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Arthur Franco canta o samba da Imperatriz no Carnaval 2020

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Na noite deste sábado, durante o Salgueiro Convida, a Imperatriz Leopoldinense cantou o samba-enredo que apresentará no Carnaval 2020. Abaixo, você confere o vídeo com o cantor Arthur Franco.

Fotos: Salgueiro Convida com Imperatriz e Grande Rio

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Espaço Favela homenageará o grande cantor e compositor Nelson Sargento no Rock in Rio

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    neson rock

    Um evento que extrapola a música e oferece experiências do início ao fim. São 14 horas de entretenimento na veia e conteúdos que vão além do esperado pelos visitantes. Um desses casos é a homenagem que Roberto Medina, presidente do evento, anunciou nesta sexta-feira. Junto a novidade que é a chegada do Espaço Favela, nesta edição, o Rock in Rio terá mais um momento emblemático e que promete emocionar a todos: Nelson Sargento subirá ao palco e participará da roda de samba Festa da Raça.

    O multitalento Nelson Sargento – compositor, cantor, pesquisador da música popular brasileira, artista plástico, ator e escritor -, participa da Roda de Samba Festa da Raça, marcada para o dia 03 de outubro. O artista cantará quatro clássicos do seu repertório com os nove participantes que compõem a roda.

    “Ter Nelson Sargento no nosso palco é um prestígio e prazer imensurável. Estamos estreando com este espaço no festival e temos certeza que será um daqueles momentos memoráveis. Nelson conviveu com artistas fundamentais na construção do samba e representa toda a tradição da cultura popular. A integração desta lenda com uma roda de samba que está trilhando sua estrada é, sem dúvida, uma oportunidade única de troca de experiência. E o público estará lá, testemunhando um grande show da música popular brasileira”, garante Roberto Medina, lembrando que “não tínhamos como ter Espaço Favela e não ter Nelson Sargento em uma roda. Afinal, ele é verde e rosa, mas acima de tudo é carioca e brasileiro”.

    Além da sua presença no palco, Nelson Sargento que também é artista plástico, terá 14 de seus quadros expostos no backstage do Espaço Favela, colocando o espaço como uma galeria de arte. O músico desenvolveu esta atividade graças ao conhecimento obtido na profissão de pintor de paredes, que exerceu por vários anos.

    “Ter o mestre Nelson Sargento é uma honra. Quando Roberto (Medina) me pediu isso, me senti como se estivesse dando ao público o melhor de todos os presentes. E, explorar seus talentos, ou seja, ir além da música, é um grande ganho não só para o Rock in Rio, mas especialmente para quem estiver lá conosco. Uma oportunidade ímpar para a troca de conhecimento”, afirma Zé Ricardo, diretor musical do Espaço Favela e do Palco Sunset.

    Nelson Sargento fala sobre a importância de levar a bandeira do samba ao evento.

    “Tenho o privilégio de dizer que conheci o mundo através da arte, dos quintais e terreiros Brasil afora aos palcos do Japão. Para mim, disseminar a mensagem e a cultura do samba que aprendi em Mangueira é uma missão de vida, que carrego com muito orgulho e disposição. Agora, aos 95 anos, tenho o prazer de plantar a semente do Samba no Rock in Rio, um dos maiores celeiros musicais do mundo. E, podem esperar, depois que nosso samba ecoar na Cidade do Rock, ele nunca mais sairá de lá”, afirma o bamba.

    Sobre a Roda de Samba Festa da Raça

    Formada em 2015, o grupo tem nove participantes que compõem e tocam juntos pelo Rio de Janeiro. Os músicos do projeto são de famosas rodas de samba carioca, como Cacique de Ramos, Alforria, Samba do Trabalhador, Renascença, Trapiche Gamboa e entre outros. A Festa da Raça é feita por Makley Matos do Morro do Jucuruquara (ES), Mingo Silva do Morro da Engenhoca (Niterói), Thiago Misamply do Morro do Escondidinho, Luciano Bom Cabelo do Morro do Andaraí, Pipa Vieira do Morro do Turano, Álvaro Santos da favela do Catiri, Alison Martins, Marcelinho Correia e João Martins.

