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Retrospectiva 2019 parte final: Crivella e Witzel rompem e festas dos sambas acontecem ‘sem CDs’

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    O mês de outubro foi especial para o site CARNAVALESCO. Não apenas pelas coberturas tradicionais das finais de samba, onde mais uma vez a nossa reportagem marcou presença em todas as quadras das agremiações que desfilam no Sambódromo. Mas em 2019 nosso site se consolidou na cobertura da folia paulistana. Durante as gravações do CD da Liga SP pela primeira vez o veículo esteve presente, fornecendo o conteúdo de qualidade e opinião que os sambistas se acostumaram. Cada faixa recebeu uma matéria exclusiva, com vídeos e fotos.

    No Rio de Janeiro, outubro é tempo de conhecer as safras que vão pra a avenida e as gravações dos CDs. Mais uma vez as escolhas de samba foram eletrizantes nas quadras das grandes grifes do nosso carnaval. Neste ano Tuiuti, Tijuca e Vila Isabel optaram por não realizarem a disputa tradicional. As demais nove escolas promoveram finais de samba, e a safra final foi uma das mais elogiadas dos últimos tempos.

    Crivella e Witzel rompem e questão do Sambódromo volta à estaca zero

    Desde o início do ano, o governador Wilson Witzel demonstrou interesse em assumir o controle do Sambódromo, em meio à crise financeira que atinge a prefeitura. Mas se por um lado, Crivella queria se livrar do carnaval, por outro ele manteve uma intensa queda de braço com o governador, já de olho nas eleições municipais de 2020. O rompimento se deu quando Crivella desistiu de passar o equipamento de lazer para o estado, em uma solenidade que já estava toda preparada e teve de ser cancelada. Dias depois o prefeito anunciou reformas no Sambódromo, custeadas pelo governo federal.

    witzel crivella

    O mês de novembro chegou ao fim com os sambistas chorando a partida de mais um ilustre militante do gênero. Depois de alguns anos lutando contra um câncer, o cantor Reinaldo, o príncipe do pagode, morreu. Reinaldo foi um dos mais atuantes sambistas em quadras e eventos das escolas de samba.

    Em dezembro de 2019…..

    O último mês do ano chegou com as tradicionais festas de lançamento dos CDs da Série A e Especial, produzidos meses antes. Porém, apesar dos sambas já serem conhecidos de maneira ampla e até áudios piratas terem sido vazados nas redes sociais, os sambistas não conseguiram comprar a mídia física. Isso mesmo, houve festa de lançamento, mas sem CD. Muitos sambistas reclamaram.

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    Na festa da Série A, realizada na quadra da Portela, quem comandou a noite foi a Porto da Pedra. Já o evento do Grupo Especial aconteceu na quadra do Salgueiro, no dia nacional do samba. Sem um destaque único, as apresentações comprovaram a excelente safra de 2020.

    Aesm-Rio divulga capa do CD dos sambas das escolas mirins

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    Álbum Sambas de enredo Escolas mirins 2020

    A diretoria da Associação das Escolas de Samba Mirins divulgou a imagem de capa do álbum com os sambas que criançada desfilará na terça-feira de carnaval, dia 25 de fevereiro, no Sambódromo. O lançamento está previsto para janeiro, com local e data a serem divulgados posteriormente

    Mestre Nilo alcança 15 anos à frente da bateria da Portela e brinca com marca: ‘vou dançar valsa na avenida’

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    Apenas 13 pessoas ao longo de 90 anos tiveram a honra de receberem o título de mestre de bateria da Portela. A Tabajara do Samba, um dos maiores patrimônios da cultura brasileira, tem à sua frente desde 2006 o mestre Nilo Sérgio. O tímido ritmista vai aos poucos ajudando a escrever seu nome na história da maior campeã do carnaval.

