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‘Samba Didático’: Viradouro pede a bênção das ganhadeiras para lavar sua alma na Avenida

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Por Gabriella Souza

“Toda mulher brasileira em sua essência é ganhadeira”. A Viradouro dará sua voz, alma, batuque e fé para representar as ganhadeiras de Itapuã no carnaval de 2020. O peso das tradições africanas é carregado no axé das lavadeiras, cantadeiras e ganhadeiras. Seus cantos dão ritmo ao trabalho, sustento de suas vidas. Essa geração de mulheres batalhadoras marcam a história de luta e resistência do povo negro e baiano e da cultura afro-brasileira. A essência dessas tantas ‘Marias’ será representada sob as vozes e gingados da comunidade vermelha e branca de Niterói.

O enredo “Viradouro de alma lavada” conta com a assinatura dos carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcísio Zanon. A escola aposta nessa nova geração de carnavalescos que irá estrear no Grupo Especial com a agremiação. Ambos já obtiveram títulos em escolas do acesso. Já a obra que irá representar a Viradouro na Avenida é dos compositores Cláudio Russo, Paulo César Feital, Diego Nicolau, Júlio Alves, Dadinho, Rildo Seixas, Manolo, Anderson Lemos e Junior Fionda.

O site CARNAVALESCO dando continuidade à série de reportagens intitulada “Samba Didático” entrevistou os compositores Diego Nicolau e Junior Fionda e o diretor de carnaval Dudu Falcão para saber mais sobre os significados e as representações presentes no samba da vermelha e branca niteroiense.

‘GAMELA’

“É o recipiente de madeira onde as ganhadeiras depositam o pescado fresco e partem para a venda”, explicam os compositores Diego Nicolau e Junior Fionda.

‘XARÉU’

“Peixe de carne saborosa e bastante encontrado no litoral nordestino”, esclareceu Diego Nicolau.

‘BALAIO’

“Cesto usado para transportar o ganho. Nesse trecho vemos a relação do acordar cedo com a chance maior no tempo de trabalho para conquistar o ganho, e consequentemente, a alforria”, elucidou Junior Fionda.

‘CAMARÁ’

“Camará eram os negros alforriados, que ganham a cidade sem mais amarras. Pode ser associado com as ganhadeiras como a figura masculina em cada grupo familiar”.

‘FREGUESIA’

“Eram os fregueses que compravam o ganho”.

‘FALANGE’

“Um grupo de pessoas, uma tropa. Em nosso caso são as ganhadeiras, que usam seu agrupamento em prol de relembrar a ancestralidade através da música. E nesse momento a Viradouro tomará esse canto pra si como forma de homenagem a estas grandes mulheres”.

‘QUARAR’

“O ato da lavadeira de colocar a roupa exposta ao sol para deixar o tecido mais claro”.

‘CHEIRO DE ANGELIM’

“Angelim é a árvore que dava sombra a essas mulheres durante o ganho. O cheiro desta árvore surge poeticamente como memória afetiva daquele momento”.

‘BICA DE ITAPUÃ’

“Era o local onde todo o ganho era preparado para ser vendido”.

‘BAIXA DO DENDÊ’

“Onde as ganhadeiras se reuniam para confraternizar, cantar e celebrar o ganho”.

‘BATUQUEJÊ’

“Eram os batuques, as danças, os cantos, a festa das ganhadeiras”.

‘ORA YÊ YÊ Ô OXUM’

“Saudação ao orixá Oxum, dona das águas doces”.

‘QUILOMBO DO ABAETÉ’

“Quilombo é o refúgio de escravos. Realizamos uma alusão poética em que Oxum faz um quilombo no Abaeté, lagoa onde as ganhadeiras lavavam e cantavam, lugar de magia ancestral de suma importância para entender todo nosso enredo”.

‘XANGÔ’

“Orixá padroeiro da agremiação que abençoa essa homenagem”.

‘KAÔ’

“Saudação ao orixá XANGÔ”.

‘ERÊ’

“São as crianças que graças ao ganho nasceram alforriadas e herdaram a liberdade”.

‘CRIOULAS DO BALANGANDÃ’

“São as negras ganhadeiras que nos fuás, os sambas, as algazarras, se valiam da música e das danças para celebrar sua eminente liberdade balançando suas jóias negras, seus balangandãs”.

Viradouro 2020

Conquistando o vice-campeonato no carnaval de 2019, a Viradouro irá buscar em 2020 seu segundo título no Grupo Especial do carnaval da cidade do Rio, com o enredo “Viradouro de alma lavada” dos carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcísio Zanon. A vermelha e branca niteroiense será a segunda escola a desfilar pela Marquês de Sapucaí no domingo, dia 23 de fevereiro.

