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Mancha Verde celebra força histórica de seu samba mais querido em gravação rumo ao Carnaval 2026

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A Mancha Verde reuniu 110 integrantes na Fábrica do Samba, em outubro, para registrar a reedição de um dos sambas mais emblemáticos de sua história. A gravação da faixa e do clipe mostrou a força emocional da obra, sua importância simbólica para a comunidade e a preparação técnica que sustenta o projeto musical da escola para o Carnaval 2026. Segundo o diretor de carnaval, Paolo Bianchi, a logística foi cuidadosamente organizada para facilitar o deslocamento da comunidade.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

“A gente tem um ônibus nosso, a galera chegou na quadra por volta das 13h30, uma hora e meia antes do início da gravação aqui na Fábrica do Samba. Quem quis, pôde vir de carro direto, eu mesmo vim de carro direto por morar aqui perto. A maioria, porém, foi deixar o carro lá e veio no nosso ônibus, que fez duas viagens”.

Ao todo, 110 pessoas participaram da gravação, entre bateria, elenco teatral e segmentos. Para Paolo, a experiência de regravar o samba traz vantagens técnicas e emocionais. “É um samba que a comunidade adora. E, para o povo do carnaval, esse é um dos sambas mais cantados da Mancha Verde aqui em São Paulo e no Rio de Janeiro também. Quando a gente se apresenta no Rio, o pessoal sabe cantar o samba”.

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O diretor lembra que o enredo original marcou um momento de virada da Mancha. “Foi um dos desfiles da gente em que nós entramos de vez no jogo. A gente foi quarto colocado e era a última escola a desfilar naquela noite”. Segundo ele, o samba carrega a identidade espiritual da agremiação. “A Mancha é uma escola muito religiosa, e a gente se conecta demais como entidade com esse samba”.

Embora a obra tenha recebido pequenos ajustes de andamento para 2026, o diretor garante que a essência permanece intacta. “O espírito é o mesmo, e a gente encara isso como uma dupla vantagem: tanto da emoção como da parte técnica”.

Arranjo com assinatura emocional

O arranjador Ricardo Rigolon (Chanel) recorda a origem profundamente sentimental da obra. “Foi um momento especial na minha vida, também. Eu tinha acabado de perder minha avó, tem um sentimento bem especial esse samba… e não tem como, a música sente essa energia”.

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Arranjador Ricardo Rigolon (Chanel)

Ele destaca o processo criativo com Fredy Vianna e Armênio Poësia. “Lembro que a gente terminou esse samba na casa do Fredy se emocionando. Foram alguns anos assim, se emocionando com esse samba”.

O resultado foi tão marcante que a comunidade elegeu a obra como o maior samba da história da Mancha. “A gente teve a felicidade de ganhar o concurso interno da escola – e, depois, em uma votação na própria Mancha, esse foi eleito o melhor samba da história da escola”.

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No campo técnico, Chanel explica que a gravação começa com nuances do Ijexá graças à participação do percussionista Sandro Luiz. “Depois, eu comentei com os mestres que eles podiam fazer alguma bossa para entregar e começar o samba com o povo cantando”.

A integração entre arranjo e bateria foi determinante. “A batucada subiu maravilhosa com as bossas, com uma nova roupagem, muito bacana”.

Ele ainda destaca as diferenças entre gravar em estúdio e registrar tudo ao vivo. “O ao vivo tem uma energia diferente. Tocando junto, tem aquela coisa da troca”.

Bateria busca andamento orgânico e novas bossas

Os mestres de bateria Felipe Cabral e Viny Rezende reforçaram que a prioridade foi respeitar o clima do canto.

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Mestres de bateria Felipe Cabral e Viny Rezende

Cabral explica: “Hoje a gente usou um andamento mais orgânico. A gente não mediu quanto ao bpm (batidas por minuto), mas mais ou menos mediu 144, no máximo 146”.

Já Viny detalhou a estrutura das bossas para 2026. “A princípio, nós já estamos ensaiando duas bossas, que foi o que a gente realizou aqui. Vai ter paradão, provavelmente e novamente – e o paradão não conta como uma dessas bossas até pelo regulamento”.

Os mestres adiantam que a bateria deve apresentar novas surpresas na Avenida. “A gente acredita que mais uma ou duas a gente vai realizar em algum ponto estratégico”.

