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Zé Paulo Sierra é o novo intérprete oficial da Portela para o Carnaval 2026

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A Portela anunciou, nesta quarta-feira, que Zé Paulo Sierra será o novo intérprete oficial da escola para o Carnaval 2026. O cantor assume o microfone de número 1 da azul e branco de Madureira, função que até o último dia 30 pertencia a Gilsinho, uma das vozes mais marcantes da história recente da agremiação, falecido aos 55 anos em decorrência de complicações após um procedimento cirúrgico. No próximo carnaval, além de representar a Portela, o cantor também seguirá no comando do carro de som da União de Maricá, na Série Ouro.

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Foto: Divulgação

Com uma trajetória consolidada entre as principais escolas do Grupo Especial, Zé Paulo já defendeu pavilhões como Viradouro e Mocidade Independente de Padre Miguel, sempre reconhecido pela afinação, potência e emoção em suas apresentações. A chegada de Zé Paulo à Majestade do Samba representa um novo capítulo para a escola, que se prepara para homenagear o Rio Grande do Sul com o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará, a oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”.

Entre emoção e responsabilidade, Zé Paulo assume a missão de dar continuidade a uma história marcada pela força e beleza da voz portelense. Com a força da tradição e uma nova voz à frente, a águia portelense já abre suas asas rumo ao próximo desfile, carregando no peito o legado de Gilsinho e o canto renovado de Zé Paulo Sierra.

Misailidis: ‘Peso das comissões de frente está sendo mais em função da alegoria do que do projeto’

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Em alta na opinião pública carnavalesca depois do último desfile, Marcelo Misailidis fez sua estreia como coreógrafo da comissão de frente da Mocidade Independente no desfile de 2025. Pegando todo mundo de surpresa, a aposta do formato do quesito empolgou o público, mas não agradou tanto três, dos quatro jurados, que encontraram motivos para despontar a escola. Com o samba escolhido, ele e sua equipe, começam a dar corpo definitivo ao projeto de 2026, com as expectativas lá no alto para abrir a segunda-feira de Carnaval, homenageando Rita Lee. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o coreógrafo falou sobre o resultado, como tem visto o quesito e revelou que considera ter sido despontuado, porque o jurado não tinha como comparar o seu trabalho com outros. Leia abaixo.

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Fotos: Allan Duffes/CARNAVALESCO

Que balanço você faz do seu quesito, no desfile de 2025 e como viu o seu quesito no conjunto das 12 escolas?

“Eu fiquei muito feliz com o resultado. Eu já vinha há algum tempo observando que as questões envolvendo a volumetria e comissão de frente, às vezes, acaba tirando o protagonismo essencial que o quesito deve ter como narrativa. Esse foi um projeto que a aposta foi feita pensando, principalmente, na questão da oportunidade que se tem para refletir que é possível se fazer espetáculos com grandiosidade, mas apostando na questão da narrativa da comissão de frente e não subvertendo para uma alegoria. Eu acredito que, se nós profissionais não observarmos esse detalhe, o sentido da pertinência de um coreógrafo vai desaparecer. Hoje em dia, o peso está sendo mais em função da alegoria do que do projeto que a comissão de frente se propõe. Não quero dizer com isso que sou contra alegorias, mas eu acho que tem que ter um equilíbrio competitivo. Uma alegoria não pode existir para trocar um elenco inteiro. Em um processo competitivo tem que ter equidade, e igualdade em nível de competição. Deve ser sempre 15 componentes contra 15 componentes, não 15 componentes contra uma pequena ala se apresentando. É sobre essa ótica, porque senão essa tendência pode gerar uma modificação para outros setores, o que impede existir um casal de mestre-sala e porta-bandeira na primeira cabine, ter um segundo casal na outra e o terceiro na outra? A rigor pode, basta você chegar com uma placa de primeiro casal. Enfim, o que eu quero dizer é o seguinte: não é que eu seja preso ao tradicionalismo, mas eu acho que possa se pensar e trabalhar criativamente para o desenvolvimento de caractere que fortaleça o quesito de comissão de frente”.

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Você acha que o quesito está refém de uma alegoria para ter um ápice, que alguma coisa da comissão de frente precisa explodir e até a questão do elevador, exaustivamente usado no nos últimos anos?

“A questão da observação de um projeto de comissão de frente é muito rápida. É muito difícil para um julgador saber tirar todas as noções em dois minutos e meio de apresentação. O que tem acontecido é as pessoas criaram um bloco de soluções cênicas que a alegoria justifica essas soluções. É como se fosse um credenciamento para que você diga: ‘o meu trabalho já tem impacto, já tem um visual garantido’. Mas esse visual não é da comissão de frente necessariamente, é de um elemento cenográfico. Isso tem levado a maior parte das escolas em geral a convencionar isso como um facilitador. Se a agremiação tem mais potencial de investimento, traz um carro mais luxuoso, com mais soluções, com mais efeitos. E você consegue criar uma estrutura enorme justamente para dar conta desse gigantismo que se busca nessa questão alegórica. Mas, isso está esfriando a questão humana, o protagonismo, que deve ser quem apresenta a escola. Não é só um espetáculo, é quem apresenta uma escola”.

Olhando o Grupo Especial, você desde a Beija-Flor traz alegorias mais baixas para realmente favorecer algum componente. Você traz 15 componentes sem troca de elenco também. Você se sente sozinho nesse tradicionalismo?

