Com enredo em homenagem a Ruth de Souza, Santa Cruz traz a atriz no abre-alas
Por Juliana Cardoso
O abre-alas da Acadêmico de Santa Cruz, quarta escola a entrar na avenida nesta sexta-feira de carnaval, trouxe para a avenida uma representação do Teatro Experimental do Negro (TEN), companhia teatral brasileira que funcionou entre 1944 e 1961 propondo a valorização social do negro e da cultura afro-brasileira. Ruth de Souza, atriz homenageada pela escola no enredo “Ruth de Souza – Senhora Liberdade, Abre as Asas sobre Nós”, entrou no TEN em 1945, onde integrou o primeiro grupo negro a subir ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
O Teatro Experimental Negro começou como um projeto idealizado por Abdias Nascimento, e tinha como objetivo engrandecer o papel social do negro no país, bem como o cultural. Tudo isso por meio da arte, educação, e da criação de uma estética própria e de uma ambição de inovar os estilos dramatúrgicos com algo único, e não uma cópia do que se via internacionalmente.
O primeiro carro da escola se apresentou acoplado a uma alegoria na dianteira, na qual o nome da agremiação se apresentava em letras brancas. Lanças tribais foram distribuídas pelas duas alegorias, e o carro tinha cores variáveis do verde e também detalhes arrematados em dourado. Pedras pretas, com detalhes prateados, e búzios gigantes davam acabamento às peças. Máscaras africanas completavam o visual na traseira da alegoria, com a palha dando um último toque.
Alguns componentes vieram na frente do carro, com trajes de origem afro, ladeados por esculturas de homens negros. Nas laterais, outros integrantes do abre-alas se apresentaram com roupas brancas. No topo do carro, havia uma coroa giratória. Já na dianteira, um trono para Ruth foi colocado. Porém, a homenageada optou por passar pela avenida em sua própria cadeira de rodas.
A intenção do carnavalesco do Cahê em relacionar o carro ao TEN ficou nítida, uma vez que ambos transmitem a cultura da valorização e exaltação do negro. A atriz, no auge de seus 97 anos, foi ovaciona pelo público e mostrou emoção ao ver toda a sua história representada no desfile.
Comissão de frente, bateria e atuação do cantor Leonardo Bessa são os destaques do desfile do Tucuruvi
Por Matheus Mattos
Quarta escola a desfilar na primeira noite de desfiles, a Acadêmicos do Tucuruvi desenvolveu seu carnaval através do enredo: “Liberdade! O canto retumbante de um povo heroico, uma linhagem crítica sobre a situação histórica e atual do Brasil. A comissão de frente cativou o público, a bateria demonstrou boa maturidade rítmica e a boa estreia de Leonardo Bessa foram os destaques do desfile. O andar acelerado no final e a pouca intimidade dos desfilantes com o samba foram os pontos negativos encontrados.
Comissão de frente
A ala trouxe exatos sete índios e oito invasores. A coreografia foi dividida em dois atos, sendo que o primeiro retrata a chegada dos invasores em Pindorama e o segundo mostra todo o sofrimento ocasionado, como abuso sexual e escravidão, tendo também a rebelião, luta contra o território e finalizou com o desejo de viver em igualdade. A primeira ala da agremiação foi o grande destaque. A reação afrontosa no rosto dos bailarinos ao olhar para o público reafirmaram a opinião de impacto. A encenação de batalha ganhou mais realidade com a postura agressiva dos navegantes. O quesito chamou a atenção não por levantar a arquibancada, e sim por cativar e impressionar quem assistia.
Bateria
A bateria do Zaca, do mestre Guma Sena, representou o ímpeto de luta, o espírito guerreiro que aflora em cada descendente africano através de uma fantasia leve. A postura da batucada foi bem cautelosa, soltando bossas no monumental e valorizando a sustentação do canto do box até cruzar a linha final. Alguns ritmistas relataram problemas com o talabarte, onde o acessório caia de forma involuntária.