O dia da gravação acabou funcionando como mais um teste com a comunidade. “Hoje não deixou de ser o nosso segundo ensaio com a comunidade, já que estávamos horas atrás no aniversário de 30 anos da Mancha Verde”, comentou Cabral.

Viny complementou: “Tudo que a gente ensaiou e que a gente se propôs a fazer a gente conseguiu realizar com grande maestria”.

Fredy Vianna ressalta preparação vocal e devoção ao samba

Responsável pela condução vocal da obra, Fredy Vianna destacou a entrega total que exige do próprio corpo. “Seja nota mais alta ou mais baixa, o negócio é dar alicerce para o samba”.

Sobre a preparação para a gravação, ele explica a rotina intensa. “Para falar a verdade, eu odeio maçã, mas como bastante. Tomo muito suco de maçã por ser um adstringente natural”.

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O clima chuvoso também exigiu cuidados extras. “Temos que fazer muito exercício vocal para a garganta abrir – ainda mais num dia chuvoso e frio”.

Fredy reafirma sua paixão pela obra. “De zero a dez, eu gosto cem desse samba”.

Ele lembra que a comunidade escolheu a obra como seu maior ícone musical. “A Mancha fez uma enquete há alguns anos atrás e esse samba ganhou disparadamente como o melhor da história da escola”.

Para 2026, o intérprete acredita novamente na força da obra. “Tenho certeza que, mais uma vez, vamos fazer um grande desfile com esse samba. Segura a Mancha!”.

Ensaios da União de Maricá passam para terça-feira até o fim de dezembro

A União de Maricá segue firme na preparação para o Carnaval 2026. A escola retorna à Passarela do Samba Adélia Breve, no Centro da cidade, para mais um ensaio de rua. Até o final de dezembro, os treinos serão realizados em um novo dia: terça-feira, começando já hoje, sempre às 20h. A mudança temporária ocorre por conta dos festejos natalinos iniciados no último fim de semana em Maricá. Com isso, a escola optou por ajustar o calendário de ensaios, que voltarão a acontecer às sextas-feiras a partir de 9 de janeiro, seguindo até fevereiro.

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Foto: Ney Junior/União de Maricá

Confira o calendário atualizado de ensaios de rua:

Novembro
25/11 – ensaio de rua (terça-feira)

Dezembro
02/12 – ensaio de rua (terça-feira)
09/12 – ensaio de rua (terça-feira)
16/12 – ensaio de rua (terça-feira)

Janeiro
09/01 – ensaio de rua (sexta-feira)
16/01 – ensaio de rua (sexta-feira)
30/01 – ensaio de rua (sexta-feira)

Fevereiro
06/02 – ensaio de rua (sexta-feira)

Em 2026, a União de Maricá será a sexta escola a desfilar no sábado, 14 de fevereiro, pela Série Ouro, na Marquês de Sapucaí. A agremiação apresentará o enredo “Berenguendéns e Balangandãns”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira.

Salgueiro realiza audição para novas passistas nesta terça-feira

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O Salgueiro realiza nesta terça-feira, dia 25 de novembro, às 20h, a audição oficial para novos passistas da escola. A seleção acontece na quadra do Salgueiro, localizada na Rua Silva Teles, 104, e é aberta a mulheres a partir de 18 anos. Mais do que técnica e presença, a escola busca sambistas comprometidos com a rotina intensa da ala, que representa o Salgueiro não apenas na Avenida, mas também em shows, eventos e compromissos institucionais durante todo o ano. Para participar, é recomendado usar roupas confortáveis, preferencialmente pretas, e levar tênis e salto alto. Roupa de pinta é opcional, de acordo com a preferência de cada candidata.

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Foto: Raphael Vidal/Divulgação Salgueiro

À frente da seletiva, o diretor de passistas e diretor artístico da agremiação, Carlinhos Salgueiro, destaca a grandeza e a responsabilidade de integrar a ala.
“Ser passista do Salgueiro é carregar no corpo a história de uma escola gigante. É brilho, entrega e respeito pela comunidade que representamos. Quem pisa ali precisa entender que o compromisso vai muito além do desfile: é durante o ano inteiro, nos shows, nos eventos, em cada apresentação em que o Salgueiro é chamado”.

