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Alegria e infância: escolas mirins transformam a Fábrica do Samba em um grande parque do carnaval em São Paulo

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A Fábrica do Samba foi palco, no último domingo, do desfile das escolas de samba mirins do carnaval de São Paulo. Uma festa marcada por esculturas inspiradas em desenhos animados, brinquedos, muito samba e famílias que reuniram suas crianças para celebrar o Dia das Crianças. O evento, organizado pela Liga-SP, mostrou na prática a continuidade das raízes do samba paulistano. Ao CARNAVALESCO, pais e filhos relataram a alegria de participar dessa iniciativa que reforça a tradição do carnaval em São Paulo.

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Simone Costa, mãe da porta-bandeira mirim da Independente Tricolor, Kihara, celebrou o momento.

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Fotos: Naomi Prado/CARNAVALESCO

“É um evento muito importante porque vem de gerações. A Kihara faz parte de uma família que já vive o mundo do samba, assim como várias outras crianças de diferentes agremiações. Elas são o futuro das nossas escolas. Estou amando! Os desfiles estão fantásticos, as crianças estão se divertindo e tudo está maravilhoso. As escolas se organizaram muito bem. Parabéns a todas as agremiações e à Liga por este evento”, destacou.

Para Kihara, o evento foi além do desfile: “Amei desfilar, mas principalmente estar com meus amigos, cantar o samba da minha escola e ver todo mundo feliz. Foi muito divertido e espero voltar no ano que vem!”, disse.

Caike Silva, mestre-sala mirim da Independente Tricolor, comemorou sua estreia: “É uma experiência nova. É a minha primeira vez desfilando em São Paulo, e estrear já no desfile mirim é uma felicidade imensa”, contou.

A mãe de Caike, Valdelis Silva, ressaltou a importância das escolas de samba mirins: “É essencial incentivar as crianças a participarem da cultura, trazê-las para cá para que aprendam e vivam esse momento. É bom que saibam de onde o samba veio e para onde ele vai. Todo esse clima de alegria, com doces e brinquedos, é feito para elas. É um incentivo muito bonito das agremiações. Que São Paulo repita essa iniciativa mais vezes e que venham ainda mais crianças”, afirmou.

Em família

Maiara Oliveira, mãe do componente mirim da Acadêmicos do Tatuapé, Pedro, falou sobre a relação da sua família com o carnaval.

“Aqui vemos as raízes se formando, crianças que serão nosso futuro e o futuro da Tatuapé. Para mim, é especial porque minha família nasceu no carnaval. Conheci meu marido na Tatuapé e, a partir disso, formamos nossa família. Ver meus filhos vivenciando e participando desse universo deixa meu coração quentinho”, contou.

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Pedro também compartilhou sua alegria: “Foi muito legal desfilar! Gostei de estar com meus amigos e ver todo mundo batendo palma pra gente. Também adorei brincar aqui na Fábrica. Queria que tivesse todo fim de semana!”, disse.

Leonardo Cardoso, intérprete mirim da Rosas de Ouro, comemorou seu momento e destacou a importância de estar com a família: “Gostei mais de cantar e de estar no carro de som da minha escola. Quero fazer isso no futuro, mas estar com a minha família aqui me acompanhando também foi muito especial”, contou.

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Para Cristina Cardoso, mãe de Leonardo, o evento reforçou valores importantes: “É muito interessante colocar as crianças desde pequenas nesse ambiente, com suas famílias orientando. Também tivemos inclusão dos neurotípicos, o que é fundamental. É importante que as crianças conheçam o carnaval desde cedo por várias razões. Fico muito feliz com essa iniciativa”, afirmou.

Tom Maior apresenta Bruno Ribas em noite de homenagens para Gilsinho

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O mundo do carnaval ainda tenta superar o falecimento de Gilsinho, intérprete de muita história e títulos Brasil afora. Nas escolas que eram defendidas por ele, é claro, o sentimento é ainda mais intenso. Uma delas é a Tom Maior, que realizou um ensaio inteiro em homenagem ao cantor no último domingo e aproveitou para anunciar o substituto no microfone principal: Bruno Ribas, que retorna para a agremiação após cinco anos de hiato. Sempre presente em momentos importantes para as escolas de samba de São Paulo, o CARNAVALESCO esteve presente no ensaio da Tom Maior em razão do enredo “Chico Xavier — Nas entrelinhas da alma, as raízes do céu em Uberaba”, assinado por Flávio Campello.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Felicidade no retorno

O feriado de Nossa Senhora Aparecida (e, também, de Dia das Crianças) marcou o início da segunda passagem de Bruno Ribas pela Tom Maior. A primeira foi bastante qualifica: entre 2017 e 2020, a Tom Maior se estabilizou no Grupo Especial (e, aqui, convém lembrar que, em 2019, a agremiação foi campeã do Grupo de Acesso I) e teve o que é, para muitos, o melhor desfile da história da agremiação: “O Brasil de duas Imperatrizes: De Viena para o novo mundo, Carolina Josefa Leopoldina; De Ramos, Imperatriz Leopoldinense”, quarto lugar no concurso e que acabou sem perder décimos na apuração, perdendo o título nos critérios de desempate.

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Ao relembrar a primeira passagem pela Tom Maior, Bruno Ribas destacou o desfile citado: “Em 2018, eu estava cantando, estava no barracão… estava muito envolvido com esse carnaval da Tom Maior. Tem aqui dentro do peito um pelinho ainda guardado por não ter sido campeão. Mas o gosto daquele desfile foi de campeão, não tenha dúvida”, comentou, também falando da já citada pontuação na terça-feira de carnaval – data em que, tradicionalmente, acontece a apuração do carnaval de São Paulo.

