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2º dia de desfiles em Porto Alegre: a bateria parou e o Porto Seco cantou

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Por Beta Redação*. Fotos: Liane Oliveira

Nervosismo misturado com a sensação de contar os 60 anos de uma das escolas mais tradicionais de Porto Alegre: esse era o clima no barracão da Imperadores do Samba no Complexo Cultural do Porto Seco. Os integrantes estavam cuidadosos com os últimos ajustes nas suas fantasias para que tudo saísse perfeito para a apresentação aos jurados e à comunidade. Encerrariam, assim, uma espera que durava desde 2017, quando houve o último desfile na cidade.

Conhecida como “escola do povo”, a Imperadores do Samba foi a penúltima agremiação a desfilar na segunda noite do “carnaval da resistência”, como tem sido chamada a iniciativa das escolas de samba de organizarem um desfile neste ano sem apoio da prefeitura.

imperadores CopyNascida no bairro boêmio da capital, a Cidade Baixa e com o lema, “Nós somos a resistência do Samba”, o carnaval da Imperadores contou a história dos seus 60 anos de samba e diversas lutas. A coroa e os leões, que são os símbolos da escola, mostraram a união e a tradição no carnaval gaúcho. A escola é a segunda maior campeã do carnaval de Porto Alegre, com 19 títulos conquistados na série ouro e dois títulos na série prata.

Já passava das cinco da manhã quando a vermelho e branco pisou na avenida para apresentar o desfile que deixou quem estava no Complexo Cultural do Porto Seco em êxtase, já que os componentes vinham alegres e cantando a todo pulmão. A história da escola foi contada em 20 alas e três carros alegóricos. Desde o seu chão, África, até o seu reconhecimento como patrimônio da cultura em Porto Alegre e integração social dentro da cidade.

imperadores 1 CopyPara o diretor de carnaval da escola, Júnior Gonçalves, que está na escola desde os nove anos de idade, é uma a responsabilidade enorme apresentar e representar sua escola, tanto dentro da avenida como fora. “A Imperadores não é só sua história de quando seis amigos resolveram montar um grupo na Joaquim Nabuco, ela atravessa o limite do bairro e vai além. Acho uma tarefa bem difícil pensar junto com a Diretoria Executiva para ter um pouco de cada um em cada detalhe apresentado, mas o amor que temos pela escola, nos contagia muito mais”.

Os membros da escola dizem que é impossível pensar na Imperadores e não lembrar de Eloí Lourenço Martins, pois ele é o único fundador da escola que ainda está presente na agremiação. Aos 75 anos, Eloí acumula a experiência de quem desfilou em todos os carnavais da Imperadores. Ele comemora junto com a escola e acredita que esse ano o título será da Imperadores. No barracão, antes de partir para a concentração, todo mundo o cumprimentava “Está bonito demais!”, reagiu ele ao ver o carro abre-alas pela primeira vez.

Eloí foi destaque da última alegoria, que ilustrava o aniversário da escola com um bolo gigante e nos destaques laterais, pessoas que foram importantes para a instituição, como antigas rainhas, princesas, mestre-sala e porta-bandeira: o povo que faz a Imperadores.

Imperadores do samba CopyA escola empolgou durante o seu desfile, com força e determinação, passou em toda extensão da avenida e arrancou aplausos do público que ainda acompanhava os desfiles. Para surpresa do público e dos jurados, os músicos pararam de cantar e a bateria somente fez a marcação no compasso di bumbo e para a alegria dos mestres de bateria, o público continuou a cantar o samba-enredo. “Foi estratégico e muito bem ensaiado com a bateria, ficamos felizes e não esperaria outra reação. Todo mundo sabe o nosso samba”, disse Júnior.

Os membros que passavam a linha amarela – ponto marcado como final do desfile – chegavam à dispersão comemorando. Para o presidente Érico Leoti, a escola trabalhou muito para que o desfile fosse impecável. “Deu tudo certo. Como nosso lema diz que somos a resistência do samba, não podia ser diferente neste carnaval em que estamos falando muito de resistência e sabemos o quão trabalhoso foi para cada um que está aqui”, comentou.

Festança brasileira

império zona norte CopyQuando a avenida foi dominada pelo amarelo e branco, a mensagem ficou clara: o leão voltou.

Com direito a casamento na roça no meio da passarela, a Império da Zona Norte trouxe para a pista uma verdadeira festa de São João. O enredo do desfile deste ano da primeira escola de samba do Grupo de Ouro a se apresentar na segunda noite de desfiles no Porto Seco, exaltava a mensagem de São João Batista, um homem que pregava a paz, o amor e a fraternidade.

“A vida é pé no chão e fé no coração, com toda humildade. Olha pro céu, meu amor, vê como ele está lindo pra encantar a multidão, as estrelas estão sorrindo”, dizia a letra da música. E foi assim que a escola chegou até o sambódromo: simples e entregue ao público.

imperio zona norte CopySegundo o diretor de carnaval Júlio César Lemos, 63, o Julião, que realizou seu 35º carnaval à frente da escola, mesmo diante das dificuldades para a realização do evento, a Império se mobilizou para levar o seu melhor até Porto Seco.

