnavalesco da agremiação, Alex de Oliveira, sobre o enredo da vermelha e branca para 2019:

    batata bangu 6“Esse enredo surgiu de um jeito inusitado. Eu estava lendo o crescente sucesso da batata doce no mundo do fisiculturismo, quando me deu um start. Esse enredo já foi pensado há uns dois anos. E ao enveredar por esse caminho, o mais surpreendente foi descobrir as curiosidades por trás da história da batata. Durante a pesquisa, teve uma frase que foi fundamental para conceituar o desfile. O Deus Sol, que era o símbolo maior do povo Inca, antes de ter sua população dizimada pelos espanhóis, dizia que, pra ele, o bem mais precioso que tinha no solo dele era a batata. Pois, ela permitia ter esperança de viver, sonhar e de se alimentar. Os espanhóis invadiram para pegar ouro e prata, mas levaram também uma batata. Depois disso, a batata foi se espalhando pela Europa. Desse conceito a gente percebe que tal qual a batata, nós cariocas e brasileiros, sofremos resistência, fomos marginalizados, sofremos discriminação e conseguimos dar a volta por cima. É o terceiro alimento mais consumido do mudo, rico em uma série de nutrientes, além de ser capaz de se adequar a qualquer tipo de solo, temperatura, inclusive, no inverno e em Marte. Pois, desde 1995, há uma plantação da NASA fazendo testes com a batata”.

    Falando sobre a batata, Alex de Oliveira faz sua estreia na Unidos de Bangu. O convite para assinar o carnaval da agremiação surgiu por intermédio de uma indicação do, também carnavalesco, Edson Pereira a direção da escola. Em 2019, Edson assina a direção e coordenação artística da vermelha e branca da Zona Oeste.

    batata bangu 7“Quando a escola fez contato com o Edson pra vir para cá, ele já tinha acordado com a Unidos de Vila Isabel. Foi aí que ele me indicou, na condição de ele ser o coordenador artístico para me dar um suporte e a gente pensar juntos a narrativa do desfile. Quando decidimos por esse enredo foi porque, tanto eu, quanto o Edson, estamos saturados de alguns enredos que passam na Série A. Seja por conta de plástica, de material e/ou de identidade visual. Já deu! Já teve muita gente, muito santo e muito orixá homenageado”.

    Porém, não foi simples conseguir emplacar um enredo sobre a batata. Alex enfrentou uma série de resistências ao tema, desde por parte da direção da agremiação, até mesmo por parte dos torcedores e componentes da escola No entanto, ao longo do processo de confecção do desfile, o carnavalesco foi provando que a batata poderia sim virar samba.

    batata bangu 9“Muita gente torceu o nariz para esse enredo. E mesmo sendo um tema específico, não tínhamos e ainda não temos patrocínio. Quando foram apresentadas as fantasias, todos ficaram abismados. Até mesmo porque o povo achava que a ala 1 seria a batata chips, a ala 2 batata purê, a ala 3 batata palha….. E nós brincamos com isso. Apresentamos a história e perguntamos: onde está a batata? É uma surpresa que estamos armando, com a comissão de frente e no final do desfile”.

    Ao longo da entrevista concedida ao CARNAVALESCO, Alex de Oliveira acabou contando um pouco mais acerca das surpresas que prepara para o desfile. E ainda revelou qual o material mais inusitado que foi utilizado na parte plástica da Bangu para esse ano.

    batata bangu 5“Tem um material que o Márcio, chefe dos aderecistas, quase enfartou. Compramos um metro de vegetação pronta, e tínhamos de transformar em 100 metros lineares desta vegetação. Tivemos de juntar pedaço por pedaço, e ainda assim, não deu para decorar o carro todo. Teremos de comprar mais material para terminar. Temos algumas ideias e soluções alternativas ou inusitadas que são surpresas e que não podemos revelar. Eu gostaria que todo mundo prestasse atenção no trabalho do Luis Carlos e da Natasha Lima, que são os coreógrafos que estão fazendo nossa comissão de frente. Eles, junto comigo, com o Jeferson, com o Tiago e com o Marcelo Augusto, que trabalha com o Marcelo Misailidis na Beija-Flor. Estamos na expectativa de ser uma surpresa enorme nossa abertura de desfile”.

