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Pagamento com link: como funciona e por que é ideal para pequenos negócios

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Para quem está começando um pequeno negócio ou atua como autônomo, oferecer formas práticas de receber pagamentos pode fazer toda a diferença na hora de fechar uma venda. Entre as soluções mais acessíveis e eficientes atualmente está o pagamento com link, uma alternativa que permite cobrar seus clientes de forma simples, rápida e sem complicações técnicas. Basta gerar um link e compartilhá-lo com o comprador — e o pagamento pode ser feito de onde ele estiver, com total segurança.

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O que é pagamento com link?

O pagamento com link é uma forma de cobrança online em que o vendedor cria um link de pagamento e envia para o cliente, que pode acessá-lo por celular ou computador, escolher a forma de pagamento preferida (cartão, boleto, Pix etc.) e finalizar a compra de maneira segura, sem a necessidade de um site ou loja virtual.

Essa ferramenta é muito útil para quem vende pelas redes sociais, pelo WhatsApp, via e-mail ou presencialmente, mas não quer depender de maquininhas ou de uma estrutura de e-commerce. Com ela, qualquer venda pode ser concretizada com poucos cliques, e o processo é tão intuitivo que o cliente não precisa instalar nada nem criar contas adicionais.

Como funciona o pagamento com link?

O funcionamento é bastante direto e intuitivo, o que torna essa ferramenta ainda mais atraente. Veja o passo a passo básico:

Geração do link

O vendedor acessa a plataforma que oferece o serviço e cria um novo link de pagamento. Ele informa o valor, descreve o produto ou serviço, define as condições (como número de parcelas ou validade do link) e gera um URL exclusivo.

Compartilhamento com o cliente

Esse link pode ser enviado por diversos canais: WhatsApp, Instagram, e-mail, SMS ou até impresso em um QR Code. O objetivo é facilitar ao máximo o acesso do comprador ao link de pagamento, independentemente de onde ele esteja.

Pagamento feito com segurança

O cliente acessa o link, escolhe o meio de pagamento que preferir e conclui a transação. Plataformas confiáveis oferecem proteção contra fraudes, garantindo a segurança dos dados e a confidencialidade das informações pessoais.

Confirmação e recebimento

Após a finalização, o vendedor é notificado e o valor é creditado conforme o prazo definido pela plataforma utilizada. É possível acompanhar o status do pagamento em tempo real, oferecendo mais controle e organização.

Por que o pagamento com link é ideal para pequenos negócios?

Essa solução é particularmente vantajosa para microempreendedores, profissionais autônomos, vendedores informais e pequenos comércios. Veja por que ela se adapta tão bem a esse perfil:

Custo baixo e praticidade

Diferente de outras formas de cobrança que exigem investimento inicial — como maquininhas de cartão ou estrutura de e-commerce — o pagamento com link geralmente não exige mensalidades nem equipamentos. A maioria das plataformas cobra apenas uma taxa por transação concluída, o que reduz os custos fixos e torna a ferramenta viável até mesmo para quem está começando.

Além disso, todo o processo pode ser feito pelo celular, sem necessidade de conhecimento técnico ou habilidades avançadas. A criação e o envio dos links é simples, rápida e totalmente adaptável à rotina de quem empreende sozinho.

Acesso a diferentes formas de pagamento

Ao usar links de pagamento, você amplia as opções disponíveis para o cliente: cartão de crédito, débito, Pix, boleto bancário… Isso aumenta consideravelmente as chances de concretizar a venda, já que o cliente escolhe o meio mais conveniente para ele.

Oferecer essa variedade é um diferencial importante, especialmente quando o público é diverso e nem todos têm cartão ou preferem formas digitais como o Pix, por exemplo.

Flexibilidade para vender em qualquer lugar

Um dos maiores atrativos do pagamento com link é a mobilidade. Você pode vender em feiras, em casa, pela internet ou até por telefone — tudo o que precisa é de um celular com acesso à internet. Isso permite que o negócio acompanhe o empreendedor onde quer que ele esteja, sem limitações geográficas.

Quem vende em redes sociais, por exemplo, pode inserir o link diretamente nas mensagens diretas, agilizando o processo de venda. Isso elimina barreiras e torna a experiência de compra mais fluida para o cliente.