“Eu vejo esse carnaval como um grande passo para nós carnavalescos. A partir de agora, tomamos um caminho próprio para andarmos com as nossas pernas, sem estar lá na prefeitura pedindo meia dúzia de dinheiro. A reestruturação e o sofrimento que estamos passando agora têm sido muito doloridos, mas com certeza vai ser muito benéfico para os nossos carnavalescos no futuro”, declara Lemos.

O brilho da bicampeã do carnaval de Porto Alegre não ficou por conta apenas das roupas encantadoras e dos três carros alegóricos que a agremiação levou para a avenida, mas também pelo envolvimento dos espectadores. O ritmo contagiante do samba-enredo foi interpretado por Gabriel Pereira, que entra para a história do carnaval gaúcho por ser o intérprete mais jovem, com 21 anos.

Imperio zona norte 1 CopyA alegria que a escola conseguiu transmitir ao público durante os 55 minutos em que esteve na passarela, deixou registrado que, como de costume, a união fez a força. Apesar das limitações, a Império chegou mostrando que o trabalho em conjunto fez diferença, fortaleceu sua voz, sua mensagem e fez bonito. A mensagem expressa foi de que ninguém ali deixará o carnaval morrer.

“Mais do que resistência, esse é o carnaval da sobrevivência. É preciso manter essa cultura viva. Se não tivéssemos desfile neste ano, acredito que estaríamos acabando com a alegria, seria muito difícil retornarmos. Apesar das dificuldades, nosso carnaval vai permanecer. De outra forma, com outra gestão e outro formato. Sabemos que o samba nunca vai morrer, mas o carnaval também não pode”, reflete Julião.

Majestade resiste

Última escola de Samba a entrar no Porto Seco nesse carnaval, a Estado Maior da Restinga mostrou que continua com seu brilho e realeza. Isso esteve justificado no enredo “Em terras tinguerreiras prevalece a verdade, quem foi rei nunca perde a majestade!”. Nove vezes campeã do Grupo Especial, a Tinga levou 22 alas, dois carros alegóricos e dois tripés.

Dois dias antes do desfile, o presidente da agremiação, Richer Almeida Kniest, disse que o desejo era mostrar na avenida que o carnaval não morreu frente à crise, à falta de recursos do Poder Público e ao abandono do Porto Seco. “Carnaval é uma cultura que contribui para a sociedade, movimenta a economia”, destaca.

Restinga CopyKniest diz que a Restinga vai para “brigar” pelo título, mas também reforça a dedicação das demais escolas de samba. “Tudo o que foi visto na avenida, é resultado do esforço de todas as escolas da série ouro, da série prata, escolas convidadas e da iniciativa privada”, finaliza.

Na concentração, Graziele Gomes, porta-estandarte da escola já aos 12 anos, estava ansiosa para entrar na avenida já na concentração. “Eu estou na escola desde os cinco anos. Por não ter desfilado ano passado, estou muito ansiosa porque foi um carnaval de resistência e recuperação. Quero que a escola faça bonito”, relata.

Ainda desfilaram no sambódromo do Porto Seco, as escolas da série prata Cobacabana, Vila Mapa, Vila Isabel, União da Tinga e Império do Sol.

* A Beta Redação é o laboratório experimental dos alunos de Jornalismo da Unisinos, em participação especial para o site CARNAVALESCO. Participaram desta cobertura: Diego Alan de Mello, Dyessica dos Santos Abadi, Graziele Iaronka da Silva, Gustavo Bauer Willrich, Jéssica Carina Mendes dos Santos, João Henrique Rosa, Juliane Kerschner, Júlio César Schenkel Hanauer, Lianna Kelly Kunst, Liane Oliveira, Marcelo Janssen Neri da Silva, Matheus Klassmann, Stefany de Jesus Rocha, Thiago Borba, Vitor dos Santos Brandão da Silva e Vitorya da Cruz Paulo. Orientação e edição: Everton Cardoso e Felipe Boff.

Leandro Vieira explica que foi procurado pela chapa da situação para seguir na Mangueira

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Com dois títulos no Grupo Especial, o carnavalesco Leandro Vieira utilizou as redes sociais para informar que foi procurado pela chapa de Elias Riche e Guanayra Firmino, na tarde de sexta-feira, após o anúncio da chapa da situação para eleição da Mangueira, para seguir à frente da produção do desfile da Verde e Rosa.

Confira abaixo o texto de Leandro Vieira:

barracao mangueira2019 7“Ontem tornou-se pública a formatação da primeira chapa interessada em concorrer a disputa eleitoral que escolherá o presidente da Estação Primeira de Mangueira para o próximo mandato. Muito se especulou nos últimos dias sobre o destino da rapaz aqui, não levando em consideração as minhas entrevistas sempre sinceras para os mais diversos veículos. Sim, a seriedade com que levo o meu ofício, e aquilo que ronda a minha atribuição profissional, me leva a sentar com os dirigentes das Escolas interessadas no meu trabalho para ouvir suas propostas e a maneira como avaliam o minha atuação. Todavia, essa mesma seriedade me leva também a esperar com paciência a organização de uma Escola – onde estou há quatro anos construindo meu trabalho – que passará por eleições próximo ao fim de Abril.

