Chegou o momento do maior espetáculo a céu aberto do planeta começar. Neste domingo sete agremiações passam pelo Sambódromo da Marquês de Sapucaí e abrem o Grupo Especial no Carnaval 2019. Os desfiles começam a partir das 21h15 com o Império Serrano. A noite, além de prometer duelo de agremiações que buscam o título do carnaval, promete a luta por várias quebras de tabu.
Depois do Império Serrano, a Viradouro pisa na Sapucaí cercada de expectativas e pode se tornar a primeira escola oriunda do acesso a voltar nas Campeãs depois de 19 anos. A Grande Rio vem na sequência e corre atrás da primeira conquista de sua história. Campeão pela última vez a dez anos, o Salgueiro será a quarta a desfilar, depois de um ano de bastidores muito complicados. A Beija-Flor, atual campeã e última a se sagrar bi (em 2008-09), jamais foi campeã desfilando na primeira noite. A Imperatriz será sexta a desfilar e ostenta o segundo maior jejum dentre aquelas que já venceram o Grupo Especial (não vence desde 2001). A noite será encerrada pela Unidos da Tijuca, justamente a última escola a conquistar o título do Grupo Especial desfilando no domingo de carnaval, a nove anos atrás.
IMPÉRIO SERRANO – O Império Serrano vai evitar o clima piegas e a apelação no enredo ‘O que é, o que é’ de autoria do experiente carnavalesco Paulo Menezes. Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO no barracão da escola, o artista afirma que ele próprio se tornou um profissional versátil e que o próprio Império possui a subversão em seu DNA histórico. * SAIBA AQUI COMO SERÁ O DESFILE
VIRADOURO – Não parece, mas a Unidos do Viradouro foi a campeã da Série A em 2018. O título foi o portal para o regresso da vermelha e branca de Niterói ao Grupo Especial. A campeã do Carnaval 1997 pode quebrar três tabus de uma só vez no desfile deste ano, cada um com um grau de dificuldade. O primeiro seria permanecer no grupo, algo que uma escola oriunda do acesso não conquista (sem a necessidade de artimanhas de bastidor) desde 2010, com a União da Ilha. O segundo é voltar ao Sábado das Campeãs, vinda do acesso. Isso não acontece desde 2000, com a Unidos da Tijuca. O terceiro e mais ousado seria conquistar o campeonato, o que jamais aconteceu na história com uma escola vinda da segunda divisão no ano anterior. * SAIBA AQUI COMO SERÁ O DESFILE
GRANDE RIO – Depois da polêmica virada de mesa que garantiu a Grande Rio na elite do carnaval carioca, a escola optou por fazer um enredo em que abordará a crise na educação brasileira, com direito a um mea-culpa onde a tricolor de Caxias assumirá o erro em ter virado a mesa na Liesa. A dupla de carnavalescos, Renato Lage e Márcia Lage falou ao site CARNAVALESCO sobre a proposta e confirma que a virada já virá no carro abre-alas. * SAIBA AQUI COMO SERÁ O DESFILE
SALGUEIRO – Em um ano onde os enredos com críticas sociais e políticas dominam o carnaval carioca, o Salgueiro também vai deixar um importante recado no encerramento de seu desfile sobre Xangô no próximo domingo de carnaval. Na história que contará o orixá, em seu último setor, o carnavalesco Alex de Souza usará da característica de Xangô, o orixá da justiça, para criticar o sistema judiciário brasileiro. Alex conversou com a reportagem do CARNAVALESCO sobre o projeto e as dificuldades em se realizar o carnaval deste ano, e confirmou que o último setor do desfile terá uma crítica ao sistema judiciário. * SAIBA AQUI COMO SERÁ O DESFILE
