Início Site Página 1826

Rimas desencontradas com melodia foram motivos de punição ao samba-enredo da Mocidade, dizem jurados

0

Mocidade Campeas2019 090Apontado como um dos melhores sambas da safra de 2019 o samba-enredo da Mocidade não rendeu o esperado na avenida, segundo os jurados do quesito. A escola não tirou nenhuma nota 10 e os principais argumentos adotados pelos julgadores foram relacionados às rimas da letra e à melodia do samba.

Clayton Fábio alega em sua justificativa que não houve comunicação com o público, o que não é uma prerrogativa do julgador do quesito, que deve se ater à análise da letra e melodia da obra apresentada.

“Apesar da bela letra, as estrofes ficam frágeis entre três refrões que se repetem e o tema abstrato não conquistou o público. Na segunda estrofe, no trecho que vai de ‘guarda minha identidade’ até ‘vamos lá, a hora é essa’ a melodia cria desconexão entre as rimas”, justificou.

Para Alfredo Del Penho o problema do samba da Mocidade foi uma diferença entre a frase textual na letra do samba e a melódica, conforme justificou.

Mocidade Campeas2019 077“Apesar da belíssima ideia de se falar da passagem do tempo pelo olhar de um apaixonado pela escola, o trecho ‘tempo que faz a vida virar (saudade)’ é quebrado na diferença entre a frase do texto e a frase melódica e tem trecho menos inspirado como ‘do meu destino compositor’, explicou.

Eri Galvão, um dos mais longevos jurados do quesito, aponta em sua nota dificuldade no canto.

“A melodia da primeira estrofe do samba poderia ter sido um pouco mais fácil de ser cantada, inclusive para valorizar o ataque do primeiro refrão (sem ôôô e o lálá)”, avaliou.

Outro julgador que considerou o samba da Mocidade inconsistente foi Felipe Trotta. O jurado aborda em sua justificativa o excesso de terminações repetitivas na letra do samba-enredo.

“O excesso de rimas em -ar compromete a qualidade da letra. Os dois refrões são construídos com verbos no infinitivo. Marcar, caminhar, coltar, amar, passar. Tal procedimento indica pouca criatividade e gera pouco interesse”, destaca.

Melhor intérprete da Série A, Daniel Silva estará com o Império da Tijuca na festa do Estrela do Carnaval

0

Imperio da Tijuca Desfile2019 110O público presente na festa do Estrela do Carnaval 2019, dia 14 de abril, na quadra da Unidos da Tijuca, poderá sentir de perto a potente voz do intérprete Daniel Silva, do Império da Tijuca, que foi eleito o melhor cantor da Série A em 2019.

VOCÊ PODE COMPRAR AQUI SEU INGRESSO PARA FESTA

Em entrevista ao CARNAVALESCO, Daniel Silva agradece aos jurados do prêmio e enaltece o trabalho da sua equipe no carro de som.

“É uma felicidade ganhar um prêmio tão importante como o Estrela do Carnaval. Me faz querer aprimorar meu trabalho mais ainda. Agradeço a todos os segmentos do Império da Tijuca e em especial meu departamento musical”, disse o cantor do Império da Tijuca.

Banner RJ Estrela

Veja abaixo todos os premiados:

GRUPO ESPECIAL

Desfile do Ano – VIRADOURO
Bateria – UNIDOS DA TIJUCA
Comissão de Frente – VILA ISABEL
Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira – Phelipe Lemos e Dandara Ventapane (UNIÃO DA ILHA)
Enredo: SÃO CLEMENTE
Carnavalesco: PAULO BARROS (VIRADOURO)
Samba-Enredo – UNIDOS DA TIJUCA
Intérprete: Gilsinho (PORTELA)
Ala de Passistas: ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA
Conjunto de Alegorias: VIRADOURO
Conjunto de Fantasias: VILA ISABEL
Ala de Baianas: VILA ISABEL
Harmonia: MANGUEIRA

Originalidade: Comissão de frente da Grande Rio
Revelação do Carnaval 2019: Mestre Fafá (GRANDE RIO)

SÉRIE A

Desfile do Ano: Cubango
Bateria: Estácio
Comissão de Frente: Estácio
Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Vinicius e Jéssica (UNIDOS DE PADRE MIGUEL)
Samba-Enredo: CUBANGO
Intérprete: Daniel Silva (IMPÉRIO DA TIJUCA)
Conjunto de Alegorias: ESTÁCIO
Conjunto de Fantasias: CUBANGO
Baianas: ESTÁCIO
Harmonia: CUBANGO

 

Encantarias de Sebastião é o enredo do Tuiuti para 2020

0

joao vitor tuiutiO Paraíso do Tuiuti é a primeira escola de samba do Grupo Especial a anunciar seu enredo para o Carnaval 2020. A escola de São Cristóvão escolheu “Encantarias de Sebastião” e o carnavalesco João Vitor, que estava na Unidos de Padre Miguel será o responsável pelo desenvolvimento.

