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Por infringir o regulamento, Mangueira elimina samba da parceria de Deivid Domênico

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classificados manga 1O Conselho de Carnaval da Estação Primeira de Mangueira, em reunião realizada nesta segunda-feira, 23 de setembro, após analisar a divulgação, nas redes sociais de um vídeo, com uma gravação do samba 15, dos compositores, Deivid Domênico, Tomáz Miranda, Mama e Márcio Bola, entendeu que a mesma não seguiu a orientação do Regulamento da Disputa de Samba Enredo para o Carnaval 2020, e, portanto, decidiu por unanimidade afastar essa composição da terceira eliminatória, a ser realizada neste sábado, 28.

Lamentando a necessidade dessa medida, o Conselho de Carnaval lembra que desde o princípio do novo modelo, foi amplamente divulgado que novas versões das obras inscritas eram vetadas ao longo do processo de seleção. Reforça, ainda o Conselho de Carnaval, sua confiança no novo processo estabelecido e permanece atento para que tudo transcorra de forma tranquila.

CARNAVALESCO revela bastidores da gravação da faixa da Vigário Geral para o CD da Série A

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Vigario Gravação 3

De volta à Sapucaí em 2020, a Acadêmicos de Vigário Geral foi mais uma escola a levar sua comitiva ao estúdio Companhia dos técnicos, em Copacabana, para gravação do samba-enredo de 2020 para o CD da Lierj. E a campeã da Série B de 2019 trouxe para a gravação da faixa duas das suas principais novidades para o carnaval do ano que vem: o intérprete Tem Tem Jr e o mestre de bateria Luygui Silva. O cantor estava na Unidos de Bangu dividindo a responsabilidade do carro de som com outras vozes e na Vigário será a voz oficial pela primeira vez. Já mestre Luygui estava há três anos à frente da bateria da Unidos da Ponte.

Durante a gravação foi ajustado alguns detalhes como introdução do samba e questões de tom. A obra da Vigário Geral vem representar o enredo “O conto do Vigário” que trará para a Avenida uma narrativa de fatos relevantes que podem ter impedido o Brasil de “dar certo”.

Vigario Gravação 7

Em entrevista a reportagem do CARNAVALESCO, mestre Luygui não quis revelar muito do que preparou para o CD, mas falou em fazer a bateria gerar sentimento através da sonoridade e valorizou os integrantes da bateria que estão juntos no projeto para 2020.

”A gente optou por um andamento mais cadenciado de 140 BPM (batidas por minuto). Eu fiz uma bossa que pega da segunda parte do refrão principal e vai até a volta do samba na ‘cabeça de cima’. É uma bossa que mescla diversos instrumentos, de surdo, de caixa. Ela diz um sentimento que eu tive junto com a diretoria em que acreditamos que traga sentimento para o samba. Pra mim estar aqui é um sentimento único, estar aqui gravando é inesquecível, é isso que representa pra mim junto com essa rapaziada que abraçou esse projeto comigo”.

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Para o intérprete Tem Tem Jr, a obra gravada tem a sua cara. Ele valorizou a qualidade da música sem esquecer de ser um hino de fácil aprendizado pronto para ser cantado pela escola.

“Primeiramente só tenho a agradecer aos compositores que foram muito felizes na obra. Uma obra que não sendo ‘puxa saco’ demais é a minha cara. A escola vem forte, samba aguerrido, melodia forte, fácil, bonita. A escola vai cantar. Nada muito difícil, nem ‘esporrento’. Hoje vim determinado para ajudar e dar a minha contribuição no trabalho da escola”.

Galeria de fotos: bastidores da gravação da faixa da Cubango no CD da Série A

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Galeria de fotos: bastidores da gravação da faixa da Vigário Geral no CD da Série A

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Secretário de Cultura diz que acordo do Sambódromo está próximo e explica investimento no carnaval

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    O secretário de Cultura e Economia Criativa, Ruan Lira, participou de um debate na TV Alerj, ao lado do presidente da Lierj, Wallace Palhares e o vice-presidente da Liesb, Hélio José Alves Júnior. O secretário rebateu a possibilidade de o Sambódromo não ser cedido ao Governo do Estado. O vereador Thiago Ribeiro, do MDB, que preside a Comissão de Justiça e Redação do parlamento municipal, entrou com uma petição no Tribunal de Contas do Município (TCM) para impedir a mudança de gestão do Sambódromo. O secretário classificou a ação como uma ‘fake-news’ em uma de suas falas no debate.

