Início Site Página 184

Se eu for morrer de amor, que seja no samba! Viradouro escolhe samba da parceria de Cláudo Mattos para homenagear mestre Ciça no Carnaval 2026

0

Por Gabriel Gomes, Luan Costa, Juliana Henrik e Rhyan de Meira

Por volta das 5h40 da manhã deste sábado, a Unidos do Viradouro definiu o samba que vai embalar seu desfile no Carnaval 2026. A obra vencedora, que homenageia o mestre de bateria Ciça, é assinada pelos compositores Cláudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet e Thiago Meiners. A vermelho e branco de Niterói será a terceira escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, pela Marquês de Sapucaí, com o enredo “Pra cima, Ciça!”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon e pelo enredista João Gustavo Melo. A final, considerada uma das mais emocionantes da história da escola, teve clima de grande festa popular, com a quadra lotada e a comunidade entoando em coro os versos do samba campeão. * OUÇA AQUI O SAMBA DA VIRADOURO PARA 2026

viradouro samba26 33
Fotos: Gabriel Gomes, Luan Costa, Juliana Henrik e Rhyan de Meira/CARNAVALESCO

O compositor Cláudio Mattos destacou a emoção da noite: “É a minha sétima vitória aqui na escola. Eu cresci aqui. E, sendo bem sincero, nunca vivi uma final tão emocionante na minha vida. A escola inteira cantando o samba junto comigo… isso nunca tinha acontecido antes. Fiquei muito feliz de verdade, foi muita emoção”.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

viradouro samba26 34

Cláudio lembrou ainda do processo de criação: “Durante todo o processo de feitura, da gravação, eu tive várias partes preferidas. Na metade da segunda, eu já sentia que o samba tinha força. Mas quando chegou na quadra, o refrão foi absurdo, explodiu demais”.

Estreando entre os campeões da Viradouro, o compositor e humorista Marcelo Adnet não escondeu a alegria: “Primeira vitória na Viradouro, essa escola maravilhosa. É muito gostoso quando a gente luta, luta, tenta, tenta e consegue. Estou feliz pra caramba. Foi uma história merecida. Hoje é comemorar um pouco, porque é muito bom fazer uma homenagem e ver esse desfecho do palco, com a comunidade apoiando o nosso samba”.

viradouro samba26 35

O compositor Thiago Meiners celebrou mais uma conquista marcante em sua trajetória na Viradouro. Integrante de uma parceria formada por torcedores da escola, ele destacou o caráter especial do samba de 2026, que homenageia o mestre Ciça.

“Para nós, é indescritível. Já vencemos outras vezes na Viradouro, mas cada samba tem sua particularidade. Este é ainda mais significativo, porque, pela primeira vez, toda a parceria é formada por vinadorenses de coração. Estamos muito felizes e emocionados, especialmente pelo que vivemos hoje na quadra. Foi imensamente gratificante”, afirmou.

Segundo Thiago, o ponto alto da obra é o refrão principal, que rapidamente conquistou a comunidade: “Não esperamos a saudade pra cantar. Se eu for morrer de amor, que seja no samba.” Para ele, a força da mensagem traduz a relação da Viradouro com o carnaval e explica a identificação imediata do público.

viradouro samba26 36

Com a vitória, Meiners chegou ao quinto samba-enredo assinado na escola. Entre eles, estão sucessos como Rosa Maria e Roboboi. Ainda assim, a emoção se renova a cada conquista. “O próximo é sempre o mais especial. Este tem um sabor único justamente por ser dedicado ao Ciça e por reunir apenas torcedores da escola”, ressaltou.

Um dos momentos mais marcantes da noite foi quando o próprio homenageado subiu ao palco antes mesmo do fim da disputa, em meio à apresentação do samba da parceria de Meiners. A cena emocionou os compositores. “No início pensamos que fosse uma menção a todos os concorrentes. Mas, ao observarmos a reação da Priscilla e do Rodrigo, percebemos que se tratava de uma aclamação da escola. Foi inestimável para nós”, contou Thiago.

viradouro samba26 37

Mestre Ciça: emoção em ser enredo

O homenageado da Viradouro, mestre Ciça, falou sobre a responsabilidade de ter sua trajetória transformada em enredo: “Rapaz, você imagina, né? Esse enredo, eu como sambista, hoje, numa final, com a responsabilidade de três sambas… A emoção é quase todo dia. Mas tenho certeza que a escola escolheu um grande samba. Estou vivendo um momento único da minha vida e da minha história. Nunca imaginei”.

Ele destacou ainda os momentos mais marcantes até agora: “O dia do anúncio e o lançamento do enredo na Cidade do Samba mexeram muito comigo. Meu pai era apaixonado por carnaval, ele ficaria deslumbrado com tudo isso”.

viradouro samba26 2

Sobre a bateria, Ciça adiantou: “Já estamos ensaiando umas coisinhas escondidas, preparando surpresas boas. A ideia é mesclar bossas antigas com novidades. E vamos trazer amigos, outros mestres e diretores, para dividir a avenida comigo”.

