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Ranking dos sambas mais ouvidos: Mocidade dispara e fica perto das 70 mil audições

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O site CARNAVALESCO divulga a quarta lista dos sambas-enredo mais ouvidos do Grupo Especial para o Carnaval de 2020. A contagem segue o link de cada samba. A próxima lista será divulgada no dia 18 de novembro.

1 – Mocidade: 69.268 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

2 – Mangueira: 56.816 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

3 – Beija-Flor: 50.530 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

4 – Paraíso do Tuiuti: 42.805 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

5 – Salgueiro: 40.986 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

6 – Portela: 37.380 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

7 – Viradouro: 35.928 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

8 – Grande Rio: 32.990 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

9 – Vila Isabel: 26.857 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

10 – Unidos da Tijuca: 25.335 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

11 – São Clemente: 24.841 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

12 – União da Ilha: 20.054 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

13 – Estácio de Sá: 13.173 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

Sossego contrata Nêgo para fazer dupla com Guto no carro de som

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A direção do Sossego anunciou na tarde desta sexta-feira a chegada do intérprete Nêgo para fazer dupla com Guto no comando do carro de som da escola de Niterói. Um dos mais experientes cantores do carnaval e dono de vários prêmios, Nêgo já passou pela agremiação.

* OUÇA AQUI O SAMBA DO SOSSEGO PARA 2020

“Estou muito feliz em estar de volta nessa região que eu gosto e escolhi viver. Moro no Rio do Ouro e é um honra defender a comunidade do Largo da Batalha. Vamos juntos fazer um belo desfile e vir para as cabeças”, revelou Nêgo.

O cantor também falou sobre dividir o microfone com o jovem Guto, que fez a sua estreia na Sapucaí em 2019. Os dois já haviam cantado juntos na disputa de samba da Unidos da Tijuca do último carnaval.

“É uma experiência grandiosa, o Guto é um menino começando a crescer na carreira. Estar ao lado dele, passar toda minha experiência será uma honra. É gratificante demais ver os jovens hoje em dia querendo ser sambista e estarei dando todo apoio para juntos formamos uma bela parceria”, finalizou o intérprete.

Em 2020, o Sossego apresenta o enredo ‘Tambores de Olokun’, do carnavalesco Marco Antônio Faleiros.

Liga SP divulga capa do CD para o Carnaval 2020

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Cante com a Mangueira: samba-enredo para o Carnaval 2020

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O site CARNAVALESCO segue a série de vídeos ‘Cante com a escola’. A décima escola é a Mangueira. A escola apresentará em 2020 o enredo “A verdade vos fará livre”.

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A proposta dessa nova série do site é trazer o samba-enredo com os componentes cantando, sem percussão e cordas, apenas no gogó e palma da mão. É a hora de conhecer a obra da Mangueira (compositores: Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo). Veja no vídeo abaixo.

União Rio Minas apresenta enredo e rainha para o Carnaval 2020

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O Grêmio Recreativo Escola de Samba União Rio Minas (GRESURM) está vivendo um ano especial. Após nove meses de sua fundação, a escola, que é filiada a Associação das Agremiações de Samba do RJ (ACAES), se prepara para estrear no carnaval carioca em 2020 no Grupo de Avaliação. Nesta quarta-feira, recebeu convidados em sua sede administrativa no bairro Ipanema para a apresentação do seu enredo, baseado nos 300 anos de emancipação do Estado de Minas Gerais. A rainha da escola será a digital influencer Thaís Occhi. A festa para a coroação da rainha promete agitar o mundo do samba.

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“Vamos convidar nossas coirmãs do grupo de avaliação e nossas consagradas do especial a fazer um grande evento no início de dezembro em homenagem ao Dia Nacional do Samba”, destacou o presidente da União Rio Minas, Vinícius Samôr de Lacerda.