    “Isso é uma fake-news. Essa informação é improcedente. As duas procuradorias (do estado e do município) estão conversando e um estudo está sendo feito baseado na legislação municipal e também na estadual nessa questão. Os instrumentos jurídicos envolvidos são legais e constitucionais. Está tudo sendo cuidado para fazer tudo dentro da lei. Em breve será anunciado esse acordo. A prefeitura continuará sendo parceira do carnaval, através de suas administrações indiretas. O Sambódromo é um equipamento público de cultura, não é só o carnaval que ocorre ali. Qualquer manifestação cultural deve acontecer ali ao longo do ano”, afirmou Ruan.

    ruan lira

    O presidente da Lierj, Wallace Palhares, focou sua participação no debate em deixar claro que a prioridade da entidade que preside é colocar na rua o desfile da Série A. De acordo com o dirigente a situação das escolas do grupo é mais dramática que aquelas que desfilam na Intendente Magalhães.

    “A Liesa consegue fazer o carnaval mesmo com o corte da prefeitura, pois ela tem os recursos da Globo e da venda de ingressos. A situação da Série A é a mais complicada. O prefeito deu uma declaração que não iria dar ajuda financeira. Nossa subvenção, sem a prefeitura, não passa de R$ 250 mil. Isso enfraquece muito o espetáculo. Com a gestão do Eduardo Paes a verba era de R$ 1,2 milhões. Com essa postura irredutível dele nós estamos com o pires na mão e esperamos que ele entenda que nós não somos o Grupo Especial. As escolas já estão devendo fornecedores e mão-de-obra há dois anos”, alerta.

    wallace lierj

    Hélio José Alves Júnior, vice-presidente da Liesb, afirmou que a entidade é quem tem o aval da Prefeitura e da Riotur para a organização do espetáculo e afirmou que a liga LIVRES, uma dissidência da Liesb quer levar os desfiles da Intendente para a Sapucaí.

    “Temos dois grupos dentro da Intendente. Do especial subirá uma escola para a Série A. Unificamos as escolas dos grupos B, C e D para tornar os desfiles mais atrativos. O Grupo E é uma divisão de avaliação. Agora são apenas dois grupos na Intendente: os antigos B e C são o Especial e o D é o Acesso. Com relação a essas sete escolas dissidentes, elas queriam desfilar na Sapucaí. Nosso foco é valorizar cada vez mais a Intendente. Como o Sambódromo comportará mais um dia de desfiles se nem as escolas da Série A têm barracões direito?”, afirmou.

    Secretário afirma que para cada real investido em cultura, Estado recebe R$ 13 de retorno

    Ainda em sua participação no debate, Ruan Lira usou o termo investimento para tratar do aporte financeiro no carnaval. De acordo com dados apresentados por ele, a cada real investido na indústria cultural no estado, 13 voltam como retorno do valor investido inicialmente.

    “Desde a transição temos recebido todas as escolas e ligas na disposição de ajudar. O governo do estado não dá subvenção, ele investe. Isso movimenta a cadeia produtiva. Fornecedores, comércio, produção cultural, tudo isso movimenta a economia criativa. Chamar carnaval de gasto é leviano. Vamos investir em 2020 bem como investimos em 2019, através do mecanismo da lei de incentivo à cultura. A gente não tira da educação ou da saúde. Tiramos da cultura. A cada real investido na indústria cultural do Rio de Janeiro, são 13 reais que retornam. Se isso não é prioritário, eu não sei o que é”, enfatizou.

    Ruan Lira falou ainda sobre a proposta do governador Wilson Witzel de realizar um carnaval fora de época no Rio de Janeiro e passar a ocupar o Sambódromo o ano todo.

    “A gente quer tornar qualquer manifestação carnavalesca mais perene ao longo do ano. A partir de 2020, 2021, vamos exportar esse ativo. O carnaval fluminense é a grande caixa de ressonância cultural desse país. Vamos apostar, o governador entende dessa forma. É dessa forma que pretendemos retomar as receitas do nosso estado”, finalizou.

    CARNAVALESCO revela bastidores da gravação da faixa da Renascer no CD da Série A

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    Renascer Gravação 19

    Apostando na sabedoria e fé das benzedeiras, a Renascer de Jacarepaguá colocou toda a religiosidade que vai apresentar na Sapucaí também na faixa do CD com uma introdução reproduzindo o som de atabaques e fazendo alusão às religiões de matriz africana. Durante o embalo do ritmo religioso, uma reza deverá ser entoada na obra, com o balanço se repetindo no final da faixa.