    E não é pouca coisa o que vem alcançando Nilo. Em 2020 ele completará ininterruptos 15 anos como mestre na Portela. Apenas o lendário Betinho, que por longos 30 anos foi o mestre da Tabajara, ficou mais tempo no cargo. Nilo confessa à reportagem do CARNAVALESCO que ser mestre nunca foi sua meta e que vai dançar uma valsa para celebrar a marca.

    “Eu nem espera ser mestre da Portela. Quando virei diretor eu já achei o ápice. Sou o 13º mestre da Portela, o segundo a ficar mais tempo, depois do Betinho. Para mim é de suma importância essa marca de 15 anos. São sambistas de alta patente que passaram pela Tabajara. Os dirigentes que se passaram acreditaram em mim. Vou dançar valsa na avenida (risos)”, brinca.

    Quinze anos é uma vida. E nesse período é claro que as emoções se sucedem. Nilo confessa que sua maior tristeza na escola se deu em 2011 no ano em que o barracão pegou fogo. E claro pontua como maior alegria o título tão sonhado que tirou a Portela de uma fila de 33 anos sem um campeonato.

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    “Eu tive duas imensas alegrias. Ao assumir a bateria em 2006, algo que eu não queria, tinha uma insegurança. Mas claro que o título de 2017 foi uma emoção grande, vários portelenses jamais haviam gritado campeão. A minha maior tristeza na escola foi em 2011, quando nosso barracão pegou fogo. Me desesperei ali, ao abrir o barracão senti uma tristeza profunda”.

    O mestre também fala da alegria que sente em ver jovens que passaram por sua bateria alcançarem sucesso na música e até no comando de outras baterias, como os mestres da Unidos da Ponte, Vitinho, e, da Renascer de Jacarepaguá, Sampaio.

    “Não somente eu como outros colegas mestres ajudaram a formar esses meninos. É algo muito bom para o samba e o carnaval. Eu acho importante essa reinvenção do ritmo. Eu acho que é uma troca. Esses garotos sempre me ajudaram muito com a troca de ideias, experiência, como eu adquiri com os mestres da minha época”.

    Retrospectiva 2019 parte 3: o sorteio da ordem de desfiles e a crise política na Mocidade

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      Julho chegou com o fim do imbróglio político e jurídico criado pelas próprias escolas ao tentarem rasgar o regulamento pelo terceiro ano seguido. Os sorteios da Série A e Especial estavam marcados. Antes disso, porém o prefeito Marcelo Crivella mostrou mais uma vez todo o seu desprezo pela manifestação cultural que é o carnaval. Ele anunciou que faria um decreto onde proibiria serviços públicos, como a coleta de lixo, em eventos com vendas de ingressos. A medida afetaria diretamente os desfiles na Marquês de Sapucaí. Preocupada, a Liesa se manifestou sobre o assunto.

      A ordem de desfiles do Grupo Especial foi sorteada sem qualquer evento festivo, pois devido à perda de tempo com a disputa política na liga não havia como preparar nenhum evento. O sorteio aconteceu na própria sede da Liesa, no centro do Rio, no dia 18 de julho, apenas oito dias após a plenária que desfez a virada de mesa. Com 13 escolas no grupo, a Paraíso do Tuiuti optou por não participar do sorteio, escolhendo ser a quarta de domingo. Com Estácio abrindo o domingo e a São Clemente a segunda-feira, criaram-se cinco pares com as demais 10 escolas. A ordem sorteada foi a seguinte: desfilam no domingo de carnaval a Estácio de Sá, Viradouro, Mangueira, Tuiuti, Grande Rio, União da Ilha e Portela. Na segunda noite passam pela avenida São Clemente, Vila Isabel, Salgueiro, Tijuca, Mocidade e Beija-Flor.