Um sonho de cariocas e mineiros apaixonados por samba

O G.R.E.S União Rio Minas, fundado em 23 de janeiro de 2019, é uma associação sem fins lucrativos, com finalidades socioculturais e recreativas, relacionadas ao carnaval, com sede no Rio de Janeiro. Essa união tem seu auge em Ary Barroso, mineiro de Ubá, consagrado
mundialmente no Rio de Janeiro. A sede da Escola fica no bairro de Ipanema com trabalhos sociais na comunidade do Cantagalo.

Sinopse Carnaval 2020 – 300 anos do Estado de Minas Gerais

Criado oficialmente no dia 12 de setembro do ano de 1720, a antiga Capitania de São Paulo e Minas do Ouro, completará em 2020, 300 anos. Se iniciou, por meio do trabalho dos bandeirantes, em busca de ouro e pedras preciosas. Diante da Capela do Rosário, no distrito tricentenário de Morro Vermelho, no local exato onde, segundo a história, foi iniciada a Guerra dos Emboabas e ocorreu a 1ª eleição direta das Américas, que elegeu o Governador primaz de Minas, à revelia da Coroa Portuguesa, o líder emboaba Manoel Nunes Viana. Belezas minerais e naturais, gente simples e hospitaleira, o sonho de liberdade, o povo e sua religiosidade. No início do século XVIII, a região tornou-se um importante centro econômico da colônia, com rápido povoamento. No entanto, a produção de ouro começou a cair por volta de 1750, levando a Metrópole – Portugal – a criar formas cada vez mais rígidas de arrecadação de impostos, o que resultou no mais conhecido movimento político e histórico de Minas Gerais – A Inconfidência Mineira.

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Tesouro mais valioso da Coroa Portuguesa, o Estado viveu o esplendor do ciclo do ouro e o apogeu do Barroco, legando à humanidade o rico acervo que até hoje atrai milhares de turistas a cidades históricas. Sede da Inconfidência, inscreveu a Liberdade em sua bandeira, sintonizando-se, cosmopolita, com o clamor mundial pela emancipação dos direitos.

Em virtude de suas belezas naturais e de seu patrimônio histórico, Minas Gerais é um importante destino turístico brasileiro. O povo mineiro possui uma cultura peculiar, marcada por manifestações religiosas tradicionais e culinária típica do interior.

A miscigenação ocorrida em Minas Gerais durante e após o Ciclo do Ouro deixou muitas marcas em nossa cultura. Influências na arte, culinária e no folclore podem ser vistas ainda hoje. Até o nosso famoso “uai” veio de pioneiros portugueses.

E foi com essas heranças que fomos construindo a identidade desse “tipo tão especial de brasileiros”. Um povo batalhador que soube acreditar na liberdade, mesmo que ela viesse tardia. O jeito mineiro de “comer quietinho”, mantendo sempre a humildade ao invés da
exaltação, o falar com simplicidade, o olhar calmo no horizonte esperando o sol se pôr enquanto conta “um dedinho de prosa”.

Grandes histórias perduram nas lembranças, nos livros, nos museus e nas obras de arte, mas a maior riqueza do povo mineiro é saber que a dignidade humana, a honestidade e o respeito pelo próximo vêm sempre em primeiro lugar.

‘Samba Didático’: Unidos da Tijuca transforma arquitetura em poesia

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Por Diogo Sampaio

O homem criou, projetou e construiu espaços, desde as primeiras civilizações, seja como forma de abrigar e proteger a si e a seu povo, ou de ostentar e exaltar uma divindade. Ainda na Antiguidade, obras monumentais como as pirâmides do Egito e a Muralha da China já puderam ser vistas. Construções essas que resistiram ao tempo, e carregam consigo, os registros e marcas de uma cultura. Dos grandes castelos medievais aos arranhas-céu das metrópoles, a Unidos da Tijuca em 2020 irá fazer um passeio pela história da humanidade através da arquitetura e urbanismo.