Carlinhos reforça ainda que a audição não avalia apenas performance, mas também a seriedade em relação à rotina da escola. “A disponibilidade e o comprometimento com os ensaios são fundamentais. Nossa ala é vitrine, é cartão de visitas. Precisamos de passistas que honrem essa responsabilidade, que estejam presentes e dispostos a viver o Salgueiro todos os dias”.

A audição promete receber sambistas de diferentes trajetórias, mas com um mesmo objetivo: fazer parte de uma das alas mais tradicionais e respeitadas do carnaval carioca. Para participar, basta comparecer no horário, preparada para mostrar samba no pé, atitude e, principalmente, dedicação.

Maratona 2026: Diretores de carnaval ajustam calendário para quatro fins de semana seguidos na Sapucaí

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Em 2026, as escolas de samba do Grupo Especial viverão uma verdadeira maratona de quatro fins de semana seguidos na Marquês de Sapucaí. Serão dois finais de semana de ensaios técnicos com luz e som oficiais (30, 31 de janeiro e 01 de fevereiro e 06 a 08 de fevereiro), os desfiles oficiais (de 15 a 17 de fevereiro) e o sábado das campeãs (21 de fevereiro). O novo calendário da Liesa é visto como positivo pelos diretores de carnaval ouvidos pelo CARNAVALESCO, mas todos reconhecem os desafios de um calendário condensado e de uma preparação que exige mais da comunidade e das equipes.

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Para Júnior Schall, diretor de carnaval da Portela, o calendário ampliado aumenta o potencial de rendimento das escolas. “É muito bom porque a estrutura que o presidente Gabriel David está proporcionando provoca, no melhor sentido, que as escolas trabalhem mais dessa maneira. A gente chega mais coeso e mais potente em etapas que são bem agudas”, afirmou.

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únior Schall, diretor de carnaval da Portela

Wallace Capoeira, da Mocidade, também aprovou a medida e diz já está acostumado com o ritmo intenso. “Eu sou corredor de maratona, então a gente está preparado. A gente recebe isso com o maior prazer, mas com uma responsabilidade danada”, declarou o diretor de carnaval.

Ganho dos dois ensaios técnicos

Entre os pontos mais destacados pelos diretores está a oportunidade de realizar dois ensaios técnicos com luz e som oficiais da avenida.

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Thiago Monteiro, da Grande Rio

Thiago Monteiro, da Grande Rio, lembrou que a escola enfrentou problemas no primeiro treino de 2025. “Ano passado fomos prejudicados no primeiro ensaio por conta da carência do carro de som. Agora não vai ter esse problema. A escola consegue se preparar mais, porque vamos ter dois ensaios, efetivamente, com o som da avenida”, enfatizou.

Já Wilsinho Alves, do Salgueiro, ressalta a dimensão prática. “Se a gente vai fazer um paradão, uma bossa diferente, botar algum efeito, ali a gente tem noção exata de como está o canto da escola. Por isso, considero fundamental esses dois ensaios com som e luz”, comemorou a medida.

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Wilsinho Alves, do Salgueiro

Pressão e mental

Se há consenso sobre os ganhos do novo modelo, também há reconhecimento do peso emocional. Capoeira encara a intensidade como parte da identidade do independente. “Pressão nenhuma, é privilégio. São quatro finais de semana intensos e a gente é intenso o tempo todo”, disse.

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Wallace Capoeira, da Mocidade

Schall prefere enfatizar a união. “A gente se une mais, a gente se fortalece nesse caminho, é um caminho de aprendizado. De mãos dadas, aprendendo mais e melhor, a gente consegue”.

Thiago reforça a entrega total. “Para a gente, nesse momento, faltando duas semanas, não tem vida. A gente tá olhando para a Sapucaí. Quanto mais ensaio lá, melhor”, declarou.

Wilsinho, por sua vez, chama atenção para a pressão sobre os profissionais: “O mental talvez seja algo que as pessoas que não trabalham no carnaval acabam subestimando. No meu caso, tenho uma nação atrás de mim. Todo dia a gente sai 2h, 3h, 4 horas da manhã e 9 horas já tem reunião no barracão. É um calendário exaustivo”, ponderou.