Segundo a coluna do jornalista Ancelmo Gois, de O Globo, o padroeiro do Rio de Janeiro vai encontrar o mito de Dom Sebastião. A proposta é de mais um desfile com tom crítico do Paraíso do Tuiuti, que ficou apenas na oitava colocação em 2019. Vale lembrar que São Sebastião é padroeiro do Tuiuti.

Aproveite! Por apenas R$ 10 você pode curtir a festa do Estrela do Carnaval

    0

    Faltam 10 dias para a festa de premiação do Estrela do Carnaval 2019. O evento, que terá as presenças e apresentações de todos os premiados, será no dia 14 de abril, na quadra da Unidos da Tijuca. E você pode ir curtir por apenas R$ 10 (meia entrada). CLIQUE AQUI PARA COMPRAR SEU INGRESSO

    Veja abaixo todos os premiados:

    GRUPO ESPECIAL

    Desfile do Ano – VIRADOURO
    Bateria – UNIDOS DA TIJUCA
    Comissão de Frente – VILA ISABEL
    Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira – Phelipe Lemos e Dandara Ventapane (UNIÃO DA ILHA)
    Enredo: SÃO CLEMENTE
    Carnavalesco: PAULO BARROS (VIRADOURO)
    Samba-Enredo – UNIDOS DA TIJUCA
    Intérprete: Gilsinho (PORTELA)
    Ala de Passistas: ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA
    Conjunto de Alegorias: VIRADOURO
    Conjunto de Fantasias: VILA ISABEL
    Ala de Baianas: VILA ISABEL
    Harmonia: MANGUEIRA

    Originalidade: Comissão de frente da Grande Rio
    Revelação do Carnaval 2019: Mestre Fafá (GRANDE RIO)

    SÉRIE A

    Desfile do Ano: Cubango
    Bateria: Estácio
    Comissão de Frente: Estácio
    Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Vinicius e Jéssica (UNIDOS DE PADRE MIGUEL)
    Samba-Enredo: CUBANGO
    Intérprete: Daniel Silva (IMPÉRIO DA TIJUCA)
    Conjunto de Alegorias: ESTÁCIO
    Conjunto de Fantasias: CUBANGO
    Baianas: ESTÁCIO
    Harmonia: CUBANGO

    Com desfile beirando a perfeição, justificativas mostram o que jurados não gostaram no desfile da Mangueira

    0

    Mangueira Campeas2019 104A Mangueira foi campeã do carnaval obtendo a nota máxima possível no julgamento. Com 33 notas 10 em 36 aplicadas, só foi despontuada por três jurados de três quesitos diferentes, o que garantiu que as notas fosse descartadas. Com a divulgação das justificativas pela Liesa foi possível contatar os aspectos do desfile que desagradaram ao corpo de jurados.

    Em Alegorias e Adereços, Walber Ângelo de Freitas tirou um décimo da Mangueira por constatar um corpo estranho no carro, conforme explicita em seu texto no caderno de notas.

    “Pequenos detalhes ns realização do conjunto alegórico comprometeram a nota, mesmo considerando uma concepção boa e carregada de significados. No abre-alas, na parte posterior, havia a abertura de um buraco, e um homem deitado. Visivelmente ele não estava passando mal e se comportava como um intruso, sem participar da parte técnica da alegoria. A impressão era de uma presença desnecessária que chamou a atenção do nosso módulo, pelo lado que ele estava. O abre-alas deve prezar pelo esmero, que dá sempre uma boa impressão ao começo do desfile da escola. Na alegoria 02, dois holofotes com luzes muito fortes ofuscaram a visão central da alegoria. Foi totalmente impossível observar a alegoria com pouca distância e analisá-la dentro do contexto do desfile. Só foi possível observar a lateral e a parte posterior, depois que ela passou pelo módulo de julgamento”, explicou.