O enredo “Onde moram os sonhos” irá partir do passado de grandes obras, para alertar acerca do presente, marcado pelas sequelas do crescimento desenfreado e desproporcional das cidades, com o objetivo de deixar uma mensagem para o futuro. Para desenvolver toda essa proposta na Avenida, a escola do Borel conta com o retorno, após cinco anos, do carnavalesco Paulo Barros, que se junta a Hélcio Paim e Marcus Paulo na comissão de carnaval. Já a tarefa de compor a canção que embalará essa apresentação tijucana coube a Dudu Nobre, Jorge Aragão, Fadico, André Diniz e Totonho, nomes renomados dentro e fora do mundo do carnaval.

O site CARNAVALESCO abre sua série de reportagens intitulada “Samba Didático” com samba-enredo da Unidos da Tijuca para 2020. A reportagem entrevistou o músico Dudu Nobre e a pesquisadora Isabel Azevedo para saber mais sobre os significados e as representações por trás de alguns versos e expressões presentes no samba tijucano.

Confira a análise de alguns versos e trechos do samba:

‘O mais imperfeito, perfeição se torna’

“Esse verso está relacionado aos três anteriores. Na verdade, é que a gente está falando de um processo, e os compositores foram super sensíveis para transformar isso em poesia. O título do enredo é ‘Onde moram os sonhos’ e eles captaram bem essa ideia. Nos versos anteriores, você tem um sonho que ele vai ganhando o teu peito e a tua alma. Ele vai virando um projeto, ganhando um jeito e se traduzindo em forma. E o mais imperfeito sonho, perfeição se torna. Esse é um processo, que inclusive tem a construção, o momento em que você olha para o que está fazendo e, a partir do projeto, você começa a aperfeiçoar cada vez mais a sua obra. E assim caminhou a humanidade. O que hoje é o nosso cotidiano, amanhã pode estar entrando para a história. O homem vai fazendo construções, realizando diferentes sonhos e eternizando o seu tempo. Você tem obras perfeitas, que viraram grandes marcos da história da humanidade e da arquitetura”, explicou a pesquisadora Isabel Azevedo.

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Já Dudu Nobre preferiu usar uma exemplificação para dissertar sobre o verso: “Às vezes você vai visitar uma obra no início e vê aquela bagunça que, durante a construção, vai se tornando perfeita. A própria arquitetura do morro: Você olha e parece zoneada. Porém, no final das contas, a coisa fica perfeita. Aquela arquitetura se enquadra de uma maneira que as pessoas vão poder utilizar daquilo dali, de uma maneira bacana. O verso mostra justamente isso”.

‘Lá no meu quintal, eu vou fazer um bangalô’

“Dentro de cada terreno, de cada pedaço de chão, tem uma história. E é nele que eu vou fazer meu bangalô. ‘Lá no meu quintal, eu vou fazer um bangalô’ que ‘já foi tapera, feita em palha e sapê’. A tapera é uma construção indígena. Isso mostra que, antes de eu fazer meu bangalô, estiveram os índios nessa terra. Já o verso seguinte, ‘uma capela que a candeia alumiou’, mostra que depois desses índios, vieram os colonos. Então, o meu bangalô, é a minha casa. E esse território, antes de eu estar ali e construir o meu barraco, o meu bangalô, já foi dos índios e dos colonizadores”, argumentou Dudu Nobre.

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A mesma visão acerca do verso é compartilhada por Isabel Azevedo: “Esse trecho do samba foi perfeito, porque os compositores conseguiram traduzir a questão das construções, associadas ao cotidiano. Quando você fala do bangalô, você está falando de uma casa mais modesta, uma casa que chega ter uma coisa carinhosa: ‘eu vou para o meu bangalô’ O samba fala isso, mas também lembra que naquele lugar, naquele chão, foram muitas as construções. Então, nesse trecho, eles conseguem falar de um processo do passar do tempo, desde os índios aos colonizadores, as diferentes construções. Eles conseguem traduzir isso em versos, trazer isso para o cotidiano, quando fala do ‘meu quintal’, do ‘meu bangalô’, e diz que naquele pedaço de chão ali, já foi tapera, já foi palha, já viveu índio e outros homens do passado. É uma metáfora muito bacana de tradução do que é arquitetura e o espaço que a gente ocupa”.