Parte dessa espera, ao fim da tarde de ontem, ganhou um dado novo e importante. Ontem oficializou-se a candidatura de Elias Richer e Guanayra Firmino como um dos concorrentes do pleito que virá. Ambos estão comigo há quatro anos participando ativamente de uma guinada, e eles são dois, dos muitos que trabalham nos bastidores da construção dessa nova fase. Agora eles se apresentam em “dobradinha” como uma possibilidade do continuísmo de uma gestão que aos meus olhos se apresenta como satisfatória, sobretudo, no resgate da auto-estima de uma agremiação que há quatro anos atrás amargava uma condição que nem de longe pode ser a condição que uma instituição do tamanho da Estação Primeira pode saborear.

Convém destacar que em meio as turbulências do vôo que nos levou ao carnaval campeão de 2019, os candidatos que agora se apresentam estavam lá comigo, num avião descontrolado que contou inclusive com os esforços deles para que tivéssemos um pouso seguro. Esse pouso vocês sabem onde se deu: Pousamos no lugar mais alto do pódio que consagra o trabalho campeão.

Dito isso, e dando uma satisfação aos mangueirenses que ao longo desses dias tem me procurado, informo aqui que essa “chapa” me procurou ao fim da tarde de ontem para oficializar o convite da minha permanência na verde e rosa caso consagrem-se vitoriosos nas eleições que virá.

Sinto-me honrado com o reconhecimento do meu trabalho, não em função do campeonato que hoje é uma realidade, mas sobretudo pelo reconhecimento por parte deles da minha capacidade de conduzir com mãos de ferro – agregando valor, auto-estima, beleza, fibra e força – o carnaval de uma instituição que arrasta um número sem tamanho de apaixonados.

Sigo na minha, falando o necessário, aguardando as coisas acontecerem nas datas em que precisam acontecer. Não sei se o certo é dizer que eu escolhi ser assim. Talvez o correto seja “eu sou assim”, e a maneira que tenho de ser honesto com o meu trabalho, com aquilo que eu acredito, com a comunidade que represento e com a torcida que vibra comigo nas conquistas que junto celebramos seja essa.

Para os que não sabem, a eleição da Mangueira é em Abril e o pleito deve contar com outras candidaturas que por certo se apresentarão nos próximos dias. Como todo processo eleitoral, a transição gera incertezas e diferente daquilo que alguns sites insistem em informar, até lá, nada está resolvido. Resolvido – e inevitável – é que teremos que passar pelos dias que virão.

É isso! Aproveito para dizer que qualquer coisa diferente do que está escrito acima é “conversa fiada” ou “carta fake!” RS

Abração!
Leandro Vieira”

Cerimônia do Estandarte de Ouro acontece neste sábado

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Mangueira Campeas2019 116Os melhores do Carnaval 2019 comemoram o reconhecimento do público na 48ª cerimônia do Estandarte de Ouro. A premiação será realizada neste sábado, dia 16 de março, a partir das 20h, na Quadra da Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Os ingressos estão à venda pelo site Ingresso Certo – ingressocerto.com/estandartedeouro. Por tempo limitado, quem usar o código promocional ESTANDARTE2019 terá 50% de desconto na compra de até quatro ingressos de valor integral. O controle será feito por meio do CPF do usuário.

Realizado pelo O Globo desde 1972, com participação agora do Extra, a tradicional premiação do Carnaval destaca os melhores do grupo Especial em categorias, como: Escola, Enredo, Personalidade do Ano, Comissão de frente, Mestre-sala, Porta-bandeira, Puxador, Bateria, Samba-enredo, Passista masculino, Passista feminino, Baianas, Ala, Revelação e Inovação; além da Melhor Escola e Melhor Enredo, ambos da série A. Confira abaixo a lista completa dos vencedores!

SERVIÇO – 48ª Cerimônia do Estandarte de Ouro O Globo/Extra

Data: 16 de março, sábado

Horário: 20h (abertura da quadra)

Local: Quadra da Vila Isabel – Boulevard 28 de Setembro, 382 – RJ

Vendas: ingressocerto.com/estandartedeouro – R$50,00 (pista inteira), R$ 25,00 (pista meia) e R$ 200,00 (mesa para quatro pessoas)

Classificação: maiores de 18 anos ou menores acompanhados do representante legal

Confira os grandes vencedores do Carnaval 2019:

Escola: Mangueira

Enredo: “O Salvador da Pátria”, da Paraíso do Tuiuti

Personalidade do Ano: Tia Nilda, da Mocidade

Comissão de frente: Portela, com coreografia de Carlinhos de Jesus

Mestre-sala: Phelipe Lemos, da União da Ilha

Porta-bandeira: Squel Jorgea, da Mangueira

Puxador: Gilsinho da Portela

Bateria: Grande Rio, com comando de mestre Fabrício Machado

Samba-enredo: “História pra ninar gente grande”, da Mangueira

Passista masculino : Hudson Gaspar, da Vila Isabel

Passista feminino: Bellinha Delfim, do Salgueiro

Baianas: Salgueiro

Ala: “O bode picando a mula do Sertão”, do Paraíso do Tuiuti

Revelação: Mestre Macaco Branco, da bateria da Vila Isabel

Inovação: Emojis voadores da comissão de frente da Grande Rio

Melhor Escola da Série A – Acadêmicos do Cubango

Melhor Enredo da Série A – Acadêmicos do Cubango

Depois de dois anos de jejum, escolas de Porto Alegre abrem a primeira noite de desfiles do Carnaval 2019

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Por Beta Redação*

Parecia quase impossível, mas aconteceu. Apesar das dificuldades e limitações, em 2019 as escolas de samba de Porto Alegre ocuparam a avenida novamente. Após dois anos de silêncio, o Complexo do Porto Seco, na Zona Norte da cidade, voltou a integrar o mapa imaginário e afetivo da cidade nesta sexta-feira, 16 de março, em meio a enredos e com direito a muito brilho na passarela. O recado aos componentes das escolas e ao público foi claro: resistiram.

bambas orgiaA união e a persistência das sete escolas foram essenciais para que o desfile saísse – ainda que de modo mais modesto do que se está habituado a ver.