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      Apenas cinco dias depois de definida a ordem do Grupo Especial, foi a vez da Série A conhecer a sua ordem de desfile para o Carnaval 2020. Também realizada na sede da Lierj no centro do Rio, a ordem sorteada ficou assim, após as trocas estabelecidas: Na sexta-feira de carnaval desfilam Vigário Geral, Rocinha, Ponte, Porto da Pedra, Cubango, Renascer e Império Serrano. No sábado é a vez de Sossego, Inocentes, Bangu, Santa Cruz, Imperatriz, Unidos de Padre Miguel e Império da Tijuca.

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      Enfraquecido politicamente após a derrota na Liesa, o presidente da Imperatriz, Luisinho Drumond, anunciou sua renúncia. O bicheiro controla a escola desde 1976, e está na presidência desde 2007. Preocupada com os rumos da escola, a comunidade da Imperatriz se mobilizou e organizou um ato em apoio ao presidente. O evento mostrou a força da família Drumond, não apenas na Imperatriz, mas no carnaval. Sensibilizado pelo apoio dos gresilenses, Luisinho desistiu da renúncia e segue na escola.

      Saída do casal abre crise política na Mocidade

      No final do mês de agosto, a Mocidade, que parecia navegar em céu de brigadeiro, com um grande enredo e um grande samba, passou por uma pesada turbulência no seu pré-carnaval. Após desentendimentos com a direção da agremiação, o casal Marcinho e Cris Caldas foi demitido. A notícia caiu como uma bomba na comunidade, que não aceitou a decisão e protestou nas redes sociais. Diogo Jesus e Bruna Santos formam o novo casal, o que aumentou a crise, devido às atitudes de Diogo no passado em sua primeira passagem pela escola. A dupla demitida resolveu se manifestar e o então vice-presidente, Rodrigo Pacheco, alegando divergências com a nova diretoria, anunciou sua renúncia do cargo. Foi nesse clima que a Mocidade escolheu samba-enredo em setembro.

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      Em agosto duas tradicionais agremiações do carnaval carioca decidiram fazer mudanças drásticas no processo de escolha do samba-enredo. A Unidos da Tijuca aderiu à encomenda da obra pela primeira vez em sua história. E a Unidos de Vila Isabel, seguindo um modelo realizado em São Paulo, optou por promover uma disputa interna e escolheu o seu samba após audições em CD.

      Escolha de samba do Império Serrano termina em briga generalizada

      Uma das escolas mais tradicionais do carnaval carioca viveu cenas lamentáveis na noite de escolha do samba par o Carnaval 2020. Visivelmente contrariada com a decisão de sua diretoria em escolher a obra campeã, a presidente do Império Serrano, Vera Lúcia Corrêa, renunciou ao cargo ainda no palco no momento do anúncio. O clima pesado instaurado na quadra culminou com uma briga generalizada entre apoiadores do samba vencedor e opositores. Cadeiras, mesas e baldes de cerveja voaram pela quadra. No dia seguinte, arrependida, Vera Lúcia se arrependeu e optou por permanecer no cargo. Foi o quarto dirigente a renunciar e desistir do ato em 2019 no carnaval.

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      No fim de setembro a Liesa anunciou importantes mudanças em seu regulamento para o desfile de 2020. Buscando enxugar ainda mais os desfiles, cortou uma parada para cabines de julgamento (agora serão três), liberando a bateria da obrigatoriedade de apresentação. Além disso o tempo de desfiles foi reduzido de 75 para 70 minutos, no máximo.

      Sambistas revelam suas cores e superstições para a virada do ano

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        Por Gabriella Souza

        O fim do ano é o momento no qual as realizações, desejos e projetos do ano que passou e do ano que virá são postos na ponta do lápis. Para ajudar nas boas vibrações e não deixar nada atrapalhar os projetos desejados, muitas pessoas apostam nas superstições na hora da virada e não abrem mão de usar aquela cor especial ou botar em prática uma superstição, para ajudar na hora de realizar o que pretende. Para a chegada de 2020, os sambistas contam quais seus rituais para o Réveillon e quais são as cores que apostam para dar aquela ajuda na concretização de seus sonhos.

