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Estrela do Terceiro Milênio apresenta fantasias do enredo sobre Paulo César Pinheiro em evento emocionante

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No último domingo, a Estrela do Terceiro Milênio realizou, em sua quadra, o “Tributo a Paulo César Pinheiro”, evento que apresentou a concepção estética que a agremiação do Grajaú levará para a avenida no Carnaval 2026. A escola inovou: à medida que as fantasias eram reveladas, a intérprete oficial Grazzi Brasil e a cantora Raquel Tobias entoavam sucessos de Paulo César Pinheiro, tema da “Coruja” para o próximo desfile. Enquanto isso, o carnavalesco Murilo Lobo explicava os momentos que cada vestimenta representava. O encerramento foi marcado por uma apoteose reunindo todas as fantasias ao som do samba-enredo de 2026.

Após conquistar a oitava colocação no Carnaval 2025, a Milênio busca emocionar com uma homenagem especial em seu novo projeto. Intitulado “Hoje a poesia vem ao nosso encontro: Paulo César Pinheiro, uma viagem pela vida e obra do poeta das canções”, o enredo será apresentado no sábado de carnaval, quando a escola será a quinta a desfilar no Anhembi. O CARNAVALESCO esteve presente e conversou com Murilo Lobo, artista responsável pelo desenvolvimento do tema da Terceiro Milênio rumo ao próximo desfile.

Desde que chegou à Estrela do Terceiro Milênio, Murilo Lobo já desenvolveu diversos enredos. No entanto, 2026 marca a primeira vez em que ele trabalha sobre a vida de uma grande personalidade musical. O carnavalesco afirma que a trajetória de Paulo César Pinheiro trouxe inspiração e fluidez.

“Acho que só facilitou. O Paulo César Pinheiro tem uma coisa muito linda: a obra dele retrata o Brasil. Ele viajou o país inteiro e compôs canções para Minas, Amazônia, Nordeste… É um cara que ia aos lugares e compunha como se fosse de lá. Isso nos inspirou a contar a história de um menino que, aos 13 anos, tem o primeiro encontro com a poesia e escreve ‘Viagem’, o primeiro grande clássico da música popular brasileira. É maravilhoso, inspirador, um desfile cheio de delicadezas e de poesia. É incrível fazer uma homenagem dessa, e as músicas são inspiradoras. Foi muito mais tranquilo do que em outros anos e, ao mesmo tempo, muito mais instigante”, celebrou.

Fantasia politizada é a preferida do carnavalesco

Conhecido por valorizar a política na avenida, Murilo revelou que sua fantasia predileta está ligada a um samba de forte crítica social:

“A minha fantasia favorita é ‘O dia em que o morro descer e não for carnaval’. Foi uma sacada nossa trazer esse samba político, que instiga as pessoas a perceberem o poder que o povo tem. No momento tão politizado em que estamos vivendo, tive a ideia de criar uma espécie de mestre-sala esfarrapado, que desce todo armado para fazer a guerra civil. Para o público, chamo atenção especialmente para as baianas. Vai ficar muito lindo”, disse.

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Foto: Nabor Salvagnini/CARNAVALESCO

Samba-enredo inspira o desenvolvimento das fantasias

Apaixonado por samba-enredo, Murilo destacou como as composições influenciam diretamente o desenvolvimento visual do desfile:

“Os poetas sempre me surpreendem. A gente faz a sinopse, acompanha as letras, mas eles levantam questões que, às vezes, passam despercebidas por mim. E aí eu insiro, seja em carro ou no chão, para ajudar a fazer a referência. Sem dúvida, o samba-enredo me ajuda bastante no desenvolvimento do desfile”, afirmou.

Reprodução das fantasias é o maior desafio

Se nos pilotos as fantasias ganham forma perfeita, a reprodução em larga escala é, segundo o carnavalesco, o grande desafio:

“A reprodução é o grande desafio. Fazer o piloto não é difícil. O problema é quando você vai para as compras: enfrenta dificuldade de mercado, coisas que não existem em quantidade. Nos pilotos, às vezes, o custo é muito alto. Temos uma baiana este ano especialmente mais cara do que fazíamos antes. Você precisa do apoio da presidência e da direção da escola, que dizem: ‘Vamos juntos’ ou ‘Não, simplifica alguma coisa’. Por isso acho que a reprodução é muito mais desafiadora”, explicou.

Alegorias terão novo formato com mudanças no regulamento

Por fim, Murilo Lobo adiantou que a escola apostará em um novo formato para suas alegorias, aproveitando alterações no regulamento.

“As alegorias contam trechos dessa história. E este ano, com a mudança no critério de julgamento, em que podemos ter mais quadripés, fizemos uma alteração na forma de apresentação do desfile, que eu acho que vai ficar bem bonita”, concluiu.

Exaltando pontos de orixás, Morro da Casa Verde apresenta samba-enredo para o Carnaval 2026

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Na noite deste último sábado, o Morro da Casa Verde apresentou o samba-enredo para o Carnaval 2026. Com essa revelação da obra, a verde e rosa se tornou uma das últimas agremiações a divulgar a música que irá embalar o Carnaval no Anhembi. Para celebrar a ocasião, o evento ocorreu na Cassasp e contou com a presença das coirmãs Dragões da Real e Mocidade Unida da Mooca. Na oportunidade, também aconteceram homenagens e coroações para musa, muso, rainha e madrinha de bateria, além da exposição das fantasias de 2026 logo na entrada do local. Outros dois momentos marcantes foram os cantos de pontos de orixás e a posse do pavilhão de enredo do segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira. O CARNAVALESCO acompanhou a festa e todos os detalhes do lançamento do samba-enredo.

Exaltando pontos de orixás, Morro da Casa Verde apresenta samba-enredo para o Carnaval 2026
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Morro é sentimento

Ao falar sobre a obra para o Carnaval 2026, o presidente Diego Campos afirmou estar extremamente satisfeito com o que foi apresentado. Ele também exaltou o intérprete oficial Wantuir, que não pôde comparecer, mas segue como a grande voz da verde e rosa da Zona Norte pelo terceiro ano consecutivo.