    O samba de composição de Cláudio Russo, Moacyr Luz e Diego Nicolau foi gravado no estúdio Companhia dos Técnicos com um andamento de 140 BPM (batidas por minuto) e contou com a produção e ainda alguns pequenos ajustes durante o trabalho de gravação. Leonardo Bessa será o intérprete da escola em 2020 e também trabalha na produção das obras da série A.

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    Mesmo sem disputa de sambas em 2020, para o intérprete Leonardo Bessa, o samba-enredo produzido para o carnaval do ano que vem tem como grande qualidade, além da beleza da melodia, o poder de trazer de volta à memória das pessoas, lembranças guardadas com carinho.

    “É um samba fantástico, é um samba que vai pegar todos, um samba fácil, melodia bonita, e uma história que atinge várias pessoas. Quem nunca foi rezado na vida quando criança. Então, vai despertar a memória afetiva de muita gente, um presente que a Renascer está me dando neste retorno ao carnaval carioca. E para a gravação focamos em valorizar a melodia do samba”.

    O mestre Júnior Sampaio conversou com a reportagem do CARNAVALESCO, mídia parceira da Lierj no projeto e revelou seu gosto por um andamento mais cadenciado.

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    “Eu sou raiz, gosto de um andamento um pouco para trás. Esse samba é uma obra bem cadenciada, bem tranquila, então por isso o andamento de 140 bpm hoje para que possamos passar ela para o público de uma forma limpa. Se a gente estiver com um andamento acelerado, a gente não consegue fazer isso. Por isso um andamento bem confortável”.

    Mestre Júnior Sampaio, em sua primeira gravação como mestre de bateria, também revelou qual o tipo de bossa que preparou para a gravação.

    “Preparei a bossa do repique. O repique está tão em baixa no carnaval, que eu que sou, particularmente, oriundo do instrumento, preferi fazer uma alusão às bossas antigas da Ilha, por exemplo, e fiz uma paradinha retrô. O repique pergunta e a bateria responde, e todos sobem”.

    Galeria de fotos: bastidores da gravação da faixa da Renascer de Jacarepaguá no CD da Série A

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    CARNAVALESCO revela bastidores da gravação da faixa da Unidos da Ponte no CD da Série A

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    Ponte12

    A Unidos da Ponte foi a segunda agremiação da Série A a realizar a gravação das bases de bateria para o CD da Série do Carnaval 2020. Uma curiosidade marcou este momento. Apenas três dias após a apresentação do samba na quadra, a azul e branca trocou de intérprete e o novo contratado Leandro Santos teve poucos dias para se adequar ao samba e já gravá-lo em estúdio.

    Experiente e com passagem pelo Grupo Especial, Leandrinho integra também o carro de som da Mangueira. O novo cantor da Ponte precisou fazer ajustes no samba encomendado e as explicou para a reportagem do CARNAVALESCO, mídia parceria da Lierj nas gravações da Série A.

    Ponte10

    “Estou feliz com esse novo projeto, uma agremiação bastante tradicional. O samba é maravilhoso. Fizemos uns ajustes para trazer para a nossa maneira de cantar. Notas que eu considerei que trariam mais brilho ao samba. Tudo feito com a autorização dos compositores porquê não é do meu feitio passar por cima de ninguém. Subi algumas notinhas para dar um molho gostoso na obra”, explicou o intérprete.

    O mestre de bateria Vitinho permaneceu na Unidos da Ponte para o Carnaval 2020, após estrear em 2019 e receber muitos elogios. O ritmista explica o que preparou para o CD e fala também de sua participação na gravação.

    Ponte20

    “O CD é algo que é para mostrar o samba para as pessoas aprenderem. cada samba tem um sentimento e cada escola a sua tradição. No CD adotamos o andamento de 140. Fizemos um arranjo no início, uma paradinha de avenida, a virada de segunda que estamos tentando eternizar, como diz o enredo. Para o desfile estamos pensando em mais surpresas. Participar da gravação é uma responsabilidade imensa. Por outro lado é legal ver mestres da minha geração chegando nas grandes escolas do Sambódromo. Vou contar para meus netos que fui mestre de bateria da Ponte”, finaliza.

    Dudu Azevedo avisa que Beija-Flor terá três sambas na final

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    dudu azevedo

    A Beija-Flor faz no dia 10 de outubro e o diretor de carnaval, Dudu Azevedo, avisou que a decisão terá três parcerias finalistas. Atualmente, a escola conta com cinco obras no concurso.

    “Levaremos três sambas a nossa grande final. A escola está muito feliz com a riqueza de sambas que foram apresentadas. Todas as letras estão dentro do contexto do enredo. A cada quinta-feira os compositores e suas equipes estão superando nossas expectativas. A final vai ser de fato de arrepiar”, prometeu Dudu.

