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Show de arranjos de percussão e gêneros musicais misturados no show do SPRitmo

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Na noite de sexta-feira, o Sesc Belenzinho sediou o primeiro show do SPRitmo. O projeto reúne grandes percussionistas e mestres de baterias do samba paulistano. Estavam presentes nomes como; Mestre Zoinho, Vitor da Candelária, Fabiano Sorriso, Acerola Angola, Paulinho Sampagode, Rodrigo Moleza, Danilo Buiu, Carlos Café, Klemen Gioz, Guma Sena, entre outros músicos.

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A diversidade de musicas cantadas, somado aos arranjos de percussão e cordas em todo o repertório, torna o show diferenciado ao paulistano fã de samba nacional. Dennys Silva, um dos idealizadores, discursou momentos antes do show.

“Agradeço a todos que vieram prestigiar o SPRitmo. A gente sabe o tamanho da dificuldade de colocar um projeto de percussão no palco do Sesc, mas graça ao esforço de todos, conseguimos. E é só o começo”.

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Além de muito show de percussão, a parte musical ficou na responsabilidade das vozes de Guilherme Cruz, Clayton Reis, Keilla Regina, Grazzi Brasil e Jorginho Soares. O show contou com a apresentação de Leandro Lehart, que recordou musicas da carreira e sambas-enredo antigos do carnaval de São Paulo. Antes de encerrar a participação, o cantor relembrou projeto que reuniu a maior bateria de escola de samba do mundo e comentou sobre parte dois do DVD ensaio de escola de samba.

“Esse pessoal aqui esteve comigo lá em 2009, na gravação de um projeto super bacana. Muito respeito a cada um que está aqui. É muito legal ver o carinho das pessoas com o projeto de anos atrás, estudantes de música me mandam mensagem até hoje sobre aquele DVD, e eu sou muito grato. O pessoal pede o ensaio de escola de samba parte dois, mas vamos ver”.

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Todos os músicos estavam trajados com conjunto combinado entre preto e branco, assim como os profissionais de apoio. A alegria esteve presente em praticamente todos os músicos do palco durante o show.

Momentos antes do final, Dennys comentou sobre as dificuldades e explicou que escolha dos profissionais envolve questões de amizade e entrosamento.

O show encerrou com a música “Assim Caminha a Humanidade”, e levantou o público.

Estado e Prefeitura se reúnem para discutir soluções para o Sambódromo

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    encontro governo
    RIO DE JANEIRO (RJ), 18.10.2019 -sec Andre Moura em reunião com riotour sobre carnaval – Foto: Magá Jr

    O Governo do Estado e a Prefeitura do Rio se reuniram, nesta sexta-feira para discutir soluções para o Carnaval 2020. No encontro, no Palácio Guanabara, o secretário da Casa Civil e Governança, André Moura, o presidente da Riotur, Marcelo Alves, e o Procurador-Geral do Estado, Marcelo Lopes da Silva, trataram sobre as obras emergenciais no Sambódromo. As intervenções são uma exigência do Ministério Público Estadual e, para o carnaval do ano que vem, o município ainda precisa obter a autorização do Corpo de Bombeiros para que a Marquês de Sapucaí possa receber os desfiles das escolas de samba.

    “Seguindo a orientação do governador Wilson Witzel, nos reunimos para encontrar uma solução para o carnaval 2020, uma vez que a Prefeitura do Rio não tinha perspectiva de solucionar o problema para atender à exigência do Ministério Público ao realizar as obras que permitem os desfiles. A Prefeitura apresentou os projetos de intervenção no Sambódromo, que giram em torno de R$8,2 milhões. A partir de agora, vamos cuidar da parte burocrática para que, o mais breve possível, o governador Wilson Witzel possa convidar o prefeito Marcelo Crivella, onde vão anunciar a solução do problema. Em paralelo, seguiremos com as tratativas para, após o carnaval do ano que vem, o Estado possa assumir o Sambódromo e revitalizá-lo. A ideia do governador Witzel é que o espaço tenha um calendário de eventos ao longo de todo o ano para trazer ainda mais turistas para o Rio de Janeiro e, assim, gerar emprego e renda para o estado”, disse o secretário da Casa Civil e Governança, André Moura.

