A Unidos de Vila Isabel dá início, nesta quarta-feira, à temporada de ensaios de comunidade para o Carnaval 2026. O encontro acontece na quadra da agremiação, localizada no Boulevard 28 de Setembro, 382. Esse será o primeiro ensaio após a final de samba-enredo, realizada no último mês. A obra escolhida para embalar o desfile já está disponível desde o dia 7 de outubro nas plataformas do Rio Carnaval e lidera a audiência entre os sambas divulgados até o momento.
“É sempre emocionante ver o primeiro encontro da comunidade com o samba que vai para a Avenida. Esse ensaio é o pontapé inicial da nossa caminhada e o momento de alinhar o que queremos mostrar em 2026”, destaca o diretor de Carnaval da Vila Isabel, Moisés Carvalho.
Em 2026, a Vila Isabel levará para a Sapucaí o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinicius Natal. A narrativa reverencia a arte, a ancestralidade e o samba, celebrando a memória de Heitor dos Prazeres, ícone da cultura popular brasileira. A azul e branca será a segunda escola a desfilar na terça-feira de Carnaval, dia 17 de fevereiro.
SERVIÇO
Data: Quarta-feira, 22 de outubro
Horário: A partir das 20h
Local: Quadra da Unidos de Vila Isabel — Boulevard 28 de Setembro, 382 — Vila Isabel, RJ
Reafirmando seu compromisso com a população trans, após o desfile em homenagem a Xica Manicongo, o Paraíso do Tuiuti terá uma ala formada apenas por mulheres trans e travestis no Carnaval 2026. Podem se inscrever maiores de 18 anos e que tenham disponibilidade para participar dos ensaios de rua da agremiação, realizados sempre às segundas-feiras, a partir das 19h, no bairro de São Cristóvão. A inscrição para a ala é realizada, presencialmente, na quadra do Tuiuti (Campo de São Cristóvão, 33). As vagas são limitadas.
Quem quiser desfilar nas demais ala do Tuiuti precisa ficar atento porque as vagas estão acabando. O cadastramento é realizado sempre às segundas-feiras, a partir das 19h, na quadra da escola. Os interessados devem se dirigir ao local, levando documento de identificação, CPF, comprovante de residência. Após o cadastro, os inscritos terão direito a receber a camisa do enredo.
A quadra do Tuiuti fica no Campo de São Cristóvão, 33, em São Cristóvão.
Representantes das novas mídias de carnaval debateram, na série “Encontros CARNAVALESCO”, no Museu do Samba, na Mangueira, Zona Norte do Rio de Janeiro, e pediram mais atenção da Liesa em relação à impossibilidade de transitar e produzir material na avenida nos dias de desfiles oficiais do Grupo Especial, devido ao contrato de exclusividade de exibição com a TV Globo.
“Perdemos 100% do nosso conteúdo durante os dias de desfile. Entendo enxugar, mas a forma como fizeram foi excessiva. Não tivemos vídeo de nada. A Presidente Vargas é um ambiente muito sensível de se retratar, pois não tem luz e o povo está se trocando, de biquíni ou de calcinha e sutiã. O nosso Carnaval, no ano de 2025, foi até o teste de luz e som”, disse Thiago Marques, do “Sambemos”.
“O nosso Instagram, que funciona o ano inteiro, no carnaval não tem nada. Fiquei tão magoado que nem fui à Sapucaí este ano. Fui para Cabo Frio, fui para a Intendente. Não consigo ver a transmissão da Globo, acho aquilo horrível. Fica meia hora mostrando o carro abre-alas, depois uma passada rápida pelo resto do desfile com drone. Também não entendo como um Instagram que vai filmar uma passista, que vê um rosto na multidão e registra, compete com a Globo, que filma conjunto, bloco, imagem aérea. Eu não vou competir com a Globo. A Globo não mostra o que eu mostro; a Globo não conhece o nome de cada passista”, expôs Marcelo Ferreira, do “Carnaviva”.
Para ele, falta comunicação da Liesa com a assessoria de cada escola na hora da distribuição do credenciamento, pois os assessores acompanham de perto o trabalho dos veículos especializados e sabem quem está no dia a dia.
“Esse foi o terceiro ano da minha página. Digo que os melhores anos foram 2023 e 2024, porque em 2025 a gente praticamente não trabalhou. É a gente que dá visibilidade para passistas que não têm Instagram, para meninas que acabaram de se tornar musas da comunidade e que não têm nem 2 mil visualizações, para o terceiro casal de mestre-sala e porta-bandeira que é pequeno nas redes sociais, mas que, a partir da nossa visibilidade, vai crescer para se tornar o primeiro ou segundo em outras escolas. São essas pessoas que sentem falta da gente no desfile. A gente recebeu muita mensagem: ‘Pô, este ano não tive vídeo no desfile. Este ano não tive uma foto no desfile’, porque é realmente o que elas precisam. Elas precisam da gente”, relatou Gil Lira, do “Você na Folia”.