    No quesito Enredo, o julgador Artur Nunes Gomes despontou o desfile da Mangueira no sub-quesito realização, devido às cenas chocantes trazidas em algumas alegorias, segundo o jurado.

    “A proposta de contar a história que a história não conta por meio da desconstrução da imagem heroica de alguns personagens no imaginário coletivo através dos anos tem em alguns momentos sua materialização comprometida pelo exagero no tom de denúncia, utilizando linguagem visual antagônica muitas vezes ao espírito carnavalesco. Exemplo disso são as representações iconográficas presentes na alegoria 02, onde caveiras ensanguentadas ocupam parte considerável dela sob o pretexto de denunciar o genocídio indígena no Brasil e na alegoria 05 que trouxe corpos mortos”, destacou Artur.

    Outro aspecto que desagradou um jurado no desfile mangueirense foram as fantasias. Paulo Paradela reclamou do recurso utilizado por Leandro Vieira em sete alas do desfile campeão.

    “Apesar da presença do elemento caveira na cabeça da fantasia na ala 08 a proposta original, ‘o genocídio indígena no Brasil’, não ficou clara, dificultando sua leitura e entendimento. Alas 16, 17, 18, 19, 20 e 23 a mesma solução foi utilizada. No caso as figuras dos personagens foram representadas nas cabeças das fantasias, acarretando ausência de criatividade”, puniu.

    Jurados de Enredo não aprovaram o uso de fábulas pela Beija-Flor

    0

    Beija Flor desfile2019 118A Beija-Flor de Nilópolis não recebeu nenhuma nota 10 no quesito Enredo em 2019. E não foi a escolha do tema, os 70 anos da agremiação, o grande vilão. A escola foi penalizada pela opção de transformar em fábulas sua proposta.

    O jurado Johnny Soares reclamou da citação mais antiga de um enredo da Beija-Flor ter sido o ano de 1970. Ele 4,8 para concepção e 5 para realização, no total da nota 9,8.

    “Como a Beija-Flor foi criada em 1948, conforme informações do livro abre-alas, sente-se a falta de fatos e dados, ao longo do desfile, que apresentem memórias de uma história tão longeva”, disse o jurado, que ainda citou a alusão feita pela alegoria 2 (raposa e uvas) e que ela se encaixaria melhor na alegoria 5 das críticas.

    Para o jurado Pérsio Gomyde, a ideia das fábulas para explicar o enredo careceu de mais clareza. Ele deu 4,9 para concepção e 4,9 para realização.

    “A utilização de fábulas para roteirizar o desfile carecem de uma maior clareza quanto a moral das mesas, principalmente, nos setores 2 (raposas e uvas) e setor 3 (galinha dos ovos de ouro)”, disse o julgador, que ainda questionou a fantasia da ala que representava o enredo “Ratos e Urubus”.

    Quem também deu 9.9 para o enredo da Beija-Flor foi o jurado Artur Gomes, que também criticou o uso das fábulas.

    “As fábulas apresentadas não permitiram estabelecer clara conexão entre a moral de suas estórias e os setores. A materialização do enredo mostrou-se irregular com algumas situações plástico-visuais não trasmitindo o sentido proposta”.

    O julgador Marcelo Antonio Masô tirou 0,1 décimo e também criticou o uso das fábulas.

    Bailado sobre tripé da comissão de frente tirou leveza de casal do Império Serrano, justificam jurados

    0

    Imperio Serrano desfile2019 020No complicado desfile do Império Serrano no Carnaval 2019 um dos momentos de maior discussão foi a apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira. Ao inovarem e dançarem sob o tripé da comissão de frente, Diogo e Verônica acabaram despertando um debate sobre a inovação. Com a divulgação das justificativas pela Liesa ficou claro que os jurados rejeitaram a novidade.

    Pelo menos dois julgadores deixaram explícito em suas justificativas que o bailado sobre o tripé tirou a leveza e espontaneidade da apresentação, o que é um critério de julgamento. Beatriz Badejo alega que a dupla estava tensa na sua apresentação.

    “O Império Serrano procurou inovar, trazendo um novo espaço cênico para o casal de mestre-sala e porta-bandeira, que foi erguido e conduzido através de uma plataforma, ao elemento cenográfico. Tal procedimento por si só não é penalizado. Mas neste caso, além do piso molhado pela chuva, gerou tensão ao bailado, sendo possível perceber uma certa dificuldade para dar início à exibição, bem como giros contínuos da porta-bandeira. Além disso, o pavilhão, por mais de uma vez, enrolou em torno do mastro, durante a exibição do par”, alegou Badejo.