“Eu fui protagonista de começar essa grande volumetria. Depois eu percebi o risco que está por trás de grandes alegorias. Estou começando a buscar um equilíbrio nesse processo. É um elemento, a alegoria, que muitas vezes ajuda na articulação de uma narrativa, mas o problema é como isso é usado. Porque, a maior parte das vezes as pessoas não entendem, necessariamente, que o elenco se propôs a fazer, mas o que o elenco consegue tirar daquilo como efeito. Eu estou tentando investir em dar visibilidade para a importância do quesito em si”.

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Nós temos agora no meio do Sambódromo uma cabine espelhada. Você já parou para pensar no seu trabalho?

“É uma questão bem legal. Porque traz um resgate de como eram as avaliações anteriormente que improvisavam apresentar o cortejo. Todos os quesitos, com exceção de comissão de frente e casal, se apresentam indo em frente. Não tem porque um casal ou uma comissão de frente ter que virar de costas para a parte do público que pagou o mesmo valor pelo ingresso. É interessante que o julgador entenda o espetáculo. E essa iniciativa, é para que as pessoas comecem a verticalizar a apresentação e que não haja essa pausa necessária para o jurado. Em comissão de frente, a exigência é apresentar a escola e saudar o público, não é virar para o jurado. É sobre isso que tem que se fazer um trabalho de educação, de explicação, para que as pessoas entendam que o desfile tem que ser voltado para frente. Isso é que é o importante”.

A sua comissão de frente de 2025 é um trabalho incontestável para o público. Menos para três jurados que te tiraram pontos do quesito. Como é que você recebeu essas notas? E como é que você viu a justificativa, por exemplo, a que dizia sobre um componente estar fora de sinergia com o restante do grupo?

“Eu só tive uma nota 10, as outras eu perdi. Em relação à avaliação do julgador, penso que ele foi surpreendido com a apresentação. Mediante a tudo que ele tinha visto, não tinha parâmetros comparativos. Na base da pressão, acredito que ele se viu na condição de como não entendeu claramente a proposta, e como ele precisa dar uma nota, na qual deve ter uma lógica com tudo que ele já avaliou, ficou mais confortável tirar um décimo nosso, porque caso contrário ele não tinha como tirar o 10 daquele que ele já deu. Foi uma surpresa para muita gente, a Mocidade aparecer com uma comissão de frente totalmente no chão e sem nenhuma alegoria. Não condeno o julgador, mas foi um efeito surpresa. Enfim, a mensagem mais importante foi a reflexão que isso gerou, que é voltar a dar visibilidade para o quesito sobre as possibilidades artísticas que tem”.

E se você mesmo disse que o julgado foi surpreendido, o que fica para o ano que vem? Você vai insistir no modelo ou vai adotar um tripé para não surpreender tanto o jurado e não ser tão diferente das outras 11 escolas?

“O projeto ainda está em desenvolvimento. E essas perguntas que você me faz são as mesmas perguntas que internamente a gente discute. Para que lado a gente vai? Porque a gente também tem a responsabilidade de trazer um resultado com nota para a escola. Eu não estou no carnaval para gerar tese. Lógico, como artista, a gente quer mostrar o nosso trabalho, mas a gente tem uma responsabilidade de trazer resultado para a agremiação, porque senão uma nota baixa pode decidir a colocação de uma escola. Essa é uma pergunta que, para mim, está sendo muito difícil saber como que a gente vai se posicionar diante disso”.

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E sobre a Rita Lee? Quais as perguntas você se faz para trabalhar o enredo sobre a Rita Lee? E o que você já conversou com o Renato para fazer a comissão de frente?

“Nós estávamos aguardando a definição do samba-enredo, que isso ajuda a nortear algumas decisões. A Rita Lee tem um universo maravilhoso, não só na obra musical, mas como também na questão da vida pessoal dela. Tem várias possibilidades abertas e que está tudo interligado. Quais são as soluções que a gente vai dar de modo responsável, mediante a importância da Mocidade e os cuidados para não permitir com que a escola fique nessa classificação que ficou esse ano”.

Você sempre espera o samba para trabalhar, gosta de contar uma narrativa ou isso depende do enredo?

“A narrativa é muito importante para que você traga um elemento não pautado em querer trazer surpresas da internet. É importante que você traga alguma coisa viva do homenageado, no caso de 2026, ou do enredo em questão. É importante que a narrativa tenha clareza, um propósito, objetivo, não só de você apresentar e saudar a escola, mas apresentar o teu enredo também. E trazer um processo que ajude a contar a história de tudo que está por vir. Comissão de frente é um quesito estratégico, que é a abertura do espetáculo, mas que por trás disso é como se fosse uma protofonia de abertura de uma ópera. Ele tem que ter todas as nuances emocionais do que vem depois”.

Botafogo Samba Clube terá samba-enredo assinado por uma seleção de botafoguenses no Carnaval 2026

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A Botafogo Samba Clube convocou uma verdadeira seleção de botafoguenses para compor seu samba-enredo para o carnaval de 2026. A obra, que embalará o enredo “O Brasil que floresce em arte”, terá assinatura dos compositores Diego Nicolau, Samir trindade, Marcelo Adnet, Fabrício Senna, Binho Simões, Mauricio da Pizzaria, Gabriel Machado, Gilsinho da Vila, Rodrigo Escócia, Cláudio Emiliano, Edu Botafogo, Liane Harmonia, Denis Moraes, Tange Botafogo, Juca, Laura Romero, Piter Fogoró, Pinóquio do Cavaco e Jefferson Oliveira.