O intérprete foi ainda mais claro logo na sequência: “Eu te digo que a gente volta para, de novo, se agrupar, juntar a equipe, brigar pelo campeonato e ser feliz de novo”, concluiu.

Motivos do retorno

Se mostrou muita felicidade por retornar à Tom Maior, os responsáveis diretos pela contratação frisaram o porquê de Bruno Ribas voltar a vestir vermelho e amarelo. Carlos Alves, o Carlão, presidente e mestre de bateria da Tom 30 (ala de ritmistas da agremiação), fez questão de destacar que tudo passa pela busca do melhor resultado possível: “É um profissional que eu acredito muito, atende às nossas necessidades técnicas, e nós o contratamos. Foi isso que aconteceu. O carnaval hoje em dia é muito concorrido e eu trato a Tom Maior como empresa, como algo sério. Eu quero o melhor para a escola na vida dela. Sempre vou defender o melhor para a minha escola”, ponderou.

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Erica Ferreira, diretora de Carnaval e de Harmonia da Tom Maior, foi exatamente na mesma linha que o presidente vermelho e amarelo: “Jogo é jogo e a gente está indo para disputar um campeonato – e, para isso, a gente precisa ter o melhor. Na atualidade, no mercado, o melhor era o Bruno Ribas. Nós tivemos algumas outras pessoas que não só nós fomos atrás também, mas muita gente entrou em contato com a gente. Muita gente fez sinal para a Tom Maior, mas a gente decidiu ser o Bruno Ribas. Conversamos com ele e, hoje, ele está aqui com a gente. Como eu falei, a gente está indo para uma disputa, o carnaval é um concurso e a gente precisa ir atrás do que tem de melhor no mercado”, comentou.

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Voz ativa da comunidade

Além de justificar a contratação do intérprete, Erica também fez questão de destacar que o nome do cantor era o preferido de quem frequenta a Tom Maior: “De fato o Bruno Ribas é uma recontratação para a escola, mas eu vou falar ‘contratação’ porque faz dois anos que eu estou na escola – então, na minha gestão, é uma contratação. O fato é que ele super já era da casa! Foi um nome que os ritmistas, os Harmonias e todo mundo ficava falando dele, o nome imediatamente foi super bem cotado. E, mais uma vez, nós escutamos a voz da nossa comunidade – assim como foi na escolha do samba-enredo. Quem escolheu foi a comunidade – ouvindo, fazendo as nossas enquetes e sempre em comunhão com a escola como um todo. A gente foi lá, conversou com ele e ele topou. Ele é profissional e topou estar aqui com a gente”, disse.

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Outros baluartes

Erica também fez questão de destacar outros nomes que fazem parte da antologia da Tom Maior: “Com o falecimento do Gilson, é claro que eu, como diretora de carnaval, tenho o Gilson aqui no coração eternamente. O Gilson é maravilhoso, é uma Ferrari que vai estar junto com Chico Xavier, com o Marko Antônio da Silva, com o Jura e tantos outros da nossa agremiação que se foram”, finalizou.

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Chico Xavier é o fio condutor do enredo da Tom Maior para 2026, Marko foi o presidente da agremiação entre 1978 e 2011; e Jura é Jurandir Motta Santos, histórico diretor de bateria e de Carnaval da agremiação.

Noite para Gilsinho

Em homenagem ao intérprete, boa parte dos componentes que estiveram na quadra da Tom Maior vestiram branco, muitos deles, por sinal, com os dizeres “É Tudo Nosso”, histórico grito de guerra do intérprete, na camiseta. Enquanto Bruno Ribas ainda não tinha sido apresentado oficialmente, a ala musical da agremiação executou o ponto de Xangô imortalizado por Gilsinho no esquenta do desfile “Um Defeito de Cor”, da Portela, em 2024.

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Enquanto “Uma nova Angola se abre para o mundo! Em nome da paz, Martinho da Vila canta a liberdade!”, samba de 2009 (e reeditado em 2025, com direito a título do Grupo de Acesso I e interpretado por Gilsinho) da agremiação, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da vermelho e amarelo, Ruhanan Lucas e Ana Paula Sgarbi, defenderam um pavilhão com o rosto do intérprete – que foi entregue aos filhos do cantor, Duda Gomes e Vinícius Sumas.

Ao falar do intérprete que também se tornou amigo pessoal, Carlão precisou interromper o discurso por conta da emoção que o inundou. Coube a Erica anunciar que, tal qual aconteceu na Portela, o palco da quadra da Tom Maior também ganhou o nome do intérprete.

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Conheça o samba-enredo da Acadêmicos de Vigário Geral para o Carnaval 2026

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Compositores: Verônica dos Tambores, Junior Fionda, Marcelinho Santos, Junior Falcão, Flavinho Avelar, Geraldo M. Felício, Camila Lúcio, Gilsinho da Vila, Rogério Máximo, Rafael Gonçalves, Soares do Cavaco, Antônio Neto e Davison Jaime
Intérprete: Danilo Cezar

Se a canoa não virar, olê olá
Meu recado vira samba e carnaval
Chega ao destinatário
O meu grito libertário
Vigário Geral

Sou eu teu canibal e remetente
Nessa carta incoerente
Vim lembrar do que passou
Aporto nesse mar de atrocidade
Pindorama insanidade
Que desvenda o Invasor
A tinta da história que insistiu me decifrar
Um Bicho de arco e flecha a devorar
Os livros, ao contar que fui escravo do passado
Um filho de tupã catequizado
Tomaram terra…e me forçaram misturar
a pele preta, a coroa, o cocar

Deixa o chão tremer eeô
Que mata a dentro a cobiça reluziu
Qual é meu nome ora pois
A força, o sangue de nós dois
Debaixo de pau, Brasil

Ao ler que minha fome de saber se alimenta
Degusta o verbo te supera e reinventa
Devo sentir que a transgressão te causa dor
Se me criou sabia um dia quais seriam os meandros teu Deus de pedra não põe medo em meus malandros
E teu sagrado insiste em vilipendiar
Vixe Maria! Cabra da peste arretada é Betinha, a devoção da minha gente encarnada
A eterna fome de prazer me consumiu
Se festejar é minha sina
A Vera Cruz quem te assina
E te entregue a tua pátria que pariu!