Marcelinho Calil: ‘O Ciça merece’

Para o diretor executivo Marcelinho Calil, a escolha do samba representa mais uma etapa da caminhada rumo ao título:

“Hoje, essa lenda viva, que até então era apenas um texto, passa a ser também uma voz. Se Deus quiser, vai levar a Viradouro a mais um título. O nosso homenageado merece, a escola merece. Agora, falta um detalhe: trabalho. É isso que vai nos levar às primeiras colocações”.

viradouro samba26 7

Marcelão Calil: ‘Não vamos medir esforços para fazer um carnaval brilhante’

O patrono Marcelão Calil exaltou a escolha de Ciça como enredo: “Eu acho que é a escola que tem que agradecer ao Ciça, porque temos um enredaço com chances de título. Ele merece, o samba merece, o carnaval merece. Não vamos medir esforços para fazer um carnaval brilhante”.

viradouro samba26 18

Tarcísio Zanon: ‘nostalgia e modernidade’

O carnavalesco Tarcísio Zanon ressaltou a emoção de trabalhar com um enredo vivo:

“É um ano muito significativo: 80 anos da escola, 70 anos do Ciça, 55 anos de avenida. Existe uma nostalgia, um revival moderno. O desafio foi transformar o ritmo em visual. O Ciça não é só música, ele também é imagem, é dança. O público pode esperar um desfile moderno e emocionante”.

viradouro samba26 8

Wander Pires: honra em cantar Ciça

Intérprete oficial da escola, Wander Pires destacou a responsabilidade da homenagem:

“É uma emoção muito grande, um dos maiores desafios da minha vida. Eu sou fã do Ciça, ele é meu ídolo. Sempre sonhei em trabalhar ao lado dele. Agora me sinto realizado. É uma honra imensa”.

viradouro samba26 31

Enredista João Gustavo: ‘privilégio inédito’

O enredista João Gustavo Melo ressaltou a originalidade do projeto:

“Foi um privilégio imediato. Sempre será inédito homenagear um mestre de bateria em atividade. O desafio foi condensar tanta história em um desfile. Mas conseguimos. Esse enredo vai ficar para sempre na história da Viradouro”.

viradouro samba26 14

Harmonia e música afinadas

viradouro samba26 5

O diretor de Harmonia, Dudu Falcão, destacou a força da comunidade:

“Aqui é trabalho de time. O objetivo é sempre ter o chão da escola cantando perfeitamente. Esse é o segredo da Viradouro”.

Já o diretor musical Hugo Bruno frisou o peso emocional do enredo: “O samba pede emoção redobrada. Estamos preparando um trabalho especial para honrar o Ciça”.

viradouro samba26 4

Comissão de frente promete impacto

Responsáveis pelas últimas aberturas impactantes da Viradouro, os coreógrafos Priscilla Mota e Rodrigo Negri também avaliaram o desfile de 2025 como um marco. Para eles, a comissão de frente do Malunguinho cumpriu a missão de traduzir o enredo logo nos primeiros minutos de apresentação.

“Eu sou apaixonada pela comissão do Malunguinho. Ela trouxe muita dramaturgia, o enredo estava todo ali. Essa é uma característica do nosso trabalho: apresentar ao público, já na largada, o que será o desfile como um todo. Chegamos chegando, e a abertura realmente foi marcante. O samba era muito forte e nos ajudou bastante”, destacou Priscilla. Rodrigo completou: “Ficamos com a sensação de dever cumprido, porque tudo saiu como planejado e o resultado foi maravilhoso. Mas agora já estamos em uma nova etapa: é hora de escolher mais um samba e preparar outra abertura impactante. Hoje a ficha cai de verdade: deixamos a teoria para trás e começamos a dar cor e vida ao processo”.

viradouro samba26 1

A parceria com o carnavalesco Tarcísio Zanon é apontada pelos dois como um diferencial. “O Tarcísio é um príncipe, encantador. Ele está sempre conosco, trocamos muito, nos divertimos bastante. O carnaval traz muita pressão, mas conseguimos lidar com leveza no dia a dia. Ele gosta de estar presente em todas as decisões, e isso nos dá tranquilidade. É uma parceria de muito carinho”, afirmou Priscilla.

A preparação da comissão para 2026 ganha ainda mais significado pelo enredo que homenageia mestre Ciça. A emoção é visível nos discursos. “É um presentão. Se não estivéssemos na Viradouro, eu estaria chateada de não participar dessa festa. O Ciça representa o próprio carnaval. A comunidade recebeu o projeto de coração aberto, e isso nos motiva demais. Conviver com ele no dia a dia é inédito: ele vai ao barracão, acompanha tudo de perto. É como se o enredo estivesse dentro do projeto. Ninguém nunca viveu algo assim”, disse Priscilla.

Rodrigo reforçou o privilégio de compartilhar o processo com o homenageado: “O mais bacana é que ele participa, opina, conversa conosco sobre o projeto. Estar ao lado dele nesse momento é maravilhoso. É um ídolo para nós”.

