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Vila Isabel e Mangueira dominam a segunda-feira do Grupo Especial

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    manga vilaEntre sete escolas que se apresentaram na segunda-feira de carnaval na Marquês de Sapucaí duas fizeram desfiles que credenciam para disputa forte do título do Grupo Especial: Vila Isabel e Mangueira. A primeira em um estilo clássico e com muito luxo. A segunda no tom contestador, colocando o dedo na ferida, e mexendo com o público.

    A Mocidade, que encerrou o Carnaval 2019, também fez um ótimo desfile e deve estar nas primeiras colocações na classificação final.

    Abaixo, você pode conferir a análise de cada desfile.

    Sao Clemente Desfile2019 154SÃO CLEMENTE – Na abertura da segunda noite de desfiles do Grupo Especial, o público presente ao Sambódromo pode presenciar o reencontro da São Clemente consigo mesma. A preta e amarela de Botafogo voltou a passar pela avenida com sua reconhecida irreverência, em um desfile extremamente divertido, um chão forte e uma apresentação de enredo que até o desfile da escola foi o melhor visto no Grupo Especial até então. Credenciais que permitem afirmar que foi o melhor desfile da São Clemente desde 2015. Problemas em evolução e alegorias podem fazer a escola sofrer punição. A escola apresentou o enredo ‘E o samba sambou’. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    Vila Isabel Desfile2019 118VILA ISABEL – Segunda escola a desfilar na Sapucaí, a Unidos de Vila correspondeu a expectativa gerada no período pré-carnavalesco e apresentou um desfile arrebatador, deixando para trás os anos com posições coadjuvantes e carnavais com baixa qualidade. Afastada nos últimos cinco anos dos desfiles de sábado, a agremiação não só certamente estará nas campeãs, como brigará pelo campeonato. O ponto alto foi a plástica perfeita assinada pelo carnavalesco Edson Pereira para ilustrar o enredo “Em nome do pai, do filho e dos santos – a Vila canta a cidade de Pedro”. Uma homenagem para cidade de Petrópolis. * SAIBA AQUI COMO FOI O DESFILE

    Portela Desfile2019 133PORTELA – No enredo que todo o portelense queria, a comunidade mostrou-se presente e entoou com força o samba-enredo em homenagem a Clara Nunes. Com as emoções à flor da pele, o componente da Azul e Branca teve o canto impulsionado pela bela atuação do intérprete Gilsinho, comprovando o previsto no pré-carnaval e fazendo o samba da Portela render muito bem na Avenida. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    Uniao da ilha Desfile2019 125ILHA – A União da Ilha do Governador deixou a Marquês de Sapucaí nos braços do povo depois de um desfile absolutamente arrebatador. Com a melhor apresentação desde a última vez que voltou às Campeãs, em 2014, a escola arrepiou o Sambódromo com a comissão de frente, que trazia o Padre Cícero voando. O trabalho de plástico de Severo Luzardo foi o melhor de sua carreira no Grupo Especial. Com tantas virtudes a escola, antes apontada como candidata ao rebaixamento, agora pode sonhar com uma vaga no Sábado das Campeãs. A Ilha concluiu seu desfile em 73 minutos e apresentou o enredo ‘A peleja poética de Rachel e Alencar no avarandado do céu’. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    Tuiuti Desfile2019 151TUIUTI – O Paraíso do Tuiuti veio para o carnaval de 2019 com a missão de superar o vice de 2018. Graças ao seu último desfile, onde impactou a todos os presentes com sua beleza plástica somada a crítica social, os holofotes desse ano se voltaram para a escola de São Cristóvão, que abordou novamente um enredo politizado. “O Salvador da Pátria” trazia a história do bode Ioiô com alusão a um certo político brasileiro “nordestino, barbudo, baixinho, de origem pobre, amado pelos humildes e por intelectuais”, como bem diz a sinopse. E ainda fazia uma crítica ao atual governante do país dizendo que o povo “iria conhecer um mito de verdade”. O bode, que viveu em Fortaleza no século passado, se tornou uma figura histórica da cultura cearense. A história conta que o protagonista e fio condutor do enredo foi eleito vereador em 1922 como forma de protesto a política local. O bode que hoje está empalhado num museu, virou um tema muito bem contado e conquistou os presentes na Marquês de Sapucaí. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    Mangueira Desfile2019 111MANGUEIRA – Com o lugar de fala de quem carrega uma comunidade de milhares de pessoas, a Estação Primeira de Mangueira escreveu na madrugada desta terça-feira de carnaval uma página fundamental na história dos desfiles de escola de samba e dela própria. Cumprindo o papel fundamental de gerar no público o senso crítico e contestador, a escola fez uma apresentação arrebatadora e entrou na disputa pelo título do carnaval. A partir deste 05 de março de 2019 não será mais possível contar a história da Mangueira sem passar pelo desfile de hoje. A verde e rosa precisou de 71 minutos para apresentar o enredo ‘História para ninar gente grande’. A Estação Primeira foi a sexta a desfilar na segunda noite de apresentações do Grupo Especial. * SAIBA AQUI COMO FOI O DESFILE