Veja o clipe oficial do samba-enredo da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2026

Compositores: Lico Monteiro, Samir Trindade, Leandro Thomaz, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane, Telmo Augusto, Gigi da Estiva e Juca
Intérprete: Marquinhos Art’Samba

EU SOU FILHA DESSA DOR
QUE NASCEU NO INTERIOR DE UMA SAUDADE
NETA DE PRETO VELHO
QUE ME ENSINOU OS MISTÉRIOS
BITITA COR, RETINTA VERDADE
ME CHAMO CAROLINA DE JESUS

DELE HERDEI TAMBÉM A CRUZ

OLHEM EM MIM EU TENHO AS MARCAS
ME IMPUSERAM SOBREVIVER
POR SER LIVRE NAS PALAVRAS
CONDENARAM MEU SABER
FUI A CANETA QUE NÃO REPRODUZIU
A SINA DA MULHER PRETA NO BRASIL.

OS OLHOS DA FOME ERAM OS MEUS
JUSTIÇA DOS HOMENS, NÃO É MAIOR QUE A DE DEUS
MEU QUARTO FOI DESPEJO DE AGONIA
A PALAVRA É ARMA CONTRA A TIRANIA

SONHEI SOBRE AS PÁGINAS DA VIDA
ILUSÕES TOLHIDAS NO SISTEMA ALGOZ
QUE TENTA APAGAR NOSSA GRANDEZA
CALAR A REALEZA QUE RESISTE EM NÓS
DOS SALÕES DA BURGUESIA AOS BARRACOS DO BOREL
DE ONDE NASCEM CAROLINAS
NÃO SEREMOS MAIS SÓ VÓS!
POR TANTAS MARIAS QUE VIRAM SEUS FILHOS CRUCIFICADOS
NAS LINHAS DA VIDA, VERBO NA FERIDA, DEIXEI MEU LEGADO
MEU PAÍS NASCEU COM NOME DE MULHER
SOU A LIBERDADE, MÃE DO CANINDÉ

MUDA ESSA HISTÓRIA, TIJUCA!
TIRA DO MEU VERSO A FORÇA PRA VENCER
RECONHECE O SEU LUGAR E LUTA
ESSE É NOSSO JEITO DE ESCREVER

Igor Vianna celebra fase na Mocidade: ‘É muito diferente cantar na minha escola do coração’

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A emoção tomou conta de Igor Vianna na final de samba da Mocidade Independente de Padre Miguel, realizada na quadra da escola, que definiu o hino oficial para o Carnaval 2026. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o intérprete titular da Verde e Branco falou sobre o significado de viver esse momento na agremiação onde cresceu e que faz parte de sua história familiar.

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

“É um momento único, estar na minha escola do coração. Eu só tenho a agradecer a Deus e aos meus Orixás”, declarou Igor, visivelmente emocionado. O cantor, que segue os passos do pai, o lendário intérprete Ney Vianna, destacou o quanto é especial representar o pavilhão da Mocidade.

“É muito diferente cantar aqui, a emoção bate diferente”, resumiu, com brilho nos olhos.

Questionado sobre o que diria ao pai se pudesse compartilhar com ele o momento atual, Igor respondeu com sentimento: “Eu agradeceria a ele por ter plantado essa semente e ter deixado esse legado pra mim. O que ele me falaria eu não sei, mas eu sei que eu só agradeceria”.

Vivendo uma sintonia elogiada com mestre Dudu e a bateria “Não existe mais quente”, Igor reforçou a confiança no desempenho do carro de som da Mocidade e no potencial do novo samba-enredo para empolgar a Avenida.

“Podem esperar um grande trabalho na avenida, minha troca com Dudu é excelente e o nosso hino vai levantar a Sapucaí”, garantiu.

Liga-SP planeja próxima Festa do Dia das Crianças no Anhembi e revela investimento alto nos clipes dos sambas para 2026

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, Renato Remondini, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP), conhecido como Tomate, revelou os planos audaciosos da entidade para os próximos anos, abrangendo desde a logística da Festa das Crianças até a reestruturação das cabines de julgamento e o fim definitivo do CD físico. Um dos principais focos da Liga-SP é a realização do minidesfile infantil, a “Festa do Dia das Crianças”, no Sambódromo do Anhembi. Embora o evento deste ano tenha acontecido em formato mais restrito, Remondini confirmou que o Anhembi é o local planejado para o futuro, visando à segurança das crianças e à ampliação do público. Segundo o presidente, a impossibilidade de realizar o evento no Anhembi neste ano ocorreu por conta de reformas. No entanto, o futuro já está traçado.

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Foto: Felipe Araujo/Divulgação Liga-SP

“A data já está reservada para o próximo ano, para que a gente efetivamente realize o evento no Anhembi e possa receber todo o público”.