    Alex também revelou que a Unidos de Bangu utilizará de movimentação de esculturas em todas as suas alegorias. Ele ainda garantiu que toda estrutura é nova, e não reaproveitada.

    “Em todos os carros teremos efeitos da nossa equipe de Parintins. Além da parte hidráulica e elétrica com gerador. Tudo sendo construído do zero. Tudo novo. Eu vou ficar muito satisfeito e emocionado na hora de anunciar que vai começar o desfile. Esperamos a comunidade brilhar. A passarela é deles”.

    A crise e o atual modelo da festa

    Antes de fazer esse retorno ao carnaval pela Bangu, o último carnaval que tinha sido assinado por Alex era o da Rocinha em 2016, também pela Série A. Uma experiência que marcou negativamente o carnavalesco, e o fez começar a repensar sobre os rumos que a festa tomou nos últimos anos.

    batata bangu 4“Confesso que após aquele ano de 2016 eu disse que jamais faria carnaval novamente. Fiquei traumatizado. Era possível até voltar a ser Rei Momo. Mas, jamais voltar a trabalhar em barracão. As pessoas não tem noção. Acho que os desfiles das escolas estão fugindo do carnaval. Falta alegria, jocosidade, loucura, sarcasmo. Falta ter mais prazer de brincar, do que só se preocupar com campeonato e com problema. Se as escolas valorizassem mais o samba que fazem, em detrimento da plástica que elas gastam, até mesmo porque ninguém mais tem dinheiro, voltaríamos à essência das escolas. Que é uma agremiação para unir vários tipos de pessoas. Eu não sou dirigente e nem gestor de nada. Mas, por conta de ter sido rei momo por 10 anos, eu analisei essa situação. E todo ano, qualquer bloco de personalidade ou não, junta um monte de pessoas. Números como duzentos mil, um milhão, dois milhões de pessoas. As escolas, hoje em dia, não desfilam nem com cinco mil pessoas, até pelo tempo não permitir. E até as escolas que oferecem fantasias gratuitas, estão com dificuldades de ter componente. É preciso rever tudo isso. Esse carnaval atípico veio para ser um marco daqui pra frente”.

    E mesmo em meio a uma das maiores crises da história da festa do momo, Alex de Oliveira resolveu retornar aos barracões. Ele contou que redescobriu o prazer em se fazer carnaval esse ano, em meio a tantas dificuldades.

    “Nem que seja pra sofrer de prazer. Tem que ter, para conseguir fazer. Cada um aqui é parcela fundamental no processo. Eu dependo do rapaz que está ali emendando fio para fazer a solda, do eletricista que trabalha em obra comigo e que vem aqui ajudar a montar projeto de iluminação, dependo do presidente, do vice-presidente, da cozinheira, da faxineira… Carnaval é isso. Quando a agremiação foi fundada, há algumas décadas atrás, era para isso. Juntar um grupo de pessoas para ter prazer de brincar carnaval. Isso não pode se perder”.

    E a criatividade foi uma das ferramentas encontradas pelos carnavalescos para lidarem com a ausência de dinheiro e de material. Alex de Oliveira não foi exceção à regra. Ela foi fundamental para lidar com adversidades enfrentadas pela escola, como o despejo de seu antigo barracão.

    batata bangu 3“Sofremos um revés bem no início da nossa preparação, por conta da escola ter perdido o barracão que tinha. Tivemos de começar do zero. A obra do novo barracão começou em junho e só foi entregue praticamente no Natal. Só começamos a fazer as alegorias em janeiro. É aí que a criatividade se faz ainda mais fundamental, para enxergar a solução. Eu leciono uma disciplina na universidade que é inovação e criatividade. Eu me tornei coordenador de empreendedorismo. Então, o primeiro passo, é saber que não tem. Por exemplo, você só tem vinte copinhos de água que catou do lixo. Dá teu jeito, e faz virar dez quilos de batata. Falar de fora e reclamar, é fácil. Mas tem muita gente que aponta e não sabe o que é vivenciar o barracão, e todas as dificuldades que as escolas têm. Não adianta reclamar, bater o pé. Tem que fazer. Nós temos as noções da dificuldade, claro que queríamos um material mais sofisticado. Mas, o carnaval é um evento efêmero, para passar em 60 minutos. Temos de valorizar mais o samba no pé e menos dinheiro de ferro, madeira e estrutura”.

    batata bangu 2Alex também confidenciou que ao aceitar a missão de fazer o carnaval da Bangu em 2019, não encontraria um cenário apropriado. Por esse motivo visou, desde o início dos trabalhos, tomar medidas e precauções acerca do que poderia vir. Atitude que ajudou a amenizar um pouco o impacto da crise de verba e falta de apoio.