Julinho e Rute: casal motivado

O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Viradouro, Julinho e Rute, também destacou a importância da temporada de preparação para manter o alto nível alcançado em 2025. No último carnaval, eles conquistaram os 40 pontos possíveis e receberam premiações individuais, consolidando o posto de referência no segmento.

“Conquistar o êxito não é fácil, mas manter é ainda mais desafiador. A gente se cobra muito e, por isso, já estamos ensaiando desde junho para corrigir detalhes que poderiam ter sido melhores”, afirmou Rute. Julinho complementa: “Foi um carnaval promissor. Saímos felizes pelo reconhecimento e pelas notas máximas, mas tudo zera quando começa o novo enredo. Agora é outra história e tem um gosto ainda mais especial por homenagear alguém que é ícone do carnaval e, ao mesmo tempo, um amigo que admiramos dentro e fora da avenida”.

viradouro samba26 9

A relação próxima com o carnavalesco Tarcísio Zanon é outro ponto que o casal valoriza. Segundo Rute, o artista se tornou “o maior carnavalesco da atualidade”, combinando talento e humildade. “O Tarcísio sempre pergunta nossa opinião antes de apresentar o desenho e discute ideias conosco. Isso se estende também ao Fernando Magalhães, que executa nossas fantasias, e à direção de carnaval, com o Marcelinho e o Alex. Todos nos dão liberdade para sugerir ajustes que favoreçam a dança, sem perder a essência do projeto. Esse diálogo é fundamental, ainda mais agora que o regulamento exige que o casal esteja dentro do enredo”, explicou.

Outro desafio será a estreia da cabine espelhada, com jurados posicionados dos dois lados da pista. Para Julinho, a novidade deve valorizar a dança: “Antes, a gente direcionava quase toda a apresentação para um jurado só. Agora teremos a chance de mostrar em 360 graus, o que beneficia tanto a avaliação quanto o público, que verá uma apresentação mais aberta e dinâmica”.

viradouro samba26 39

O enredo também inspira o casal a desenvolver passos e coreografias especiais. “O Ciça é a própria definição de carnaval. Ele representa inovação sem perder a essência. Eu e a Rute seguimos essa mesma linha: inovar sem deixar de lado a tradição”, ressaltou Julinho.

A comunidade deixou a quadra em festa ao amanhecer, embalada pela obra que promete emocionar o público.

Como passaram os sambas na final

Parceria de Lucas Macedo: O primeiro samba da noite foi assinado por Lucas Macedo, Diego Nicolau, Jefferson Oliveira, Vinicius Ferreira, Richard Valença, Miguel Dibo, Orlando Ambrósio, Hélio Porto, Aldir Senna e Wilson Mineira. A defesa ficou a cargo de Zé Paulo, que mais uma vez mostrou entrega e excelência. Durante os 30 minutos de apresentação, a obra apresentou belas variações melódicas e trechos bastante inspirados. No entanto, já perto do fim, foi possível sentir uma queda no embalo da torcida, que começou bastante animada. Um dos pontos altos foi o bis antes do refrão, quando a melodia trouxe de volta o clássico samba-exaltação da Estácio de Sá: “Hoje a Furacão prova seu amor // Eternamente, Professor!”. Outro momento marcante veio logo depois, com versos de forte impacto coletivo: “Êêêêê… tá de alma lavada o Caveira! // Êêêá… é macumba de Alafiá! // No seu comando, o rufar é nossa voz // Serei sempre por você // Como sempre foi por nós”. No geral, a apresentação foi intensa e iniciou bem a disputa.

Parceria de Mocotó: O segundo samba da noite foi assinado por Mocotó, PC Portugal, Arlindinho Cruz, J. Lambreta, André Quintanilha, Rodrigo Deja, Ronilson Fernandes, Renato Pacote, Reinaldo Guimarães e Bira Fernandes. Quem assumiu a linha de frente no microfone foi Wandinho Pires, filho do intérprete oficial da escola, Wander Pires. Mostrando personalidade, o jovem conduziu a obra com energia e firmeza, bem acompanhado por Juan Briggs e pelo time de apoio. Do início ao fim, a apresentação manteve o clima em alta. O samba mostrou força, vibração e ligação direta com o enredo em homenagem ao Mestre Ciça. Em alguns trechos, a emoção tomou conta, trazendo variedade à obra e provando que ela não se limitava a uma linha repetitiva. Na quadra, a torcida foi um espetáculo à parte: levou um mar de bandeiras e réplicas de instrumentos, além de manter um canto forte e cheio de entusiasmo. Os refrões foram os grandes momentos da apresentação, especialmente o principal, que fez o público acompanhar atentamente. Nos momentos de bossas da bateria, ficava evidente o quanto o samba se encaixava com a escola.