Paulo Barros fala sobre emoção por homenagem da Cidade Líder em SP e do futuro no carnaval

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No carnaval de 2026, a Primeira da Cidade Líder pisará no Anhembi para encerrar as apresentações do Grupo de Acesso 2 de São Paulo ao lado de Paulo Barros. Desta vez, porém, o carnavalesco desfilará como protagonista da festa, sendo o homenageado do enredo “Paulo Barros, o gênio do carnaval”. Paulo esteve na quadra da Cidade Líder, na Zona Leste paulistana, para a festa de lançamento do samba oficial, recebendo uma homenagem mais que especial da comunidade. A equipe do CARNAVALESCO esteve presente e conversou com o artista.

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Foto: Lucas Sampaio/CARNAVALESCO

Homenagem ao gênio em vida

O carnaval já retratou na Avenida a história de diferentes artistas fundamentais para o desenvolvimento dos desfiles das escolas de samba. Fernando Pamplona, Fernando Pinto e Arlindo Rodrigues viraram enredo em desfiles na Sapucaí, assim como Rosa Magalhães também será homenageada em 2026. Mas Paulo Barros será o primeiro arquiteto do maior espetáculo da Terra a receber essa honraria em vida. O carnavalesco, responsável por assinar memoráveis desfiles, falou sobre o sentimento de ver seu legado virar um desfile.

“Cara, é uma coisa assim que… Geralmente somos homenageados quando a gente se foi, quando estamos no outro plano é que homenageiam. Graças a Deus eu estou aqui para viver esse momento. É um momento único, a gente nunca acha que isso vai acontecer. Fazemos um trabalho baseado no carinho, na emoção, no amor, e acho que a resposta está exatamente aí: aquela consagração espontânea, não foi uma coisa que foi premeditada. O convite apareceu e eu estou super empolgado. Estou feliz e tenho certeza de que esse momento, quando essa escola estiver desfilando, ele vai ficar guardado o resto da minha vida”, declarou.

Paulo Barros foi recebido na quadra da Cidade Líder de forma bem inusitada: a escola decidiu lançar o samba oficial para 2026 assim que o carnavalesco chegou ao local, antecedida de uma recepção apoteótica com direito iluminação especial, flores, abraços e a obra recitada para o próprioele pelo intérprete Thiago Melodiah. O artista demonstrou surpresa e comentou sobre a emoção do momento.

“Esses gêmeos são doidos. Eles são pessoas maravilhosas, a escola me recebeu aqui hoje com um carinho enorme, me emocionei. Eu visto essa casca de durão, mas eu tenho um coração mole. É o carinho que você recebe, e isso é que vale a pena. Com essa coisa da internet, que é muito maldosa hoje em dia, a gente sofre muito, mas isso tudo eu deixo para trás. É viver esse momento de alegria e de agradecimento. Vai ficar guardado, com certeza”, disse.

‘Artistas não param’

O carnavalesco não assinará nenhum desfile em 2026, mas isso não significa que sua criatividade tenha parado. Paulo afirmou que já está visando o carnaval de 2027, e reafirmou sua paixão pelo carnaval.

“Eu já comecei a trabalhar para 2027! Já estou trabalhando. Somos artistas, e artistas não param. Independente de qualquer coisa, temos que botar a criatividade e o nosso trabalho para fluir. Eu vou ficar fora do carnaval de 2026, mas estou dentro do carnaval porque é uma paixão. Independente de qualquer coisa, eu sou um amante do carnaval”, concluiu.

Divulgadas primeiras imagens de Maria Gal como Carolina Maria de Jesus no longa ‘Carolina – Quarto de Despejo’

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A obra “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, um dos livros mais importantes da literatura brasileira, vai ganhar uma adaptação para o cinema. E a produção acaba de divulgar as primeiras fotos da atriz Maria Gal caracterizada como a escritora que se tornou símbolo de resistência ao transformar sua vivência na favela do Canindé, em São Paulo, em literatura (confira aqui). Intitulado temporariamente como “Carolina – Quarto de Despejo”, o longa será dirigido por Jeferson De, com roteiro de Maíra Oliveira e produção de Clélia Bessa. O filme é uma produção da Move Maria, Raccord Produções e Buda Filmes, com coprodução da Globo Filmes e distribuição da Elo Studios.