    “Nós já sabíamos que não podia contar com o dinheiro do governo municipal. Então, a própria diretoria foi tocando na medida do possível. O primeiro recurso que entrou foi para a construção do barracão da escola. Então, saímos do zero. Desde maio, eu como arquiteto, venho desenhando o projeto de retratação da quadra do Salgueiro. Então, o presidente atual de lá, André Vaz, nos cedeu uma alegoria que eles não vão usar. Que é o nosso carro 3, que é bem grande, com estrutura de Especial. Nele virão em torno de 100 pessoas. Terá até uma banda marcial que retratará o baile”.

    Solução em meio às dificuldades

    O carnavalesco Alex de Oliveira concilia seu trabalho no barracão da agremiação com sua outra ocupação, como professor universitário. E foi no meio acadêmico que o artista encontrou algumas das soluções para problemas que vivência devido à crise. Em parceria com a instituição onde trabalha, Alex criou um programa de estágio supervisionando, onde jovens que estão cursando a diversas áreas trabalham em várias etapas do carnaval da Bangu, colocando em prática teorias que aprendem em sala de aula.

    batata bangu 1“Eu não sei se felizmente ou não, eu não vivo da profissão de carnavalesco, pois eu sou professor universitário. E esse ano, isso está sendo um diferencial da Bangu. Eu convenci a direção da Veiga de Almeida, onde trabalho, a me dar a chancela de criar um convênio de estágio supervisionado pra todos os cursos de graduação da universidade. Ao invés de procurarmos materiais inusitados, estamos usando material clássico de carnaval e uso de uma mão de obra nova em carnaval. Muitos jovens jamais pensaram que teriam mercado de trabalho no carnaval. De engenheiro a profissional de letras, passando por direito e comunicação. Todo mundo que gosta de carnaval e que é aluno da graduação, teve essa oportunidade vir aqui enxergar isso. E como eu leciono na engenharia, tem mais aluno de engenharia e arquitetura. Eles não imaginavam que no carnaval, a engenharia civil pode ser um campo fértil de trabalho. Muitos acham que só podem apenas trabalharem em obra. Mas, quando olha um carro alegórico e identifica que ele é um edifício de uns 12 mastros, com 4 pavimentos e que precisa de um responsável técnico para assinar um documento, para que todas as pessoas que estão ali em cima não corram risco de vida, então percebemos que, cada vez mais, precisamos de profissionais qualificados. Esse é um diferencial que temos aqui na Bangu, e quem sabe um legado para o dia de amanhã. Espero que a diretoria mantenha essa metodologia. Pois, é gente jovem, que está com gás e vontade de mostrar trabalho. Tal qual a Bangu, que voltou a desfilar e agora está tentando retomar a trajetória de vitórias”.

    Entenda o desfile

    Com o enredo “Do ventre da terra, raízes para o mundo”, a Unidos de Bangu abrirá a segunda noite de desfiles da Série A, no sábado de carnaval. A escola desfilará com em torno de 1800 componentes, distribuídos em 15 alas e 4 alegorias, sendo o abre-alas da agremiação acoplado.

    Setor 1: “Vamos abrir com os Incas, que é o povo originário que plantava batata. Eles cultuavam a batata como se fosse uma divindade. Inclusive, nos dias atuais no Peru, tem o dia nacional da batata em seu calendário oficial. Será um setor mais folclórico e original, com indumentária típica desta população”.

    Setor 2: “O segundo setor é a chegada da batata e o primeiro contato dela na Europa, após ser levada pelos espanhóis. Temos algumas curiosidades que são verídicas. Primeiro: a batata era amaldiçoada, discriminada, demonizada e excluída. Como ela era tirada da terra, e não era citada no antigo testamento, as pessoas falavam que não se podia comer. Aí ela se tornou um alimento animal, era servida para porco, cavalo e outros animais. Até que temos um fato marcante: o papa Pio IV se curou com a papa da batata. Ele teve uma enfermidade, tipo pneumonia ou tuberculose, e conseguiram curá-lo com o uso deste medicamento quente por alguns dias, coisa que no interior do Brasil se usa até hoje. Tem gente que quando está com enxaqueca coloca batata na cabeça”.

