Início Site Página 1693

Carnaval do Rio segue sem soluções concretas após audiência na Câmara com ausência de Crivella

    0

    audiencia4

    A Comissão de Carnaval da Câmara dos Vereadores tentou, mais uma vez, convocou órgãos e abriu audiência pública no salão nobre da Câmara Municipal, mas de novo nenhuma solução concreta foi apresentada para uma dezena de dificuldades apresentadas por foliões, presidentes de ligas de escolas de samba e blocos, representantes de agremiações, pesquisadores do tema e amantes do carnaval.

    Na mesa da audiência estavam presentes dois representantes da Riotur: Marcelo Veríssimo, diretor de operações, e Val Coelho, gestora de blocos. Também estavam presentes na direção do debate o presidente da comissão, o vereador Tarcísio Motta e o deputado estadual, Eliomar Coelho, presidente da Comissão de Cultura da Alerj. O prefeito Marcelo Crivella não compareceu e o gabinete do chefe do executivo municipal nem ao menos respondeu o convite para o debate, segundo Tarcísio Motta.

    audiencia3

    Depois de mais de três horas de reunião, a comissão conseguiu apenas o compromisso da realização de mais uma reunião com a Riotur dessa vez na sede do empresa, além da criação de um documento produzido pela entidade com respostas aos questionamentos realizados durante a audiência. O vereador Tarcísio Motta, que preside a Comissão há três anos, desde que foi criada, desabafou sobre a dificuldade de avanço do tema.

    “É o terceiro ano que eu presido essa comissão e é o terceiro ano que nós chegamos as vésperas do carnaval sem respostas para discutir o que está faltando. Isso não é responsabilidade dos funcionários de carreira, isso é uma responsabilidade política da prefeitura que continua a perseguir o carnaval carioca, que não faz entender as razões econômicas, mas mesmo que não gerasse um centavo para essa cidade, não é possível que não se entenda a história do carnaval, o carnaval como cultura, uma identidade. Porque a fosse só por isso, e não é, ainda sim nós teríamos que ter a essa altura um posicionamento da prefeitura. Essa audiência não deveria nem ter existido. A prefeitura já tinha que ter resolvido”.

    Presidentes de ligas questionam posições do executivo

    Durante a audiência foi aberta a fala para que os interessados pudessem expor seus pontos de vista sobre o problema e colocar questões para a mesa. O presidente da Liesa Jorge Castanheira mostrou preocupação em relação à situação do Sambódromo e questionou as posições tomadas pelo prefeito Marcelo Crivella.

    audiencia1

    “No carnaval passado, na sexta feira, às 16h30/17h foi que conseguimos liberar o Sambódromo da interdição, e é preocupante para o próximo ano. O objetivo nosso é que o Sambódromo esteja preparado como equipamento com antecedência para receber um belo carnaval. Isso não tem acontecido porque as escolas de samba de um tempo para cá tem sido asfixiadas pelo poder público. Nós sabemos que a prefeitura passa por problemas financeiros, mas não entendemos o prefeito negar recursos públicos para as escolas e depois gastar esses recursos com propaganda para falar mal do nosso evento, que é o maior evento do país, apresentando ideias de que o carnaval não dá lucro confrontando com dados da Fundação Getúlio Vargas que falam do sucesso financeiro da festa para a prefeitura”.

    Já o presidente da Lierj Wallace Palhares questionou o não pagamento de partes de verbas referentes a carnavais passados quando ainda havia o acordo de subvenção da prefeitura.

    audiencia2

    “A gente não entende porque ainda não foram depositados valores a respeito da subvenção do carnaval anterior que nós havíamos acertado tudo. São percentuais referentes a 2019 e 2018 prometidos que não chegaram. Nós propomos a questão dos portões abertos, nós abrimos mão da cobrança de ingresso. Fizemos a proposta e não obtivemos resposta. Pra gente fica muito claro que há uma proposta ideológica de acabar com o carnaval”.

    Sem conseguir dar uma resposta concreta para a maioria das questões apresentadas no debate, Marcelo Veríssimo apresentou posicionamentos da Riotur a respeito dos questionamentos realizados pelos presidentes da Liesa e Lierj.