“A gente costuma falar em todas as nossas apresentações que o Morro da Casa Verde é sentimento. E o samba também faz parte desse sentimento. O nosso compositor majoritário é o Celsinho Mody, que faz parte da família e é cria do Morro da Casa Verde. Foram muitas etapas até chegar nesse samba que vocês estão ouvindo. Espero que todos gostem, que seja unânime. Realmente é um samba que superou as minhas expectativas. Estou acompanhando o processo desde a construção, então sou suspeito para falar. E, na voz de um intérprete do tamanho do Wantuir, fica ainda melhor”, disse.

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O gestor detalhou ainda mais o processo de composição. Segundo Diego, várias pessoas participaram até o resultado final. “A gente vem de uma tradição de encomendar o samba porque não precisamos ficar juntando ou cortando trechos em caso de eliminatórias. Os compositores são Chocolate, Celsinho Mody, Rubens Gordinho… Tem uma porção de nomes que, no decorrer, vêm e dão uma palavra, mas às vezes não querem assinar. Tem também o nosso amigo Sandro Bernardes, que participa bastante nas questões religiosas, além do Pai Léo. Eles sempre acompanham, principalmente quando falamos das matrizes africanas. E claro, tudo em conjunto com o nosso carnavalesco e o departamento cultural. É uma construção coletiva: todo mundo participa. Não tem esse negócio de ‘o presidente quer assim’. A gente ouve todos e tenta adequar dentro do regulamento do carnaval para trazer o melhor samba”, contou.

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Processo de criação

É fundamental um texto rico de sinopse para alinhar os compositores e, assim, alcançar o melhor samba. De acordo com o carnavalesco Ulisses Bara, a ideia é sempre facilitar o trabalho dos compositores a partir do conteúdo disponibilizado.

“Quando estamos no processo do enredo e do texto, eu preciso que os compositores tenham facilidade para entender o que eu quero mostrar. Minha conversa com os compositores, principalmente com o Celsinho nesses últimos dois anos, agora entrando no terceiro, é sempre nesse sentido. Eu faço o texto em uma linguagem que o samba corresponda, que seja fácil e compreensível. Como o Celsinho mesmo diz: ‘Ulisses, pelo texto que você coloca, a gente consegue fazer o samba de uma forma como se fosse um pagode do Zeca Pagodinho’. Assim como em 2024, 2025 e agora em 2026, conseguimos manter a mesma linha de samba-enredo. Eu fiquei muito feliz e gostei demais do resultado”, declarou.

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Ulisses detalhou como foi a conversa com o principal compositor do samba, Celsinho Mody. “Por exemplo: este ano, quando desenvolvi o texto, o Departamento Cultural me assessorou o tempo todo, ajudando em vários pontos. Depois que o texto ficou pronto, passei para a diretoria. Eles aprovaram e gostaram. Em seguida, passei para o Celsinho, e aí começamos a conversar. Ele respondia: ‘Beleza, quando eu tiver meio caminho andado, te mando’. E assim fomos ajustando. Ele enviava, eu lia e dava meu parecer: ‘Isso está bom, pode mexer, pode seguir’ – até chegarmos ao resultado final”, explicou.

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Sobre o tema de Santo Antônio, o artista revelou que sempre quis homenagear o santo, mas decidiu engrandecer a narrativa trazendo também elementos das religiões de matriz africana. “Eu já tinha vontade de falar de Santo Antônio. O Pai Léo, do Departamento Cultural, também expressou essa vontade. Nós tínhamos alguns textos, rascunhos, e batemos o martelo. Mas não queríamos ficar apenas no catolicismo. Foi então que surgiu a ideia de trazer um ponto de umbanda, o ponto de Santo Antônio de Batalha, para destrinchar o enredo em cima dele. A história vem disso, narrada pelo Exu da Lira, que conta primeiro a devoção dele e depois a história de Santo Antônio dentro do catolicismo”, esclareceu.

Obra fácil de trabalhar

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O estreante mestre Léo Bonfim opinou que se trata de um samba-enredo grandioso, com a possibilidade de explorar diversos arranjos. “É um sambaço! Temos o privilégio de contar com compositores que acompanham a escola há anos. Ano após ano, o Morro vem dando uma pedrada. Este ano não foi diferente: é um baita samba, fácil de trabalhar, bastante melódico. Já começamos a preparar novidades: mostramos hoje um spoiler com uma macumba; depois, vamos trazer uma parada no rodeio e um trecho mais forrozeado. Outra parada na parte de cima do samba também irá acontecer. Vai ter muita nuance melódica e muita coisa boa para apresentar”, concluiu.

Lins Imperial já tem samba-enredo para o Carnaval 2026

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A Lins Imperial definiu na madrugada deste domingo o seu samba-enredo para o Carnaval 2026. Com cinco sambas na final, a parceria dos compositores Paulo César Feital, Marcelo Tricolor, Sidney Sá, João Neto, Telmo Augusto, Dinny da Vila, Argentina Caetano, Gilsinho da Vila e Ricardinho Professor sagrou-se a grande campeã da disputa. Cerca de mil pessoas lotaram a quadra da escola no Lins, Zona Norte do Rio para acompanhar a grande final.

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Foto: Hudson Freitas/S1 Fotografia

Em 2026, a Lins Imperial exaltará as águas cristalinas de Cachoeiras de Macacu em seu enredo, na busca ao retorno à Marquês de Sapucaí. A escola realizou a grande festa com a quadra completamente lotada e comunidade presente. Também estiveram presentes autoridades de Cachoeiras de Macacu representadas pelo Secretário de Cultura Lucas Bueno. A cidade está acompanhando de perto toda a criação do carnaval da agremiação.

A verde e rosa do Lins inovou e fez a leitura dos votos no palco para todos os presentes. Representantes dos segmentos e diretoria definiram por voto a obra que será cantada no desfile da agremiação, no domingo de carnaval, 15 de fevereiro, na Intendente Magalhães pela Série Prata.

A festa começou cedo, a partir das 18 horas a escola recebeu o público com os grandes sucessos da história do carnaval cantados pela ala musical. Na sequência, um esquenta com uma passada de cada parceria finalista na voz dos intérpretes oficiais da casa. Em seguida, foi a vez do tradicional show da escola, conduzido pelos intérpretes Ciganerey e Pedro Vapor acompanhados da bateria Verdadeira Furiosa. Símbolos maiores da entidade, os pavilhões foram conduzidos com talento e elegância pelos casais de mestre-sala e porta-bandeira Jackson Senhorinho e Manoela Cardoso e, Rômulo Diniz e Duda Calvão. Os passistas da casa prepararam uma apresentação especial para a grande noite que acabou às 2 da manhã.