Controle e organização das vendas

Muitas plataformas que oferecem essa funcionalidade também trazem ferramentas de gestão, como relatórios de vendas, status de pagamentos, emissão de comprovantes e histórico de transações. Isso facilita o controle financeiro e a organização do negócio, mesmo que ele ainda esteja em fase inicial.

Para quem está se profissionalizando, ter esse tipo de recurso é um grande passo para ganhar mais autonomia e profissionalismo nas operações do dia a dia.

Quem pode se beneficiar dessa solução?

O pagamento com link é uma alternativa democrática, que se adapta a diversos tipos de negócios e profissionais. Veja alguns exemplos:

  • Artesãos e vendedores autônomos: que produzem e vendem diretamente para os clientes pelas redes sociais.

  • Prestadores de serviço: como cabeleireiros, manicures, professores particulares, consultores e freelancers em geral.

  • Comerciantes locais: que ainda não têm loja virtual, mas atendem por delivery ou encomenda.

  • Profissionais liberais: como advogados, designers ou contadores, que precisam enviar cobranças pontuais para seus clientes.

Para todos esses perfis, essa modalidade de cobrança permite manter a simplicidade no processo de venda sem abrir mão da segurança e da eficiência.

‘Dedicação e muito trabalho’: Marquinhos Art’Samba promete entrega total na Unidos da Tijuca

A Unidos da Tijuca terá nova voz principal que conduzirá o desfile sobre Carolina Maria de Jesus no Carnaval 2026: Marquinhos Art’Samba. O intérprete, que esteve à frente da Estação Primeira de Mangueira, chega à escola do Borel com entusiasmo e reverência. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o cantor falou sobre a sensação de estar à frente do carro de som da agremiação.

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

“É uma satisfação enorme. Ainda mais eu fazendo parte do grupo “Os Puxadores do Samba”, que tem uma história muito ligada à Tijuca. Espero agregar bastante junto com o carro de som e com a direção da escola”, afirmou.

A troca de pavilhão não foi indiferente à comunidade mangueirense, que se despediu do intérprete com afeto. “O carinho foi demais. Foram sete anos de escola, seis carnavais, porque em 2021 não teve desfile, e eu cheguei campeão. Espero ser campeão aqui na Tijuca também”, projetou.

Marquinhos destaca que sua chegada à agremiação se dá com a promessa de “dedicação e muito trabalho”. E isso vale também para a parceria com o mestre Casagrande. “Não é à toa que a bateria da Tijuca é chamada de ‘Pura Cadência’. Eu sou um cantor mais reto, que interpreta o samba de forma direta, e essa bateria tem uma batida muito cadenciada. Acredito que vai ser um grande trabalho entre o carro de som e a bateria”, afirmou.

Perguntado sobre qual samba da escola mais aprecia, Marquinhos cita composições marcantes como “Agudás” (2003), o enredo sobre Vasco da Gama (1998) e o samba de 2000 sobre a língua portuguesa. No entanto, é no clássico “Macobeba”, de 1981, que sua memória afetiva se ancora. “Sou muito fã desse samba”, disse.

A estreia de Marquinhos Art’Samba na Unidos da Tijuca carrega mais do que a responsabilidade de conduzir o canto de uma escola tradicional: é também o compromisso de dar voz, no desfile, a uma das figuras mais potentes da literatura e da memória social brasileira. Em 2026, será ele quem levará à frente do carro de som a história de Carolina Maria de Jesus para a Marquês de Sapucaí.

Unidos da Tijuca 2026: galeria de fotos da final de samba-enredo

Entre lágrimas e emoção, Tijuca escolhe samba da parceria de Lico Monteiro que canta a voz de Carolina Maria de Jesus

‘Casal Foguinho’ revela mudanças em coreografia e exalta comunidade da Tatuapé

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Vice-campeã do Grupo Especial em 2025, a Acadêmicos do Tatuapé tem alguns quesitos mais do que seguros: reconhecidos por todo o carnaval paulistano. Além da Harmonia sempre digna de aplausos, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da instituição, Diego do Nascimento e Jussara de Sousa, é um dos mais aclamados da atualidade – além de ter uma longa trajetória na instituição. Em 2025, eles novamente foram vencedores do Estrela do Carnaval, organizado e entregue pelo CARNAVALESCO, na categoria “Melhor Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira” e foram fundamentais para a ótima colocação do desfile com o enredo “Justiça – A Injustiça Num Lugar Qualquer É Uma Ameaça À Justiça Em Todo Lugar” da azul e branca.