    “Nós orientamos o presidente Wallace Palhares a conversar com a Liesa sobre essa possibilidade de gratuidade no desfile da Lierj, pois a Liesa é detentora do espaço por contrato e ninguém melhor que ela para orientar o presidente de como utilizar o espaço. Em relação a verba que ainda não saiu de anos anteriores, pendências de anos atrás que ainda não foram sanadas, porque a prestação de contas ainda não fechou. Ela (a prestação) foi para a Riotur, está sendo analisada e os presidentes da escolas de samba são chamados a Riotur, tem análise de documentos, então esse processo vai se arrastando mas vai ser concluído. Em relação ao Sambódromo já foi liberado o dinheiro pelo prefeito para o que ele chama de obras emergenciais. Serão 8 milhões para resolver os processos que nós temos com o Corpo de Bombeiros e o MP e isso será realizado pela Riourbe”.

    Sobre a subvenção, Marcelo se limitou a responder sobre a situação da Intendente Magalhães.

    “As escolas de samba da Intendente Magalhães vão ter um aumento de 100% em relação à verba do ano passado. Esse crédito está na parte administrativa do ministério da Fazenda e a qualquer hora vai sair. Mas ele virá sim”.

    O relatório da Comissão de Carnaval da Câmara de Vereadores vai ser apresentado no dia 2 de dezembro, Dia Nacional do Samba, com uma grande roda de samba nas escadarias do Palácio Pedro Ernesto, sede do legislativo municipal.

    Central Liesa recebe mais de 3300 pedidos de reservas de frisas para os desfiles do Grupo Especial

      0

      sambodromo 1024x617

      Faltam 100 dias para o Carnaval 2020 e os sambistas estão ansiosos pelos desfiles no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. A prova dessa ansiedade foi o grande número de pedidos de reservas de frisas. A Central Liesa de Vendas recebeu nesta quinta-feira mais de 3300 solicitações, número superior a média de 3 mil de anos anteriores. O mesmo aconteceu com os camarotes que tiveram um número de pedidos superior aos três últimos anos.

      Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Heron Schneider, responsável pela Central Liesa, falou sobre a reserva de frisas pela internet e acalmou quem não conseguiu solicitar, pois haverá novas oportunidades.

      “Foi muito bom o número de pedidos. Mais de 3300 solicitações de reservas. A média era de 3 mil. Pela nossa expertise sabemos que desses pedimos temos 20% que não concretizam o pagamento, que deverá ser feito nos dias 4, 5 e 6 de dezembro. Por isso, as pessoas não precisam ficar desesperadas. Não é para ninguém se afobar. A nossa previsão é que a partir de 10 de dezembro a gente comece a venda das frisas que vão sobrar diretamente na Central Liesa de Vendas (Rua da Alfândega, 25, no Centro do Rio)”, disse.

      Heron Schneider revelou que nos primeiros minutos o site para reserva das frisas teve um volume alto de acessos e passou por momentos instáveis.

      “A procura foi enorme. A partir das 9h tivemos mais de 100 mil acessos simultâneos e ficou intermitente até 9h39. Esse número é assustador no bom sentido. É o grande interesse do público pelos desfiles das escolas de samba. Atendemos aos pedidos de reservas até 13h15, indo 15 minutos além do tempo previsto. Também fiquei surpreso que ainda tivemos 800 pedidos via fax, que sempre foi a Geni do carnaval. No TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que temos com o Ministério Público precisamos ter a ordem cronológica dos pedidos e mesmo pela internet continuamos sabendo com exatidão a hora, minuto e segundo de cada pedido”, explicou o coordenador de Vendas da Liga.

      Heron Schneider espera concretizar a venda de todas frisas até o dia 10 de fevereiro. “Essa é a minha expectativa. Geralmente, poucas ficam para mais perto dos desfiles. Porém, o ideal agora é finalizar antes para que todas escolas possam receber o dinheiro e trabalhem com mais tranquilidade a receita para investir nos espetáculos. A safra de sambas para 2020 está muito bem avaliada e isso impulsiona a comercialização dos ingressos. As escolas, mesmo com todas dificuldades de recursos financeiros, estão projetando grandes desfiles e o carnaval é a válvula de escape da população”.

