Tradição iniciada em 2011, a cerimônia da Lavagem da Marquês de Sapucaí abriu os caminhos para os desfiles do Carnaval 2019. O evento foi marcado pela mistura de religiões e contou com a participação de baianas, casais de mestre-sala e porta-bandeira, velha guarda, destaques e representantes das escolas de samba mirins.
A cerimônia teve início por volta das 20h, quando foi tocada a música “Nossa Senhora”, de Roberto Carlos. Padroeiro do Rio de Janeiro, a imagem de São Sebastião foi conduzida em um carro abrindo o cortejo por toda a Sapucaí. O padre Antônio, da Paróquia de São Jorge, foi o responsável por rezar um “Pai Nosso”, que antes, na mistura das religiões, teve o toque dos tambores para os Orixás, feito Centro Espírita Vovó Carolina, seguido da Fanfarra de Clarins.
Como em todos anos, o ator Milton Gonçalves apresentou a leitura com emoção de um texto preparado que reflete a importância da lavagem da passarela. O ator leu “Águas de Oxalá” e fez um discurso de exaltação ao carnaval carioca. Em seguida, o cantor Elymar Santos contemplou os presentes cantando a música ‘A Voz do Morro’.
A bateria formada por 120 ritmistas da Unidos da Tijuca acompanharam o cantor e compositor Dudu Nobre, que interpreta desde a primeira edição da Lavagem da Sapucaí, sambas antológicos que emocionaram a Passarela do Samba em anos marcantes.
“Vivemos um momento muito complicado no país de maneira geral e esse ano foi muito difícil realizar a lavagem porque não tivemos apoio. O artista trabalha com a arte, mas essa arte tem que ter recompensada. Fizemos por amor ao samba e porque acreditamos que o evento não pode morrer, nem fraquejar, pois essa representatividade é importantíssima, mais ainda agora que não temos o apoio de que a gente espera”, lamentou Dudu Nobre.
O governador Wilson Witzel prestigiou a lavagem da Sapucaí. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, ele falou sobre a importância do evento para a Cidade.
“Respeito todas as formas de espiritualidade porque todas elas se comunicam com Deus e o que nós queremos é um Rio de Janeiro com mais tranquilidade, com as pessoas vivendo melhor e mais felizes. Que o carnaval seja um momento de alegria melhor que o ano passado”, disse o governador.


O intérprete Ronaldo Ylê publicou uma carta de desligamento da União do Parque Curicica, escola onde permaneceu nos últimos 12 anos. Confira o texto de despedida do cantor:
O Engenho de Dentro está de luto. Morreu na manhã desta segunda-feira o mais emblemático compositor da história do tradicional Arranco, Juan Espanhol. Espanhol é autor de 18 sambas que a escola da zona norte levou para a avenida.
Fazer a comissão de frente em um enredo em homenagem a Xangô, não é uma missão simples. Ainda mais, se tal homenagem estiver sendo feita por uma escola como Salgueiro, que tem forte ligação com o orixá. O coreógrafo Sérgio Lobato foi o designado a cumprir tal desafio. E em entrevista cedida ao site CARNAVALESCO, contou como está sendo a experiência:
Com relação aos preparativos, o coreógrafo conta que os figurinos, que serão utilizados pela comissão, já se encontram praticamente todos prontos. Ele ainda revela que levará um tripé, que será de muita importância dentro da proposta que será levada.
“É muito difícil esse momento. Esse último semestre passado, quando eu entrei na escola, os projetos foram muito engavetados por questões econômicas. A presidência apoiava, mas não tinha condições. E chegou um determinado momento, que até eu, honestamente, quis sair. Não por problemas com escola, mas achando que eu não teria condições de fazer. Mas depois do ingresso do presidente (André Vaz), ele fez não só um aporte econômico, mas emocional para todos nós. Ele tem nos apoiado e dado toda a estrutura possível. Com isso, conseguimos dar a volta por cima, e tenho certeza que faremos um grande carnaval. O salgueirense pode acreditar, nós vamos lutar.”