    Setor 3: “Nessa transição, de alimento animal para alimento das pessoas, ela virou artigo de decoração. Vamos citar todos os países que, após a Espanha, tiveram o uso frequente da batata no seu cotidiano, como é o exemplo da Alemanha, Irlanda e até dos Estados Unidos. O próprio presidente Thomas Jefferson levou a batata para ser consumida numa solenidade. E fechamos o setor com o carro 3, a epopeia e o apogeu da batata com o baile do croquete de Luis XVI. Quando ele ascendeu ao trono, todo ano o povo esperava que ele apresentasse um herdeiro, e como ele tinha uma limitação física, ele não tinha condição de ter filhos. Ele contratou um famoso cozinheiro chamado Parmentier, para tentar fazer a batata ficar de um jeito comestível. Ele cria a estratégias de acomodar uma quantidade considerável de batata nos jardins do Palácio de Versalhes, sob uma escolta grande de soldados, que no final do dia, se afastavam deste armazenamento. As pessoas achavam que aquilo era muito caro porque estava protegido, e no fim da noite, aquilo era saqueado. Tudo isso era proposital para fazer as pessoas conhecerem a batata. Até que ele pensou numa outra estratégia, fazer um baile. Pois, se toda a corte começasse a usar a batata, a população iria imitar. Daí teve o baile oficial do croquete de Luis VXI, antes da queda da Bastilha. A população começou a brincar, pois ao invés de apresentar um filho, ele apresentou uma batata”.

    Setor 4: “No quarto setor, nós falamos de Brasil, Brasil celeiro do mundo. Pois, foi através de D. Pedro I e Leopoldina que a gente tem esse primeiro contato com a batata, até que chegarmos ao agronegócio. No nosso último carro, deixamos reforçada a mensagem de paz, que é aquela ideia inicial do Deus Sol Inca, em que devemos olhar e valorizar nossas próprias raízes e solo. Ali enxergamos a solução para nossos problemas. E a nossa própria Unidos de Bangu, olha para sua comunidade na Zona Oeste que sofre com uma série de mazelas o ano inteiro e se reestrutura. Teremos alguns convidados que são característicos da Zona Oeste e de Bangu, como a participação do time oficial do Bangu Atlético Clube. Apresentamos a batata como o novo símbolo da paz”.

    Carnaval capixaba: vida de Lenira Borges será enredo do Pega no Samba

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    Por Vinicius Vasconcelos. Fotos: Toninho Ribeiro

    pega no samba foto toninho ribeiro 3Precursora do Ballet no Estado do Espírito Santo, a história de Lenira Borges vai ser o enredo do Pega no Samba em 2019. Apesar de ter nascido em Porto Alegre, foi em Vitória onde a bailarina fincou suas raízes e contribuiu de forma decisiva para a arte da dança no país. Idealizado por Douglas Paluzzo e Júnior Pernambucano, o título será “Lenira Borges: Uma Vida para a Dança”.

    Douglas, um dos carnavalescos do Pega, conversou com a equipe do site CARNAVALESCO e contou qual a proposta do enredo. E explicou também sobre necessidade de exaltar as figuras importantes do Espírito Santo.

    pega no samba foto toninho ribeiro 1“O presidente de honra Lajota foi quem doou o enredo. Já era um sonho antigo dele, seria tema em 2010 na gestão passada da escola, mas acabou sendo engavetado. Agora com uma nova administração o enredo voltou a tona. Lenira é uma bailarina conhecida do povo capixaba e que formou diversos novos bailarinos por aqui. Fez uma carreira bonita com passagens pelo RJ, a partir daí contamos a história sobre a vida dela. Fazemos uma viagem aos repertórios de Ballet, viajando no mundo encantado da dança. Um encontro mágico e lúdico. Até chegar no Lago dos cisnes, quebra nozes e pássaro de fogo. O final do desfile será um grande encontro dela com o rei sol no castelo de Versalhes, num grande baile. A escola é tem características de enredos leves e esse se encaixou perfeitamente”.

    pega no samba foto toninho ribeiro 4Se dividindo entre o barracão no Espírito Santo e da Rocinha no Rio de Janeiro, Júnior Pernambucano desabafou que a crise é um problema rotineiro nas duas cidades, e que cabe aos carnavalescos suprirem a ausência de dinheiro com o uso da criatividade.

