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Ritmista dará workshop sobre cuíca no Centro de Artes Calouste Gulbenkian

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WorkShopO Centro de Artes Calouste Gulbenkian recebe no dia 25 de julho um workshop sobre um dos instrumentos mais tradicionais do samba, a cuíca. Ministrado pelo ritmista Ricardo Santana da Cuíca, com passagem como diretor do naipe em diversas agremiações.

O workshop terá duos e trios de cuícas com outros instrumentos, tais como chocalho, tamborim, agogô, caixa, surdos de marcação, berimbau, triângulo, zabumba e repique. Além disso será ministrada a técnica e leitura rítmica aplicada à cuíca, subdivisões, modulação métrica e dinâmica, além de rodas de conversa com convidados.

O Centro de Artes Calouste Gulbekian fica na Praça 11, próximo ao Terreirão do Samba. O workshop acontece entre 19h e 21h. As vagas são limitadas e os interessados podem se inscrever através do email [email protected] e do telefone (21) 97673-1313.

Castanheira segue no comando da Liesa e já prevê data de sorteio da ordem de desfile

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    castanheira

    Após a assembleia que definiu a manutenção do regulamento do Carnaval 2019 Jorge Castanheira anunciou que segue no comando da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). O dirigente frisou que houve um pedido das escolas que ele siga no comando das agremiações do Grupo Especial. (Foto: Maria Zilda)

    “Ao final da reunião foi solicitada pelas escolas minha permanência. Estou disposto a ajudar e dar continuidade. Tinha condicionado minha renuncia a virada de mesa, já que eu não poderia aceitar pela credibilidade do espetáculo e pelo termo de conduta com o Ministério Público, e houve uma aclamação para que eu fique como presidente. Minha intenção é ficar e colaborar com as escolas”, explicou.

    Ele ainda negou que algum momento tenha especulado uma redução do número de agremiações na elite da folia carioca.

    “Nunca falei em 10 escolas no Especial. A nossa previsão é termos 12 escolas em 2021”, comentou Castanheira.

    Segundo o dirigente, a Liga agora já pensa no Carnaval 2020. “Já existe previsão de fazermos o sorteio da ordem de desfile com sete escolas no domingo e seis na segunda em 2020. A possibilidade é do sorteio ser na sede da Liga já na próxima semana, talvez, na quarta-feira, dia 17 de julho”.

    O dirigente disse ainda que o regulamento de 2020 prevê o rebaixamento de duas escolas do Especial e uma subindo da Série A.

    Liesa mantém regulamento de 2019 e Império Serrano e Imperatriz vão desfilar na Série A no Carnaval 2020

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      plenaria liesa

      A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) definiu em assembleia geral, na noite desta quarta-feira, em sua sede no Centro do Rio, desvirar a mesa e manter o regulamento do Carnaval 2019, ou seja, com o rebaixamento do Império Serrano e da Imperatriz para a Série A em 2020. (Foto: Maria Zilda)

      “Todos os sócios votaram. Foram 28 votos pela manutenção do regulamento e 13 pela Imperatriz e uma abstenção. Fica mantido o regulamento do Carnaval 2019 e não há virada de mesa e a Liesa volta a ter 13 agremiações em 2020. A última instância da Liesa, a assembleia geral, definiu o resultado. No total, a gente teve 42 votos e a votação foi secreta”, disse Castanheira.

      Jorge Castanheira segue como presidente da Liga

      Segundo o dirigente, a Liga agora já pensa no Carnaval 2020. “Já existe previsão de fazermos o sorteio da ordem de desfile com sete escolas no domingo e seis na segunda em 2020. A possibilidade é do sorteio ser na sede da Liga já na próxima semana, talvez, na quarta-feira, dia 17 de julho”.

      Jorge Castanheira frisou que houve um pedido das escolas que ele siga no comando das agremiações do Grupo Especial. Ele disse ainda que o regulamento de 2020 prevê o rebaixamento de duas escolas do Especial e uma subindo da Série A.