Confira a letra do samba da Lins Imperial para o próximo carnaval:

É DEUS QUEM TRAÇA O DESTINO DAS ÁGUAS SOB A LUZ DO CRUZEIRO DO SUL
VEM DO SEU PRANTO AS LÁGRIMAS FARTAS
DAS FONTES QUIZANGAS DE MACACU
NA REALEZA DE OXÓSSI,
OS TRAÇOS DA NATUREZA
NA COMUNIDADE, A NOBREZA DE ORUM! PURIS SE AJUSTAM NA SERRA
OS BANTUS CULTURA E BELEZA MITOLOGIA QUE VEM DE OLORUM!

NA PROCISSÃO, O SOM DO IJEXÁ FAZ ECOAR OS RIOS E CORREDEIRAS
POVO D’OXUM, MANTENDO A DEVOÇÃO AXÉ DE ODÉ, ORAÇÃO DAS BENZEDEIRAS

REZA A LENDA QUE NASCERAM AS CACHOEIRAS DE UMA HISTÓRIA INDÍGENA, DE AMOR
DAS ÁGUAS CRISTALINAS RENASCEM A FAUNA E FLORA
COMO O CANTAR DOS SABIÁS… E O IMPONENTE JEQUITIBÁ VENTRE QUE PRODUZ A FECUNDAÇÃO
DOS POVOS ORIGINÁRIOS
TRAZEM ALIMENTOS, AS ERVAS QUE CURAM RIBEIRINHOS FAZEM O SOLO FLORESCER
AS ÁGUAS JAMAIS PODEM ADOECER

E NESTE CARNAVAL, EU VOU TE SEDUZIR DIVINA FÉ, FEITO UM RITUAL
VOU MERGULHAR E ME BANHAR DE VERDE E ROSA LAVAR A ALMA COM A LINS IMPERIAL

O enredo da Lins Imperial para o Carnaval 2026 é “Macacu — No caminho das águas cristalinas, reflete a alma da criação” e será desenvolvido pela dupla de carnavalescos Agnaldo Correia e Edgley Cunha.

Solange Cruz: ‘O 24 Horas de Samba é o reflexo da alma da Mocidade Alegre’

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Desde 1972, um evento reúne todos os sambistas da cidade de São Paulo. Organizado pela Mocidade Alegre para comemorar o aniversário da escola, o 24 Horas de Samba entrou no Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo, por meio da Lei 18.924, de 10 de setembro de 2025. Solange Cruz, presidente da Morada do Samba, foi entrevistada pelo CARNAVALESCO durante o 24 Horas de Samba, na Arena Morada do Samba, e fez um balanço do evento, realizado entre os dias 27 e 28 de setembro, o fim de semana seguinte depois do aniversário da agremiação do Limão, no dia 24 do mesmo mês.

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Foto: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Sambista Imortal

A cada ano, um baluarte ganha o prêmio de Sambista Imortal outorgado pela Mocidade Alegre em pleno 24 Horas de Samba, com direito a um documento emoldurado e discursos especiais. Outra ‘regra’ da honraria é que o homenageado não pode ter ligação com a Morada do Samba. Na edição deste ano, entretanto, uma brecha foi utilizada para premiar Sidnei França, carnavalesco que assina, desde 2025, os desfiles da Estação Primeira de Mangueira.

Praticamente nascido na agremiação, Solange explica o motivo pelo qual ele foi o escolhido em 2025: “É um filho que ganhou o mundo! Saiu daqui de casa, foi criado aqui, no nosso terreiro, no nosso chão. O Sidnei, com toda a família, fez parte da Mocidade Alegre desde lá de trás. Realmente, o Sidnei cresceu na Mocidade Alegre. A mãe dele era da ala Em Cima da Hora e eles participaram de várias ações, de várias coisas dentro da escola. E essas oportunidades ele foi tendo aqui”, recordou, citando o tradicionalíssimo que desfilou por 54 anos na Morada do Samba e foi reconhecida na final do samba-enredo da Mocidade Alegre de 2025.

Por conta da ‘regra’ citada no primeiro parágrafo deste intertítulo, houve uma reflexão – e, depois aclamação: “O Sidnei tem muita história, e só conta história quem tem pra contar. O Sambista Imortal a gente só dá pra quem não é da Mocidade Alegre – e ele, hoje, não é da Mocidade Alegre. Nós pensamos bem e vimos que tem muito a ver. Ele ganhou o mundo! Ele passou pela Vila Maria, pelo Águia, passou pela Gaviões e hoje ele está lá estourando na Mangueira. Eu falo às vezes com a presidenta Guanayra e ela também adotou o Sidnei. Isso é muito importante e muito bacana. É um menino que, além de expandir horizontes, não nega suas raízes. Isso é muito importante. Todo sambista tem que entender que camiseta a gente troca, coração nunca”, suspirou Solange.

Ancestralidade da Morada do Samba

Enquanto falava de Sidnei França, Solange Cruz foi relembrando outros nomes históricos da Mocidade Alegre. Uma delas foi Elaine Cristina Cruz Bichara, irmã da atual presidente e mandatária da agremiação entre 1998 e 2003: “Não é fácil trabalhar comigo, acho que ele trabalhou melhor com a minha irmã do que comigo porque eu sou brava. Ele falou para mim outro dia algo que é fato: ele disse que, na época, talvez ele não entendesse o quanto a gente precisa ter um pouco de Solange em determinadas situações – mas que, hoje, ele entende. Bater na mesa e falar ‘é isso e pronto’ é muito bacana de se ouvir – porque, às vezes, a pessoa nunca vê o lado positivo numa coisa negativa. Mas a gente sempre precisa estar enxergando que, atrás de algo negativo, tem algo positivo”, refletiu.