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Fotos: Gustavo Lima e Will Ferreira/CARNAVALESCO

Impacto das mudanças

Tal qual já tinha acontecido nos desfiles da cidade de São Paulo de 2024, o regulamento para 2025 novamente teve alterações sensíveis em alguns quesitos – e Mestre-Sala e Porta-Bandeira foi um deles. Ao falar com a reportagem, Jussara destacou que a dança da dupla sofreu modificações de acordo com os novos balizamentos: “Nosso sentimento é de dever cumprido. Nós realizamos um trabalho muito intenso neste ciclo – até mesmo pela troca de jurados que aconteceu. A gente teve algumas alterações e a gente teve que considerar algumas coisas referente à apresentação e à movimentação de pista. A Tatuapé deu todo o suporte para a gente realizar um trabalho confortável, um trabalho em que a gente se sentisse seguro e conquistasse mais uma vez a nota para ajudar a escola a desfilar novamente no Desfile das Campeãs. Isso é muito bom”, relembrou.

Diego concordou com a companheira: “É basicamente isso que a Ju falou. Nosso sentimento é o resultado de um trabalho intenso e muito árduo. Fizemos algumas modificações, como a Ju falou, pela questão da mudança de jurados, também. A gente faz o possível para entrar com o regulamento debaixo do braço. Se o jogo tem regras, a gente tem que segui-las. A gente faz exatamente isso para poder entrar na pista e ajudar da melhor maneira possível a Tatuapé”, afirmou o prático mestre-sala.

Excelência há tempos

Diego e Jussara são os responsáveis por conduzir o pavilhão azul e branco desde 2012. Naquele ano, a Acadêmicos do Tatuapé se reencontrou com a própria história. Após décadas em divisões inferiores, a escola retornou ao Grupo Especial em 2004, permanecendo na elite até 2006. Até retornar ao pelotão principal, a escola chegou a disputar o Grupo 1 da UESP (União das Escolas de Samba Paulistanas), então terceira divisão do carnaval paulistano. No supracitado ano de 2012, a agremiação da Zona Leste foi vice-campeã do Grupo de Acesso – e, desde então, não saiu mais do suprassumo da folia paulistana.

De lá para cá, são dois títulos, dois vice-campeonatos e oito retornos ao Desfile das Campeãs. Há, também, o maior indicativo do quanto o casal é de altíssimo nível: desde 2018, a dupla traz nota máxima no quesito em que ambos são os únicos responsáveis pela nota.

Ao serem perguntados sobre qual o segredo para manter o nível de atuação sempre tão alto, a dupla fez questão de exaltar a comunidade da Zona Leste: “Creio que não tem segredo. É aquela questão: quando se faz o que gosta, quando se faz o que ama, as coisas fluem naturalmente. A gente ostenta o pavilhão da Tatuapé, a gente coloca toda a nossa dedicação ali, todo o nosso coração, porque a gente sabe que tem uma comunidade inteira que briga, que chora, que idolatra o pavilhão – como nós também fazemos isso por eles e pelo pavilhão. Acaba acontecendo naturalmente, a gente só coloca o nosso coração fazendo aquilo que a gente ama”, comentou Diego.

Jussara disse palavras semelhantes: “É o querer fazer o bem, o querer fazer as coisas da maneira que tem que ser. Na verdade, é uma troca: a escola deu a oportunidade de nós sermos o primeiro casal no Grupo Especial. De 2014 para cá a escola teve uma imensa evolução e a gente está acompanhando isso, tendo resultados positivos, sempre ajudando para que a gente consiga as notas máximas. É isso que importa: é o querer fazer bem e o querer ser da tua pele”, finalizou.

Fábio Gouveia explica saída e retorno da Dom Bosco: ‘Não tinha chegado completo no último carnaval’

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Tão logo a apuração do carnaval acontece, é natural que comece a conhecidíssima dança das cadeiras entre profissionais e escolas, que se reforçam e remodelam as próprias equipes. A primeira grande transferência envolvendo as escolas dos grupos organizados pela Liga-SP foi a saída de Fábio Gouveia da Dom Bosco, revelada horas depois da leitura das notas de maneira unilateral pelo carnavalesco. Semanas depois, entretanto, agremiação e profissional anunciaram que ele permaneceria em Itaquera. Para saber os detalhes de situação tão curiosa, o CARNAVALESCO conversou com o profissional (e com mais um “convidado especial” para esclarecer toda essa situação) no lançamento do enredo “Mariama, Mãe de todas as Raças, de todas as cores, Mãe de todos os cantos da terra”, assinado por ele próprio.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Atritos