        Bianca Monteiro, rainha de bateria da Portela, fala que a oração é o seu principal meio de se conectar com as boas energias que virão no próximo ano.

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        “Sempre peço nas minhas orações que o próximo ano seja em paz, penso muito nos outros também. Peço que todos nós possamos viver com dignidade. União e honestidade com o trabalho é o que mais desejo para nosso carnaval. Para o Ano Novo eu gosto de passar de branco, gosto muito de atrair paz, é o que a gente precisa. Podendo ter paz de espírito e em todas as áreas da vida, conseguimos tudo. A minha superstição é virar o ano mesmo em oração, pedindo à Deus e aos Orixás que me protejam e à todos que estão ao meu redor”.

        Evelyn Bastos, rainha de bateria da Mangueira declara esperar que o Ano Novo possa sempre ser um momento de renovação e de grandeza espiritual dentro do coração de cada pessoa e que junto com o espírito natalino, essa energia conquiste mais o coração das pessoas, de forma que elas consigam pensar um pouco mais nos outros o ano inteiro, não só no Natal. Fala também que não dispensa o amarelo para passar a virada, sua cor predileta para o dia.

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        “Eu sempre gosto de passar a virada de amarelo ou em algum tom dourado, todo ano. Eu acho o amarelo além de ser uma cor viva, ele traz muita energia positiva para mim. Eu convivo muito no carnaval de verde e rosa, amo essas cores, mas escolho essas outras para virar o ano, isso mesmo é uma superstição para mim. Eu tenho um contato muito grande com a espiritualidade, possuo um amor especial pela força do universo e acho que o amarelo do Sol representa luz e gosto de virar o ano buscando exatamente isso”.

        Selminha Sorriso, porta-bandeira da Beija-Flor, diz que não costuma pedir nesse momento, mais agradecer. E que se for para pedir seria mesmo sempre ter saúde, para seu filho também. Assim como mais paz para povo, com fé de que a vida do brasileiro vai melhorar. Diz que assim como Evelyn, aposta no dourado e confessa ter seus rituais na virada.

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        “Para passar a virada do ano eu sempre gosto de vestir branco ou dourado, é certo, todo ano. Nas superstições sempre como uvas verdes, tenho uma folha de louro no corpo, pulo sete ondas se estiver próxima ao mar. Quando não estou na praia, eu vou à alguma no dia seguinte e pulo as ondas sempre orando muito e agradecendo. Muitas pessoas gostariam de ter um pouco do que nós temos e ser um pouco do que nós somos, então é mesmo agradecer”.

        Junior Scafura, integrante da comissão de carnaval da Portela, fala que não sai muito do tradicional das cores de Ano Novo e que sempre busca estar com a mente em paz para trazer bons momentos ao ano que chegará.

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        “Para o Ano Novo a cor predominante que uso é sempre branca. Às vezes até combino com um azul ou amarelo. São, sem dúvida, as minhas cores preferidas para passar o Réveillon. Já na superstição gosto mesmo é de meia noite estar com pensamentos positivos e vibrando boas energias. Para poder entrar no novo ano com muita energia e fé”.

        Ciça, mestre de bateria da Viradouro confessa não se importar com roupas novas ou cores nessa data e que pelo visto, preza pelo conforto.

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        “Eu não tenho essa vaidade não. Passo o Natal e a virada em casa mesmo, de chinelo e nem me preocupo muito com roupas novas ou cores especiais”.

        O mestre-sala e a porta-bandeira da São Clemente, Fabrício Pires e Giovanna Justo apostam mesmo é na cor de sua escola para vestir na hora da virada. A porta-bandeira confessa seguir alguns rituais na hora da virada.

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        “Esse ano eu vou de amarelo, geralmente é branco também. Não sei o motivo da minha escolha dessa cor, talvez seja porque a cor da escola, que gosto e acho muito bonita”. Eu não costumo ter superstições, mas só agradeço muito, peço saúde para mim e toda minha família, rezo na hora da virada e fica tudo em paz”, conta o mestre-sala.