Com quatro bossas acopladas, bateria da Mocidade é o grande destaque do ensaio de rua

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Por Eduardo Fonseca e Victor Amâncio

Depois de muita espera o torcedor da Mocidade Independente de Padre Miguel pode comemorar por ter Elza Soares como enredo e de brinde um samba majestoso. Refletindo essa euforia, o componente da escola fez o seu primeiro ensaio de rua cantando forte o
samba, de autoria de Sandra de Sá e cia, que pode ser considerado um dos melhores do carnaval de 2020. A agremiação será a quinta e penúltima escola a desfilar na segunda-feira com o enredo “Elza Deusa Soares” desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos.

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O treino começou com um ligeiro atraso pela hora de chegada de Wander Pires. Nada que prejudicasse o desempenho do cantor. A bateria da escola com as bossas e convenções comandadas por mestre Dudu fez do treino um show à parte. Um outro destaque do ensaio foi o novo casal formado por Diogo Jesus e Bruna Santos que mostrou que apesar da desconfiança estão caminhando para um grande desfile.

Uma intensa queima de fogos na passarela onde a torcida saúda a escola abriu os caminhos da Estrela-Guia na temporada de 2020. Como de costume nos ensaios da Verde e Branca, a praça e as laterais da rua Coronel Tamarindo estavam lotadas de Independentes ansiosos pela passagem da escola. O ensaio contou com a tradicional festa da torcida e teve duração de uma hora.

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Harmonia

Sem deixar o samba cair em momento nenhum, cantando muito do início ao fim do ensaio, a comunidade demonstra estar pronta para desfilar na Marquês de Sapucaí. O samba está na ponta da língua dos componentes, ponto que certamente acontece por conta da identificação com o samba e o enredo refletindo diretamente na qualidade do treino. O carro de som, comandado por Wander Pires, levou o ensaio com maestria.

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A qualidade que os músicos apresentaram no ensaio foi primorosa. Mesmo as alas mais afastadas do carro de som, conseguiram manter o bom nível de canto. Contudo, podemos observar na parte final do ensaio alguns componentes da ala 09 e ala 26 errando a letra do samba na passagem: “Brasil enfrenta o mal que te consome”. Os componentes usaram a palavra “esquece” ao invés do “enfrenta”. Mas, é bom lembrar que por ser o primeiro ensaio este erro é normal e há tempo suficiente para correção.

“Escola evoluiu bem, tecnicamente, não teve nenhum problema de evolução. Tanto a entrada quanto à saída do recuo da bateria foi bem amarrada. A escola não correu, não tivemos dor de cabeça. Mas, por ser primeiro ensaio, ainda temos ajuste a fazer no canto, comunidade acertar a letra e andamento do samba, isso é natural. Pra minha avaliação é muito positiva para primeiro ensaio. Superou minha expectativa. Teremos ensaios em todos os domingos até o carnaval. Não tem mais folga. A partir do dia 04 de janeiro teremos o início dos ensaios comerciais na quadra da Avenida Brasil”, revelou Marquinho Marino, diretor de carnaval.

Samba-Enredo

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A Mocidade tem um dos sambas do ano e isso fica claro vendo o desempenho tanto da comunidade quanto do carro de som. Os independentes abraçaram o samba e cantam com muita alegria e desenvoltura. Além dos refrões fortes, a obra tem versos potentes como “É resistência em nosso chão”, “Deusa da Vila Vintém” e “Meu povo esperou tanto‘pra’ revê-la”. Nesses momentos a comunidade vibra e canta com mais vontade. O andamento do samba contribuiu demais para o canto e evolução dos componentes. Wander Pires, umas das vozes mais famosas do carnaval, mostrou-se à vontade com o samba. Sobretudo, na subida para a cabeça quando inicia a saudação a Exú: “Laroyê e Mojubá”.

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Evolução

Foi o primeiro ensaio de rua da Mocidade na temporada de 2020 e a escola evoluiu muito bem do início ao fim. Mostrando a maturidade e profissionalismo da gestão da escola, a direção de harmonia controla o andamento da escola através de rádios transmissores. Tudo isso faz com que a escola flua de maneira segura, sem ficar parada muito tempo ou correr demais. As alas fluem de maneira clara e objetiva. Destaque para a ala 19 que levou balões verdes. Em um momento do ensaio precisou evoluir um pouco mais depressa para apresentação da bateria. A comunidade brincou e evoluiu muito bem. As alas do primeiro setor da escola vibrando muito e dançando com garra e muita vontade. O independente está nitidamente feliz e o resultado pode ser visto pela qualidade da evolução.