Ao longo da entrevista, Fábio Gouveia revelou tudo com grande riqueza de detalhes. Na visão dele, uma série de imprecisões fez com que o carnavalesco ficasse exaurido logo no primeiro ano na Dom Bosco: “Eu falo que o ano passado foi um ano muito difícil pra mim. Um ano difícil porque eu tinha que me adaptar. Foi muito complicado porque foi um processo de adaptação. A minha cabeça ainda estava em um outro momento e foi muito complicado. E, aí, nós nos chocamos: a escola chocou comigo, eu choquei com a escola. Havia um projeto de inovação, havia um entendimento que a escola precisava crescer – e, ao mesmo tempo, não havia um entendimento do que era preciso fazer para que isso acontecesse. Tivemos muita dificuldade, muitas mesmo, mas a gente conseguiu entregar um projeto com muita dedicação, com muito trabalho. E, por causa disso, e eu me cansei”, confessou.

Conforme o desfile ia chegando, naturalmente, as tensões aumentavam – como acontece com todo e qualquer profissional e escola às vésperas das apresentações: “Nos últimos dias, eu me estressei demais. Falei para o pessoal que eu sentia muito, mas eu vou embora porque eu me sinto desrespeitado em uma série de coisas. Eu falei isso e soou de uma forma negativa, mas não é desrespeitado no sentido literal da palavra – de que alguém tentou alguma coisa contra mim, de que alguém me agrediu ou qualquer coisa desse tipo. O desrespeito é um sentimento que, às vezes, as pessoas não conseguem compreender. Certas coisas acabam machucando a gente. “Eu vi um projeto ser machucado. Eu sou uma artista e, antes de qualquer coisa, o artista machucado vai se sentir desrespeitado. Isso me motivou diretamente a sair da escola”, recordou.

Ação silenciosa

De acordo com o próprio Fábio Gouveia, a saída unilateral dele não foi à toa: “Só que eu não conversei com ninguém sobre essa saída. Não conversei com o padre, não falei com a diretoria: eu simplesmente precisava colocar aquilo para fora – e foi da pior maneira, mas acabou acontecendo. Me falaram exatamente sobre isso, mas eu não procurei ajuda. E hoje eu tenho buscado essa ajuda, porque eu tive picos de não me reconhecer nesse processo. Eram muitas emoções ao mesmo tempo e eu não conseguia me reconhecer”, rememorou, aproveitando para destacar que tal ação fez com que ele buscasse auxílio externo.

Anjo da Concórdia

Conforme Fábio explicava, ele, em determinado momento, citou uma pessoa importantíssima para que ele retornasse à escola: “O Rodrigo Xará, muito próximo de mim, falou, que não estava me reconhecendo – ele me conhece desde os tempos da Imperador do Ipiranga e de outros lugares. Eu estava estressado, eu tenho um senso de responsabilidade muito grande com o meu trabalho. Essas coisas foram me cobrando muito”, disse.

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Intérprete da Dom Bosco, Xará fez parte do carro de som da azul e branca do Bairro do Grito, enquanto Fábio foi carnavalesco da escola em dois períodos e também atuou em outros cargos na agremiação – como na direção de carnaval. E o conhecimento do amigo fez com que o cantor intercedesse, de acordo com o próprio: “A gente acompanha, conhece as pessoas. E escola de samba é isso. É muita gente para administrar e acaba acontecendo alguma coisinha ou outra. As pessoas reagem, cada uma de uma forma. O Fábio teve a reação dele, mas, conhecendo ele como eu conheço, falei para deixar passar um tempo, viajar, tirar suas férias, ter calma e vir comigo. Ele voltou, veio acreditando no projeto e hoje está realizado, está feliz. É uma criança aqui hoje brincando de produzir as coisas”, brincou.

O reconhecimento do erro por parte do carnavalesco veio na sequência da entrevista: “Eu não poderia vir para cá e deixar a escola em um resultado muito abaixo do que ela tinha alcançado com muita luta. Isso também era uma cobrança muito grande. Aí você entende o poder da palavra respeito: eu não conversei com ninguém, e foi muito errado da minha parte não conversar com o padre, não conversar com as pessoas”, confessou.

