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Mocidade Independente de Padre Miguel anuncia saída do carnavalesco Renato Lage

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A Mocidade Independente de Padre Miguel, através das redes sociais, anunciou a saída do carnavalesco Renato Lage. A escola já tinha informado a saída do intérprete Igor Vianna. Veja abaixo o comunicado da escola.

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Foto: Divulgação/Mocidade

“Hoje chega ao fim mais uma passagem do Mago em Padre Miguel.

Agradeço todo carinho, comprometimento e entrega nesses dois últimos carnavais ao meu lado.

A sua idolatria e importância para minha história serão sempre lembradas em todos os momentos.

As portas estarão sempre abertas, afinal, aqui sempre será sua casa.

Muito obrigada e desejo toda sorte do mundo nos próximos desafios.

Beijos, Renato. Da sua Estrela”.

Casa de Malandro vence Grupo de Avaliação e sobe para Série Bronze com a vice Difícil é o Nome

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Por Ana Beatriz Campelo e Victor Busch

O Grupo de Avaliação definiu, nesta terça-feira, as escolas que conquistaram o acesso à Série Bronze para o Carnaval 2027. A grande campeã foi a Casa de Malandro, seguida pela Difícil é o Nome, que também garantiu vaga na próxima divisão.

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Fotos: João Gabriel Rothier/CARNAVALESCO

A vitória da Casa de Malandro coroou uma trajetória recente, mas marcada por identidade forte e proposta cultural bem definida. Com 179,5 pontos, a escola assegurou o primeiro lugar e o direito de desfilar na Série Bronze no próximo ano. Presidente da agremiação, Romeu D’Malandro celebrou o resultado em entrevista à equipe do CARNAVALESCO.

“É muito importante para a gente. A gente começou como um bar em Madureira há três anos e resolvemos montar uma escola de samba, trazendo exatamente o povo da macumba, para acolher o povo da macumba. É o que a gente fala: existem macumbeiros em todas as escolas, mas não existia uma escola do macumbeiro mesmo. E agora a gente está levantando essa bandeira da nossa religião para mostrar a nossa cultura. O nosso pensamento é sempre manter os enredos sempre ligados à nossa cultura, da onde a gente nasceu. Foi difícil. Todas as coirmãs estão de parabéns. Nós tentamos fazer o nosso melhor e, graças a Deus, fomos abençoados por essa vitória. E agora já é começar a trabalhar pensando no próximo carnaval”, disse Romeu D’Malandro.

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Sobre o próximo desafio, ele reforçou a ambição da campeã: “A gente vai tentar fazer a mesma coisa, fazer o nosso trabalho com respeito a todos, mas nós vamos tentar fazer o melhor de tudo para conseguirmos o acesso novamente ano que vem”.

Vice-campeã com 179,3 pontos, a Difícil é o Nome também comemorou o acesso à Série Bronze. O presidente PC Allevato destacou o momento de reconstrução da escola.

“Olha, é um processo de reconstrução. A gente, em 2022, a gente estava na Série Prata brigando pelo título para subir de novo para a Sapucaí. E acabamos vindo de vários problemas e agora, dois anos na Avaliação, nosso objetivo esse ano era subir, sair da Avaliação, que é um grupo que não tem nenhum tipo de ajuda, é muito difícil fazer carnaval na Avaliação, então a gente está muito satisfeito com o resultado, estamos muito felizes, respeitando as coirmãs que também fizeram um belo carnaval e eu sempre falo agradecer Pilares, que é o nosso país”, comentou PC Allevato.

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Com discurso firme, o dirigente já projetou 2027: “Ah, ano que vem a gente vai vir para brigar, escuta o que eu estou dizendo, nós vamos vir para subir direto para a Série Prata. Podem aguardar, escrevam o que eu estou falando, vamos fazer um carnaval lindo, maravilhoso. Espetacular! Pode aguardar!”

