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Luis Carlos Magalhães diz que objetivo da Portela é conseguir enredo patrocinado

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Reeleito neste domingo com uma votação expressiva nas eleições da Portela (377 votos de um total de 450 válidos) o presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, avisou que a escola tem como objetivo principal para próximo carnaval um enredo patrocinado. Segundo o dirigente isso se deve aos dois últimos carnavais muito difíceis enfrentados pela Majestade do Samba.

“O trabalho não para nunca. Para ser sincero eu não posso mais passar o que passei nesses últimos carnavais. Enquanto eu não souber o que, quanto e quando vamos receber do poder público, vou buscar o enredo patrocinado. Até atingirmos um equilíbrio estrutural, fiscal e financeiro”, explicou.

Luis Carlos agradeceu a expressiva votação no pleito (83%) e destacou que durante toda a campanha disse para os s´cios da escola que gostaria que a gestão recebesse um julgamento nas urnas. O presidente enalteceu a coesão da equipe que conduz a Portela.

“Nós esperávamos pois modéstia à parte o trabalho da equipe foi muito bem feito. Estávamos em julgamento pelo portelense. Quando a escola foi campeã eu disse que a Portela havia se livrado de um fardo e teria tranquilidade para cuidar de sua alma e seus projetos. Fizemos isso nesse período que fiquei na presidência. Vamos aceitar as demandas que novos sócios trouxeram. O segredo é nossa equipe”, concluiu.

Vice-presidente Fábio Pavão reafirma importância de disputa de samba enxuta

Agora vice-presidente da águia altaneira e um dos articuladores do grupo Portela Verdade, Fábio Pavão confirmou à reportagem do CARNAVALESCO que o formato de disputas de samba seguirá enxuto.

“Ainda não comecei a pensar em disputa de samba. Vamos ainda ver como se dará a formatação da ala mas eu acho que a redução de custos e a discussão democrática do regulamento será mantida. Eu acho que a disputa de samba no carnaval como um todo precisa ser repensada e a Portela tem buscado isso”, disse.

Pavão aproveitou para adiantar algumas novidades já confirmadas pela gestão que se inicia, como uma nova sala de troféus e melhorias na quadra da Portela.

“Nosso presidente sempre disse que mais que uma votação ele gostaria de ser julgado. Isso aconteceu com uma diferença de mais de 300 votos de diferença. Como qualquer gestão sabemos o que precisamos corrigir. Teremos uma nova sala de troféus, obras pontuais em nossa quadra. A política de austeridade, um processo à longo prazo que vamos dar sequência”.

Luis Carlos Magalhães é reeleito presidente da Portela

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A chapa “Portela Verdade” venceu a eleição presidencial e Luis Carlos Magalhães foi reeleito presidente da Portela para o triênio 2019-2022. Fábio Pavão é o novo vice-presidente. Foram 377 votos para chapa campeã, 73 votos para a outra chapa e 23 votos nulos.

Ao CARNAVALESCO, Luis Carlos falou sobre o momento da Portela no Grupo Especial.

“Hoje lideramos o ranking da Liesa, conquistamos um campeonato depois de três décadas de jejum e acima de tudo vemos no brilho do olho de cada portelense que o orgulho voltou”.

Em seis anos de gestão, a dívida da escola foi reduzida em mais da metade e o que existe hoje está totalmente equacionado. como explica Luis Carlos.

“O grupo Portela Verdade conduz os caminhos da agremiação desde maio de 2013. Quando assumimos a escola com o Serginho Procópio e o Falcon a dívida era de R$ 9 milhões. Hoje conseguimos reduzir para 4 e mesmo ainda sendo um valor alto, está tudo equacionado, parcelado e a escola sabe como pagar”.

Belisário é reeleito presidente do Cubango

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Por Diogo Cesar Sampaio

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Rogério Belisário foi reeleito presidente do Cubango, neste domingo, após vencer a eleição. Ele foi o dirigente que levou a escola de Niterói ao vice-campeonato de 2019 da Série A. Foram mais de 2301 votos. A chapa campeã recebeu 1282 votos. A chapa 2 recebeu 436 votos e a chapa 3 ganhou 538 votos.