    “Já estou na base da crise faz tempo. Tanto Vitória quanto Rio, me acostumei com isso. Fazemos carnaval na base do truque e da criação com materiais alternativos. Precisamos correr atrás para fazer um bom trabalho. Muitas modificações são feitas desde o projeto original. Não pode um tecido, compra-se outro. Escultura é pensada num tamanho mas precisa ser reduzida. A crise é geral e não tem pra onde fugir. O carnaval do Brasil está dessa maneira por conta da nossa economia, não é exclusividade dos desfiles das escolas de samba. Todas estão passando por dificuldade muito grande, no RJ é um caso a parte porque a briga é ideológica com a prefeitura. Eu e o Douglas dividimos muito bem nosso trabalho e ele fica põe mais a mão na massa por eu não ter como ficar indo pessoalmente todos os dias ao barracão”.

    pega no samba foto toninho ribeiro 2Entenda o desfile:

    Setor 1: A vida dela com comissão de frente e casal. Homenagem principal já vem no abre alas com ela fazendo Ballet aos doze anos e se apaixonando pela dança.
    Setor 2: Os musicais como Quebra Nozes, Scheherazade e Lago dos Cisnes.
    Setor 3: Musicais infantis Bela e a Fera, Cinderela e Chama de Paris.
    Setor 4: Ida até o Castelo de Versalhes onde o rei sol recebe Lenira no grande vale da corte.

    pega no samba foto toninho ribeiro 5Ficha Técnica:
    Enredo: Lenira Borges uma viagem para dança
    Presidente: Sandro Rosa
    Carnavalescos: Douglas Paluzzo e Júnior Pernambucano
    Diretor de carnaval: Douglas Paluzzo
    Diretor de harmonia: Alessandro Fernandes, Athanazio Santos e Ricardo Araújo
    Intérprete: Fernando Brito
    Compositores do samba-enredo: Almeida Junior, Almir Cruz, Antonio Conceição, Breno Almeida, Gabriel Do Cavaco, Jean Brito, Junior Oliveira, Neyzinho Do Cavaco, Tuninho Azevedo, Wescley Alves
    Mestres de bateria: Leandrinho e Patrick Rocha (Nenê)
    Rainha de bateria: Júlia Gabriela
    Coreógrafo comissão de frente: Jorge Mayko
    Alas: 18
    Alegorias: 4
    Tripés: –
    Componentes: 1300
    Baianas: Dulcineia, grande paixão de Dom Quixote
    Bateria: Quebra-nozes
    Casal de mestre-sala e porta-bandeira: As asas da imaginação

    Grupo formado por intérpretes faz show recheado de clássicos da música brasileira e do carnaval

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      Por Lucas Santos

      IMG 20190220 220456141Já conhecidos do grande público por suas vozes inconfundíveis na Marquês de Sapucaí e no Anhembi, Bruno Ribas (São Clemente e Tom Maior), Evandro Mallandro (Grande Rio), Leonardo Bessa (Tucuruvi), Tinga (Vila Isabel e Águia de Ouro) e Wantuir (Unidos da Tijuca) mostraram um outro lado do talento ao interpretarem clássicos da música popular brasileira. Durante pouco mais de uma hora e meia, na noite desta quarta-feira, na Sala Municipal Baden Powell, em Copacabana, o grupo apresentou sambas, partido alto, pagodes “fundo de quintal”, e, claro, o que não poderia faltar, sambas-enredo. O quinteto, que vinha utilizando o nome Setor 1, revelou para a reportagem do CARNAVALESCO a decisão de mudar o nome para “Vozes da Avenida”, título dado ao show. O grupo entende que o nome tem uma relação mais direta com o trabalho que pretende realizar.

      IMG 20190220 214353737Parado há mais de um ano, o ainda Setor 1 viu, através de um convite da organização do projeto “Vem pro Carnaval na Casa da Bossa”, a oportunidade para dar continuidade ao trabalho. Para isso, nos últimos meses, os cantores mergulharam fundo em ensaios conciliando com as inúmeras obrigações que possuem nas escolas de samba. O mais experiente do grupo, Wantuir, falou da importância de se valorizar o trabalho da classe dos intérpretes no país.

