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Luizinho Drumond sobre o rebaixamento da Imperatriz: ‘Renovação tem que acontecer. Isso não pode continuar’

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Por Geissa Evaristo

Imperatriz desfile2019 006Após o rebaixamento da Imperatriz Leopoldinense o presidente Luizinho Drumond conversou com o site CARNAVALESCO, ainda na Praça da Apoteose, e desabafou sobre a situação da escola.

“Não tem o que falar. Nem sei o que fazer. Mas temos que fazer alguma coisa. Cumpri com a minha obrigação. Renovação tem que acontecer. Isso não pode continuar. Nos últimos anos a escola vem mal. Não tem ficar procurando muito. Está na cara”, disse.

O dirigente ressaltou que a escola precisa mudar.

“Cumpri com a minha obrigação e não vou ficar procurando culpados. Quando ganha todo mundo ganha e quando perde tem que perder todo mundo. Não adianta falar de A, B ou C”, disse Luizinho.

Veja a classificação final do Grupo Especial no Carnaval 2019

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    classificacao especial2019

    MANGUEIRA É CAMPEÃ DO GRUPO ESPECIAL NO CARNAVAL 2019

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    Mangueira Desfile2019 102A Estação Primeira de Mangueira tirou a poeira dos porões, colocou o dedo na ferida e conquistou o título do Grupo Especial no Carnaval 2019. O Império Serrano e a Imperatriz foram rebaixados para a Série A. É o segundo título do carnavalesco Leandro Vieira, que já tinha vencido em 2016 na homenagem para Maria Bethânia. É a vigésima conquista da história da Verde e Rosa que fica atrás somente da Portela que possui 22 conquistas.

    Mangueira Desfile2019 148Com o lugar de fala de quem carrega uma comunidade de milhares de pessoas, a Estação Primeira de Mangueira escreveu na madrugada de terça-feira de carnaval uma página fundamental na história dos desfiles de escola de samba e dela própria. Cumprindo o papel fundamental de gerar no público o senso crítico e contestador, a escola fez uma apresentação arrebatadora.

    Mangueira Desfile2019 096Para recontar a história do Brasil a Mangueira iniciou seu desfile com uma apresentação de comissão de frente que foi capaz de sintetizar o enredo e causar no público a reação desejada com esse desfile: a contestação. Em um primeiro momento os heróis consagrados das páginas oficiais de história apareciam dentro de um tripé, emoldurados. No chão índios e negros realizavam uma coreografia.

    Internautas do CARNAVALESCO apontam Mangueira favorita para vencer o Especial

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      Rádio CARNAVALESCO: ouça a transmissão da apuração do Grupo Especial direto do Sambódromo

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        O voto é seu: qual escola vai ganhar o Grupo Especial em 2019?

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          Quesito Fantasias decide o Carnaval 2019 do Grupo Especial do Rio

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            Vila Isabel Desfile2019 113Em sorteio realizado no início da tarde na sede da Liesa o quesito Fantasias foi definido como o primeiro do critério de desempate. A apuração começa às 16h30 e desde 14h você terá todas informações pela Rádio CARNAVALESCO ao vivo da Praça da Apoteose.

            Confira os demais quesitos na ordem da leitura das notas: evolução, harmonia, mestre-sala e porta-bandeira, alegorias e adereços, comissão de frente, samba-enredo, enredo, bateria e fantasia.

            Aydano: ‘Duelo de Brasis na ótima metade final do desfile aumenta importância do resultado oficial’

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              Por Aydano André Motta

              aydanoO Carnaval de 2019 desenha seu desfecho num duelo entre Brasis – o rico, que constrói com firmeza sua competência; e o pobre, que materializa com criatividade seu arrebatamento. Está, assim, polarizada a disputa dos bambas, que encontrará a conclusão na tarde da Quarta-Feira de Cinzas, com a consagração de uma face da História, apresentada na Sapucaí em versões opostas e excludentes.

              Vila e Mangueira (pela ordem) passaram com muitos méritos, e disputam o primeiro lugar pelo júri da Liesa. Mais do que o título, festejarão um jeito de enxergar o Brasil, fundamental, cada um a seu modo, para decifrar o país, seus pendores e mazelas. Portela e Tijuca credenciaram-se como alternativas, ainda que improváveis. Fora disso, tudo é surpresa – ou zebra.

              No segundo dia muito melhor do que o primeiro, a maior emoção veio com a Mangueira, em mais uma obra magistral de Leandro Vieira. Sua “História para ninar gente grande” reverenciou fatos e personagens omitidos nos compêndios oficiais e bateu com força em figuras repetidas nos livros.