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Foto: Mariana Vianna/Divulgação

Para interpretar a escritora, Gal passou por uma importante transformação. Os cabelos ganharam novo comprimento que, segundo a atriz, contam aquilo que poucas palavras conseguem alcançar. “Quando eu aceito transformar meu cabelo pela história de Carolina, não estou apenas mudando o visual, estou abrindo espaço para acessar uma verdade que vai além da minha. Estou entrando no território dessa mulher gigante, que ainda hoje é uma das autoras mais importantes da literatura mundial. Carolina não é só um papel, ela é uma força literária que atravessou séculos, fronteiras e desigualdades, escrevendo de um lugar de silêncio imposto e, mesmo assim, fazendo ecoar a própria voz para o mundo inteiro”, explica Gal. Ainda como parte da composição da personagem, a atriz passou por um grande processo de emagrecimento, chegando a perder mais de 18kg e iniciou sua preparação como atriz há um ano, passando por profissionais do Brasil e dos EUA.

O filme é uma adaptação do livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, publicado em 1960, em que Carolina Maria de Jesus narra com autenticidade e força poética a vida na favela do Canindé, em São Paulo. Nascida em 1914, em Sacramento (MG), ela impactou o país com seu diário ao expor, com profundidade e sensibilidade, a realidade da fome, do racismo estrutural e da desigualdade social. Com apenas dois anos de educação formal, a autora vendeu mais de um milhão de exemplares, teve sua obra traduzida para 14 idiomas e se tornou a primeira escritora negra brasileira a alcançar reconhecimento internacional. A produção pretende revelar não apenas as dificuldades enfrentadas por Carolina e seus filhos, mas também sua genialidade, coragem e paixão pela escrita, que transformaram sua experiência em um poderoso testemunho de resistência. Ao lado de Maria Gal, a produção conta ainda com Raphael Logam, Clayton Nascimento, Liza Del Dala, Carla Cristina Cardoso, Ju Colombo,Caio Manhante, Jack Berraquero, Fabio Assunção, Alan Rocha, Thawan Lucas e grande elenco.

FICHA TÉCNICA
Título: Carolina – Quarto de Despejo
Direção: Jeferson De
Roteiro: Maíra Oliveira
Produção: Clélia Bessa
Baseado em: “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus
Elenco: Maria Gal, Raphael Logam, Laura Vick, Raphael Raposo, Thawan Lucas, Caio Manhente, Clayton Nascimento, Liza Del Dala, Carla Cristina Cardoso, Ju Colombo, Jack Berraquero, Fabio Assunção, Alan Rocha e grande elenco
Produção: Move Maria, Raccord Produções, Buda Filmes
CoProdução: Globo Filmes
Distribuição: Elo Studios

Câmara do Rio consagra o Trem do Samba como patrimônio cultural da cidade

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Prestes a completar três décadas de história, o Trem do Samba agora tem mais um motivo para celebrar. A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou, em definitivo, o projeto de lei que declara o evento como patrimônio histórico e cultural de natureza imaterial da cidade. A iniciativa é de autoria do vereador Leonel de Esquerda (PT) e segue para sanção do prefeito Eduardo Paes (PSD).

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Foto: Henrique Esteves/Divulgação Trem do Samba

Criado em 1995 por Marquinhos de Oswaldo Cruz, o projeto é inspirado nas viagens de trem de Paulo da Portela, fundador da escola azul e branca, que, no início do século 20, se reunia com outros sambistas nos vagões para escapar da repressão policial. Naquela época, o samba era mal visto pelas elites urbanas e frequentemente associado à vida fácil.

Os músicos se encontravam na estação Central do Brasil após o expediente e embarcavam às 18h04 com destino a Oswaldo Cruz, começando a tocar assim que as portas se fechavam. Atualmente, o acesso ao trem no dia da atividade ocorre mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, e todas as apresentações nos palcos podem ser aproveitadas gratuitamente.

A edição comemorativa deste ano acontece no dia 6 de dezembro, sábado, próximo ao Dia Nacional do Samba, dia 2 do mesmo mês. A programação contará com quatro palcos, mais de 20 rodas de samba, e grandes nomes do gênero, como Roberta Sá, Leci Brandão, Dudu Nobre, além dos grupos Samba da Volta, Terreiro de Crioulo e Marcelinho Moreira.