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Casal

A dupla que assumiu o posto de primeiro casal em agosto, tendo a responsabilidade de dançar com o primeiro pavilhão da escola, chegou num momento conturbado após uma saída polêmica do antigo casal. A dupla tem um grande desafio pela frente. Conquistar o coração da exigente torcida Independente. Diogo e Bruna demonstraram não estarem abalados por nenhum tipo de polêmica e desconfiança da torcida. Dançando muito bem, com uma coreografia bem marcada e passos sincronizados, o novo casal mostrou que está ensaiando para buscar a nota máxima do quesito.

Bruna que foi promovida a primeira porta-bandeira não deixa a desejar em nada, está muito bem desenvolta e segura, com passos firmes e fazendo uma coreografia forte, junto com o Diogo, mostrou que merece estar no posto. Foi de arrepiar ver a apresentação do casal na passagem do samba “É resistência e nosso chão”. Eles juntam os pulsos e estendem os braços. Em outra passagem “Se acaso você chegar com a mensagem do bem” o casal entrelaça as mãos. Bruna usou uma saia branca, coma parte de cima do vestido verde e sapato verde. Diogo estava todo de branco.

Bateria

Mestre Dudu e a bateria Não Existe Mais Quente estão prontos para o desfile oficial. Fazendo quatro bossas e uma coreografia onde a bateria se abre para a rainha, que não esteve presente no ensaio, sambar no meio, enquanto os timbais tocam. O mestre levou o público e a torcida presente ao delírio. O quesito esteve entrosado com o carro de som e ensaiou sem erros. Dudu demonstra que tem total controle sobre seus ritmistas.

“Fico muito feliz com o resgate de nossa bateria e de nos últimos anos gabaritar as notas. Nós vamos levar quatro bossas para o desfile e vamos fazer uma segunda no samba, a Mocidade não faz segunda mas é um descanso, um back que criamos e colocamos até no CD e vamos começar ensaiar agora. Coloquei uma crescente que o samba pede que é no refrão do Laroyê, que eu também não comecei a fazer, mas está gravado já e essa semana vou lançar. O andamento da bateria será entre 142, 143 BPM (batidas por minuto)”.

Vídeos: Ala a ala com o canto da comunidade e a bateria da Mocidade no ensaio de rua para 2020

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Tuiuti realiza último ensaio de rua do ano nesta segunda-feira

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Nesta segunda-feira, a partir das 20h, o Paraíso do Tuiuti encerra as atividades do ano com o tradicional ensaio de rua chamado de “Tuiuti veste branco”. Na ocasião, todos os componentes da azul e amarelo são convocados para usar branco, antecipando as comemorações da chegada de 2020.

O ensaio de rua da escola reúne todos os principais segmentos do Tuiuti, como comissão de frente, casais de mestre-sala e porta-bandeira, bateria, baianas, passistas, Velha Guarda, entre outros.

Ao fim do ensaio, haverá ainda uma roda de samba animada pela SuperSom, nome da bateria do Tuiuti.

Em 2020, o Paraíso do Tuiuti será a quarta escola a desfilar no domingo de Carnaval. Mesma posição de desfile que garantiu o vice-campeonato para a agremiação em 2018. O enredo da agremiação é “O Santo e o Rei: Encantarias de Sebastião”, do carnavalesco João Vitor Araújo.

A concentração ocorre em frente ao Colégio Pedro II, no Campo de São Cristóvão, no bairro de São Cristóvão.

Inscrições para alas de comunidade

A partir das 19h, os interessados em desfilar nas alas de comunidade do Tuiuti podem realizar a inscrição na quadra da agremiação (Campo de São Cristóvão, número 33). Os interessados devem levar documentos básicos, como RG, CPF, comprovante de residência e uma foto 3×4. A taxa da matrícula será de R$ 80 (com direito a camisa do enredo).

Serviço:
Ensaio de rua “Tuiuti veste branco”
Data: segunda-feira, 16 de dezembro
Horário: a partir das 20h
Endereço: concentração em frente ao Colégio Pedro II, no Campo de São Cristóvão, em São Cristóvão – RJ

Chuva atrapalha e Vila Isabel intensifica ensaios de quadra no talento de Tinga e da bateria

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Por Guilherme Ayupp e Victor Amâncio

São Pedro não está contribuindo. Pela terceira vez seguida, a Unidos de Vila Isabel precisou cancelar o seu tradicional ensaio de rua devido ao mau tempo. Mas isso não significa que a terceira colocada Carnaval 2019 não esteja intensificando seus treinos visando o sonhado título em 2020. O site CARNAVALESCO acompanhou na quinta-feira o ensaio de comunidade da azul e branca e analisou os quesitos treinados.