Parceria de Claudio Mattos: O último samba da noite trouxe a assinatura de Claudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet e Thiago Meiners. Na interpretação, Pitty de Menezes brilhou: à vontade no palco, conduziu a obra com segurança e foi peça-chave para transformar a apresentação em um verdadeiro momento de catarse coletiva. Desde o início da disputa, esse samba já carregava o rótulo de favorito. Na final, confirmou todas as expectativas. Antes mesmo de começar, era um dos mais aguardados pelo público e, quando entrou em cena, mostrou a que veio — no popular, foi um sacode daqueles. A resposta da quadra não deixou dúvidas: o público cantou cada verso do início ao fim, com entusiasmo poucas vezes visto antes. A torcida deu show com balões em formato de caveira, bexigas e luzes. Os segmentos da Viradouro também engrossaram o coro, com destaque para a rainha de bateria, Juliana Paes, que se entregou ao canto com a mesma empolgação da comunidade. O personagem deste carnaval, mestre Ciça, foi ao palco durante a apresentação e deixou clara sua preferência. Aclamação total.

Galeria de fotos: Final de samba-enredo da Viradouro para o Carnaval 2026

0

Por Luan Costa, Juliana Henrik, Gabriel Gomes e Rhyan de Meira

Clique em cada imagem para ampliar a foto

Portela 2026: programa pré-final de samba-enredo

0

Viradouro 2026: programa pré-final de samba-enredo

0

Galeria de fotos: final de samba da Beija-Flor para o Carnaval 2026

0

Por Marielli Patrocínio, Marcos Marinho e Luiz Gustavo

Clique em cada imagem para ampliar a foto

Laroyê, Alafiá! Beija-Flor define samba para o Carnaval 2026 com junção de parcerias e promete rolo compressor na Sapucaí

0

Por Marielli Patrocínio, Marcos Marinho e Luiz Gustavo

A Beija-Flor de Nilópolis anunciou, na madrugada desta sexta-feira, por volta de 2h45, o resultado oficial do seu concurso de samba-enredo para o Carnaval 2026. A direção da escola optou por unir duas obras: os sambas das parcerias de Júlio Assis e Sidney de Pilares, que agora se tornam um só hino para embalar a comunidade na Marquês de Sapucaí. Assim, a obra é assinada por Sidney de Pilares, Marquinhos Beija-Flor, Chacal do Sax, Cláudio Gladiador, Marcelo Lepiane, João Conga, Diego Oliveira, Diogo Rosa, Manolo, Julio Alves e Léo do Piso. O enredo de 2026, “Bembé”, presta homenagem à celebração centenária de matriz afro-brasileira realizada em Santo Amaro (BA), símbolo de resistência, fé e cultura. Atual campeã do Grupo Especial, a Beija-Flor vai em busca de mais uma conquista com a força de sua comunidade e o peso de seu “rolo compressor” no desfile de domingo, na Sapucaí. * OUÇA AQUI O SAMBA APÓS A JUNÇÃO

Segundo a presidência da escola, a fusão das duas composições busca valorizar a força poética e melódica de cada obra, resultando em um samba ainda mais completo e representativo para o desfile.

bf final2526 10

“Fizemos um estudo minucioso, avaliando o melhor de cada uma das duas obras, entendendo a necessidade do projeto e também ouvindo a voz da nossa comunidade. A junção é um gesto de respeito ao talento dos compositores e um presente à Beija-Flor, que vai cantar na avenida com a força multiplicada dessa união”, destacou o presidente Almir Reis.

‘Esse samba vai virar macumba e deixa girar’

Um dos nomes de uma das parcerias vencedoras, Diego Oliveira não escondeu a emoção com a escolha.

“Primeiramente, antes de tudo, eu quero agradecer os meus apoiadores, da minha comunidade que estava junto nessa disputa tão acirrada. Mas a gente está numa disputa no qual a nossa diretoria e nossa presidência escolhem o que é o melhor pra escola. O importante é a gente abraçar a escola e, se Deus quiser, arrumar o bicampeonato. Essa é minha quarta vitória na Beija-Flor. Pra mim, o samba é um conjunto. Isso aqui vai virar macumba e deixa girar, deixa girar que o bi vem aí”.

Após nove anos sem vencer na Beija-Flor, Sidney de Pilares comemorou com entusiasmo o resultado da junção de sambas para o Carnaval 2026. “Depois de nove anos eu me sinto assim, sabe, muito radiante com essa vitória porque os dois sambas realmente foram os melhores e tanto é que juntou, eles estavam aí. Ficou um sambaço. Vamos para avenida com um puta samba. A comunidade ficou satisfeita, nós compositores também ficamos satisfeitos. Porque da outra parte são grandes compositores também. Vamos trazer o bicampeonato com certeza”.

juncaobf26

Sidney destacou ainda o trecho de sua preferência na obra: “Eu gosto muito do trecho da segunda parte: ‘Yemanjá, Alodê no mar (no mar), é D’oxum toda beleza no ibá’”.

O compositor também recordou sua trajetória de vitórias na escola: “É minha quinta vitória aqui. E duas junções. Em 2005, conquistamos o tricampeonato para a escola, tlevamos todos os prêmios. E agora, vamos ver no que vai dar”.