“É fundamental reconhecer a importância da preservação da cultura popular e da resistência do samba. Esse gesto exalta a identidade do povo carioca, mantendo acesa a chama de uma tradição que foi passada de geração para geração. É a valorização da luta popular, reprimida ao longo da história, mas que jamais deixou de se manifestar contra a censura”, destaca o parlamentar.

Porta-bandeiras Verônica Lima e Selminha Sorriso recebem certificado de Guardiãs da Cultura Negra da Baixada

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A última sexta-feira foi marcante para duas importantes porta-bandeiras do carnaval carioca. Durante a Feira Preta, realizada na Praça do Pacificador, em Duque de Caxias, Verônica Lima e Selminha Sorriso receberam o certificado de Guardiãs da Cultura Negra da Baixada Fluminense. A homenagem foi entregue no Teatro Raul Cortez e integrou a programação do mês da Consciência Negra.  Indicada pelo seu trabalho à frente da Cia. de Dança Latopá, organização social que realiza o ensino da dança de casal de mestre-sala e porta-bandeira e de outras expressões populares na região, Verônica comemorou a honraria:

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Foto: Divulgação

“Receber este reconhecimento me enche de orgulho. É a confirmação de que a nossa arte transforma vidas e mantém viva a tradição do nosso povo. Estive cercada de grandes referências da cultura preta da Baixada, líderes espirituais e pessoas que dedicam suas trajetórias à valorização da nossa ancestralidade. Dividir essa homenagem com a Selminha, uma amiga que realiza um trabalho social tão bonito pela Beija-Flor, tornou este momento ainda mais especial”, disse Verônica.

A cerimônia destacou nomes fundamentais para a cultura, a memória e a espiritualidade da região. Entre os homenageados estiveram figuras como Mãe Andréia, Pai João, Mário Alves, Natalina, Yedo, Mariza, Pai Carlos, Iyá Janaina, Babá Rinaldo, Karol Ferreira, Wallace, Jéssica Volp e Débora, além de outros agentes culturais que fortalecem a identidade negra na Baixada.

O evento teve realização da Feira Preta, com apoio da Prefeitura de Duque de Caxias e instituições voltadas à promoção da cidadania, diversidade e direitos humanos.

‘Padrão Viradouro’ de qualidade continua! Sob chuva, escola lava a alma e mostra força dos quesitos em ensaio com canto potente

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Ciça, gratidão pelas lições que eu pude aprender’. Conduzida pelo sentimento de gratidão a um dos grandes de sua história, a Unidos do Viradouro fez mais uma exibição de alto nível no terceiro ensaio de rua da escola, na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, rumo ao Carnaval de 2026. Nem mesmo a forte chuva que caiu no início do treino conteve o ímpeto da comunidade viradourense. Do início ao fim do ensaio, a Vermelha e Branca mostrou a força dos seus quesitos, com forte canto da comunidade, exibição de alto nível do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Julinho e Rute, desempenho sublime de Wander Pires e da “Furacão Vermelho e Branco”.

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Em 2026, a Viradouro levará para a avenida o enredo “Pra Cima, Ciça!”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon. A narrativa presta uma homenagem aos 50 anos de trajetória do mestre de bateria Mestre Ciça no mundo do samba. A Vermelha e Branca de Niterói será a terceira escola a pisar na avenida no segundo dia de desfiles do Grupo Especial.

“Graças a Deus, a gente vem fazendo grandes ensaios. Acho que o trabalho realizado nos últimos anos também nos ajuda e nos coloca hoje nesse lugar. Claro, com muita cobrança, com a expectativa de ganhar o Carnaval todos os anos. E este ano, mais do que nunca, principalmente depois do último Carnaval. Mas isso também nos dá solidez: tanto na estrutura quanto no ensaio e na técnica. Um grande enredo e um grande samba nos proporcionam um início de trabalho arrebatador, forte, potente. A gente canta para um dos nossos. Quando a escola olha para o lado direito e vê o homenageado regendo a bateria, isso com certeza é um grande combustível para fazer um grande ensaio e, se Deus quiser,
consequentemente, um grande desfile”, analisou o diretor-executivo da Viradouro, Marcelinho Calil.