“Fizemos uma reestruturação da escola e obtivemos excelentes resultados. No primeiro ano, mais inexperientes acabamos no 5º lugar. Em 2019 melhoramos e fomos vice-campeões. Pegamos a Cubango totalmente falida, quase sem presença da comunidade na quadra. Fomos abraçados e em cima disso realizamos dois carnavais de muito sucesso segundo a mídia especializada”, disse Belisário ao site CARNAVALESCO.

Veja abaixo o vídeo do anúncio do resultado.

Galeria de fotos: prêmio Sambanet 2019

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Leia a sinopse do enredo da Unidos da Ponte para o Carnaval 2020

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Título do enredo: “ELOS DA ETERNIDADE”
Carnavalesco: Lucas Milato

1. A PROPOSTA
Para o carnaval de 2020, o G.R.E.S. Unidos da Ponte terá como temática central a eternidade. Propomos uma reflexão sobre a relação da humanidade com a eternidade para nortear todo o desenvolvimento dessa mágica aventura.

2. O OBJETIVO
Pretendemos, a partir dessa reflexão, fazer com que o sambista desperte para as questões referentes ao samba e à sua manutenção. Passamos hoje por uma situação bastante delicada, em que o elo que nos une corre um grande risco de se romper.

E a nossa eternidade, sambistas, é o samba! É o resultado de um trabalho de união; da junção dos elos que construímos nesse delirante acontecimento que chamamos de carnaval!

A cada samba cantado, a cada sambista eternizado, acrescenta-se um novo elo na corrente. E nesse momento, a velha guarda é o ponto de conexão entre o passado e o futuro que agora se configura. Agora é o momento de aprender e compreender, de guardar em nossa memória o legado que eles carregam e deixá-lo tomar conta de nós. Afinal, eu repito: a nossa eternidade é o samba!

O samba é a síntese da dor, da alegria, da tristeza e do amor. O samba sou eu, é você, somos nós. Eterniza, Ponte! E faça o samba renascer, resistir e transcender!

3. A SINOPSE

O início.

Ponte 2020Às vezes, paro no tempo pensando sobre aquilo que não vivi. Como eu queria que os meus versos conseguissem explicar como cheguei até aqui.

Imagine só, um partido alto que tivesse o dom de remontar ao dia em que nada existia, nem mesmo as cinzas da quarta-feira. Imagino que teria sido como preencher um compasso vazio, em que o universo é a primeira melodia e a vida, um acorde. Depois de muitos arranjos, tocou-se o acorde da existência humana. Ainda meio descompassada, meio sem ritmo, com um planeta azul inteiro para compor e harmonizar.

Tudo parecia tão grande, tão maior que escultura de alegoria, que a exuberância da natureza fazia o ser humano sentir-se pequenino ao reconhecer tamanha grandeza.

A imensidão do céu sempre foi a morada dos deuses. Quem não gostaria de tocá-la? Divino era desejar estar perto dos astros, glorificados por refletirem o que poderia ser eterno.

O desejo.

Queria eu ser como um Deus, para poder tocar minha viola sem me preocupar com o desafino da morte. Mas não sei qual o preço que se paga. Vários e meros mortais desejaram descobrir.

Teriam eles conseguido saborear um banquete no Olimpo? Ou provar do poderoso elixir? Nem que eu venda a alma para o coisa ruim, um dia eu chego lá. Nessas bandas, já vi gente fazer coisas muito piores.

Ouvi dizer que se eu bebesse da água de uma tal fonte, as minhas pernas voltariam a aguentar meu corpo junto com meu samba. Eu jamais teria medo do espelho se quebrar.

Ai, que saudade dos tempos de menino.

Eternizando-se.

Ê… a vida voa…

Vai-se o corpo, mas a saudade é sentinela da memória. O corpo vai, mas o legado fica e faz o nome reverberar no tempo.