      Unidos de Bangu apresenta samba inspirado em obra de 2018

      0

      A Unidos de Bangu reuniu sua comunidade na noite desta quarta-feira no tradicional Cassino Bangu, coração da Zona Oeste, para apresentar o seu samba-enredo para o Carnaval 2020 e coroar sua nova rainha de bateria, Darlin Ferratry, mão da funkeira Lexa.

      bangu samba2020 11

      A intenção dos compositores do samba encomendado para o Carnaval 2020 foi desenvolver intencionalmente uma composição à imagem e semelhança da obra de 2018, que teve no refrão um dos maiores sucessos daquele carnaval, como conta Richard Valença, um dos compositores do samba, ao CARNAVALESCO.

      bangu samba2020 12

      “Fomos bem intencionais na linha de seguir a obra de 2018, chamo o refrão de pesado no bem sentido. Intenção é ser aquela coisa chiclete do afro. É um enredo que já passou várias vezes, por isso pensamos em criar uma linha cronológica com ele contando a história. É o nosso novo iabadiêiáiá”, conta.

      bangu samba2020 9

      Casal vai em busca de novo ‘gabarito’ depois de estreia espetacular

      Estrear na Sapucaí é uma tarefa árdua para qualquer profissional. Mas Anderson Abreu e Elisa Xavier tiraram de letra. A dupla conquistou os 30 pontos em 2019 pela Unidos de Bangu e agora busca a afirmação, como conta a porta-bandeira.

      bangu samba2020 1

      “O nosso lema é trabalho. Não paramos, não temos férias. O ritmo é intenso de coreografia, ensaio em cima de ensaio. Só dessa maneira um casal consegue seu objetivo na avenida. Estamos buscando nossa afirmação nesse segundo ano à frente do primeiro pavilhão da Unidos de Bangu”.

      bangu samba2020 8

      Anderson Abreu traça um pequeno histórico da parceria da dupla e lembra que apesar da estreia ter acontecido em 2019, eles já dançam juntos há muitos anos.

      bangu samba2020 7

      “Dançamos juntos desde bloco, passamos por todos os grupos da Intendente, Há dois anos fizemos um concurso para ser o segundo casal da Unidos de Bangu e graças a Deus no ano passado recebemos essa chance de estrear como primeiro na Sapucaí pela escola. Conseguimos a nota máxima e em 2020 almejamos claro a repetição. É uma honra defender as cores do pavilhão da escola de nosso bairro” .

      Mestre Léo e Igor Viana reeditam parceria

      O mundo dá voltas e colocou junto na mesma escola novamente mestre Léo Capoeira e o intérprete Igor Vianna. O ritmista contou ao CARNAVALESCO que a bateria não sofreu nenhuma mudança significativa, apesar dos problemas enfrentados na avenida em 2019.

      bangu samba2020 3

      “Estou indo para o meu terceiro desfile seguido aqui na escola, comemorando meus 10 anos como mestre. Não vamos mexer em muita coisa. Manter o mesmo andamento adotado em 2019, que é de 146 BPM (batidas por minuto). Não vi necessidade em mudanças profundas. Tive um problema com a roupa que no ano que vem se Deus quiser será tudo do jeito que Deus quiser. O Igor Viana é um grande parceiro, desde a época de Tradição. Facilita muito trabalhar com ele”, elogiou.

      bangu samba2020 5

      Igor Vianna fará sua estreia como cantor da Unidos de Bangu, a mais antiga agremiação da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Cantor da Alegria da Zona Sul entre 2016 e 2019, será a primeira vez que Igor defenderá um pavilhão na cosmopolita Zona Oeste.

      bangu samba2020 6

      “Quando o samba vem para o nosso lado a gente fica feliz. É um tema mais leve, o griô é um ser mítico africano, que tem a nossa história em sua essência. Aqui pela Zona Oeste digo que todas as agremiações recebem um carinho muito grande pelos moradores da região. Hoje tenho a oportunidade de ser a voz do mais antigo pavilhão da Zona Oeste. Estou com muita felicidade indo pra cima desse trabalho”, concluiu.

      bangu samba2020 13

      Estudo do enredo: Rocinha 2020

      0

      Rocinha: uma história de sonho, luta, fé e liberdade! Saravá Maria Conga!