O compositor João Conga contou como se deu o processo criativo e a escolha das partes que formaram o hino oficial. “Quem fez a fusão sabe o que faz e realmente ficou bonito. Juntou uma parte com a outra, o que tinha que ser. Inclusive, eu estava em casa e falei: ‘se unir o samba assim com a parte tal do outro samba…’ liguei para o Sidney e perguntei se ele achava que poderia ter junção. Justamente a parte que eu achava, ficou do outro samba, e ficou legal”.

‘Não pensamos no bi, mas em fazer um grande desfile’

Marquinho Marino, diretor de carnaval, fez um balanço da temporada de 2025 e tratou de colocar os pés no chão para 2026.

“Foi um título especial, um desfile marcante, e a escola está muito feliz e unida. A escolha do samba hoje mostrou isso, porque tínhamos duas grandes obras e qualquer uma poderia representar a Beija-Flor. Mas aqui dentro nós não pensamos em bicampeonato, pensamos em fazer um grande trabalho. A consequência pode ser o título, mas a pressão não existe. A gente zera todo ano”.

bf final2526 1

O diretor destacou ainda que a escola deverá repetir o número de componentes do último desfile, algo em torno de 3.200. Com a retirada de uma cabine de julgamento, acredita em mais fluidez e ousadia na apresentação. Sobre o calendário, confirmou que os ensaios de rua começam em 6 de dezembro, na Mirandela, e que o “Encontro de Quilombos” já tem presenças confirmadas de Viradouro, Salgueiro e Vila Isabel.

‘O samba é uma nova sinopse’

O carnavalesco João Vitor, que levou a Beija-Flor ao título em 2025, se emocionou ao comentar sua trajetória na escola.

“A sensação é indescritível. Quando cheguei há três anos, me senti pequeno diante do gigante que é a Beija-Flor. Mas essa comunidade me abraçou, e hoje posso dizer que faço parte dessa família. É uma honra enorme”.

bf final2526 2

Sobre o processo criativo, explicou a importância da equipe de enredistas: “Todos viajamos para Santo Amaro, cada um em um espaço, vivendo o enredo. No fim do dia, reuníamos tudo. Isso gerou uma safra maravilhosa de sambas. O samba-enredo é uma sinopse musicada. Ele precisa ser claro, direto, para que o povo entenda o enredo”.

O carnavalesco também reforçou sua filosofia de trabalho em silêncio: “Não fazemos festa de protótipos. O segredo é trabalhar quieto. Todas as escolas querem vencer e é décimo a décimo. O silêncio é fundamental”.

‘Esperem mais uma vez um rolo compressor’

O presidente Almir Reis demonstrou confiança no trabalho. “A gente vai entregar uma boa plástica, como no último Carnaval. João Vitor e o barracão têm mostrado competência, e a comunidade pode esperar um grande desfile no estilo Beija-Flor. O rolo compressor vai estar de volta mais uma vez”.

bf final2526 3

Sobre o bicampeonato, Almir reforçou a humildade: “Não gosto dessa palavra bi, porque pode dar a ideia de soberba. O nosso lema é sempre pensar no próximo campeonato. Acabou 2025, vamos para 2026”.

‘Enredo é muito rico, vamos trazer o Candomblé para a bateria’

Responsável pela “Soberana”, ao lado de mestre Plínio, mestre Rodney projetou a sonoridade da bateria para 2026.

“Tivemos uma bateria comprometida, que ajudou muito a conquistar o título. Para 2026, tudo que tem dentro do Candomblé pode ter certeza que vamos usar. O atabaque, por exemplo, vai ter um papel importante. Mas bateria é um conjunto, uma orquestra, todos os instrumentos têm valor”.

bf final2526 5

Sobre os intérpretes, elogiou a sintonia com o carro de som: “Nino e Jéssica já faziam parte da equipe, estão indo muito bem. Vão marcar o nome na história da Beija-Flor. Aqui o trabalho é coletivo”.

‘São 30 anos de amor e devoção’

A porta-bandeira, Selminha Sorriso, celebrou a noite especial e a busca pelo bicampeonato. “Hoje é uma noite muito especial. A disputa foi acirrada e os dois sambas eram maravilhosos. Qualquer um que vencesse, eu e Claudinho daríamos o nosso melhor. São 30 anos consecutivos defendendo o pavilhão, e em 10 títulos estivemos à frente. É uma emoção única”.

bf final2526 8

O mestre-sala Claudinho, que também é compositor, destacou a ligação com o enredo e o carnavalesco: “O João Vitor é mágico, amado pela comunidade. Nossa fantasia está dentro do universo do Bembé e vai emocionar. Além disso, o samba traz nossa ancestralidade, nossa fé. Eu sou ogã desde pequeno e é muito especial poder levar essa energia para a avenida”.