Depois de trazer a dignidade de volta para o ninho com um desfile luxuoso no carnaval de 2019, a Unidos de Vila Isabel promete vir em busca do título no próximo carnaval. Com Tinga na sua melhor forma e cantando muito, após ter um problema de pressão no mês de setembro, Vila Isabel mostra a vontade de ganhar o carnaval de 2020.

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Samba-Enredo

Em que pese um som de baixa qualidade para o ensaio, já que a quadra está sem eventos, o samba teve bom funcionamento na voz de Tinga, que sem dúvida é um ator fundamental no carnaval da Vila Isabel. O intérprete conseguiu fazer o samba crescer e encaixou perfeitamente em sua voz. Junto com a bateria o cantor elevou o nível da obra. O refrão foi o trecho de melhor desempenho do ensaio. O andamento é positivo e favorece o canto.

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Evolução

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Na quadra a Vila dispõe a bateria no centro e as alas vão evoluindo no entorno dos ritmistas. Os componentes estão brincando e dançando, como manda o manual do quesito. Talvez, pela proximidade dos componentes da bateria, o que impulsiona o dançar das pessoas. O ensaio teve a presença de uma ala coreografada, muito bem ensaiada por sinal. A comunidade do Morro dos Macacos ainda pode se soltar e brincar mais.

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“Infelizmente, não conseguimos fazer na rua é claro que atrapalha. Principalmente a questão do canto. Do ponto de vista do entrosamento do carro de som e bateria eu já vejo padrão de avenida. No aspecto de evolução e harmonia, em comparação com o ano passado acho que estamos mais à frente no mesmo período. Foi um ensaio satisfatório da escola”, analisou Wilsinho Alves, diretor de carnaval.

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Harmonia

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Embora a análise no ensaio de quadra seja muito diferente daquela na rua, é possível já identificar muitas alas cantando forte o samba, principalmente, aquelas que estavam com a camisa de comunidade. Entretanto, a direção de carnaval e harmonia precisa prestar atenção em outras alas que ainda estão cantando pouco e necessitam da letra para acompanhar o samba, o que é natural já que a escola não realizou disputa. O início do ensaio foi morno, porém a animação e o canto do componente melhorou durante o treino. Durante os refrões do samba o canto fica mais alto, é a hora em que o componente abraça o samba de verdade.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Raphael Rodrigues e Denadir Garcia demonstram estar na ponta dos cascos para o desfile. Embora o ensaio de quadra não apresente nada em relação à coreografia e movimentos oficiais de desfile é possível notar todo o entrosamento entre eles, depois do espetacular ano de 2019. Impressionante a sincronia de movimentos e as finalizações fortes e bem executadas da dupla. O casal parece feliz e confiante com a coreografia, e durante o treino se apresentaram simulando a presença dos jurados executando muito bem a coreografia. Destaque para a porta-bandeira, Denadir, que dançou com muita garra, e se mostra pronta e disposta para repetir os 40 pontos no desfile.

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Bateria

Macaco Branco tem a Swingueira na mão. Sua presença à frente da bateria denota todo o controle que o músico possui do andamento e afinação da bateria, que voltou a tocar de acordo com o DNA histórico da Vila Isabel. Ele aposta numa bateria bem cadenciada e fez três bossas, muito bem executadas, durante o ensaio. Fazendo até coreografia, a bateria da Vila Isabel mostrou disposição para garantir o quesito para escola.

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O mestre revelou ao CARNAVALESCO que já tem tudo pronto para os ensaios de rua começarem.

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“Os arranjos da bateria já estão preparados para irmos para a rua. O tempo não está ajudando mas ao invés de cancelarmos fazemos na quadra. Virou janeiro faremos na rua nem que chova canivete. Nosso andamento será 143, 144 BPM (batidas por minuto), que vai valorizar nosso samba além de ser a característica da nossa escola”, explicou Macaco Branco.