    Além das partes elétricas, as obras emergenciais incluem ainda, a estrutural do Sambódromo. Para o aval do Corpo de Bombeiros, também é preciso uma nova sinalização de rotas de fuga de expectadores. De acordo com a Riotur, o foco é o Carnaval de 2020, pois é necessário que a reforma esteja concluída antes da festa. Marcelo Alves, presidente do órgão municipal, avaliou o encontro como positivo.

    “Quando dialogamos, é possível esclarecer dúvidas e encontrar caminhos. A Prefeitura do Rio e a Riotur estão à disposição para a parceria e apoio que o Governo do Estado está se empenhando a nos dar. Sempre são bem-vindas iniciativas para que o Carnaval e outros eventos no Rio de Janeiro ganhem mais estrutura”, afirmou o presidente da Riotur.

    Ouça o samba-enredo da Rocinha para o Carnaval 2020 na versão do CD

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    Compositores: Cláudio Russo, Fadico e Anderson Benson
    Intérprete: Ciganerey

    NASCEU MARIA!
    NOBREZA EM SUA TRIBO AFRICANA
    TÃO LIVRE QUANTO OS VENTOS DA SAVANA
    E A LUA CHEIA PRA TESTEMUNHAR
    QUE A DOR, CORTA O MAR
    CHORA MARIA!
    QUE ÁGUA DO OCEANO SABE O GOSTO
    DÁ LÁGRIMA QUE ESCORRE EM SEU ROSTO
    E OS SANTOS QUE APORTAM NO CAIS DA BAHIA
    PROTEGEM QUEM JÁ FOI MERCADORIA

    LEILOEIRO CANTA O LOTE
    N’OUTRO CANTO O CHICOTE
    SEGUE A VIA DA BRAVURA
    É MARIA DA NEGRURA

    ERGUEU QUILOMBO
    DEU UM TOMBO NO APARATO
    DESSES CAPITÃES DO MATO
    CLAMANDO LIBERTAÇÃO
    JA FOI VIDRAÇA, FEZ DA LUTA UMA CORAÇA
    E HOJE O NEGRO SEM MORDAÇA
    VEM EXPOR SUA GRATIDÃO
    LUMIA O CRUZEIRO DAS ALMAS
    QUE É LINHA DE FORÇA MAIOR
    A GIRA JÁ VAI COMEÇAR!
    E HOJE A ROCINHA, INCENSA ESSE CATIMBÓ
    RISCA A PEMBA NO TERREIRO, PEDE A BÊNÇÃO A MINHA VÓ

    MARIA CONGA É QUE VENCE DEMANDA!
    MARIA CONGA É QUE VENCE DEMANDA!
    SARAVÁ VÓ BENZEDEIRA PRETA VELHA DE ARUANDA

    Mocidade lidera ranking dos sambas mais ouvidos do Grupo Especial

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    O site CARNAVALESCO divulga a primeira lista dos sambas-enredo mais ouvidos do Grupo Especial para o Carnaval de 2020. A contagem segue o link de cada samba. A próxima lista será divulgada no dia 25 de outubro.

    Confira abaixo o ranking:

    1 – Mocidade: 47.794 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    2 – Mangueira: 36.349 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    3 – Paraíso do Tuiuti: 34.628 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    4 – Beija-Flor: 30.383 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    5 – Salgueiro: 23.009 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    6 – Portela: 21.679 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    7 – Grande Rio: 20.713 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    8 – Viradouro: 18.588 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    9 – Vila Isabel: 16.251 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    10 – São Clemente: 17.309 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    11 – Unidos da Tijuca: 11.742 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    12 – União da Ilha: 10.243 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    13 – Estácio de Sá: 7.207 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    Imagens das fantasias das alas comerciais do Salgueiro para 2020

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    Estudo da sinopse: Paraíso do Tuiuti 2020

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    Salve Sebastião! Do trono ao altar, a Tuiuti canta e evoca a esperança