‘Beija-Flor até o fim’

bf final2526 18

Mesmo sem ocupar mais o posto de intérprete oficial, Neguinho da Beija-Flor fez questão de ressaltar sua ligação eterna com a escola. “Passei o microfone, mas eu sou da escola. Só não sou mais o cantor, já passei para nova geração, mas um Beija-Flor até o fim. Agora estou com mais tempo de dar atenção a um novo segmento, tenho a música que é o samba de mediano, as viagens, estou com mais tempo para compor. É por isso que passei o microfone, para me dedicar a essa nova fase, dar a minha outra face pra bater. Ainda não sei o local que vou desfilar, mas até empurrando o carro estarei lá”.

‘É um sentimento inexplicável’

Estreando oficialmente como voz principal da Beija-Flor no Carnaval 2026, Jéssica Martin descreveu a emoção de anunciar o samba que defenderá a escola na Sapucaí. “Eu estou sentindo um misto de emoção, coração a mil. E, hoje, tendo a missão de anunciar o samba que vamos levar para a Avenida em 2026, eu vou falar para vocês: é um sentimento inexplicável. De carinho, de amor, de gratidão sempre. Hoje foi uma mistura de tudo, de todos os sentimentos bons que o ser humano possa sentir”.

Ciente da grande responsabilidade de suceder o ícone Neguinho da Beija-Flor, ela ressaltou o peso histórico desse momento.

bf final2526 14

“O nível é altíssimo. A gente sabe da responsabilidade que carrega. Suceder o nosso mestre Neguinho após 50 anos de um legado maravilhoso que ele nos deixou, eu sei que isso é uma coisa muito gigante, ainda mais eu sendo uma mulher. Mas a gente está tendo muito apoio. Eu estou tendo muito apoio do Nino, que é o meu parceiraço, está me ensinando bastante, tendo o maior carinho comigo. E a família Beija-Flor também está tendo esse apoio, esse acolhimento, esse carinho. Está sendo maravilhoso, tá sendo incrível esse trabalho”.

Com a alegria de ser um dos intérpretes da Beija-Flor no Carnaval 2026, Nino do Milênio falou sobre a emoção de viver seu sonho e representar a escola.

bf final2526 13

“Hoje, além de feliz, me sinto muito realizado. De fato estou realizando um sonho. Tenho uma história muito bonita aqui; cada canto dessa quadra tem uma história. Tenho grandes amigos aqui e estou vivendo o sonho de ser uma voz dessa escola maravilhosa. Não tenho palavras para expressar minha emoção. Só tenho a agradecer a Deus, ao mestre Anísio, ao presidente Almir Reis pela oportunidade e também ao Gabriel”.

‘Foi uma consagração falar de Laíla’

Um dos responsáveis pela comissão de frente da Beija-Flor, Saulo Finelon destacou a emoção de coreografar um enredo em homenagem a Laíla no ano do título.

“Olha, foi super emocionante falar de Laíla, para gente foi uma honra enorme. Acho que foi um momento muito histórico pra escola e nós estarmos participando desse momento. Foi super importante também pra nossa carreira. Aí veio o campeonato, que é o que todo mundo trabalha pra alcançar. Realmente, foi a consagração. Para nós, foi inexplicável”.

O parceiro de Saulo, o coreógrafo Jorge Teixeira, lembrou o peso do campeonato após alguns anos de jejum. “Já tinha uns anos que a escola vinha sem campeonato, então fazer parte dessa equipe que trouxe o título pra Nilópolis foi super importante. Foi muito emocionante. E, se Deus quiser, estamos partindo agora pra 2026 em busca do bi. Esse é o nosso sonho agora”.

bf final2526 19

Saulo ressaltou a parceria com o carnavalesco João Vitor: “O João é maravilhoso. Muito parceiro. Foi muito fácil trabalhar com ele. Temos uma ligação forte, porque ele é muito aberto, escuta muito”.

Jorge, por sua vez, destacou a força do samba-enredo como guia da comissão: “O samba é super importante, porque é ele que dá o ritmo, a movimentação, traz a história. Ele ajuda a gente a construir o percurso e o desenvolvimento da comissão”.

Saulo complementou: “Acho que as escolas cresceram muito, hoje é quesito por quesito. Isso é muito importante porque emociona. Esse ano tivemos esse fator emoção muito forte, graças ao samba. E em 2026 também estamos tranquilos, porque os dois sambas finalistas eram maravilhosos”.

Debate sobre a cabine espelhada

Saulo aprovou a ideia de oficializar o novo formato de julgamento: “Olha, eu acho que todo projeto é válido. É importante pensar no público. Esse ano, a gente já tinha uma comissão 360. Então, oficializar isso é válido e que bom que tivemos tempo pra nos preparar. Agora, a gente já projeta visando a cabine espelhada, e acho que vai ser bom”.

Já Jorge apresentou uma visão mais cautelosa: “Eu só acho que ficou no meio termo. Não gosto muito da ideia de ter só uma cabine espelhada. Se fosse pra ser, que fossem as três. Assim fica complicado. Acho que isso vai exigir muito amadurecimento da parte dos jurados, porque em uma cabine vão avaliar dos dois lados, mas na outra só de um. Isso pode dar a impressão de que a comissão dança para um espaço vazio. Não é uma ideia ruim, mas precisa ser muito bem trabalhada, tanto por nós quanto pela cabeça dos julgadores”.