      Nome do enredo: A guerreira negra que dominou dois mundos
      Nome do carnavalesco: Marcos Paulo

      A Acadêmicos da Rocinha irá apresentar no carnaval de 2020 um enredo baseado na história de Maria da Conceição, ou melhor, de Maria Conga: mulher negra africana, escravizada ainda na infância e que desembarcou do navio negreiro no Brasil onde escreveria sua história de luta pelo sonho da liberdade e da igualdade. Vendida, cativa, conviveu com o açoite e as agruras que marcavam a rotina dos milhões de escravos do Brasil colonial. Conquista a alforria, mas não se contenta: sua vida é lutar! Funda um Quilombo, na cidade de Magé, para proteger os refugiados. Desencarnou, mas foi consagrada no reino das almas. É a história desta preta velha benzedeira que irá embalar o desfile da Rocinha no próximo carnaval.

      Embora seja um enredo biográfico, o próprio texto da sinopse da escola evidencia já em sua introdução dois pontos fundamentais para a compreensão do desenvolvimento do enredo: 1) pretende, falando de sua homenageada, valorizar os heróis do Brasil Negro; 2) Maria Conga terá sua trajetória contada em dois mundos: o nosso, carnal e o espiritual.

      Trata-se de um enredo que, a partir de uma biografia, irá abordar não apenas as mazelas do violento e cruel passado escravocrata, mas sobretudo visa a valorização da história de resistência do Brasil negro através de personagens que merecem ser conhecidos e reconhecidos por sua trajetória. O sambódromo da Marquês de Sapucaí, nesse contexto, torna-se palco privilegiado pois, graças a relevância do carnaval carioca, os discursos e as narrativas ali produzidos ressoam. O caráter pedagógico das agremiações carnavalescas é, portanto, efetivo e não apenas um detalhe sugerido por intitularem-se “escolas”. Foi através do carnaval que algumas figuras importantes da história do país foram popularizadas, eternizadas pelos versos de sambas, alegorias e fantasias que ajudaram a contar suas trajetórias. Assim será em 2020 no Acadêmicos da Rocinha.

      Maria Conga foi, em 1988, reconhecida pelo poder público municipal como heroína da cidade de Magé. No centenário da Abolição veio o reconhecimento oficial. No plano espiritual, o reconhecimento à vovó, liderança da linha dos Pretos Velhos de Iemanjá, é anterior. A sinopse tem quatro subdivisões que possivelmente correspondem a forma pela qual o enredo será setorizado: “Festa para a princesa congolesa”; “O Destino e o batismo, Maria da Conceição”; “O Quilombo de Maria Conga, luta, resistência e acolhimento”; “Guiada por espíritos de luz ao reino das almas”.

      Na primeira seção a sinopse adota um tom descritivo e cria um cenário para contextualizar o nascimento da princesa de uma tribo congolesa, justamente a personagem do enredo. Cita-se um ambiente festivo de alegria e fartura sob a luz do luar. Segundo a tradição local, o nome da alteza não era escolhido, mas sim soprado pelo vento em uma noite de lua cheia sete anos após seu nascimento. É neste cenário ritual que chega o invasor e aprisiona os locais. Além de perder a liberdade, a condição de escravo também desumanizava aqueles que enfrentariam o mar bravio na degradante condição do negreiro, do Congo à Bahia. Assim chegou ao país a princesa menina, separada da família e agora mais uma entre os negros mercantilizados.

      O batismo cristão era uma obrigação, cabia aos senhores de escravos garantir que seus cativos recebessem o sacramento. É através desse batismo que a princesa receberá seu nome: Maria da Conceição. Aos 18 anos de idade, é vendida para um fazendeiro alemão e chega a cidade fluminense de Magé. Maria, nos diz a sinopse, é uma importante liderança entre os escravos e se caracterizava pela luta incessante pela liberdade mesmo em meio ao sofrimento inerente à condição de cativa. É na segunda seção da sinopse que é abordada sua alforria, no ano de 1854, mas isso não é o bastante: faltavam direitos e garantias aos alforriados. A alforria não vinha acompanhada de nenhuma opção que garantisse a subsistência dos ex-escravos.