‘Curva-se o concreto, brilha a inspiração’

“É uma clara homenagem aos profissionais de arquitetura e urbanismo. O verso anterior fala das linhas do arquiteto e que ‘a vida é construção’ enfatizando o papel desses profissionais nas cidades, na construção delas. E aqui tem duas ideias: Uma ideia muito forte que é o Niemayer (Oscar, arquiteto) e a atração dele pelas curvas. Ele dizia que a curva vira sensual, que era possível encontrá-la no curso sinuoso dos rios, nas nuvens do céu… E é a arquitetura que projeta o Brasil internacionalmente. E ao mesmo tempo, também tem uma imagem muito bonita, porque é um pouco do papel desse arquiteto urbanista. Você tem as grandes construções, as cidades predominantemente de concreto, mas ao mesmo tempo, você é capaz de no meio do concreto criar espaços inspirados em promover o lazer, a circulação de pessoas. Então, o ‘brilha a inspiração’ também traz esse conceito, que tem um pouco mais haver com o lado do urbanismo. O concreto também se curva para essa possibilidade de você ter uma cidade mais humanizada”, defendeu Isabel.

“O grande desafio desse samba é a gente pegar e colocar algumas palavras relacionadas ao tema, sem que elas soem de uma maneira estranha. Por exemplo, a questão do concreto nesse verso. A gente quis falar do mestre Oscar Niemayer e, pensando nas curvas tão características de suas obras, conseguimos usar a expressão de uma forma poética”, relatou Dudu.

‘Lágrima desce o morro’

“Nesse pedaço, a gente fala da chuva. Quando vem a enxurrada, ‘lágrima desce o morro’ como ‘serra que corta a mata’, o que causa por sua vez uma destruição que ‘mata a pureza do olhar’. A gente fala justamente da questão dos temporais, das enchentes e inundações. E depois, começamos a abordar também uma temática mais ligada a natureza”, resumiu Dudu.

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“Esse verso ele abre um setor que vai falar dos problemas das grandes cidades, que elas crescem de forma desigual e provocam uma grande agressão aos recursos naturais. O sonho de viver bem, de construir o espaço para ser feliz, ele é o sonho que, ao mesmo tempo, a gente perde todos os dias provocando um enorme desequilíbrio. E isso passa por tudo. Passa por você derrubar as florestas, passa por você provocar o esgotamento dos solos, passa por você poluir os rios e os mares, enfim. Aqui entra também uma mensagem forte sobre o papel do arquiteto, e principalmente do urbanista, de pensar as cidades de uma forma mais sustentável”, explicou a pesquisadora.

‘O rio pede socorro’

“No trecho ‘o rio pede socorro’, muita gente acha que estamos falando do Rio de Janeiro, mas não. Falamos do rio relevo, geográfico. A menção ao Rio de Janeiro é feita somente mais a frente, no verso ‘e meu clamor abraça o Redentor’. O rio que pede socorro se refere as questões da poluição, das barragens, do mar de lama, do rio assoreado. Tanto que nesse verso a palavra ‘rio’ é em minúsculo e não em maiúsculo”, esclareceu Dudu Nobre.

‘O povo é o alicerce da esperança’

“Depois que passa na Avenida todos esses problemas enfrentados pelas cidades, um alerta para chamar a atenção das pessoas de que elas estão destruindo esses sonhos de uma vida mais sustentável e com melhor qualidade, o Paulo (Barros, carnavalesco) traz a ideia de que é possível mudar. E a gente passou para os compositores o conceito de que o sonho que se sonha junto, pode se tornar realidade. E eles traduziram isso de uma forma muito bacana, mostrando que todos juntos somos o alicerce da esperança”, contou Isabel Azevedo.