Como passaram os sambas na final

Parceria de Júlio Assis: O samba 01, da parceria de Júlio Assis, Diego Oliveira, Léo do Piso, Diogo Rosa, Manolo e Julio Alves, abriu a final com Tinga, Nêgo, Dodô e Thiago Acácio nos microfones principais. A torcida já entoava os versos do samba antes da apresentação começar, principalmente o trecho “isso aqui vai virar macumba”. A temperatura esquentou para a arrancada da obra, com fortes primeiras passadas. Além dos explosivos versos finais e do refrão de cabeça, o refrão central — “bota dendê, baiana! Ginga o capoeira, abre a porteira que Exú me libertou, o povo preto ergue a sua bandeira, nego fugido não tem senhor” — passou muito bem e segurou o samba lá em cima. O já citado refrão principal — “deixa girar que a rua virou Bembé, deixa girar que a rua virou Bembé, o meu Egbé faz valer o seu lugar, erô erô Beija-Flor, Alafiá” — mais uma vez teve excelente rendimento e levantou a quadra. Na passagem apenas com o canto da torcida, o samba não alcançou tanta explosão; porém, os torcedores seguraram todo o samba no gogó, sem trechos mais fracos. No retorno para os intérpretes no palco, o samba se manteve firme, com os trechos mais fortes sendo cantados pela torcida, em ótima sintonia. Uma apresentação explosiva no início e consistente em todas as passadas, com o samba passando em nível muito bom.

Samba de Sidney de Pilares: O samba 39, da parceria de Sidney de Pilares, Marquinhos Beija-Flor, Chacal do Sax, Cláudio Gladiador, Marcelo Lepiane e João Conga, teve Bruno Ribas, Rafael Tinguinha e Tuninho Júnior nos microfones principais. A apresentação realçou toda a beleza das variações e da linha melódica da obra, como no trecho “Yemanjá, Alodê no mar (no mar), é D’Oxum toda beleza do Ibá, é reza no corpo, é dança na alma, a rosa, a palma no meu baticum”. O trecho “A curimba de baiana faz Nilópolis cantar, Aiê Yê, Odoyá” explodiu e preparou, em grande estilo, para o refrão de cabeça, que seguiu o alto nível da apresentação. Na passada sob o canto dos torcedores, o canto foi consistente, porém o ápice veio a partir da segunda parte até o refrão principal. As duas passadas finais foram fortíssimas e mexeram com componentes que não faziam parte da torcida do samba. Uma apresentação de excelência.

Beija-Flor: ouça como ficou a junção dos sambas para o Carnaval 2026

0

Compositores: Sidney de Pilares, Marquinhos Beija-Flor, Chacal do Sax, Cláudio Gladiador, Marcelo Lepiane, João Conga, Diego Oliveira, Diogo Rosa, Manolo, Julio Alves e Léo do Piso

NÃO ME PEÇA PRA CALAR MINHA VERDADE
POIS A NOSSA LIBERDADE, NÃO DEPENDE DE PAPEL
EM SANTO AMARO, TODO TREZE DE MAIO
NOSSA ANCESTRALIDADE É FESTEJADA À LUZ DO CÉU

Ê Ê… JOÃO DE OBÁ, GRIÔ SAGRADO
Ê Ê… HERANÇA VIVA NO MERCADO
CANTANDO, SAUDAMOS A NOSSA FÉ
ÀS NAÇÕES DO CANDOMBLÉ

É SAGRADO O RESPEITO!
RESSOA NO CORO O AXÉ FUNFUN
NÃO TEMEMOS ATAQUE ALGUM
A RUA OCUPAMOS POR DIREITO

PÕE ERVA PRA DEFUMAR
UM EBÓ PRA PROTEGER
SARAIÉIÉ BOKUNAN, SARAIÉIÉ!
NOSSO POVO É DA ENCRUZA
ARTE PRETA DE TERREIRO
É MISTURA DE CULTURA
MULTIDÃO DE MACUMBEIRO

O POVO GIRA NO XIRÊ, A CELEBRAR…
O AXÉ SE ESPALHA EM CADA CANTO, EM CADA OLHAR
TRANSBORDA MAGIA NO TOQUE DO TAMBOR
ÀS YABÁS, O BALAIO E O AMOR…

YEMANJÁ ALODÊ NO MAR (NO MAR)
É D’OXUM TODA BELEZA DO IBÁ
É REZA NO CORPO, É DANÇA NA ALMA
A ROSA, A PALMA, O OMOLUCUM…
É DONA CANÔ DE TODO RECANTO
EVOCO A BAIXADA DE TODOS OS SANTOS!

ATABAQUE ECOOU, LIBERDADE QUE RETUMBA
ISSO AQUI VAI VIRAR MACUMBA!
DEIXA GIRAR QUE A RUA VIROU BEMBÉ
DEIXA GIRAR QUE A RUA VIROU BEMBÉ
O MEU EGBÉ FAZ VALER O SEU LUGAR
LAROYÊ, BEIJA-FLOR, ALAFIÁ!