O objetivo principal da mudança de local é garantir segurança e isolamento adequado para as crianças. O evento atual, apesar de “fechado”, recebeu quase 20 mil pessoas de forma rotativa, incluindo 5 mil crianças e seus acompanhantes. Remondini explicou a necessidade de reorganizar os espaços.

“A ideia é que no Anhembi a gente consiga deixar as crianças de forma isolada para que elas façam o desfile, e o público entre com toda a questão de segurança. A gente consegue colocar lá 40, 50 mil pessoas com segurança para as crianças”.

Adeus ao CD físico e investimento em clipes de excelência 

Abordando uma das maiores discussões entre colecionadores, o presidente da Liga-SP confirmou a substituição do CD físico, tradicional mídia que reúne os sambas-enredo, por um investimento maciço em produções audiovisuais. Remondini justificou a decisão citando a baixa procura e o desuso da mídia. Ele detalhou o acúmulo de material não retirado.

“A gente tem aqui uma sala pequena, de uns 16 m², mas ela está até o teto de CDs dos anos anteriores. As pessoas não retiram o CD que compram. A gente preferiu investir mais no clipe. Teremos clipes de excelência. Neste ano, o clipe tem uma produção três vezes maior do que a do ano passado. Vai ser um trabalho incrível, uma entrega maravilhosa. Estamos gastando o dobro do que gastamos no ano passado”.

Como contrapartida à ausência do CD, a Liga-SP adotou um modelo de ingresso solidário para os minidesfiles, no dia 6 de dezembro, na Fábrica do Samba, no qual a entrada é gratuita mediante doação de alimentos: “O ingresso será gratuito. A pessoa não paga para entrar na Fábrica do Samba, ela traz 1 kg de alimento para doarmos às ONGs que apoiamos”.

Mudanças estruturais nas cabines de julgamento 

Pensando na evolução do espetáculo e na precisão da avaliação, a Liga-SP planeja, para 2026, uma mudança na localização e na altura das cabines de julgamento. Diferentemente de iniciativas anteriores, o processo começou com a escuta ativa dos próprios avaliadores.

“A gente fez um trabalho de conversa este ano. Ouvimos quem julga. Trouxemos os jurados à Liga e perguntamos o que eles achavam, o que poderia mudar, o que poderia melhorar. Extraindo todas essas informações, chegamos a um ponto em que entendemos quais são os melhores lugares para colocar cada cabine, os quesitos de áudio, os visuais”.

A proposta foi apresentada aos presidentes das escolas de samba no Anhembi e foi bem recebida. A Liga agora avança para a fase de execução, trabalhando em conjunto com órgãos públicos, incluindo o Procon, para garantir que as alterações não prejudiquem a visão do público.

Segundo o presidente, o trabalho está sendo feito com responsabilidade e planejamento: “Está sendo uma coisa bem planejada, com muita antecedência.”

 

Uirapuru da Mooca apresenta samba-enredo em homenagem a Maria Felipa

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A Uirapuru da Mooca, que será a nona a desfilar no Grupo de Acesso II do Carnaval de 2026, apresentou, de maneira oficial, o samba-enredo que embalará o desfile de “Maria Felipa – No Balanço da Maré, a Heroína da Independência”, assinado por uma Comissão de Carnaval. A obra foi composta por Thiago Meiners, Thiago Brito, André Valencio, Marcel da COHAB, JB Laureano, Diego Laureano, Wil PZ, Daniel Rizzo, Sandra Aranha e Tubino. A curiosidade é que a agremiação foi a última das 32 agremiações da Liga-SP a anunciar a canção com a qual se apresentará na próxima temporada.

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Fotos; Will Ferreira/CARNAVALESCO

Para encerrar o ciclo de anúncios e apresentações de sambas-enredo para o Carnaval 2026, o CARNAVALESCO esteve presente no evento realizado na quadra da Uirapuru da Mooca – assim como fez com todas as demais escolas que fizeram eventos semelhantes para divulgar a canção a ser executada no Anhembi.

Colaboração especial

Um dos compositores e também intérprete da agremiação, Thiago Brito destacou qual foi o seu papel e a principal preocupação dele na parceria: “Eu fui convidado para a composição do samba porque, quando eu cheguei na escola, já havia um enredo sendo trabalhado. Cheguei para auxiliar mais na parte melódica. O Thiago Meiners é um cara excepcional na letra, é um letrista de mão cheia, já ganhou sambas em várias escolas – não só do Rio, como também em São Paulo e em todos os lugares do Brasil. Foi fácil, a gente tem uma comunicação por se conhecer há bastante tempo. Fomos conversando e ajustando tudo, vendo o que estava e o que não estava bom, mexendo nos refrãos e etc. Pô, irmão, isso aqui não tá bom, vamos mexer nesse refrão e vamos embora. Desse jeito, deu super certo, a galera certamente vai se surpreender. Tenho certeza que é um dos melhores sambas dos grupos de acesso”, destacou.

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A melodia, novamente, foi tema quando o compositor e intérprete destacou que o horário no qual a escola se apresentará foi um fator condicionante para a criação da obra: “A gente pensou muito na parte melódica. Como a gente é a nona escola a desfilar, a gente pensou em fazer um samba muito dinâmico, bem curto. A nossa segunda estrofe, se eu não me engano, tem seis linhas ou cinco. Vai ficar fácil para o povo cantar. A cabeça é uma melodia bem fácil e pancada: ela é bem para frente, na base da valentia. No refrão do meio, dá para a gente fazer pergunta e resposta”, detalhou.