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Resultado final – Grupo de Avaliação – Carnaval 2026
1º – Casa de Malandro – 179,5
2º – Difícil é o Nome – 179,3
3º – Acadêmicos de Madureira – 178,7
4º – Arame de Ricardo – 177,6
5º – Coroado de Jacarepaguá – 177,2
6º – Gato de Bonsucesso – 176,8
7º – Pedra Branca – 176,7
8º – Império Ricardense – 176,6
9º – Mocidade Unida da Cidade de Deus – 176,4
10º – Império da Resistência – 176,0
11º – Raça Rubro Negra – 175,8
12º – Mocidade de Inhaúma – 175,7
13º – Unidos de Manguinhos – 175,6
14º – Renascer de Nova Iguaçu – 174,1

Despedida de uma das maiores da história! Lucinha Nobre anuncia que não dançará mais como porta-bandeira

O adeus de uma das grandes portas-bandeira da Marquês de Sapucaí. Lucinha Nobre, ícone da defesa de pavilhão no carnaval carioca, anunciou que não estará mais em atividade nos desfiles oficiais após a participação no Carnaval 2026 pela Unidos da Tijuca. Sua mensagem de despedida nas redes sociais, especialmente no perfil @lucinhanobre10 no Instagram, expressou agradecimento à trajetória, ao amor pelo samba e ao carinho do público ao longo de mais de quatro décadas de avenida, num post que emocionou fãs e colegas de profissão.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

A carreira de Lucinha Nobre começou ainda jovem no universo das escolas-mirins, passando por Aprendizes do Salgueiro, até se tornar, aos 16 anos, porta-bandeira profissional, um feito que a consagrou rapidamente como referência no quesito. Ao longo de mais de 40 anos de avenida, ela desfilou por algumas das principais agremiações do Carnaval carioca: Mocidade Independente de Padre Miguel; Portela; Porto da Pedra; e, por fim, por Unidos da Tijuca, escola pela qual escolheu seu último desfile na Marquês de Sapucaí.

Referência incontestável no quesito, Lucinha recebeu ao longo de sua carreira inúmeras premiações e reconhecimento do público especializado. No último ciclo, defendeu o pavilhão tijucano ao lado do mestre-sala Matheus Miranda, levando técnica, presença e emoção à avenida com repertório de giros marcantes e condução segura do símbolo maior da escola. Diferente de muitos que se afastam gradualmente dos holofotes, a porta-bandeira optou por comunicar sua decisão de forma direta, compartilhando com seus seguidores reflexões sobre o amor ao samba, as memórias vividas e a gratidão por tudo que viveu no universo dos desfiles.

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A despedida de Lucinha não é apenas a saída de uma porta-bandeira brilhante, mas o encerramento de um capítulo intenso da história do Carnaval carioca, um legado que transcende técnicas de bailado e pontuações, e que se traduz na inspiração que deixou para gerações de sambistas. Sua trajetória na avenida, marcada por escolas diferentes e momentos emblemáticos, deixa uma marca indelével na tradição do samba-enredo. Enquanto sua dança deixa oficialmente a Avenida, a lembrança dessa artista seguirá pulsando no coração de cada sambista.

Mangueira anuncia renovação de toda equipe para o Carnaval 2027

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A Estação Primeira de Mangueira, através das redes sociais, anunciou a renovação com todo o time para o Carnaval 2027. Veja abaixo o comunicado da escola.

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Foto: Divulgação/Mangueira

“Nosso time segue unido e firme para o próximo Carnaval! O trabalho é constante, e vamos continuar atuando com profissionalismo, dedicação, ancestralidade e amor pela Verde e Rosa. Essas são algumas das qualidades que fortalecem esse time — e é por isso que seguimos juntos, em busca do topo do Carnaval.

Sidnei França, Matheus Olivério, Cintya Santos, Dudu Azevedo, Dowglas Diniz, Rodrigo Explosão, Taranta Neto, Vitor Art, Digão do Cavaco, Fábio Batista, Ana Paula Lessa, Lucas Maciel e Karina Dias.

Esse é o time da Mangueira. E podem ter certeza: vamos trabalhar muito para continuar dando orgulho a essa nação e buscar a nossa vigésima primeira estrela!