Porta se abrindo

Livre no mercado, Fábio, obviamente, começou a ouvir propostas. Até que o intérprete azul e branco novamente intercedeu: “Foram acontecendo várias coisas. Escolas me procuraram, muita coisa foi acontecendo, acontecendo, acontecendo, e muitas portas foram se fechando do nada. Eu estava encaminhado para outros lugares e, de repente, esses lugares foram se fechando, se fechando e aí eu estaria de verdade fora do carnaval de 2026. Até que, um belo dia, o Xará, de novo, me ligou e me convidou para bater um papo – algo que eu aceitei. Ele perguntou se eu podia conversar com a Dom Bosco, mas eu falei que eu poderia conversar com ele. Ele me explicou toda a situação e veio o contato com o padre Rosalvino”, sorriu.

Presidente da agremiação e também da Obra Social, Rosalvino Morán Vinãyo é o fundador da instituição salesiana que, entre tantas ações, cuida de cerca de cinco mil pessoas diariamente. Havia, entretanto, um, em especial, que precisava de atenção: Fábio Gouveia. A conversa com o clérigo foi franca: “O padre me pediu para que eu falasse tudo, e ele foi a mão principal para que eu estivesse aqui hoje. Eu expliquei tudo, mostrei o planejamento e me aproximei da obra – que é a parte administrativa da escola, que eu não tinha contato. A Cristiane e a Adriana me acolheram de uma forma que eu não tenho nem o que dizer, a Thelma, hoje, é a nossa superintendente de carnaval. Comecei a entender que faltava exatamente esse contato com algumas situações para que o carnaval andasse de uma forma muito melhor. Foram três reuniões e, no final delas, o padre perguntou se há um lugarzinho no coração para a Dom Bosco. Respondi que, independentemente da situação em que eu me encontro, de ficar sem trabalho ou não, eu não me reconheço fora de uma escola com menos de um ano de trabalho. Eu fiquei na Dom Bosco só um ano, eu não deixei um legado aqui, eu não consegui construir nada. Ele perguntou se eu continuava e eu respondi que sim. Eu estou vendo que a coisa precisava de uma grande conversa pra gente começar um trabalho, realmente”, vislumbrou.

Final feliz

Fábio mostra-se cada vez mais satisfeito em permanecer na Dom Bosco para o carnaval 2026 e destacou que a versão de 2025 do profissional será ainda melhor para o próximo ciclo. Perguntado sobre o que mudou para que ele ficasse em Itaquera, o carnavalesco surpreendeu: “Na verdade, não mudou nada. É que o Fábio não tinha chegado completo no último carnaval. E quem conhece o Fábio sabe que ele está envolvido nas ações artísticas da escola, que ele está envolvido diretamente com todo mundo. Eu tenho uma coletividade com chefes de ala, com diretoria, e é algo que eu não consegui fazer o ano passado. Eu sou muito sincero, não tenho nenhum problema de falar sobre isso – e, realmente, agora eu estou e cheguei aqui. Agora eu estou diretamente no chão da escola, ajudando na Harmonia, diretamente ajudando nos grupos cênicos da escola, fazendo um trabalho. Vai ter muita coisa bacana esse ano”, prometeu.

Já Rodrigo Xará, citado duas vezes pelo carnavalesco, fez questão de colocar o mérito pela permanência do profissional em toda a equipe, não apenas nele: “Eu não queria levar esse mérito sozinho, porque acho que, na Dom Bosco, todo mundo tem. Eu conheci o Fábio desde os tempos da Imperador do Ipiranga. Lá se vão mais de dez anos. Eu tinha mais proximidade com ele, então eu fui lá falar com ele. Mas todo mundo conversou, todo mundo se entendeu e faz parte errar. É uma família, no fim das contas. A gente briga em casa, a gente faz um monte de coisa e nada melhor do que a gente sentar e conversar. Todo mundo entendeu, todo mundo é adulto e se virou. Agora, está todo mundo feliz e ninguém lembra mais que brigou. É o mérito da escola. A Dom Bosco é uma escola legal, de paz. É natural ter essas confusões, porque a gente cresceu muito. A gente viu o que aconteceu porque a gente cresceu, vale a pena falar. Mas, hoje, a gente entendeu o que é, entendemos como joga o jogo e vamos jogar. Vamos lá, vamos brigar”, finalizou.