Carinho pela composição

Mesmo sendo muito conhecido por ser intérprete, Thiago Brito voltou no tempo para falar o motivo pelo qual vê com bons olhos a caneta para criar canções: “A minha história no carnaval começou como compositor. Eu sempre gostei de cantar. Comecei tocando um cavaquinho em um grupo de pagode lá no Rio, um amigo me chamou para colocar um samba na Filhos da Águia [escola mirim da Portela] e eu fui nessa. Perdemos a final, mas virei o cantor da escola. A partir dali, tudo começou a acontecer. É um caminho que, às vezes, a gente não escolhe”, refletiu.

Após ser intérprete do Camisa Verde e Branco em 2017, o profissional não tinha mais voltado para a folia da maior cidade da América Latina. Tal fato também foi relembrado por ele: “Nesse retorno para São Paulo, na Uirapuru, tenho essa oportunidade de assinar, de poder mostrar para o povo que a gente também faz composição. A gente contribui um pouquinho daqui e dali. Eu costumo dizer que a composição de samba-enredo não tem um só: o que banca também é compositor, também tem a participação dele. É mais uma forma do povo conhecer mais um pouquinho o Thiago Brito. Não só intérprete, mas também do lado músico e compositor”, comemorou.

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Experiência

Para destacar a qualidade da obra que foi composta também por ele, Thiago Brito recordou a própria carreira: “São 20 anos de Marquês de Sapucaí. Como oficial, são 15 anos, vou pro 16º agora, na Unidos da Ponte. E, há bastante tempo, faço parte do carro de som de várias outras escolas: Portela, Salgueiro, Unidos da Tijuca, Tuiuti. Estou de volta na Portela para 2026 e, pelo conhecimento que a gente tem, vejo o Samba da Uirapuru muito grande. Hoje, óbvio que a gente escuta todas as escolas. Quando uma escola lança um samba, a gente já corre para ouvir e saber se vai ter algum perigo. Tenho certeza que vocês do CARNAVALESCO e toda a mídia especializada no carnaval vai colocar o samba da Uirapuru como um dos melhores do ano”, apostou.

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Parte favorita

O próprio intérprete destacou qual é, para ele, o melhor trecho da canção: “O carro-chefe, para mim, vai ser o refrão principal: ele vai pegar na veia. É um samba muito valente, vai ser um samba com um refrão de fácil assimilação. Não só para a escola, mas para todos que acompanham carnaval. A gente não consegue fazer muitos ensaios como no Grupo Especial por vários fatores, mas eu acredito que esse refrão principal vai pegar na veia”, revelou.

Elogios

Não foi apenas o intérprete e compositor da canção que elogiou a obra. Sidnei Aguilera de Almeida, presidente da Uirapuru da Mooca, relembrou o ano de 2025 da agremiação para fazer uma comparação: “O samba foi encomendado, porém tudo foi analisado passo a passo. Todo mundo gostou, é um samba muito fácil de cantar. No ano passado nós tivemos uma dificuldade para fazer esse trabalho, mas, em 2026, acertamos nesse aspecto. Em 2026, a gente vai ter um grande samba. O tema é muito gostoso, sobre a Bahia, estamos falando de Maria Felipa. Deu um bom samba”, comemorou.

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Em 2025, a agremiação da Zona Leste estava no Grupo Especial de Bairros da União das Escolas de Samba Paulistana (UESP) – quarto pelotão na hierarquia do carnaval da cidade de São Paulo. Com o enredo “Pra Oxóssi Dançar”, a agremiação foi campeã com três décimos de vantagem para a segunda colocada.

Quem também elogiou a obra foi Diego Jesus, um dos integrantes da Comissão de Carnaval da agremiação: “Eu sou até suspeito para falar porque eu tenho um carinho muito especial pela Bahia. Não sou baiano, mas eu tenho um amor incondicional pela Bahia. Eu estou apaixonado pelo samba! Ele vai trazer um sacode por toda a levada que a música possui. Quando a gente fala da Bahia, a gente já pensa em tudo aquilo que é instrumental, tudo aquilo que é alegria, tudo aquilo que dança, tudo aquilo que envolve mexer com o corpo. Esse samba vai mexer com a galera, vai fazer a galera literalmente sair do chão”, afirmou.

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Reformulações

Assim como acontece com inúmeras agremiações, o samba da Uirapuru da Mooca também teve alterações no processo da composição. O próprio Diego detalhou: “Se tem um samba que está 100% pronto é esse! Até antes de lançar o samba, a gente já tinha gravado o clipe, a gente já tinha feito um trabalho audiovisual que foi lançado há pouco. E, por uma questão de a gente pensar melhor, a gente mudou um pouco, teve que fazer algumas modificações no samba. A gente teve que gravar o samba inteiro de novo, o clipe inteiro de novo – justamente pensando em trabalhar o enredo, com a história, com aquilo que é verdade e com aquilo que vamos contar dessa grande guerreira que nós vamos contar a história. A gente precisou parar e repensar para que tudo estivesse 100% alinhado, para que a gente leve, de fato, para a Avenida, uma história concreta e uma história verdadeira. Aquilo que o livro não contou, a gente quer apresentar na Avenida”, finalizou.

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Evento completo

O evento na quadra da Uirapuru da Mooca, na avenida Salim Farah Maluf, na Zona Leste de São Paulo, teve início com uma apresentação do grupo Sambarraca. Com todos os segmentos adentrando o espaço com sambas-alusivos, a agremiação deu espaço para diversos grupos (como Ala das Baianas, Passistas e Malandros e etc) se exibirem ao som de grandes sambas da história da escola.