Outra figura emblemática da escola e de todo o Carnaval de São Paulo relembrada foi Juarez da Cruz, um dos fundadores da agremiação e primeiro presidente da escola, entre 1967 e 1992: “O Sidnei é uma marca muito forte aqui dentro da Mocidade Alegre. Uma pessoa querida, simpática, idolatrada. Trabalhou muito, começou trabalhando com a minha irmã. A gente chamava ele aqui de ‘Juarezinho’, em referência ao meu tio. Meu tio, um dia antes de falecer, conversou comigo e falou para que eu não deixasse deixa o Sidnei mudar a sequência de como estávamos fazendo os enredos. Nessa época, a gente estava fazendo muitos enredos que eram abstratos e estava dando muito certo”, relembrou.

Reconhecimento do poder público

Entrar para o Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo, como se sabe, não é para qualquer festividade. Solange, é claro, comemora o feito: “Ser a primeira edição do 24 Horas de Samba torna essa ainda mais especial! Eu tenho 21 anos de gestão e esse sonho já era dos meus antepassados, lá de trás, da ancestralidade da Morada do Samba. É uma festa tão tradicional, e ter o reconhecimento da cidade de São Paulo é um grande avanço, é maravilhoso – ainda mais para a gente, que se coloca como cultura e nos vemos, agora, inseridos como tal. Fico feliz da Mocidade ter sido a pioneira, e eu acho que, com esse reconhecimento, só se abre portas para todos os sambistas e para outras coisas que vão acontecer”, destacou, já conclamando as coirmãs a buscarem tal reconhecimento para os próprios acontecimentos.

A presidente não deixou de agradecer a duas figuras do poder público que, no entendimento dela, foram fundamentais para que tal honraria fosse alcançada: “Tenho muito a agradecer à vereadora Sandra Santana, que batalhou junto com a gente para conseguir esse feito; e, também, ao prefeito Ricardo Nunes. Tudo funcionou. Quando as pessoas chegam aqui, participam, entram e veem tudo, como é o nosso metiê, elas começam a entender aquilo que a gente sempre tentou passar”, comentou.

Ainda falando do poder público, Solange destacou que a união entre as escolas de samba enquanto agentes de uma comunidade e os representantes eleitos pelo povo é o caminho a ser seguido: “Não é apenas nos 65 minutos de pista: é a vivência do ano todo. Isso vem acontecendo com essa parte política. Eles têm vivenciado mais as escolas de samba, têm participado mais, têm vindo em várias ações. As escolas de samba também estão participando. O prefeito veio aqui na frente e a gente plantou árvore? É do bairro, é da comunidade, temos que estar juntos e vamos estar juntos. Esse entrosamento, essa conexão, fez com que o samba começasse a, também, ter uma outra visão junto ao poder público. Isso muito importante para nós”, pontuou.

Escolha para o evento

A reportagem perguntou para a presidente como eram selecionadas as escolas para cada edição do 24 Horas de Samba. Sem pestanejar, ela foi sucinta: “A gente vai fazendo uma espécie de rodízio: vamos convidando as escolas que ainda não vieram – e assim a gente vai. Têm escolas que demoraram mais para vir, têm escolas que já vieram mais vezes, têm escolas que têm sambas que caem na graça do público, grandes sambas, grandes obras, que, quando são cantadas aqui, o povão cai dentro… isso é importante: fazer a festa ficar ativa o tempo todo, assim como foi na primeira noite”, comentou.

Solange relembrou, também, que o 24 Horas de Samba não é feito apenas por escolas de samba paulistanas: “A gente mudou a roda de pavilhões para a segunda noite, justamente pra homenagear o Sambista Imortal. No último sábado foi a final de samba-enredo da Mangueira e, hoje, a galera vai estar toda aí. As escolhas são feitas assim. Também não deixar de dizer que, para mim, meu xodó da noite foi o Grupo Miscigenação, que completou 30 anos. O Sombrinha, meu filho, trata isso com muito carinho, com muita dedicação, com todos os ensaios e com a parte musical e tudo mais. Toda essa nova equipe traz toda essa galera da antiga que estava aí ontem. Isso é tudo para nós, é isso que nos move. Hoje também trouxemos um pouco da Moradinha do Samba na parte da manhã – que foi sensacional”, destacou – e, aqui, é importante relembrar que a outra escola carioca que se apresentou na primeira noite do evento também teve uma data importante: a final de samba-enredo da Portela menos de vinte e quatro horas antes de se apresentar na Arena Morada do Samba.

Exaltação às coirmãs

Como não poderia deixar de ser, Solange exaltou as agremiações que se apresentaram na festividade, começando as da primeira noite: “Tivemos um super show da Tom Maior, da Nenê de Vila Matilde, do Rosas… ainda brinquei com o presidente Mantêga, disse que não estava acreditando que a escola dele ainda estava no Grupo de Acesso I, essas brincadeiras sadias de sambistas”, riu.

As da segunda noite também foram elogiadíssimas – com direito a detalhes: “E hoje não foi diferente! Barroca Zona Sul, uma escola que transcendeu, vive crescendo cada vez mais. Fazem sambas maravilhosos ultimamente, o Cebolinha tem acertado em cheio ali. E eu sinto muitas saudades do Borjão. Ele me via e falava ‘Ô, bonita!’. Ele era sensacional. Tatuapé, que é uma escola muito querida e eu tenho uma amizade muito forte com o Edu Sambista, todo mundo sabe disso. A gente é amigo de família mesmo, de casa em casa. Hoje, o Erivelto está na Liga-SP. A gente tem, também, uma coletividade muito grande com a Tatuapé. Gaviões, que crescente! Eu brinquei com eles que estou preocupada, eles ficaram na minha frente em 2025, pensei que eles iriam pegar a bolinha 03 da segunda noite, mas deixaram para mim. Com essa nova diretoria, essa gestão vem fazendo um trabalho sensacional. E é uma escola que despontou, fez um desfile incrível. A gente tem que reconhecer os méritos das pessoas”, finalizou.

Filho de ex-presidente Marcos Falcon morre em acidente de moto

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Na noite do último sábado um acidente de motocicleta na Estrada Intendente Magalhães, em Vila Valqueire (Zona Sudoeste do Rio), deixou dois mortos. As vítimas foram identificadas como Luiz Antônio Maffioli da Silva, de 60 anos, e Daniel Guimarães Vieira Souza, de 25 anos. Daniel era o filho caçula de Marcos Vieira de Souza, conhecido como Marcos Falcon, que foi presidente da escola de samba Portela e foi assassinado em 2016. Nas redes sociais, sua irmã lamentou a perda com uma mensagem emotiva.