A falta de recursos também foi levada em conta na hora de definir as categorias que estão sendo avaliadas para decidir a campeã da festa: alegorias e adereços não integram o julgamento, já que as escolas alegaram dificuldades financeiras. Porém, todas conseguiram trazer para a passarela pelo menos um carro alegórico.

Horas antes de as apresentações começarem, componentes e organizadores foram surpreendidos pela falta de energia elétrica. O corte aconteceu enquanto as escolas ainda estavam se preparando para a noite; a companhia fornecedora do serviço alegou que havia risco de incêndio e ligações irregulares. Não demorou, no entanto, para que a situação se normalizasse.

Comunidade unida

Quem entrasse no barracão A2 podia notar que havia um olhar atencioso dos integrantes nos preparativos das alegorias, fantasias que logo mais levariam o brilho da Imperatriz Dona Leopoldina para o Porto Seco – a escola da Série Ouro, a principal do carnaval porto-alegrense, que encerraria a primeira noite de desfiles.

“Fizemos tudo com muito amor, não é apenas um dia, são 365 dias de muita preparação”, explicava Luciano Silva da Rosa, 38 anos, enquanto ajustava as luzes do primeiro carro alegórico que iria entrar para trazer todo o trabalho realizado pela escola. Ele é responsável pelos adereços e é um dos organizadores do barracão.

dona leopoldinaE quando o assunto é detalhes, a “Impera” – apelido da escola – busca estar impecável. Rosa Maria Blaich, 60 anos, que desfilou pela primeira vez na Imperatriz Dona Leopoldina, fazia os últimos ajustes da sua fantasia enquanto aguardava a hora de entrar na avenida. Ansiosa e cheia de expectativas, ela saiu na ala “Paz Manchada de Sangue”. Rosa vem de longe para desfilar pelas cores laranja, preto e branco.

“Moro na Suíça há 34 anos. Minha família sempre esteve no meio do carnaval”.

Com desafios, mas com uma comunidade cheia de energia para ajudar, o presidente da Imperatriz Dona Leopoldina, André Nunes dos Santos, diz que a dificuldade financeira esteve presente em todas as escolas. A reação, segundo ele, foi um trabalho forte nas comunidades, por meio de uma série de ações, atividades, projetos sociais. Um dos diretores de Carnaval, Cleber Soares complementa.

“Nós confeccionamos todas as fantasias da escola, assim fomentando a cadeia produtiva do Carnaval. Pessoas trabalharam com adereços, com costura, sapatilha. Tudo foi feito aqui no Rio Grande do Sul”.

praiana3Com 15 alas e aproximadamente 1 mil pessoas, a escola escolheu a cidade de Triunfo, no Rio Grande do Sul, para homenagear.

“Fizemos um enredo em homenagem a uma cidade histórica, com importância e relevância para o Estado. A cidade nos ajudou com shows, buscou parceiros”, explica o presidente. O prefeito de Triunfo, Valdair Kuhn, considera esta uma valorização da cidade.

As três alegorias que contaram a história de Triunfo e encerraram a noite na passarela do samba construíram uma linha do tempo. Ao sair da pista de desfiles, cada integrante da escola teve a certeza de ter apresentado um significado claro em sua fantasia. Eloísa Mota Rodrigues, 66 anos, que se considera uma das novatas da ala das baianas, explica que o relógio que trouxeram na roupa representa a ideia do ciclo da vida, a questão da passagem do tempo.

Diante da resistência, a Imperatriz Dona Leopoldina mesclou a experiência com a juventude.

“Temos um barracão muito firme, com pessoas de grande experiências. Fizemos essa mescla, todo mundo se ajudando, e assim a gente conseguiu fazer alegorias bem bonitas, bem dentro do enredo e valorizando o carnaval de Porto Alegre”, argumenta Soares.

Política no samba

Logo antes do raiar do dia, a penúltima agremiação entrava na passarela: “Alô Vila!”, anunciou Mestre Boneco. A locomotiva tricolor da União da Vila do IAPI adentrou clamando por democracia. O desfile foi criado para homenagear o primeiro – e único – governador negro do Rio Grande do Sul, Alceu de Deus Collares.

iapiCom impecáveis fantasias idealizadas pelo carnavalesco Sérgio Guerra, distribuídas em 18 alas, a escola mostrou uma trajetória detalhada da vida de Collares. Desde seu ano de nascimento, passando pela época de vendedor de laranjas e a graduação na faculdade de Direito, a passarela da tricolor da Zona Norte foi uniforme e cheia das cores da bandeira do Brasil. Verde, amarelo e azul eram, aliás, as cores das roupas do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fábio Júnior Nicoletti e Natally Santina Lemos Silveira. Para Guerra, a peça-chave para a confecção das fantasias foi o tempo: a Vila iniciou seus trabalhos em outubro do ano passado.

