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Feijoada da Família Portelense receberá Mariene de Castro e Jongo da Serrinha no próximo sábado

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Portela Feijoada Divilgação002Mariene de Castro e o Jongo da Serrinha serão os convidados especiais da próxima Feijoada da Família Portelense, que acontecerá neste sábado (1º), a partir das 13h, na quadra da maior campeã do carnaval carioca, em Madureira.

A programação será aberta pelo grupo Tempero Carioca. Em seguida, a Velha Guarda Show da Portela, com Monarco, Tia Surica e outros bambas, sobe ao palco para lembrar clássicos como “Quantas Lágrimas”, “Lenço”, Corri Pra Ver”, “Coração em Desalinho”, “Vivo Isolado do Mundo” e “Foi um Rio que Passou em Minha Vida”.

Reconhecida como uma das mais importantes cantoras da atualidade, a baiana (e portelense) Mariene promete fazer um passeio pelos sucessos que marcaram sua carreira. “Amuleto de Sorte”, “Ponto de Nanã”, “Oxóssi” e “Abre Caminho” são alguns dos hits garantidos no show “Roda a Baiana”, que mistura o samba de roda da Bahia com o do Rio. A apresentação no Portelão também vai homenagear a matriarca Tia Maria do Jongo, que morreu no último dia 18, aos 98 anos.

Portela Feijoada Divilgação001O encerramento vai ser com o elenco-show da Azul e Branco, reunindo ritmistas da Tabajara, o intérprete Gilsinho, a rainha Bianca Monteiro, passistas e casal de mestre-sala e porta-bandeira.

A entrada antecipada custa R$ 15. No dia do evento, o ingresso individual sairá por R$ 20. A feijoada custa R$ 25. A quadra fica na Rua Clara Nunes 81, em Madureira. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3256-9411.

Serviço:

Edição de junho da Feijoada da Família Portelense
Atrações: Velha Guarda da Portela, Mariene de Castro (show completo), Jongo da Serrinha, Tempero Carioca e bateria da Portela
Data: Sábado, dia 1º de junho de 2019
Horário: A partir das 13h
Local: Quadra da Portela
Endereço: Rua Clara Nunes 81, Madureira
Classificação etária: Livre

Ingressos:
Individual: R$ 15 (antecipado) / R$ 20 (no dia)
Duplo: R$ 25 (antecipado)
Triplo: R$ 30 (antecipado)
Mesa para quatro pessoas: R$ 80 (já contempla quatro ingressos)
Camarote inferior (para 15 pessoas): R$ 400
Camarote superior (para 15 pessoas): R$ 600

Prato de feijoada: R$ 25
Classificação etária: Livre
Informações: (21) 3256-9411
Bilheteria da Portela: de segunda a sexta, das 9h às 17h

Ingressos pela internet
www.ingressocerto.com/portela

* O prato de feijoada não está incluso no valor de nenhum setor.
** Não há venda de ingressos duplos e triplos no dia do evento.
*** A Portela aceita cartões de débito e crédito na bilheteria e no bar

Beija-Flor lança enredo no dia 09 de junho

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Foto: Eduardo Hollanda

Foto BeijaA Beija-Flor de Nilópolis realiza no próximo dia 09 de junho, a partir das 14h, a festa de lançamento de seu enredo para o Carnaval 2020. O evento acontecerá na quadra da escola e contará com uma grande participação dos segmentos da agremiação. Todos os componentes estão convocados. Os carnavalescos Alexandre Louzada e Cid Carvalho farão a explanação do tema e apresentação a logo oficial. No dia seguinte, 10 de junho, às 20h, também na quadra, a sinopse do enredo será entregue aos compositores. A entrada é franca e a quadra da Beija-Flor fica na rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025, em Nilópolis.

