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Secretário de Cultura de Witzel diz: ‘Não vamos medir esforços para que tenhamos os ensaios técnicos’

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    O secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, Ruan Lira, voltou a cobrar do prefeito Marcelo Crivella mais apoio ao carnaval e às escolas de samba. Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO, Lira afirmou que o governo estadual vai buscar ajuda para viabilizar os ensaios técnicos, mas cobrou do prefeito também, já que é um evento gratuito.

    “Nosso governo não promete, ele faz. Essa é a diferença em relação às gestões anteriores. Não vamos medir esforços para que tenhamos os ensaios técnicos. É um evento democrático, popular. Se o prefeito diz que não investe em eventos pagos, o ensaio técnico é gratuito. Dois pesos e duas medidas? O governador Witzel vai abraçar o carnaval”, destacou.

    O secretário destacou ainda que a prefeitura deveria se sensibilizar com a questão dos barracões da Série A. Algumas escolas constroem seu carnaval em condições sub-humanas e insalubres. Ruan pediu a construção da Cidade do Samba 2.

    “A Cidade do Samba 2 é de suma importância. Vamos dar acesso maior às escolas que sobem, um espaço onde os turistas poderão frequentar. Precisamos viabilizar isso. A prefeitura precisa ter sensibilidade, para que possamos ter o carnaval e a cultura em outro patamar”, cobrou.

    Lira reiterou que a intenção do governo de Wilson Witzel é permanecer contribuindo com o carnaval. Entretanto ele não soube responder como se daria essa contribuição, depois que o governo estadual perdeu a queda de braço com a gestão Crivella pelo Sambódromo.

    “O governador investiu R$ 30 milhões em 2019 no carnaval, salvando a festa. Em cima disso nossa ideia é cada vez mais amplie esses investimentos. É um setor estratégico. A economia girou em torno de R$ 4,5 bilhões. A questão do Sambódromo é semelhante a todos os demais equipamentos culturais do estado. Queremos que o povo do Rio de Janeiro tenha acesso à cultura. As portas estão sempre abertas a conversas, negociações. O governo Witzel está à disposto a ajudar”.

    Faixa da União da Ilha terá conversa musical entre cordas e ritmo da Baterilha

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    A União da Ilha do Governador opta em 2020 por um samba diferente das características melódicas históricas da escola. Com uma obra mais trabalhada musicalmente, a agremiação gravou sua faixa para o CD do Grupo Especial no Carnaval 2020. Sob a batuta de Laíla, o arranjador Rafael Prates preparou um conversa musical entre os naipes da Baterilha e os instrumentos de harmonia de cordas.

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    “Trabalhamos a métrica da melodia, valorizando cada nuance da obra, um refrão marcante. Haverá uma surpresa nas divisões, seja na conversa entre as cordas e o ritmo. É um enredo sobre o dia a dia, favelas. Os cavaquinhos e violões conversam com as convenções rítmicas preparadas pelo Keko e o Marcelo”, explicou o músico em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO.

    Um dos mestre da Ilha, Keko, falou sobre as características do samba e disse ainda que a obra possui proximidade com a batida de caixa característica, executada historicamente pela bateria insulana.

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    “Temos um samba muito melódico, que nos permite muitas nuances rítmicas, bem adequadas à inconfundível batida de caixa da nossa escola. O Laíla nos deixou muito a vontade para exercemos a nossa criatividade. Trabalhar com ele como produtor não é a primeira vez, mas agora ele ainda é da nossa escola. É uma honra imensa”.

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    Quem também teceu elogios para Laíla foi o intérprete Ito Melodia. Trabalhando com o dirigente no CD há muitos anos, destacou que agora na mesma escola dele está realizando um de seus maiores sonhos no carnaval.

    “Eu acho que nosso samba está tomando um corpo impressionante, pode ser o melhor que já cantei. É uma linha melódica totalmente diferente daquelas que estamos acostumados a trabalhar. As pessoas podem esperar que faremos um belíssimo carnaval da nossa escola. Todo o mérito é do mestre Laíla, ao mesmo tempo que é fascinante, é difícil pois ele cobra muito e é muito profissional. Mas ele me deu todo o carinho. Estou realizando um sonho”.

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    Laíla complementou avaliando o samba da Ilha. Segundo um dos mais experientes sambistas da atualidade a obra precisa atender aos parâmetros de desfile da escola, possibilitando bom desempenho em harmonia e evolução.