‘O samba no compasso é mutirão de amor’

“É um dos versos mais bacanas desse samba, porque ele foi construído a partir da leitura da grande mensagem que o enredo quer passar. Ele traz o compasso, que é o compasso do arquiteto e o do samba. Já o mutirão de amor tem relação com a união de todas as pessoas em torno de construir uma cidade melhor. Da mesma forma que, mais uma vez, traz isso para esse povo que é capaz de fazer uma construção subir em uma comunidade, graças aos famosos mutirões. Os compositores trabalharam na letra esse sentimento de bater a lage, de levantar a casa todos juntos, e fizeram isso no compasso do samba e no compasso do arquiteto. Então dá para dizer que esse verso é uma síntese do que o enredo está propondo. Ele é perfeito, de uma inspiração incrível”, declarou Isabel.

‘Dignidade não é luxo, nem favor’

“O verso é um recado para algumas autoridades que às vezes pensam que só de pegarem e cumprirem com as obrigações delas, estão fazendo um favor. O povo paga os seus impostos, e independente de qualquer coisa, o governo tem de dar o mínimo de condição de vida para as pessoas. Dignidade é você ter saneamento, ter acesso ao serviço básico, dentro das comunidades ou onde quer que seja”, afirmou Dudu.

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“Quando a Unidos da Tijuca pensou nesse enredo sobre arquitetura e urbanismo, ela procurou o Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo, o CAU/RJ, que está apoiando esse enredo, e a gente conversou muito com eles. Os arquitetos do CAU nos apoiaram inclusive na pesquisa, ajudando a levantar as informações para o enredo e a fazer todo o desenvolvimento. Ao longo dessa cooperação, eles nos trouxeram uma coisa que é da maior importância: toda uma legislação que busca atender as populações de baixa renda para melhor a qualidade das construções e da urbanização da cidade. E isso é papel do poder público, das políticas públicas. O que contrapõe a ideia de que ter um arquiteto é para que você construa uma casa de luxo ou que isso custa uma fortuna e por isso é inalcançável. As pessoas não pensam na possibilidade de ter um arquiteto para pensar as suas casas quando, na verdade, a gente tem uma legislação hoje que permite. E isso não é favor. A moradia de qualidade, a garantia de um teto para todos, é papel do poder público e é direto do cidadão. A Tijuca está trazendo essa informação que é fundamental e poucas pessoas conhecem”, ressaltou Isabel.

Mensagem final do samba

Ainda durante o bate-papo com a reportagem do site CARNAVALESCO, Dudu Nobre contou qual a mensagem que a parceria quis deixar através da obra composta para o desfile da Unidos da Tijuca 2020:

“A mensagem que nós compositores queremos deixar com esse samba, é que os sonhos podem se realizar. Através do esforço de todos, podemos construir um amanhã melhor. Esse foi um samba que, quando a gente viu a sinopse, ficamos com o pensamento de como íamos poetizar esse tema. E realmente, foi um grande desafio. Quando se tem uma temática mais ligada ao universo do samba é uma coisa, agora quando se tem um tema mais abstrato é muito complexo. Mas mesmo com as dificuldades, a gente conseguiu realizar o nosso sonho de ter um samba com uma melodia e uma letra diferenciada. Esse samba traz ainda como recado que a comunidade também tem a sua beleza”, declarou o músico.

A Unidos da Tijuca será a quarta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval. Com o enredo “Onde moram os sonhos”, os carnavalescos Paulo Barros, Marcus Paulo e Hélcio Paim tentarão levar a agremiação do morro do Borel ao quinto título do Grupo Especial de sua história.