Porto da Pedra divulga datas de inscrição e apresentação dos sambas concorrente

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logo portodapedra2020A ala dos compositores do G.R.E.S. Unidos do Porto da Pedra, por meio do seu presidente Fernando Macaco, anunciou as datas para a retirada de dúvidas, entrega dos sambas concorrentes e calendário da disputa para o Carnaval 2020.
Confira o calendário:
27 de maio e 10 de junho – tira-dúvidas.
Nestes dias haverá uma explanação geral para os compositores na quadra.
1 de julho – Inscrição dos sambas concorrentes
(Cada parceria deverá levar 50 cópias da letra – 07 CDs – Taxa de 100,00, em espécie – Cada parceria pode ter 01 e no máximo 12 compositores).
8 de julho – sorteio para a apresentação.
20 de julho – Apresentação dos sambas concorrentes.
22 de julho – Eliminatórias de samba-enredo.
26 de julho – Semifinal de samba-enredo.
02 de agosto – Final de samba-enredo.
O enredo do Tigre de São Gonçalo será “O que é que a baiana tem? Do Bonfim à Sapucaí”, de autoria do historiador Alex Varela.

Confira a sinopse do enredo da Sossego para o Carnaval 2020

SossegoO Acadêmicos do Sossego divulgou a sinopse do seu enredo para o carnaval 2020. “Os Tambores de Olokun” será desenvolvido pelo carnavalesco Marco Antônio Falleiros.  A Azul e Branca do Largo da Batalha abrirá os desfiles do sábado de folia pela Série A.

Justificativa

O G.R.E.S. Acadêmicos do Sossego, orgulhosamente, atravessa a baía da Guanabara rumo à capital, onde desembarca o seu povo trazendo no rosto o sorriso de Niterói e a força da Batalha em sua raiz para mais uma vez fazer Carnaval.

Saudamos as águas, saudamos o mar.

Pedimos licença.

Essas mesmas águas que nos separam da África, nesta noite, nos ligarão de novo a nossa ancestralidade. Celebramos “Os Tambores de Olokun”, grupo percussivo e de dança carioca que homenageia o sagrado orixá da nação Nagô Egbá.

Olokun é pai e mãe de Yemanjá. É a divindade guardiã das profundezas do mar e uma das mais poderosas da religião Osha-Ifá. O sincretismo de religiões africanas que deu origem ao Candomblé frutifica na forma de manifestações culturais e artísticas brasileiras. Em Pernambuco este fato deu origem ao Maracatu e seu cortejo real, que há mais de um século coroa a negritude brasileira.

Por tanta admiração a todos os elementos sagrados e profanos que envolvem o folguedo, no ano de 2012 nasce um grupo que realiza oficinas de percussão e dança, respeitando e contribuindo para divulgar tradições musicais, históricas e religiosas da nossa identidade afro-brasileira, transformando a vida de inúmeras pessoas através da sua arte singular, trazendo ao Rio de Janeiro um pedacinho de Pernambuco.

Viva Olokun!

Viva o Maracatu!

Viva os tambores que jamais irão se calar e as saias que jamais irão parar de rodar!

Prelúdio das Águas

“Eu saúdo o Senhor dos Oceanos.

Cuja grandiosidade não me cabe entender.

Olokun, minha fé é tão grande quanto a quantidade de água existente nos mares.

Da mesma forma permita que haja paz em meus caminhos!

Olokun, espírito imutável a quem reverencio com muito respeito!

Axé, axé, axé!”

Antes de tudo vieram as águas. Águas que caíram do alto e formaram os domínios marinhos. A terra é um infinito azul banhado de vida pelos oceanos que separam e unem histórias que se contam pelos quatro cantos do mundo. Tudo o que se vê no azul-marinho é domínio de Olokun. Ora azul-sossego no cristalino espelho d’água, ora azul-mistério em profundezas intocáveis.

O senhor dos mares habita a infinitude dos abissais, onde ergueu o seu reino de encante com seu séquito de tritões e ninfas do mar. Sua presença é evocada pelo ressoar de grandes conchas que ecoam triunfantes por todos os mares.

Olokun é senhor de tambores sagrados. Tambores de misticismo. Tambores da paz e da guerra. Entregues aos homens, sagrou-se a ritualística: Ilú dos oceanos, Ilú do estrondar das ondas. Ilú-Olokun, os tambores do mar.

Enlaces Culturais em Pernambuco

Este mesmo oceano que banha a terra-mãe da nossa ancestralidade se arrebenta nos arrecifes de um pedaço da nossa história brasileira. Desta vez, sem separação, o mar é o laço de união.

Esta terra era a “paranãpuka” dos Tupi. O mar furado, abundante de peixes, provedor da fartura aos povos de pele morena, sentinelas primeiras que ostentavam altivos seus diademas de pena.