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Foto: Divulgação

“A vida é um sopro e eu sinceramente não estava preparada para esse momento. Meu filhote, 25 anos de idade, ser militar era o sonho dele e, mesmo diante da brusca perda do nosso pai, você se manteve firme, guerreou e venceu. Que orgulho tínhamos de você, meu irmão”.

Policiais militares e bombeiros atenderam à ocorrência, mas constataram que ambos já haviam morrido no local. O caso está sob investigação da 30ª DP (Marechal Hermes), que busca imagens de câmeras de segurança para apurar as circunstâncias do acidente. Os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML).

Botequim da Cidade do Samba nesta segunda com Alcione e Dudu Nobre

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Depois de mais uma edição de sucesso, o Botequim da Cidade do Samba está de volta nesta segunda-feira, a partir das 18h, com um time de atrações de peso. Alcione, a Marrom, sobe ao palco para emocionar o público com seus grandes sucessos, dividindo a noite com Dudu Nobre, Quintal da Magia, Vitor Art, Dorina, Marquinhos Sathan e Chacal do Sax.

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Foto: Divulgação/Rio Carnaval

O evento, organizado pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), reforça a tradição da Cidade do Samba como um dos maiores pólos culturais do Rio de Janeiro. Desde 2012, o Botequim reúne gerações em torno da boa música, da roda de samba e da cerveja gelada, sempre em um ambiente seguro e acolhedor.

Para garantir que todos possam participar da festa, os ingressos já estão disponíveis em valores promocionais a partir de R$20, com entrada gratuita para mulheres até as 19h.

Botequim da Cidade do Samba — Edição de Outubro
Quando? Segunda-feira, 6 de outubro, a partir das 18h
Onde? Rua Rivadávia Correa, 60, Gamboa — Cidade do Samba
Com quem? Alcione, Dudu Nobre, Quintal da Magia, Vitor Art, Dorina, Marquinhos Sathan e Chacal do Sax
Quanto? Ingressos a partir de R$20 (gratuito para mulheres até as 19h); mesas com ingressos inclusos por R$180 (quatro lugares)
Estacionamento no local? Sim, por R$20
Outras informações:(21) 96881-2834
Ingressos online: https://www.ticketmaster.com.br/event/botequim-do-samba-2025-06-outubro-2025

Por que o cassino ao vivo está revolucionando os jogos online

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O que torna um cassino ao vivo especial e por que ele está se tornando uma direção fundamental nos jogos de azar online? Os jogos com crupiê ao vivo estão rapidamente ganhando popularidade e não são mais percebidos apenas como uma alternativa aos caça-níqueis ou simuladores de mesa clássicos, mas antes se tratam de um formato independente com alto grau de envolvimento, realismo e interação real. Muitos jogadores escolhem o cassino Brazino777 oficial para obter exatamente essa experiência, transmissões de alta qualidade, jogos justos e a atmosfera de um estabelecimento real.

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Formato ao vivo: Mais do que somente uma transmissão de vídeo

No cerne de um cassino ao vivo está a ideia de combinar acessibilidade online e realidade física. Você se conecta a uma transmissão real, onde um crupiê profissional controla o jogo, distribui as cartas, gira a roleta e aceita apostas. Tudo isso acontece ao vivo, sem um gerador de números aleatórios, o que cria uma sensação de confiança e envolvimento com o que está acontecendo.

A importante diferença em relação aos jogos online tradicionais é a participação. Você não aperta somente um botão, você interage com uma pessoa real, pode acompanhar cada movimento dela e sentir a atmosfera de um cassino real. Para muitos jogadores, isso se tornou um fator decisivo na escolha de um formato, pois não são apenas as apostas que importam, mas também a sensação de realidade.

Por que um cassino ao vivo mudou a abordagem dos jogos online

Os jogadores preferem, cada vez mais, o formato ao vivo, pois ele muda a própria atitude em relação ao jogo. Aqui, a prioridade não é apenas vencer, como também a participação, a comunicação e a reação ao que está acontecendo. As pessoas sentem que não são meras observadoras, mas parte do processo, isso torna cada rodada única, imprevisível e emocionalmente intensa.

Anteriormente, os jogos de azar online eram associados a uma interface impessoal e apostas rápidas. Hoje, a atmosfera vem à tona. Algo especialmente importante para aqueles que desejam uma experiência de jogo real, mas não dispõe da oportunidade de visitar um cassino físico e o formato ao vivo atende completamente a essa demanda, oferecendo o equilíbrio perfeito entre acessibilidade e realismo.

Quais jogos de cassino ao vivo valem a pena experimentar?

Os jogos de cassino ao vivo mais populares continuam sendo blackjack, bacará e roleta. Esses formatos atraem jogadores novos e experientes devido à sua simplicidade, regras claras e capacidade de usar estratégias. No entanto, nos últimos anos, os game shows interativos possuem conquistado um público crescente, uma abordagem completamente nova aos jogos de azar online, que transfere a ênfase das apostas clássicas para o componente de entretenimento. Aqui estão alguns exemplos de jogos que valem, sem dúvida, a pena experimentar:

  • Monopoly Live – Um jogo baseado no famoso clássico de tabuleiro. Combina uma roda giratória e uma rodada de bônus 3D, onde o jogador pode andar pelo mesa e coletar multiplicadores;
  • Crazy Time – Um jogo dinâmico com várias rodadas de bônus, cada uma com sua própria maneira de multiplicar a aposta;
  • Deal or No Deal Live – Um formato inspirado no programa de TV de mesmo nome, onde os jogadores abrem caixas e tomam decisões sob pressão;
  • Football Studio – Um jogo de cartas rápido para fãs de futebol, com mecânica simples e comentários ao vivo dos crupiês.

Ao contrário das opções clássicas, até mesmo uma perda é percebida com mais facilidade aqui devido ao envolvimento e à apresentação semelhante a um show. É por isso que os game shows estão se tornando uma parte importante do segmento moderno de jogos ao vivo.