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Foto: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

“A chuva no início foi aquela porrada, mas desde 2018 — na verdade, desde 2016, 2017 — a gente vem ensaiando forte aqui na Amaral. E já tivemos provas de que a chuva, na verdade, nos leva a ensaios mais potentes ainda. A escola não tem problema nenhum com água. A gente tomou um banho de alegria e, acho, deu um banho de Carnaval, um banho de ensaio”, completou.

COMISSÃO DE FRENTE

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Foto: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

Comandada pelos experientes e premiados coreógrafos Priscila Motta e Rodrigo Negri, a comissão de frente da Unidos do Viradouro marcou presença e brindou o público presente na Amaral Peixoto com uma grande apresentação. Os bailarinos, com o samba na ponta da língua, realizavam movimentos fortes e bem sincronizados diante das áreas designadas como cabines de julgamento. Durante as apresentações, era possível perceber a representação de elementos da vida de Mestre Ciça, com passos de samba e a “regência” com as mãos.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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Foto: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

O experiente casal de mestre-sala e porta-bandeira Julinho Nascimento e Rute Alves apresenta, a cada ano e a cada ensaio, um enorme padrão de excelência na dança. A dupla, sem dúvidas, é um dos grandes destaques dos ensaios de rua da Viradouro. Na apresentação, como tem feito nos últimos anos, o casal mescla elementos da dança tradicional com referências à letra do samba-enredo da escola. O entrosamento, a leveza e a precisão nos passos deram o tom da dança de Julinho e Rute.

HARMONIA E SAMBA

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Foto: Vinícius Ximenes/Divulgação Viradouro

Emocionados e empolgados com a homenagem da escola a Mestre Ciça, os componentes da Viradouro deram uma verdadeira aula de canto na Amaral Peixoto. Durante todo o ensaio, o canto se manteve firme e constante. O samba, de Cláudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet e Thiago Meiners, encaixou-se perfeitamente na voz do brilhante intérprete Wander Pires, tendo uma grande exibição.

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Foto: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

A bateria “Furacão Vermelho e Branco” também deu grande contribuição para o desempenho do samba, sobretudo com um grande paradão que antecede o refrão principal. Nesses momentos, era possível perceber a explosão do canto da comunidade da Viradouro.

EVOLUÇÃO

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Foto: Vinícius Ximenes/Divulgação Viradouro

A evolução seguiu o padrão de organização e perfeição demonstrado pela Viradouro nos últimos anos. A escola desfilou com segurança e fluidez ao longo da Amaral Peixoto, que emula as dimensões da Marquês de Sapucaí. Cada componente sabe exatamente o seu papel e evolui com precisão, sem acelerar ou reduzir o ritmo. A Vermelha e Branca não apresentou qualquer tipo de erro ao longo do treino.

OUTROS DESTAQUES

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Foto: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

Comandada pelo homenageado Mestre Ciça, a bateria “Furacão Vermelho e Branco” deu um verdadeiro show no ensaio de rua. Destaca-se o grande paradão que antecede o refrão principal, executado com perfeição e contribuindo para o desempenho do samba-enredo da Viradouro.

Obstinada e incansável, Portela dribla chuvisco, supera escuridão e conduz ensaio explosivo com a comunidade

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A Portela realizou, neste domingo, mais um ensaio de rua da temporada rumo ao Carnaval 2026, comprovando aquilo que quem acompanha carnaval já sabe: a Azul e Branca de Oswaldo Cruz e  Madureira está de bem, e muito bem mesmo, com sua comunidade, com seu canto e seus quesitos. Mesmo quando surgiam pequenas demandas ao longo da Estrada do Portela, nada foi capaz de abalar o canto alto e vibrante dos componentes.

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Com o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará – A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues, a Portela usa e abusa de artimanhas para um melhor aproveitamento desse samba animado e cheio de nuances que possui para o próximo carnaval. Sendo assim, tudo fluiu para um ensaio de rua bem acertado e objetivo. Desde o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, não tivemos Comissão de Frente neste ensaio, até a última ala, os componentes demonstraram clareza em seus atos durante o treino.

A noite de domingo em Oswaldo Cruz e Madureira contou com a presença do capitão do pentacampeonato do Brasil, o ex-jogador Cafu, conhecido portelense e figura cativa nos desfiles da agremiação. Ele acompanhou o ensaio do início ao fim, com direito a coreografia com a bateria no encerramento.