    O nome do grupo marca o encontro desses instrumentistas que fazem samba inédito, autoral e das escolas que os formaram como músicos. Segundo eles, a felicidade está presente no trabalho, e o nome “Festa” descreve o sentimento de tocar para o público.

    Estudo da sinopse: Grande Rio 2020

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    Nome do enredo: Tata-Londirá – o canto do caboclo no quilombo de Caxias.
    Nomes dos carnavalescos: Gabriel Haddad e Leonardo Bora.

    grio2020

    PERTENCIMENTO CAXIENSE: O CANTO DO CABOCLO NO QUILOMBO DE CAXIAS É O ANÚNCIO DO REENCONTRO DA GRANDE RIO COM A PRÓPRIA IDENTIDADE

    Para o carnaval 2020, a tricolor de Duque de Caxias olha para si mesma, a fim de entender o porquê de não ter botado ainda a mão na taça de campeã do Carnaval. Para tanto, evoca o canto de um dos seus filhos mais ilustres: Joãozinho da Gomeia – sim, aquele mesmo já
    citado no refrão do meio de 2008, cujo enredo era Duque de Caxias, o caminho do progresso, o retrato do Brasil. Agora, no entanto, o líder da falange caxiense será a alma de uma narrativa que tende a tocar em algumas feridas que custam a serem cicatrizadas no corpo do Brasil caboclo. Joãozinho da Gomeia, ora, era homossexual, negro, nordestino e candomblecista. Falar de João Alves de Torres Filhos, o Rei do Candomblé, é dizer, portanto, um basta à homofobia, ao racismo, à xenofobia e, sobretudo, à intolerância religiosa.

    Debruçado ao texto-mestre produzido por Gabriel Haddad, Leonardo Bora e Vinicius Natal,
    percebe-se que a vida de Tata Londirá, alcunha dada a ele pela tradição do Candomblé de
    Angola, será dividida nos seguintes momentos: evocação dos caboclos, principalmente o
    Pedra Preta, o qual se manifestava em João; a infância em Inhambupe, no interior da Bahia; a ida a Salvador, para ser iniciado pelo Pai Jubiabá; a “navegação” em direção ao Rio de Janeiro e, posteriormente, a fundação do terreiro da Nova Gomeia em Caxias; o João artista-influente, seja bailarino, seja artesão, seja folião; e, por fim, o Rei do Candomblé, a parte pelo todo caxiense, pedindo respeito aos cultos afro-ameríndio brasileiros.

    Incorporada, além de evocar o caboclo Pedra Preta de João, a Grande Rio clama, ainda, a
    outras divindades que ao lado do Rei do Candomblé estavam, como a Odé e a Oyá, orìşás do Candomblé de Ketu, do tronco yorubá; a Mutalambô e a Kaiango, minkisi – palavra de
    origem kimbundu que significa o plural de nkisi, divindade – do Candomblé de Angola, do
    tronco banto. Tanto os orìşás quanto os minkisi, por sinal, co-ocorrem no texto-mestre da
    Escola de Caxias; de modo, no entanto, há não haver uma análise distintiva e precisa para
    entender as idiossincrasias entre esses grupos étnico-culturais. A menção a Odé e a
    Mutalambô, a princípio, estão simultaneamente presentes no setor que retrata a chegada de João ao Rio de Janeiro e a fundação da Nova Gomeia em Caxias, após partir de Salvador por ser “perseguido pelas suas crenças” vem à mente, dessa forma, o ofá, arco e flecha do santo, para vencer os algozes que queriam o silenciar. A menção a Oyá e a Kaiango, por sua vez, estão presentes no setor em que a Escola reclama o respeito; vem à mente, dessa forma, o afefé, os ventos das santas, que varrem a intolerância e espalham a mensagem que ecoa do quilombo caxiense; “explodem num grito de pertencimento”. Não se pode esquecer, ainda, que as confluências entre orìşá, caboclo e nkisi existem no texto-mestre porque assim o era no axé da Gomeia. No barracão de João, tanto Angola quanto Ketu eram tocados indiferentemente, assim como o culto ao panteão-caboclo. A casa era, portanto, nagô-banto.