        “Eu sempre visto ou branco ou amarelo, não tem outras cores melhores. Depende muito do meu humor no dia que eu vou comprar, mas sempre escolho uma das duas. Tenho também minhas superstições, gosto de passar na praia para pular as setes ondas e jogar palmas para Yemanjá”, confessa a porta-bandeira.

        Emerson Dias, intérprete do Salgueiro confessa não ser muito supersticioso na virada, mas que ainda segue algumas tradições, assim como Matheus Machado, mestre-sala do Império Serrano que diz não se preocupar muito com superstições, mas que no final acaba cedendo.

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        “Tenho minhas manias mas não sou muito fanático com isso. Procuro mesmo é colocar uma roupa clara, e, sem dúvida, nova. Creio que atrai mais energias positivas para começar o novo ano”, fala Emerson Dias.

        Seja qual for a roupa ou as superstições para a chegada do novo ano, os sambistas deixam claro que o importante é estar em sintonia com as boas vibrações na hora da virada e de estar perto das pessoas que gostam.

        Ensaio de sábado da Unidos da Tijuca será em clima de pré-Réveillon

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        A Unidos da Tijuca promove neste sábado, a partir das 20 horas, seu pré-réveillon, no último ensaio do ano.

        O ensaio na quadra será realizado em clima de festa com muito samba e animação com a participação das alas da comunidade e baianas, velha-guarda, departamento feminino, passistas e a bateria Pura Cadência.

        A abertura do samba é feita pelo grupo Swing Carioca. A quadra da Tijuca fica na Avenida Francisco Bicalho n° 47 – Leopoldina. O ingresso custa R$ 20.

        Serviço:

        Pré-Réveillon da Unidos da Tijuca
        Data: 28/12/2019
        Horário: 20h
        Endereço: Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Leopoldina
        Classificação: 18 anos

        De surpresa, Iza visita o barracão da Imperatriz Leopoldinense

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        Na tarde desta sexta-feira, o barracão da Imperatriz Leopoldinense, na Cidade do Samba, recebeu a visita surpresa da cantora Iza, a rainha de bateria da escola para o Carnaval 2020.

        Ela conversou com o carnavalesco Leandro Vieira e com mestre Lolo, comandante da bateria da Imperatriz.

        Apesar de ter sido rebaixada no Grupo Especial em 2019 a Imperatriz conseguiu seguir na Cidade do Samba.

        De volta ao Salgueiro, Quinho faz balanço de sua trajetória e diz não se arrepender de tentar ser presidente

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        Ele ficou fora da escola quatro carnavais. O suficiente para o salgueirense sentir um enorme vazio, mesmo com bons resultados obtidos na avenida. Se você chegar na quadra do Salgueiro e citar o nome de Melquisedeque, talvez, pouca gente compreenda de quem se trata, mas é claro que o assunto é Quinho do Salgueiro. Com a escola em seu nome artístico, o intérprete abriu seu coração em uma conversa com a reportagem do CARNAVALESCO.

        Quando entoar na avenida seu inigualável “Arrepia Salgueiro”, Quinho completará 22 carnavais pela agremiação. Sua estreia se deu em 1991. Ficou na escola até 1993, ano do antológico ‘Peguei um Ita no Norte’. Depois de uma breve saída retornos entre 1995 e 1999. Após passagem pela Grande Rio, novo retorno à academia entre 2003 e 2014. A saída mais longa se deu após tentar se candidatar à presidente e perder pra Regina Celi. Quinho revela que não se arrepende.

        “Eu fiz uma opção. Fiquei quatro anos fora, embora tenha recebido convites. Mas não queria desempregar um colega. Eu sou uma pequena partícula no carnaval. Nesse período cantei em outras praças, como São Paulo, Vitória. A minha vontade e objetivo sempre foi o retorno para o Salgueiro. Estou de volta e a escola está feliz”, conta o cantor.