Herdeiro de Almir Guineto, compositor Fred Camacho saboreia quarta vitória pelo Salgueiro

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salgueiro final2020 146Fred Camacho recebeu pela quarta vez a honraria de ter um samba de sua autoria cantado pela escola de coração na avenida. Campeão nos carnavais de 2016, 2017, 2019 e 2020, ele entrou definitivamente para a seleta galeria dos poetas do Salgueiro. De melodia refinada e letras inspiradas já compôs com gigantes do quilate de Arlindo Cruz, Almir Guineto, Dudu Nobre e Marcelinho Moreira, seu parceiro mais comum em canções.

São de autoria de Fred sucessos recentes como ‘Pela Casa Inteira’, interpretado por Zeca Pagodinho e ‘O que é o amor’, canção que compôs com Arlindo Cruz e Maurição, e que foi gravado por Maria Rita. Faltava para o compositor a glória em sua escola de coração, o Salgueiro. E ela chegou em 2016, ano do lendário Malandro Batuqueiro. Fred conta à reportagem do CARNAVALESCO o que representa vencer na sua agremiação pela quarta vez.

“Toda vitória é muito prazerosa. Em todos os sambas lutamos muito desde o momento que começamos a escrever. Temos todo o cuidado, a forma de abordagem. Depois disso começa uma outra etapa, são várias opiniões, até chegar a um denominador comum. Fazer um samba da maneira que você deseja é uma grande vitória. Aí vem aquela etapa de fazer as pessoas gostarem. A vitória final é uma soma de tudo isso. Sentimos isso no primeiro dia de ensaio”, disse.

Frequentando as reuniões dos artistas mais importantes da história recente do samba, Camacho desenvolveu um aguçado senso crítico. Culto, ele aponta o enredo salgueirense como um dos mais importantes do ano.

“O enredo do Salgueiro traz uma exaltação à negritude. Coloco essa temática ao lado dos negros que foram exaltados em nosso passado. O artista negro ser homenageado é uma coisa muito importante. Dessa vez com um palhaço, o primeiro negro, o que abriu caminho da arte para a negritude”, definiu.

Quatro vitórias no Salgueiro é um feito difícil de ser alcançado. Herdeiro de Almir Guineto, Camacho explica como foi construído o samba do Salgueiro que homenageia Benjamin de Oliveira, o primeiro palhaço negro da história do Brasil.

“Esse samba não nos reunimos muitas vezes. Conversamos bastante antes de dar o pontapé, para evitar ficar mexendo. Acabamos trazendo o Benjamin de Oliveira, com o circo como pano de fundo, com esses questionamentos raciais, sem ser triste, com emoção do artista. Trazemos toda essa questão de quem faz arte, o que essas pessoas almejam? É preciso ter a sabedoria do sorriso, mesmo em um momento não tão bom”.

Sambista apaixonado pela arte que é, Camacho levanta a bandeira do concurso de samba-enredo contra as encomendas. Embora reconheça a necessidade de usar tal subterfúgio em determinados casos, ele rechaça o fim das disputas em escolas com a envergadura de um Salgueiro.

“Quem sou eu para questionar isso, mas acredito que escolas com alas de compositores numerosas não é interessante não fazer a disputa. É um momento que a escola movimenta a comunidade, saber aquilo que é o melhor para a escola. A disputa cria uma movimentação, cada um tem o seu samba, isso faz uma grande diferença”.

Cante com a Beija-Flor: samba-enredo para o Carnaval 2020

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O site CARNAVALESCO segue a série de vídeos ‘Cante com a escola’. A nona escola é a Beija-Flor. A escola apresentará em 2020 o enredo “Se essa rua fosse minha”.

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A proposta dessa nova série do site é trazer o samba-enredo com os componentes cantando, sem percussão e cordas, apenas no gogó e palma da mão. É a hora de conhecer a obra da Beija-Flor (compositores: Magal Clareou, Diogo Rosa, Júlio Assis, Jean Costa, Dario Jr e Thiago Soares). Veja no vídeo abaixo.