    Mocidade Desfile2019 073MOCIDADE – Fechando o carnaval 2019, a Mocidade Independente de Padre Miguel certamente colocou uma pulguinha atrás da orelha de quem está na disputa pelo título. Ainda que tenha apresentado um conjunto alegórico com algumas falhas de acabamento, a Verde e Branca da Zona Oeste fez um desfile que mostrou a força de seus quesitos “de chão”, com o samba rendendo muito bem e mostrando competência em outros quesitos, como: comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira e bateria da agremiação. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    Série B: Saiba como foram os desfiles do Carnaval 2019 na Intendente

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    uniao marica defile2 19 85A equipe do site CARNAVALESCO acompanhou todos os desfiles da Série B, que aconteceram na noite de terça-feira e madrugada de quarta, na Intendente Magalhães. A apuração será na quinta-feira. Abaixo, você pode conferir como passou cada agremiação.

    LUCAS – Com o enredo “Do Galo de Barcelos ao Galo de Ouro, Lucas conta uma história de fé e Justiça”, contando a Lenda do Galo de Barcelos a Unidos de Lucas abriu as apresentações da Série B do carnaval 2019. A Vermelho e Dourado da Parada de Lucas mandou seu recado, com um samba com força no refrão. A bateria e o casal de mestre-sala e porta-bandeira levantaram o público. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    SIRI DE RAMOS – Segunda escola a desfilar na noite de terça feira de Carnaval na Intendente Magalhães, o Siri de Ramos fez uma homenagem de forma lúdica ao aniversário de 60 anos da Imperatriz e os 40 anos de serviços prestados pelo patrono Luizinho Drummond. No enredo, a escola mostrou a atuação de três barões importantes da história do Brasil: o Barão de Drummond, criador do bairro de Vila Isabel e do primeiro jardim zoológico do Rio de Janeiro; o Barão de Guaraciaba, o primeiro negro a se tornar barão durante o império; e o Barão de Mauá, que entre outros feitos, destacou-se a implantação da primeira ferrovia brasileira. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    LINS IMPERIAL – Terceira escola a se apresentar na Intendente Magalhães nesta terça-feira de carnaval, a Lins Imperial contou muito bem o enredo “Malandro é malandro e Bezerra é da Silva” do carnavalesco Guto Carrilho e, inspirada no grande sambista, cantou muito forte, se aproveitando do bom rendimento do samba, porém teve sérios problemas no quesito evolução que devem afastar a escola da briga pelas primeira colocações. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    TRADIÇÃO – Quarta escola da noite, a Tradição foi a primeira escola a levantar o público em desfile que contou com fantasias bonitas, bem trabalhadas e com a comissão de frente que mexia com as pessoas que estavam próximas a grade. Com o enredo “Gira baiana, salve as mães de samba”, a Tradição cantou a história das mães do samba, as baianas e sua relação com o samba e o Rio de Janeiro. A escola terminou seu desfile com tranquilidade, em 43 minutos, ainda se dando ao luxo de mexer com o público que acenava e cantava samba na parte final da pista. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    CURICICA – A quinta escola a passar pela passarela popular Intendente Magalhães foi a União do Parque Curicica. Exatamente as 23h50min a pista foi liberada e a interprete Rose Barcellos entoou o samba-enredo. Lançando mão de enredos que não ficam marcados na memória, a agremiação confiou na criatividade de sua comissão de carnaval para produzir um enredo com um ar polêmico. E assim, poder voltar a desfilar na Marquês de Sapucaí. Com o título “Eu vi Deus, ela é negra”, a escola procurou trazer em seu desfile o enaltecimento feminino e transformou a figura masculina de Deus em uma mulher de pele preta. