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O adeus a Andrade Chefia, o maior divulgador da história das escolas de samba

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21735064 AA09 4CB1 88D5 941BA3EE03F6O mundo do samba ficou mais triste nesta terça-feira, 12. Morreu o divulgador Andrade Chefia, a grande voz da Unidos da Tijuca. Chefia marcou época nas rádios em um período anterior à internet divulgando o maior espetáculo da terra. Escola do coração do sambista, a Unidos da Tijuca emitiu uma nota de pesar.

“É com profunda tristeza que a Unidos da Tijuca lamenta o falecimento na madrugada desta terça-feira, aos 86 anos, do baluarte Alexandre Ferreira de Andrade, o Andrade Chefia. Conhecido como a voz do Morro do Borel, Chefia prestou seus serviços durante mais de 60 anos à escola como locutor e divulgador oficial da agremiação. Como divulgador, teve papel de destaque no cenário carnavalesco, levando a Unidos da Tijuca para a mídia, principalmente para o rádio, na época, o mais importante meio de divulgação do samba. Há dois anos, ele vinha lutando contra um câncer de próstata.  Ele deixa cinco filhos, cinco netos e quatro bisnetos. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento”.

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Cante com a Vila Isabel: samba-enredo para o Carnaval 2020

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O site CARNAVALESCO segue a série de vídeos ‘Cante com a escola’. A 12ª escola é a Vila Isabel A escola apresentará em 2020 o enredo “Gigante pela própria natureza: Jaçanã e um índio chamado Brasil”.

Ouça aqui o samba-enredo da Vila Isabel para 2020

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A proposta dessa nova série do site é trazer o samba-enredo com os componentes cantando, sem percussão e cordas, apenas no gogó e palma da mão. É a hora de conhecer a obra da Vila Isabel (compositores: Cláudio Russo, Chico Alves e Julio Alves). Veja no vídeo abaixo.

Prefeito Marcelo Crivella nega subvenção para escolas da Série A

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    Péssima notícias para todas escolas que desfilam pela Série A, na sexta-feira e sábado de carnaval, na Marquês de Sapucaí. Em entrevista exclusiva para o jornal O Dia, o presidente da Riotur, Marcelo Alves, revelou que o prefeito negou a possibilidade de dar subvenção para o Carnaval 2020.

    “Não vai haver recurso público para os desfiles na Sapucaí, o prefeito já foi categórico. Mas estamos apresentando a ideia para algumas marcas e buscando apoio para a Série A. Até o momento, não houve nenhum sinal verde”, afirmou Marcelo Alves, presidente da Riotur, em entrevista exclusiva para O Dia.

    O presidente da Lierj, Wallace Palhares, ainda espera que o prefeito mude de ideia e se sensibilize com a situação caótica das escolas da Série A.

    Renascer de Jacarepaguá: conheça o samba-enredo para o Carnaval 2020

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    Compositores: Cláudio Russo, Moacyr Luz e Diego Nicolau
    Intérprete: Leonardo Bessa

    Rezadeira, dá licença mãe senhora
    Esta dor que sinto agora
    Não me deixa outra saída
    Dói no peito, a inspiração perdida
    Num pedido que implora pelo santo amor à vida
    Eu tô pra baixo, mais caído que espinhela
    Requenguela sem um facho de razão
    Já mandei fechar a porta e a tramela
    E pus cancela no meu coração
    Pro mau olhado, só um galho de arruda
    Peço ajuda à folha de manjericão
    Oh minha santa benzedeira me acuda
    “Ocê” me cuida e me dá proteção

    Aroeira, senhor, aroeira
    Sentada à mesa, mãe da brandura
    Aroeira, senhor, aroeira
    É vela acesa, copo d’água e reza pura

    Rogo a ti toda a graça da bondade
    Faz surgir anjos da dignidade
    Para o combate do espinho com a flor

    Oh preta velha, meu Brasil quer tua cura
    Pra tirar a amargura deste povo sofredor

    Benza Deus, meu caminhar
    Joga no mar toda feitiçaria
    Sou Renascer de Jacarepaguá
    Em nome do pai e da Virgem Maria