      “Vocês não imaginam a nossa satisfação. Nós somos uma classe que não é tão grande, mas é muito representativa da cultura no Brasil. Falando de carnaval, a gente já sabe: o poder público não ajuda mesmo. Passou o carnaval e nós temos que continuar trabalhando. E mostrar a qualidade do sambista que é o ano inteiro”, desabafa o cantor.

      IMG 20190220 214021108O show começou com cada intérprete proferindo seu grito de guerra. Do “Entra em cena…”, de Bruno Ribas, passando pelo “Solta o bicho” do Tinga, e também pelos “tá bom a Bessa” e o “que beleza, que beleza…” de Evandro Mallandro até chegar ao “Que show, que show” de Wantuir que deu a senha para os primeiros acordes de “A voz do morro”, de Zé Kéti, música escolhida para abrir a noite. Depois, a primeira hora foi recheada de clássicos da música popular brasileira divididos por cada cantor contando sempre com os arranjos de voz dos outros integrantes. Entre os sucessos apresentados destacaram-se “O mundo é um moinho” de Cartola, “Lama das ruas” de Zeca Pagodinho, “Você abusou” de Toquinho, “Trem das onze” de Adoniran Barbosa, “Não deixa o samba morrer” de Alcione e as emocionantes homenagens para Dona Ivone Lara com a música “Acreditar” e a Neguinho da Beija-Flor com “Negra Ângela”, nestes momentos rendendo algumas palavras carinhosas de Bruno Ribas. Tinga explicou como se deu a escolha do repertório.

      “Cada um escolheu a música que se sente mais a vontade de cantar. Eu, por exemplo, gosto muito de cantar a “Lama das ruas”. A gente foi criando, foi se juntando e a ideia é realizar um “pot-pourri” de partidos altos, de sambas-enredo que a gente normalmente canta. Ficou muito fácil pra gente, pois cada um cantou aquilo que gosta”, confessa o intérprete da Vila Isabel.

      Todos os integrantes do grupo mostraram não só o já conhecido talento com a voz, mas também a aptidão para os instrumentos. Com Mallandro no banjo, Bessa no cavaco, Wantuir no pandeiro, e Bruno Ribas no tantã. A primeira parte do show foi com os cinco sentados em uma grande roda de samba. Leonardo Bessa falou sobre a relação com o instrumento e o domínio do cavaquinho apesar do grande número de compromissos com o carnaval.

      IMG 20190220 212657393“A verdade é que a gente não para. No começo da carreira eu já tocava cavaquinho, andava junto com o canto. O mais importante deste encontro é a gente ter a oportunidade de tocar e cantar o que a gente gosta sem a responsabilidade do samba que defende nas nossas escolas. E estar no palco e mostrar para o público outro lado do cantor para o povo ver que o intérprete de samba-enredo não faz só aquilo. Mostrar para o público que a gente vai muito além da Avenida”, explica Bessa.

      Para o final do show ficaram guardados os clássicos de carnaval que animaram e emocionaram o público. Entre eles, estavam “Peguei um Ita no Norte”, “É hoje”, “O Ti ti ti do Sapoti” e “Aquarela Brasileira” que encerrou o espetáculo. Do grupo iniciado em 2012, algumas mudanças foram realizadas. Nesta volta, a principal diferença foi a presença de Evandro Mallandro que fez sua estreia no agora quinteto. Para o futuro o grupo está analisando alguns convites recebidos para definir a data dos próximos compromissos. Bruno Ribas espera que o grupo possa romper a barreira dos artistas para além do carnaval.

      “Esse grupo aqui vai longe demais. Essa galera aqui a gente já convive muito tempo junto. A gente executa música junto. E poder caminhar junto para focar em um objetivo, a gente olhar um horizonte e buscar aquilo ali, ter o sonho realizado, é melhor que um achado. Acontecendo tudo muito bem, nós podemos furar um bloqueio (imposto aos intérpretes de carnaval, formando grupos para tocar música fora do universo dos sambas-enredo) que está aí uns 40 anos”, acredita o cantor da São Clemente.

      A produção musical do espetáculo foi organizada e dirigida por Vicente Felisberto e Odilon Sete Cordas, e conta com o apoio musical em outros instrumentos como violão, flauta, cavaquinho e surdo de amigos convidados pelos intérpretes.