              Valeu demais festejar Zumbi e Dandara dos Palmares; Chico da Matilde, o Dragão do Mar; Luísa Mahin e seu filho Luís Gama, abolicionista essencial; Zuzu Angel e sua luta pelo filho; os malês da revolta de Salvador; e, mais do que qualquer outro, Marielle Franco. Deu orgulho ver, enfim, a Princesa Isabel, os bandeirantes, Padre Anchieta, Duque de
              Caxias e, claro, a ditadura militar de 1964 na vala comum dos vilões, por seus pecados amenizados pela narrativa eurocêntrica.

              Uns e outros apresentados, em seus novos papéis, no ritmo de um dos grandes sambas de 2019, que passou empolgante pelo altar dos bambas. A Mangueira cantou feliz e, coisa rara, levou a plateia com ela, numa apresentação memorável.

              A construção do Carnaval verde e rosa serve também de homenagem às figuras celebradas. A falta de recursos da obrigou Leandro – ele próprio com alguns meses de salário atrasado – a encontrar soluções mágicas. A escola passou pequena e cometeu seus pecados. Inevitavelmente perderá décimos preciosos no júri da Liesa, sempre mais
              preocupado em punir pecados do que premiar qualidades.

              (Por falar em tropeços, a jornalista Flávia Oliveira observou importantes contradições políticas na Mangueira. Em cima das alegorias, a predominância de brancos saltava aos olhos. E a escola convidou apenas a viúva de Marielle Franco, e não os pais, a irmã e a filha da vereadora assassinada. Nada disso está na regra do jogo carnavalesco, mas são deslizes paradoxais, dentro da proposta do enredo.)

              A outra favorita ostentou a fantasia de rica para realizar apresentação quase impecável (ainda que conservadora). “Em nome do pai, do filho e dos santos, a Vila canta a
              cidade de Pedro” celebrou Petrópolis com a exaltação dos personagens da família imperial, especialmente a Princesa Isabel, no outro lado da moeda histórica. As maiores e mais
              bem-acabadas alegorias passaram pela avenida, lembrando, na opulência, o tempo áureo de Beija-Flor e Imperatriz. Os pais, a irmã e a filha de Marielle Franco saíram no carro mais progressista, o último, que criticava a escravidão.

              O público da Sapucaí reagiu de forma diversa à apresentação dos herdeiros de Noel. Adotou o modo plateia teatral, admirando a obra do carnavalesco Edson Pereira,
              do luxo que se espalhou também pelas alas, em fantasias muito bem realizadas. Mas a escola teve lá suas falhas – a maior, estourar o tempo na pista em um minuto, o que lhe
              custará um décimo pelo regulamento. Para compensar o atraso, os componentes correram e os farejadores de erros escalados pela Liesa sob o nome de jurados devem cumprir seu papel.

              No atual momento da vida nacional, ganha importância extra saber que Brasil será exaltado, no palco iluminado da folia. O resultado ultrapassará as fronteiras carnavalescas – para aumentar a importância da mais fundamental das festas.

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              Outro desfile da segunda está consagrado como campeão dos corações carnavalescos. A reedição atualizada (por Jorge Silveira) de “E o samba sambou” da São Clemente
              lavou a alma de quem vive a folia. Da virada de mesa no resultado do desfile aos escritórios de compositores, dos camarotes de música eletrônica – barbaridade que se
              repetiu em 2019, sob a risonha subserviência da Liesa – ao carro inacabado por falta de verba, das celebridades aventureiras ao afastamento do público que gosta de samba para dar lugar aos turistas, a escola de Botafogo produziu espetáculo delicioso. A melhor apresentação dos últimos anos.

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              Na mesma pegada crítica da Mangueira, a Tuiuti fez desfile cativante, a partir da história do bode votado para vereador em Fortaleza. “O salvador da pátria” consolidou o carnavalesco Jack Vasconcelos como um dos talentos emergentes da Sapucaí, além de oferecer samba e
              evolução excelentes. O carro do bode dando um coice num tanque de guerra e as coxinhas com armas de brinquedo estão nas imagens inesquecíveis de 2019. Show de bola.

              Entrevistas: Integrantes da Mocidade fazem análise do desfile de 2019

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              Por Philipe Rabelo

              Entrevistas: Integrantes da Mangueira fazem análise do desfile de 2019

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              Por Philipe Rabelo