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Também foram apresentados os novos casais mirim e juvenil, bem como a nova princesa da Moocadência, bateria da Uirapuru da Mooca, Giulia Marques – que estará na corte ao lado da rainha Acássia Amorim. Também houve espaço para uma homenagem ao diretor cultural da agremiação, José Carlos Lisboa – que foi o carnavalesco da agremiação em 2009 (conquistando o título do antigo Grupo 1 da UESP, equivalente ao atual Grupo de Acesso II) e 2010 – quando a agremiação se manteve no Grupo de Acesso I.

A festividade foi encerrada com apresentação do maior campeão do Grupo Especial de São Paulo – que, inclusive, utiliza o terreiro da Uirapuru da Mooca enquanto a nova quadra do Vai-Vai não fica concluída.

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Botafogo Samba Clube apresenta samba-enredo para o Carnaval 2026 em homenagem a Roberto Burle Marx

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A Botafogo Samba Clube apresentou oficialmente seu samba-enredo para o Carnaval 2026, que trará o tema “O Brasil que floresce em arte”, uma homenagem ao legado do paisagista Roberto Burle Marx, desenvolvida pelos carnavalescos Alexandre Rangel e Raphael Torres. A escola da Série Ouro optou por encomendar a obra a um grande grupo de compositores, reunindo nomes como Diego Nicolau, Samir Trindade, Marcelo Adnet, Fabrício Senna, Binho Simões, Maurício da Pizzaria, Gabriel Machado, Gilsinho da Vila, Rodrigo Escócia, Cláudio Emiliano, Edu Botafogo, Liane Harmonia, Denis Moraes, Tange Botafogo, Juca, Laura Romero, Piter Fogoró, Pinóquio do Cavaco e Jefferson Oliveira.

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Fotos: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

“O enredo é muito bom. É uma homenagem mais que importante pra esse gênio. O nome é um pouquinho complicado para colocar no samba, a escola preferiu que não colocasse, isso ajudou muito a gente. E é uma história linda. É um cara que tornou um gênio, o trabalho dele é patrimônio cultural da humanidade, a escola escolheu bem. Foi fácil para os compositores fazerem esse samba. É a terceira vez que faço samba para a Botafogo, estou muito feliz, lógico. Futebol e carnaval estão muito juntos. Todo mundo no Rio de Janeiro tem uma escola de samba e um time de futebol. Eu, no caso sou botafoguense e Mocidade independente de Padre Miguel. Acho que o Botafogo é pioneiro em muita coisa. Primeira escola de samba oriunda de uma torcida de futebol a chegar na Sapucaí e se manter. É muito orgulho.”, comentou o compositor Diego Nicolau.

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“Foi uma reunião de vários compositores que se encontraram, foram trabalhando toda a parte do enredo buscando uma harmonia do samba, uma questão tônica, musical boa pra dentro da avenida o que pede a série ouro, e dentro do enredo que é do Burle Marx, que é realmente uma coisa que traz pra gente primeiro a saudade e segundo o legado, que é um marco pro Rio de Janeiro. Acho que o refrão encaixou bem, o refrão de meio também tá muito bom. Vai levar para a avenida uma escola valente. Os versos estão bonitos. Bem, o Botafogo, na verdade, ele é uma memória viva da história do futebol. Toda a população brasileira tem que entender a força que o Botafogo tem. E o nosso grupo aqui, o grupo que está voltando para o samba, você vê que é todo empolgado com a vontade, com o anseio do próprio clube. Eu acho isso fantástico. Eu vejo um monte de gente aqui que está aqui curtindo. Que é do samba, que não é do futebol, mas tá indo pro outro lado. E todo mundo feliz, eu acho isso fantástico. Eu acho que para mim já valeu. Felicidade, realização. Estou feliz e muito satisfeito”, frisou o compositor Gilsinho da Vila.

O presidente Sandro Lima explicou ao CARNAVALESCO o motivo da decisão de não realizar uma disputa de samba neste ano e destacou o sucesso da escolha.

“Esse ano a gente optou por encomendar o samba. A gente é adepto à disputa de samba. Todos os anos nós fizemos uma disputa, acho que a gente encomendou uma vez só. Mas esse ano a gente precisava acertar em cheio no que a gente queria, no que os carnavalescos estavam planejando. E a gente optou por encomendar o samba. A escolha foi até simples. A gente reuniu amigos botafoguenses que tinham um sonho de participar da escola. Eles acertaram em cheio”.

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Sobre o desempenho da Botafogo Samba Clube em sua estreia na Série Ouro em 2025, o presidente avaliou com autocrítica e apontou os ajustes para 2026.

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“Eu achei que a gente, às vezes por inexperiência, por ser a nossa primeira vez, algumas coisas que a gente fazia muito bem no ensaio não saíram tão bem quanto o ensaio, e nos ocasionou a colocação que nós ficamos. A gente sabia onde erramos, a gente tinha certeza dos pontos que precisava mexer, mexemos e agora a gente vai tentar esse acerto tão sonhado aí para a escola”.

Com um planejamento mais estruturado, Sandro destacou a antecipação do barracão e a nova gestão de carnaval.

“Agora a gente começou o nosso barracão e ateliê bem antes. A madeira já está sendo colocada nos carros, o ferro já foi concluído, é algo que no ano passado a gente ainda não tinha visto. Nossos carnavalescos estão lá diariamente, as fantasias já estão no meio do processo. A gente acredita que, pela primeira vez na história da escola, no mínimo um mês antes estaremos com o carnaval pronto”.

A relação entre escola e clube de futebol segue crescendo, e o presidente comemora a presença de novos apoiadores.