    ‘Samba Didático’: Salgueiro exalta o protagonismo negro

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    Por Diogo Sampaio

    Ator, escritor, diretor, produtor dançarino, compositor, cantor, palhaço e negro. Nascido no ano de 1870, em Cidade do Pará, nas Minas Gerais, Benjamim de Oliveira já veio ao mundo livre. Filho do capataz da fazenda, que capturava escravos fugidos na mata, e da negra cativa, que servia e fazia companhia aos senhores e senhoras da casa grande. Com apenas doze anos, atraído pelo fascínio e magia do circo, o Moleque Beijo, apelido dado pelo pai, fugiu de casa e partiu em viagem junto a caravana da trupe Sotero.

    Tendo seu destino escrito nas estrelas de um céu de lona, Benjamim galgou seu espaço no picadeiro, conquistou plateias e teve seu talento reconhecido. Até o presidente da recém-criada República o aplaudiu. E mesmo com a cara pintada de branco, fez história ao tornar-se o primeiro palhaço negro do Brasil.

    O Salgueiro, pioneiro como Benjamim, dono de uma vasta galeria de enredos com protagonismo negro, reafirma suas raízes e traz, para o carnaval de 2020, o Moleque Beijo para a Sapucaí. “O Rei Negro do Picadeiro” é o terceiro trabalho consecutivo do carnavalesco Alex de Souza na Academia do Samba, e terá como trilha-sonora o samba assinado por Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga do Salgueiro, Getúlio Coelho, Ricardo Neves e Francisco Aquino.

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    O site CARNAVALESCO dando continuidade à série de reportagens intitulada “Samba Didático” entrevistou os compositores Fred Camacho e Marcelo Motta, além do diretor cultural Eduardo Pinto, para saber mais sobre os significados e as representações por trás de alguns versos e expressões presentes no samba salgueirense. Confira abaixo, a análise feita pelos entrevistados de alguns versos e trechos do samba:

    ‘Na corda bamba da vida me criei’

    “Com pano de fundo da vida do Benjamim utilizamos a todo momento palavras do cotidiano circense. Nesse momento do samba, falamos da infância dele, vivida sempre em situações de incerteza e esperança, a corda bamba da vida”, explicou o compositor Marcelo Motta.

    “O Benjamim de Oliveira é um personagem brasileiro que nasce no período da escravidão. Apesar de já ser livre, é criado naquele contexto e consegue chegar onde ele chegou. Não foi fácil, e ‘na corda bamba da vida me criei’ se refere a essa trajetória de vida do próprio Benjamim”, defendeu Eduardo Pinto.

    ‘Mas qual o negro não sonhou com liberdade?’

    “Na corda bamba da vida, na corda bamba do circo, ele se criou apesar de todas as dificuldades. Mas qual o negro não sonhou com liberdade? Muita gente se identificaria com isso no século passado, ou no século retrasado, com toda essa dificuldade de se aventurar no mundo artístico, que até hoje ainda existe. E o Benjamim foi um desbravador para a negritude nessa área”, pontuou o compositor Fred Camacho.

    “Esse verso representa, dentro da história do Benjamim, a vontade por uma liberdade. Não aquela fake que a gente aprendeu nos livros da escola, mas uma liberdade total. E o Benjamim consegue essa liberdade através da arte circense. É possível também fazer um paralelo com os dias atuais: desse negro que, até hoje, não tem seu espaço, não tem o seu protagonismo, principalmente na arte. Então, podemos dizer que esse verso faz uma ponte, entre aquele momento do Benjamim, até o momento atual que a gente vive”, destacou o diretor cultural salgueirense.

    ‘Mambembe Moleque’

    “Os compositores colocam nesse verso o Benjamim ainda criança, adjetivam essa situação com o ‘mambembe’, que é aquele que não gosta de ficar parado, que gosta de estar sempre mudando, sempre viajando, e volta a história do Benjamim: Que sempre pulou de galho em galho, passando de um circo para o outro, até chegar e se estabelecer”, ressaltou Eduardo Pinto.