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    “O samba da União foi pensado para tocar o coração do povo da favela. A gente possui muitas passagens belíssimas de letra. É o que eu falo nesses meus mais de 50 anos de carnaval, um bom samba é aquele que te permite um bom desfile dentro do aspecto do canto e da dança. Podem espera uma escola extremamente aguerrida na pista em 2020”.

    Acadêmicos do Cubango apresenta protótipos à diretoria da agremiação

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    Os carnavalescos da Cubango, Raphael Torres e Alexandre Rangel, reuniram a diretoria da agremiação e representantes dos principais segmentos para a apresentação dos protótipos das fantasias para o Carnaval de 2020.

    “A ideia é utilizar elementos que enriqueçam as fantasias e proporcionem um visual impactante”, conta Torres. A leveza do desfilante foi uma das preocupações dos carnavalescos. “Queremos que os componentes brinquem, se divirtam muito e, para isso, pensamos em fantasias confortáveis e leves para a alegria de todos”, explica Rangel.

    O presidente da agremiação, Rogério Belisário, ressalta a importância da comunidade para o sucesso do desfile.

    “Estamos trabalhando para apresentar um desfile inesquecível, mas não podemos esquecer que a nossa comunidade é parte fundamental do desfile. Foram eles que nos levaram até o vice campeonato e contamos com a dedicação e o compromisso de todos para fazermos um excelente desfile”, diz.

    Segundo o diretor de carnaval, Tavinho Novello, o barracão está a todo vapor.

    “Já iniciamos os trabalhos de ferragem, carpintaria, escultura e fibra, ou seja, várias frentes de trabalho foram abertas em prol do cumprimento do planejamento e de que esteja tudo pronto com antecedência para que no mês de fevereiro nós possamos apenas administrar os detalhes. Está tudo caminhando muito bem. O carnaval 2020 é um projeto grandioso, em que nós vamos colocar tudo que os carnavalescos idealizaram na Avenida. Paralelamente a isso, já finalizamos os protótipos e começamos a reprodução das fantasias. Posso garantir que a Acadêmicos do Cubango está com o cronograma em dia e a nossa comunidade pode esperar um belíssimo carnaval. E aproveito para convocar toda a comunidade para comparecer no próximo ensaio de rua, dia 08 de dezembro”, diz.

    Em 2020, o Cubango levará para a Sapucaí o enredo “A voz da liberdade”, que homenageará Luiz Gama, considerado o maior abolicionista do Brasil. A atual vice-campeã do Grupo de Acesso será a quinta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval, dia 21 de fevereiro de 2020.

    Ranking dos sambas mais ouvidos: Mocidade, Mangueira e Beija-Flor no top 3

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      O site CARNAVALESCO divulga a sexta lista dos sambas-enredo mais ouvidos do Grupo Especial para o Carnaval de 2020. A contagem segue o link de cada samba. A próxima lista será divulgada no dia 6 de dezembro.

      1 – Mocidade: 79.070 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      2 – Mangueira: 66.571 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      3 – Beija-Flor: 60.141 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      4 – Salgueiro: 50.669 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      5 – Portela: 50.195 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      6 – Paraíso do Tuiuti: 50.092 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      7 – Viradouro: 43.857 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      8 – Grande Rio: 42.027 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      9 – Vila Isabel: 34.734 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      10 – Unidos da Tijuca: 34.612 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      11 – São Clemente: 30.453 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      12 – União da Ilha: 28.016 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      13 – Estácio de Sá: 19.461 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      Intérprete sofre infecção durante cirurgia e falece na noite desta quinta-feira

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      O compositor e intérprete de samba-enredo do carnaval de São Paulo, Juninho Berin, sofreu uma infecção durante cirurgia para tratar de câncer no intestino, e faleceu durante a noite desta quinta-feira.

      Segundo amigos, o sambistas lutava contra a doença, que nos últimos dia se agravou.

      Juninho Berin cantou em escolas conceituadas, como Vai-Vai, Camisa Verde e Branco, Imperador do Ipiranga, entre outras agremiações.