      “Ao final da reunião foi solicitada pelas escolas minha permanência. Estou disposto a ajudar e dar continuidade. Tinha condicionado minha renuncia a virada de mesa, já que eu não poderia aceitar pela credibilidade do espetáculo e pelo termo de conduta com o Ministério Público, e houve uma aclamação para que eu fique como presidente. Minha intenção é ficar e colaborar com as escolas. Nunca falei em 10 escolas no Especial. A nossa previsão é termos 12 escolas em 2021”, comentou Castanheira.

      Engenho da Rainha inicia ensaios de bateria nesta quarta

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      engenhodarainha carnaval2019 66O mestre de bateria do Acadêmicos do Engenho da Rainha, Leonardo Jorge, está convocando todos os seus ritmistas para participar do primeiro ensaio de bateria, que será realizado nesta quarta-feira, 10, às 19h, na quadra da agremiação, na Rua Mário Ferreira, 257 – Engenho da Rainha.

      De acordo com Leonardo Jorge é necessário o comparecimento de todos os ritmistas da bateria do Engenho da Rainha para que os trabalhos possam ser realizados com mais aprimoramento e ousadia.

      Imperatriz se posiciona após derrota judicial e diz que estatuto da Liesa está sendo descumprido

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        Imperatriz desfile2019 006

        Após ter a liminar (que pedia o afastamento de Jorge Castanheira da presidência da Liesa) indeferida, a Imperatriz Leopoldinense emitiu uma nota oficial nesta quarta-feira. No texto a escola alega que o estatuto da entidade está sendo desrespeitado e que Jorge Castanheira quer retirar das agremiações o poder decisório.

        “Causa extrema preocupação às escolas de samba o item 2 do edital publicado pela Liesa para de Assembleia Geral Extraordinária desta quarta-feira, que prevê a perda do poder decisório das escolas de samba, contrariando claramente o que determina o Estatuto da Associação. Ou seja, as escolas de samba não poderão mais decidir questões relevantes sobre os seus desfiles e o próprio carnaval. Esse é o estopim para uma racha definitivo na Liesa: Até os presidentes das escolas de samba que votaram contra a permanência da Imperatriz no Grupo Especial irão se insurgir contra a forma arbitrária com que o presidente da Liesa, Sr. Jorge Castanheira, quer calar a voz das escolas de samba. A aprovação deste item pode determinar o fim da Liesa como a conhecemos hoje”, diz um trecho da nota gresilense.

        Nesta quarta serão três tópicos a serem votados pela Assembleia Geral às 19h na sede da Liesa: 1) Aprovação da ata da Assembleia de 03/06/19 (que decidiu pelo rebaixamento da Imperatriz); 2) Definição do órgão competente para deliberar sobre questões de relevância na Liesa (o ponto citado na nota da Imperatriz); 3) Reavaliação da decisão de manter a Imperatriz no Grupo Especial (três escola mudaram de opinião e o placar em tese está em 8 a 5 para que a escola seja mesmo rebaixada).

        Outro aspecto da nota afirma que a Liesa não repassa nenhuma verba para as agremiações desde 03/06, data da Assembleia que virou a mesa e que Jorge Castanheira teria um projeto de fazer com que o Grupo Especial só tenha 10 agremiações.

        “A proposta de uma nova votação para que a Imperatriz vá para o Grupo de Acesso serve apenas ao propósito do Presidente da Liesa de restringir o número de escolas de samba do Grupo Especial a 10. Ou seja, podemos esperar muitas viradas de mesa nos anos que virão, pois para isso será preciso que quatro escolas de Samba do Grupo especial desçam para o grupo de Acesso. Desde o dia 03/06/2019, nenhum valor foi repassado pela Liesa para as escolas de samba: trata-se apenas de estratégia para forçar as escolas de samba a concordarem com sua posição, vencida pela vontade da maioria na Assembleia Geral de 03/06/2019”, destaca o texto.

        A Imperatriz encerra seu posicionamento reiterando que “estamos diante de uma situação jurídica aberrante, onde quem juridicamente não é mais presidente da instituição entende que pode continuar factualmente exercendo os poderes decorrentes do cargo, violando não só o Estatuto, mas também a própria Lei”, finaliza a argumentação da verde e branca.