“Pra gente foi bacana ver todo mundo ali. Tem muita gente do clube que nunca pisou aqui, mas que está me parando, dizendo que quer fazer parte. As portas estão abertas, eles só precisam entender que isso aqui não é uma torcida organizada, mas uma escola de samba. E aqueles que se enquadram na nossa filosofia de samba estão com a gente desde o início da correria”.

Um enredo de cores, cultura e arte

Os carnavalescos Raphael Torres e Alexandre Rangel contaram que a proposta nasceu do desejo de levar à avenida um tema mais cultural, explorando a pluralidade da arte brasileira.

“A gente sempre tem enredos guardados. E quisemos apresentar um enredo diferente na Botafogo Samba Clube, saindo um pouquinho daquela coisa de futebol. É mais para o lado cultural, que é o nosso estilo”, disse Raphael.

“Logo de cara a diretoria aceitou o enredo. É um enredo muito rico na cultura brasileira, que é Roberto Burle Marx. Queríamos uma pessoa que tivesse uma história rica e achamos. Esse enredo está na leva de homenagens”, comentou Alexandre.

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A parceria entre carnavalescos e compositores foi intensa e constante durante o processo criativo. “Foi perfeito. Fizemos um tirateima a cada quinze dias. Eles escreveram o samba, dividimos em etapas, foi feito em reuniões e foi um sucesso. Um samba maravilhoso”, afirmou Alexandre.

“A parceria com os compositores foi de contar para eles o estilo que a gente queria levar ao samba, uma coisa mais poética. E deu certo. É realmente um sambão e acho que tem tudo para dar certo em 2026”, garantiu Raphael.

Os carnavalescos também adiantaram detalhes sobre o desenvolvimento plástico do desfile. “Já estamos trabalhando desde março. O barracão começou em agosto, algo que nunca aconteceu com a gente. Estamos tendo muito cuidado com o acabamento de fantasia. Acho que vai ser um carnavalzão para a Botafogo Samba Clube”, citou Raphael.

“Eu estou apostando muito nesse projeto. É um enredo muito colorido. A gente começa com preto e branco, mas entra com o colorido da escola. A grande aposta é o nosso colorido”, completou Alexandre.

Casal de mestre-sala e porta-bandeira mira nota máxima

O primeiro casal, Diego e Beatriz, avaliou a estreia positiva na Série Ouro e revelou a preparação para 2026. “Foi a estreia da escola e a nossa também como primeiro casal na Marquês. Conseguimos três notas 10 e um 9,9. Foi bom, temos muito o que melhorar e estamos nos aprimorando. Esperamos agora trazer os 40 pontos. O Diego tem uma dança mais clássica, assim como eu. Gosto de coreografia, mas no mínimo possível. Essa elegância dele me encanta”, disse a porta-bandeira.

“A gente ficou feliz com o resultado. Já viemos pavimentando esse trabalho há algum tempo. Acho que o balanço foi positivo, e agora vamos fazer um trabalho ainda melhor no ano que vem. A Bia tem uma dança muito leve, muito bacana, que se encaixa perfeitamente com o meu estilo. Dá pra sentir no olhar”, completou o mestre-sala.

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O casal já iniciou o estudo do novo samba-enredo. “A gente ainda está aprendendo o samba, estudando o que pode ser colocado na coreografia. Conforme vamos entendendo melhor a letra, encaixamos os movimentos”, revelou Beatriz.

“É um samba bonito, mais cadenciado e melódico. A letra ajuda muito a gente desenvolver as partes coreográficas. Vai facilitar nosso trabalho de montagem”, declarou o mestre-sala.

Mestre Marfim e o toque da bateria

O novo comandante da bateria da Botafogo Samba Clube, mestre Marfim, celebrou a recepção e revelou as primeiras diretrizes para o trabalho no ritmo da escola.

“A Botafogo Samba Clube já tinha um trabalho bacana com o mestre Branco. Agora é colocar um pouco da minha cara. Graças a Deus, ano passado obtive nota máxima na São Clemente. É trazer o que deu certo lá para cá e, se Deus quiser, conquistar os 40 pontos”.

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Com o enredo versando sobre o Brasil, o mestre promete diversidade rítmica sem recorrer a novos instrumentos. “O enredo é muito rico. Fala do Brasil como um todo, então podemos explorar as regiões do país. Já temos uma surpresinha aí. Não vou trazer instrumento diferente, porque a bateria já é muito rica. Vamos tocar outros ritmos com os próprios instrumentos”.

Mestre Marfim destacou a alegria de trabalhar ao lado do intérprete Nêgo, voz oficial da escola. “Nêgo é um nome forte, um intérprete renomado no carnaval. É uma honra trabalhar com ele, e tenho certeza que a gente vai fazer um trabalho bacana”.

Nêgo é pé quente

Com longa trajetória no carnaval carioca e reconhecido por sua potência vocal, o intérprete Nêgo é uma das novidades da Botafogo Samba Clube para o Carnaval 2026. O cantor, que recentemente defendeu o pavilhão da Acadêmicos de Niterói, revelou que o convite para integrar a nova fase da escola surgiu de uma relação antiga de amizade e confiança com o presidente Sandro Lima.

“Tenho uma amizade muito grande com o presidente Sandro. Assim que terminou o desfile da Niterói eu já estava na Botafogo Samba Clube. E pretendo fazer um grande desfile, se possível brigar por esse título. Essa escola tem um grande carro de som e estrutura”.

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Experiente e vitorioso, Nêgo reforçou que o foco principal é realizar um desfile impecável, sem deixar de lado o desejo de ver a Botafogo Samba Clube alcançar o Grupo Especial.