      Estudo do enredo: Imperatriz 2020

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      O Lalá de lá (1981) e o Lalá de cá (2020): Luzes, confetes e serpentinas para a Imperatriz de Ramos

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      Nome do enredo: Só Dá Lálá
      Nome do carnavalesco: Leandro Vieira

      A reedição de um enredo é algo sempre desafiador para um carnavalesco, uma vez que a memória afetiva da agremiação e do grande público pode gerar uma expectativa maior do que algo inédito. Em 1981, a Imperatriz Leopoldinense levou para a avenida a história do compositor Lamartine Babo – enredo que seria do Salgueiro no ano anterior – uma narrativa desenvolvida pelas mãos do carnavalesco Arlindo Rodrigues. Na parte musical, Zé Katimba, Gigi e Serjão escreveram um samba curto, porém empolgante e que caiu nas graças do público. Com o desenvolvimento de alegorias bem-acabadas e de fácil identificação, a escola conseguiu uma comunicação imediata com o público. Mesmo sob forte sol e calor, os presentes nas arquibancadas entoavam gritos de “É campeã!” e a Imperatriz consagra o bicampeonato naquele ano. É com esta memória que em 2020, a escola de Ramos disputará uma vaga no Grupo Especial desfilando pela Série A mas sob o poder da criação gerado pelas mãos do supercampeão carnavalesco Leandro Vieira.

      É preciso entender os pontos cruciais do desenvolvimento carnavalesco daquela época e para isso temos a década de 80 como grande pano de fundo. O desenrolar dessa década foi de extrema importância para o mundo do carnaval com o alcance de realizações como a criação do Sambódromo em 1984 que, junto com os desdobramentos da Intendente Magalhães, integram o molde vigente dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro. A cultura popular vinha de uma maré de incertezas desde a década de 40 onde o Estado Novo de Getúlio Vargas decide abrir a avenida Presidente Vargas cujo traçado passaria por cima da Praça Onze, uma região que possuía forte atividade carnavalesca com a fundação de agremiações, ranchos e sociedades de carnaval que consolidaram o surgimento de cantigas carnavalescas como a marcha-rancho, o samba, a batucada, o samba-enredo e a marchinha. E Lamartine Babo, o homenageado da Imperatriz naquela manhã ensolarada de 1981, é considerado o rei das marchinhas.

      A marchinha é um produto musical carnavalesco resultado da mistura rítmica da polca, rag-time norte-americano, dobrados de bandas militares e até mesmo marchas populares portuguesas. Durante pouco mais de meio século o carnaval carioca se desenvolveu sem música específica e os bailes mascarados da corte – uma possível fixação do período de origem do carnaval – utilizavam-se de motivos e gêneros musicais distintos como polca, valsa, xote e trechos de óperas famosas para a diversão dos foliões. Portanto, além de uma aglutinação cultural de motivos e ritmos musicais distintos, a marchinha é uma espécie de resistência carnavalesca de grande importância. Só para deixar exemplificado: após cair no agrado popular, a marchinha de Joubert de Carvalho intitulada “Tá-í” serviu para projetar não somente o nome de seu autor como o de sua intérprete, Carmen Miranda. Uma linguagem musical tipicamente carnavalesca reconhecida internacionalmente.

      O título do enredo da Imperatriz naquele ano faz uma alusão a marchinha de 1930 de autoria intitulada à Lamartine Babo “O Teu Cabelo Não Nega” mas que foi originalmente composta pelos pernambucanos Irmãos Valença, autores de frevos-canções e maracatus no carnaval de Pernambuco. Lamartine já era bastante conhecido no circuito musical do carnaval carioca com sambas e marchinhas de sua autoria nos bailes e concursos. Porém em 1932, Lamartine mudou a letra da canção original dos Irmãos Valença, modificou dois compassos e com a ajuda de Pixinguinha, escreveu uma introdução para a música. Após ganharem uma ação por plágio em todas as instâncias, o nome dos Irmãos Valença aparece como autores principais dessa marchinha. Lamartine Babo se aventurou também na composição de hinos de clubes de futebol, mas continuou compondo nos grandes circuitos de cantigas carnavalescas junto de nomes como Ary Barroso, Germano Augusto, Vicente Paiva, Eduardo Souto e até Noel Rosa. A partir do final da década de 30, o carnaval carioca se oficializa e aparecem as escolas de samba. Com o surgimento da batucada – outra linguagem musical carnavalesca – instrumentos como cuícas, tambores, surdos, caixas, tamborins, reco-recos e ganzás passaram a integrar em definitivo o carnaval.

      Em 1981, a verde e branco de Ramos apresentou o que se espera de uma escola vitoriosa: visual bonito, correção nos quesitos de pista e um ótimo diálogo com o público com personagens típicos do carnaval exaltados por Lamartine como pierrôs, arlequins e colombinas. O luxo do desfile da Imperatriz deixou o problemático título do enredo em segundo plano. Apesar de movimentos sociais envolvendo grupos negros perpassarem toda a história do país, durante a década de 80 o Brasil passava por um momento delicado no desenvolvimento de movimentos sociais e raciais devido aos desdobramentos do golpe militar de 1964 e a instauração da ditadura – vigente no ano daquele desfile – onde os militares transformaram manifestações de cunho racial em atos impatrióticos e o mito da democracia racial se perpassou durante anos.