Este mesmo mar trouxe estranhos de um velho mundo. Desembarcaram lusitanos, franceses e holandeses em “Fernambouc”, deitando seus olhos de cobiça sobre o rincão onde aprendeu-se a liberdade: entre flechas e tacapes, facas, fuzis e canhões.

Acorrentaram povos de África durante a diáspora da negra pele. As mãos calejadas no suor da labuta e no girar das moendas ergueram a prosperidade da capitania sob o sol inclemente do nordeste brasileiro.

Daí, formaram-se laços múltiplos, brasilidade. As palavras se misturaram, a arte entrelaçou a história e o tempo esculpiu Pernambuco adornada de suas belezas naturais. As ruas tão belas, ladeiras de pedra e o contraste da tua gente alicerçada com fé na justiça. Essa gente forte, leão do norte.

Eu sou mameluco, eu sou de Casa Forte

Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte

A Corte da Senhora do Rosário

Em meio a tantas idas e vindas, os tambores do senhor dos mares se transformaram em tambores culturais do povo negro. Se ergueu o estandarte para anunciar o reinado do povo de pele preta na cidade: É o Maracatu! É folguedo que ecoa na poesia do cantador: Nosso rei que veio de África. Rainha se coroou. Nagô,nagô, rainha se coroou

O cortejo toma forma com os seus personagens fascinantes. Damas do Paço portam a Calunga. Os caboclos de pena saúdam Arreamar. Chegam também os lanceiros reais. Príncipes e princesas completam a corte, para enfim, anunciar os soberanos reais. Os tambores tocam, a corte dança e desfila, o sorriso está no rosto, o maracatu na rua!

Os homens pretos e as mulheres pretas uníssonos em loas de afirmação da sua identidade cultural. Os homens pretos e as mulheres pretas, estrelas brilhantes de uma noite que se faz silenciosa por gratidão a Senhora do Rosário.

Depois as alfaias, gonguês, agbés e atabaques tocam em liberdade para Dona Santa e Mestre Luís de França. Madalena, Firmina Gomes, Eudes Chagas e Badia. Por todos os predecessores que lutaram para dar vez e voz ao folguedo da negritude.

Os Tambores de Olokum

Lá no morro venta forte e se escuta as pancadas do mar

A lua clareou o reino de Olokun

E do Orum

Despencou as estrelas pro mar

As águas continuaram a ir e vir beijando as areias, levando o tempo e trazendo de volta a vontade de despertar as consciências para os valores culturais afro-brasileiros que pulsam em nossa história.

Os tambores do senhor dos mares ressurgem na cidade do Rio de Janeiro sob a forma de um grupo de percussão e dança, erguendo então, o estandarte davalorização das raízes históricas do Maracatu.Tradições seculares que permanecem vivas através das Nações de Pernambuco, e no Rio de Janeiro, pelo trabalho de grupos que reúnem centenas de pessoas durante o ano e outras tantas durante o carnaval carioca.

O Tambores de Olokun é um desses grupos e seu cortejo também acontece nas ruas, o palco do povo. A arte é do povo, o canto é do povo. O povo liberto de preconceitos e das amarguras do dia a dia.  

Tocam os tambores, o chão estremece. Rodam as saias, gira o mundo. Os Tambores de Olokun pedem passagem irmanados ao azul-sossego de nosso pavilhão em seu jubileu de ouro. É o congraçamento, celebração. É o povo que não esmorece, e feliz, carrega consigo o orgulho de sua história repleta de glórias.  

Que ressoem os tambores da consagração!

Os tambores do largo da batalha!

Os tambores de Olokun!

“Os Tambores de Olokun”

Carnavalesco: Marco Antônio Falleiros

Pesquisa e Texto: Diego Araújo

Contribuição: Alexandre Garnizé, Juliana Sotero e Tatiana Paz / Tambores de Olokun

Referências Bibliográficas

IPHAN. INRC do Maracatu Nação. Inventário Nacional de Referências Culturais. 2011-2012.

ALMEIDA, L. S. de; ARAUJO, Z.; CABRAL, O. (Orgs.). O Negro e a construção do carnaval no Nordeste. Maceió: EDUFAL, 1996.