“Confeccionamos com os mínimos detalhes, com vários tipos de materiais”, conta o carnavalesco, que trabalha há 12 anos na escola.

Em contraste com a extravagância das fantasias e alegorias do desfile, Collares vestia apenas uma roupa inteiramente branca. Emocionado, o ícone máximo do samba-enredo da Vila lembrou que a IAPI é obra do trabalho do presidente Getúlio Vargas.

“As casas são todas bem colocadas, ainda bem conservadas, bem aprimoradas da época do Getúlio”. Quando questionado sobre o sentimento de desfilar com a tricolor, Collares se diverte: “Fiquei extremamente alegre. Sou um negão de Carnaval”.

Para o diretor de Carnaval da União, Jorge Sodré, o ex-governador é uma personalidade de destaque que merece ter sua memória recontada na passarela do Carnaval de Porto Alegre. “A nós gaúchos e a nós porto-alegrenses, nos alegra muito”, pontua.

Entusiasmo e africanidade

A linha amarela da avenida simbolizava um início para a escola que abriu o momento mais esperado do amanhecer de sábado: os desfiles da Série Ouro. Quando a sirene soou no Porto Seco, era sinal de que a águia do Bambas da Orgia podia alçar voo depois de longos dois anos desde o último Carnaval que desfilara, em 2017.

Além de luta, a escola pretendia apresentar alegria, diversão, força, garra e determinação, o que sempre foi a virtude do Bambas segundo o presidente Nilton Euclides Pereira.

“Se algo é bom, o povo não vai sentir saudade? E é isso que será apresentado no desfile”, diz.

bambasNa noite anterior, a quadra da escola já transbordava otimismo e felicidade pela volta do Carnaval à capital gaúcha. Centenas de pessoas compareceram no último ensaio da bateria Trovão Azul. Segundo a diretora Patricia Lopes, foi montada uma força-tarefa para a participação da escola e a realização do Carnaval 2019, com diversas festas e ensaios.

“Foi necessária muita arrecadação com copa e ingressos com os eventos em nossa quadra”, afirma.

A diretora da águia ainda ressalta que o mais importante para o Bambas da Orgia não é o prêmio, mas sim o resgate do sentido cultural que a festa no Complexo Cultural do Porto Seco voltará a despertar nos gaúchos. “O tema é esse, o Carnaval da resistência. Se não acontecesse este ano, nunca mais iria”, enfatiza.

samba puro2A ansiedade do público antes do início do desfile foi perceptível na pista. “Oh, moço! você não é dono do Carnaval? Vai ver o que aconteceu”, esbravejou um espectador a um membro da comissão organizadora do evento. Mal sabia ele que o atraso se devia à falta de uma empilhadeira para elevar um destaque ao topo do carro alegórico. Foram longos 15 minutos de espera.

A aposentada Maria Regina da Silva, 60 anos, dançava, pulava e cantava mesmo ainda antes da bateria começar a tocar. “Eu quero ver o Bambas ganhar, essa paixão é de toda a vida”, exclama. Ela conta que durante 13 anos desfilou por outra escola da Série Ouro, porém, a paixão pela águia sempre se manteve. “Era escondido, mas eu sempre torcia para minha escola do coração”, revela.

O homenageado pelo enredo foi Nelson Mandela, ex-presidente sul-africano. Era possível sentir a felicidade da ala das baianas até a bateria. O casal de passistas conseguiu agitar o povo, que cantava “liberdade a Mandela” com toda a força, principalmente no momento em que o som dos instrumentos parou, o que deixou ecoar no Porto Seco o canto dos milhares de apaixonados.

Histórias de vida

A Realeza, mesmo em meio às dificuldades, nunca enrolou a bandeira, e na noite desta sexta-feira não foi diferente: encerrou o desfile da Série Prata – o grupo de acesso do Carnaval de Porto Alegre. Mesmo com a falta de luz que dificultou o trabalho nos barracões, a comunidade encarou o desafio de finalmente apresentar o enredo que havia sido definido para o Carnaval de 2017, quando a escola não saiu.

Segundo a fundadora Lúcia Corrêa, para a realização do Carnaval 2019 a escola realizou bingos, rifas e outras atividades para arrecadação de verba. “O Carnaval só acontece pela luta da comunidade. Não pudemos realizar em 2017 e 2018, e agora enfrentamos essa situação aqui. Esta festa é a maneira de contarmos a nossa história aos nossos filhos e netos, e eles vinham nos impedindo disso”, afirma Lúcia, que desfilou na ala das baianas em um vestido vermelho, preto e dourado.

porto alegreCom cerca de 400 componentes, a escola desfilou com dois carros alegóricos e mais de 10 alas, que contavam a história da líder quilombola Dandara dos Palmares e falavam sobre a luta por liberdade, igualdade e feminismo. No samba-enredo, uma provocação: por causa do machismo, Dandara não é reconhecida como seu marido, Zumbi dos Palmares.

A escola rosa, lilás e branco é constituída basicamente pelas famílias que moram no entorno da encruzilhada do samba no bairro Partenon. “O Carnaval é diversão, mas também é cultura e um projeto social, pois nós vivemos em uma zona de conflito, onde é muito difícil criar nossos filhos. E o Carnaval e a escola nos ajudam a salvar os nossos jovens”, conta, emocionada, Vera Correa Santos.