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Foto: Divulgação/Botafogo

Dando vida a obra que retratará o legado de Roberto Burle Marx na Sapucaí, a escola trouxe o cantor Binho Simões, que já cantou a faixa oficial do carnaval de 2025, estreia da escola no Sambódromo, compositores campeões em outras agremiações como Diego Nicolau e Samir Trindade, além de Marcelo Adnet, atual vice-presidente cultural da agremiação.

O samba será lançado neste sábado, 11 de outubro, na feijoada da escola com apresentação de toda equipe do carnaval de 2026. O evento acontece na quadra da Difícil é o Nome e também contará com show do Pagode do caramelo, com convidado especial Binho Simões, e apresentação das coirmãs Porto da Pedra, Unidos de Padre Miguel e Império Serrano. Os ingressos já estão disponíveis através do https://www.sympla.com.br/evento/feijoada-da-botafogo-samba-clube/3138219

Léo Lupi: ‘No reconhecimento ao Carnaval do Rio, não podemos esquecer Brizola’

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Por Léo Lupi

Depois de o Rio de Janeiro ter reconhecido, como Patrimônio Cultural Imaterial, as Matrizes do Samba pelo IPHAN (2007), os passistas (2022), o Museu do Samba (2024) o Cordão do Bola Preta (2025) e os intérpretes de sambas-enredo (2025), agora foi a vez de o Carnaval da cidade do Rio de Janeiro, finalmente, ser reconhecido como uma manifestação cultural nacional. Isso mesmo: nacional.

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Foto: Reprodução YouTube

A lei 15.188, sancionada pelo presidente Lula, é motivo de grande comemoração, principalmente, se levarmos em conta que iniciativas como essa são fundamentais porque fortalecem a identidade e a memória coletiva de um país, preservando a história, costumes e valores. Valores estes responsáveis por transmitir um sentimento de pertencimento e o reconhecimento da diversidade cultural brasileira.

Além disso, vale a pena destacar que o Carnaval carioca se consolidou a partir de momentos simbólicos, como o primeiro rancho carnavalesco, datado de 1893. Mas foi apenas a partir de 1935, com o suporte do poder público, que o carnaval do Rio realmente floresceu. E, pouco a pouco, explodiu como a potência que conhecemos hoje.

E, quando falamos de suporte do Estado, estamos falando, inicialmente, da oficialização, em 1935, pelo governo de Getúlio Vargas, que reconheceu os desfiles de escolas de samba. Daí em diante começaram a chegar os primeiros subsídios financeiros do governo e, anos mais tarde, um grande marco consolidou o Carnaval carioca: a construção da Marquês de Sapucaí, já em 1984.

E, por falar em Sambódromo, é sempre bom fazer justiça ao ícone que organizou todo ritmo, alegorias e gente feliz nas arquibancadas daquele coração da Presidente Vargas: Leonel de Moura Brizola.

Como se não bastasse o sucesso da passarela da folia, a construção do Sambódromo foi um marco não apenas na história do Carnaval Carioca, mas também na vida política do estado do Rio e de todo o Brasil. Para além de ser a sede definitiva dos desfiles das escolas de samba, que antes dependiam da montagem provisória de arquibancadas, o Sambódromo também foi idealizado para abrigar o maior projeto educacional da América Latina, os CIEPs: uma estratégia para aproveitar os eventuais holofotes dos desfiles a um projeto dos mais revolucionários da história educacional brasileira.

O contexto de sua criação foi cercado de discussões antes improváveis. Brizola e Darcy Ribeiro vislumbravam tornar o Rio referência não apenas como “tambor cultural do Brasil”, mas também como farol do avanço na Educação do qual o país historicamente necessitava. Como regra na história brasileira, não seria nada fácil lutar pela ampliação do acesso à educação de qualidade e à cultura sem despertar reações adversas em especial na elite.

Brizola e Darcy não pensavam “pequeno” e nem queriam pouco. O projeto do Sambódromo já nasceu grandioso, não só por seu tamanho monumental, mas pelo que representava: um palco oficial para o maior Carnaval do mundo e, durante o ano, um grande CIEP para atender à população. A estrutura foi concebida com 160 salas de aula, com capacidade para cerca de 16 mil alunos da rede pública de ensino. Assim como os demais CIEPs replicados pelo estado do Rio, o Sambódromo foi projetado por ninguém menos que Oscar Niemeyer, que, décadas antes, já havia capitaneado a construção de Brasília e outras obras primordiais da arquitetura brasileira.

O CIEP do Sambódromo oferecia: atividades pré-escolares para crianças de 3 a 6 anos; o 1º grau (hoje Ensino Fundamental); o 2º grau (hoje Ensino Médio); uma Escola Normal (curso que formava professores para o ensino primário); um Centro de Artes; uma Escola de Ensino Supletivo (curso para alunos que não concluíram o 1º ou 2º grau na idade adequada); um Centro de Estudos Supletivos; e, no período noturno, aulas de recuperação educativa para jovens de 14 a 20 anos (Programa de Educação Juvenil). A estrutura também contava com uma quadra de esportes polivalente e uma biblioteca.