BEIJA-FLOR – Falar sobre a própria história na avenida é uma tarefa melindrosa. Primeiro porque há o risco de se tornar repetitivo contando algo já visto e segundo por conseguir condensar em um só desfile a rica história de uma agremiação. Por isso, a Beija-Flor de Nilópolis, atual campeã do Grupo Especial, usará a literatura das fábulas de Esopo para retratar em seu desfile o enredo ‘Quem não viu vai ver… as fábulas do Beija-Flor’. Esopo foi um escravo e contador de histórias que viveu Grécia Antiga. As fábulas de Esopo tornaram-se um termo genérico para coleções de fábulas brandas, usualmente envolvendo animais personificados. As histórias remontam uma chance popular para educação moral de crianças hoje. * SAIBA AQUI COMO SERÁ O DESFILE
IMPERATRIZ – Fora do desfile das campeãs desde o Carnaval 2016 e sem a conquista de um campeonato há 18 carnavais, a Imperatriz romperá com seu estilo estético clássico este ano para tentar voltar aos seus dias de glória. A agremiação apostou na volta de Mário Monteiro e Kaká Monteiro para desenvolver o enredo ‘Me dá um dinheiro aí’. Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO, Mário admite uma estética diferente e que beberá na fonte do maior campeão do carnaval nos últimos anos, Paulo Barros. * SAIBA AQUI COMO SERÁ O DESFILE
UNIDOS DA TIJUCA – Dois anos fora das campeãs, algo que não ocorria desde o ano de 2009, fizeram a Unidos da Tijuca realizar mudanças em sua equipe para não somente voltar ao Sábado das Campeãs mas disputar o campeonato, que não vem desde 2014. Para isso dois multi-vencedores foram integrados à comissão de carnaval. Laíla e Fran Sérgio, que empilharam conquistas na Beija-Flor. * SAIBA AQUI COMO SERÁ O DESFILE





A chuva não desanimou 1 milhão e 250 mil foliões que foram às ruas brincar o carnaval neste sábado, em mais de 76 blocos por todas as regiões da cidade. E a festa ainda não acabou, porque seis escolas vão agitar a Passarela do Samba nesta segunda noite de desfiles da série A.
As maiores novidades deste ano são a área de buffet e boate, que está com 200m² e fica no primeiro piso, além de ostentar um palco amplo para receber os shows. Já o buffet ocupa praticamente todo o terceiro andar, que tem uma vista panorâmica da Marquês de Sapucaí. Sem dúvida, uma noite memorável para todo mundo, mas você já parou parar pensar quem cabe nessa definição de “todo mundo”?
Lúcia ficou meses internada, passou por várias cirurgias e continua em tratamento no hospital Miguel Couto. De acordo com ela, os osso da perna estão na fase de calcificação. Por isso, a fotógrafa vive com auxílio da cadeira de rodas. O Carnaval de 2019 marca a volta da Lúcia para a Sapucaí e foi justamente no camarote do King que ela aproveitou a primeira noite.
“Fiquei preocupada quando recebi o convite, porque todos os camarotes que eu conheço são com escadas, mas esse tem elevador. Elevador é tudo de maravilhoso. As pessoas não têm noção do que é uma pessoa na cadeira de rodas. A gente que nunca viveu isso não pensa, é complicado para tudo. A pessoa que tem essa sacada está saindo mil vezes na frente. Eu acredito que devam ter milhões de pessoas que queiram vir para cá, porque a arquibancada é impossível, frisa também, por conta dos níveis de degraus e os cadeirantes também têm o direito de não quererem ficar no espaço reservado pegando chuva. As pessoas querem um lugar confortável, com boa comida e bebida. O King oferecer isso é maravilhosos, eles tiveram a sensibilidade de perceber que existem pessoas diferentes, que têm outras limitações e precisam de alguns cuidados especiais”, relatou.
A diretora executiva do Camarote do King, Lilian Martins, falou sobre a preparação para o público com mobilidade reduzida. “Eu acho que todos os camarotes deveriam estar adaptados para isso. Eu passei quase três meses com dificuldade para andar em função de uma cirurgia na coluna e as pessoas não imaginam como é difícil a questão da mobilidade. Aqui no Brasil, parece que quem não passou por uma situação assim, não entende as questões dos outros”, afirmou.