Equipe do CARNAVALESCO visita o ensaio de quadra da Vila Maria

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Por Gustavo Lima

A Unidos de Vila Maria realizou na noite desta sexta-feira um de seus últimos ensaios do ano rumo ao carnaval de 2020. A quadra abriu por volta das 20h para entrada do público, mas antes já estavam testando o som, decoração e tudo que é necessário para a realização do evento. Às 22h, começou o samba da velha-guarda, que cantou vários sambas antigos e famosos do carnaval brasileiro. O ritmo da bateria subiu já era quase meia-noite, e depois começaram a cantar os hinos de exaltação da escola, e sendo assim, o ensaio geral começou mesmo 0h30 com o samba puxado pelo integrante do carro de som, Cacá, na ausência de Wander Pires.

Preparação para o desfile

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A Unidos de Vila Maria será a sexta escola a desfilar no sábado de carnaval e levará para a avenida o enredo “O sonho de um povo embala o samba e faz a Vila sonhar”, uma homenagem a China. O carnavalesco Cristiano Bara conversou com o site e falou como está o cronograma do barracão e a preparação para o desfile.

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“Nós temos um carnaval grande, porque estamos falando de China, é um pais bem grande, tem um terço da população do nosso planeta e nós temos um cronograma no momento certo, na hora certa, estamos no tempo, não pode perder esse tempo, o carnaval nos engana às vezes, você acha que está adiantado e não está, carnaval acaba na avenida, não tem jeito, todos os detalhes conseguimos encontrar na beirinha da entrada na avenida. Estamos com um carnaval bem desenvolvido, falando de uma China bem moderna, uma China tecnológica, que quer o mundo dentro dela hoje e quer estar dentro do mundo, então é um carnaval gostoso de fazer”, disse.

Casal de mestre-sala e porta-bandeira

O casal de mestre-sala e porta bandeira Brunno Mathias e Tatiana dos Santos, faz a estreia em 2020 como primeiro casal e mostrou muito entrosamento, com dança rápida e coreografias durante o samba. Eles não tiraram o sorriso do rosto e demonstram claramente a felicidade de defender a escola de coração como casal oficial. Bruno e Tatiana conversaram com o site CARNAVALESCO e falaram sobre o ritmo de ensaio, a expectativa da estreia juntos e a emoção de defender o primeiro pavilhão da Vila Maria.

“A gente já está ensaiando há algum tempo, antes dos ensaios de quadra começarem, estamos há uns 6 meses se preparando para quando chegar na quadra, como é o nosso primeiro ano, já estarmos com um sincronismo legal”, declara o mestre-sala.

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“Primeiro ano juntos, na verdade a gente se conheceu e se aproximou esse ano mesmo, mas graças a Deus as coisas vieram a favor e está dando certo a nossa parceria. A ansiedade está a mil por ser o primeiro ano como casal oficial da nossa escola de coração, mas a gente está em paz, o trabalho está sendo feito e o resultado será positivo, se Deus quiser. Sobre a fantasia, é surpresa, mas eu vou dar só um pedacinho, é maravilhosa”, declara a porta-bandeira.

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Harmonia, evolução e bateria

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A comunidade estava bastante empolgada, as alas mostraram sincronismo com coreografias durante o samba, orientados pela harmonia o tempo todo. Não há dúvidas de que a bateria vem sendo um alicerce da agremiação desde quando o mestre Rodrigo Moleza chegou. É uma bateria bem entrosada, o andamento fluiu muito bem durante todo o ensaio e o diferencial são as bossas, bem criativas e que prometem levantar o público no Anhembi.

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Cristiano Bara falou sobre a importância dos ensaios de quadra para a comunidade.

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“Nós temos um andamento bom, a cada ensaio estamos melhorando e o ensaio de quadra é importante porque ensina as pessoas como vão se comportar na avenida, aprender o samba, evoluir, dançar, sambar e brincar, porque o mais importante disso tudo é ter uma alegria com responsabilidade de informar aquilo que o enredo permite e aquilo que o carnaval precisa”.

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Vídeo: Paolla Oliveira brilha no clipe especial feito pela Grande Rio para o Carnaval 2020

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Liesa comemora maior arrancada na venda de frisas para o Grupo Especial desde a reforma do Sambódromo

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    A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) informou ao site CARNAVALESCO que desde a reforma do Sambódromo está com a arrancada mais forte na venda de frisas para os desfiles do Grupo Especial de 2020. Todos os ingressos das frisas para os setores 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 10 já estão esgotados. Ainda é possível adquirir frisas para o domingo (setor 9 fila C e D e setor 13 no setor 13 fila G) e para segunda (setor 2, 9, 11 e 13 – com aproximadamente 90 frisas entre os quatro setores).