Alegorias
O abre-alas representou a “Aculturação… A terra mãe que ainda clama pelo seu filho”, e trouxe muita movimentação humana nas alegorias. Um destaque perceptível foi que em determinado trecho as árvores desapareciam e prédios tomavam o lugar. A segunda alegoria “O tumbeiro do dia a dia” mostrou o sofrimento dos escravos nos navios negreiros, sensação demonstrada também através das coreografias. Já no terceiro carro alegórico “O reino do absurdo” trouxe muita interação humana, com sátira direta ao planalto. O penúltimo “Meu canto ecoa nesta avenida” trouxe muitas drags e diferentes pessoas que defendiam seus direitos na história. Finalizando o quesito, a escola trouxe uma alegoria interativa, nomeada como “O poder emana do povo – Somos os filhos da esperança”.
Fantasia
A primeira ala chamou a atenção pelo uso de sete cores diferentes e de forma organizada. No contexto geral, as fantasias da Tucuruvi trabalharam os diferentes tons e usou adereços grandiosos, ocasionando um efeito positivo pela visão superior.
Mestre-sala e porta-bandeira
O primeiro casal oficial, Kauã e Waleska, vieram representando os índios Nhamandú e Abaçai. A fantasia da porta-bandeira utilizou de materiais naturais que remetem a estética indígena e o mestre-sala trouxe elementos de pele sintética e detalhes que defendem a caça, característica do personagem retratado. A riqueza nos detalhes do figurino chamou a atenção e impressionou. Ambos saudaram a segunda Torre de jurados do quesito. O peso da fantasia afetou o bailado, principalmente no momento em que a porta-bandeira rodava. Mesmo com a possível dificuldade, a Waleska demonstrou uma postura aguerrida, cantando forte o trecho “avante filhos da esperança”. O casal traz muito passos coreográficos.
Samba-enredo
O estreante intérprete Leonardo Bessa se destacou no desfile da Tucuruvi. O cantor optou por cacos pontuais e melódicos, valorizando a sustentação do samba. A canção é melódica e com trechos de explosão, porém a intenção não foi correspondida pela escola. O trecho “Vai ecoar” e “Avantes filhos da esperança” são as partes mais empolgantes.
Evolução
A escola iniciou com domínio do quesito, alas andando de forma uniforme e com boa entrada no recuo, porém os componentes ficaram muito tempo parado durante a movimentação. Destaque para a ala coreografada que encenou o ato de castigar escravos e cercados por componentes vestidos de capoeiristas. A separação entre as alas foi cumprida na risca, mas a escola correu um pouco quando o cronômetro chegou nos 50 minutos. A Tucuruvi encerrou sua passagem com 64 minutos.
Harmonia
O canto regular não foi notado, diversos componentes cantavam apenas o refrão e alguns trechos do samba. A ala “Resistência da senzala” foi a que melhor mostrou regularidade no canto e na empolgação, os sambistas desfilaram soltos e sambando.
Enredo
A Acadêmicos do Tucuruvi trouxe uma proposta mais crítica para esse carnaval, mostrando o lado dos que mais sofreram com opressão e a luta por direitos e liberdade. O enredo usou muitos traços indígenas, africanos, movimentos do passado e do presente que buscam vozes. A construção do desfile foi linear, iniciando no descobrimento/invasão e terminando com uma mensagem positiva.
Outros
A segunda porta-bandeira sentiu um visível desconforto, não bailando da forma que se pede. O casal se limitou apenas em apresentar o pavilhão ao público, sem estendê-lo. Os destaques de chão da segunda alegoria substituíram as grandes fantasias de destaques por um figurino com forte representação do sofrimento dos escravos. O Número de pessoas na ala dos convidados também chamou a atenção, e todos estavam com muita empolgação.