      Carnaval capixaba: Unidos da Piedade levará os mistérios dos felinos para seu desfile

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      Por Vinicius Vasconcelos. Fotos: Toninho Ribeiro

      piedade foto toninho ribeiro 4Sonhando em conquistar o campeonato que não vem desde 1986, a Unidos da Piedade vai retratar a história dos felinos em seu desfile. O enredo “Felis Catus, Sagrados e Mal Ditos” propõe uma reflexão a história do gato na humanidade desde quando ainda era uma divindade, passando pela marginalização do bichano imposta pela igreja católica até chegar nos dias atuais em que o gato é personagem de diversos desenhos infantis.

      Paulo Balbino, o carnavalesco da escola, conversou com nossa equipe e confidenciou que o enredo está guardado há alguns, quando ele ainda tinha um certo preconceito com os gatos.

      piedade carnavalesco paulo balbino foto toninho ribeiro“Minha filha havia comprado um gato, quando cheguei em casa vi uma bolinha de pelo no canto e perguntei o que era. Eu tinha um preconceito sobre ele e não queria que ficasse na minha casa, perguntei até porque minha filha não quis um cachorro. Esse ano ela engravidou e por causa do bebê o gato ficou um tempo comigo e simplesmente me adotou como dono. A gatinha Mel é a responsável por esse enredo. Ela é a motivação disso tudo pois transformou a minha vida e me libertou do preconceito sobre o animal. Fiz então uma pesquisa e vi que não era nada daquilo que eu achava. Achei inúmeras qualidades inclusive cientificamente comprovadas de que o afeto do gato diminui a pressão arterial, por exemplo. Além de ser um excelente companheiro para crianças e idosos devido a troca de afeto”.

      Após as descobertas positivas a respeito do animal, coube a Paulo colocar tudo no papel e criar uma linha de raciocínio para resumir a história milenar em alas e alegorias. E segundo ele, o resultado está sendo bastante positivo.

      piedade foto toninho ribeiro 1“Descobri que o primeiro registro do gato é no Egito. E como tudo por lá sempre foi misterioso desde a criação das piramides, a história dele também não é diferente. Ele vem carregando isso consigo. Acreditava-se que ele é a personificação da deusa da fecundidade. Lá o animal era tratado como realeza. Não podia ser comercializado, não podia ser morto, caso contrário haveria punições severas. Com as guerras territoriais e a vitória do império romano, as caravanas saem levando essa devoção a deusa Bastet. Gregos e persas também adotam o culto a essa divindade. Toda parteira pedia proteção a ela. Chegando a idade média a igreja católica com o intuito de dominar, não queria nenhum outro tipo de culto. Com isso, o papa Gregório Nono começa a se incomodar com o panteão de deuses e persegue o povo local. Institui então a inquisição onde toda mulher que tivesse gato de cor preta seria perseguida queimada na fogueira como bruxa. Mas, com a lógica da cadeia alimentar, onde se matando os gatos aumenta-se a população de ratos, a peste negra devastou 1/3 da população europeia. Passou-se o tempo e perceberam que o gato era o predador do rato e a partir daí os filósofos e intelectuais se apaixonaram pelos felinos, assim como Shakespeare. Também existem várias lendas de que os gatos eram elementos de sorte nas embarcações. Mais a frente vieram as histórias como “O gato de botas” popularizando ainda mais o animal. Ney Matogrosso, já contemporâneo, imortalizou em canções. Marisa Monte e outros mais. As pessoas passaram a ver o bicho como um excelente companheiro para se ter em casa. A TV tem um grande papel nisso”, contou o artista.

      Considerado por muitos um dos carnavalescos mais exigentes e perfeccionista de Vitória, Paulo explica que com a crise que afeta todos os setores do país, esse ano está sendo ainda mais trabalhoso.

      piedade foto toninho ribeiro 3“Eu nunca passei por uma crise tão grave. Não pela falta de material mas também de mão-de-obra qualificada. As pessoas querem receber mas não procuram se profissionalizar. Querem acabar o serviço rápido mas não se atualizam. Os profissionais de Vitória estão escassos. Sou muito perfeccionista, tenho dificuldade muito grande em confiar nas pessoas para executarem meu projeto. Esse ano estou com a comissão de frente e mais duas alas de passo marcado. Além da coreografia as roupas também são confeccionadas por mim. Participo de tudo. Não sou aquele que idealiza o projeto e entrega pra outro, não fico passivo na construção do carnaval. É complicado porque preciso me desdobrar”.