“Nosso trabalho não tem entrevista. A gente é bem direto. O público nos procura para ver as imagens das escolas de samba. A proibição de gravação na avenida nos dias de desfiles oficiais do Grupo Especial nos impactou 100%. A gente filmava cabines que não são mostradas na Globo e isso se perdeu”, lamentou Helena Baltasar, da página “Cidade do Samba”.
“A palavra de ordem para todo mundo aqui é diálogo. Falta diálogo. Vamos chegar e vamos conversar. É simples. Tem gente na Liesa que é boa, que é capacitada para conversar e consegue resolver. É só sentar e conversar. A Globo renovou o contrato agora e quais foram os termos? Eu não sei. Faltou diálogo. Eu não estou falando que eles estão errados; eles têm razão em algumas coisas, mas falta sentar e conversar, ver o que cada um precisa, o nicho de cada um e o que pode ser feito”, criticou Felipe Damico, do “Apoteose”.
Damico foi alvo de uma injustiça no último carnaval, quando sua atuação na Marquês de Sapucaí, previamente autorizada em função do trabalho de registro histórico-cultural, foi limitada após denúncias de outros veículos.
“Nem é denúncia, porque foi acordado anteriormente. O Apoteose é feito para que a gente tenha registro daqui a 20, 30 anos do que está acontecendo hoje. Neguinho da Beija-Flor é o maior intérprete do planeta. Ele parou de cantar e não tem nenhum registro dele de forma oficial, a não ser no vídeo de segundos no Instagram. Se você entrar na Globoplay, não tem; na Rio Carnaval, tampouco. Vocês não vão achar, porque não foi feito. ‘Ah, mas a largada era uma confusão, todo mundo queria fazer’. Ok, deixa a Rio Carnaval fazer. Faz e coloca no YouTube. Registra! A gente não pode perder isso. O que está acontecendo é que ninguém pode fazer e ninguém vai ter também. Videozinho de 30 segundos com drone e cortes rápidos não é registro histórico”, reforçou ele.
A Unidos de Padre Miguel não se limita ao trabalho no carnaval. A escola mantém o UPM Social, programa voltado para a comunidade com atendimentos de nutricionista, psicólogo, terapia, massoterapia, além de atividades como reforço escolar, basquete, jiu-jítsu, capoeira e outros serviços que atendem tanto crianças e jovens quanto adultos da região. Segundo Cícero Costa, diretor da escola, um dos responsáveis pelo projeto e pai da presidente Lara Mara, o UPM Social é parte essencial da missão da vermelha e branca.
Segundo Cícero Costa, diretor da escola, um dos responsáveis pelo projeto e pai da presidente Lara Mara, o UPM Social é parte essencial da missão da vermelha e branca. Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO
“Esse é um projeto que vem se desenvolvendo a cada dia. Era um sonho nosso, e vocês já podem ver nas redes sociais como a gente tem impactado a vida das pessoas com ele. É a missão da escola de samba, afinal, samba também é social e temos feito um trabalho bem legal aqui em torno de Padre Miguel, de Realengo e também para quem vem de fora. Acho que estamos em um caminho legal”.
Cícero adiantou ainda que a agremiação trabalha para oficializar um instituto social. “Com certeza. Já estamos trabalhando nesse projeto de fazer o Instituto aqui para ajudar as pessoas que precisam”, afirmou.
Sobre as principais demandas da população, ele destacou: “Eu acho que não dá para pautar uma coisa só. A comunidade precisa de tudo, e a gente busca um pouquinho de cada coisa para poder atender”.
O vice-diretor do Departamento Social da UPM, Paulo Roberto, explicou que o programa já nasceu com bases sólidas e tem crescido junto com a escola.
“O Cícero propôs que fosse criado esse Departamento Social, que existe há cerca de uma década, mas que agora estamos fazendo crescer ainda mais com os serviços que oferecemos. Apesar de já realizarmos trabalhos sociais desde então, conforme a escola foi crescendo, a comunidade também cresceu, e se viu a necessidade de criar um departamento oficial para isso”, contou.
Paulo também reforçou os planos de ampliar o alcance. “Nós estamos tentando criar um Instituto justamente para fazer o UPM Social crescer ainda mais. Por isso, hoje, devido à alta demanda do trabalho do Departamento Social, somada à divulgação e ao interesse de parceiros em virem para cá, temos visto a necessidade de criar esse espaço para que o trabalho aumente e as parcerias também cresçam com o tempo”.
Já Glauco Louzada, diretor do departamento, destacou as demandas mais frequentes da comunidade.
“Trabalho para os jovens, tanto na área do esporte quanto na área educacional, para que eles ocupem mais o tempo com aprendizado e entretenimento; e, para os adultos, a questão da saúde, com atendimentos voltados para psicólogos e clínicos gerais, que eles pedem muito”.