Não parece, mas a Unidos do Viradouro foi a campeã da Série A em 2018. O título foi o portal para o regresso da vermelha e branca de Niterói ao Grupo Especial. A campeã do Carnaval 1997 pode quebrar três tabus de uma só vez no desfile deste ano, cada um com um grau de dificuldade. O primeiro seria permanecer no grupo, algo que uma escola oriunda do acesso não conquista (sem a necessidade de artimanhas de bastidor) desde 2010, com a União da Ilha. O segundo é voltar ao Sábado das Campeãs, vinda do acesso. Isso não acontece desde 2000, com a Unidos da Tijuca. O terceiro e mais ousado seria conquistar o campeonato, o que jamais aconteceu na história com uma escola vinda da segunda divisão no ano anterior.
“Já elegeram as candidatas ao rebaixamento? Eu acho isso perigoso. Vocês tem de esperar o desfile. Vejam o que ocorreu comigo no ano passado na Vila Isabel. Eu vinha de um título na Portela e fui parar em 9º lugar. Esses prognósticos sempre são uma enorme furada”, disparou.
“Falando o português claro? Eu tomei foi um pé na bunda. Mas eu tenho discernimento e inteligência suficiente para compreender que o momento era outro, as pessoas são outra. Eu quero deixar uma imagem diferente agora, um grande carnaval. Meu momento de maior sucesso foi na Unidos da Tijuca, onde fiquei na segunda passagem cinco carnavais. Não acho salutar ficar trocando de escola. A tendência é que eu permaneça”, adianta o carnavalesco.
“A escolha deste enredo se deu de maneira estratégica. A escola e eu entendemos que o ideal para esse momento deveria ser a escolha de um tema com as minhas características. Quando apresentei a eles (Marcelo Calil e Marcelinho Calil) eles nem quiseram saber de outro enredo. Fomos com esse e estamos trabalhando há quase um ano, já que eu vim para a escola logo depois do desfile de 2018”, explica Paulo.
Primeiro Setor: Encantadores podem realizar desejos impossíveis ou lançar terríveis maldições. O pouco que se sabe sobre eles está oculto em livros muito antigos; habitam um universo enigmático e mágico.
Terceiro Setor: Muitos são os seres mitológicos condenados a viver o destino escolhido pela ira ou por capricho divino. Mais antigos do que a própria história, nobres ou pobres mortais, monstros ou heróis ousaram desafiar os deuses ou desejar mais do que deveriam, assim como o ambicioso rei que conquistou o poder de transformar tudo o que tocasse em ouro e seu maior desejo virou sua maldição.
Quarto Setor: São os filhos da escuridão que vagam pela terra ou se escondem debaixo dela, criaturas que espreitam as sombras ou caminham famintas sob a luz da Lua; por ambição, vingança ou pacto com o demônio, perderam a paz e seguem penando para todo o sempre.
“Só quando eu cheguei em casa. Vim no final da escola pela primeira vez. Depois que entrou tudo, vi uma grande comoção, as pessoas só faltavam se jogar de onde estavam. Naquele momento senti que tinha sido bom. Mas não passou pela minha cabeça a repercussão que estava tendo. Eu pensei no momento que não cairíamos. Queríamos um julgamento justo. Fui para casa e os vizinhos só falavam da repercussão nas redes sociais. Na hora não dá pra saber”.
“Acho que pela primeira vez tenho conseguido fazer o que acredito. Ao voltar pro Tuiuti em 2015, o Thor me perguntou o que eu pensava de enredo. Eu nunca havia ouvido isso de um dirigente antes. Os enredos não partiam de mim. A primeira escola que me deu essa liberdade antes do Tuiuti foi o Império da Tijuca em 2004 e 2010. Eu tinha sempre que adaptar ideias que não partiam de mim. O enredo que fiz em 2015 aqui foi recusado em três escolas antes do Tuiuti. É uma escola que se interessa pelo que eu penso”.