No corpo, na alma e com a mão na taça. Tatuapé brilha no Anhembi e sonha com o tricampeonato
O Acadêmicos do Tatuapé provou porque é a escola a ser batida no carnaval de São Paulo. E mostrou isso onde uma escola deve fazer, na pista. Lutando pelo inédito tricampeonato, algo só alcançado pela Mocidade Alegre nos últimos anos. Apesar de ter tido problemas em pelo menos duas de suas alegorias no que diz respeito à iluminação, a escola deve confirmar o favoritismo e terminar a primeira noite como melhor escola. A Tatuapé conclui seu desfile depois de 61 minutos e apresentou o enredo ‘ Bravos Guerreiros: Por Deus, pela honra, pela justiça e pelos que precisam de nós’.
A fantasia da comissão representava ‘Jorge, Ogum e Marte: Os Guerreiros das Religiões e da Astrologia’. A indumentária foi inspirada em abordagens religiosas e astrológicas sobre o ano de 2019. Nesse contexto, o ano de 2019 seria regido pelo planeta Marte, que na astrologia é considerado o Deus dos Guerreiros e no catolicismo tem São Jorge como seu maior símbolo, que no sincretismo religioso africano está relacionado com Ogum, o orixá Guerreiro, símbolo de força. Dessa forma, a fusão desses 3 personagens, São Jorge, Ogum, e o planeta Marte que se entrelaçaram pela história e se unificaram, a Tatuapé apresentou sua comissão de frente com uma homenagem a São Jorge, santo padroeiro da escola. Uma indumentária impressionante na riqueza de detalhes e acabamento dos materiais. A maquiagem no rosto dos dançarinos parecia uma máscara.
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Tatuapé representou dois grandes monarcas do período medieval, que foram mãe e filho e se destacaram por participarem diretamente de muitas batalhas como grandes guerreiros, incluindo as cruzadas. Mas apesar de todas as glórias, paralelamente, construiu-se sobre eles uma lenda negra que teve a sua origem nos rumores daquela época, envolto por traições, prisões e mortes e que chegou até aos nossos dias. Ele, vestido com roupa e armadura típica de um cavaleiro medieval, trazia na cabeça uma coroa, representando o filho, Ricardo I, mais conhecido como Ricardo Coração de Leão. Ela, em seus trajes reais e também coroada, representava a mãe, Leonor de Aquitânia. Os guardiões que acompanharam o casal representaram os súditos desses monarcas. Posicionados no meio da escola, tiveram exibição perfeita nas duas primeiras torres de julgamento, com o desfraldar perfeito do pavilhão. A indumentária possuía detalhes em led, que deram um belo efeito.
Uma atuação de manual da harmonia do Acadêmicos do Tatuapé. A começar pela ousadia de parar o canto do carro de som várias vezes. Isso é um risco para agremiações que não possuem uma comunidade nas mãos. Esse definitivamente não é o caso da Tatuapé. Canto coeso e forte o tempo todo. A comunidade desafia o público a cantar junto. Olha no olho de quem está assistindo e canta firme. Todas as alas passaram com o samba totalmente dominado.
Para o Carnaval 2019, ano que na astrologia será regido pelo planeta Marte, considerado o “Deus Guerreiro”, o Acadêmicos do Tatuapé criou uma narrativa de enredo, que foi contada através da visão de um personagem que representava o Bravo Guerreiro, existente em cada componente e integrante que luta e ama a Tatuapé.. Esse Bravo Guerreiro, fazia uma viagem imaginária através do tempo durante o desfile, lembrando-se de várias civilizações e seus grandes guerreiros que mudaram o mundo e cravaram seus nomes na história. A escola apresentou uma temática muito bem construída através dos setores, a se destacar o último que trazia algumas críticas sociais no tom certo.
Evolução
A evolução da Tatuapé, bem como a harmonia, devem constar em cursos e livros sobre o tema. Com fantasias bastante volumosas não teve desculpa. Foi evolução de campeã do início ao fim. Alas soltas, brincando, se mexendo, ‘quicando’ na avenida. A técnica de desfile é tão homogênea que foi um dos desfiles mais rápidos da noite, com um conjunto plástico dos mais pesados.