Robson Barbosa, 26 anos, é um desses jovens que cresceu dentro da comunidade. Morador do bairro Rubem Berta, em Porto Alegre, o estagiário de administração da Câmara Municipal de Porto Alegre, começou a frequentar a escola logo nos primeiros anos de vida. “O sentimento que fica hoje para toda comunidade é de dever cumprido, de colocar um tema que deveria ter desfila há dois anos. Obviamente temos dificuldades, mas nesse momento o que fica é a realização”, ressalta o jovem, que este ano estreou como mestre da bateria.

Todo mundo dança

A escola de samba Fidalgos e Aristocratas, segunda da Série Prata a desfilar, mostrou no Porto Seco que “quem não dança, dança!”. O desfile contagiou o público que se acomodava em cadeiras trazidas de casa – afinal, pela primeira vez em anos, o sambódromo não oferecia arquibancadas.

O enredo, engavetado desde o Carnaval de 2017, homenageou a história e os tipos de danças, passando por ritmos como o frevo, o xaxado, o maracatu, entre outros. Idealizado pelo carnavalesco Reynaldo Óliver e pelo presidente da agremiação, André Duarte, a ideia foi trazer um “enredo que não se tornaria caro”, conforme declara Duarte.

praiana2Mesmo enfrentando uma série de dificuldades, entre elas financeiras e o não uso da sua quadra, localizada no bairro Santana, na Capital, devido à interdição pelo Ministério Público, a campeã do Carnaval de 1973 realizou uma apresentação no mínimo marcante.

A primeira porta-estandarte – figura esta típica do carnaval porto-alegrense – contou com Terpsícore, a deusa da mitologia grega da dança, representada por Letícia Carvalho. Já a ala das baianas, além de abrir os caminhos com a alegoria “Mãe África”, trouxe as “mães de santo”, transmissoras da cultura da dança para os deuses que vieram do continente africano e que resistem a toda dificuldade e discriminação ainda nos dias atuais – qualquer semelhança com a atual realidade não é mera coincidência.

Depois delas, seguiram-se alas que mostraram capoeira, festas juninas, tradições indígenas, minuetos, dança flamenca e até mesmo rock. Um dos grandes momentos do desfile da Vermelho, Verde e Branco, aliás, foi quando um “Michael Jackson” surgiu em meio aos zumbis do clipe Thriller, com a ala de mesmo nome. A maquiagem e caracterização dos componentes estavam de primeira qualidade e chamaram a atenção do público, que registrava os passos da representação a todo instante.

Após o término do desfile, o dirigente André Duarte mostrou-se satisfeito e orgulhoso com o desempenho da Fidalgos e Aristocratas, chamando os componentes de “guerreiros que fizeram de tudo e mais um pouco para fazer um Carnaval digno”.

Homenagem verde e rosa

O sangue da Praiana ferveu no decorrer da avenida do Complexo do Porto Seco, na capital gaúcha. A quase sexagenária Academia de Samba Praiana desfilou na noite desta sexta-feira, 16 de março, homenageando a grande vencedora do Carnaval carioca de 2019, a Estação Primeira de Mangueira – cujas cores são as mesmas da agremiação porto-alegrense.

praianaA letra do samba evocava as santidades protetoras da escola e cantava “lá onde as rosas não falam, meu coração foi morar, pediu licença do meu peito, pegou de jeito, subiu a ladeira e foi mangueirar”. Tomando seu lugar de direito na passarela, Carolina Ferreira, 17 anos, assumiu a frente da harmonia neste ano. Já foi rainha de bateria, mas a sua história na escola começou mesmo aos 5 anos, como rainha mirim. Esta foi a 12ª vez que a estudante vestiu o verde-rosa depois de passar 3 anos afastada da estrondosa batida do Carnaval. Agora, porém, a emoção tomou seu coração.

Um sentimento forte bateu ao pisar pela primeira vez sozinha na avenida, já que as escolas da Série Prata haviam sido impedidas de se apresentar em 2017, o que as fez acumular um jejum de três anos. “Eu achei que nunca mais voltaria a desfilar. Essa é minha homenagem à minha avó, que faleceu em 2016.” O fogo pelo samba é de família, diria a tia-avó de Carolina, Lídia Maria Fogo Garcia Varela. Aos 75 anos e superando as dores físicas que seu corpo impõe, Lídia, que foi a primeira rainha de bateria da história da Praiana, regozijou-se ao representar novamente a sua escola: “Eu estava com uma dor no joelho hoje de manhã, mas no momento que eu senti o samba, passou”.

A força da letra era evidente naqueles que cantavam aos gritos: “Praiana é fogo e sobe o morro, canta Mangueira para voltar ao seu lugar”. Foram necessárias aproximadamente 800 pessoas para apresentar com muito samba no pé os 90 anos de poesia em verde e rosa da Estação Primeira.

Esforço puro

A falta de recursos para disputar o quadro competitivo não foi suficiente para desestimular a Academia Samba Puro: “Hoje o povo vai cantar”, dizia a letra da agremiação que abriu a noite como convidada, fora da disputa.

samba puroCom pessoas de todas as idades desfilando, trouxe o samba-enredo “Abram as Cortinas da Folia, o Teatro Hoje é Tema na Passarela da Alegria“, que deve ser apresentado oficialmente no desfile de 2020. O grupo, campeão da categoria Intermediário-A em 2013, espera contar com os recursos necessários para o evento do ano que vem.