Historicamente, os desfiles das escolas de samba já haviam ocorrido em diversas avenidas e pontos da cidade: Praça XI, Presidente Vargas, Presidente Antônio Carlos, Rio Branco. E foi a partir de 1978 que a Avenida Marquês de Sapucaí tornou-se o local dos desfiles. As arquibancadas eram montadas e desmontadas anualmente, em uma custosa operação. A ideia de uma instalação permanente, ainda que fosse desejo de muitos sambistas, nunca havia saído do papel. Um dos grandes entusiastas deste sonho foi o farmacêutico Amaury Jório, fundador da Imperatriz Leopoldinense, que presidiu a Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro nas décadas de 60 e 70. Amaury morreu em 1980, sem ter a oportunidade de presenciar a criação da Passarela do Samba.

No dia 11 de setembro de 1983, alguns meses após assumir seu primeiro mandato como governador do Rio, Brizola apresentou o projeto de construir um palco definitivo para os desfiles. Embora celebrada por muitos, a empreitada também teve fortes opositores e logo acelerou para já entregar no Carnaval seguinte. Até a mídia duvidou na época do prazo, mas em 2 de março de 1984, data da festa de Momo naquele ano, a obra foi inaugurada. O primeiro Carnaval na Passarela do Samba foi estonteante.

Foi um ano atípico. As 14 escolas do grupo principal desfilaram em dois dias, com julgadores diferentes. Assim, uma foi declarada campeã de domingo, e outra de segunda-feira. No sábado seguinte, as três primeiras colocadas de cada dia (e mais as duas primeiras do segundo grupo) disputaram um “supercampeonato”. A Mangueira, com o enredo “Yes, Nós Temos Braguinha”, despontou como a grande vencedora. A ideia do supercampeonato jamais se repetiu. A Mangueira – escola do coração de Brizola – foi a única “supercampeã” da história do Sambódromo. O desfile da verde e rosa também foi marcado por um fato inusitado: ao chegar na Praça da Apoteose, os desfilantes se depararam com um engarrafamento de alegorias, e a escola decidiu retornar à pista, fazendo o caminho inverso. O público foi ao delírio com o desfile “em dose dupla”.

A campeã de domingo – que não ganhou o troféu do supercampeonato – foi a Portela, com seu antológico samba Contos de Areia. As noites foram marcadas por apresentações memoráveis. Entre os carnavalescos, havia nomes como Joãosinho Trinta, Arlindo Rodrigues, Fernando Pinto, Renato Lage e Rosa Magalhães. Grandes sambistas pisaram na Avenida para defender seus pavilhões – entre eles, Martinho da Vila, autor do samba da Unidos de Vila Isabel naquele ano: “Pra tudo se acabar na quarta-feira”.

O Rio precisava demais desse reconhecimento como manifestação cultural nacional. E nós não podemos esquecer o quanto nomes importantes do trabalhismo, como o de Brizola, contribuíram para que o Carnaval carioca se tornasse o maior espetáculo da Terra.

Léo Lupi é jornalista e Subsecretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio

Secretaria de Conservação prepara Sapucaí para reformulação no sistema de som da Avenida para o Carnaval 2026

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A Secretaria de Conservação do Rio prepara a Marquês de Sapucaí para o processo de reformulação no sistema de som do Carnaval. A pasta realizou dez dutos transversais na Passarela do Samba em toda a sua extensão. As estruturas, além de abrigar os cabos de som, também vão contemplar os condutores de elétrica e iluminação cênica, acabando com os cabos expostos na pista.

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Fotos: Hector Santos/Secretaria de Conservação

“A pedido da Liesa, a Prefeitura do Rio executou a intervenção estrutural na Marquês de Sapucaí, que permitirá a transformação na qualidade do som. Após concluirmos a abertura e a concretagem das canaletas, vamos recapear toda a Marquês de Sapucaí para deixá-la pronta para os ensaios técnicos e para o Carnaval de 2026. As canaletas vão eliminar tanto os fios aparentes quanto a necessidade do carro de som”, explica o secretário de Conservação, Diego Vaz.

Os novos dutos foram construídos em valas rasas para conectar o novo sistema de som do Sambódromo. Isso porque o solo já abriga outras infraestruturas mais profundas, como rede de água e esgoto. As valas são fechadas com concreto armado e, em seguida, asfaltadas.

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As dez canaletas têm 14 metros de extensão, e cada uma delas contém três dutos de 100 mm. Para o novo sistema de som da Sapucaí, basta um duto de 100mm, os outros dois foram instalados para servirem de opções em caso de necessidade.

Após a obra, toda a Avenida receberá novo asfaltamento para receber os ensaios técnicos do Carnaval 2026.

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Presidente da Riotur projeta Carnaval 2026 com Corte de ‘altíssimo nível’ e confirma entrega da Cidade do Samba 2 no prazo

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O presidente da Riotur, Bernardo Fellows, revelou em entrevista ao CARNAVALESCO os planos e expectativas para o Carnaval 2026, incluindo a seleção da nova corte, o futuro da gestão do Sambódromo e melhorias estruturais em diversos pontos.

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Concurso da Corte 2026 tem mais de 100 inscritos

Uma das grandes expectativas é o concurso para a escolha da corte tradicional e da corte LGBTQIAPN+ do Carnaval 2026. Segundo ele, o processo “recebeu mais de 100 inscritos” e contará com direção artística de Milton Cunha.

O presidente garantiu que a seleção resultará em uma corte “de altíssimo nível e muito cultural”. Bernardo contou que a festa será marcada por “muitas homenagens a grandes artistas do samba que se foram,compositores, poetas, grandes personalidades”.