A lembrança é feito muralha ou cidade que resiste a eras.Ainda consigo enxergar os olhos do criador no sorriso da criatura, pois a arte é a verdadeira máquina do tempo.

Vivemos nossas epopeias para que as próximas gerações possam achar, no presente, um espaço para o passado.

Hoje, mesmo que alguns ainda sonhem colocar em prática tudo o que foi dito até agora, outros compreenderam que a eternidade é uma conexão, um laço dado entre os sentimentos humanos, que acontece pela importância daquilo que fazemos e não do que somos.

Eternizados.
O velho terno continua em seu lugar no armário. Está surrado e ainda molhado do pranto de tantos carnavais.
No peito, o coração bate mais acelerado, quando ouço o soar do repique.

Os tempos são outros, mas trago para a avenida as mesmas oferendas.

Se eles verão a Deus, peço que falem para Ele que se meu corpo é só carne, a minha alma é só samba.

Assim, terei certeza de ter alcançado a eternidade quando, lá do firmamento, ouvir meu refrão ecoar no samba de esquenta dessa avenida. Estarei no mais brasileiro dos Olimpos, junto aos deuses do nosso ritmo popular, afinal, um velho sambista sabe que o pedido final é refeitoa cada elo que criamos com o novo e que cada despedida é um sonho, onde todos vocês fizeram e continuarão fazendo meu sonhar.

Com carinho, a eterna poesia de um baluarte.

Pesquisa e Desenvolvimento: Lucas Milato e João Francisco Dantas
Texto: Lucas Milato, João Francisco Dantas e Leandro Thomaz

4. SETORIZAÇÃO

1º Setor
No primeiro setor, trataremos da descoberta do conceito da eternidade pelo ser humano. Nesse processo, passamos pela compreensão da relação entre o caos e o cosmos, como modelo do raciocínio humano. Dentro do cosmos começam a ganhar forma, na mente humana, os planetas, as estrelas, os elementos naturais que, por durarem mais que a vida humana, fazem nascer o conceito da eternidade. Mais pra frente, esses elementos são mitologizados e viram deuses imortais.

2º Setor
No segundo setor, apresentaremos os modos que os seres humanos imaginaram para alcançar a eternidade. Serão apresentados: a ambrosia, a comida exclusiva dos deuses gregos que era dada por eles aos que consideravam dignos de se eternizarem; o elixir da longa vida, buscado incansavelmente pelos alquimistas, em conjunto com a pedra filosofal, por suas propriedades curativas e eternizadoras; o pacto com o diabo, que, registrado em várias mitologias, demonstrava o desespero em viver para sempre; e a fonte da juventude, procurada incessantemente em vários locais do mundo.

3º Setor
Neste setor, os seres humanos já perceberam que não existem fórmulas mágicas para conseguirem a eternidade. Os métodos teriam que ser outros. Portanto, se o que sobreviveu ao tempo foi o legado, então era a isso que deveriam se dedicar. Primeiro, os nomes humanos foram sendo reverberados pelas grandes obras que fizeram: pintores, escultores, escritores, artistas em geral. Depois, perceberam que os locais tinham seus nomes eternizados, pelas histórias que foram vividas neles e pela ideia de longevidade que eles passavam: Egito, Roma, China, Índia… foi então que perceberam que o que deixavam para a posteridade era o que os eternizavam.

4º Setor
No último setor, a eternidade já é encarada como um laço. Nele, são exaltados nomes que deixaram para a humanidade um legado que ampliou ainda mais a compreensão do cosmos. Mas, também, são exaltados nomes que ampliaram a compreensão do cosmos do samba. Em nossa perspectiva, trataremos a comunidade do samba como um universo que precisa ser cuidado. E, dentro dessa ideia, acreditamos que a Velha Guarda é a detentora do saber necessário a ser aprendido para a manutenção do samba, como ponto de conexão entre o passado e o futuro que agora se configura.