      É neste ínterim que, Maria Conga, como preferia ser chamada, organiza sua resistência e luta por liberdade e constrói um espaço cujo objetivo era proteger e abrigar negros e negras alforriados e refugiados: um Quilombo. Existente até hoje, o Quilombo Maria Conga foi reconhecido como comunidade quilombola remanescente pela Fundação Palmares em 2007. Como outros territórios quilombolas do país, enfrentam hoje os desafios da garantia de seu território tradicional.

      Ali no Quilombo, em Magé, Maria Conga irá viver até o fim do século XIX quando, na parte final da sinopse, é guiada por espíritos de luz e graças a sua liderança, acolhimento e luta na terra é consagrada como liderança da linha dos pretos velhos de Iemanjá. Transforma-se em uma entidade. É assim que a sinopse se encerra, com a ascensão da guerreira ao plano espiritual onde sua doçura transforma-se em direcionamento e sua luta por liberdade converte-se em força nas batalhas por justiça e direitos. Eterniza-se livre, como sempre fora sua alma.

      Trata-se de uma sinopse objetiva, clara e de fácil leitura. O texto é construído de forma linear, recontando a biografia da personagem e, a partir dela, incorpora debates e
      questionamentos ainda hoje relevantes para a sociedade brasileira. Desejo à Acadêmicos
      da Rocinha um grande carnaval e que a luta incessante pela liberdade da princesa escravizada nos inspire a resistir aos tempos de obscurantismo e intolerância. Saravá Vó
      Benzedeira!

      Autor: Mauro Cordeiro de Oliveira Junior – [email protected]
      Doutorando em Antropologia – UFRJ
      Membro efetivo do OBCAR
      Leitor orientador: Max Fabiano Rodrigues de Oliveira
      Doutorando em História – UFRRJ
      Instagram: @observatoriodecarnaval_ufrj

      Crivella acerta com Bolsonaro e recebe verba para fazer obras do Sambódromo

        0

        sambodromo2

        O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, acertaram a criação de uma Força Tarefa entre os governos municipal e federal para apurar todas as demandas urgentes do carnaval, além de propostas para aumentar a força turística da festa.

        A Força Tarefa atuará em duas frentes: preparação do Sambódromo, com obras e intervenções necessárias para adequar o espaço ao projeto de segurança do Corpo de Bombeiros; e o desenvolvimento de um plano de segurança para o período de Carnaval.

        “Estive com o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, para tratarmos de assuntos do Carnaval e da segurança dos nossos foliões e turistas. Agradeço o apoio que temos recebido do Governo Federal, que nos garantiu uma festa ainda mais segura e com apoio estrutural necessário para que sejam dias de muita alegria para o povo”, comemorou Crivella.

        De acordo com o secretário municipal de Ordem Pública, Gutemberg Fonseca, que também esteve no encontro, são necessários R$ 8 milhões para as obras emergenciais no Sambódromo, que serão finalizadas até janeiro. Segundo ele, o plano de segurança vai cobrir todo o chamado “cinturão turístico”, com câmeras, inclusive de reconhecimento facial. Haverá agentes treinados na análise deste tipo de imagem, utilizando também as câmeras de ruas do Centro de Operações (COR-Rio) e da CET-Rio.

        Além disso, guardas municipais serão treinados com um tipo específico de abordagem para prestar serviço a foliões e turistas. E também para inibir e reprimir ações criminosas nas ruas do Rio de Janeiro.

        Além disso, guardas municipais serão treinados com um tipo específico de abordagem para prestar serviço a foliões e turistas. E também para inibir e reprimir ações criminosas nas ruas do Rio de Janeiro.

        Ainda este mês, Crivella receberá o ministro no Rio para acertar os detalhes desta parceria e vistoriar o Sambódromo, além de outros pontos turísticos da cidade.