Vote: Qual parceria é favorita para vencer a disputa de samba da Mangueira para o Carnaval 2026?

0

mangueira3008

A Estação Primeira de Mangueira chega neste sábado à etapa final das eliminatórias de samba-enredo para seu Carnaval 2026. A partir das 22h, no Palácio do Samba, os sambistas vão poder conferir o show inédito “Mangueira porta-voz da cultura popular” e, em seguida, a disputa que vai determinar qual será o Hino da agremiação na Marquês de Sapucaí. Abaixo, você pode ouvir os sambas finalistas e apontar a parceria favorita para vencer. Vamos divulgar o resultado durante o sábado.

Vai parar Niterói! Viradouro escolhe samba nesta sexta-feira para homenagear Ciça no Carnaval 2026

0

A Viradouro promove nesta sexta-feira, às 21h, a final do concurso que vai escolher o samba da escola para o próximo carnaval. Três parcerias estão na decisão. Em enquete com os leitores do CARNAVALESCO, a parceria de Claudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet e Thiago Meiners foi escolhida por 89,4% dos votos como favorita para vencer. A parceria de Mocotó, PC Portugal, Arlindinho Cruz, J. Lambreta, André Quintanilha, Rodrigo Deja, Ronilson Fernandes, Renato Pacote, Reinaldo Guimarães e Bira Fernandes recebeu 9,6% e a parceria de Lucas Macedo, Diego Nicolau, Jefferson Oliveira, Vinicius Ferreira, Richard Valença, Miguel Dibo, Orlando Ambrosio, Hélio Porto, Aldir Senna e Wilson Mineira teve 1%.

A escola vai disputar o título do ano que vem com o enredo “Pra cima, Ciça!”, uma homenagem ao consagrado mestre de bateria da agremiação, que marca a história do carnaval carioca. A quadra da Viradouro fica na Av. do Contorno, 16, no Barreto, em Niterói. A entrada custa R$ 50. Informações sobre mesas e camarotes: (21) 2828-0658.

FINAL DA DISPUTA DE SAMBA-ENREDO
🗓️ 26/09/2025 (sexta-feira)
⏰ 21h
📍 Av. do Contorno, 16 – Barreto, Niterói
🎟️ Entrada: R$ 50,00
✨ Thiago Martins, segmentos da Viradouro e disputa de samba
📞 Ingressos, mesas, camarotes e mais informações: (21) 2828-0658

Portelão vai estremecer! Majestade do Samba escolhe samba para o Carnaval 2026

0

Nesta sexta-feira, a Portela vai realizar, em sua quadra, a escolha do hino que irá embalar seu desfile no Carnaval de 2026. A parceria de Daiane Molet, Anderson Xilico, Chico Professor, Fagner Presidente, Fred Feijó, Maninho Veiga e Marcéle Sálles foi escolhida por 36,5% dos leitores do CARNAVALESCO como favorita para vencer a disputa. A parceria de Toninho Geraes, Eli Penteado, Paulo Cesar Feital, Alexandre Fernandes, Victor do Chapéu, Juca e Juninho Luang recebeu 30,6%. A parceria de Cecília Cruz, Claudio Cruz, Luciano Fogaça, Fabinho Gomes, Gêmeos, Osmar Fernandes e Júlio Pagé ficou com 17,8% e a parceria de Valtinho Botafogo, Raphael Gravino, Gabriel Simões, Braga, Cacau Oliveira, Miguel Cunha e Dona Madalena terminou com 15,1%.

casal portela
Foto: Gil Lira/Divulgação Portela

Com o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará — A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, a Ala de Compositores Ary do Cavaco e os compositores gaúchos, movimentaram a safra deste ano com 36 sambas inscritos. Desse quantitativo, quatro obras chegaram à grande final e seguem firmes na disputa para virar o hino da Portela para o próximo Carnaval.

Prometendo um espetáculo à altura da tradição portelense, repleto de emoção e surpresas para o público, o presidente Junior Escafura destacou a importância do momento e compartilhou a expectativa da final.

“A disputa está acirrada e o nível das obras é altíssimo, me arrisco a dizer que foi a melhor safra do Grupo Especial. É muito bom ver a dedicação dos compositores para esse momento. Temos certeza de que o samba escolhido vai honrar esse enredo e marcar a história da nossa escola. Aguardem um show incrível e emocionante, do jeito que a Portela merece!”, declara Escafura.

Além do show da escola e da apresentação dos sambas concorrentes, a noite será ainda mais especial com o batismo oficial da escola de samba Bambas da Orgia, de Porto Alegre, como afilhada da Portela.

SERVIÇO
Grande Final de Samba-Enredo Portela Carnaval 2026
Enredo: O Mistério do Príncipe do Bará — A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande
Data: 26/09/2025 (sexta-feira)
Horário: A partir das 22h
Local: Quadra da Portela – Rua Clara Nunes, 81 – Madureira.