    A heterogeneidade de Gomeia, também, quando se joga luz sobre o texto-mestre da Grande Rio, está presente. O Rei do Candomblé não era só visto como subversivo e não merecedor do sacerdócio devido “às suas visões libertárias” enquanto culto, mas também por ser folião e artista. Essas faces que constituem Joãozinho desfilarão, sim, na Avenida. Ora, não há contradição nenhuma entre João babalorisá e João vedete do Teatro de Revista, desfilante do Império Serrano, em Heróis da Liberdade, de 1969, e da Imperatriz Leopoldinense, em Oropa, França e Bahia, de 1970, e bailarino afro do Municipal ao lado de Mercedes Baptista. É o mesmo João. É, ora, um João humano, de carne e osso, homem comum, que se respeitava e respeitava o seu papel social enquanto sacerdote, uma vez que pedia sempre licença aos seus santos para gozar da liberdade nas artes que tanto amava; respeitando o sistema de ewós, impedimentos, preceitos da religião. Muito mais, pedia respeito, sempre, a sua crença e a seu povo. João não tinha papas na língua. João alfinetava, sua voz era verbo, era canhão. João trazia em sua essência os fluxos de Kaiango; disruptivo. Cada um, portanto, na visão de Tata Londirá podia ser o que quiser, não havia dubiedade nisso, contanto que se respeitasse os preceitos religiosos.

    Do texto-mestre, vale observar, ainda, as frequentes referências a sambas da Grande Rio, na tentativa de resgatar a identidade caxiense; momento de rememoração. Essa noção de resgate aparece com a citação direta de versos do samba de Águas claras para um Rei Negro, de 1992. Em seguida, há uma paráfrase, logo no início do primeiro período do setor que descreve a infância de Joãozinho da Gomeia, do samba No mundo da Lua, de 1993. Há, ainda, uma referência implícita, no setor em que se discute João das Torres Filho enquanto persona influente; ora, ao ter amizade com Assis Chateaubriand, o Chatô. Isso faz, de certa forma, reverberar o enredo caxiense de 1998, Ei! Ei! Ei! Chatô é nosso rei!; outra majestade da Tricolor de Caxias. Há, por último, uma citação direta ao samba de Os santos que a África não viu, de 1994, rememorando o último enredo sobre negritude da Grande Rio. A metalinguagem, nesse sentido, é necessária, uma vez que falar de Joãozinho da Gomeia é falar de si própria, fazendo reverberar por meios das suas memórias a história do povo caxiense.

    Quando, enfim, a Grande Rio despontar na Avenida, a Passarela se tingirá de verde, vermelho e branco, as cores da Escola e, coincidentemente, dos caboclos. Se João é rei, cada caxiense realeza o é. Durante o desfile, tantos corpos e vozes serão um só para contar a história do Rei do Candomblé, que ressignificou seu corpo, ora homem comum, ora sacerdote, ora vedete. A Grande Rio vai incorporar! A Grande Rio vai resistir! A Grande Rio vai vencer demanda! A Grande Rio, ora, vai se encontrar consigo mesma e, quem sabe, alcançar aquilo que tanto deseja nos seus mais de trinta anos: o campeonato. Solta o grito da garganta, Grande Rio!