    Nome do enredo: O santo e o rei: encantarias de Sebastião
    Nome do carnavalesco: João Vitor Araújo

    Para o carnaval de 2020, o carnavalesco João Vitor Araújo aposta em um enredo
    autoral que tem ligação direta com o Paraíso do Tuiuti. Um dado a ser lembrado
    é que o enredo atual não foi cogitado inicialmente: o presidente havia solicitado outro
    enredo, mas o próprio João Vitor disse, em entrevista, que pensou nessa proposta desde
    a primeira vez que foi ao barracão da escola e se deparou com a imagem de São
    Sebastião logo na entrada. Ali percebeu que aquela imagem e que a devoção de toda a
    comunidade poderiam ser levadas para a avenida. E eis o resultado: a Paraíso do Tuiuti
    nos revelará as encantarias de Sebastião, ao cruzar as histórias de Dom Sebastião (Rei
    de Portugal) às de São Sebastião (padroeiro da cidade do Rio de Janeiro e da
    agremiação), propondo ligações entre as mazelas do povo de Portugal e as do povo
    brasileiro e, principalmente, nos enchendo de muita esperança para acreditar em tempos
    melhores em nossa cidade. Afinal, segundo João Vitor, somos todos sebastianistas à
    espera do retorno do rei Sebastião!

    tuiuti apresenta samba2020 84

    A sinopse do enredo é assinada por João Gustavo Melo. Para a escrita do texto,
    ele se debruçou sobre diversas bibliografias e buscou inspiração em duas fontes
    principais: o poema O Rei que Mora no Mar, de Ferreira Gullar e Almanaque
    brasilidades: um inventário do Brasil popular, de Luiz Antônio Simas. O texto se inicia
    com a oração sebastianista e em seguida é dividido em seis partes. Cada uma delas nos
    traz um panorama vasto de informações sobre a história, a vida e a morte
    (desaparecimento) do rei; além de fazer as ligações necessárias com o santo padroeiro.

    Ao se debruçar sobre a história de Dom Sebastião, é possível perceber que o rei
    não morre, mas desaparece, ou seja, não há uma morte física do corpo. O rei se
    transforma em um espírito encantado. Na encantaria, não há semelhança com a
    desencarnação, pois muitas vezes não há morte. As pessoas (e até mesmo animais)
    vivem, mas não necessariamente morrem. Elas têm a experiência do encantamento e
    vão morar em algum lugar no invisível.

    A encantaria é uma manifestação espiritual e religiosa afro-ameríndia que,
    diferente da Umbanda – na qual as entidades são espíritos que desencarnaram e
    trabalham individualmente -, os encantados se transformam em seres invisíveis,
    mitológicos ou até mesmo do folclore brasileiro – como por exemplo, sereias, botos e
    curupiras. Esses seres vivem em famílias e possuem nome e sobrenome, podendo contar
    suas histórias de quando estiveram vivos na terra, antes de se encantarem.

    Por não haver corpo para certificar a morte, diversas lendas são criadas ao longo
    do tempo para se aproximarem desse fato. É a partir do encantamento do rei Dom
    Sebastião que surgem as lendas referentes a ele presentes no texto, para alimentar a
    esperança de que ele, um dia, volte.

    Apesar de São Sebastião não estar inteiramente explícito ao longo da sinopse, é
    possível notá-lo a todo momento presente na vida do rei. Com a Paraíso do Tuiuti não é
    diferente: a comunidade que se veste de azul e amarelo, veste-se também de fidelidade
    ao samba e ao santo padroeiro da agremiação. Não é necessário que falem sempre de
    São Sebastião para que a devoção seja notória. Ao pisar na quadra, é possível sentir a
    atmosfera de fé, amor e gratidão ao protetor da escola, pelas bênçãos e pelo cuidado.