PPP do Sambódromo está em discussão

Fellows também comentou a possibilidade, levantada pelo presidente da Liesa, Gabriel David, de estabelecer uma parceria público-privada (PPP) para que a Liga passe a gerir o Sambódromo da Marquês de Sapucaí durante todo o ano.

“O tema está em discussão, mas não tem nada certo ainda”, explicou.

Segundo ele, essa é uma decisão “a longo prazo”. Atualmente, o poder público atua como o “grande guardião da Sapucaí”, e a gestão é entregue à Liesa apenas durante o período carnavalesco, entre “dezembro e março”.

Melhoria estrutural na Intendente Magalhães

Sobre a Intendente Magalhães, o presidente da Riotur destacou que o objetivo é aprimorar continuamente a estrutura para oferecer um carnaval “mais confortável e mais bonito”.

“Estamos trabalhando para que 2026 tenha iluminação mais bem feita, uma luz mais bonita e som melhor”, afirmou.

O presidente reforçou que o “dever de casa” da Riotur é garantir que todos os carnavais da cidade, não apenas o da Intendente, mas também os da Chile, Cinelândia, Terreirão do Samba e Sapucaí, sejam “cada ano melhores para a população”.

Cidade do Samba 2 será entregue em 2026

Prevista para o meio de 2026, a Cidade do Samba 2 está com obras em andamento e, segundo Fellows, será entregue dentro do cronograma.

“O compromisso do prefeito sempre acontece no prazo e como prometido”, garantiu o presidente da Riotur.

Jogos que ocupam mais espaço no PS4: veja por que investir em um hd interno para ps4 vale a pena

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Com a evolução dos gráficos, trilhas sonoras imersivas e mapas cada vez mais complexos, os jogos de PlayStation 4 se tornaram verdadeiros gigantes digitais. Se você já tentou instalar dois ou três títulos recentes no seu console e recebeu o temido aviso de “armazenamento insuficiente”, não está sozinho. É justamente por isso que considerar o investimento em um hd interno para ps4 se tornou essencial para quem quer aproveitar ao máximo a geração de jogos do PS4.

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Os jogos mais pesados do PS4: espaço que impressiona

O PS4 foi lançado originalmente com versões de 500GB e, depois, com 1TB. Na época, parecia mais do que suficiente. No entanto, bastam poucos jogos modernos para ocupar quase todo esse espaço.

Confira alguns exemplos de títulos populares e o quanto eles exigem do seu HD:

Call of Duty: Modern Warfare (2019)

Esse jogo virou meme por causa do seu tamanho absurdo. Somando todos os pacotes (multiplayer, Warzone, campanha, etc.), o jogo pode ultrapassar 200GB facilmente.

Red Dead Redemption 2

Um dos jogos mais aclamados da geração também é um dos mais pesados: mais de 110GB ocupados, sem contar futuras atualizações.

GTA V

Mesmo sendo lançado originalmente para PS3, a versão para PS4 é robusta: cerca de 80GB, sem contar os dados adicionais do GTA Online.

The Last of Us Part II

Com gráficos de altíssimo nível e narrativa cinematográfica, o jogo ocupa aproximadamente 100GB do armazenamento interno.

Destiny 2

Com constantes atualizações e novas expansões, o título chega perto de 95GB, podendo variar conforme os conteúdos adicionais instalados.

Isso sem contar os jogos menores, mas que ainda assim consomem espaço: FIFA, NBA 2K, Horizon Zero Dawn, Assassin’s Creed, Cyberpunk 2077, entre outros. E vale lembrar que o próprio sistema operacional do PS4 também ocupa cerca de 90GB, reduzindo ainda mais o espaço disponível.

Por que o hd interno faz mais sentido do que o externo?

Ao perceber o problema do espaço, muitos jogadores consideram o uso de um HD externo. No entanto, há vantagens claras em investir em um HD interno:

Melhor integração com o sistema do PS4

O HD interno substitui diretamente o original do console. Isso permite que o sistema funcione com maior fluidez, sem depender de conexões USB, que podem ter velocidades menores.

Menos risco de corrompimento de dados

Como o HD interno está protegido dentro do console, ele está menos sujeito a quedas, desconexões acidentais ou falhas de leitura causadas por mau contato.

Mais praticidade e estética

Um HD interno mantém tudo dentro do console, sem fios extras ou dispositivos pendurados. Isso evita bagunça e melhora a organização do seu setup gamer.

Velocidade de leitura mais alta

Modelos de HD interno com maior RPM (rotações por minuto) e cache elevado oferecem desempenho melhor do que muitos HDs externos básicos.

Qual capacidade de hd interno escolher para o PS4?

A escolha do HD depende muito do seu perfil de jogador. Veja algumas recomendações:

  • 1TB: Ideal para jogadores casuais ou que mantêm poucos jogos instalados ao mesmo tempo.

  • 2TB: Recomendado para quem joga vários títulos AAA e gosta de manter tudo instalado.

  • 4TB ou mais: Ótimo para jogadores hardcore, criadores de conteúdo, streamers ou quem compartilha o console com várias pessoas.

A boa notícia é que o PS4 aceita upgrades com HDs de até 8TB, desde que respeite as especificações compatíveis.

Dica: prefira HDs de 2,5” e 5400 ou 7200 RPM

O PS4 utiliza HDs de 2,5 polegadas, o mesmo tipo usado em notebooks. Eles precisam ter até 9,5mm de espessura para encaixar perfeitamente no compartimento interno.