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    ARAME DE RICARDO – Sexta escola a desfilar na noite de terça-feira, o Arame de Ricardo trouxe para a avenida a trajetória de uma importante figura do carnaval: Jerônimo da Portela. A homenagem foi digna do sambista, exaltando vida e obra desse tão relevante personagem, porém teve altos, como a comissão de frente e baixos como a harmonia. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    VIZINHA FALADEIRA – Com o enredo “De Catulo à Lampião: Bem vindos a terra do cão”, a Vizinha Faladeira foi a sétima escola a passar pela Estrada Intendente de Magalhães, na terça feira de carnaval. Na busca do campeonato da Série B e do direito de desfilar na Marquês de Sapucaí em 2020, a tricolor de Santo Cristo realizou um desfile acima das expectativas, e quem sabe, pode sonhar com o campeonato. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    ENGENHO DA RAINHA – O Engenho da Rainha entrou na Intendente Magalhães por volta das 2h35 da madrugada entre terça e quarta-feira de carnaval. Sendo a oitava escola a desfilar, levou para a passarela o enredo “Matamba, o sonho de uma rainha”. O tema criado pelo carnavalesco Léo Jesus contava a história de Matamba, ainda no momento que chega no Rio de Janeiro, assiste pela primeira vez os negros comemorando carnaval e se apaixona pela cidade. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    EM CIMA DA HORA – A Em Cima da Hora trouxe para seu desfile, em 2019, o enredo “Orlando Baptista, o menino e a bola”. Com a homenagem ao locutor esportivo, jornalista e radialista brasileiro, a agremiação do bairro de Cavalcanti fez um desfile mediano, com alguns altos e baixos em seus quesitos. A azul e branca foi a nona escola a se apresentar pela Estrada Intendente Magalhães, na terça-feira de carnaval, pela Série B, e encerrou seu desfile com 40 minutos. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    UNIÃO DE MARICÁ – Penúltima escola a passar pela série B da Intendente Magalhães, a União de Maricá mostrou muita maturidade ao possar pela primeira vez no grupo. Tentando escrever mais uma página em sua história no carnaval da capital a escola trouxe o enredo “Nelson Gonçalves o autorretrato do rei do rádio” e entrou na avenida as 4h da manhã. A voz potente de seu intérprete Matheus Gaúcho chama atenção ainda antes do início do desfile. Afinado e com muita qualidade o cantor se destacou durante a apresentação da escola. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    VIGÁRIO GERAL – Encerrando o carnaval da Série B, a Acadêmicos de Vigário Geral apresentou o enredo “Mwene Kongo – O reino europeu na África que se tornou folclore no Brasil” pretendendo contar a história do congado. Com belas fantasias e ótimo desempenho da ala musical, a escola terminou por falhar em evolução e pode perder décimos preciosos por erros da comissão de frente. * CLIQUE AQUI E SAIBA COMO FOI O DESFILE

    Vizinha retrata face sofrida do Nordeste, e faz apresentação honesta

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    Por Diogo Cesar Sampaio. Fotos: Allan Duffes

    Visinhafaladeira 78Com o enredo “De Catulo à Lampião: Bem vindos a terra do cão”, a Vizinha Faladeira foi a sétima escola a passar pela Estrada Intendente de Magalhães, na terça feira de carnaval. Na busca do campeonato da Série B e do direito de desfilar na Marquês de Sapucaí em 2020, a tricolor de Santo Cristo realizou um desfile acima das expectativas, e quem sabe, pode sonhar com o campeonato.