Morre no Rio Tia Maria do Jongo, uma das principais personalidades do Império Serrano

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8F7B8981 C443 4BF0 B87F 4E48CA45055FMorreu neste sábado no Rio de Janeiro uma das mulheres mais importantes da cultura brasileira. Tia Maria do Jongo, baluarte do Império Serrano, era a maior referência do Jongo da Serrinha, manifestação cultural significativa na região do morro da Serrinha, onde nasceu a verde e branca.

Tia Maria era filha de escravos e a principal guardiã das tradições do Jongo. Em 2015, através do apoio da prefeitura do Rio de Janeiro, foi inaugurada a Casa do Jongo. A sambista tinha 98 anos. Através de suas redes sociais o Império Serrano lamentou a morte de uma de suas mais importantes personalidades.

S@mba-Net chega a sua 21ª edição e premia, neste sábado, os melhores do Carnaval 2019

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Samba Net 2019

A festa de entrega da 21ª edição do Prêmio S@mba-Net acontece neste sábado, na quadra da Unidos da Tijuca. O público, que fez da festa uma tradição que recria os melhores momentos vividos na Passarela do Samba, pode adquirir ingressos para o evento na bilheteria da Unidos da Tijuca, no horário do evento.

A vigésima primeira edição do Prêmio, criado em 1999 por um grupo de apaixonados pela folia, será repleta de emoção, beleza e claro, muito samba. Chegar à marca de vinte e um anos mantendo o vigor e a independência é um grande desafio, como explica Paulo Renato Vaz, um dos fundadores da premiação:

“Estamos preparando a festa de sábado com o carinho de sempre. Poucas marcas resistem por tanto tempo, com a credibilidade e empatia do público como nós temos. Podem esperar por uma noite de grandes emoções”.

A apresentação da festa contará com dois veteranos do evento. Na primeira parte, onde as escolas das séries B e A serão premiadas, Marcelo Pacífico estará comandando os trabalhos e, na segunda etapa, o mestre de cerimônias será o irreverente Milton Cunha, que apresentará os prêmios destinados ao Grupo Especial da folia:

“Estive no palco de muitas edições do S@mba-Net. Adoro a festa e acompanho seu crescimento de perto. Estou muito feliz por participar de mais uma edição. Tenho certeza que teremos uma noite de alegria e muito samba”, destaca Milton.

Os portões serão abertos às 22h e a entrada custará R$ 30 na bilheteria da quadra da Unidos da Tijuca.

Serviço:

21ª Festa de Entrega do Prêmio S@mba-Net
Data: Sábado, dia 18 de maio
Horário: A partir das 22h
Local: Quadra da Unidos da Tijuca
Endereço: Av. Francisco Bicalho, 47 – Santo Cristo
Ingresso: R$ 30 (bilheteria do evento)

Abaixo segue a relação dos premiados do carnaval 2019 que passarão pelo palco da festa:

GRUPO ESPECIAL

Melhor Escola: Estação Primeira de Mangueira
Melhor Bateria: Imperatriz Leopoldinense
Melhor Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Phelipe Lemos e Dandara Ventapane (União da Ilha do Governador)
Melhor Comissão de Frente: Estação Primeira de Mangueira
Melhor Samba-Enredo: Estação Primeira de Mangueira
Melhor Puxador: Wantuir (Unidos da Tijuca)
Melhor Enredo: Paraíso do Tuiuti e Estação Primeira de Mangueira
Mais Elegante Galeria de Velha-Guarda: Unidos do Viradouro
Melhor Ala de Baianas: Estação Primeira de Mangueira
Melhor Conjunto de Passistas: Unidos de Vila Isabel
Melhor Destaque de Luxo: João Helder (Acadêmicos do Salgueiro – Carro Abre-Alas)