CUNHA, M. W. C. da. O Som dos Tambores Silenciosos: Performance e Diáspora Africana nos Maracatus Nação de Pernambuco. 2009. Tese (Doutorado em Antropologia). Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2009.

Citações Musicais

CARNAVAL 2020

Largo da Batalha – Niterói – Rio de Janeiro

Vozes passadas, vozes presentes: reflexões sobre Mangueira 2019

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Mangueira Campeas2019 118

Gostaria de iniciar esse texto com um questionamento emprestado do filósofo e crítico Walter Benjamin: “Não existem, nas vozes a que agora damos ouvidos, ecos de vozes que emudeceram?”. É possível que uma pergunta muito similar tenha passado pelos pensamentos de Leandro Vieira, enredista e carnavalesco do GRES Estação Primeira de Mangueira, quando as primeiras ideias surgiram para o carnaval de 2019. Afinal, no seu papel de contador de histórias – na função de desenvolver uma narrativa que seria defendida, cantada e propagada por uma comunidade inteira – optou por contar justamente a história das vozes que foram emudecidas. Toda escolha tem uma consequência, e a de Leandro Vieira, sem dúvida, foi “histórica”.

Benjamin nos diz que “a experiência que se transmite oralmente é a fonte da qual beberam todos os contadores de histórias”. E Leandro bebe diretamente nessa fonte quando busca ouvir os ecos que não foram transcritos nos livros oficiais. Afinal, grande parte das histórias que o carnavalesco levou para a avenida só chegou ao nosso conhecimento graças à transmissão oral, pela tradição dos nossos antepassados de narrarem seus feitos de geração para geração. O ato de contar histórias é a garantia da manutenção dessas experiências.

Contudo, o que Leandro Vieira e a Estação Primeira fizeram não foi simplesmente narrar o passado. Não houve apenas a rememoração deste como se fosse um tempo estático, como se o desfile somente propusesse uma reescritura do passado, substituindo uma versão por outra. O carnaval da Mangueira propunha, além de uma necessária amplificação dos ecos que foram silenciados, uma retomada dessas vozes.

E esse movimento acontece quando todo sambista canta o samba de enredo, não só no sambódromo, mas fora dele: em casa, no trabalho, na rua, na sala de aula. A transmissão oral dessas histórias por meio do samba possibilita que no presente e no futuro novos contadores possam reconhecer a luta dos povos que foram marginalizados pelos veículos oficiais e, mais do que reconhecer, possam dar continuidade às lutas que foram interrompidas pelos “vencedores”.

Os que foram “derrotados” em batalhas ou “mortos” pela seleção histórica são lembrados e possuem suas vozes ouvidas. Como o próprio samba de enredo diz, “Brasil, chegou a vez de ouvir as Marias, Mahins, Marielles, Malês”. E complemento: não só de ouvir, mas chegou a vez de também dar continuidade a essas vozes. Esse recado foi muito bem dado na comissão de frente da escola, que finalizou sua apresentação com a abertura de um livro escrito “PRESENTE”, uma evidente referência à Marielle Franco – vereadora carioca assassinada em 2018 -, mas também uma potente mensagem de que a história do nosso povo está presente e que os silenciamentos e as invisibilizações que ocorreram no passado não serão mais aceitas. Os “derrotados” não irão mais se contentar em servir de solo para o cortejo dos “vencedores”.

Esses conceitos foram traduzidos visualmente, principalmente, na segunda, na terceira e na quinta alegoria. O segundo carro alegórico da escola, “O sangue retinto por trás do herói emoldurado”, apresentava o Monumento às Bandeiras, localizado em São Paulo, e tornava presente a história ausente por meio de pixações em vermelho de palavras como “ladrões” e “assassinos”; e embaixo do monumento encontravam-se esqueletos que representavam, por exemplo, tamoios, tupinambás e mulheres. Benjamin diz em suas teses sobre o conceito de história que “nunca houve um documento da cultura que não fosse simultaneamente um documento da barbárie”, e é justamente isso que Leandro Vieira mostra nessa alegoria.