        ‘Kabecilé, meu padroeiro. Traz a vitória pro meu Salgueiro!’: análise sobre o lado de lá e o de cá

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        Salgueiro desfile2019 016

        O mês de Junho traz com ele as tradições juninas pegam fogo. As festas dedicadas a São João trazem quitutes, brincadeiras, danças e, é claro, a fogueira. É no rio Jordão que São João Batista aparece nas passagens bíblicas das tradições católicas. Um santo no rio. Um rio de águas. Afinal, de onde vem o fogo de São João?

        De acordo com os processos de transculturação ocorridos em território brasileiro, percebem-se diversas confluências não uniformes na construção e manutenção do imaginário popular. O sincretismo religioso é um dado possível de análise ao pensar como esses elementos se sobrepõem em projeções dialógicas. O fogo de São João surge aqui pelos encontros com Xangô. A cantora Juçara Marçal entoa “São João Batista, Xangô. Ele é dono do meu destino até o fim. Se eu perder a fé no meu senhor, ele roda a pedreira por cima de mim.”

        No ano de 2019 o G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro trouxe à Marquês de Sapucaí seus Xangôs. Gabaritando o quesito enredo, a escola da Tijuca decidiu construir uma narrativa que ao mesmo tempo falava de lá – as tradições dos povos yorubanos – e de cá – a história da agremiação. O enredo dividido em cinco setores de coesão fluida grifou o orgulho do salgueirense ao homenagear o padroeiro da escola. Já na justificativa do enredo é possível encontrar os pilares de sustentação dessas influências yorubanas na comunidade salgueirense. O alujá do orixá é, por tradição, a essência da bateria Furiosa.

        Voltando também aos carnavais clássicos de Arlindo e Pamplona, o carnavalesco Alex de
        Souza dá liga ao enredo autoreferencial. Para além de todas as passagens mitológicas
        pesquisadas pelo artista-curador nos livros, sobretudo de Reginaldo Prandi e Pierre Verger,
        colocou-se a questão contemporânea na intercessão entre a filosofia de terreiro – trazida na figura do orixá – com o exercício da mesma no cotidiano do devoto.

        “Fugindo, então, do caminho mais simples, o Salgueiro apresenta um enredo que ultrapassa a fronteira do Candomblé. Costurada em cinco setores, a história a ser contada na avenida passeia por vários prismas ligados ao Senhor da Justiça. Um olhar ampliado, para ir além do Orixá, trazendo, inclusive, o mito de Xangô até os dias de hoje, tempos sombrios em que a Justiça e, porque não dizer, a proteção do Orixá se faz muito necessárias em nosso país” (ABRE ALAS/LIESA, 2019, p. 186)

        O modo como o enredo foi plasticizado construiu uma curva de afetividades. Começando
        pelos diversos simbolismos visuais presentes nas tradições do candomblé, indo ao apogeu da visualidade cristã-europeia até a finalização com estética mais inventiva, percebe-se também a utilização dos vermelhos e seus tons no tapete formado pelo desfile. O orixá Xangô é cultuado majoritariamente no candomblé Ketu, de raíz yorubana. Nesta tradição suas cores são o vermelho e o branco, assim como as cores do pavilhão da escola. Destaco a ala 11, Vestimenta do Orixá, que destrincha visualmente estas conexões.

        Como pertencente aos cultos de tradições afro-diaspóricas não há como negar o potencial de catarse encontrado no carnaval ao cantar enredos dados na ancestralidade. Popularmente conhecido como enredos afro, tendem a ser pontos de fácil leitura e identificação na disputa dos desfiles. A utilização desses modos curatoriais pode ser encontrada cada vez mais frequente na Marquês de Sapucaí. De fonte inesgotável, os recortes dados a esses tradições, não só religiosas mas culturais, trazidas pelos negrxs escravizadxs coloca em voga a identificação pelo ancestral comum.

        O artista carnavalesco, em tempos de extrema crise financeira no mercado, em conjuntura
        com os “contingenciamentos”, desdobra-se na criação de um tema capaz de sustentar no chão da escola a possível precariedade estética. O teórico Ricardo Basbaum batiza essa figura como artista-etc, aquela que flexiona diversas instâncias do próprio trabalho. Alex de Souza é esse figura emblemática ao assinar todas as áreas do trabalho de concepção no desfile de 2019.