SÉRIE A

Melhor Escola: Acadêmicos do Cubango
Melhor Bateria: Renascer de Jacarepaguá
Melhor Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Rodrigo França e Cyntia Santos (Unidos do Porto da Pedra)
Melhor Comissão de Frente: Estácio de Sá
Melhor Samba-Enredo: Acadêmicos de Santa Cruz
Melhor Puxador: Igor Vianna (Alegria da Zona Sul)
Melhor Enredo: Acadêmicos do Cubango
Melhor Alegoria: “Acendo Vela, Peço Salvação” (Acadêmicos do Cubango – 4ª Alegoria)
Melhor Conjunto Alegórico: Acadêmicos do Cubango
Mais Elegante Galeria de Velha-Guarda: Unidos de Padre Miguel
Melhor Ala de Baianas: Acadêmicos do Cubango
Melhor Conjunto de Passistas: Unidos do Porto da Pedra
Melhor Conjunto de Fantasias: Acadêmicos do Cubango
Melhor Destaque de Luxo: Eliane Martins (Estácio de Sá – Carro Abre-Alas)

SÉRIE B

Melhor Escola: Vizinha Faladeira
Melhor Samba-Enredo: Tradição

PRÊMIOS ESPECIAIS

AESM-Rio
Observatório do Carnaval/LABEDIS
Nobres Casais

Com duas chapas, Portela escolhe neste domingo novo presidente

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Líder do ranking da Liesa pela primeira vez em sua história e participando do desfile das campeãs desde 2014, outro feito inédito em sua trajetória de glórias, a Portela viverá um domingo importante no futuro para os próximos três anos na escola. Uma eleição escolherá o novo presidente e a diretoria para o triênio 2019-2022.

Duas chapas estarão no pleito, que vai das 09h às 20h, na quadra da escola em Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro. Compondo a chapa ‘Portela Verdade’, no comando da escola desde 2013, estão o atual presidente e candidato à reeleição Luis Carlos Magalhães e o presidente do Conselho Deliberativo Fábio Pavão, agora candidato à vice. A oposição será representada pela Chapa 2 (Portela Reformula Já), que é encabeçada por Randolpho Lopes Sobrinho (candidato a presidente) e Bernadete Lopes (vice). Poderão participar da eleição sócios proprietários, beneméritos e sócios contribuintes (em dia com suas mensalidades).

‘Reduzimos a dívida da escola em R$ 5 milhões’, destaca Luis Carlos Magalhães

Criado para a disputa eleitoral de 2013, o grupo Portela Verdade busca a terceira vitória seguida em um pleito na agremiação. Para o presidente da escola e candidato à reeleição, Luis Carlos Magalhães, o eleitor portelense deve fazer um comparativo entre as plataformas das duas chapas e definir o seu voto com responsabilidade.

“Eu acredito que o nosso nome seja o melhor para seguir desempenhando um trabalho que resgatou a grandeza dessa escola que é a maior campeã do carnaval carioca e passou ano como coadjuvante. Hoje lideramos o ranking da Liesa, conquistamos um campeonato depois de três décadas de jejum e acima de tudo vemos no brilho do olho de cada portelense que o orgulho voltou. Acredito que quem vá votar deva fazer um julgamento comparativo entre o que representam nossa chapa e a adversária. Será que queremos a volta do período Nilo Figueiredo, quando a escola nem o IPTU da quadra pagava e nós tivemos de pagar uma dívida de quase 40 anos para não perdermos a nossa quadra?”, declara em entrevista concedida à reportagem do site CARNAVALESCO.

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O presidente traz um importante dado ao público e colégio eleitoral da maior campeã do carnaval. Em seis anos de gestão, a dívida da escola foi reduzida em mais da metade e o que existe hoje está totalmente equacionado. como explica Luis Carlos.

“O grupo Portela Verdade conduz os caminhos da agremiação desde maio de 2013. Quando assumimos a escola com o Serginho Procópio e o Falcon a dívida era de R$ 9 milhões. Hoje conseguimos reduzir para 4 e mesmo ainda sendo um valor alto, está tudo equacionado, parcelado e a escola sabe como pagar”.

‘Principal é a abertura do quadro social’, destaca candidatura da oposição

A chapa ‘Reformula Já’ é composta por Randolpho Lopes para o cargo de presidente e Bernadete Lopes para vice. A candidata atendeu a reportagem do CARNAVALESCO e explicou que a principal proposta da oposição da escola é a abertura do quadro social.