Como escolher uma plataforma para jogar com crupiês ao vivo

Uma experiência de qualidade em um cassino ao vivo não depende somente do formato, como também da confiabilidade da plataforma. Jogadores experientes prestam atenção a vários critérios importantes ao escolher, tais como:

  • Estabilidade da transmissão e ausência de falhas técnicas;
  • Alta qualidade de imagem e som;
  • Profissionalismo e comportamento dos crupiês;
  • Interface clara e conveniente;
  • Condições transparentes e suporte acessível.

Esses são os parâmetros que diferenciam o Brazino777. A plataforma oferece operação estável, uma variedade de jogos e, o mais importante, uma abordagem honesta e compreensível para cada cliente. Tudo isso cria uma atmosfera de confiança, especialmente importante em um ambiente ao vivo, onde cada rodada ocorre em tempo real.

Impacto real na indústria

Os cassinos ao vivo mudaram toda a abordagem dos jogos de azar online. Plataformas que antes se concentravam em caça-níqueis agora estão investindo ativamente no desenvolvimento da direção ao vivo. Os desenvolvedores estão criando novos formatos, expandindo estúdios e introduzindo inovações para uma interação mais próxima com o público.

Os jogadores começaram a permanecer nos sites por mais tempo, a passar mais tempo jogando, a compartilhar suas impressões e a retornar. Tudo isso sugere que o formato realmente funciona, e continuará a se desenvolver. É especialmente relevante para aqueles que valorizam não somente o resultado, como também o processo em si. O jogo online não é mais monótono, agora é um ambiente animado e dinâmico.

Conclusão

Estamos confiantes de que um cassino ao vivo não é apenas uma inovação tecnológica, mas uma nova filosofia de jogo. Emoções, envolvimento e atmosfera o tornam especialmente atraente. No Brazino777, nos esforçamos para criar um ambiente ao vivo no qual todos possam se sentir parte da ação real. Esta é uma experiência à qual você deseja retornar repetidamente.

Gaviões da Fiel mantém legado e capricha na festa dos protótipos para o Carnaval 2026

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Quarta escola a desfilar no sábado, segunda noite do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, os Gaviões da Fiel realizaram, na última sexta-feira, a Festa dos Protótipos para a apresentação de “Vozes ancestrais para um novo amanhã”, assinado pelos carnavalescos Julio Poloni e Rayner Pereira. Sempre presente em eventos importantes para as escolas de samba paulistanas, o CARNAVALESCO entrevistou personagens importantes da Torcida Que Samba e ouviu o que eles têm a dizer sobre assuntos que estão no universo das fantasias para o desfile.

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Continuidade na grandiosidade

O marcante desfile de “Irin Ajó Emi Ojisé – A Viagem do Espírito Mensageiro” não trouxe apenas a melhor colocação para os Gaviões da Fiel desde 2003: por conta da apresentação, a Torcida Que Samba levou três Estrela do Carnaval – prêmio organizado e concedido pelo CARNAVALESCO. Dois deles possuem ligação direta com os protótipos apresentados nesta sexta: Melhor Conjunto de Fantasias e Melhor Ala das Baianas. De acordo com a dupla de carnavalescos alvinegros, as premiações trouxeram ainda mais ânimo para eles.

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Rayner Pereira, um dos carnavalescos, explica: “A gente se sentiu mais motivado e valorizado depois de ganhar tantos prêmios depois do último Carnaval. A escola disponibilizou isso para a gente, e nós tivemos muita conversa com a diretoria: eles nos deixaram muito à vontade para a gente fazer o que a gente achava que seria o certo. A gente mostrou tudo o que elaboramos, desde o começo, e eles deram o aval para a gente continuar o projeto – o resultado é o que vocês viram hoje”, comentou.

Responsabilidade potencializada

O próprio Rayner destacou que, graças às fantasias dos Gaviões da Fiel do carnaval 2025, bastante volumosas e altas, a própria agremiação passou a ficar na expectativa para saber o que viria para a temporada seguinte: “O aumentar da régua vem muito do desenvolvimento do projeto: a gente sabe que o projeto tem um grande objetivo, então a gente quer deixar isso muito à altura. Claro que a gente quer ganhar prêmios de novo, se possível, mas isso vem muito de dentro da escola. É uma união muito grande, desde a diretoria até a pessoa que carrega as fantasias para a gente fazer tudo de uma forma que agrade todo mundo. Tudo isso é uma união de todo mundo: não somos só nós dois, aqui a gente só tem a primeira ideia. Tem muita gente por trás de tudo isso”, destacou.

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Trabalho aprovado

Celso Ribeiro, um dos diretores de carnaval dos Gaviões, falou pelo grupo que coordena as ações na escola e tem contato direto com a presidência: “Gostamos muito do que vimos dos protótipos! A gente pediu para eles para não diminuírem a grandeza dos Gaviões. Há algum tempo a gente vem numa crescente, e, hoje, a gente chegou num patamar que a gente não pode descer de onde chegamos. Agora, também passando pela escolha do samba dos Gaviões da Fiel para 2025 , é só crescente”, prometeu.

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O diretor foi bastante franco ao destacar qual é o objetivo em relação às fantasias no Anhembi: “Hoje, dentro da nossa expectativa, nós gostamos do trabalho que a gente enquanto escola se propôs a fazer para esse ano. No próximo desfile, nós vamos tentar colocar pelo menos 95% dos nossos protótipos na avenida – nunca é 100%, a gente não é hipócrita de falar isso. No ano que vem, nós vamos crescer de novo. E os Gaviões só têm a crescer, porque a gente conhece a grandeza dos Gaviões”, relatou.

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Outro objetivo

Se Celso destacou que há uma meta em relação às fantasias, também existe um objetivo em relação ao planejamento da escola de samba como um todo: “Nós respeitamos todas as entidades, todas as escolas – inclusive, a gente aprende muito com muitas escolas que a gente tem amizade, sobretudo com os presidentes que a gente tem amizade. Mas, dentro dos Gaviões, hoje, a gente vai tentar sempre a crescente para devolver os Gaviões para onde eles nunca deveriam ter saído: estar sempre, pelo menos, dentro do Desfile das Campeãs”, destacou.