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        Ninguém cantou mais sambas do Salgueiro que Quinho na avenida. O intérprete superou Noel Rosa de Oliveira, que entre 1960 e 1977 foi intérprete da escola e cantou os mais significativos sambas da história do Salgueiro. Ele confessa que quando foi convidado faria apenas dois carnavais.

        “Graças a Deus completo 22 carnavais só pelo Salgueiro. Vim da União da Ilha para fazer apenas dois carnavais. Ganhei visibilidade, amor, carinho e eu sou salgueirense. Ter cantado 1993 mudou o meu patamar, a minha vida. E o nosso samba de 2020 possui a cara da escola, o meu estilo e do meu parceiro Emerson Dias”, derrete-se Quinho.

        Ao citar Emerson Dias, Quinho deixa o olho brilhar. Orgulhoso de ser um dos mentores de um dos grandes intérpretes do carnaval. Foi pelas mãos de Quinho que Emerson ganhou a oportunidade de iniciar uma belíssima carreira na Grande Rio, de onde só saiu para retornar para sua escola de coração.

        “Ele construiu sua trajetória lá, mas como ele mesmo fala, ele também é salgueirense. É muito gratificante cantar com ele. Ano passado chegamos depois do samba já gravado, chegamos para somar. Eu e Emerson nos entendemos no olhar. A parceria é maravilhosa e quem ganha é o Salgueiro. Eu e Emerson somos desprovidos de vaidade”, elogia.

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        Do alto de 36 anos de carreira (Quinho começou na União da Ilha em 1988) um dos mais longevos intérpretes da avenida destaca dois nomes da nova geração que seguem renovando a filosofia de alegria na avenida. O intérprete, porém, alerta que ninguém é maior que o samba.

        “Temos grandes cantores. O segredo é não se achar maior do que é. Como diz o samba do Salgueiro, ‘quando cair saber levantar’. Eu gosto muito do Igor Sorriso, que foi para São Paulo. Tem o Tinga, o Wander Pires, que já são consagrados. Eu acho o Nino do Milênio um menino de muito talento”, elogia.

        Retrospectiva 2019 parte 2: no meio do ano, crises institucionais racham ligas

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          Após as festas de premiação do Estrela do Carnaval na quadra da Unidos da Tijuca, após sete edições no Salgueiro, com a consagração de Cubango e Viradouro, o mês de abril chegaria com uma intensa crise na Lierj que culminou com a mudança na gestão da entidade, fundada em 2012. O grupo político que comandava a Série A deu lugar a outro.

          A crise teve início ainda no final de março. No dia 28, o presidente Renato Thor anunciou que estava deixando a Lierj. Entretanto a assembleia geral que definiria quem seria o novo comandante da Lierj, em 05 de abril, foi impedida de acontecer devido a uma liminar.

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          Após longo impasse, incluindo a desistência da renúncia de Renato Thor e uma tentativa de criação de nova liga que assumiria a Série A, o impasse jurídico só foi finalizado no final de maio, e o ex-presidente da Acadêmicos do Sossego, Wallace Palhares, enfim, pode assumir o posto.

          A despedida de Beth Carvalho e as eleições na Portela, Mangueira e Mocidade

          O mês de abril terminou com uma tristeza profunda no coração de todos os sambistas. Depois de uma longa batalha pela vida, a cantora Beth Carvalho morreu, deixando órfãos de seu talento milhares de fãs e admiradores. Beth foi a responsável por dar visibilidade a vários compositores e era figura carimbada nos eventos das escolas de samba. Sua despedida foi na sede do Botafogo, o seu clube de coração. Portela e Mangueira (sua escola de coração) homenagearam uma das mulheres mais importantes da história do gênero.