      Em 2020, além de toda a polêmica envolvendo a composição dessa marchinha da década de 30, os versos que afirmam ser possível amar a mulata – uma imagem carnavalesca problemática – pois “a cor não pega”, causaria revolta numa canção lançada nos dias de hoje. Uma escolha feita pelo próprio carnavalesco de retirar “O Teu Cabelo Não Nega” e manter somente o “Só Dá Lalá” como título do enredo para o carnaval de 2020 mostra a preocupação de uma releitura que vai além dos conceitos estéticos apresentados por Arlindo Rodrigues no carnaval de 1981: também se preocupa em assentar significativas mudanças na interpretação do conteúdo datado de algumas cantigas carnavalescas que precisam ser reavaliadas e vistas com uma análise crítica especializada, ainda mais com a evolução de movimentos sociais e raciais que discutem tais interpretações.

      É sabido que os enredos trabalhados pelo carnavalesco Leandro Vieira possuem desenvolvimento baseado em críticas sociais, que dão o tom a um original processo de criação artística. Sem sinopse divulgada até o presente momento – talvez por ser uma reedição que não carece de novo samba – e somente com a confirmação da cantora Iza à frente da Rainha de Ramos, a Imperatriz conta com a experiência de seu novo carnavalesco na elaboração de enredos críticos para dar uma nova linguagem a essa narrativa de 1981.

      Como músico e estudante do carnaval, desejo ver um desfile original na avenida. Um desfile que retrate as cantigas carnavalescas de forma justa, com reflexões acerca de discursos ultrapassados, mas também como um ato de resistência cultural e musical em tempos tão incertos como os que vivemos. Que a Imperatriz pegue o “Trem da Alegria” na estação de Ramos e realize uma bela viagem pela história do carnaval carioca na Marquês de Sapucaí e faça desse desfile uma alegria infindável. Desejo um bom carnaval a todos e assim como Zé Katimba e sua trupe escreveram no samba de 1981: “Quem dera que a vida fosse assim: sonhar, sorrir, cantar, sambar e nunca mais ter fim”.

      Autor: Victor Gonçalves – [email protected]
      Música/UFRJ
      Membro efetivo do OBCAR/UFRJ
      Leitor orientador: Tiago Freitas
      Doutorando em Linguística/UFRJ
      Doutorando em História da Arte/UERJ
      Instagram: @observatoriodecarnaval_ufrj

      Gilsinho é grande destaque na faixa da Portela no CD do Grupo Especial

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      Quem ouve o grito da águia em meio a um ambiente de floresta na faixa da Portela no CD do Grupo Especial pode até deixar passar a interpretação de Gilsinho do samba para o Carnaval 2020. Mas bastam alguns segundos para atestar que a marcante voz do intérprete da escola preenche toda a composição, tornando a faixa portelense uma das mais marcantes do álbum de 2020. Nos bastidores da gravação Gilsinho falou à reportagem do CARNAVALESCO e contou sobre sua identidade com a escola.

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      “Para mim a gravação é a fase mais legal. A gente procura ajustar o samba para deixar com a cara da escola. Esse ano não houve tantas mudanças, foram apenas notinhas da minha interpretação mesmo. Eu estou completando esse ano 14 carnavais na Portela. Não me acho insubstituível, mas busquei criar uma identidade com a escola. Em 2006 quando cheguei faltava uma voz identitária. Acredito que conseguimos mudar o jeito da escola desfilar. Hoje o portelense pisa forte na avenida”, destacou.

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      O mestre Nilo Sérgio completa em 2020 15 anos à frente da Tabajara do Samba. Empolgado com a qualidade do samba da Majestade, revelou o andamento adotado e confidenciou que a obra fala por si, tornando desnecessária muita firula de ritmo.

      “Gravamos em 142 BPM (batidas por minuto). Os compositores foram muito felizes. Fizemos duas convenções, dentro daquilo que pede o samba. Não vou abusar muito para não sair do ritmo, estamos pensando em avenida ainda. O samba da Portela fala por si. Nossa obra agora ganha o mundo e acredito que seja uma das grandes composições da história recente da Portela”, derrete-se.