No último carro alegórico, “A história que a história não conta”, vemos essa mesma máxima, com os “heróis” emoldurados pela história pisando sobre os corpos assassinados. Leandro Vieira faz questão de colocar na avenida uma imagem oposta à que foi construída em nossa formação escolar. Ao invés de estarem em suas posições de glórias, são mostrados como assassinos – como destruidores das histórias e das culturas outras. E ainda hoje essas histórias ocultas subsistem às margens da oficialidade. Inúmeras histórias de índios, negros, mulheres, LGBTs e pobres ficam de fora das grandes mídias para dar lugar a nomes de personalidades que simbolizam a manutenção do poder de uma elite racista, machista, xenofóbica e eurocêntrica. Na contramão da exposição da barbárie, encontra-se a terceira alegoria, “O trono palmarino”, onde Aqualtune, Zumbi e Dandara são vividos por Tia Suluca, Nelson Sargento e Alcione, respectivamente.

Nesse que é um momentos mais significativos do desfile, vemos grandes nomes da contemporaneidade representando grandes líderes do passado, em uma dupla coroação (do passado e do presente) de personagens importantes da história brasileira que não recebem o devido prestígio.

A última ala da escola encerra de maneira memorável o desfile com uma bandeira do Brasil ressiginificada. Nela, além da mudança cromática para o tradicional verde e rosa de Mangueira, há a substituição da frase “ordem e progresso” por “índios, negros e pobres”. Leandro Vieira sugere que não há como aceitar uma ideia de progresso a partir de uma história única. É preciso estilhaçar essa cronologia, essa ordem, para que o futuro seja uma continuação das lutas do passado e do presente desses grupos que foram interrompidos por um poder que aniquila a diversidade, o outro, o diferente. Vivemos novamente em uma época onde os governantes tentam apagar as memórias do nosso povo, tentam dizimar o pensamento crítico e a consciência da nossa própria história. Só que agora ouvimos a voz do samba. Agora que damos ouvidos às vozes que outrora emudeceram, não iremos admitir que nos silenciem. O samba de enredo da Estação Primeira de Mangueira é um grito de guerra nessa luta diária em se fazer ouvido.

Cleiton Almeida
Coordenador geral Observatório de Carnaval/UFRJ
Graduando em Artes Visuais – Escultura/EBA/UFRJ

Referências bibliográficas:
BENJAMIN, Walter. O contador de histórias. Em: LAVELLE, Patrícia. (Org.). A arte de contar histórias. São Paulo: Hedra, 2018.
BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 2012.
GAGNEBIN, Jeanne Marie. Limiar, aura e rememoração: ensaios sobre Walter
Benjamin. São Paulo: Editora 34, 2014.
GAGNEBIN, Jeanne Marie. História e narração em Walter Benjamin. São Paulo:
Perspectiva, 2013.
LIESA, Abre alas: Segunda. Rio de Janeiro: LIESA, 2019.
SARLO, Beatriz. Sete ensaios sobre Walter Benjamin e um lampejo. Tradução de Joana Angélica d’Avila Melo. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2015.

Emoção e nova cara dão o tom do enredo da Mocidade Alegre para 2020

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A Mocidade Alegre anunciou que “Do Canto das Yabás, Renasce uma Nova Morada” é o título do enredo para o Carnaval 2020. Antes do encenação do enredo, a presidente Solange Cruz deu um discurso carregado de sinceridade. Segundo ela, foi “a primeira vez que torceu para não cair”. Ao falar com o site CARNAVALESCO, a dirigente ressaltou a força de mais um tema afro.

“Todo ano é um novo concurso, proposta e busca. A gente acerta e erra. A escola é movida a emoção. O tema afro a escola sempre pede. A comunidade queria muito. Faz tanto tempo que tínhamos esse enredo na gaveta e esse ano vai”, disse a presidente ao site CARNAVALESCO.

Solange falou do segredo da força da comunidade da Morada do Samba.

“O carnaval hoje é reciclável. As pessoas vem e vão em todo momento. Trabalho muito com palestras e motivacional e gosto de ter as pessoas perto de mim. Sou nascida e criada nesse meio. Estou presidente e não sou presidente para o resto da vida”.

A Mocidade Alegre ainda não anunciou o nome do novo mestre-sala. A agremiação pretende dar oportunidade para um novo integrante que seja casa. “Estamos fazendo um estudo para dar oportunidade para quem é da casa”, frisou Solange.