“A princípio conversaremos com toda a equipe de carnaval. São profissionais e ninguém é descartável. Analisaremos cada contrato mas a princípio nada será mudado. A Portela hoje desfila com 4 mil componentes e são 600 eleitores. É algo muito contraditório. A prioridade será abertura do quadro social, para que não haja a manipulação que é hoje”, destacou.

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Para Bernadete, que chegou a lançar-se à presidente mas optou por ser a vice na chapa, o portelense está afastado da escola. Segundo ela a chapa é composta por pessoas apaixonadas pela escola mas desiludidas com os rumos tomados.

“A chapa 2 é composta por portelenses de raiz que pensam o que é melhor para a Portela. Eu era candidata a presidente, mas sem vaidade optei por ser vice, pois achamos essa composição melhor. Gostaríamos que a Portela voltasse a ganhar títulos sozinha, sem dividir com ninguém, algo que não acontece desde 1970”, cutucou.

Segundo Bernadete a gestão do presidente Luis Carlos Magalhães vem deteriorando a escola desde a morte de Marcos Falcon e o principal ponto é fazer com que a comunidade passe a participar novamente da escola, o que segundo ela deixou de acontecer nos últimos anos.

“Somos da Portela há muitos anos. Como bons portelenses vimos a Portela se deteriorar de dois anos pra cá. Não adianta dizer que tem 22 títulos e a comunidade não tem acesso. Gostaríamos que os portelenses voltassem a frequentar. Achamos que está todo mundo afastado. Não acho errado o sangue novo, mas não dá para construir prédio sem alicerce”, concluiu.

Metacarnaval clementiano de 2019: a glória identitária de Jorge Silveira

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Por Tiago José Freitas Batista*

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Fizeram-se os fogos na Sapucaí. Abriram espaço para a São Clemente pisar. Em 2019, mais do que a volta da irreverência da Escola, ficou firmada a glória identitária da narrativa de Jorge Silveira. Bruner (1991, p. 04) compreende que a narrativa é o meio pelo qual organizamos nossas experiências e nossas memórias. Silveira, então, se vale deste aspecto bruneriano e retoma um carnaval outro, o memorizado por sua experiência e o revelado na intensa pesquisa em vídeos e em entrevistas com membros da agremiação.

Bruner afirma que “a sequencialidade da narrativa é uma de suas propriedades mais importantes, pois toda narrativa é composta por uma sequência singular de eventos, estados mentais e seres humanos como personagens ou atores envolvidos nos eventos”, por esta razão compreendemos uma feliz e bem sucedida “amarração” carnavalesca do que fora narrado por Jorge na São Clemente. Com muita astúcia, inventividade e originalidade ele criou atos de fácil leitura com uma sequência arrebatadora das situações que os sambistas mais ávidos vivenciam: a disputa pelo poder.

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O poder, na São Clemente 2019, é carnavalizado nas mais diferenciadas vertentes: a) os artistas que aparecem apenas para os desfiles, b) a vaidade de carnavalescos e sambistas contratados, c) a disputa pelo cargo de rainha de bateria, d) a inserção de músicas não carnavalescas no território do samba, e) as viradas de mesas dos dirigentes das Escolas de Samba, entre outros.

Também em Bruner compreendemos que as narrativas são consideradas poderosas quanto a sua historicidade, não importando se é constituída de imaginário ou de elementos reais. Afirma Bruner (1997, p. 47) que “a sequência das suas sentenças, e não a verdade ou falsidade de quaisquer dessas sentenças, é o que determina sua configuração geral. É essa sequencialidade singular que é indispensável para a significância de uma história e para o modo de organização mental em cujos termos ela será captada”. Jorge Silveira brincou com as sentenças de seu desfile, tudo era real, tudo era mentira, tudo era imaginado, tudo era arquitetado com a missão única de ”metacarnavalizar”, sim, o Carnaval falando de desfile de Carnaval.