    O compositor Marcelo Motta revelou uma curiosidade: “O ‘moleque’, que finaliza o verso, emenda com o próximo que inicia com ‘Beijo’. Neste caso o verso acaba por ilustrar o apelido de Benjamim, dado por seu pai, de ‘Moleque Beijo’”.

    ‘Beijo o picadeiro da ilusão’

    “O ‘picadeiro da ilusão’ representa o Benjamim cheio de sonhos no circo, olhando para aquele palco e, trabalhando com o imaginário, fazendo em sua cabeça a imagem dele próprio dando os seus saltos para o mundo”, declarou Camacho.

    “Além da brincadeira e da junção com o ‘moleque’ do verso anterior, é também uma reverência a essa arte, que vai fazer o Benjamim se tornar uma pessoa conhecida e de talento. É como se ele beijasse realmente o picadeiro, que é esse local onde ele vai se projetar. E a ‘ilusão’ é aquela que o Benjamim tinha de conseguir chegar aonde ele gostaria, mas também a do circo, da coisa feliz, da alegria”, disse Pinto.

    ‘Fazer sorrir quando a tinta insiste em manchar’

    “A lição maior desse nobre palhaço é a de que, mesmo com a alma triste, seu oficio era refletir no sorriso o bem à sua plateia. Mesmo se a lágrima insiste em manchar, ele estar pronto para fazer sorrir”, frisou Motta.

    Já seu parceiro de samba, o compositor Fred Camacho, destacou: “O artista quando pisa no palco, ele tem que fazer sorrir, ele tem que emocionar, ele tem que encantar. Seja ele palhaço, cantor ou ator. Então, com esse verso, a gente explica bem isso. Você pode estar em um momento de tristeza, mas quando você sobe no palco, tem de incorporar um personagem, pedir a Deus aquela luz teatral, e trazer a sua verdade enquanto artista, para fazer os outros se emocionarem”.

    ‘O rosto retinto exposto’

    Sobre esse verso, o pesquisador Eduardo Pinto explicou: “O rosto retinto, o rosto negro, exposto depois da tinta manchar, em uma referência ao verso anterior (‘Fazer sorrir quando a tinta insiste em manchar’), que é quando ele se expõe como pessoa. O que tem uma consequência a partir dos outros versos: ‘reflete no espelho/na cara da gente um nariz vermelho/num circo sem lona, sem rumo, sem par’. Quer dizer, ele se vendo no espelho, depois da tinta escorrida, se enxerga como um brasileiro refletido no espelho. E a partir daí, faz-se uma crítica aos problemas atuais: um país onde não temos rumo, nem esperança e que o povo fica em segundo plano”.

    O compositor Fred Camacho ainda complementou: “Quando o artista acaba a apresentação, ele vai para o camarim e lá ele tira a maquiagem. No caso do Benjamim de Oliveira, era hora que ele via, frente ao espelho, o rosto negro dele, retinto, exposto. E como diz o verso seguinte, ‘na cara da gente um nariz vermelho’, ou seja, ele vê que é mais um palhaço nesse circo sem lona. Ele é mais um brasileiro que está em meio a turbulências, vindas de todos os lados”.

    ‘Há esperança entre sinais e trampolins’

    “Percebemos que atualmente existem vários pequenos artistas que preferem, através da arte, ganhar a vida nos semáforos das grandes cidades. Seriam Benjamins do mundo atual? Estão lá, entre o triste palco das ruas e a esperança do reconhecimento”, ponderou Marcelo Motta.

    “Nesse verso, fazemos uma alusão ao João Bosco, que fez uma música chamada ‘Malabaristas do sinal vermelho’. Toda vez que a gente passa em um sinal de trânsito, um semáforo, é possível ver artistas, malabaristas… E a gente se espelhou nisso: de ver os jovens que já tem aptidão para o circo”, completou Fred Camacho.

    ‘E a certeza que milhões de Benjamins’

    “Esse verso precisa da sequência ‘Estão no palco sob as luzes da ribalta’ para entendermos que cada vez que um artista negro sobe ao palco e ganha as luzes da ribalta, vemos ali o legado de Benjamim”, apontou Motta.

