A escola de samba Gaviões da Fiel apresentou na noite desta sexta-feira os dois artistas responsáveis pelo desfile de 2020: os carnavalescos Paulo Barros e Paulo Menezes. Em seu discurso de abertura da coletiva, o presidente Digão disse que a escola está revolucionando o carnaval paulistano com a chegada de Paulo Barros e Paulo Menezes.

“Sempre revolucionamos o carnaval paulistano. Hoje, nós estamos revolucionamos mais uma vez com eles. Aqui, vocês representam quase 40 milhões de corinthianos. Somos diferentes de todas escolas, porque temos dois segmentos muito importantes: Corinthians e Gaviões da Fiel. Nosso povo vai acolher vocês de braços abertos. Vocês são testemunhas da revolução do carnaval paulistano”, frisou o presidente corinthiano.
Em seu pronunciamento, Paulo Barros abriu falando que está vivendo um momento único. O artista afirmou que já teve outras oportunidades para estar no carnaval de São Paulo, em anos anteriores, e não aceitou por não poder se dedicar do que jeito que entende ser o processo de construção de um desfile. Paulo Menezes ressaltou que está muito feliz e que fará o melhor para os Gaviões da Fiel.

Paulo Barros: ‘Chegou a hora de assumir um compromisso em São Paulo’
“Pra mim é uma sensação inédita. Sem dúvida nenhuma o carnaval de São Paulo cresceu de uma forma muito rápida. Durante alguns anos já tive oportunidade de aceitar convite para fazer carnaval em São Paulo, mas nunca me senti a vontade. Não mudei de ideia. Só acho que chegou a hora de assumir um compromisso em São Paulo. Pra gente fazer um trabalho tem que se dedicar, estar com tempo disponível e fazer que o projeto aconteça. Tenho possibilidade de fazer um trabalho junto com o Paulo (Menezes) que pensa como eu, que tem a mesma formação, o mesmo entendimento. Ele traz esse conhecimento e estrada que percorreu. Falamos o mesmo idioma. É um carnaval de quatro mãos e quatro olhos. Se não tivesse o olhar dele e o meu junto, talvez, eu não tivesse topado de assumir. Nosso intuito é fazer um grande carnaval em São Paulo, assim como fazemos no Rio de Janeiro”, assegurou.
Paulo Barros: ‘O regulamento aqui é muito sério’
Sobre a forma de fazer desfile no Rio de Janeiro e em São Paulo, Paulo Barros explicou que existem diferenças e que vai aprender com o processo de desfile técnico paulistano.
“Quem acha que é a mesma coisa que o Rio está muito enganado. Tenho certeza que venho pra cá aprender algumas coisas. O processo de desfile técnico de São Paulo é diferente. Vamos aprender a dominar esse processo. O conjunto alegórico é tratado diferente aqui do que no Rio até pelas limitações do Rio de saída de barracão e percusso até o Sambódromo. As condições aqui de produzir carnaval técnico são muito mais viáveis. Aqui é muito mais fácil. O carnaval de São Paulo aprendeu com os erros do Rio de Janeiro”, comentou.
Regulamento técnico dos quesitos em São Paulo não assusta a dupla dos Gaviões
Sobre o regulamento engessado nos quesitos que existe em São Paulo, Paulo Barros afirmou que existe o engessamento, baseado na técnica, mas o artista disse que alguns formatos são melhores.

“Alguns formatos do regulamento daqui são melhores do que de lá (Rio de Janeiro). Acho mais justo o julgamento. O carnaval tem que ser revisto e discutido ano a ano para ficar mais fácil, alegre e profissional. A naturalidade do componente está virando uma regra no Rio de Janeiro. Vocês ainda aqui não estão longe. Existe esse engessamento. Isso talvez me atrapalhe?. Não. A gente vai tentar “enganar o regulamento”, criando artifícios para que a gente saia desse engessamento sem ser penalizado. É você respeitar o regulamento, mas enganar. Em 2010, eu fiz a comissão de frente da Unidos da Tijuca com mais de 30 componentes e só poderiam aparecer 15. Eu precisei de três grupos para fazer aquela mágica da troca de roupa. Respeitei o regulamento, mas achei uma maneira de burlar o próprio. Regra é para ser seguida. Não podemos ser irresponsáveis de chegar aqui e fazer desfile alegre e solto e a escola ser penalizada em todos os quesitos e a gente acabar descendo. Aqui se você não respeitar o regulamento, não tem essa história de escola grande ou pequena, ela desce. O regulamento aqui é muito sério”.


Líder da bateria Pura Cadência da Unidos da Tijuca, mestre Casagrande comanda neste domingo, 28 de abril, a partir das 13h, na quadra da escola, mais uma edição da feijoada nota 10 recebendo o “Pagode do Mestre”, que movimenta o local uma vez por mês fazendo parte do calendário das atividades da escola há quase seis anos.
Um dos projetos de percussão pioneiros no meio musical está de volta a partir deste sábado. O Tamborim Sensação, idealizado pelo mestre Ricardinho, da Paraíso do Tuiuti volta suas atividades na quadra da escola em São Cristóvão. O ‘TS’ já revelou ritmistas de várias gerações e muitos chegaram a postos de direção nas baterias do carnaval pelo Brasil.
O juiz Josimar de Miranda Andrade, da 20ª Câmara Cível do Rio de Janeiro indeferiu nesta sexta-feira o pedido do ex-presidente da Mangueira, Percival Pires, para ter sua chapa aceita pela comissão eleitoral da escola. Pires não conseguiu fazer a inscrição de sua chapa devido à ausência de documentação exigida pelo estatuto. Com a decisão judicial está confirmada a aclamação de Elias Riche e Guanayra Firmino como novos presidente e vice da verde e rosa na manhã deste domingo.
A direção da Vila Isabel informou nesta sexta-feira que Sabrina Sato não segue mais como rainha de bateria da escola. Confira abaixo o comunicado.
2020 já é uma realidade na Unidos de Bangu. Para fazer uma grande apresentação no próximo carnaval, a escola mais antiga da Zona Oeste levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Memórias de um Griô: a diáspora africana numa idade nada moderna e muito menos contemporânea”, que será desenvolvido pelos carnavalescos Guilherme Diniz e Rodrigo Marques. De volta à escola por onde foram campeões em 2017, na Série B, eles farão o reencontro entre a agremiação e a temática afro, partindo da gênesis do continente até a colonização europeia sob o olhar de um nativo:
O G.R.E.S. Renascer de Jacarepaguá já tem carnavalesco para a elaboração e execução do projeto artístico da escola, em 2020: Ney Junior. A história do artista, no carnaval, começou nos grupos de base, mais exatamente no Arame de Ricardo, em 2010, onde permaneceu por sete anos como carnavalesco da escola. Passou, ainda, por escolas como a extinta Império da Praça Seca, Unidos de Bangu, com a qual ganhou o campeonato, em 2014, e Unidos de Lucas. Em 2018, foi figurinista do Império da Tijuca, além de executar projetos de desenhos e enredos para outras agremiações.
O jovem talento do mundo do samba e do carro de som de muitas agremiações do Carnaval carioca – Rafael Roberto dos Santos – ou simplesmente, Rafael Tinguinha vem numa escala crescente e de dar inveja a muito veterano.
Após permanecer na Série A para o próximo carnaval, o Acadêmicos do Sossego renovou com sua 1ª Porta-Bandeira, que vai contar com um novo companheiro. Emanuel Lima vai proteger o Pavilhão Azul e Branco do Largo da Batalha, que segue conduzido por Bruna Santos.