Engasgados

Mesmo com todos os elogios e premiações em relação ao conjunto de fantasias da agremiação em 2025, a escola teve duas notas diferentes de dez na apuração: no segundo módulo, um descartado 9,8; no último, o 9,9 que sacramentou a perda de um décimo no cômputo geral da Torcida Que Samba. Julio Poloni deu a visão dele a respeito: “A gente concorda com alguns dos motivos pelos quais nós fomos despontuados, sim – mas não com uma em específico. O que aconteceu foi o seguinte: as notas que a gente perdeu não foram em razão da concepção ou da qualidade das fantasias – foi em razão de casos que acontecem em desfile, que todas as escolas estão suscetíveis”, lamentou.

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O carnavalesco fez questão de explicar as situações citadas: “A gente perdeu ponto porque, na nossa Ala de Convidados, a gente tinha um dos componentes de chapéu – e a gente perdeu décimos em uniformidade. É algo alheio ao trabalho que é desenvolvido: são coisas que acontecem na pista. A gente também teve a infelicidade de um chapéu pequeno de um dos componentes cair na frente do módulo, o desfilante não conseguiu pegar a tempo – e, quando ele pegou, já tinha passado a cabine em questão. Foi uma infelicidade, coisas que acontecem”, resignou-se.

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Motivação a mil

Julio, entretanto, fez questão de frisar que o intuito é, novamente, chamar atenção para as indumentárias da Torcida Que Samba: “Mas, que essas situações nos motivam ainda mais, com certeza motivam. O Estrela do Carnaval motiva, mas a nota que foi descontada motiva também. Tudo acaba virando motivação para a gente, e a gente está aqui para mostrar, por mais um ano, que os Gaviões vieram para propor o diferente no Carnaval de São Paulo. Propor originalidade, propor um diferencial na construção das suas fantasias, na construção do seu desfile. Nada vai impedir a gente de trilhar esse caminho.

Boa viagem

Ainda falando sobre o quanto a diretoria é parceira da dupla de carnavalesco, Rayner revelou que o trabalho da agremiação em relação aos protótipos está avançado: “A gente já tem muita coisa pronta: já estamos com, praticamente, 50% das fantasias prontas no barracão. Tudo isso é fruto de tudo que a gente vem conversando desde o ano passado, desde todos os prêmios, desde todas as parabenizações. A gente estava fazendo um trabalho no caminho certo, e essa Festa dos Protótipos é só um grande resultado de todo o trabalho que a gente vem desenvolvendo”, finalizou.

Dudu Nobre celebra homenagem a Leci Brandão no samba da Unidos de Bangu: ‘Uma das matriarcas do samba’

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A Unidos de Bangu vive um novo momento em sua trajetória. Após um 2025 de superação, a escola apresentou oficialmente o samba-enredo que vai embalar a comunidade em 2026: “As coisas que mamãe me ensinou”, uma homenagem emocionante à cantora, compositora e ícone da música popular brasileira, Leci Brandão. A obra foi encomendada a Dudu Nobre, Júnior Fionda e ao grupo Vou Pro Sereno, nomes consagrados do samba. A parceria musical promete emocionar o público com um samba “para cima”, de letra inspiradora e energia comunitária, como define o próprio Dudu Nobre.

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“Foi muito bacana poder homenagear uma das matriarcas do samba. Fizemos um samba com uma linha mais tradicional, mas com o nosso tempero, um veneno leve. Faltava uma homenagem aqui no Rio para a Leci, e foi muito feliz esse convite”, disse Dudu Nobre ao CARNAVALESCO.

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Fotos: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Novo ciclo após a superação

O diretor de carnaval, Marcelo do Rap, destacou que o último ano foi de aprendizado e união para a escola.

“O ano de 2025 foi de superação para a Bangu. Estávamos fazendo carnaval com a intenção de disputar uma vaga no Grupo Especial, mas infelizmente aconteceu o que a gente nem gosta de lembrar (incêndio na fábrica de fantasias). Foi tirada uma lição para o povo de Bangu: que, se estivermos unidos, podemos ir mais longe”, declarou.

O dirigente também contou que a escola vem se reestruturando em todos os setores, com segurança reforçada no ateliê e novas perspectivas para os desfiles.

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“Estamos com um ateliê respaldado pelos Bombeiros e contratamos bombeiros civis para dar segurança às pessoas que trabalham. Vamos dar o máximo de estrutura para que os profissionais possam fazer um grande carnaval”, garantiu.

Sobre a decisão de encomendar o samba, Marcelo do Rap explicou que foi uma estratégia pontual, mas com planos para retomar a tradicional disputa em breve.

“A Bangu, por não ter quadra, há alguns anos optou pela encomenda. Sou muito a favor das disputas, acho que são fundamentais para o carnaval. Mas escolhemos com muito cuidado esses compositores. Esse samba em homenagem a Leci será um dos grandes do carnaval”, afirmou.

Ele também adiantou novidades para os ensaios: “Vamos mudar o local dos ensaios de rua, que antes eram no Largo de Bangu. Agora, vamos trazer para o calor do povo, na Ciclovia de Padre Miguel, no Conjuntão. Os ensaios começam em novembro, todas as quartas-feiras à noite. Temos uma média de 1.800 componentes”.

Nome do enredo foi escolhido pela própria Leci

O presidente Leandro Augusto revelou detalhes emocionantes sobre o contato com Leci Brandão e a origem do título do enredo.

“Estive com a Leci há pouco tempo, e ela está se recuperando bem. Mandamos o samba para ela, e ela gostou muito. Poucos sabem, mas o nome do enredo foi ela quem escolheu. Quando mostramos a proposta, perguntamos como deveríamos chamar, e ela respondeu: ‘As coisas que mamãe me ensinou’”, contou.

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Leandro também falou da emoção de ver a escola prestes a desfilar com uma obra tão representativa.

“Os compositores são todos muito renomados. Fionda já está com a gente há um tempo, e agora vieram o Dudu Nobre e o Vou Pro Sereno. Foi uma escolha perfeita”, afirmou.

Carnavalescos celebram ‘correção histórica’

Os carnavalescos Marcos Du Val, Lino Salles e Alexandre Costa destacaram que a homenagem a Leci Brandão chega como uma reparação simbólica dentro do mundo do samba.