        O samba-enredo da agremiação foi construído de forma a ativar a sensação de pertencimento daquilo que era cantado. Outro quesito gabaritado pela agremiação, o convite ao tremor do terreiro estava expresso ali na boca do componente. A comunidade tijucana com afinco honrou o canto ancestral da divindade africana. Entretanto houve perda de um décimo no quesito Evolução e um 9,9 foi dado no quesito Harmonia, mas esta nota foi ao descarte.

        O quesitos que acabaram prejudicando o ilá de Xangô ser ouvido ainda mais alto foram
        Fantasias, Alegorias e Adereços e Comissão de Frente. Os dois primeiros foram
        despontuados pela materialidade nas confecções. Questões envolvidas com a deformação de materiais e problemas no acabamento de carros, sobretudo aquele trazendo o cágado Ajapá, foram agravantes na perda do título.

        A comissão foi entendida de modo confuso pela má utilização do elemento cênico, o famoso
        tripé, de proporções monumentais e de performance bem abaixo do esperado. A concepção
        da mesma foi dada através de um prólogo, não setorizado, que deu início a narrativa
        curatorial proposta por Alex. Por mais que alguns simbolismos difundidos estivessem já
        colocados na cabeça da escola, faltou a suavização dos eventos desdobrados na coreografia.

        De modo muito subjetivo coloco minha opinião que o abre-alas da escola, por mais que
        estivesse justificado corretamente dentro do enredo, não atendia minhas expectativas. Meu

        imaginário a priori ansiava por um abre-alas em cores quentes, opulento, trazendo a vibração do rei de Oyó no primeiro momento. Entretanto sobrou Oduduwa e faltou Alafim. O branco criacional talvez não tenha sido um bom sucessor da comissão já problemática. Por mais óbvio que meu desejo fosse, era real. Talvez até coletivo…

        De acordo com as justificativas não houve desconto relacionado a discordâncias no discurso
        curatorial e organização do enredo, cuidadosamente elaborado. Ponto pra experiência do
        artista em conseguir fluir das tradições yorubanas até as críticas sociais, terminando o desfile na ala 30 , Que a Justiça Seja Feita! – Ativistas. O desencadeamento dos setores aconteceu através da fácil leitura dos elementos estéticos. Portanto, ao analisar as justificativas e notas, percebe-se que a materialidade plástica na obra carnavalesca tenha sido o fato pontual à perda do título.

        Por fim, encerro este pequeno texto colocando a pungência do cenário atual em cada vez mais ser necessária a construção de enredos que reflitam as vivências da sociedade e suas dores. Num ano onde Mangueira se torna campeã contando a história daquelxs colocadxs em estado de subjugação, percebe-se a necessidade dos desfiles carnavalescos serem festas de reflexão e mobilização social. Os mecanismos de gatilho dessas propostas são da ordem exponencial, podendo existir através de diversas narrativas. Xangô trouxe juntos de seus ministros críticas plausíveis ao cenário nacional de desmantelamento político, afetando o carnaval diretamente em cortes agressivos à produção dos desfiles. Vivemos um contingenciamento financeiro e, sobretudo, ideológico. Como diz o samba “Ojubá! Quem não deve não teme.”

        Referências:

        <http://liesa.globo.com/2019/por/03-carnaval/resultado/2019_Liesa_MapaDeNotasCarnaval2019.pdf>

        BASBAUM, Ricardo Roclaw. Manual do artista-etc. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2013.

        COSTA LIMA, Vivaldo da. O conceito de nação nos candomblés da Bahia. In: Afro-Ásia. Publicação de CEAO, n° 12, Junho de 1976.

        LIESA, Livro Abre-alas: Domingo. Rio de Janeiro: LIESA, 2019.

        MARÇAL, Juçara. Machado de Xangô. Composição de Kiko Dinucci. 2008. Disponível em:
        <https://open.spotify.com/track/0i8CBdlnavMk7CpY2y5Gg3?si=Y1sHnSXaRZa8zLwaXkDt
        Iw>

        OLIVEIRA, Rosenilton Silva de. Orixás e a manifestação cultural de Deus: uma análise das liturgias católicas “inculturadas”. Rio de Janeiro: Mar de Ideias Navegação Cultural, 2016.