Na pista, mesmo que com apenas uma alegoria e com fantasias muito simples, a Academia fez protestos contra o prefeito da Capital, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), e demonstrou oposição à privatização do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE). Os cartazes do grupo ostentavam a frase “Água é vida, saneamento é saúde”, que se somava aos adesivos com #ForaMarchezan.

Conforme o vice-presidente da escola, Dilmair Monte, o desfile deste ano foi um ato de resistência pela valorização do Carnaval, com toda a humildade do povo da Conceição. “Lutamos contra o racismo institucional que se criou contra a figura do sambista”, protesta.

Como convidada, a equipe do morro Maria da Conceição esteve dividida em quatro grandes “setores”, ao invés das tradicionais alas. O último grupo, formado por mulheres, trouxe uma grande bandeira com o rosto da ex-deputada Marielle Franco (PSOL) estampado.

Noite tranquila

Segundo o Capitão Leiria, da Brigada Militar, a primeira noite de Carnaval contou com a participação de cerca de 20 mil pessoas no Complexo Cultural do Porto Seco.

Apesar dos imprevistos na infraestrutura, o evento correu tranquilamente. O pronto-atendimento em saúde, com oito funcionários, prestou poucos atendimentos de baixa gravidade durante a primeira noite do evento.

O desfile recomeça neste sábado, a partir das 21h. A apuração dos resultados está marcada para as 14h de domingo.

* A Beta Redação é o laboratório experimental dos alunos de Jornalismo da Unisinos, em participação especial para o site CARNAVALESCO. Participaram desta cobertura: Diego Alan de Mello, Dyessica dos Santos Abadi, Graziele Iaronka da Silva, Gustavo Bauer Willrich, Jéssica Carina Mendes dos Santos, João Henrique Rosa, Juliane Kerschner, Júlio César Schenkel Hanauer, Lianna Kelly Kunst, Liane Oliveira, Marcelo Janssen Neri da Silva, Matheus Klassmann, Stefany de Jesus Rocha, Thiago Borba, Vitor dos Santos Brandão da Silva e Vitorya da Cruz Paulo. Orientação e edição: Everton Cardoso e Felipe Boff.

Carnavalesco do Império de Casa Verde emocionado com o Estrela do Carnaval de conjunto de alegorias

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ImperioCasaVerde Desfile2019 19Quinta colocada no carnaval de São Paulo, a escola de samba Império de Casa Verde foi eleita, através do prêmio Estrela do Carnaval realizado pelo site
CARNAVALESCO, como o melhor conjunto de alegorias do Grupo Especial. A festa de premiação acontece no dia 24 de março, no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, a partir das 13h, e já pode comprar seu ingresso – CLIQUE AQUI PARA GARANTIR SUA ENTRADA – O evento terá buffet completo de feijoada, saladas, sobremesas e bebidas liberadas (água, refrigerante e cerveja).

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ImperioCasaVerde Desfile2019 46Foram 5 grandiosas alegorias, cada uma com leitura imediata e de muita teatralização. O abre-alas representou o templo da sétima arte que impressionou pelo tamanho, inclusive, dos tigres na parte inicial. A segunda alegoria, O mundo de OZ , contou com uma diversidade de cores, além das crianças que interagiam com o público. Na terceira, os detalhes da face das árvores nas laterais e a encenação dos componentes fantasiados de personagens do filme Harry Potter, foram notadas. A quarta alegoria trouxe um tom mais musical, com cenas teatrais constantes e, finalizando o quesito em alto estilo, a representação do mundo de Star Wars pela alegoria “O Império Contra-Ataca”.

ImperioCasaVerde Desfile2019 93O carnavalesco Flávio Campello, que estreou na agremiação, ressalta a importância do prêmio para sua equipe.

“Sempre é muito emocionante receber um reconhecimento desse. Ainda mais um troféu tão importante para o carnaval. Esse prêmio é a coroação de um trabalho em equipe, desde toda a equipe de Parintins até a equipe de decoração. Foram cinco alegorias concebidas cada uma com sua identidade, o que foi muito bacana. Tínhamos cinco, cada qual com sua forma de concepção, criação e execução. Eu agradeço muito todo esse carinho e reconhecimento. Sem palavras para descrever o que sinto no momento”.

Laíla aponta comunidades das escolas como saída para a crise institucional do carnaval

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Tijuca desfile2019 030A crise que afeta o mundo do carnaval não é apenas financeira. As escolas vivem uma crise de identidade que acaba afetando todo o processo criativo dos desfiles. Uma das personalidades mais importantes da festa, Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, vem batendo na tecla que é fomentando cada comunidade que essa crise vai passar. Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO ele voltou a defender a valorização do povo do carnaval.

“É uma questão de bastante importância. O cara que é escola, que é comunidade mesmo, precisa ser muito valorizado e respeitado. Eu não só procurei fazer isso nas escolas pelas quais eu passei como sou um cara que nutre um enorme respeito por todas as comunidades de todas as escolas de samba”, afirmou o experiente diretor de carnaval da Unidos da Tijuca.

Laíla volta a falar sobre o resultado do carnaval e aproveita para enaltecer as agremiações que voltaram ao desfile das campeãs, casos de Vila Isabel e Unidos do Viradouro.