O Carnaval por aqui já começou. Vamos juntos realizar esse sonho!”

Portela anuncia renovação com o casal Marlon e Squel

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A Portela, através das redes sociais, anunciou nesta terça-feira a renovação com o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon e Squel. Veja abaixo o comunicado da escola.

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

“O pavilhão segue em boas mãos… e em grandes passos!💙

A Portela anuncia a renovação do nosso 1º casal de mestre-sala e porta-bandeira para o Carnaval 2027!

Indo para o seu 10º Carnaval com a Majestade do Samba, Marlon vem honrando e defendendo o nosso pavilhão com elegância, firmeza e amor pela Águia. Uma trajetória marcada por dedicação, técnica e respeito à nossa tradição.

Squel, que chegou em 2024, conquistou a comunidade com sua delicadeza, precisão e presença arrebatadora. Dona de uma dança imponente, ela carrega o nosso pavilhão com graça, segurança e uma emoção que transborda na Avenida.

Após gabaritarem novamente o quesito em 2026, demonstrando sintonia, excelência e compromisso com a nossa história, nada mais justo do que seguirmos juntos.🤩

Eles defendem bravamente nosso pavilhão, bailam com a alma e representam cada portelense na Sapucaí.

Muito obrigada por tudo, casal.
Que 2027 seja ainda mais incrível!”

Saiba como foram os desfiles do segundo dia da Série Prata no Carnaval 2026

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A equipe do CARNAVALESCO acompanhou o segundo dia de desfiles da Série Prata, na Intendente Magalhães, para o Carnaval 2026. Abaixo, clique no nome de cada escola para ler a análise completa.

IMPÉRIO DA TIJUCA
FLAMANGUAÇA
FEITIÇO CARIOCA
SIRI DE RAMOS
ACADÊMICOS DA ABOLIÇÃO
IMPÉRIO DE NOVA IGUAÇU
SÃO CLEMENTE
ACADÊMICOS DO DENDÊ
ACADÊMICOS DO ENGENHO DA RAINHA
UNIDOS DE SANTA TEREZA
ACADÊMICOS DA ROCINHA
ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ
ALEGRIA DO VILAR
LEÃO DE NOVA IGUAÇU
IMPÉRIO DA UVA

Império da Uva emociona no amanhecer e desponta como favorita ao título

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O altar de Nossa Senhora da Conceição Aparecida cruzando a Intendente Magalhães sob a luz do amanhecer já está eternizado na história da Império da Uva. Última escola a desfilar pela Série Prata na terça-feira, a agremiação mostrou que não se acomodou com o vice-campeonato do ano passado. Com chão, plástica e fome de título, apresentou um desfile de impacto visual e forte apelo emocional.

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Foto: S1 Comunicação

COMISSÃO DE FRENTE

Coreografada por Thiago Silva, a comissão abraçou o enredo com teatralidade e entrega. A apresentação representava a união de diferentes culturas do Brasil reverenciando a padroeira.

No verso “Vejo que não estou sozinho / A vela se acendeu”, o ápice cênico acontecia: os componentes se curvavam diante do altar e uma explosão de luzes tomava conta do cenário. O efeito impressionou. Contudo, a segunda projeção da chama apresentou pequeno atraso em relação à primeira, detalhe técnico que pode ser observado pelos jurados.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Douglas Rosa e Raquel Silva defenderam o pavilhão com segurança, sintonia e expressividade. O casal incorporou a temática religiosa ao bailado e recebeu aplausos calorosos do público.

Destaque para o momento em que simularam uma oração nos versos “São rezas, canções e batuques / É missa dos pretos”, unindo interpretação e técnica. As fantasias, exuberantes em verde, azul e dourado, eram ricas em detalhes e ampliavam o impacto visual da apresentação.

ENREDO

Com o enredo “Nos Caminhos da Fé, o meu sonho anunciou: Salve Nossa Senhora Aparecida, a Mãe Preta do Brasil”, o carnavalesco Sílvio César Ribeiro propôs uma homenagem que evidenciasse a força religiosa e cultural da padroeira na formação social brasileira.