Além disso, prefira modelos com 7200 RPM, que oferecem melhor desempenho. Embora o modelo padrão do PS4 use 5400 RPM, o upgrade para uma velocidade maior já traz melhorias notáveis nos tempos de carregamento.

E quanto ao SSD? Vale a pena?

Muitos usuários consideram a troca por um SSD (unidade de estado sólido), que é ainda mais rápido do que o HD tradicional. Ele reduz drasticamente os tempos de loading e melhora a experiência geral de uso.

Contudo, o custo por GB ainda é maior. Para quem quer muito espaço com um bom custo-benefício, o hd interno para ps4 tradicional continua sendo uma ótima escolha.

Uma solução comum é usar um SSD menor (240GB ou 500GB) para o sistema e jogos principais, e um HD maior para armazenar os outros títulos. Isso combina performance com capacidade.

Como instalar um novo hd interno no PS4?

O processo de substituição é mais simples do que parece:

  1. Faça backup dos seus dados em um HD externo ou na nuvem (PlayStation Plus).

  2. Desligue o console e remova a tampa superior.

  3. Solte o parafuso da bandeja do HD.

  4. Substitua o HD antigo pelo novo.

  5. Baixe o software do sistema no site da Sony e instale em um pendrive.

  6. Ligue o PS4 em modo de segurança e reinstale o sistema.

Com isso, seu PS4 estará pronto para receber mais jogos — sem aquelas exclusões forçadas a cada nova instalação.

Quais são os benefícios reais de ter mais espaço no console?

Quando você amplia o armazenamento interno do seu PS4, os benefícios vão muito além de simplesmente “instalar mais jogos”. Veja como isso impacta diretamente sua experiência como gamer:

Liberdade para explorar novos títulos

Com mais espaço interno, você pode baixar lançamentos, jogos gratuitos e expansões sem ter que excluir seus favoritos. Isso significa que você pode manter seus jogos single player e multiplayer instalados ao mesmo tempo, sem abrir mão de nenhum.

Atualizações automáticas sem dor de cabeça

Muitos jogos do PS4 recebem atualizações frequentes — e pesadas. Quando o HD está cheio, essas atualizações podem falhar ou exigir que você remova conteúdo para continuar. Um HD interno com mais espaço garante que seu console fique sempre atualizado, pronto para jogar.

Melhor organização dos seus jogos

Com um HD maior, é possível organizar melhor sua biblioteca, mantendo jogos separados por gênero, frequência de uso ou preferência. Isso torna a navegação mais rápida e prática, sem a frustração de ter que reinstalar algo toda vez que quiser jogar.

Economia de tempo e internet

Cada vez que você apaga e reinstala um jogo, precisa esperar horas de download, reinstalação e possível atualização. Com mais armazenamento, esse ciclo repetitivo desaparece, economizando tempo e evitando consumo desnecessário da sua franquia de internet.

Tendências de jogos e armazenamento: o que esperar nos próximos anos

Mesmo com o PS5 já no mercado, muitos títulos continuam sendo lançados com versões para o PS4. E esses jogos não estão ficando menores — pelo contrário. O tamanho dos arquivos tende a crescer, principalmente com gráficos mais detalhados, modos multiplayer elaborados e suporte a DLCs massivos.

Além disso, serviços de assinatura como PlayStation Plus e PS Now incentivam os jogadores a experimentarem vários títulos ao mesmo tempo, o que só aumenta a necessidade de espaço interno.

Ou seja, investir agora em um hd interno para ps4 é uma decisão que ainda fará diferença nos próximos anos, especialmente se você pretende continuar aproveitando o console enquanto a nova geração se consolida.

Onde encontrar um bom hd interno para o seu PS4?

Atualmente, existem diversas opções no mercado compatíveis com o PS4, de marcas como Seagate, Western Digital, Toshiba, entre outras. O ideal é procurar por um modelo que seja especificamente compatível com consoles ou notebooks, com foco em desempenho e durabilidade.

Você pode conferir diversas opções de hd interno para ps4 diretamente nesta lista de modelos disponíveis, com diferentes capacidades e preços para todos os bolsos.

Pagamento com link: como funciona e por que é ideal para pequenos negócios

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Para quem está começando um pequeno negócio ou atua como autônomo, oferecer formas práticas de receber pagamentos pode fazer toda a diferença na hora de fechar uma venda. Entre as soluções mais acessíveis e eficientes atualmente está o pagamento com link, uma alternativa que permite cobrar seus clientes de forma simples, rápida e sem complicações técnicas. Basta gerar um link e compartilhá-lo com o comprador — e o pagamento pode ser feito de onde ele estiver, com total segurança.

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O que é pagamento com link?

O pagamento com link é uma forma de cobrança online em que o vendedor cria um link de pagamento e envia para o cliente, que pode acessá-lo por celular ou computador, escolher a forma de pagamento preferida (cartão, boleto, Pix etc.) e finalizar a compra de maneira segura, sem a necessidade de um site ou loja virtual.

Essa ferramenta é muito útil para quem vende pelas redes sociais, pelo WhatsApp, via e-mail ou presencialmente, mas não quer depender de maquininhas ou de uma estrutura de e-commerce. Com ela, qualquer venda pode ser concretizada com poucos cliques, e o processo é tão intuitivo que o cliente não precisa instalar nada nem criar contas adicionais.

Como funciona o pagamento com link?