    “Nesse verso, nós estamos dizendo que todos esses jovens que tem essa aptidão, esse dom para o circo e a atividade circense, são Benjamins também. São frutos do que ele cultivou e plantou lá atrás”, afirmou Camacho.

    ‘Salta menino!’

    “O ‘salta menino’ eu vejo como o Benjamim dizendo para os jovens, que estão aí aprendendo a arte do circo, que estão na batalha como ele esteve a vida toda: ‘Vai lá, menino! Salta! Corre atrás. Não desiste, como eu não desisti’. É uma forma de incentivo, do Benjamim, com essa juventude que hoje tenta um lugar ao sol”, avaliou Pinto.

    “O enredo nos faz perceber que em cada etapa da vida de Benjamim, foi necessário um salto, sempre pra frente, ainda que fugindo de quem o oprimisse. Foram vários saltos. E hoje, o nosso grande artista, do alto de sua majestade, brada em incentivo aos novos Benjamins: Salta, menino!”, relatou Motta.

    ‘Sorrir é resistir!’

    “’Sorrir é resistir’ é uma frase muito falada na sinopse. Ela sintetiza grande parte do enredo. Temos de manter nossos sorrisos, porque eles são demonstração de força também. O sorriso mostra alegria, positividade, mas também que nos mantemos de pé”, argumentou Camacho.

    “É uma chamada para os dias atuais, em que a arte está sendo massacrada e perseguida. Então, dentro da arte circense, da arte do palhaço, sorrir é uma forma de resistência. É uma visão contemporânea, uma visão atual, dos tempos que a gente está vivendo”, salientou o diretor cultural do Salgueiro.

    “Um grito de resistência em favor do sorriso, que mesmo quando a arte não encontra parceria, um sorriso encorajador pode ser uma eficiente arma contra a opressão e o descaso”, completou Motta.

    ‘Aqui o negro não sai de cartaz/ Se entregar, jamais!’

    “O verso mais emblemático desse samba. Apesar das adversidades que tem a vida, a gente não pode nunca deixar de sonhar, de tentar realizar nossos sonhos. ‘Aqui o negro não saí de cartaz’, é uma frase em que nós, compositores, fomos muito felizes. Trazemos o Salgueiro com uma das suas grandes identidades: a de uma escola que sempre homenageou a negritude. Seja ‘Chico-Rei’, ‘Xica da Silva’, ‘Quilombo dos Palmares’, tanta história e enredo bonito, exaltando o negro, o Salgueiro fez. Esse trecho do samba é uma exaltação a raça negra e uma reafirmação de que o Salgueiro vai falar de negritude sempre”, relatou Fred Camacho.

    “O Salgueiro é notoriamente conhecido por dar rosto, voz e significado à grandes personagens negros importantes para a história desse país. Nada mais justo que dizer que na Academia do Samba, eles sempre estarão em cartaz. Podem tentar diminuir a relevância da arte, do negro, mas nós jamais nos curvaremos”, ressaltou Marcelo Motta.

    “Em 2020, mais uma vez, fazemos um enredo onde o negro é o protagonista. ‘Se entregar jamais’ é outro brado desse samba para os tempos atuais, mostrando esse lugar que o negro hoje ainda não ocupou, de protagonista nas artes, e que a proposta é de sempre lutar, como Benjamim sempre lutou”, finalizou Eduardo.

    Mensagem final do samba

    Ainda durante o bate-papo com a reportagem do site CARNAVALESCO, os compositores Marcelo Motta e Fred Camacho falaram sobre qual a mensagem que a parceria quis deixar através da obra composta para o Salgueiro em 2020:

    “Nosso samba vem exaltar a história e a vida de um verdadeiro herói. O maior pioneiro negro da comédia em nosso país. Celebrando assim, ao mesmo tempo, a importância da cultura, da liberdade e da arte, que precisa ser valorizada, pois ela muda vidas. Assim como a do nosso Benjamim”, afirmou Motta.

    Mais sucinto, Camacho respondeu de forma direta: ‘Uma mensagem de otimismo, superação e de resistência”.