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          Três gigantes do carnaval carioca passaram por eleições em março e abril de 2019. Com resultados e gestões eficientes, a Portela, a Mangueira e a Mocidade, campeãs em 2016, 2017 e 2019, reconduziram ao cargo os grupos políticos da situação. No dia 20 de abril, Flávio Santos foi eleito novo presidente da Mocidade. No dia 28 de abril foi a vez da Estação Primeira de Mangueira eleger Elias Riche para comandar a escola. No dia 19 de maio Luis Carlos Magalhães foi reeleito para mais um mandato na Portela.

          Imperatriz tenta golpe, Jorginho renuncia, volta atrás e Liesa racha

          Junho chegou com uma grande crise na Liesa. Depois de ser rebaixada e aparentemente ter aceito a queda, a Imperatriz, junto de outras agremiações, armaram em uma plenária a manutenção da Rainha de Ramos e do Império Serrano na elite do carnaval carioca. Era a consolidação da terceira virada de mesa seguida no Grupo Especial. Discordando do golpe, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, anunciou que estaria renunciando ao cargo, caso a manobra se mantivesse.

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          Entretanto, ao contrário do que ocorrera em anos anteriores, o Ministério Público decidiu intervir e aplicar a multa pelo descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a liga e o MP, se comprometendo a não realizar mais viradas de mesa. Os dias subsequentes à virada foram de uma intensa crise na entidade, com dirigentes trocando acusações e a exposição daquilo que se sabia desde 2017: a Liesa vivia uma profunda crise institucional.

          Sem ter formalizado em ata a plenária que envergonhou todos os sambistas, a Liesa encontrou brecha jurídica para desfazer a virada. Três escolas que haviam votado a favor da Imperatriz, decidiram voltar atrás e o placar se inverteu, agora favorável à queda das duas escolas. A verde e branca da Leopoldina tentou impedir a plenária que desviraria a mesa na justiça, mas perdeu nos tribunais. No dia 10 de julho, 37 dias após a tentativa de golpe, ele foi desfeito e Império Serrano e Imperatriz irão desfilar na Série A em 2020.

          Pré Réveillon da Mangueira terá sambas que marcaram a história da escola

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          A Mangueira faz no sábado o seu tradicional Pré Réveillon com um super baile de carnaval no Palácio do Samba. A festa começa às 21 horas com mais uma etapa do Concurso de Samba de Terreiro.

          A noite segue com show da Bateria da Mangueira “Tem Que Respeitar Meu Tamborim”, sob o comando do Mestre Wesley Assumpção; intérpretes, com a voz principal de Marquinhos Art Samba; baianas, passistas, velha guarda e o bailado campeão do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus Olivério e Squel Jorgea, defendendo e empunhando o pavilhão verde e rosa da Mangueira, nossa ala da comunidade, o canto forte da Estação Primeira soltando a voz com garra e emoção, e claro, ela, a rainha Evelyn Bastos, sempre um show à parte, esbanjando beleza e muito samba no pé.

          A festa é uma excelente oportunidade para se despedir de 2019 e brindar a chegada de 2020, com muito samba e alegria com os amigos! Venha cantar sambas de carnavais que marcaram a história da Mangueira!

          SERVIÇO:

          Pré Réveillon da Mangueira
          Data: 28 de dezembro
          Horário: 21h
          Local: Quadra da Mangueira
          Endereço: Rua Visconde de Niterói, 1072 – Mangueira

          INGRESSO:

          Antecipado – R$ 40,00
          Na hora do evento – R$ 50,00

          Camarote VIP: R$250,00 POR PESSOA COM OPEN BAR (CERVEJA ITAIPAVA PREMIUM, CERVEJA PETRA, ÁGUA, REFRIGERANTE, CAIPIRINHA, CAIPIRISSIMA, CAIPIROSCA, SAQUERÍSSIMA, COQUETEL DE FRUTAS C/ ALCOOL,LAGOA AZUL, MOJITO, SEX ON THE BEACH, MADE IN BRASIL, SEGREDO DO MESTRE, PINA COLADA).