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Foto: Guibsom Romão/CARNAVALESCO

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O “casal 40” da Portela apresentou uma sincronia e harmonia jamais vistas nesses três anos juntos na escola, tudo isso envolvido por uma animosidade em compasso com o samba da parte dos dois. O sorriso da Squel não deixa dúvidas de que o andamento do samba tem contribuído muito para o desempenho eufórico do casal, assim como o riscado e empenho de Marlon em executar, com maestria e agilidade, todos os passos da coreografia, já marcada para a cabine espelhada, bem acertada, inclusive.

Se a tendência dessa sincronia e harmonia é melhorar conforme os ensaios acontecerem, teremos, em 2026, as mesmas notas deste ano, além de prêmios.

EVOLUÇÃO

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O ensaio seguiu sem intercorrências. Mesmo com alguns pingos de chuva e com a falta de iluminação pública nos postes próximos ao fim do treino, nada parou ou fez o cortejo ter problemas. A escola se manteve vibrante e dançante do início ao fim. Não houve aceleração nem estagnação durante o percurso. Os componentes dançaram o tempo todo, com o canto afiado, em alto e bom tom. Mesmo quando a escola parou em alguns momentos, os componentes continuaram evoluindo, pois seguiam se divertindo do início ao fim.

O presidente Júnior Escafura falou ao CARNAVALESCO sobre sua percepção do ensaio:

“O balanço do ensaio é o melhor possível. A cada semana o ensaio fica melhor. A escola cantando com alegria. A Portela é uma escola que canta com o coração, canta com a alma. Isso deixa a gente muito feliz quando vê o componente cantando feliz e com um sorriso no rosto”, disse o presidente.

Se a evolução foi consistente, a harmonia não ficou atrás.

HARMONIA E SAMBA

Com um canto uníssono, alto, animado e aguerrido, a comunidade deixou nítido que o samba está rendendo dentro dela e deixou a própria comunidade rendida. Nos trechos “Pra Portela incorporar” e “Não há demanda que o povo preto não possa enfrentar”, os componentes berram o samba como se estivessem incorporados de fato e como se a demanda estivesse no desfile do próximo ano. A escola está mais do que pronta para enfrentar o que vier. Na cabeça “Portela, tu és o próprio trono de Zumbi”, o carro de som evoca a comunidade, que responde ao chamado com vontade e ânimo, sinalizando que o refrão será uma onda avassaladora de canto e evolução.

As bossas da “Tabajara do Samba”, sob direção de mestre Vitinho, viabilizam com maestria a entrega de evolução e harmonia por parte dos componentes.

O intérprete Zé Paulo Sierra contou como tem sido a experiência dos ensaios de rua em sua nova escola e o quanto o samba tem rendido.

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“Eu acho que, a cada ensaio que a gente faz aqui, conseguimos entender mais como é o percurso, como funciona o canto com a bateria, tudo muito novo para mim. Mas estou muito feliz com o resultado, com a entrega que a escola está tendo, que a comunidade está tendo comigo também. Me acolheram bastante em um momento tão difícil. Eles entenderam que estou aqui para ajudar, não para substituir ninguém, até porque o Gil era um cara fenomenal, dispensa comentários. A gente não tem nem dois meses de trabalho completo, mas a comunidade já comprou esse barulho. Estou muito à vontade cantando aqui. No finalzinho agora eu subi no terraço com a galera, cantei com a galera, estou no meio do povo. Acho que isso é importante pra caramba. A gente está numa crescente. Eu acredito que, até o carnaval, vamos trabalhar muito, muito, muito para chegar lá muito afiados e fazer bonito”, contou o intérprete.

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Foto: Guibsom Romão/CARNAVALESCO

OUTROS DESTAQUES

O presidente Júnior Escafura e a vice, Nilce Fran, acompanharam o ensaio com atenção minuciosa, quase como pais observando cada movimento de um filho.

Próximo à dispersão do ensaio, a escuridão da Estrada do Portela é um ponto desagradável. Ainda assim, há muito público assistindo à escola. E por mais que a centenária escola de samba tenha muito brilho, a falta de iluminação pública prejudica a experiência do público.