    Salgueiro 2020

    Na busca pelo seu décimo campeonato, o Salgueiro levará para Marquês de Sapucaí o enredo “O Rei Negro do Picadeiro”, do carnavalesco Alex de Souza. A vermelha e branca da Tijuca será a terceira escola a passar pela Avenida, na segunda-feira de carnaval.

    Imperatriz contrata cantor Preto Jóia para fazer dupla com Arthur Franco

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    preto

    Na tarde desta segunda-feira o presidente da Imperatriz Leopoldinense, Luiz Pacheco Drumond, acertou o retorno de Preto Jóia ao carro de som da verde e branco.

    O cantor fará dupla com o intérprete Arthur Franco no desfile de 2020, quando a escola reeditará o samba-enredo “Só dá Lalá”, que deu o bicampeonato gresilense em 1981.

    Liesa recebe mais de 300 pedidos de reservas de camarotes e abre comercialização das frisas

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      sambodromo

      A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) recebeu no dia 31 de outubro de 2019 mais de 300 pedidos de reservas de Camarotes para os desfiles do Carnaval Rio 2020 e a relação dos contemplados já está disponível pelo telefone (21) 3190-2100. Quem não foi contemplado no setor desejado ou porventura perdeu a data para enviar seu pedido, poderá contatar a partir do dia 14 de novembro, diretamente com a Central Liesa de Atendimento pelo telefone: (21) 3190-2100.

      FRISAS

      A Liesa receberá, dia 14 de novembro (quinta-feira), os pedidos de reservas de frisas para os desfiles do Grupo Especial do Carnaval 2020. As apresentações acontecerão no Sambódromo, domingo de Carnaval, 23/02/2020; segunda-feira, 24/02/2020; e no Sábado das Campeãs, 29/02/2020.

      Os interessados deverão encaminhar seus pedidos através do site www.reservaliesa.com.br – O horário de recebimento é de 9h às 13h. O atendimento se dará pela ordem cronológica da chegada dos pedidos (intercalados entre os dois sistemas de recebimento, internet e Fax 21-3032-0099) conforme o Termo de Compromisso assinado com o Ministério Público do Rio de Janeiro, de acordo com o limite de capacidade de cada Setor da Avenida dos Desfiles.

      Quem tiver a reserva confirmada dia 29 de novembro deverá efetuar o pagamento, à vista, nos dias 4, 5 e 6 de dezembro, na Central LIESA de Atendimento (Rua da Alfândega, nº 25 – lojas B / C), no horário bancário.

      Para o Carnaval de 2020, assim como em 2019, as frisas de quatro lugares do Setor 13, além das filas A e B, também serão disponibilizadas as fileiras C, D, E, F e G. Com isso não haverá mais Cadeiras Individuais no Setor 13.

      ARQUIBANCADAS ESPECIAIS E CADEIRAS INDIVIDUAIS DO SETOR 12

      Venda via CARTÃO DE CRÉDITO – Previsão 2ª quinzena de novembro.

      Venda por TELEFONE/presencial – Previsão 1ª quinzena de fevereiro.

      Beija-Flor assumiu parte de dívida da Mocidade com Louzada, revela carnavalesco

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        O carnavalesco Alexandre Louzada, hoje na Beija-Flor, revelou em uma mesa de debates promovida pelo Observatório de Carnaval da UFRJ (OBCAR), que a azul e branca nilopolitana assumiu um terço da dívida que a Mocidade tem com ele depois de sua última passagem na agremiação. Em um depoimento duro e sincero, Louzada falou que a maioria das escolas são mal geridas e elogiou sua atual escola nesse aspecto. (Fotos de Amanda Alves)

        “As escolas passaram a existir como empresas. E tem aquelas que são bem ou mal administradas. O Carnaval não está em crise por responsabilidade dos artistas. O projeto administrativo que deu errado. Hoje estou em uma escola que prima pela organização administrativa. Uma agremiação que honra R$ 4 milhões de folha de pagamento independente de patrocínio, subvenção. Quando acertei com a Beija-Flor, Anísio se comprometeu com um terço da dívida que eles têm comigo. A parte do combinado era essa. A torcida da Mocidade é exigente, reclama muito, mas muita gente não sabe o que se passa ali dentro. Eu jamais desisti, pois eu tenho um nome no carnaval”, criticou.