        VERGER, Pierre Fatumbi. Notas sobre o culto aos orixás e voduns na Bahia de Todos os Santos, no Brasil, e na antiga Costa dos Escravos, na África. Tradução de Carlos Eugênio Marcondes de Moura. São Paulo: EDUSP, 1999.

        VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás, deuses iorubas na África e no Novo Mundo. São Paulo: Corrupio, 1981.

        ZENICOLA, Denise. A coreografia das iabás. In: O percervejo. Programa de Pós-Graduação em Teatro ou Departamento de Teoria do Teatro. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2003.

        Rennan Carmo
        Membro Colaborador do Observatório de Carnaval / UFRJ
        Graduando em História da Arte – Escola de Belas Artes / UFRJ

        Justiça indefere pedido de liminar da Imperatriz e Assembleia Geral da Liesa pode desvirar mesa nesta quarta

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        Imperatriz 2A juíza Priscila Fernandes Miranda Botelho da Ponte, da 3ª Vara Cível da Capital, indeferiu o pedido de liminar da Imperatriz Leopoldinense pelo afastamento do presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) Jorge Castanheira de suas funções.

        A decisão permite com que o presidente da entidade comande a Assembleia Geral da Liesa nesta quarta, que deve confirmar a desvirada de mesa que salvaria a Imperatriz do rebaixamento. A Rainha de Ramos havia entrado com o pedido de liminar para anular a convocação, alegando que Castanheira não poderia comandar a reunião, uma vez que anunciou o seu pedido de renúncia.

        “Por todo o exposto, judicializar a posse do Vice-Presidente, conforme o pretendido pela autora, com o consequente afastamento imediato do cargo do presidente, usurpa as competências institucionais da Assembleia, uma vez que a resolução das questões postas na presente ação podem e devem ser resolvidas internamente, diante da existência de previsão expressa para solução da controvérsia no Estatuto da Liesa. Ressalto ainda, que, na forma do Estatuto, até que seja convocada Assembleia Geral com a finalidade de empossar o Vice-Presidente, ou no caso de seu impedimento, para que sejam realizadas novas eleições, existe período mínimo de transição que deve ser observado, sendo mais prejudicial aos associados o afastamento imediato do então presidente Jorge Castanheira, do que a sua manutenção até a regularização da eventual vacância do cargo, que deverá ser feita após a aprovação da ata do dia 3/6/2019”, diz a decisão.

        Caso não cumpra o regulamento, a Liesa será multada em R$ 750 mil por desrespeito ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Estadual. O documento foi assinado no ano passado justamente para que uma terceira “virada de mesa” consecutiva no carnaval carioca não acontecesse.

        O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) recebeu nesta sexta-feira as declarações da Unidade da Tijuca, União da Ilha e Paraíso do Tuiuti informando da alteração dos votos e afirmando a opção pela manutenção do regulamento do Carnaval 2019, ou seja, com a Imperatriz Leopoldinense e o Império Serrano rebaixados e desfilando na Série A em 2020. O promotor Rodrigo Terra aguarda o posicionamento oficial da Liesa, após a plenária desta quarta-feira, para tomar uma decisão sobre o caso.

        Sem cantores de outras escolas, disputa de samba da Mangueira custará R$ 4.800 por parceria

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        ensaio mangueira 2019 009A Mangueira vai inovar em sua disputa de samba para o Carnaval 2020. Embora ainda não tenha enredo para o desfile do ano que vem, o site UOL divulgou nesta segunda-feira informações acerca do sistema de disputa que vai escolher o novo hino da atual campeã do carnaval carioca. As mudanças foram arquitetadas pelo carnavalesco Leandro Vieira junto com a diretoria da escola.

        As principais alterações visam reduzir o desequilíbrio financeiro entre parcerias. Entretanto para inscrever um samba cada parceria precisará dispor de R$ 4.800,00. O valor servirá para custear a gravação das obras em estúdio, já que estão proibidas as tradicionais gravações com intérpretes de outras agremiações. Apenas os cantores da Mangueira podem participar da disputa. As torcidas “comerciais” também estão vetadas do concurso.