    Comissão de frente

    Visinhafaladeira 6A comissão de frente coreografada Adilson Lourenço simbolizava a violência e o descaso de “poderosos” com o povo nordestino. Os componentes vinham com figurinos divididos, na parte da frente simbolizavam os “poderosos” que seriam os governantes que mandam executar as atrocidades. Nas costas, eram policiais que exercitavam as ordens. O figurino também contemplava duas máscaras brancas neutras, também na frente e na parte de trás deles.

    Visinhafaladeira 16A coreografia envolvia dança e teatralização, e era pertinente a proposta do enredo. Além dos componentes um lado políticos e o outro policiais, a comissão tinha no seu corpo de integrantes um cangaceiro, que era o alvo das atrocidades idealizadas por um e executadas pelo outro. O ápice da apresentação acontecia justamente quando os policiais matavam o cangaceiro por ordem dos “poderosos”. Um momento impactante e forte.

    Porém, a comissão apresentou uma pequena falha. Um dos integrantes teve parte do figurino solta durante a apresentação para segunda cabine. Tratava-se do cinto do lado da fantasia que representava um policial. O componente passou com ele solto em todos os módulos posteriores.

    Mestre-sala e porta-bandeira

    Visinhafaladeira 25O casal de mestre-sala e porta-bandeira Jorge Vinícius e Laís Lúcia, mostrou bailado e muita cumplicidade, em sua passagem, defendo o pavilhão da Vizinha. O jovem casal veio com um figurino honesto, sem requinte, porém belo, em tons próximos ao verde e amarelo claros.

    Durante as performances para os jurados mostram muito bailado, sendo ela uma das porta-bandeiras que mais giraram, e ele, um dos mestres-salas que mais riscaram o chão e cortejaram. Entretanto, no segundo módulo os dois devem perder alguns décimos, pois Jorge deixou cair a cabeça de sua fantasia em meio a sua coreografia.

    Evolução

    Visinhafaladeira 30A evolução da escola de Santo Cristo foi mediana. Como ponto positivo, os componentes evoluíam soltos pelas alas e se divertiam. Mas deve perder pontos por um buraco aberto no terceiro módulo de jurados entre a primeira ala e o abre-alas. Um clarão que ocupou toda frente da cabine.

    Harmonia

    Visinhafaladeira 40A harmonia da Vizinha Faladeira veio em um crescente ao longo de todo o desfile. As alas iniciais apresentavam um canto satisfatório, até culminar nas últimas, que praticamente gritavam o samba durante a apresentação.

    Logo que foi dado a largada, a bateria fez uma paradinha onde os ritmistas e o carro de som ficavam em silêncio, para que se pudesse ouvir somente o canto da comunidade. A resposta veio tímida nesse momento.

    Já no final do desfile, com as últimas alas passando pela quarta cabine de jurados, novamente silêncio. Dessa vez, não proposital, mas sim por uma falha no som. E dessa vez, o que se viu foi um canto aguerrido e valente dos componentes, que tinham o samba na ponta da língua.

    Fantasias

    Visinhafaladeira 37O conjunto de fantasias idealizado por Jean Rodrigues era simples, com materiais alternativo e concepções bastante criativas. A fácil leitura também foi um grande trunfo. Como destaque é possível citar a ala que representava o cordel, no último setor. A fantasia trazia uma cabeça toda feita com pregadores de madeira. Uma solução que surtiu efeito e deu certo.

    Alegorias e adereços

    Visinhafaladeira 49As alegorias da Vizinha, assim como as fantasias, eram simples no material utilizado e não apresentavam erros de acabamento. Além, de conversarem com o enredo e terem boa leitura, também assim como as fantasias.

    Enredo

    Um dos temas mais recorrentes dentro da folia carioca é o Nordeste. Seja através de seu povo, sua cultura e suas histórias, a região já foi muitas vezes cantada e apresentada. E funciona como uma espécie de trunfo para as agremiações, por render desfiles bons, bonitos e baratos.