    As frisas podem ser adquiridas diretamente na Central de Atendimento e Vendas, na Rua da Alfândega, 25, lojas B e C, no Centro do Rio, de 10h às 16h. Pessoas de outros estados poderão adquirir estas frisas através do telefone da Central de Atendimento e Vendas no horário de 09 h às 17 h, ligando para (21) 3190-2100. O pagamento é à vista, através de boleto bancário.

    “É a demonstração mais forte que tivemos da força do carnaval. Com todas dificuldades e crise, o trabalho das escolas de samba segue fantástico. No dia 13 de dezembro, ainda antes do Natal e Ano, temos os níveis mais avançados de venda”, revelou Heron Schneider, responsável pela Central Liesa.

    Tabela das frisas que ainda estão disponíveis para compra

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    A procura pelos ingressos superou toda expectativa pensada para o Carnaval 2020.

    “Os belos sambas motivam. Minha previsão era chegar no dia 15 de janeiro sem nenhuma frisa para vender, mas com certeza vou chegar no fim de dezembro com todas vendidas. Estamos muito satisfeitos”, comemorou Heron.

    O responsável pela Central Liesa também apontou o benefício que a venda rápida traz para o projeto dos desfiles das agremiações.

    “É muito bom para todas escolas de samba. Elas precisam do recurso em dezembro e janeiro. Agora, elas vão poder aplicar diretamente nos desfiles”, finalizou Heron.

    Prefeitura informa que reforma do Sambódromo está em ritmo acelerado

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      O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, visitou na manhã desta sexta-feira, as obras – em andamento – da reforma nas dependências da Marquês de Sapucaí. Ao lado do senador Flávio Bolsonaro e do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, o prefeito percorreu boa parte do Sambódromo, conferindo as intervenções, executadas com R$ 8,1 milhões liberados pelo ministério do Turismo, após negociações com o presidente Jair Bolsonaro.

      “Cem pessoas estão trabalhando aqui, trocando 500 refletores, mudando os quadros elétricos e aumentando a segurança com novas escadas nas saídas. Nós temos certeza que, com esse apoio do presidente Jair Bolsonaro, vamos ter o melhor carnaval de todos os tempos. Mais seguro, mais iluminado e com mais conforto para as pessoas”, disse o prefeito.

      De acordo com o secretário municipal de Habitação e Infraestrutura (SMIH), Sebastião Bruno, ao todo, além da instalação de 500 novos painéis de iluminação, estão sendo refeitos seis mil metros quadrados de estruturas em concreto; 36 mil metros quadrados de pinturas; 89 quadros de distribuições elétricas; entre outros serviços.

      “Já estamos com 30% das obras concluídas. A previsão é de que tudo esteja pronto na segunda quinzena de fevereiro”, adiantou Sebastião.

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      O senador Flávio Bolsonaro comentou que, assim que comentou sobre a reforma com seu pai, o presidente se sensibilizou e se prontificou em ajudar, através do ministério do Turismo.

      “O carnaval é um dos maiores eventos de turismo do Brasil. Podem sempre contar com o apoio do Governo Federal. Nós sabemos das dificuldades que o prefeito sempre enfrentou desde quando assumiu a Prefeitura. Nosso pensamento sempre foi menos Brasília e mais Brasil. Os municípios é que sabem os melhores setores para investimentos”, disse Flávio.

      O ministro Marcelo Antônio, que esteve no Centro de Operações Rio (COR) com Crivella e Flávio, destacou ainda que a instalação de câmeras de segurança, dentro e ao redor do Sambódromo, vão proporcionar ainda mais segurança para o complexo.

      Samba Didático: Grande Rio canta Joãozinho da Goméia na luta contra a intolerância

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      Por Victor Amâncio

      “Foi na roça da Goméia, aos pés de uma gameleira, que João da Pedra Preta firmou o seu Candomblé”. Com o enredo “Tata Londirá: O Canto do Caboclo no Quilombo de Caxias”, o carnaval da Grande Rio em 2020 promete emocionar a Sapucaí apresentando uma das figuras mais folclóricas do Brasil, o rei do Candomblé, Joãozinho da Goméia. Tendo a tolerância religiosa como mensagem e um dos caminhos do enredo, a dupla Gabriel Haddad e Leonardo Bora vai contar a história desse personagem tão relevante para o Candomblé e levarão uma mensagem de paz e esperança para um país que sofre com a intolerância. O samba que passará na Sapucaí é uma obra dos compositores Derê, Robson Moratelli, Rafael Ribeiro e Toni Vietnã.