    Como dito anteriormente, João Vitor teve certeza desse enredo quando viu a
    imagem de São Sebastião no barracão da escola, e vale ressaltar que a quadra de ensaios
    também possui uma imagem do santo padroeiro, o que demonstra – e confirma – a fiel
    devoção dos foliões da agremiação. O carnavalesco disse em entrevistas que esse
    enredo segue a linha crítica dos últimos anos da escola, mas pontuou que são críticas
    implícitas e que não são necessariamente ao governo, como sempre esperam. Segundo
    ele, é preciso uma pitada de crítica, pois as coisas não andam bem para os cariocas, e
    que é impossível exaltar São Sebastião – que é padroeiro da cidade – sem falar dos
    problemas que vivemos nos últimos anos.

    Nesse formato de crítica mais velada e implícita, acredita-se ser possível atingir
    o objetivo de propor as indignações da comunidade de forma sutil e harmônica. João
    Vitor aposta na narrativa religiosa e não partidária, fazendo com que a fé prevaleça mais
    do que a abordagem política. É fato que o sentimento de que as coisas não andam bem
    afeta os cariocas em geral e a proposta da agremiação é cativar e chamar a atenção pela
    emoção e pelo sentimento próprio de devoção religiosa para uma questão que é comum
    aos habitantes da Cidade Maravilhosa.

    A narrativa da sinopse se dá em seis partes (pode-se pensar nos seis setores do
    desfile). João Gustavo nos faz perceber, aos poucos, a ligação entre Dom Sebastião e
    São Sebastião. A primeira parte conta o nascimento do rei Dom Sebastião e é intitulada
    de “O rei desejado”, pois seus pais possuíam dificuldades em ter filhos. Dom Sebastião
    nasceu no mesmo dia de São Sebastião, 20 de janeiro, e carrega esse nome por conta do
    santo.

    Na segunda parte, é narrado o momento em que o rei sai para a guerra de
    Alcácer Quibir. Com as bênçãos de São Sebastião, acredita ter grande proteção religiosa
    devido a sua fiel devoção ao santo. Ainda nesse capítulo, fala-se do desaparecimento do
    rei nas areias de Marrocos.

    Em Portugal, existe uma lenda que Dom Sebastião teria sumido e estaria no
    fundo do mar, em um palácio de cristal, pronto para sair de lá e proteger o país. Outra
    lenda narrada é que Dom Sebastião é representado como um touro negro e acreditam
    que se alguém acertasse uma flecha na testa desse touro, ele se transformaria na
    personificação do rei e retornaria para salvar o povo. Dessa lenda veio a inspiração para
    as vestimentas do bumba-meu-boi. A partir da capa real do rei, teceram as vestes do boi,
    que dá origem à tradicional dança das regiões Norte e Nordeste. Outra lenda presente
    diz que, no dia 20 de janeiro, Estácio de Sá foi flechado em batalha pelos índios e que
    São Sebastião lutava ao seu lado.

    A sinopse também conta a história do conselheiro Beato Antônio, de Pernambuco, que acreditava que Dom Sebastião voltaria se houvesse uma guerra muito grande e jorrasse sangue das pedras para salvar os flagelados (pessoas que tinham muitos problemas naquela época). Passada a Guerra de Canudos, mesmo que Dom Sebastião não tenha voltado, a fé e o encanto continuaram presentes naquele povo. A narrativa da última parte é esperançosa e diz que mesmo em lutas e dor, o espírito sebastianista continua a guiar o povo para o seu próprio destino. A sinopse finda dizendo que o verdadeiro rei há de voltar e que São Sebastião irá restaurar o trono do rei Dom Sebastião e irá restaurar o seu próprio altar, para trazer a tão aguardada paz para o povo.

    Outro aspecto bem presente na sinopse é o movimento sebastianista, cujo início
    deu-se logo após o desaparecimento do corpo do rei Dom Sebastião e, ao longo dos
    anos, se perpetua em Portugal. Sebastianismo, de forma exemplificada, significa
    esperança, ou seja, o povo de Portugal aguarda até hoje o retorno do rei para salvar
    Portugal de todos os percalços e de todas as mazelas existentes.

    O sebastianismo é mais que um sentimento: é um ato político. Como Dom Sebastião não possuía herdeiros, o trono de Portugal foi assumido pelo rei Felipe II, da Espanha. Os portugueses ficaram insatisfeitos com esse poderio e inconformados com a situação política da época. Com isso, o povo de Portugal alimentou essa esperança da volta do rei e espalhou a crença que Dom Sebastião estava vivo e aguardava o momento certo para retornar ao trono e afastar, então, o rei estrangeiro.