A narrativa destacou a santa como símbolo de acolhimento aos pobres e desfavorecidos. Também evocou o Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, destino de milhões de devotos que realizam peregrinações movidos pela fé.

EVOLUÇÃO

A escola encerrou o desfile em 39 minutos e 22 segundos. Próximo ao fim, houve apreensão: ainda restavam alas e dois carros para cruzar a avenida, o que gerou breve espaçamento próximo à última cabine de julgamento. A situação, porém, foi rapidamente corrigida, garantindo conclusão segura dentro do tempo regulamentar.

HARMONIA

O entrosamento entre o intérprete Nêgo e a comunidade foi um espetáculo à parte. Todas as alas cantaram com intensidade, demonstrando forte identificação com o samba.

Mesmo na última avaliação, a comissão de frente manteve o canto firme, fortalecendo a energia do encerramento. A Império mostrou-se uma escola coesa, vibrante e consciente do próprio potencial.

SAMBA-ENREDO

Com um time numeroso de compositores, a obra foi um dos grandes trunfos da escola na Série Prata. A Império da Uva destacou-se como uma das agremiações que mais soltaram a voz na competição.

O refrão “Faz de mim seu altar, o milagre da vida / Nossa Senhora Aparecida!” emocionou do início ao fim. A letra também abordou o sincretismo religioso ao relacionar Aparecida a Oxum, orixá das águas doces, enriquecendo a narrativa com sensibilidade cultural.

FANTASIAS E ALEGORIAS

O conjunto de fantasias era colorido, coeso e de fácil leitura. A narrativa visual fluía com clareza do primeiro ao último setor.

A ala dos mantos brancos foi um dos pontos altos. Sob a luz natural do amanhecer, os detalhes dourados ganharam brilho especial, valorizando ainda mais o acabamento das peças.

A escola investiu fortemente nas alegorias, que apresentaram acabamento refinado e impacto visual marcante.

O abre-alas trouxe o trio de pescadores que, em 1717, encontrou a imagem de Nossa Senhora no Rio Paraíba do Sul. A segunda alegoria fez referência à devoção da Princesa Isabel, sugerindo a passagem do tempo e a consolidação da fé.

O último carro, representando a devoção popular na cidade de Aparecida, encerrou o desfile de forma apoteótica, consolidando a força narrativa da proposta.

OUTROS DESTAQUES

A bateria “Sangue Verde”, comandada pelo Mestre Dó, elevou o samba com paradinhas bem executadas e excelente diálogo com o carro de som. A energia irradiada pela bateria contagiou arquibancadas e componentes, fortalecendo a atmosfera de celebração e confiança no título.

Com samba potente, Leão homenageia heroína baiana, mas conjunto oscila

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O Leão de Nova Iguaçu foi a penúltima escola da Série Prata a cruzar a Intendente Magalhães na última terça-feira. Com o enredo “Maria Felipa”, a agremiação levou à Avenida a resistência e a luta da heroína preta nas guerras da Independência da Bahia.

O samba-enredo apresentou mensagem potente, honrando o legado da mulher que teria liderado a libertação da Ilha de Itaparica contra invasores portugueses. Apesar da força narrativa, o conjunto alegórico e o engajamento da comunidade não corresponderam plenamente às expectativas criadas pelo tema.

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Foto: S1 Comunicação

COMISSÃO DE FRENTE

Coreografada por Maicon Teixeira, a comissão optou por uma apresentação simples, sem recursos tecnológicos, mas sustentada pela expressividade corporal dos componentes.

O grupo demonstrou entendimento da força do samba, cantando com intensidade e apostando na entrega cênica. Houve troca de figurinos durante a coreografia e a revelação de um elemento surpresa ao final, erguido pelos integrantes, encerrando a apresentação de forma impactante.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Serginho Sorriso e Caroline Santos apresentaram bailado técnico e seguro, mas alguns aspectos podem ser aprimorados. Faltou maior sincronia na transmissão da emoção proposta pelo samba, especialmente na expressão facial e no canto dos versos.