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Um elemento do desfile, que muito impactou este pesquisador (Batista), foi a comissão de frente: na estética, no discurso e na narrativa – explosão! Destaco que este elemento violou os padrões convencionais de narrativas, não considerando a possibilidade de um evento final, desta forma, a comissão foi mais para confundir (game over) do que para dar certo (apresentar uma solução exata).

A São Clemente de Jorge Silveira e de Botafogo também “violou as regras dos enredos convencionais, levando as pessoas a verem acontecimentos humanos de um novo ponto-de-vista, de uma maneira que elas nunca haviam notado” (BATISTA, 2017, p. 63). Esse acontecimento complementa Pêcheux, é “é um ponto de encontro entre uma atualidade e uma memória” (PÊCHEUX, 1997, p. 17), ou seja, a história carnavalizada é constituída por uma correlação entre o fato histórico em si e o meio como ele foi concebido e reproduzido. Nessa senda, o que compreendemos é que o desfile de 1990 faz parte de um memória e que ao retornar para o sambódromo mesmo (re)significado, atualizado estará sempre nas condições de produção dos desfiles no começo da década de 90 que, discursivamente, continua nos mesmos moldes.

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Esse local, de rememoração, é sem dúvida a melhor reedição já efetivada na avenida na minha tríade de análise (discurso, imagem e narrativa) que representa o amadurecimento do projeto e execução do texto de Jorge Silveira na Marquês de Sapucaí. Glórias, Jorge, Glórias, São Clemente.

 

  • Tiago José Freitas Batista – Coordenador geral Observatório de Carnaval/UFRJ. Doutorando em Linguística/UFRJ

Referências:

BATISTA, Tiago José Freitas. Narrativas poético-musicais-amazônidas na dromologia do carnaval carioca e paulistano: indigenismo, folclorismo e africanidades religiosas. Dissertação. Mestrado Acadêmico em Letras, Núcleo de Ciências Humanas, Universidade Federal de Rondônia, 2017.

BATISTA, Tiago José Freitas. O político e o burlesco na Mangueira 2018: arquitetura e sentidos. Entremeios [Revista de Estudos do Discurso, ISSN 2179-3514, on-line, www.entremeios.inf.br], Seção Temática [Discurso, arte e literatura – Parte I], Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL), Universidade do Vale do Sapucaí (UNIVÁS), Pouso Alegre (MG), vol. 16, p. 307-326, jan. – jun. 2018

BRUNER, Jerome. Atos de significação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

BRUNER, Jerome.. A construção narrativa da realidade. Critical Inquiry. Trad. Waldemar Ferreira Netto, 1991.

PÊCHEUX, Michel. Análise Automática do Discurso (AAD-69). Em: GADET, F.; HAK, T. (Org.). Por Uma Análise Automática do Discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. 3ª ed. Campinas: Editora da UNICAMP, 1997.

Presidente da Liesb discute melhorias para o carnaval com coordenador da Prefeitura do Rio

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LiesbNa tarde desta sexta-feira, 17, o presidente da Liesb (Liga Independente das Escolas de Samba do Brasil), Gustavo Barros, esteve reunido com o coordenador da captação de recursos da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, o senhor Victor Travancas, tratando de projetos para melhorias e fortalecimento do carnaval da Intendente Magalhães.

O presidente Gustavo Barros foi recebido pelo coordenador Victor Travancas na Prefeitura do Rio de Janeiro, na Cidade Nova, onde debateram diversas ações que aproximam a Liesb da Prefeitura e fortalecem as agremiações que fazem o carnaval da Intendente.

“Foi o primeiro de uma série de encontros que vão intensificar a relação da prefeitura, não só com a liga, bem como com as escolas. Um encontro muito positivo, pois vamos ter condições de implementar grandes projetos para engrandecimento do nosso carnaval popular”, ressaltou Gustavo Barros.

A Liesb vem buscando, a cada ano, melhorar as condições para que as agremiações possam colocar seus carnavais na rua. A entidade está programando o sorteio da ordem dos desfiles do Carnaval 2020, que deve acontecer já no mês de junho.