    Esse movimento chega ao nordeste do Brasil em formato de crença popular.
    Acredita-se na aparição de um novo rei, que seria melhor e tornaria a vida do povo mais
    digna e leve. Hoje esse movimento torna-se novamente um ato político para muitos
    cariocas, que não estão conformados com a situação política atual e aguardam
    incansavelmente a chegada desse rei bom, para assumir o trono e trazer paz para a
    cidade do Rio de janeiro.

    Conforme nos aprofundamos na sinopse e na história de Dom Sebastião e de
    Portugal, notamos as semelhanças e as ligações presentes. De acordo com João Vitor, é
    possível enxergar diálogos entre nós cariocas e o povo português, pois nós cariocas
    estamos vivendo de forma precária e repletos de esperanças por algo melhor. Segundo o
    mesmo, somos sebastianistas também por mantermos essa esperança viva e, enquanto
    Portugal alimenta essa esperança em Dom Sebastião, nós cariocas alimentamos nossa
    esperança no padroeiro da nossa cidade, São Sebastião. Essa é a ligação que João Vitor
    nos traz entre o rei e o santo e entre Portugal e Rio de Janeiro, de forma sutil, mas bem
    presente.

    Para uma percepção de São Sebastião na sinopse, é necessária certa atenção na
    leitura e no entendimento da narrativa. Espera-se que a tradução em fantasias e alegorias
    na avenida seja feita de forma evidente e perceptível. É possível imaginar certo luxo nos
    setores que trarão a história de Dom Sebastião – por se tratar de um rei – e nos setores
    seguintes fica no imaginário, pois pode-se representar as lendas de diversas maneiras, ainda mais se tratando de carnaval. Que João Vitor nos surpreenda com suas belas
    encantarias na Sapucaí!

    O enredo vem em um momento bem oportuno para a cidade do Rio de Janeiro,
    pois de forma implícita ou não, todos vivem um ato político – até mesmo quando dizem
    não escolher nenhum lado partidário. Se o sebastianismo de Portugal chegou outrora ao
    nordeste do Brasil, hoje se faz presente mais do que nunca em todo o Rio de Janeiro,
    onde os cariocas passam dias, meses e mesmo anos no aguardo de dias melhores.

    Esperamos que a comunidade do Paraíso do Tuiuti nos envolva com seu belo
    desfile e que o canto de esperança ecoe para além da avenida e se faça presente na vida
    dos cariocas diariamente, assim como a fé e a devoção em São Sebastião se faz presente
    todos os dias na vida da agremiação.

    Com as bênçãos e com a proteção do santo e com a esperança na volta do rei,
    desejo um ótimo desfile para o GRES Paraíso do Tuiuti em 2020!

    Autor: Ronaldo da Silva Junior – [email protected]
    Graduando em Teoria da Dança/UFRJ
    Membro efetivo do OBCAR/UFRJ
    Leitor orientador: Cleiton Almeida
    Graduando em Artes Visuais – Escultura – EBA/UFRJ
    Instagram: observatoriodecarnaval_ufrj

     

     

    Salgueiro Convida está de volta e terá escolas do Grupo de Acesso e também de São Paulo

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    O evento que é sempre esperado pelo público que não perde uma noite de samba na quadra do Salgueiro está de volta a partir desta semana. Após o período da disputa que elegeu o hino para o Carnaval 2020, a vermelha e branca retoma os já tradicionais ensaios de quadra levando, a cada edição, uma escola coirmã como convidada e neste rol estão agremiações que integram a Série A carioca e o Grupo Especial de São Paulo.

    Para começar a festa de confraternização dos sambistas, a Academia do Samba recebe neste sábado o Império da Tijuca para uma noite onde a garantia de bons sambas é certa.