      Portela promove encontro de torcidas organizadas de escolas de samba nesta sexta-feira

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      A Portela vai promover, nesta sexta-feira, a partir das 20h, uma grande homenagem às torcidas organizadas de escolas do Grupo Especial, da Série A e do carnaval de São Paulo. O público terá entrada franca até as 23h.

      A segunda edição do ‘Sextou Portela’ será aberta com uma apresentação especial da Majestade do Samba, reunindo passistas, baianas, o intérprete Gilsinho, bateria, a rainha Bianca Monteiro e o casal Marlon Lamar e Lucinha Nobre.

      Em seguida, as torcidas presentes vão receber uma homenagem da diretoria da Portela. Todas, na sequência, irão “desfilar” ao som do grupo Arquibancada, que vai relembrar sambas clássicos de diversas agremiações. A recepção dos convidados ficará por conta das torcidas organizadas da Portela: Guerreiros da Águia, Amigos da Águia, Sangue Azul e Nação Portelense.

      Serviço:
      Sextou Portela – Encontro das torcidas organizadas de escolas de samba
      Data: Sexta-feira, 29 de novembro
      Horário: A partir das 20h (abertura dos portões)
      Local: Quadra da Portela
      Endereço: Rua Clara Nunes 81, Madureira

      Entrada franca até as 23h. Após: R$ 10
      Mesas para quatro pessoas: R$ 30
      Camarote inferior (para 15 pessoas): R$ 180
      Camarote superior (para 15 pessoas): R$ 250
      Classificação etária: Livre
      Informações: (21) 3217-0983

      Viradouro comemora a volta de Lore Improta

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      O ensaio desta terça-feira, na quadra da Viradouro, em Niterói, teve um atrativo a mais. A apresentação oficial da segunda musa da escola, Lore Improta, que está reassumindo o posto na vermelho e branco. A apresentadora e dançarina fez sua estreia no Carnaval carioca no desfile de 2018. Em 2019, ela não pôde estar no Sambódromo do Rio, por conta do projeto infantil que estava sendo lançado e que exigiu a presença dela nos dias de folia em Salvador.

      A baiana é a segunda musa da escola para 2020, dividindo o título com a também dançarina Luana Bandeira, assistente de palco do Caldeirão do Huck e que vai para o terceiro desfile consecutivo na atual vice-campeã no Carnaval carioca.

      O presidente Marcelinho Calil festeja o retorno de Lore ao elenco da Viradouro.

      “A escola é criteriosa nas escolhas e procura trazer pessoas que agreguem, que além de gostarem, respeitem a instituição, interajam com a comunidade e entendam o sentido do carnaval, e da importância cultural da festa. Ela reúne isso tudo, por isso está de volta”, afirmou o dirigente na noite de festa.

      A musa que está reassumindo o posto conta que até hoje não consegue traduzir fielmente o que sentiu quando pisou na Avenida pela primeira vez.

      “Eu precisava voltar pra Viradouro. Com esse enredo e com esse samba de 2020, eu não podia ficar de fora. Tô muito feliz e orgulhosa. Até hoje, quando me perguntam como foi o desfile de 2018, eu nem sei descrever direito pras pessoas o que eu senti naquele momento. Tô muito feliz e agradecida à escola pelo convite”, comemora Lore, que, foi saudada pela comunidade e recebida por Luana Bandeira e pela rainha de bateria Raissa Machado.

      A Viradouro será a segunda a desfilar no Domingo de Carnaval, com o enredo “Viradouro de alma lavada”, inspirado nos cânticos seculares das Ganhadeiras de Itapuã.

      Festa da bateria da Colorado recebe MUM e Independente neste domingo

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      A Ritmo Responsa, da Colorado do Brás, realiza a 5º edição da festa de bateria. O evento conta com as apresentações das co-irmãs Mocidade Unida da Mooca, Independente Tricolor e mais uma atração universitária, a Bateria S/A da USP.

      O tradicional grupo de Pagode Amigos do Presidente esquenta a festa, que acontece na rua da própria sede da agremiação. O endereço é Rua Itaqui, 141 – Pari. A entrada é franca.

      “Será um evento muito importante para toda a bateria, principalmente pra mim, onde comemoro também meu aniversário de 30 anos, indo para o meu 25° Carnaval pela Colorado do Brás. Podem esperar muito samba, muita alegria e um clima de família que a nossa escola já tem como característica. E que todos possam se divertir e curtir um bom samba da melhor maneira”, diz Mestre Allan.