      O site CARNAVALESCO dando continuidade à série de reportagens “Samba Didático” entrevistou o carnavalesco Gabriel Haddad e o compositor Rafael Ribeiro para saber mais sobre os significados e as representações por trás dos versos e expressões presentes no samba da tricolor de Caxias para o carnaval de 2020. Confira abaixo a análise feita pelos entrevistados dos versos e trechos do samba:

      É Pedra Preta! / Quem risca ponto nesta casa de caboclo
      Chama Flecheiro, Lírio e Arranca-Toco / Seu “Serra Negra” na Jurema, Juremá

      “É Pedra Preta um dos patronos da casa de Joãozinho da Goméia, ele é quem abre os trabalhos e chama a falange de Caboclos para o Candomblé. ”, explica Rafael. “Pedra Preta é o caboclo de Joãozinho da Goméia, sendo o patrono do terreiro, e nesse início do samba chama a Falange dos Caboclos para a gira. Jurema, além de ser uma cabocla é uma erva usada no rito da Jurema Sagrada no candomblé de caboclo, que Joãozinho trouxe de Salvador para o Rio de Janeiro. ”, defende Haddad.

      Pedra Preta! / O assentamento fica ao pé do dendezeiro
      Na capa de Exu, caminho inteiro / Em cada encruzilhada um alguidar

      “A abertura das giras de candomblé é feita para Exu, o samba inicia com a benção dos Cablocos e da Exu para abençoar os caminhos da escola, assim como abençoou o caminho de Joãozinho. Da Goméia foi um grande andarilho, e por esses caminhos, a vida dele foi composta por diversas encruzilhadas. Dendezeiro é uma árvore sagrada para o povo de axé, onde também são colocadas as oferendas para esses caboclos. ”, explica o carnavalesco. “O Dendezeiro, árvore tão significativa para o rito do Candomblé, estava ali na roça da Goméia guardando os assentamentos sagrados dos orixás. Neste momento é Exu quem abre os caminhos para contarmos o histórico tão mágico, genial e o controverso destino de João. ”, completa o compositor.

      Era homem, era bicho flor / Bicho homem pena de pavão
      A visão que parecia dor / Avisando salvador, João!

      “Esse trecho mostra a ambiguidade do pai de santo, que podia ser homem, bicho, flor. Dando dimensão da figura múltipla que poderia ser. O trecho representa as visões que da Goméia tinha durante a juventude, as quais ele não sabia identificar e acreditava ser uma mistura de pássaro e homem. O pavão é o pássaro que representa o orixá Oxóssi, e no samba remete a ele. E a dor citada no samba seria o prenúncio que, o ainda jovem, João teria que fazer o santo, a iniciação no candomblé. A dor que ele sentia, e o medo se transformam no caminho dele para Salvador. ”, reitera Gabriel. Declarando ser um dos seus trechos favoritos no samba, Rafael Ribeiro disserta: “O menino João era frequentemente visitado nas noites por um clarão, um vulto, uma visão: Era homem? Era bicho? Eram vozes dos devaneios indicando o desenredo entre asas e penas.  Foram estas aparições, quase uma dor, que indicaram ao menino o tempo de seguir em frente.

      No Camutuê Jubiabá / Lá na roça a gameleira
      “Da Gomeia” dava o que falar / Na curimba feiticeira

      “Faz referência a Salvador, quando João chega na adolescência levado pela madrinha ao terreiro de Jubiabá. Camatuê é a cabeça do filho e santo e Jubiabá foi o pai de santo que iniciou Joãozinho na religião. Gameleira é a árvore sagrada do candomblé de Angola associada ao Orixá Tempo. Os dois últimos versos lembram o terreiro de Joãozinho que fez sucesso, dando o que falar, atraindo artistas e pessoas com relevância, como Dorival Caymmi e Jorge Amado. ”, explica Haddad. Na capital do estado da Bahia coube ao velho pai de santo, Jubiabá, raspar a cabeça do moço e foi preciso sabedoria e cuidado com um Camutuê tão coroado, que iria dar muito que falar na giras e mandingas feiticeiras.

      Okê! Okê Oxóssi é caçador / Okê! Arô! Odé!
      Na paz de zambi, ele é mutalambo! / O alaketo, guardião do agueré

      O refrão do meio do samba é dedicado ao orixá de cabeça do homenageado, Oxóssi, e lembra a linha da falange de caboclo. Zambi e Mutalambo, o criador e o deus da caça, respectivamente, no rito de Angola.  O Alaketo é o título dado ao rei de Ketu, Oxóssi, e agueré o ritmo sagrado, o som que o orixá dança. O refrão é mestiço e mostra as duas faces de João, que transitava tanto em Ketu e Angola.