        O ciclo de debates promovido pelo OBCAR recebeu outros carnavalescos que falaram sobre o empreendedorismo na festa mais popular do planeta. João Vítor Araújo, atualmente no Paraíso do Tuiuti, relembrou seus tempos de Rocinha e também deu um forte relato sobre a gestão da escola.

        jorge joao

        “Quando fechei com a Rocinha em 2017, muitas pessoas me falavam que eu não conseguiria, não por mim mas pela situação da escola. Fazer aquele carnaval foi a minha reinvenção, minha transformação. Era um recomeço, recebi pouco. Tinha acabado de fazer a Portela com o Paulo Barros. Tínhamos R$ 1,4 milhão para fazer o carnaval. Eu mesmo tracei um orçamento com a metade desse valor. Isso fez com que eu conseguisse. Na reta final do desfile eu estava sem receber. Terminou o carnaval eu recusei a renovação mesmo com a promessa de pagamento. Eu não sou sozinho, existe uma equipe”, disse.

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        Também convidado a participar do debate, Jorge Silveira da São Clemente usou a sua fala para fazer críticas à Liesa. Na opinião de Jorge, a entidade máxima do carnaval ignora os carnavalescos e os artistas que fazem a festa ficam distantes do poder de decisão.

        “Os carnavalescos têm uma relação muito distanciada das decisões do carnaval. A gente não tem oportunidade de ir na Liesa debater os desfiles. As cabeças que criam o carnaval precisam conversar com aquelas que decidem. E só fomos chamados para debater iluminação. Uma falsa democracia. Fomos apenas comunicados de uma possibilidade. De concreto nada aconteceu”, reclama.

        ‘Eu devo muito a Acadêmicos do Tatuapé’, diz Leci Brandão

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        Conceituada e exemplo de sambista, Leci Brandão não esconde carinho especial com a Acadêmicos do Tatuapé. Durante a gravação do Clipe para o carnaval de 2020, ela fez questão de comparecer e cantou o samba-enredo ao lado do intérprete oficial, Celsinho Mody.

        Momentos antes da gravação, Leci comentou que não teve tempo para decorar o samba todo pelos problemas pessoais que passou recentemente, mas garantiu esforço máximo. Durante o breve discurso da cantora, componentes se emocionaram, revelando a importância e respeito com a cantora.

        Ao site CARNAVALESCO, Leci Brandão comentou sobre a forte ligação com a escola e recordou a época no grupo de acesso.

        “A Tatuapé foi a primeira escola do Brasil a fazer uma homenagem pra mim, minha família desfilou, a Tatuapé na época ainda estava no acesso, e isso foi em 2012. Ela ficou em segundo lugar, trouxemos a escola pro especial e a partir daí foi só alegria”.

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        A artista também revela o carinho que tem com a comunidade.

        “Eu devo muito a Acadêmicos do Tatuapé, desde o presidente até os componentes que me pedem bênção. Sempre digo pra Deus abençoar o Mestre Higor e à toda comunidade, peço benção as baianas e velha-guarda. Eu devo muito a essa gente toda”.

        No dia 26 de julho, a mãe da cantora Leci Brandão faleceu aos 96 anos, vítima de problemas cardiorrespiratórios. A cantora não esconde a dor, em toda trajetória dentro da música sempre destacou sentimento, inclusive em forma de canção, como; “Eu sou a filha da Dona Lecy” e “As coisas que mamãe me ensinou”. Leci demonstra força ao comentar e assegura que mãe continua protegendo.

        “A gente sabe que não é fácil, pouco a pouco nós vamos melhorando, mas a Dona Lecy está lá de cima olhando por nós”.

        A Acadêmicos do Tatuapé traz pra avenida o enredo: “”O ponteio da viola encanta… Sou fruto da terra, raiz desse chão… Canto Atibaia do meu coração”, sobre a cidade de Atibaia”, desenvolvido pelo carnavalesco Wagner Santos. A escola será a quinta a desfilar no Sambódromo do Anhembi na sexta-feira.