      piedade foto toninho ribeiro 2Entenda o desfile:

      Setor 1: Egito onde o gato era divindade
      Setor 2: Outras civilizações que passaram a cultuar como deus
      Setor 3: Idade média quando o gato foi perseguido
      Setor 4: Passa a se aproximar novamente do homem
      Setor 5: O gato famoso

      Ficha técnica:

      piedade foto toninho ribeiro 5Enredo: Felis Catus, Sagrados e Mal Ditos
      Presidente: Edvaldo Teixeira da Silveira
      Carnavalesco: Paulo Balbino
      Diretor de harmonia: Wesley Denadai
      Intérprete: Danilo Cezar
      Compositores do samba-enredo: Alan Rabelo, Djalma Junior, Fernando Britho, Igor Cabral, Leandro Bonaza, Leandro Corrêa, Rafael Mikaiá e Roberth Melodia
      Mestre de bateria: Sapo
      Rainha de bateria: Rose de Oliveira
      Coreógrafo comissão de frente: Paulo Balbino
      Alas: 22
      Alegorias: 4
      Tripés: 2
      Componentes: 1800
      Baianas: Bruxas da inquisição
      Bateria: Vikings
      Casal de mestre-sala e porta-bandeira: Deus sol no e deusa Bastet

      Alberto João: ‘Minha expectativa para o desfile da Mocidade em 2019’

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      Médicos liberam ida de Arlindo Cruz ao desfile da X-9 Paulistana

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      x9 ET1702 2019 28Segundo informações apuradas pela reportagem do site CARNAVALESCO, os médicos do Arlindo Cruz liberaram a ida do cantor para o desfile oficial da X-9 Paulistana na sexta-feira, dia 01 de março.

      O diretor de carnaval Pê Santana revelou que a ida do artista para São Paulo ainda depende de outros fatores.

      “Seria um grande acontecimento pro carnaval, mas tem muitas coisas envolvidas. Teria que vir muitos médicos e estamos analisando a possibilidade”.

      Quadra da Unidos da Tijuca é a nova casa da festa de premiação do Estrela do Carnaval 2019

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        estrela tijuca2019O prêmio Estrela do Carnaval, oferecido pelo site CARNAVALESCO aos melhores do carnaval, completa 12 edições em 2019 com grande novidade: um novo lar. A festa de premiação acontecerá na quadra da Unidos da Tijuca, Avenida Francisco Bicalho, 47, no Santo Cristo, e será no dia 14 de abril de 2019.

        O prêmio começou no Hotel Intercontinental, em São Conrado, na parceria com o site do jornalista Sidney Rezende, e, por sete edições consecutivas foi realizado na quadra do Salgueiro. Como o local estará em obras nos meses de março e abril não foi possível seguir a premiação na quadra salgueirense.

        Durante o anúncio oficial da nova sede da premiação do Estrela do Carnaval, o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, frisou a importância de receber na quadra os melhores do Carnaval 2019, segundo os jurados escolhidos pelo site CARNAVALESCO.

        estrela carnaval“É muito importante para Unidos da Tijuca ter esse evento na nossa quadra. Agradeço ao site CARNAVALESCO ter escolhido nossa quadra. Sei que vocês estavam há anos na co-irmã Salgueiro, mas infelizmente eles não puderam fazer esse ano por motivo de obras, mas espero fazer não só esse ano como todos os próximos. Para escola é uma satisfação muito grande, porque é prêmio de grande importância e uma coisa muito séria no carnaval”, disse o presidente tijucano.

        O Editor-Executivo do site, o jornalista Alberto João, agradeceu ao presidente Fernando Horta e ressaltou que novidades vão ser divulgadas nos próximos dias. “A festa de premiação está marcada para o dia 14 de abril. Antes dos desfiles vamos divulgar os quesitos e os jurados. O resultado dos vencedores será divulgado na terça-feira de carnaval. Agradecemos o carinho da Unidos da Tijuca em abrir suas portas para nossa premiação e reafirmamos nosso respeito com que sempre fomos tratados e recebidos nessas sete edições do Estrela do Carnaval na quadra do Salgueiro”.