Comissão propõe projeto de lei para garantir o carnaval no Rio e cogita criação de cronograma de orçamento

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O site CARNAVALESCO foi convidado a integrar um time de profissionais e apaixonados pelo carnaval carioca com ênfase nas escolas de samba para discutir aspectos da folia em reunião da Comissão Especial de Carnaval da Câmara dos Vereadores. O evento foi realizado em preparação para audiência pública que vai acontecer no próximo dia 14 de novembro convocando o poder público para responder questões sobre a organização do carnaval. O debate foi direcionado pelo presidente da Comissão, o vereador Tarcísio Motta, sem a participação dos outros integrantes da comissão, os vereadores Marcelo Siciliano e Verônica Costa que alegaram outros compromissos. Entre os temas mais abordados na reunião, um aspecto esteve presente em quase todas as falas, a transferência da organização do carnaval da Riotur para a Secretaria de Cultura. O vereador Tarcísio Motta disse ser a favor, mas explicou algum dos aspectos que geram impedimentos.

“A primeira recomendação do nosso relatório dos nossos três anos da comissão é transferir da Riotur para a Secretaria Municipal de Cultura a responsabilidade sobre o carnaval. A gente tem discutido isso. Mas, tem uma coisa que eu acho que é bem sincera que eu percebi quando eu falei com o novo secretário de Cultura sobre esse assunto e ele me respondeu ‘só se vir orçamento junto’. Se vier o carnaval sem orçamento piora a situação. A gente concorda que deve estar na cultura com conexão direta com o turismo. Mas, o problema é que o orçamento da Cultura hoje é 0,46%. Menos de meio por cento investido na cultura. Então, a gente tem um problema grave, trazer o carnaval com esse orçamento não resolve nenhum dos nossos problemas”.

Uma outra situação foi colocada pelo representante da Mangueira, Moacyr Barreto, que sente falta de uma lei mais direta que obrigue o município a garantir a subvenção do carnaval.

“Acho que é importante que a subvenção do carnaval seja colocada no orçamento. É importante porque a gente não pode ficar ao prazer de qualquer prefeito”.

Também participando da reunião, o presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, concordou e foi além no assunto.

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“Eu queria como dirigente ter a chance de errar menos, ter a chance de chutar menos. É você poder planejar. É você saber que quanto vai ganhar e quando vai ganhar. E isso nunca existiu. Não é o prefeito não dar o dinheiro, mas é a desonestidade de não dizer isso em julho por exemplo. O que a gente vai dizer para os nossos carnavalescos, para os nossos fornecedores?”.

Sobre uma possível legislação que coloque a subvenção do carnaval na lei de orçamento anual do município, o presidente da Liesb Clayton Ferreira manifestou preocupação em garantir isonomia na confecção da lei orçamentária.

“Quando a gente for pensar em uma nova lei para o orçamento do carnaval, a gente precisa pensar nas especificações de cada grupo. Porque a realidade da Liesb não é a mesma da Lierj e nem da Liesa. Cada um tem suas ocupações”.

Lei orgânica para garantir direito ao carnaval

A audiência do dia 14 de novembro acontecerá em um marco importante, neste data faltarão exatamente 100 dias para o Carnaval 2020. Um dos objetivos do vereador Tarcísio Motta é aprovar um projeto de lei similar a legislação que existe em cidades como Recife e Olinda que garantiria o direito do cidadão carioca a curtir o carnaval. Tarcísio explica a importância da aprovação da regra.

“Na nossa opinião, embora pareça uma questão meramente simbólica, escrever na lei orgânica do município o direito ao carnaval como direito do cidadão carioca é muito importante. Isso ajuda a reduzir parte da discricionariedade (o que depende do poder público) que o prefeito não poderá negar pois estará lá na lei orgânica. É um primeiro passo”.

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O vereador também resumiu o que em sua opinião pode-se avançar durante a reunião oficial com o poder público no dia 14.