Samba-Enredo
Apesar de não ser apontado como uma grande obra na safra de 2019, o samba-enredo do Acadêmicos da Tatuapé teve um excelente rendimento no desfile. Cantado com muita categoria por Celsinho Mody, um dos grandes intérpretes do carnaval paulistano. As pausas que ele dava no canto do carro de som impulsionaram ainda mais o canto, em perfeita harmonia com a bateria.
Fantasias
O melhor conjunto da noite com alguma segurança. Esticada na avenida a Acadêmicos do Tatuapé se assemelha a um grande tapete, com uma divisão cromática perfeita. Todas as alas abusaram dos mais variados materiais e tinham esplendores. Exceto as do último setor, que traziam maior leitura com a crítica impressa no setor.
O único quesito capaz de interromper o sonhado tricampeonato da Tatuapé. Não pelo conjunto ter sido ruim, mas por uma falha técnica que pode ser fatal. O telão de led da última alegoria passou a avenida toda completamente apagado, o que em teoria deve fazer com que a escola seja punida em todas as torres de julgamento neste quesito. O carro abre-alas possuía uma beleza e um acabamento impressionantes. As demais alegorias destoaram um pouco deste primeira alegoria.
Firme na condução do desfile, os ritmistas fizeram paradões para liberar o canto da comunidade em perfeito entrosamento com o carro de som, comandado por Celsinho Mody. Fora desses momentos a bateria sustentou o ritmo do desfile com muita firmeza.Outros Destaques
O carro de som da Tatuapé veio todo fantasiado de bombeiros com ‘lama’ pelo corpo. Uma homenagem aos profissionais que salvaram tantas vidas, após a tragédia com a barragem da Vale em Brumadinho, Minas Gerais. O público reagiu estarrecido com o espetáculo proporcionado pela Tatuapé, aplaudindo muito a escola o tempo todo. A fantasia do casal foi uma das mais belas da noite com detalhes de led nas indumentárias dos dois. Em um desfile tão bonito plasticamente, a fantasia da ala das baianas não foi destaque.
Unidos de Padre Miguel sofre com erros de evolução e falhas de acabamento causadas pela chuva
Por Geissa Evaristo
Primeira escola a desfilar sem chuva forte na madrugada desta sexta-feira na Marquês de Sapucaí, a Unidos de Padre Miguel, escola sempre aguardada devido aos seus últimos grandes carnavais fez a melhor arrancada da noite entre as cinco que já desfilaram, no entanto, apresentou problemas de acabamento em alegorias e graves erros em evolução. A escola estourou três minutos dos 55 máximos do tempo de desfile. A agremiação apresentou o enredo “Qualquer semelhança não terá sido mera coincidência”, uma homenagem ao dramaturgo Dias Gomes.
A comissão de frente de David Lima trouxe “Oya por nós, santa senhora!” uma referência à Santa Bárbara em O Pagador de Promessas. A coreografia muito bem elaborada pelo coreógrafo foi dividida em alguns momentos. Bem marcante na letra do samba-enredo. O ápice, porém acontecia quando Iansã se revelava saindo do tripé e dançando. Determinado momento ela dava um grito e o público reagia. O grupo de apresentou sem erros frente as cabines de módulos dos julgadores. Destaque para o figurino e a maquiagem bem elaborada com pedacinhos de papel.
Vinicius Antunes e Jéssica Ferreira não desfilaram com chuva, porém a pista de desfiles continuava completamente molhada com alguns pontos de poça d’agua, mas não eles aparentavam nenhum tipo de insegurança ou receio. Executaram a dança com leveza e muita segurança. A sintonia da dupla demostra ser cada vez maior. Jessica manteve o pavilhão esticado a todo tempo em todas as cabines de julgadores e Vinicius o tempo todo à cortejava com graça e simpatia. Ao final da apresentação, antes de se despedirem dos julgadores, o mestre-sala oferecia uma rosa vermelha à porta-bandeira que seguia dançando portando o adereço. A dupla em sua fantasia representou ” O encontro do Zé Burro com Santa Bárbara”.