Mancha Verde promove tradicional Festa de Dia das Crianças com entrada gratuita

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A escola de samba Mancha Verde convida toda a comunidade para celebrar o Dia das Crianças em grande estilo com a sua já tradicional festa, que acontece no domingo, 12 de outubro, na quadra da escola. O evento é totalmente gratuito e promete um dia inesquecível de diversão para os pequenos e suas famílias.

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A festa terá início às 12h e contará com uma programação especial recheada de alegria e entretenimento. Entre as atrações, estão os brinquedos infláveis, que garantem a adrenalina e a energia da criançada. Além disso, haverá muita recreação com atividades lúdicas e interativas.

Para fechar o dia com chave de ouro, o palco da Mancha Verde receberá o Show com Teleco e Teco, dupla querida pelo público infantil, que trará música e muita animação. Para completar a festa, será oferecido lanche e refrigerante para todas as crianças presentes, reforçando o compromisso social da escola de samba em proporcionar um dia de felicidade e cuidado.

A Mancha Verde, conhecida por sua força no Carnaval e por seu engajamento social, abre suas portas para a comunidade em mais uma iniciativa que valoriza a infância e o direito ao lazer. É um convite para que pais, responsáveis e crianças celebrem juntos este dia especial em um ambiente seguro e festivo.

Serviço
Evento: Festa de Dia das Crianças da Mancha Verde
Data: Domingo, 12 de outubro (Dia das Crianças e feriado nacional)
Horário: A partir das 12h
Local: Quadra da Mancha Verde
Endereço: Rua Norma de Luca, 550 – Barra Funda/SP
Entrada: Gratuita
Atrações: Brinquedos infláveis, recreação, lanche e refrigerante para as crianças, show com Teleco e Teco

Parceria entre União de Maricá e marca de moda produz coleção de estampas com traços culturais da cidade

O empreendedor do segmento moda, Italo William, proprietário da marca O Tal do Bonequinho, depois de lançar estampas retratando as regiões da cidade do Rio de Janeiro, firmou parceria com a escola de samba União de Maricá, que desfila na série ouro do Carnaval, e lança, no início de outubro, uma coleção exclusiva totalmente inspirada na cidade. São blusões, camisas, shorts, calças jogger, macacões e saias a gênero que exibem características marcantes do município da região metropolitana do Rio de Janeiro como, por exemplo, as praias, a orla, o mestre-sala e porta-bandeira da agremiação, o esporte representado pelo Maricá Futebol Clube, que disputa a série D do Campeonato Brasileiro.

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Foto: Divulgação

Segundo Italo William a ideia da coleção surgiu da aposta da União de Maricá com a expertise da marca O Tal do Bonequinho. “Estamos trazendo um olhar futurista sobre a cidade, mostrando o valor cultural do futebol e da escola de samba e, claro, tem a minha memória afetiva de Maricá. Ao pensar na criação da estampa, eu recorri muito às minhas lembranças. Conheço bem a cidade. As minhas criações passam por minhas vivências”, conta o empreendedor Italo.

Ele destaca também a união dos parceiros o designer Pandro Nobã, a styling Isadora Neves e a fotógrafa Márcia Otto.

O presidente da agremiação, Matheus Santos, disse que a parceria com o empreendedor Italo William é positiva. “A marca tem identidade forte e conecta moda e cultura popular, o que fortalece a imagem da nossa escola e amplia a visibilidade da cultura de Maricá. É um orgulho imenso observar a nossa cultura traduzida em moda, valorizando as nossas raízes, permitindo que cada peça carregue a essência e a história de Maricá”, avalia.

“As estampas não possuem ligação direta com o enredo ‘Berenguendéns e Balangandãs’, mas cumprem um papel fundamental ao exaltar a cultura e os símbolos de Maricá. Dentro da escola, a repercussão tem sido extremamente positiva, porque a coleção reforça nossa identidade local, desperta o sentimento de pertencimento e faz com que cada integrante se reconheça na União de Maricá também fora da avenida”, destaca Matheus Santos. Perguntado sobre qual seria a forma a coleção contribui para a valorização da União de Maricá fora do carnaval, o presidente disse que a coleção amplia a presença da União de Maricá para além da avenida.