“Queríamos fazer essa correção histórica. Leci nunca havia sido homenageada no Rio, nem na escola dela. Era uma dívida que o carnaval tinha com ela”, disse Marcos Du Val.

Lino completou: “Ela foi muito solícita e ficou feliz com o convite. Ficamos surpresos com a emoção dela ao receber a proposta”.

Segundo Du Val, o samba respeita integralmente a sinopse: “Eles foram muito fiéis. A gente enviou a sinopse, e eles fizeram perguntas, tiraram dúvidas e depois apresentaram o trabalho pronto. O resultado ficou emocionante”.

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Lino Salles revelou que a produção das fantasias está em pleno andamento, com uma nova identidade visual.

“A Bangu vai vir totalmente diferente. Estamos desconstruindo e reconstruindo uma nova Bangu. A surpresa virá nas cores e na concepção das fantasias”.

O carnavalesco Alexandre Costa adiantou que os carros alegóricos também terão um impacto visual forte.

“As alegorias vão vir um pouquinho maiores. Estamos com carta branca do presidente e do diretor de carnaval para criar com liberdade. Começamos os carros e estamos muito felizes com o resultado”.

Marcos Du Val completou que o enredo será costurado pela presença de Leci do início ao fim: “A Bangu abre e fecha o desfile com a Leci. A Mangueira participa no meio. Se ela puder desfilar, virá no encerramento da escola”.

Nova identidade rítmica na bateria

Experiente e respeitado no mundo do samba, mestre Dinho, vindo da Unidos de Padre Miguel, falou ao CARNAVALESCO sobre a reconstrução da identidade rítmica da Bangu, o retorno de antigos ritmistas e a expectativa para o samba-enredo em homenagem a Leci Brandão.

“O balanço que eu faço da bateria da Bangu é o mesmo balanço que fiz em duas escolas por onde passei. Eu tive que criar uma bateria, criar uma identidade. E estou fazendo a mesma coisa aqui, criando uma bateria para a Bangu. Estamos criando uma bateria com alma banguense. A comunidade pode esperar um show dentro e fora da avenida”.

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O mestre contou que o trabalho passa também por um reencontro com a própria história da comunidade.

“Estou trazendo os ritmistas antigos, os batuqueiros da Zona Oeste, que por algum motivo se decepcionaram com a escola. Estou chamando todos de volta. Se a Bangu é a escola mais antiga da Zona Oeste, por que os antigos não podem fazer parte?”

Sobre o estilo que pretende imprimir em 2026, Dinho adiantou que a bateria terá bossas criativas e cheias de identidade, mantendo a tradição, mas com um toque de ousadia.

“Vamos ter bossas diferentes. Hoje mesmo vou fazer uma que tem Mangueira na bossa. E os instrumentos serão os mesmos com que já estamos trabalhando. Nada muito diferente, mas com o nosso jeito”.

O mestre destacou ainda a expectativa de adaptar o ritmo ao novo samba-enredo, que ele ouviu com entusiasmo.

“Nunca trabalhei com samba encomendado. É a primeira vez, e estou muito ansioso para ouvir o samba na voz oficial, completo, para começar a trabalhar. Já escutei o samba e está muito lindo. Vocês vão ficar apaixonados. Trabalhar com o Freddy e o Pipa é perfeito. São dois profissionais grandiosos, pessoas maravilhosas. Trabalhar com profissional e sambista é outro papo”.

Casal em sintonia

O primeiro casal, Léo e Bárbara, também celebrou a nova fase e a força do samba para 2026.

“O ano de 2025 foi de aprendizado. Tivemos bons retornos e estamos ainda mais preparados para o próximo desfile”, disse Bárbara. “Nós somos muito musicais. O samba é lindo, e desde a primeira audição já imaginamos a coreografia. Vai ser um desfile especial”, completou Léo.

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Sobre as fantasias, o casal garantiu que vem aí uma proposta marcante. “É uma fantasia ancestral, com uma cor nova e simbólica. Representa nossa história e a da escola”, revelou Bárbara.

Arlindinho celebra vitória na Vila Isabel: ‘Um sonho ganhar samba nas mesmas escolas que meu pai’

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Uum dos nomes por trás da obra da Vila Isabel para o Carnaval 2026 é o cantor e compositor Arlindinho, que divide a autoria com André Diniz e Evandro Bocão. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o artista celebrou o momento especial e destacou a emoção de vencer em uma escola com tanta representatividade e que também faz parte da trajetória vitoriosa de seu pai, o saudoso Arlindo Cruz.

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Foto: Juliana Henrik/CARNAVALESCO

“Foi uma honra e um sonho viver isso. Agora, em todas as escolas que meu pai ganhou samba, eu também ganhei: Império, Grande Rio, Vila e São Clemente. Tive a honra de vencer em todas as escolas que ele venceu. É algo muito simbólico pra mim”, afirmou, emocionado.

A entrada de Arlindinho na parceria, que inicialmente seria apenas de André Diniz e Bocão, aconteceu de forma natural e criativa. “Eu entrei porque já faço outros trabalhos com o André e tive uma inspiração. Vários parceiros procuraram ele, mas eu cheguei mostrando serviço. Segui um caminho melódico e de letra que encantou o André e o Bocão”, contou.

Com humildade e respeito pela trajetória dos parceiros, Arlindinho fez questão de ressaltar que o projeto sempre foi coletivo: “Falei pra eles: vamos valorizar primeiro os compositores da casa. E, se o samba ganhar, eu entro junto, porque o samba é, de fato, dos três, confirmado pelo André e pelo Bocão.”

O samba-enredo da Vila Isabel para 2026 exalta a ancestralidade e a força da negritude.

“Imodéstia à parte, o nosso final é de todos os sonhos. Mostra que a Vila é uma escola preta, de preto, com uma melodia aguerrida e um refrão que exalta sua história e seus orixás. A comunidade abraçou a poesia e transformou esse samba em um grito de orgulho e pertencimento”, destacou o compositor.

Com a emoção à flor da pele e a bênção dos ancestrais, Arlindinho encerra celebrando mais um capítulo na história da família Cruz no carnaval. “Agora é rezar, trabalhar e seguir juntos com a Vila Isabel, para ser campeão na avenida também”.