A dupla cumpriu a coreografia com correção, porém sem alcançar o nível de envolvimento dramático que o enredo exigia.

ENREDO

Desenvolvido pelos carnavalescos Flávio Lins e Júnior, o enredo destacou a trajetória de Maria Felipa de Oliveira, pescadora, capoeirista e guerreira, natural da Ilha de Itaparica, no Recôncavo Baiano.

Filha de escravizados, Maria Felipa é reconhecida como símbolo de liderança e resistência do povo preto no período colonial. Segundo a tradição, em 1823 ela teria organizado um grupo de cerca de 40 pessoas para enfrentar tropas portuguesas e defender a soberania baiana.

Embora exista debate historiográfico sobre a comprovação documental de sua existência, Maria Felipa permanece viva na tradição oral e na memória popular como ícone de bravura e resistência feminina.

EVOLUÇÃO

O Leão encerrou seu desfile em 40 minutos e 31 segundos. Não houve correria, mas a dispersão apresentou lentidão no fim, com alas demorando a deixar a pista. O tempo quase foi extrapolado, exigindo atenção redobrada nos minutos finais.

HARMONIA

No carro de som, Márcio Oliveira e Fabinho Pirraça demonstraram segurança e entusiasmo. Tentaram contagiar a comunidade, mas a resposta não foi uniforme. Parte dos componentes aparentava não dominar totalmente a letra do samba, o que pode impactar a avaliação no quesito.

SAMBA-ENREDO

O samba contou com time numeroso de compositores, incluindo Arlindinho Cruz, Ali Jabr, Julio César Lourenço, José Maurício, Marcos Vinicius Sampaio, Douglas Guaracemir, Cláudia Ravizzini, Vinicius de Almeida, Alexandre Ribeiro, Frank Tavares, Silvio Romai, Sérgio Igor Castro da Silva e André Zezza.

O refrão foi o ponto alto da obra, especialmente nos versos:
“Mais uma Maria, das Marias do Brasil / Valente, guerreira, sua luta resistiu”, exaltando a força feminina e a representatividade da homenageada como símbolo da mulher brasileira.

FANTASIAS E ALEGORIAS

As fantasias buscaram transportar a atmosfera da Bahia para a Passarela Popular do Samba. No geral, eram simples, mas algumas apresentaram problemas de acabamento.

O vestido da porta-bandeira perdeu penas ao longo do percurso. Na primeira ala, houve desproporção no comprimento das saias, com variações visíveis entre componentes.

Como destaque positivo, os ritmistas da bateria “Rugido do Leão” vieram caracterizados como Filhos de Gandhy, referência cultural interessante que agregou identidade ao conjunto.

As alegorias não foram o principal atrativo do desfile. A ideia do leão emergindo em meio ao mar no abre-alas era visualmente instigante, mas o acabamento careceu de maior precisão.

A última alegoria, que trazia a homenageada em evidência, também apresentou limitações no acabamento, reduzindo o impacto esperado para o encerramento da narrativa.

OUTROS DESTAQUES

O grupo de passistas do Leão se destacou pela energia, sorriso no rosto e samba no pé, demonstrando leveza e segurança ao longo da pista.

Alegria do Vilar invoca Xangô e faz desfile seguro na Intendente

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A Alegria do Vilar deixou São João de Meriti para incendiar a Intendente Magalhães na última terça. Em busca da “chama da vitória” da Série Prata, a escola de Vilar dos Teles levou para a Avenida a força de Xangô, acompanhado de seu machado da justiça, o Oxê.

O samba-enredo “Regido e Guiado Pelas Lâminas do Rei da Justiça” mostrou-se envolvente nas vozes dos intérpretes Tem-Tem Jr. e Mário Sérgio, contribuindo para elevar o nível das apresentações da comissão de frente e do primeiro casal, Walber Negreiro e Cássia Maria.