Edson Pereira chega para dar nova cara

Carnavalesco da Mocidade Alegre para 2020, Edson Pereira afirmou que o enredo terá emoção para o componente.

logo morada2020“Vamos falar não só do momento de transição da Mocidade, que é uma nova Morada, e o enredo tem muita relação afetivamente com a escola. Fui pego pelo coração. Vamos trabalhar com muita emoção. Minha vida sempre foi feita de muitos desafios e acredito que aqui não será diferente. Serei um carnavalesco atuante e presente para que tudo que seja planejado aconteça”, disse o artista.

Sobre a forma de conciliar o trabalho do Rio de Janeiro (com a Vila Isabel) e São Paulo o artista explicou que a equipe está preparada.

“Montei uma equipe e quando eu não estiver presente ela estará. Estou contratado há um mês, o barracão já está funcionando, a gente já está fazendo projeto em pleno andamento. O que faz o carnaval campeão é foco e muito trabalho”.

Ballet Nacional da China se encanta com beleza do carnaval no barracão da Mocidade

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Fotos: Eduardo Hollanda

Mocidade China004O encontro do erudito com o popular é uma das maiores belezas da arte. Na manhã desta sexta no barracão da Mocidade Independente de Padre Miguel, o corpo do Ballet Nacional da China, um dos mais conceituados do mundo, mudou de lado. Deixou de ser artista e virou plateia. É que o grupo foi recebido pela escola para um pocket-show com bateria, passistas e o casal Marcinho e Cris Caldas. O encantamento também mudou de lado com o olhar de deslumbre por parte do grupo que conheceu os bastidores da construção do maior espetáculo da terra.

A ideia se deu a partir de um dos coreógrafos da escola, Jorge Teixeira, que recebeu os cerca de 80 bailarinos ao lado do diretor de carnaval da escola Marquinho Marino e mostrou cada etapa da construção de um desfile. Encantados, os bailarinos registraram tudo em fotografias. Jorge conta como foi a ideia do intercâmbio.

Mocidade China003“O Ballet Nacional da China está em turnê pelo Brasil e a produtora que trouxe pra cá entrou em contato comigo dizendo que havia grande vontade de conhecer uma escola de samba por parte deles. Organizamos tudo essa semana para realizar um show bacana para que eles pudessem conhecer a Mocidade”, contou.

Como parte do inyercâmbio, a Mocidade visitou o ”ambiente erudito”. Integrantes da escola, a convite do Ballet Chinês, fizeram uma visita ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

“Eles trouxeram um grupo de trabalhos da dança popular. É uma das escolas de ballet mais reconhecidas do mundo. Acho essa troca entre o popular e o erudito muito saudável para o carnaval. Alguns deles arriscaram passou de samba. Isso valoriza muito a nossa arte também”, disse Jorge Teixeira.

Mocidade China002Com a perícia de uma dança extremamente técnica, os bailarinos tentaram arriscar passos de samba, gênero genuinamente brasileiro de popular. Jorge explica que, embora seja uma dança de mais pé no chão, a técnica do samba é bastante difícil dr ser ensinada até para quem é profissional da área.

“Muito difícil ensinar pois faz parte de nossa cultura. Os chineses possuem um corpo esguio, linear. A mulher brasileira tem curvas, eles ficaram impressionados com os passos difíceis que o samba exige mesmo sem um corpo tão magro. Geralmente o bailarino é muito magro”, conclui Jorge.

Situação política resolvida e Lierj tem nova direção

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    76185675 7F45 4A5E A78F 4484BF777DB1Na noite desta quinta-feira, 23, aconteceu na sede da Lierj (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), situada à Rua Beneditinos, 10, centro do Rio de Janeiro, uma Assembléia Geral Extraordinária que concedeu posse à nova Diretoria Executiva da entidade que gere o Carnaval da Série A da Capital Fluminense.
    Autorizada pelo Exmo Senhor Doutor Juiz de Direito, Sandro Lúcio Barbosa Pitássi, da 37ª Vara Cível da Capital, as escolas presentes aprovaram por unanimidade as contas da gestão 2012-2019 e ratificaram a ata da Assembléia do dia 22/3/2019. A AGE teve a presença do Senhor ex-Presidente Renato Marins, que procedeu com a transição de forma pacífica e harmoniosa para a nova diretoria executiva, que assumiu imediatamente.