    Visinhafaladeira 71E apesar da constante reincidência do tema, é sempre possível abordá-lo de uma nova e diferenciada perspectiva. Essa foi a proposta da Vizinha Faladeira com o enredo “De Catulo à Lampião: Bem vindos a terra do cão”.

    A proposta do carnavalesco Jean Rodrigues foi mostrar a sua face mais sofrida, retratando o descaso do governo e do restante do país com a região. Um objetivo alçando em sua execução, com uma estética simples, porém de fácil leitura.

    Samba-enredo

    Visinhafaladeira 76O samba-enredo funcionou durante a passagem da escola. Seus versos exploravam em vários momentos o regionalismo linguístico nordestino, através de gírias e expressões típicas. A melodia que remetia a ritmos locais ajudava a entrar no clima do enredo, e dava um clima alegre a obra. A performance do intérprete Tuninho Júnior também foi fundamental para o funcionamento do samba no desfile.

    Bateria

    Visinhafaladeira 61A bateria da Vizinha Faladeira contou com um retorno especial ao seu comando. Em 2019, a escola repatriou Mestre Jorginho, que em seu desfile de volta teve um bom desempenho apostando, entre outras coisas, em convenções e bossas que faziam referência a ritmos tipicamente nordestinos, como o forró.

    Visinhafaladeira 35Outros destaques

    Um dos grandes destaques da apresentação da Vizinha Faladeira pela Intendente de Magalhães fica por conta de sua ala de baianas. Os figurinos delas reproduziam a imagem de Nossa Senhora, com a estética usada em O Auto da Compadecida de Ariano Suassuna. Uma fantasia rica em detalhes e de belo efeito quando elas giravam.

    União da Maricá: galeria de fotos do desfile de 2019

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    Em noite inspirada de Lucas Donato, Engenho da Rainha faz desfile com problemas em fantasia

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    Por Vinicius Vasconcelos. Fotos: Allan Duffes

    engenhodarainha carnaval2019 82O Engenho da Rainha entrou na Intendente Magalhães por volta das 2h35 da madrugada entre terça e quarta-feira de carnaval. Sendo a oitava escola a desfilar, levou para a passarela o enredo “Matamba, o sonho de uma rainha”. O tema criado pelo carnavalesco Léo Jesus contava a história de Matamba, ainda no momento que chega no Rio de Janeiro, assiste pela primeira vez os negros comemorando carnaval e se apaixona pela cidade.

    engenhodarainha carnaval2019 108Apesar do chão da escola ter se destacado faltou capricho na direção de carnaval na elaboração das fantasias. Nenhuma das alas apresentavam luxo e algumas eram apenas segunda pele realçada com alguns detalhes nas pontas das mangas. O luxo não é obrigatório, mas sempre se espera fantasias criativas com materiais alternativos. É em meio as adversidades da falta de verba que alguns carnavalescos se destacam, e isso não aconteceu com o Engenho.

    Samba-enredo

    engenhodarainha carnaval2019 104O jovem intérprete Lucas Donato estava incorporado e conduziu de maneira categórica o samba da escola. Com seus padrinhos Marquinho Art Samba, da Mangueira, e Leozinho Nunes, da São Clemente, ao seu lado, o cantor mostrou toda sua potência vocal numa noite inspirada. A obra que já apresentava qualidade nos refrões principais ganhou ainda mais qualidade nas demais partes muito graças ao rapaz.

    Comissão de frente

    engenhodarainha carnaval2019 6Os 11 componentes se dividiam entre 10 serviçais e a rainha. A coreografia aconteceu de forma entrosada nas cabines de julgamento com destaque para os gritos dados pelos bailarinos dando ênfase a alguns trechos da apresentação. Os gritos causavam impacto passando mais veracidade ao momento. Caminhando com a rainha, os serviçais apresentavam a ela o reino e ainda pegavam ela no colo deixando a mesma ainda mais apaixonada. Se faltava luxo na fantasia, sobrava no capricho feito na maquiagem de cada dançarino.