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Foto: S1 Comunicação

COMISSÃO DE FRENTE

Sob direção de Marcus Mesquita, a comissão apresentou excelente trabalho ao introduzir a cultuação ao orixá. A coreografia utilizou elementos cenográficos que representavam a fogueira e oferendas (amalá) para Xangô, criando atmosfera ritualística logo na abertura do desfile.

O ponto alto foi o momento em que o protagonista, após receber energia simbólica, emergiu do fogo segurando o machado de dois gumes — um em cada mão — representando sabedoria e equilíbrio nas decisões do destino. Impactante e coerente com a proposta do enredo.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Walber Negreiro e Cássia Maria deram um verdadeiro show de bailado e sintonia na Passarela Popular do Samba. Com fantasias em tons de azul e prata, o casal representava a pedreira e a cachoeira de Xangô — locais tradicionalmente associados às reverências ao orixá.

Cássia defendeu o pavilhão com garra e fluidez nos movimentos, enquanto Walber demonstrou carisma e segurança ao conduzir o cortejo. Chamaram atenção os momentos em que trocavam olhares durante os versos “Ferramenta pra lição, a sentença e o perdão / A dualidade humana”, reforçando a interpretação cênica do samba.

ENREDO

Os carnavalescos Fabiano Ribeiro e Laerte Gulini apostaram na força simbólica de Xangô como guia rumo à vitória e à sonhada ascensão à Marquês de Sapucaí.

O Oxê, machado de dois lados inseparável do orixá, foi o eixo central do desfile, simbolizando extremos da existência: bem e mal, verdade e mentira, vida e morte. A escola propôs reflexão sobre equilíbrio e justiça, alinhando espiritualidade e competitividade carnavalesca em narrativa coesa.

EVOLUÇÃO

A Alegria do Vilar evoluiu com segurança, encerrando seu desfile em 39 minutos e 10 segundos. Não houve registros de buracos na pista nem correria próxima à dispersão, mesmo com o tempo se aproximando do limite. Destaque para a condução eficiente dos diretores de harmonia.

HARMONIA

No carro de som, Tem-Tem Jr. e Mário Sérgio conduziram o samba com segurança e entusiasmo, incentivando a comunidade a cantar com intensidade. Grande parte dos componentes demonstrou domínio da letra e animação constante.

Por outro lado, alguns desfilantes chegaram ao quarto módulo visivelmente cansados, o que pode impactar a avaliação no quesito caso os jurados considerem queda de rendimento vocal na reta final.

SAMBA-ENREDO

Assinado por Leozinho Nunes, Ali Gringo, Dinho Prateado, Luciano Gomes, Mauro Naval, Frank, T’Nem, Marco Calixto, Francisco Salviano e Filipe Zizou, o samba constrói saudações a Exu, pedindo passagem, e a Xangô, clamando por guia e proteção.

O refrão “O machado de Xangô, pro destino anunciar / É a chama da vitória da Alegria do Vilar” é de fácil assimilação e trouxe força para a comunidade, funcionando como combustível emocional ao longo da apresentação.

FANTASIAS E ALEGORIAS

As fantasias estavam alinhadas à proposta do enredo. O machado de dois lados aparecia com frequência nos materiais e adereços, reforçando identidade visual e mensagem temática.

As cores vermelho e amarelo dominaram o conjunto. As baianas, em especial, apresentaram peças caprichadas, com riqueza de camadas e criatividade nas confecções, agregando imponência ao desfile.

As alegorias apresentaram bom acabamento e cuidado com os detalhes narrativos. O conjunto visual dialogava bem com a proposta temática. O carro abre-alas, no entanto, poderia ter proporções mais grandiosas diante do impacto visual dos carros que o sucederam.

OUTROS DESTAQUES

O mestre Tiago Brilhantina conduziu a “Cadência do Vilar” com bossas bem distribuídas, valorizando trechos estratégicos do samba.

A rainha de bateria Julia Sollis brilhou em sua estreia à frente da bateria, esbanjando samba no pé e carisma, contagiando arquibancadas e componentes.