    NOVA DIRETORIA EXECUTIVA DA LIERJ:
    PRESIDENTE EXECUTIVO
    – Wallace Palhares
    VICE-PRESIDENTE EXECUTIVO – Fábio Montibelo
    DIRETOR DE CARNAVAL – Cícero Costa

    Mocidade Unida da Mooca lança enredo para 2020 com time de estrelas

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    9A9967CB 0829 417F 85E9 B8961E0BECF3Penúltima escola a confirmar seu enredo no Grupo de Acesso para 2020, a MUM (como é carinhosamente conhecida) divulgou seu enredo para o ano que vem em suas redes sociais. A escola contará “A Ópera negra de Abdias Nascimento”. Com Zezé Motta, Milton Cunha, Isabel Filardis, Dani Ornellas, Ruth de Sousa, Maíra Azevedo, Leci Brandão, Hilton Cobra e outros, em sua divulgação, a agremiação da Zona Leste promete mais um grande enredo. Criado e desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues, ele explica um pouco sobre o que vem por aí.

    “Este enredo é extremamente necessário para o momento que vivemos, na verdade, ele sempre foi necessário e precisa estar vivo em nossos discursos. Nossa história precisa de referências reais, precisamos exalta-las, e a escola de samba tem papel fundamental nessa construção, somos redutos de resistência da memória do Brasil real.”

    Quinta colocada no último carnaval, a Mocidade Unida da Mooca busca ascensão inédita para o grupo Especial.

    Portela e agência Saravah comemoram prêmio para projeto de branding

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    E36AF5E3 0C2F 4769 B745 2A43BABF4F5CPioneiro no universo do carnaval carioca, o projeto de estratégia de marca da Portela desenvolvido pela Saravah Branding, Comunicação e Design recebeu, na última terça-feira (21), o Prêmio Colunistas 2018 na categoria Case de Branding ou Design Corporativo (Rio de Janeiro).

    A festa de entrega aconteceu no Blue Note, na Lagoa, e contou com a presença do presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, dos assessores de Marketing da agremiação, Paulo Renato Vaz e Vinícius Ximenes, além de diretores da agência Saravah.

    “A Portela precisava reforçar e profissionalizar a gestão de sua marca, por isso encomendamos o projeto de branding. Estamos pensando no futuro. Nosso objetivo é tornar a Portela uma escola autossuficiente e rentável. O prêmio é um importante reconhecimento para todos os envolvidos no projeto, que foi muito bem desenvolvido pela Saravah”, destacou o presidente Luis Carlos Magalhães.

    Cristiano Mansur, diretor executivo da Saravah, também comemorou. “Estamos todos muito felizes! É uma grande alegria ter o reconhecimento de um prêmio tão tradicional, com mais de 50 anos de existência e principal referência no segmento. O prêmio reconhecer o pioneirismo, a coragem e a ousadia da Portela em realizar projeto de branding é, para nós, motivo de muito orgulho. É uma marca, uma estratégia e um posicionamento para que a escola esteja cada vez mais preparada para voar ainda mais alto.”

    0334BAC8 D7EC 4B7E 80B6 00985A10D01EPara Vinícius Ximenes, o prêmio reafirma a posição de vanguarda da escola. “A conquista do Colunistas mostra o posicionamento de vanguarda que a Portela sempre teve. Ser a primeira escola de samba a ter um projeto de branding e conquistar um prêmio desta grandeza, confirma a nossa força de instituição amada e visionária, valorizando e profissionalizando ainda mais a gestão íntegra de uma marca tão importante, capaz de engajar cada vez mais apaixonados durante um ano inteiro.”

    Paulo Renato Vaz, também da equipe de Marketing da agremiação, faz coro: “É emocionante ver que o trabalho da Portela ultrapassa a barreira da Avenida. A Portela está se conectando ao mercado em todos os sentidos e esse projeto, com a Saravah, é um dos mais bem-sucedidos. O Prêmio Colunistas é um dos mais importantes da publicidade e a Portela ganha muito fazendo parte disso.”

    Após mais de um ano de pesquisas, o projeto de branding da Portela foi lançado em setembro de 2018 durante cerimônia no barracão da escola, na Cidade do Samba.