    O modelo de apresentação e a ordem com que as parcerias subirão ao palco serão de uma passada sem a participação da bateria e outros 15 minutos com os ritmistas acompanhando. e tem mais! Apresentação show com os segmentos ao som dos principais sambas da história da escola com o acompanhamento da bateria Nota 10, comandada pelos mestres Plínio e Rodney.

    Sexta e última agremiação a entrar na Avenida na segunda-feira de folia, a Beija-Flor levará para a Avenida o enredo ‘’Se essa rua fosse minha’’. A entrada custa R$ 10 e a quadra da azul e branca fica na rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025. Maiores informações: 21 3743-0340.

    Serviço:
    Eliminatória de Samba na Beija-Flor
    Data: Quinta, 26 de setembro
    Horário: A partir das 21h
    Atrações: Apresentação show com segmentos da Beija-Flor e apresentação dos cinco sambas finalistas
    Preço: R$10 (entrada)
    Local: Quadra da Beija-Flor de Nilópolis – Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025, Nilópolis
    Classificação etária:18 anos. Menores acompanhados dos pais.
    Informações: (21) 3743-0340

    Ganhadeiras celebram valorização da mulher e do empoderamento feminino na Viradouro

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    Por Lucas Santos. Fotos: Site Carnavalesco e Carlos Papacena/Divulgação

    Enredo da Unidos do Viradouro para 2020, as Ganhadeiras de Itapuã abrilhantaram a final de samba-enredo da escola com uma belíssima apresentação, abrindo a noite de festa na Vermelha e Branca de Niterói. Com 40 minutos de show, elas mostraram um pouco de seu trabalho.

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    Entre acordes melódicos de violão e flauta, misturados a energia das percussões, as Ganhadeiras, devidamente trajadas com saias coloridas e panos na cabeça, animavam com a mistura da modernidade com o canto das antigas lavadeiras. A energia e a alegria eram comuns nas diferentes idades que se apresentavam no palco. Entre uma música e outra, alguns momentos do canto mais tradicional a capela com diálogo entre as artistas e momentos de apresentação da tradição das Ganhadeiras, com uma pitada bem baiana.

    A diretora de produção e patrimônio das Ganhadeiras Verônica Raquel que também dançou e cantou no palco falou à reportagem do CARNAVALESCO sobre a gratidão pelo espaço que a Viradouro está dando e sobre a expectativa de trazer o grupo inteiro para a Sapucaí.

    “Agradecemos muito a Viradouro por estarmos sendo retratadas em enredo de um espaço tão cultural como é o carnaval. A gente está buscando apoio para que venham todas. Na verdade de um jeito ou de outro todas virão. Mas, nós somos um grupo de 40 integrantes, então não seria justo com uma oportunidade e ganho desses, ser enredo de uma escola de samba, as outras pessoas que fazem parte desse trabalho não poderem estar por falta de apoio de nossos governantes. Então nós estamos buscando estes patrocínios para que todos possam estar nesta grande festa”.

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    Verônica Raquel ainda repetiu ao CARNAVALESCO o que já tinha expressado no palco, o desejo de que além de enredo cultural, a história das Ganhadeiras seja um enredo social que apresente o exemplo da valorização da mulher e do empoderamento feminino.

    “Bem, o trabalho com as Ganhadeiras já é uma grande forma de expressão e valorização da mulher, do poder da mulher através da música, através da arte. É preciso alertar que as mulheres muitas vezes não são valorizadas, as mulheres têm sofrido violência física e psicológica. O índice de feminicídio só tem aumentado e a gente espera que através da Sapucaí 2020 e da nossa história, as mulheres consigam entender de onde elas tem que trazer a força que muitas ainda não reconhecem, estando presas em relacionamentos abusivos e sofrendo violência doméstica”.

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    Durante a apresentação na Viradouro, o reportório contou com algumas músicas bem conhecidas como “Samba da minha terra” e “Eu vou para Maracangalha”, ambas de Dorival Caymmi, e “Xica da Silva” e “Mas, que Nada” de Jorge Ben, todas adaptadas ao estilo das Ganhadeiras.

    O grupo As Ganhadeiras de Itapuã surgiu em março de 2004, a partir de encontros musicais realizados entre moradores empenhados na busca pelo resgate de tradições do passado e pela preservação da memória cultural do bairro de Itapuã.

    Em 2020, a Unidos do Viradouro será a segunda escola a desfilar no domingo de carnaval.