        Em debate sobre formação profissional, carnavalescos valorizam profissionais de Parintins: ‘competência e preço baixo’

          0

          semi obcar

          Ninguém duvida que o festival folclórico de Parintins mudou a história do carnaval. Com um know-how exclusivo para movimentar alegorias, eles trouxeram nova roupagem ao maior espetáculo da terra. Tanto que carnavalescos do Grupo Especial enalteceram a técnica e o comprometimento dos artistas amazonenses em debate promovido pelo Observatório de Carnaval da UFRJ (OBCAR). (Fotos: Amanda Alves)

          O carnavalesco Jack Vasconcelos, da Mocidade, foi interpelado sobre o motivo dos profissionais de Parintins realizarem mais trabalhos em detrimento de pintores de arte e escultores do próprio Rio de Janeiro. Categórico, Jack respondeu que eles oferecem um pacote completo e um serviço de excelência.

          “Essa é uma questão muito interessante. Não há menosprezo a qualquer tipo de profissional. Mas o fato é que o pessoal de Parintins possui uma organização impressionante. Quando chegam ao Rio oferecem um pacote completo aos dirigentes e o processo sai todo muito mais barato. Eles realizam todas as etapas, não são só os movimentos. No momento de crise que vivemos? Ora, que dirigente não busca economia aliado a um bom trabalho artístico?”, defendeu.

          Alex de Souza, do Salgueiro, tocou em pontos sensíveis da mão-de-obra artística que os barracões necessitam na hora da construção do carnaval. O experiente artista pediu que as agremiações busquem formar profissionais e busquem receitas para deixar de depender de subvenção pública.

          “A escola de samba precisa cumprir a sua função de escola. Os profissionais deveriam ser formados por elas próprias. O que as escolas produzem para fazer dinheiro e não depender de terceiros? Cursos no estilo do Senac deveriam existir dentro das agremiações. O carnavalesco é uma formiguinha nessa engrenagem. Tenho uma equipe reduzida pois se não houver recursos eu mesmo pago a eles. Não acho certo chamar pessoas para trabalharem comigo e não receberem. A formação da equipe precisa contar com pessoas que estejam de fato com você”, alertou.

          semi obcar2

          Outro experiente artista da festa que participou da conversa foi Cahê Rodrigues. Atualmente na União da Ilha, foi pelas mãos de Cahê que Leandro Vieira recebeu sua primeira oportunidade no carnaval. Cahê ressalta que além da formação acadêmica, seja ela qual for, é de suma importância dar oportunidades aos novos talentos.

          “Quando vejo o Leandro campeoníssimo me lembro dele batendo lá na Portela em 2005. Sempre foi um grande talento. Isso é muito bacana. Não é porque o Cahê foi um grande mestre ou professor. Eu apenas dei uma oportunidade. Como me deram há 20 anos atrás. A oportunidade é fundamental. Fazer carnaval é amar e estar preparado para tudo isso. Uma hora você está na Cidade do Samba. Outra você tá fazendo desfile em um barracão sem a mínima condição”, alertou.

          Morre David do Pandeiro, integrante da Velha Guarda da Portela

          0

          david2

          A Portela está de luto. Morreu, na madrugada desta quarta-feira, aos 85 anos, David do Pandeiro, integrante da Velha Guarda Show e baluarte da escola. Lutando contra um câncer na próstata há três anos, o sambista passou mal em casa no último domingo e foi levado para a UPA de Manguinhos. Em seguida, por conta de um quadro de anemia, foi transferido para a Coordenação de Emergência Regional (CER) Ilha. A causa da morte foi uma parada cardíaca. O horário e o local do enterro ainda estão sendo definidos pela família.

          Carioca de Bento Ribeiro, David do Pandeiro teve destacada trajetória no mundo do samba a partir da década de 1950 como músico e compositor. Fez parte das escolas Paz e Amor e Acadêmicos de Bento Ribeiro (ambas extintas). Tempos depois, foi para a União de Jacarepaguá e para a Mangueira, onde ficou três anos.