“Com relação a isso eu achei justo o resultado do carnaval. No meu caso apenas não compreendi as nossas notas de samba, mas procuraremos ler as justificativas. Faz muito bem para o carnaval a volta da Viradouro forte, a Vila Isabel também voltando a ser competitiva. A Mangueira fez um desfile primoroso. A Portela emocionou a todos nós. Os desfiles foram muito bons e o resultado correto”, apontou o dirigente.

Sem confirmar se fica ou sai da Unidos da Tijuca, Laíla deve ter o futuro definido no início da próxima semana.

Elias Riche e Guanayra Firmino formam a chapa da situação nas eleições da Mangueira

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MangaA campeã do carnaval carioca passará por um processo eleitoral no próximo mês. Depois de dois mandatos de Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, o grupo político da situação da verde e rosa já definiu quem serão os cabeças de chapa na disputa eleitoral. Elias Riche virá como presidente e Guanayra Firmino será a vice.

A definição dos nomes foi decidida em um almoço realizado na Tijuca na tarde desta sexta-feira. Elias Riche é grande benemérito da Estação Primeira de Mangueira e integrante do conselho gestor de carnaval da agremiação. Nas gestões de Elmo José dos Santos e Álvaro Luiz Caetano foi diretor financeiro. Guanayra Firmino também integrou o comitê gestor e é vice-presidente das alas da comunidade da verde e rosa.

Na reunião, Elias falou ao grupo que o principal objetivo é a manutenção da equipe que ajudou a Mangueira a levantar seu 20º campeonato no carnaval, principalmente, o carnavalesco Leandro Vieira.

Guilherme Diniz e Rodrigo Marques estão de volta à Unidos de Bangu

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63466F35 B085 49F9 BD2E E6986CA5D161Depois de estrearem na Sapucaí em 2019 pela Unidos da Ponte e cumprirem o objetivo de manter a escola de São João de Meriti no Sambódromo, os jovens carnavalescos Guilherme Diniz e Rodrigo Marques estão de volta à Unidos de Bangu, agremiação onde receberam a primeira oportunidade no carnaval. O anúncio foi feito nesta sexta-feira.

Esta semana a dupla havia se despedido da Ponte, que já anunciou Lucas Milato como novo carnavalesco. Ele fará sua estreia no Sambódromo em 2020. Rodrigo e Guilherme têm a missão de melhorar a colocação da Unidos de Bangu na Série A. A vermelha e branca da Zona Oeste terminou na 8ª colocação.

Portela assume a liderança do ranking da Liesa

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Portela Campeas2019 071Após os desfiles no Carnaval 2019, a Portela assumiu a liderança do Ranking LIESA (2015-2019), totalizando 60 pontos – 01 ponto a mais que a Estação Primeira de Mangueira, que passou para a vice-liderança, com 59 pontos. O Salgueiro desceu para o 3º lugar, com 57 pontos, 03 pontos a mais que a Beija-Flor de Nilópolis, agora em 4o lugar, com 54 pontos. A Mocidade Independente subiu para o 5º lugar, com 37 pontos – com 04 pontos a mais que a Unidos da Tijuca, que agora aparece em 6º lugar, com 33 pontos.

A Grande Rio manteve o 7º lugar, com 26 pontos, e a Imperatriz Leopoldinense, embora tenha descido para o Grupo de Acesso Série A, continuou em 8º lugar, com 19 pontos. A Paraíso do Tuiuti subiu para a 9ª posição, ao lado da Unidos de Vila Isabel, ambas com 18 pontos. Logo depois, em 10º lugar, surge a Unidos do Viradouro, com 15 pontos. Empatadas em 11º lugar, com 07 pontos, estão União da Ilha do Governador e São Clemente. Em 12º lugar, sem pontuação, aparecem Império Serrano – também rebaixada para o Grupo de Acesso Série A – e Estácio de Sá, promovida deste mesmo Grupo.

O Ranking LIESA é formado pelo somatório obtido nos últimos cinco desfiles. Entre as Escolas que desfilam, as dez primeiras recebem a seguinte pontuação: campeã – 20 pontos; vice – 15; 3º lugar – 12; 4º – 10; 5º – 8; 6º – 6; 7º – 4; 8º – 3; 9º – 2; e 10º – 1.

ranking liesa

Marcus Ferreira é o novo carnavalesco do Império da Tijuca

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E5BA077E 67E6 4A31 8461 7169B137D3CFO arquiteto e designer gráfico Marcus Ferreira é o novo carnavalesco do Império da Tijuca, substituindo Jorge Caribé. A contratação foi anunciada na manhã desta sexta-feira (15), após reunião com o presidente Antônio Marcos Teles, o Tê.

O novo carnavalesco que foi campeão em 2017, pela Série A, promovendo o Império Serrano ao Grupo Especial, teve passagens nas seguintes agremiações: Mocidade de Vicente de Carvalho (2009 / 2010); Estácio de Sá (2011 / 2012); Unidos do Jacarezinho (2013); Renascer de Jacarepaguá (2014); Unidos da Vila Santa Tereza (2015); União do Parque Curicica (2016 e 2018), Império Serrano (2017), Acadêmicos da Rocinha (2018) e Inocentes de Belford Roxo (2019).

A partir da próxima semana o carnavalesco já iniciará os trabalhos no barracão de alegorias. Em breve a agremiação divulgará o enredo que levará para a Avenida Marquês de Sapucaí no Carnaval 2020 quando buscará o campeonato na Série A.