O funcionamento é bastante direto e intuitivo, o que torna essa ferramenta ainda mais atraente. Veja o passo a passo básico:

Geração do link

O vendedor acessa a plataforma que oferece o serviço e cria um novo link de pagamento. Ele informa o valor, descreve o produto ou serviço, define as condições (como número de parcelas ou validade do link) e gera um URL exclusivo.

Compartilhamento com o cliente

Esse link pode ser enviado por diversos canais: WhatsApp, Instagram, e-mail, SMS ou até impresso em um QR Code. O objetivo é facilitar ao máximo o acesso do comprador ao link de pagamento, independentemente de onde ele esteja.

Pagamento feito com segurança

O cliente acessa o link, escolhe o meio de pagamento que preferir e conclui a transação. Plataformas confiáveis oferecem proteção contra fraudes, garantindo a segurança dos dados e a confidencialidade das informações pessoais.

Confirmação e recebimento

Após a finalização, o vendedor é notificado e o valor é creditado conforme o prazo definido pela plataforma utilizada. É possível acompanhar o status do pagamento em tempo real, oferecendo mais controle e organização.

Por que o pagamento com link é ideal para pequenos negócios?

Essa solução é particularmente vantajosa para microempreendedores, profissionais autônomos, vendedores informais e pequenos comércios. Veja por que ela se adapta tão bem a esse perfil:

Custo baixo e praticidade

Diferente de outras formas de cobrança que exigem investimento inicial — como maquininhas de cartão ou estrutura de e-commerce — o pagamento com link geralmente não exige mensalidades nem equipamentos. A maioria das plataformas cobra apenas uma taxa por transação concluída, o que reduz os custos fixos e torna a ferramenta viável até mesmo para quem está começando.

Além disso, todo o processo pode ser feito pelo celular, sem necessidade de conhecimento técnico ou habilidades avançadas. A criação e o envio dos links é simples, rápida e totalmente adaptável à rotina de quem empreende sozinho.

Acesso a diferentes formas de pagamento

Ao usar links de pagamento, você amplia as opções disponíveis para o cliente: cartão de crédito, débito, Pix, boleto bancário… Isso aumenta consideravelmente as chances de concretizar a venda, já que o cliente escolhe o meio mais conveniente para ele.

Oferecer essa variedade é um diferencial importante, especialmente quando o público é diverso e nem todos têm cartão ou preferem formas digitais como o Pix, por exemplo.

Flexibilidade para vender em qualquer lugar

Um dos maiores atrativos do pagamento com link é a mobilidade. Você pode vender em feiras, em casa, pela internet ou até por telefone — tudo o que precisa é de um celular com acesso à internet. Isso permite que o negócio acompanhe o empreendedor onde quer que ele esteja, sem limitações geográficas.

Quem vende em redes sociais, por exemplo, pode inserir o link diretamente nas mensagens diretas, agilizando o processo de venda. Isso elimina barreiras e torna a experiência de compra mais fluida para o cliente.

Controle e organização das vendas

Muitas plataformas que oferecem essa funcionalidade também trazem ferramentas de gestão, como relatórios de vendas, status de pagamentos, emissão de comprovantes e histórico de transações. Isso facilita o controle financeiro e a organização do negócio, mesmo que ele ainda esteja em fase inicial.

Para quem está se profissionalizando, ter esse tipo de recurso é um grande passo para ganhar mais autonomia e profissionalismo nas operações do dia a dia.

Quem pode se beneficiar dessa solução?

O pagamento com link é uma alternativa democrática, que se adapta a diversos tipos de negócios e profissionais. Veja alguns exemplos:

  • Artesãos e vendedores autônomos: que produzem e vendem diretamente para os clientes pelas redes sociais.

  • Prestadores de serviço: como cabeleireiros, manicures, professores particulares, consultores e freelancers em geral.

  • Comerciantes locais: que ainda não têm loja virtual, mas atendem por delivery ou encomenda.

  • Profissionais liberais: como advogados, designers ou contadores, que precisam enviar cobranças pontuais para seus clientes.

Para todos esses perfis, essa modalidade de cobrança permite manter a simplicidade no processo de venda sem abrir mão da segurança e da eficiência.

‘Dedicação e muito trabalho’: Marquinhos Art’Samba promete entrega total na Unidos da Tijuca

A Unidos da Tijuca terá nova voz principal que conduzirá o desfile sobre Carolina Maria de Jesus no Carnaval 2026: Marquinhos Art’Samba. O intérprete, que esteve à frente da Estação Primeira de Mangueira, chega à escola do Borel com entusiasmo e reverência. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o cantor falou sobre a sensação de estar à frente do carro de som da agremiação.

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

“É uma satisfação enorme. Ainda mais eu fazendo parte do grupo “Os Puxadores do Samba”, que tem uma história muito ligada à Tijuca. Espero agregar bastante junto com o carro de som e com a direção da escola”, afirmou.

A troca de pavilhão não foi indiferente à comunidade mangueirense, que se despediu do intérprete com afeto. “O carinho foi demais. Foram sete anos de escola, seis carnavais, porque em 2021 não teve desfile, e eu cheguei campeão. Espero ser campeão aqui na Tijuca também”, projetou.

Marquinhos destaca que sua chegada à agremiação se dá com a promessa de “dedicação e muito trabalho”. E isso vale também para a parceria com o mestre Casagrande. “Não é à toa que a bateria da Tijuca é chamada de ‘Pura Cadência’. Eu sou um cantor mais reto, que interpreta o samba de forma direta, e essa bateria tem uma batida muito cadenciada. Acredito que vai ser um grande trabalho entre o carro de som e a bateria”, afirmou.