    Autor: Mateus Almeida do Pranto – [email protected]
    Letras-Literaturas (Licenciatura)/UFRJ
    Coordenador de Projetos Acadêmicos/OBCAR/UFRJ
    Instagram: observatoriodecarnaval_ufrj
    Leitor orientador: Rennan Carmo – [email protected]
    História da Arte – Escola de Belas Artes/UFRJ

    Papo De Redação #09: Especial União da Ilha

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    Mister Final’, Tinga cita dedicação ao trabalho para justificar sucesso em disputas de samba

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    convida170819 101Campeão, duas vezes pela Vila Isabel e uma pela Tijuca no Grupo Especial do Rio, Tinga pode se considerado um vencedor também nas finais de samba. O intérprete já colocou sua voz a serviço de muitas parcerias que tiveram suas obras entoadas em carnavais de diversas escolas na Sapucaí. Humilde, Tinga atrela esse perfil campeão à dedicação ao trabalho que desenvolve em todas as suas atividades e também admite um pouco de sorte.

    “Acho bom. É porque a gente se preocupa sempre em fazer um trabalho legal, a gente se entrega no trabalho, se entrega naquilo que a gente está fazendo. Não é só o dinheiro, é o amor que a gente tem pelo samba. E, é, também, trabalhar com os melhores compositores e ter também um pouquinho de sorte. Aquele negócio de estar sempre no lugar certo, na hora certa”.

    Sem opinar sobre o modelo de disputa de samba escolhido pela Vila Isabel para 2020, a escola chegou até mesmo a pensar em encomendar a obra, Tinga afirma que não existe receita para fazer um grande samba e acredita que os concursos de samba são importantes para dar opções de qualidade para a escolha.

    “Não existe modelo do samba. O samba tem que ser bem interpretado, tem que ser funcional para a escola evoluir. Acho que o samba tem que funcionar para a Comunidade, para a escola fazer um grande desfile. A encomendação eu não sou muito a favor não. Porque se o compositor não acertar no samba, é o samba que vai ser na Avenida. A disputa de samba faz com que apareçam outros sambas. Até, muitas vezes, daquele compositor que a gente não tá nem esperando e ele consegue fazer um samba que surpreende”.

    Com grande carinho da comunidade e apontado como um cantor que tem por característica “motivar” os componentes, Tinga fala da responsabilidade que tem como intérprete ao interferir diretamente no desempenho da escola dentro da nota de harmonia.

    “Acho importante isso (interação com os componentes). Muitas vezes a nossa nota é dada em harmonia. E às vezes não fica bem clara para as pessoas. Às vezes parece que a gente não tem quesito, mas se acontece um erro nosso, a gente é descontado e vem justificado na harmonia”.

    A Vila Isabel vai apresentar o samba escolhido pela escola para o carnaval 2020 em uma grande festa que inicialmente está marcada para o dia 28 de Setembro na quadra da agremiação no bairro de Noel.

    União Da Ilha 2020 – Samba Da Parceria De Tuninho Z10

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    Compositores: Tuninho Z10, Aldir Senna, Wilson Mineiro, David Rei Da Cesta, Alfredo Junior, João Paulo, Frank.

    Intérpretes: Ito Melodia, Wantuir De Oliveira, Arthur Franco

    SOU A PORTA VOZ DE TODA MASSA
    RETRATO A ALMA PURA DESSA GENTE
    PERDIDA NESSA GRANDE ENCRUZILHADA
    VAGANDO NA RUA, BUSCANDO SAÍDA
    ENTRE BECOS E VIELAS
    VIVE COM DIGNIDADE O DIA-A-DIA DA FAVELA
    ME DIZ SENHOR, O QUE VIRÁ?
    O QUÊ SERÁ DO AMANHA?
    A DESIGUALDADE FAZ PESAR A CRUZ
    ME ASSOLAM O PRECONCEITO E A DISCRIMINAÇÃO
    A GANÂNCIA É CHIBATA, O PODER QUE DESACATA
    PELA VIL CORRUPÇÃO

    POVO FESTEIRO… TRABALHADOR
    NÃO FOGE DA LUTA É SONHADOR
    LEVANTA A CABEÇA… DÁ VOLTA POR CIMA
    SACODE A POEIRA, NÃO DESAMINA