    “Vamos aproveitar este período de fim de temporada de disputa em todas as escolas para celebrar a boa safra de sambas que teremos, tanto no carnaval do Rio como em São Paulo. O sambista, mais do que nunca, precisa estar unido e a gente aqui no Salgueiro fica muito feliz em receber nossas coirmãs. Este ano ampliamos um pouco mais o “Salgueiro Convida” e vamos ver qual é a repercussão. Se for aprovado, quem sabe ano que vem não conseguimos estender ainda mais”, comenta Alexandre Couto, diretor de Carnaval da escola da Tijuca.

    Dentro da programação, a escola ainda receberá Porto da Pedra, Renascer de Jacarepaguá, Unidos de Padre Miguel, Império Serrano e Cubango, além de Mocidade Alegre, Mancha Verde e X-9 Paulistana. A agenda completa do mês de outubro já está no site da escola (salgueiro.com.br)

    A festa na Silva Teles começa às 20h30 com ingressos a R$ 40. Mesas e camarotes podem ser adquiridos através do telefone (21) 2238 9226. A quadra do Salgueiro fica na Rua Silva Teles, 104 – Andaraí.

    Serviço: Salgueiro Convida

    Data: 19 de outubro, sábado
    Atrações: Bateria Furiosa, elenco show do Salgueiro e Império da Tijuca
    Valor: R$ 40 ( vendas www.ingressocerto.com.br ou bilheteria da quadra no dia do evento)
    Horário: 20h30
    Classificação: 18 anos
    Local: quadra do Salgueiro ( rua Silva Teles, 104 – Andaraí)
    Informações: (21) 2238 9226

    Celsinho Mody e Nino do Milênio repetem dupla de 2018 no Tuiuti

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    O intérprete Nino do Milênio voltou para o Paraíso do Tuiuti para o Carnaval 2020 e desta forma reeditará sua parceria com Celsinho Mody, já que eles também cantaram juntos em 2018, ano do vice-campeonato da escola. Nino falou sobre a amizade que construiu com o paulistano desde aquela ocasião.

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    “Eu e Celsinho construímos uma amizade muito bacana desde 2018, é um cara que eu admiro bastante. Sobre nossa parceria, desta vez será melhor ainda pois estamos iniciando juntos, o que não ocorreu daquela vez. Celsinho chegou já para a gravação do CD da Liesa. Tenho certeza que será melhor que 2018, com a expectativa de dessa vez sairmos campeões”, disse Nino.

    Celsinho brincou sobre a parceria com Nino e avaliou que se for melhor que da última vez, o título virá, uma vez que em 2018 a escola foi vice-campeã. O cantor avaliou o assédio de outras escolas, mas afirmou que permanece feliz no Paraíso do Tuiuti.

    “Concordo com o meu amigo Nino. Se ele falou que vai dar mais certo que da última vez, seremos campeões, mas em 2018 fomos vices. É muita felicidade viver esse momento que estou vivendo. Já vou para o meu terceiro carnaval aqui no Rio de Janeiro e eu nunca imaginei que fosse receber essa oportunidade. Enquanto o casamento tiver bom eu vou seguir aqui. A escola está feliz comigo e eu com eles. Quero que o Tuiuti seja campeão comigo cantando. Mais um grande samba da nossa escola, como vocês podem atestar”.

    Porto da Pedra: conheça o samba-enredo para o Carnaval 2020

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    Compositores: Bira, Claudinho Guimarães, Márcio Rangel, Alexandre Villela, Adelyr, Bruno Soares, Rafael Raçudo, Eric Costa, Cláudio Mattos, Gustavo Soares, Marco Moreno, Oscar Bessa, Fernando Macaco, Jarrão, Pablo Russo, Carlinhos Viradouro, Ricardo Neves, Raphael Richaid, Bebeto Maneiro, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Ludson Areia e Carlos Soares
    Intérprete: Pitty de Menezes

    O MAR MAREJOU A SAUDADE
    A SUA NOBREZA NO CAIS APORTOU
    ESCRAVIZADA, MAS SEM PERDER A IDENTIDADE
    PELAS LADEIRAS DA CIDADE DE SALVADOR
    TEM QUINDIM, CARURU, VATAPÁ
    ACARAJÉ SERVIDO PRO ORIXÁ
    COMIDA DE SANTO, SABOR DO DENDÊ
    SAGRADA COLINA DE REZA E XIRÊ