        Para inscrever o samba as parcerias, além do pagamento que poderá ser parcelado, deverão entregar letras cifradas e os sambas gravados de forma “amadora”. As gravações em estúdio serão realizadas pelos cantores da escola. Cada parceria só poderá contar com 4 compositores.

        Grande Rio prepara mensagem contra ódio e intolerância na figura de Joãosinho da Goméia

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        GrandeRio CarnavalescosJoão Alves de Torres Filho ou Joãozinho da Goméia será o grande homenageado pela Grande Rio no Carnaval 2020, em um retorno às origens de enredos de densidade cultural na agremiação de Caxias. Os carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad conversaram com a equipe do site CARNAVALESCO sobre o enredo. Para Leonardo Bora a repercussão positiva se deve muito ao fato de a escola não fazer um enredo com essa temática há quase 30 anos.

        “Quando da divulgação do enredo a Grande Rio ficou em oitavo lugar nos trending topics do Brasil no Twitter. Isso nos dá muita vontade de realizar esse carnaval tão necessário, em tempos tão obscurantistas, de intolerância religiosa, homofobia e racismo estrutural. Essa primeira resposta revela um sentimento de pertencimento. É isso que entendemos como escola de samba, uma teia de relações comunitárias. Eram 26 anos de espera por uma temática afro-ameríndia na escola”, opinou Bora.

        Joãozinho da Goméia é mais um desses personagens que somente um desfile de escola de samba é capaz de popularizar para todo o Brasil. Gabriel Haddad traça um perfil daquele que ficou conhecido como o rei do candomblé.

        Grande Rio Bora Livro001“Joãosinho da Gomeia, como dito pela rainha Elizabeth II, foi o rei do candomblé. Ele nasceu no interior da Bahia e sentia muitas dores de cabeça. Em Salvador é feito no santo para Oxossi. A partir de então ele faz sua vida no candomblé. Mais tarde ele traz o culto a Jurema para Caxias, em conjunto com o candomblé de Angola, que não é muito falado por aqui. No meio disso tudo, era um artista incrível, um bailarino, dançarino. Inspirou Mercedes Batista, participou de desfiles de escola de samba também, costurava suas próprias roupas. Trouxe o luxo de tecidos para o candomblé”, resume.

        Leonardo Bora complementa com as características políticas do homenageado. Em um determinado trecho de sua vida o religioso era procurado por personalidades da cena cultural brasileira.

        “Foi um grande articulador. Hoje falamos em mediação cultural. Foi alguém que conseguia reunir em sua corte pessoas das mais diferentes classes sociais, da cultura brasileira. O centro da Goméia era um polo-social, com distribuição de agasalhos, campanhas de vacinação. Várias personalidades frequentavam o seu centro”, disse o carnavalesco.

        Annik Salmon é a nova carnavalesca da Porto da Pedra

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        Foto: Luciano Belford

        Annik Luciano BelfordA Unidos do Porto da Pedra definiu o nome de Annik Salmon como nova carnavalesca da escola, substituindo Jaime Cezário, que desenvolveu os projetos dos últimos quatro anos na escola. A carnavalesca estava na Unidos da Tijuca, onde trabalhou na comissão de carnaval entre os anos de 2015 e 2019.

        Annik fará o seu primeiro trabalho solo no carnaval. A Porto da pedra já definiu o seu enredo para o desfile de 2020, ‘O que é que a baiana tem? Do Bonfim à Sapucaí’. A escola recebeu a inscrição de seis sambas concorrentes e definirá o seu hino oficial no próximo dia 02 de agosto.

        Pela Unidos da Tijuca, Annik conquistou o quarto lugar no Carnaval 2015 e em 2016 um vice-campeonato. Nos carnavais subsequentes a Tijuca não mais voltou entre as campeãs, em 2017, 2018 e 2019. A unidos do Porto da Pedra almeja o retorno ao Grupo Especial, oito anos depois de seu último carnaval na elite.