Matheus Santos conta que a coleção vai levar a identidade da escola para o dia a dia das pessoas. “Ao vestir as peças, cada pessoa se torna também um porta-voz da nossa cultura e da nossa história, mostrando que a escola é viva o ano inteiro e não apenas no desfile. A mensagem é de pertencimento, orgulho e valorização da nossa cidade. Queremos mostrar que Maricá tem uma cultura rica, que merece ser vista e reconhecida. Essa coleção é uma forma de afirmar nossas raízes, fortalecer nossa identidade e unir ainda mais a comunidade em torno da União de Maricá”, explica Matheus.

O empreendedor conta que a União de Maricá analisou o trabalho da marca. “A diretoria percebeu o potencial do nosso trabalho que está sólido no mercado da moda. O bom gosto das estampas passa pela confiança mútua que as parcerias exigem. Estou feliz com a criação e o desenvolvimento da coleção, porque há intensa participação da minha memória afetiva. Tudo está nas minhas vivências. São elementos que me trazem também a lembrança de minha avó Alaíde Neri, costureira de reconhecimento pela competência e amor à arte da costura. Cresci observando o talento da minha avó e da minha mãe. Hoje quando eu vejo as peças prontas, fico muito feliz”, conta, Italo, sem esconder a emoção.

Sobre o impacto que ele espera acontecer nos clientes, o empreendedor comenta que está batendo uma certa ansiedade. “Espero perceber a satisfação, a alegria refletida no brilho nos olhos dos clientes. “Será uma emoção de nível dez! Vai bater aquele orgulho bonito ao encontrar as pessoas vestidas com as peças da coleção, que resultou de uma parceria muito ajustada com a escola de samba União de Maricá. Sinto orgulho de observar que a cada dia cresce mais e mais a vontade do consumo pela moda popular brasileira. A identificação com a história do cliente é grande e faz a diferença. O Tal do Bonequinho vai muito além da venda pela venda, de peça por peça. Ela carrega uma história linda e com muito afeto para quem a conhece e consome”, conclui Italo William.

Teresa Cristina é atração de amanhã no Polo Educacional Sesc

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O Centro Cultural do Polo Educacional Sesc recebe amanhã, 8 de outubro, às 20h, a cantora Teresa Cristina, uma das vozes mais marcantes do samba contemporâneo, em mais uma edição do projeto Conversa & Canção. O evento integra a programação cultural gratuita de outubro do Polo e será apresentado pelo produtor musical e pesquisador Maurício Pacheco.

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Foto: Fernanda Garcia/Divulgação

Reconhecida pela interpretação e pela forma como resgata clássicos do samba e da música popular brasileira, Teresa Cristina promete um momento com o público, repleto de histórias, influências e canções que marcaram sua trajetória. O Conversa & Canção é uma série de encontros com artistas, compositores e intérpretes da canção popular brasileira, que busca revelar os processos criativos e o significado poético e simbólico das composições.

Além de Teresa Cristina, dia  29 de outubro, às 15h, é a vez de Xande de Pilares subir ao palco. Dono de um timbre inconfundível e uma energia contagiante, o cantor ganhou projeção como vocalista do grupo Revelação e hoje é uma das vozes mais fortes na música brasileira. O mês ainda conta com atrações do projeto Sonora Brasil e espetáculos teatrais que celebram a diversidade cultural brasileira.

Confira a programação completa:
08/10, 20h – Teresa Cristina – Conversa & Canção, apresentado por Maurício Pacheco – Música
• 17/10, 10h e 15h, 18/10, 15h – Hoje é dia de Rock, com a Cia. Nós do Palco (Escola Sesc de Ensino Médio) – Teatro
• 29/10, 15h – Xande de Pilares – Conversa & Canção, apresentado por Maurício Pacheco – Música
• 30/10, 20h – Amor de baile, com WDO Produções – Teatro

Serviço
Local: Polo Educacional Sesc – Av. Ayrton Senna, 5.677, Barra Olímpica, Rio de Janeiro
Entrada gratuita | Ingressos distribuídos 1h antes do início de cada atividade
Estacionamento gratuito sujeito à lotação
Informações: [email protected] | (21) 3214-7404
Programação completa: poloeducacionalsesc.com.br

Veja o clipe oficial do samba-enredo da Vila Isabel para o Carnaval 2026

Presidente da Beija-Flor celebra sucesso do reality que escolheu novos intérpretes: ‘Foi um sucesso’

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O presidente da Beija-Flor de Nilópolis, Almir Reis, exaltou o sucesso do reality “A Voz do Carnaval”, que coroou Jéssica e Nino como os novos intérpretes da escola para o Carnaval 2026. O programa, fruto de parceria entre Multishow, Globoplay, AfroReggae, Formata e a escola, permitiu à comunidade e ao público acompanhar de perto o processo de sucessão vocal após a aposentadoria de Neguinho da Beija-Flor.