    A MINORIA QUE NÃO SABE O QUE É SOFRER
    DESPREZA A CIDADANIA
    É SOFRER RENEGA O TALENTO, DIZIMA A ESPERANÇA
    SÃO JORGE ME GUIA, NA FÉ DOS MEUS SONHOS
    MEU DEUS! TU ÉS A LUZ, A NOSSA DIRETRIZ
    QUE SEUS REBENTOS TENHAM ONDE MORAR
    EU SO QUERO E SER FELIZ…
    MUITO FELIZ O SAMBA É ACALANTO PRO MEU CORAÇÃO
    EU HEI DE VER O SOL BRILHAR
    TRAZENDO PAZ E UNIÃO

    TENHO ORGULHO DESSE MEU LUGAR
    DO CHÃO QUE BROTA ALEGRIA
    AMOR DE VERDADE
    SOU COMUNIDADE GUERREIRA DA MINHA ILHA

    União Da Ilha 2020 – Samba Da Parceria De Nino Smith

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    Compositores: Nino Smith,kadinho da Ilha, Bruno Revelação,Alexandre Reis,Giovane Mello, Tuninho, Celinho de Minas e Jandira da Conceição (in memorian)

    Intérpretes: Nino Smith, kadinho da Ilha, Bruno Revelação, Giovane Mello e Alexandre Reis

    MINHA ILHA TEM DENDÊ… TEM DENDÊ
    SARAVÁ OGUM ME GUIA… O!
    SALVE A FÉ, É MADRUGADA
    SORTE LANÇANDA NA ENCRUZA DA FOLIA

    TODO SAMBA TEM UMA MISSÃO
    CADA VERSO TRAZ ENSINAMENTO
    SE A QUEDA MOSTRA A LIÇÃO
    VOU CANTAR A REDENÇÃO
    NO RAIAR DE UM NOVO TEMPO
    EIS A RECEITA PRA CURAR TODO LAMENTO
    BOTA O SORRISO E UMA PITADA DE AMOR
    UMA PORÇÃO DA ESPERANÇA DO TRABALHADOR

    DEIXA APURAR A MAGIA
    SERVE NOSSA POESIA
    MATA ESSA FOME DE ALEGRIA

    (E CLAMA)
    DOUTOR… AH SEU DOUTOR
    OLHAI PROS BECOS E VIELAS
    MARÉS, RIBEIRAS E FAVELAS
    PRAS MARIAS E JOSÉS

    SENHOR, OH MEU SENHOR
    NOS LIVRAI DA VIOLÊNCIA
    DESPERTAI A CONSCIÊNCIA
    SALVE TODOS QUE PUDER

    O AMANHÃ HÁ DE BRILHAR
    É HOJE O DIA DE TRANSFORMAR
    DEPENDE DE NÓS… DA NOSSA VOZ
    A NOSSA UNIÃO VENCER OS NÓS
    DIGNIDADE É DIREITO NÃO É UM FAVOR
    MINHA MORADA É O MORRO
    EXIJO RESPEITO, DEVIDO VALOR
    FICO NOS BRAÇOS DO POVO
    MAIS PERTO DO CRIADOR

    Império da Tijuca segue com 4 sambas na disputa. Próxima eliminatória será no domingo

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    Imperinho DisputaNeste domingo, 25 de agosto, acontece mais uma eliminatória do concurso de samba-enredo do Império da Tijuca que em 2020 desfilará na Série A buscando a vaga para retornar do Grupo Especial. A partir das 16 horas a quadra da Alegria da Zona Sul, que será palco do concurso da escolha do hino oficial do próximo carnaval, abre as portas para o público.

    Quatro composições disputam o direito de se tornar o samba-enredo oficial da escola no próximo carnaval. Cada parceria se apresentará por 20 minutos. Antes do concurso, a escola promove seu tradicional show com passistas, casais de mestre-sala e porta-bandeira, baianas e velha guarda. Na ocasião, haverá ainda, a segunda eliminatória do concurso Musa Imperial que escolherá no dia 6 de setembro uma representante da comunidade para se tornar musa da agremiação.