Perguntado sobre qual samba da escola mais aprecia, Marquinhos cita composições marcantes como “Agudás” (2003), o enredo sobre Vasco da Gama (1998) e o samba de 2000 sobre a língua portuguesa. No entanto, é no clássico “Macobeba”, de 1981, que sua memória afetiva se ancora. “Sou muito fã desse samba”, disse.

A estreia de Marquinhos Art’Samba na Unidos da Tijuca carrega mais do que a responsabilidade de conduzir o canto de uma escola tradicional: é também o compromisso de dar voz, no desfile, a uma das figuras mais potentes da literatura e da memória social brasileira. Em 2026, será ele quem levará à frente do carro de som a história de Carolina Maria de Jesus para a Marquês de Sapucaí.

Unidos da Tijuca 2026: galeria de fotos da final de samba-enredo

Entre lágrimas e emoção, Tijuca escolhe samba da parceria de Lico Monteiro que canta a voz de Carolina Maria de Jesus

‘Casal Foguinho’ revela mudanças em coreografia e exalta comunidade da Tatuapé

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Vice-campeã do Grupo Especial em 2025, a Acadêmicos do Tatuapé tem alguns quesitos mais do que seguros: reconhecidos por todo o carnaval paulistano. Além da Harmonia sempre digna de aplausos, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da instituição, Diego do Nascimento e Jussara de Sousa, é um dos mais aclamados da atualidade – além de ter uma longa trajetória na instituição. Em 2025, eles novamente foram vencedores do Estrela do Carnaval, organizado e entregue pelo CARNAVALESCO, na categoria “Melhor Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira” e foram fundamentais para a ótima colocação do desfile com o enredo “Justiça – A Injustiça Num Lugar Qualquer É Uma Ameaça À Justiça Em Todo Lugar” da azul e branca.

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Fotos: Gustavo Lima e Will Ferreira/CARNAVALESCO

Impacto das mudanças

Tal qual já tinha acontecido nos desfiles da cidade de São Paulo de 2024, o regulamento para 2025 novamente teve alterações sensíveis em alguns quesitos – e Mestre-Sala e Porta-Bandeira foi um deles. Ao falar com a reportagem, Jussara destacou que a dança da dupla sofreu modificações de acordo com os novos balizamentos: “Nosso sentimento é de dever cumprido. Nós realizamos um trabalho muito intenso neste ciclo – até mesmo pela troca de jurados que aconteceu. A gente teve algumas alterações e a gente teve que considerar algumas coisas referente à apresentação e à movimentação de pista. A Tatuapé deu todo o suporte para a gente realizar um trabalho confortável, um trabalho em que a gente se sentisse seguro e conquistasse mais uma vez a nota para ajudar a escola a desfilar novamente no Desfile das Campeãs. Isso é muito bom”, relembrou.

Diego concordou com a companheira: “É basicamente isso que a Ju falou. Nosso sentimento é o resultado de um trabalho intenso e muito árduo. Fizemos algumas modificações, como a Ju falou, pela questão da mudança de jurados, também. A gente faz o possível para entrar com o regulamento debaixo do braço. Se o jogo tem regras, a gente tem que segui-las. A gente faz exatamente isso para poder entrar na pista e ajudar da melhor maneira possível a Tatuapé”, afirmou o prático mestre-sala.

Excelência há tempos

Diego e Jussara são os responsáveis por conduzir o pavilhão azul e branco desde 2012. Naquele ano, a Acadêmicos do Tatuapé se reencontrou com a própria história. Após décadas em divisões inferiores, a escola retornou ao Grupo Especial em 2004, permanecendo na elite até 2006. Até retornar ao pelotão principal, a escola chegou a disputar o Grupo 1 da UESP (União das Escolas de Samba Paulistanas), então terceira divisão do carnaval paulistano. No supracitado ano de 2012, a agremiação da Zona Leste foi vice-campeã do Grupo de Acesso – e, desde então, não saiu mais do suprassumo da folia paulistana.

De lá para cá, são dois títulos, dois vice-campeonatos e oito retornos ao Desfile das Campeãs. Há, também, o maior indicativo do quanto o casal é de altíssimo nível: desde 2018, a dupla traz nota máxima no quesito em que ambos são os únicos responsáveis pela nota.

Ao serem perguntados sobre qual o segredo para manter o nível de atuação sempre tão alto, a dupla fez questão de exaltar a comunidade da Zona Leste: “Creio que não tem segredo. É aquela questão: quando se faz o que gosta, quando se faz o que ama, as coisas fluem naturalmente. A gente ostenta o pavilhão da Tatuapé, a gente coloca toda a nossa dedicação ali, todo o nosso coração, porque a gente sabe que tem uma comunidade inteira que briga, que chora, que idolatra o pavilhão – como nós também fazemos isso por eles e pelo pavilhão. Acaba acontecendo naturalmente, a gente só coloca o nosso coração fazendo aquilo que a gente ama”, comentou Diego.

Jussara disse palavras semelhantes: “É o querer fazer o bem, o querer fazer as coisas da maneira que tem que ser. Na verdade, é uma troca: a escola deu a oportunidade de nós sermos o primeiro casal no Grupo Especial. De 2014 para cá a escola teve uma imensa evolução e a gente está acompanhando isso, tendo resultados positivos, sempre ajudando para que a gente consiga as notas máximas. É isso que importa: é o querer fazer bem e o querer ser da tua pele”, finalizou.