    Alegorias

    engenhodarainha carnaval2019 41A escola optou por um pede passagem de tamanho mediano e uma alegoria que veio ao final do desfile. Fechando a apresentação o carro era imponente com palhas na base e iluminação dourada. Possuía acabamento regular e destaques com fantasias de impacto nas laterais.

    Fantasias

    engenhodarainha carnaval2019 47O uso da segunda pele dominou praticamente todo o desfile do Engenho da Rainha. A bateria, por exemplo, vestia apenas calça e blusa na cor vermelha tendo nas pontas detalhes zebrados. A ausência de criatividade no quesito pode gerar grande perda de pontos para a escola.

    Mestre-sala e porta-bandeira

    engenhodarainha carnaval2019 25Trajando uma fantasia com tons de azul, vieram logo atrás da comissão de frente e executaram a coreografia de maneira correta. A troca de olhares entre os dois evidenciou o entrosamento. Sem tirar os olhos da parceira, o mestre-sala soube riscar o chão e segurar o pavilhão de maneira precisa. A porta-bandeira precisou se esforçar devido o vento que passava no momento de sua apresentação na segunda cabine e conseguiu com maestria. Durante todos os rodopios dela a bandeira se manteve esticada.

    Harmonia

    engenhodarainha carnaval2019 70O rendimento do samba entre os componentes foi bastante satisfatório. Como de costume, havia mais explosão nos refrões principais. Os demais trechos da composição também não ficavam esquecidos e tinham canto mediano entre as cabines. A ala atrás do tripé que vinha logo no início se destacou por cantar forte a plenos pulmões com o samba na ponta da língua.

    engenhodarainha carnaval2019 98Evolução

    Durante a passagem no terceiro módulo de julgamento um pequeno módulo se formou entre a última ala e a alegoria da escola. Apesar de ter sido resolvido de maneira rápida a falha existiu. Nos demais momentos o desfile ocorreu de maneira compacta, com pequenos espaços entre uma ala e outra não deixando graves problemas acontecerem.

    Engenho da Rainha: galeria de fotos do desfile de 2019

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    Com alegoria imponente, Vila encerra desfile clamando contra injustiças, desigualdades e todo tipo de preconceito

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    Por Larissa Rocha

    Vila Isabel Desfile2019 147

    A Vila Isabel encerrou seu desfile com o carro a “Liberdade enfim raiou”, que abordava a força do povo negro e o fim dos tempos de escravidão no Brasil. A intenção, era clamar contra injustiças, desigualdades e todo tipo de preconceito.

    As cores dourado e marrom predominavam na quinta alegoria da Vila. Um carro muito alto, com anjos negros e escravos carregando crianças. Os destaques estavam na parte mais alta, fantasiados de escravos, sentados em madeiras.

    isabel

    Com uma fantasia de escravo e correntes na mão, Gustavo Caetano, destaque da quinta alegoria, estava desfilando pela primeira vez na agremiação e falou sobre a emoção da estreia.

    “Retratar a história do meu povo sempre é motivo de muita alegria, ainda mais em uma festa como essa”, contou.

    Andrea Dutra é atriz e faz o papel de Princesa Isabel há 10 anos em um espetáculo no Museu Imperial, em Petrópolis. Essa foi a primeira vez dela desfilando na escola de Noel e vestida de Isabel. Antes de pisar na Avenida, falou ao site CARNAVALESCO sobre a responsabilidade de representar a princesa na Sapucaí.

    “Estudo muito, estou sempre buscando as cartas da princesa, do Imperador, sempre me baseando na fala de Isabel, e tenho certeza que será uma homenagem linda porque essa família merece pelo jeito que eles saíram daqui do nosso país, escorraçados, e o quanto eles fizeram por todos nós. Isabel era uma pessoa muito humana, uma mulher revolucionária, sempre muito preocupada com os escravos e comprando a briga dos mais necessitados”, afirma.

    anielle

    No carro, também desfilou Anielle Franco, irmã de Marielle Franco, vereadora assassinada no dia 14 de março, de 2018, no bairro do Estácio, no Rio. Ainda na concentração, ela falou sobre  a emoção de estar pela primeira vez na Passarela do Samba.