“Ficar no Especial é uma coisa que convém à escola achar ou não. Eu sou um profissional, estou trabalhando para que a gente faça um grande desfile e possa ter a oportunidade de voltar ao Grupo Especial. Em quatro anos, tive a felicidade de colocar três escolas no Especial: Império, Porto da Pedra e Acadêmicos de Niterói”.

Canto forte da torcida do Fogão

O diretor de harmonia, Luiz Carlos Amâncio, ressaltou o foco do setor na compactação e no canto da escola, garantindo que o desfile de 2026 será forte e vibrante.

“Rapaz, a gente não tem muita coisa pra fazer não. A gente faz em todas as escolas: fazer uma escola compacta, dar à escola um canto bastante, evoluindo bem. Com certeza a gente vai levar o Botafogo a um grande desfile, com condições de brigar pelo título”.

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Com longa trajetória no carnaval, Amâncio celebrou o reencontro com o intérprete oficial da escola. “Trabalhei com o Nêgo em 1992, na Grande Rio. E agora estamos voltando juntos. Trabalhar com o ele é sucesso total, maior tranquilidade”.

O diretor destacou o diferencial do canto da Botafogo Samba Clube, potencializado pelas raízes torcedoras do clube. “Temos um canto na escola muito forte. A escola vem de uma torcida, então eles cantam mesmo. Estou arrepiado, estou bem satisfeito com o que estou vendo dentro da escola. Com certeza vocês vão ver uma escola cantando muito e evoluindo muito na avenida”.

Botafogo Samba Clube: samba para o Carnaval 2026

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Compositores: Diego Nicolau, Samir trindade, Marcelo Adnet, Fabrício Senna, Binho Simões, Mauricio da Pizzaria, Gabriel Machado, Gilsinho da Vila, Rodrigo Escócia, Cláudio Emiliano, Edu Botafogo, Liane Harmonia, Denis Moraes, Tange Botafogo, Juca, Laura Romero, Piter Fogoró, Pinóquio do Cavaco e Jefferson Oliveira
Intérprete: Nêgo

TÃO NATURAL QUANTO O TOM DA NATUREZA
RELICÁRIO DE BELEZA
O ABSTRATO
NAS TELAS SEUS PINCÉIS CHEIOS DE VIDA
EM ALMA COLORIDA QUE RETRATO
E FOI ASSIM
DA ARTE SEU TALENTO FEZ PRA MIM
IMAGINÁRIA FONTE DE INSPIRAÇÃO
INOVADORA CRIAÇÃO
O DOM CRIOU AS CALÇADAS IMORTAIS
NAS CURVAS DE DELÍRIOS TROPICAIS
O TRAÇO QUE ENCANTA E CATIVA
VIVA A NATUREZA VIVA!

VAI, VAI VOAR
POUSA NA VITÓRIA-RÉGIA
PRA ENCONTRAR O CERRADO DOS IPÊS
MANDACARU É A FLOR QUE NASCE ONDE MAIS SECA
A AQUARELA MAIS PERFEITA DE MEU DEUS

VEM CONTEMPLAR AS BROMÉLIAS
A SUTILEZA COLORIU MEU PANTANAL
EM TODO CANTO DESSE MEU BRASIL MENINO
DIVERSIDADE SEM IGUAL
CADA FLOR QUE VOCÊ PROTEGEU
CADA ESPÉCIE QUE CATALOGOU
É MAIS QUE MOLDURA, MAIOR QUE O GESTO
É MANIFESTO DE AMOR
BOTAFOGO SAMBA CLUBE
VEM CANTAR É CARNAVAL
O TEU LEGADO É PATRIMÔNIO MUNDIAL

VAMOS SEMEAR O BEM COMO O MESTRE ENSINOU
ENTREGUEI MEU ALVINEGRO PRA VOCÊ ENCHER DE COR
O AMOR FLORESCEU, NESSE LINDO JARDIM
HISTÓRIA QUE NÃO VAI TER FIM

Virginia Fonseca celebra o Dia das Crianças com festa na quadra da Grande Rio

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Neste sábado, a criadora de conteúdo e apresentadora Virgínia Fonseca realizou uma grande festa em comemoração ao Dia das Crianças, em parceria com a escola mirim Pimpolhos da Grande Rio, na quadra da escola de samba, em Duque de Caxias/RJ. O evento recebeu cerca de 2.000 pessoas, entre crianças e familiares da comunidade. A celebração contou com diversas oficinas criativas, como maquiagem infantil, artesanato, confecção de bonecas de pano e modelagem de bexigas, além de uma quadra totalmente preparada para a diversão, com pula-pulas, cama elástica, tobogã e touro mecânico.

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Fotos: Ewerton Pereira/Divulgação Grande Rio

Para completar o clima de festa, houve sorteios de presentes e um buffet completo, recheado de guloseimas e delícias pensadas especialmente para o público infantil. A programação reservou uma apresentação especial dos Pimpolhos da Grande Rio, que levou arte, música e samba ao palco, celebrando o talento das crianças do projeto.

Acompanhada dos três filhos Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo a rainha de bateria, Virginia, viveu momentos de muita alegria e emoção ao lado dos pequenos. “Queria que esse dia fosse repleto de sorrisos, brincadeiras e muito amor. Foi uma honra celebrar o Dia das Crianças junto com a Grande Rio e a Pimpolhos, que fazem um trabalho lindo pela comunidade”, declarou a apresentadora.

A iniciativa, realizada em parceria com o projeto Pimpolhos da Grande Rio, que atua na inclusão social e educação através da arte, da cultura e do carnaval, reforça o compromisso de Virginia Fonseca em apoiar a comunidade.

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