    Mônica Barbosa usou em sua justificativo o argumento de que não se deve tirar o casal de mestre-sala e porta-bandeira do solo, o chão sagrado para o bailado com o pavilhão, símbolo maior da escola de samba.

    “Foi ousado e arriscado colocar o casal em um tablado, tirando-os do seu sagrado chão, onde eles e seu pavilhão riscam o chão abençoado. Mesmo que o resultado tenha sido uma bonita apresentação, o tablado era um tripé preto simples como um caixote, somente com algumas luzes e cortinas dançantes. (…) O casal ficou apreensivo com a chuva no módulo 4, mas segurou a apresentação”, destacou a jurada.

    Diogo Jesus e Verônika Lima obtiveram uma nota 9,7 (descartada), duas 9,8 e uma 9,9 no julgamento do quesito no Carnaval 2019.

    ‘Conflito entre perfil pagão do carnaval e atmosfera de louvor imposta pela letra’, alega jurado sobre samba da Tijuca

    0

    Tijuca desfile2019 067Considerado uma das grandes obras do Carnaval 2019, o samba-enredo da Unidos da Tijuca surpreendeu a todos ao concluir a apuração sem a obtenção de nenhuma nota 10 no quesito. A desconfiança de muitos se confirmou com a divulgação das justificativas. Um dos julgadores tirou décimo da escola pela característica sacra da obra.

    ‘A ideia de um samba com ares de prece é ousada. Em alguns momentos funciona, em outros parece criar um conflito entre o perfil pagão do carnaval e a atmosfera de louvor imposta pela letra’, alega Felipe Trota em parte de sua justificativa.

    Clayton Fábio Oliveira não cita as características de oração do samba tijucano e aborda um aspecto mais técnico para punir a melodia da Tijuca no desfile deste ano.

    “O samba todo composto em tom menor, tem estrofes com excesso de escalas descendentes, o que faz que prevaleça uma certa austeridade no canto. No final da primeira estrofe as frases ‘o alimento em comunhão/ princípio da salvação’ força as sílabas da melodia”, aponta Oliveira.

    Eri Galvão também destaca a melodia em menor em sua justificativa, embora elogia a criatividade dos refrões.

    “Nas duas últimas linhas da segunda estrofe a melodia é um pouco mais baixa, o que provoca dificuldade no canto”, justifica.

    Julgador de samba-enredo solicita à Liesa um número maior de encontros com jurados

      0

      Print Liesa01A Liesa organiza anualmente um curso com os jurados dos nove quesitos do Grupo Especial. O encontro é ministrado pelo presidente Jorge Castanheira e tem a participação de dirigentes das agremiações da elite do carnaval. Muitos analistas da folia alegam que os cursos podem ser mais duradouros e consistentes, para evitar erros básicos de julgamento.

      No Carnaval 2019 o jurado do quesito samba-enredo Eri Galvão corroborou com esta tese. Em uma de suas observações finais solicitou à Liesa que o intercâmbio entre a entidade e os julgadores fosse maior.

      “Se possível organizar um calendário para reuniões com os julgadores para avaliação de nossa participação ou simplesmente para discussão dos quesitos que precisem ser discutidos”, escreveu o julgador.

      Jurado de bateria pune Portela por andamento ‘fora do campo de visão’

      0

      Portela Campeas2019 015Um julgador do quesito bateria puniu a Portela com um 9,9 alegando queda muito acentuada no andamento da Tabajara do Samba. Ocorre que em sua própria justificativa, o julgador Jorge Gomes alega que no segundo recuo, “onde está dentro do meu campo de visão e audição”, detectou a falha. Pelo manual do julgador da Liesa o jurado só pode julgar aquilo que vê e ouve na sua cabine de julgamento.

      Banner RJ Estrela

      Posicionado no quinto módulo, o julgador justificou o 9,9 para a Portela: “Começou o desfile com o andamento em 156 BPM, foi caindo até chegar na saída do segundo recuo com 148 BPM, onde já está dentro do meu campo de visão e audição”.

      Além disso a justificativa fala em “falta de sincronia entre as caixas e de firmeza e exatidão nos chocalhos”. Outro aspecto que chama a atenção na nota aplicada foi alegar que “no aspecto comparativo a outras escolas a Portela não foi bem”.