    Confira as parcerias que seguem na disputa:

    Samba 2 – Compositores: Diego Nicolau, Tinga, Pixulé, Braguinha, James Bernardes, Jota, Tem Tem Jr
    Participação Especial: Fabio-Gigi

    Samba 3 – Compositores: Eduardo Katata, JC Couto, Badá, Valmir Viole, Bira do Banjo, Sérgio Gil e Fernando de Lima
    Participação Especial: Valéria Wright

    Samba 4 – Compositores: Valéria Amorim, Rodolfo Caruso, Carlinhos Vianna, Nininho do Cavaco, Roberto Viana, Tim do Taxi e China

    Samba 5 – Compositores: Claudio Russo, Gilmar L Silva, ferreti, Vanir Bachini, Rodrigo Alemão, Wagner Zanco e Jayme Cesar
    Participação Especial: Kiko Vargues

    A quadra da Alegria da Zona Sul fica situada na Rua Frei Caneca 211-233 – Catumbi.

    Serviço:

    Eliminatória de Samba-Enredo e do Concurso Musa Imperial
    Data: 25/08/2019
    Horário: 16h
    Local: Quadra da Alegria da Zona Sul – Rua Frei Caneca 211-233 – Catumbi
    Ingresso: Pista R$ 15,00 / Mesa p/ 4 – R$ 50,00 / Camarote p/15 – R$ 300,00
    Classificação Livre

    Leia a sinopse do enredo da Santa Cruz para o Carnaval 2020

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    Logo StaCruzEnredo: SANTA CRUZ DE BARBALHA “Um Conto Popular no Cariri Cearense”

    Carnavalesco: Cahê Rodrigues

    Meus olhos arranha o céu
    Desse império que ajudei a construir Mas o coração dói de saudade
    Da minha Barbalha… Lá no meu Cariri…

    Cariris eram os índios da região Que perderam as terras, Crenças e religião,
    Branco deixou o medo Do papafigo, pai-da-mata, Rasga-mortalha e Assombração…

    Ê, Barbalha…

    Seu nome vem da medalha De quem nela residia
    A primeira moradora Que o nome não dizia Vinha da família Barbalha
    Era tudo que o povo sabia

    Você já foi a Barbalha? Pois, então, vá…
    Sabe quem já andou por lá, seu menino? Capitão Virgulino,
    Meu Padim Padi Ciço
    O Príncipe Regente, sinhá! E um horror de muié Querendo casá!
    Até o Rei do Baião passou por lá…

    Santo Antônio padroeiro É quem manda no lugar
    Arranja emprego, cura doença Manda chuva
    Faz a roça prosperar É santo casamenteiro E passa o dia inteiro Ouvindo promessa
    De quem quer desencalhar

    Você precisa ver
    A festa do padroeiro
    São duas semanas inteiras De muita fé e brincadeira Noite das Solteironas Cantigas de roda
    Dança de coco Versos de feira
    Romeiros e carpideiras
    Aos pés do pau da bandeira Erguida pelo povo de lá

    Barbalha fica pr’aquelas banda
    Dos Verde Canaviá
    Dos engenhos de rapadura Das belas igrejas
    Ai, saudade que dá… Terra santa, terra boa Das águas medicinais
    A saúde jorra em fontes E na rede de hospitais

    Terra de cordelista, Repentista e forrozeiro Poeta e versador
    E tem um passarinho prosador, O Soldadinho do Araripe,
    Que canta e encanta por amor… Barbalha tá assim de folia!

    Tem lapinha, reisado e ladainha Feira de tudo que é vendedor,
    É um verdadeiro Carnavá
    A Santa Cruz descobriu Barbalha A terra da fé e alegria
    E vai levar ocê pra lá!

    Você já foi à Barbalha? Pois, então, vá…
    Feche os olhos, Faça um pedido
    E comece a sonhar! (Quero vê ocê voltá…)

    Ê, Barbalha!!!

    Cahê Rodrigues/ Cláudio Vieira
    Agosto 2019