    “Estamos acalentados pela homenagem, mas estamos mais felizes por virmos justamente em um carro que representa o povo que a Marielle sempre batalhou e defendeu, que são as minorias”, celebrou Anielle que passou pela Sapucaí ao lado de outros familiares da vereadora.

    Análises das baterias que passaram na segunda-feira do Grupo Especial

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      Com ala de coxinhas, Tuiuti faz crítica à posições ultraconservadoras

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      Por Lucas Lunus

      Tuiuti Desfile2019 083

      Em mais um enredo com forte crítica social, a Paraíso do Tuiuti, vice campeã de 2018, não teve medo de tocar em termos polêmicos como as posições fortemente conservadoras tomadas por alguns políticos e apoiada por uma parcela expressiva da sociedade.

      Buscando não permitir que haja retrocesso de conquistas sociais adquiridas neste século, a escola trouxe para o desfile de 2019 a ala “A peleja entre o bode da resistência e a coxinha ultraconservadores” que tem por descrição do carnavalesco Jack Vasconcelos ser a resistência do caprino homenageado no enredo contra as pessoas que apontam a própria arma para “tudo que está aí”.

      No aspecto visual, a fantasia trazia uma enorme coxinha e uma arma fazendo alusão a política de armamento do governo atual e ao gesto que ficou famoso entre os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

      Para o componente William Barbosa, em seu segundo ano no Tuiuti, a escola trata o assunto de uma forma interessante e acredita que o povo do carnaval vai aprovar.

      “Acho que a crítica é importante sim e muito bem vinda. Imagina se liberar a arma? Essa posição arrogante, cega. Acho que reflete bem todas as críticas da escola. O público do carnaval vai amar como no ano passado. Quem não deve gostar, é uma parcela que você só vê na internet. Robô não gosta de carnaval”, ironizou o componente.

      coxinha

      Desfilando pela primeira vez na escola e feliz por fazer parte do tema tratado pelo Tuiuti, Asley Bessa entende que o alcance do Carnaval possa dar maior visibilidade à discussão.

      “A ala é uma alusão ao momento político que o país está passando com o retorno de forças conservadoras que pretendem suprimir direitos. Simboliza a volta de forças autoritárias. Essa discussão é importante por ser em uma festa com um alcance tão ampliado como Carnaval, para que as pessoas possam refletir e se conscientizar”, acredita.

      Histórias de personagens nacionais ganham novas versões em alegoria da Mangueira

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      Por Juliana Cardoso

      carromangueira

      A Mangueira foi a sexta agremiação a desfilar na Marquês de Sapucaí na segunda noite de desfiles do Grupo Especial. A escola apresentou o lado não oficial de grandes personagens da história do Brasil, mostrando uma nova versão de alguns acontecimentos do passado nacional. O carro “A história que a história não conta”, que leva em seu nome uma frase do samba-enredo, deixou uma forte mensagem de que nem tudo é o que aparenta ser.

      Sendo a última da escola, a alegoria que fechou o desfile da Verde e Rosa criou uma variação de livros de história e retratou passagens que tradicionalmente não são citadas. Na dianteira do carro, a filha de Zuzu Angel, Hildegard Angel, representou a luta da mãe, que enfrentou militares na ditadura em busca do filho desaparecido. Atrás dela, um livro aberto com imagens da época dos “anos de chumbo”.

      Nas laterais, Duque de Caxias e Padre José de Anchieta foram “desmascarados”. Componentes representaram as duas personalidades em cima de queijos rodeados por corpos de indígenas e minorias mortos.

      anchieta

      “Vir nesta alegoria foi um presente do Leandro. Ela é uma das mais importantes do desfile! É aqui que os heróis tidos pela história têm a sua verdadeira face mostrada. Tudo que eles fizeram custou o sangue de muita gente”, afirmou Ivison Gusmão, que desfilou vestido como José de Anchieta.

      Na parte superior do carro, mais celebridades da memória nacional reveladas como vilãs. Para Anderson Barros, que representou Duque de Caxias, o carro é esteticamente diferente e preza pelo conceito, pela mensagem que tem a transmitir, acima da beleza.