“É a hora de cobrar, pressionar, brigar para saber quando o prefeito vai liberar a verba da Liesb, por exemplo, que está prometida. Como a gente vai fazer para garantir verba da Lierj? Como vai ser? Que absurdo é esse da CET-Rio não colaborar? Colocar estas questões para que na audiência a prefeitura possa assumir naquele momento de garantir isso aqui, aquilo outro, etc. Acho que a gente pode avançar alguma coisa em construir um projeto de lei que trate dessa questão do cronograma do orçamento”.

Liesa e Lierj sem garantias em relação a serviços prestados pelo município

Durante o debate os presidentes da Liesb, Clayton Ferreira, da Lierj, Wallace Palhares, e o representante da Liesa, Luiz Gustavo Mostof, foram convidados para fazerem considerações sobre as dificuldades enfrentadas. Mostof, representando o presidente Jorge Castanheira, ausente por conta de uma viagem, falou sobre as dificuldades que o prefeito Marcelo Crivella tem imposto até em relação aos serviços que são obrigação da prefeitura.

“A nova do nosso chefe do executivo foi que os eventos com venda de ingresso ele não pode alocar os custos operacionais. Estamos falando de guarda municipal, Comlurb, etc, tudo o que a cidade tem por obrigação. Eu faço esse encaminhamento para que a gente também abra esse tipo de discussão, pois isso é totalmente descabido, chegou a esse tipo de loucura de não prover os serviços fora da Sapucaí”.

Wallace Palhares também contou as dificuldades similares que a Série A passou no carnaval de 2019 e aproveitou para afirmar que abriria mão do valor do ingresso se o prefeito minimamente garantisse ajuda ao grupo.

“Ele falou sobre essa questão de não ajudar eventos que cobram ingresso, eu até abriria mão de cobrar se houvesse alguma ajuda concreta dele. No carnaval deste ano, nós não obtivemos nem ajuda da Cet-Rio para sair com as alegorias dos barracões da Série A. Nós mesmos tivemos que parar o trânsito em muitas vezes sendo confundido até com arrastão no meio da rua, com riscos. A pergunta é: como nós vamos arcar com todos os custos se nós não temos nada? Estamos diminuindo o número de alegorias do grupo de 4 para 3”.

O vereador Tarcísio Motta comentou após a fala de Wallace sobre o impacto que a redução do número de carros alegóricos pode causar.

“Quando o grupo de Acesso reduz de quatro para três alegorias, é reduzir o carnaval. Reduzir a potência da manifestação cultural. São menos 14 obras de arte, obras de dança, que não estarão na Avenida esse ano”.

A audiência pública que vai questionar o poder executivo em relação a organização do carnaval será realizada no próximo dia 14 de novembro, a partir das 10h. A reunião será aberta ao público. O projeto de lei que determina que o carnaval é direito cultural de cada cidadão do município do Rio está na ordem do dia e precisa de 34 votos para ser aprovado.

Inocentes de Belford Roxo: conheça o samba-enredo para o Carnaval 2020

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Compositores: Cláudio Russo, André Diniz e Altamiro
Intérpretes: Tem-Tem Sampaio e Pixulé

Rainha sim
No talento, na luta e na vocação
Há tantas mulheres por aí assim
Crias da favela, filhas do sertão
E lá vem a menina
Driblando a seca, em meio a poeira
Ganhando o mundo
Vencendo a sina
Lembrando de tudo para ser verdadeira

Em dois riachos ficou a saudade
À beira do rio se aventurou
Fintou a tristeza com habilidade
Com ar de nobre de cara pro gol

Da neve o lume da estrela
À dignidade de uma heroína
O maior exemplo de dona Teresa
Traduz sentimento em cada retina
Empoderamento, coisa de alma feminina
Eu sei que o preconceito vem de todo lado
Aquelas que usam batom no gramado
Carregam a pátria além da chuteira
Também sei
Que a sua luta é a nossa bandeira
Em cada segundo mostrando pro mundo
A força que tem a mulher brasileira

É a Marta, é a deusa
A defesa aos seus pés
É bola de ouro, é gente da gente
O brilho inocente da camisa 10