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Foto: Marielli Patrocínio/CARNAVALESCO

“Eu acho que foi um sucesso. O pessoal do AfroReggae… me surpreendeu. Acho que isso aí tem tudo para somar, não só para o programa, mas para o mundo do samba”, afirmou Almir, reforçando que o reconhecimento do projeto junto ao legado de Neguinho é fundamental.

A final surpreendeu ao coroar dois intérpretes em vez de apenas um, decisão que refletiu não só o desempenho dos finalistas, mas também o desejo de inovação por parte da direção da escola.

“Como eu falei, o Neguinho é insubstituível, mas eles estão fazendo o papel deles muito bem e acho que a gente vai fazer um bom trabalho na avenida. Vocês vão ver que a gente não vai deixar a desejar, que eles dois são muito bons”, disse ele.

A troca de vozes representa um novo ciclo para a escola: saindo do ciclo Neguinho, mas mantendo a ambição de construir sob nova direção vocal. Almir disse que os vencedores precisarão “presença de espírito e equilíbrio” para lidar com a pressão da Sapucaí.

“Além da emoção da avenida, é a emoção de olhar e pensar: ‘Olha o lugar em que eu estou’”, comentou o presidente.

Para 2026, a Beija-Flor optou por levar para a avenida o enredo “Bembé”, inspirado no Bembé do Mercado, manifestação religiosa afro-brasileira tradicional da Bahia, e considerada o maior candomblé de rua.

Expectativas e desafios

A mudança vocal, o enredo de matriz afro e o formato do reality representam escolhas ambiciosas e simbólicas para a escola. Se bem executados, podem reforçar a imagem da Beija-Flor como vanguardista, conectada com o presente e respeitosa da tradição.

Mas o desafio é grande: substituir uma voz histórica como a de Neguinho, agradar a comunidade exigente e impressionar o público da Sapucaí sob nova sonoridade.

Unidos da Ponte aposta em renovação de todos os segmentos para o Carnaval 2026

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Renovação parece mesmo ser a principal aposta da Unidos da Ponte para o Carnaval 2026. Desde o fim da última temporada, a escola de São João de Meriti anunciou a contratação de novos nomes para os principais segmentos da agremiação. Do carnavalesco à direção de carnaval, passando pela coreógrafa da comissão de frente, pela ala de passistas e, até mesmo, pelo comando da bateria “Ritmo Meritiense”, a azul e branco se prepara para encerrar o segundo dia de desfiles da Série Ouro, no sábado de carnaval.

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Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

Em entrevista ao CARNAVALESCO, o novo diretor de carnaval, Camarão Netto, afirmou que a renovação da escola é uma das estratégias da atual gestão para fazer um grande carnaval. “Viemos com mudanças drásticas em todos os segmentos. Isso mostra que a escola está adotando um pensamento diferente. A Ponte vai brigar, sim, para estar lá nas cabeças da Série Ouro”, afirmou Netto, que passou pela direção de carnaval de escolas como União de Jacarepaguá, Acadêmicos da Rocinha e Acadêmicos da Abolição.

A agremiação também trouxe de volta ao Rio o carnavalesco Nicolas Gonçalves, que em 2025 assinou o desfile da Acadêmicos do Tucuruvi no Grupo Especial de São Paulo. Ele será o responsável pelo enredo que fechará os desfiles da Série Ouro. Além dele, a escola reforçou seu time com o casal Thiaguinho Mendonça e Jessica Ferreira, a coreógrafa Juliana Frathane, o diretor de harmonia Alexandre Dias, a diretora artística Nath Menezes, os coordenadores de passistas Thamires Matos e Bruno Bezerra, o enredista Cleiton Almeida e os mestres de bateria Alex Vieira e Juninho.

Sobre a posição da Ponte no encerramento dos desfiles de 2026 da Série Ouro, Camarão Netto afirmou que é um desafio que a escola meritiense entra com toda a força da sua história. “Fechar o Carnaval da Série Ouro é uma responsabilidade de uma escola grande. A Ponto é uma escola de peso, com mais de 70 anos de idade, e irá apresentar um grande Carnaval à altura do seu nome e da sua bandeira”, finalizou.