    E CHEGANDO NO MEU RIO DE JANEIRO
    NA CASA DE CIATA, O BATUQUE DE BAMBA
    TINHA FESTA, RITUAL MANDINGUEIRO
    NO QUINTAL NASCIA O SAMBA

    VOU SEGUIR A PROCISSÃO
    PEDIR A BÊNÇÃO A NOSSA SENHORA
    DE TODOS OS SANTOS, ANDORES, ALTARES
    TRAZER SEU AXÉ NA FÉ DOS MILAGRES
    TAIEIRA SOLTA A VOZ, O POVO A FESTEJAR
    HOJE O SEU CORTEJO VAI PASSAR
    É VOCÊ A FORÇA QUE RESISTE A CHIBATA
    EM VOCÊ VIVE A ESPERANÇA DE UMA RAÇA
    ÓH, MÃE BAIANA, DERRAME ABÔ POR ESSA TERRA
    O SEU BRANCO É LUZ
    CONDUZ A PORTO DA PEDRA

    ÁGUA DE CHEIRO, AMOR, NO TOQUE DO TAMBOR
    É PURIFICAÇÃO, MAGIA
    ARRUDA E GUINÉ, AGÔ PRA QUEM TEM FÉ
    O MEU TIGRE LAVA A ALMA NA AVENIDA

    Carnavalescos da Grande Rio participam de debate contra a intolerância religiosa

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    debate

    Na segunda-feira, Leonardo Bora e Gabriel Haddad, carnavalescos do Acadêmicos do Grande Rio, farão parte do evento “Axé e Carnaval: o Samba no Combate à Intolerância Religiosa”, que acontecerá no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, com horário de início às 13h30.

    Além dos carnavalescos, outros grandes nomes do universo do Carnaval participarão das mesas de discussões, como Evelyn Bastos, rainha de bateria da Mangueira e Selminha Sorriso, porta-bandeira da Beija-Flor. O evento contará ainda com a presença da jornalista da Globo News Flávia Oliveira, do historiador Luiz Antonio Simas e do escritor Haroldo Costa.

    A Grande Rio levará para a Avenida em 2020 o enredo “Tata Londirá: o Canto do Caboclo no Quilombo de Caxias, que contará a vida de Joãozinho da Gomeia, pai de santo lendário que fez história no município de Duque de Caxias, um dos que mais vêm sofrendo ataques e depredações por parte de detratores das religiões afro-brasileiras. O último setor do desfile da agremiação abordará o tema da intolerância religiosa.

    Serviço:

    Evento “Axé e Carnaval: o Samba no Combate à Intolerância Religiosa”

    Data: 21 de outubro de 2019

    Horário: 13h30 às 17h

    Local: Centro Municipal de Cultura Hélio Oiticica (Rua Luís de Camões, 68 – Praça Tiradentes – Rio de Janeiro – RJ)

    Entrada gratuita

    Programação:

    Mesa de abertura

    Adriana Morais (advogada)

    Renato Ferreira (professor – Educafro)

    Vinicius Natal (pesquisador – Grande Rio)

    Lucas Bártolo (antropólogo – Museu Nacional)

    Edu Nascimento (Ceppir/RJ)

    Alice Alfinito (diretora – Hélio Oiticica)

    Painel 1

    Flávia Oliveira (jornalista – Globo News)

    Leonardo Bora e Gabriel Haddad (carnavalescos – Grande Rio)

    Babalawo Ivanir dos Santos (Comissão de Combate à Intolerância Religiosa)

    Evelyn Bastos (rainha de Bateria da Mangueira)

    Painel 2

    Helena Theodoro (Escritora e historiadora)

    Luiz Antônio Simas (escritor e historiador)

    Selminha Sorriso (porta-bandeira da Beija-Flor)

    Conferência de encerramento:

    Haroldo Costa (produtor cultural, escritor e ator)

    Mestre de cerimônia:

    Marcelo Reis (produtor cultural)