Acostumada a cantar o samba-enredo à plenos pulmões, a Unidos de Padre Miguel não apresentou problemas no quesito. A comunidade muito bem ensaiada deu conta do recado, exceto as composições da alegoria que em sua maioria se limitavam a cantar apenas os refrões. O intérprete Pixulé comandou com muita categoria e impulsionamento o rendimento do canto dos componentes.
O carnavalesco João Vitor mostrou que é um dos melhores da nova geração. O artista apresentou fantasias lindas, e, acima de tudo com muita leitura. Destaque para a ala das crianças, uma referência na Unidos de Padre Miguel. O leigo que chegasse no Sambódromo facilmente reconheceria o enredo sobre Dias Gomes. Leitura clara nos carros alegóricos, inclusive, dispensando o roteiro do desfile em muitos momentos.
A evolução foi o grande ponto fraco da Unidos de Padre Miguel nessa noite. A escola não soube controlar o andamento das suas alas e acabou abrindo grandes buracos em momentos distintos do desfile. Um grande clarão foi aberto frente à cabine 2 e outro com a dimensão de 8 pirulitos de caixa de som foi aberto na quarta cabine de julgadores na frente do último carro alegórico. Algumas alas também ficaram espaçadas demais. Aos 46 minutos a escola mudou o andamento do desfile passando a acelerar demais para não estourar o tempo. A ala da velha guarda por exemplo, passou dentro da ala à frente.
“Aqui se aprende a amar o samba”, o verso foi cantado com componentes batendo no peito, parece ter sido a parte favorita dos componentes da Vintém que desfilaram na Marquês de Sapucaí nesta madrugada. A obra rendeu como o esperado para uma escola considerada favorita desde a fundação da Lierj, mas não contagiou o público.
Muito bem vestida, a Unidos de Padre Miguel não contou com problemas de acabamento em fantasias. Criativas, passaram boa leitura do enredo mais especificamente nas alas do primeiro setor do desfile. Destaque para as alas Coronel Odorico, ala 6 e As borboletas do Dirceu, ala 7. A riqueza de detalhes das fantasias foi até o pé do componente que não usou as tradicionais sapatilhas simples utilizadas pela maioria dos componentes da Série A. Na escola, os pés de todas as alas, incluindo a bateria estavam protegidos por calçados diferentes e visivelmente mais caros. A ala 19, As doces tentações de Dona, em cor neon e coreografada surtia um belo efeito visual.
Acostumada a trazer para a Avenida alegorias luxuosas e impecáveis, a escola também não repetiu neste quesito o mesmo apresentado nos seus últimos carnavais. A alegoria 2 “Perdidos a gente não sabe em quem acreditar” apresentou grave problema de acabamento. Ferros estavam visíveis e tortos, dando a impressão de que o teto da alegoria iria se desprender a qualquer momento. Na alegoria 3, “Natureza, capital, bicho e carnaval”, o leão estava com a pintura descascando e na quarta e última alegoria ” Na apoteose do absurdo, viva Santo Dias”, a grande escultura atrás da alegoria possuía um problema de acabamento no rosto do boneco. Além disso, a mão da escultura da Dona Redonda estava decepada.
Com uma das fantasias mais luxuosas da noite, a Unidos de Padre Miguel levantava o público durante a passagem de mestre Dinho e seus ritmistas. Representando “O Rei de Ramos” o grupo executou bossas perfeitamente encaixadas dentro da letra do samba. Destaque para o retorno da rainha, Karina Costa vestida de ” A sorte” com um figurino à altura do apresentado pelos ritmistas.