      É isso, dendê e catiço / O rito mestiço que sai da Bahia / E leva meu pai
      mandingueiro / Baixar no terreiro Quilombo Caxias

      “Chegada de João em Caxias, quando João traz o axé e seus fundamentos na bagagem e firma seu terreiro na baixada. Catiço remete a Exu por novamente mexer com os caminhos do Babalorixá. Quilombo no sentido de ser espaço de acolhimento de todas as manifestações culturais da Baixada Fluminense”,declara Haddad. “Perseguido por suas crenças, o já afamado João da Goméia, sai de Salvador, na Bahia, e chega ao Estado do Rio de Janeiro, mais precisamente em Duque de Caxias para descer no terreiro do Quilombo de Caxias com seus Caboclos, Orixás, Dendê e Catiço. ”, completa Rafael.

      Malandro, vedete, herói, faraó / Um Saravá pra folia

      “O carnaval é peça fundamental para compreender Joãozinho, que foi um apaixonado pela folia carioca e vivenciou com afinco. Participou de bailes de concursos de fantasias, no Teatro Municipal, e dos bailes do João Caetano, que eram bailes de transformismo, os bailes gays, onde o pai de santo apareceu vestido de vedete. Nos desfiles das escolas de samba, João, foi destaque de luxo do Império da Tijuca, Império Serrano e Imperatriz Leopoldinense, interpretando personagens centrais. No Império Serrano, no enredo Heróis da Liberdade, ele interpreta Gangazumba; no Império da Tijuca, ele vem de Omulu, um dos primeiros orixás a desfilar; Na Imperatriz, Chico Rei, Dom João VI. Nos bailes do Municipal vestia figurinos inspirados em realezas míticas, ele foi Vulcano, Netuno, e realezas egípcias. ”, explica o carnavalesco.

      Bailam os seus pés / E pelo ar o bejoim
      Giram presidentes, penitentes, yabás
      Curva se a rainha / E os ogans batuqueiros pedem paz

      Saímos da rua, do espaço carnavalesco e vamos para os palcos. João, bailarino exímio, cria com suas filhas de santo um grupo de balé afro e com esse grupo ele vai se apresentando nos palcos da cidade do Rio e do Brasil, se apresentou no Cassino da Urca, no Copacabana Palace. “E pelo ar o bejoim” faz referência a junção da dança com os espaços africanos. Bejoim é uma erva africana, e o seu aroma, poeticamente conduzido pelo samba, atraiu pessoas de relevância social, como os presidentes, as rainhas do rádio e até mesmo a rainha da Inglaterra, ainda princesa na época.

      Salve o candomblé, Eparrei Oyá / Grande Rio é Tatalondirá
      Pelo amor de Deus, pelo amor que há na fé / Eu respeito seu amém
      Você respeita meu axé

      “É uma grande saudação, uma celebração do candomblé e das religiões de matrizes africanas. O refrão cita e faz uma saudação a Iansã, que vai ocupando a cabeça de Joãozinho da Goméia no final de sua vida, mesmo não sendo a orixá da raspagem, acaba sendo a sua segunda orixá de cabeça. Tatalondirá, que é o título do enredo, é o nome dele no candomblé. O samba encerra com esse grande pedido de respeito, igualdade, valorização da fé e da cultura popular. ”, concluiu Gabriel Haddad. “Eparrei! Senhora dos ventos! Vivemos um momento difícil, onde atos de intolerância não são a exceção da regra, onde o noticiário demonstra, principalmente em Duque de Caxias, através de progressivos e descabidos ataques a fé e ao patrimônio cultural do Candomblé, dia a dia, o quanto precisamos defender e aceitar o credo do próximo como se fosse a nossa própria fé. Pois os caminhos que levam a Deus podem ser diversos, mas o objetivo é um é o mesmo. Eparrei, Oyá! Salve o Candomblé! Nesta festa de atabaques e folhas, festa de negras vitórias onde ecoam o canto do Caboclo Pedra Preta, a Grande Rio é Tatá Londirá, que significa o nome de Joãozinho no Candomblé de Angola, Tatá significa pai. ”, encerra Rafael Ribeiro.

      Grande Rio 2020
      Nona colocada no carnaval de 2019, o Acadêmicos do Grande Rio vai em busca, em 2020, do seu primeiro título no Grupo Especial, com o enredo “Tata Londirá: O Canto do Caboclo no Quilombo de Caxias”, dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora. A tricolor de Caxias desfila no domingo de carnaval e será a quinta escola a desfilar pela Marquês de Sapucaí, dia 23 de fevereiro.