          Entre 1961 e 1963, militou no Império Serrano, onde venceu a disputa de samba-enredo em 1961 e 1962. Ainda na década de 1960, integrou o lendário grupo Mensageiros do Samba, ao lado de Candeia, Casquinha (de quem era primo), Arlindão e outros bambas. Na ocasião, a convite do patrono Natal, passou a desfilar na Portela. No início da década de 1970, teve a canção “Vai, saudade”, feita em parceria com Candeia, gravada por Clementina de Jesus.

          Após uma pequena passagem pela Imperatriz, chegou a se afastar do meio musical, até o início da década de 1990, quando passou a fazer parte da Velha Guarda Show da Portela, ocupando o lugar deixado por Alberto Lonato, que havia se afastado por problemas de saúde. Trabalhou, ainda, como músico, com Carlos Machado e Walter Pinto, eternos reis da noite carioca, e as cantoras Carmen Costa e Elizeth Cardoso. Foi também policial militar.

          Nos anos 2000, viveu outro grande momento na carreira com a Velha Guarda da Portela, por conta do lançamento do disco “Tudo Azul” e da turnê com a cantora Marisa Monte. Viajou por diversos países e se apresentou em algumas das principais casas de espetáculos do Rio e do Brasil.

          Além de brilhar em filmes como “O Mistério do Samba”, David do Pandeiro ganhou um verbete especial no livro “A Velha Guarda da Portela”, de Carlos Monte e João Baptista Vargens. Foi também homenageado pelo Departamento Cultural da Portela no projeto Portela de Asas Abertas, em 2017, e com a gravação de um depoimento para o acerto da escola.

          Por conta da doença, David andava um pouco afastado das atividades na Portela. No entanto, sempre que melhorava, fazia questão de participar das feijoadas. Ele deixa mulher, dona Nilza, dois filhos e muitos netos.

          O presidente Luis Carlos Magalhães e toda a diretoria da Portela lamentam profundamente a morte de David do Pandeiro e se solidarizam com seus familiares e amigos neste momento de luto.

          Iza: ‘Imperatriz faz parte da minha vida’

          0

          iza

          A Imperatriz Leopoldinense faz no domingo a festa de coroação da cantora Iza como nova rainha de bateria para o Carnaval 2020. Ela substitui Flávia Lyra. Uma das estrelas da música, Iza está empolgada com a missão e cheia de elogios para escola de Ramos.

          “Eu nunca fui rainha e acho que vai ser muito legal, ainda mais da Imperatriz, que faz parte da minha vida. Estou me sentindo muito realizada e vitoriosa de estar fazendo parte da escola”, disse a cantora para revista Quem.

          Cante com a Estácio: samba-enredo para o Carnaval 2020

          1

          O site CARNAVALESCO segue a série de vídeos ‘Cante com a escola’. A 13ª escola é a Estácio de Sá. A escola apresentará em 2020 o enredo “Pedra”.

          Ouça aqui o samba-enredo da Estácio para 2020

          A proposta dessa nova série do site é trazer o samba-enredo com os componentes cantando, sem percussão e cordas, apenas no gogó e palma da mão. É a hora de conhecer a obra da Estácio (compositores: Edson Marinho, Jorge Xavier, Júlio Alves, Jailton Russo, Ivan Ribeiro e Dudu Miller). Veja no vídeo abaixo.

          Ouça os sambas-enredo do Grupo Especial de São Paulo para o Carnaval 2020

          0

          capa cd sp2020

          A Liga-SP divulgou os sambas do Grupo Especial de São Paulo para o Carnaval 2020 já na versão do CD oficial. O lançamento do disco será no dia 7 de dezembro, na Fábrica do Samba. Clique abaixo no nome de cada escola para ouvir.

          MANCHA VERDE

          DRAGÕES DA REAL

          ROSAS DE OURO

          VILA MARIA

          IMPÉRIO DE CASA VERDE

          ÁGUIA DE OURO

          TATUAPÉ

          MOCIDADE ALEGRE

          GAVIÕES DA FIEL

          X-9 PAULISTANA

          COLORADO DO BRÁS

          TOM MAIOR

          PÉROLA NEGRA

          BARROCA ZONA SUL