Para ele, a iniciativa está alinhada à essência do Boi Vermelho da Vintém. “Toda escola de samba é oriunda de uma comunidade. Uma comunidade tem a necessidade de se sentir integrada à sua escola de samba, tanto em termos sociais quanto em termos culturais. Às vezes, as escolas focam muito na questão básica, e a questão social fica de lado. Aqui na Unidos de Padre Miguel, como a diretoria da escola sempre teve esse viés, o departamento acaba sendo cada vez mais reforçado com esse tipo de trabalho”.
A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) registrou uma verdadeira avalanche de acessos durante a nova abertura das vendas para dos ingressos para o Rio Carnaval 2026. O sistema contabilizou mais de 15 milhões de acessos, com pico superior a 2 milhões de usuários simultâneos, número que evidencia a dimensão do interesse do público pelo maior espetáculo da Terra. Em poucas horas, todas as arquibancadas foram esgotadas, confirmando o sucesso absoluto da comercialização. As frisas também esgotaram, mas a Liesa fará nova abertura de venda para o espaço.
No próximo sábado, 25 de Outubro, das 9h às 14h, a Escola de Samba Acadêmicos do Tucuruvi recebe atendimentos de saúde, vacinação, cidadania, orientação jurídica, beleza e bem-estar, além de atrações culturais abertas a toda a comunidade. A Tucuruvi comprometida com ações de responsabilidade social e promoção da saúde, entende o seu papel de transformação no território e reafirma o seu comprometimento com a comunidade, mobilizando múltiplos serviços e promovendo a integração entre poder público, sociedade civil e setor privado, consolidando assim, a ação Outubro Rosa como um momento de valorização da comunidade e de fortalecimento do vínculo social.
O evento, totalmente gratuito e aberto ao público feminino, reúne uma ampla rede de parceiros institucionais, entidades sociais e órgãos públicos para oferecer serviços essenciais, atendimentos, orientações e atividades culturais.
Organizado pelo Departamento Social da agremiação, o evento será realizado na nova quadra, localizada na Rua Manoel Gaya, nº 206 – Vila Nova Mazzei.
Durante o evento, a população poderá contar com os seguintes serviços:
Ações de Saúde
• Orientação de Prevenção do Câncer de Mama e Colo de Útero
• Ação de Vacinação – Vacinação de Sarampo, COVID, Febre Amarela e Influenza
• Verificação de Pressão Arterial
• Orientação Nutricional para Mulheres
• Avaliação de IMC
• Orientação Odontológica – Entrega de Kit Saúde Bucal
Ações de Cidadania
Orientações de Defesa e Conveniência da Mulher:
• Apoio a mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade.
• Atendimentos voltados para a proteção, apoio e empoderamento das mulheres
Centro de Cidadania Luana Barbosa – LGBTQIA+:
• Atendimento jurídico, psicológico e assistência social.
• Apoio para vítimas de discriminação, violência e preconceito.
• Programa Transcidadania: focado em travestis, transexuais e pessoas trans em situação de vulnerabilidade. Oferece educação (fundamental, médio), oficinas de qualificação profissional etc.
SOS Advogados:
• Orientação Jurídica para Mulheres:
• Áreas: violência doméstica (Lei Maria da Penha), pensão alimentícia, guarda de filhos, divórcio, direitos trabalhistas e benefícios sociais.
GPS – Serviços
Vagas de Emprego – Recrutamento para recolocação da mulher no mercado de trabalho – Somente vagas para mulheres. Recepcionista, Controladora de Acesso, Auxiliar de Limpeza e Copeira.
Ações de Beleza e Bem-Estar
Estação da Beleza:
• Exaltação da beleza feminina através de corte, penteado e maquiagem de forma gratuita.
Estação de Prática Integrativa de Saúde e bem-estar:
• Barras de Access – Práticas de bem-estar, relaxamento e expansão de consciência – Silvia.
• Auriculoterapia – Terapia que utiliza pontos específicos na orelha para tratar diferentes condições físicas e emocionais.
Estação de Recreação Infantil:
• Espaço Kids – Diversão e entretenimento para as crianças, para que as mamães possam aproveitar o seu dia especial.
• Brincadeiras, Contação de história
• Oficina de Bobbie Goods e Pintura Facial.
A União de Maricá viveu um final de semana inesquecível. Na Bahia, a escola participou do lançamento do tema do Ilê Aiyê para o Carnaval 2026, realizado no Largo Quincas Berro D’Água, no Pelourinho, em Salvador, na noite do último sábado. O evento reuniu expressões da cultura afro-brasileira e celebrou a união entre Bahia e a cidade da agremiação, destacando o tema “Turbantes e Cocares: a história de resistência do povo afro e indígena de Maricá”, que o bloco vai apresentar na folia baiana.
Matheus Santos, presidente da União de Maricá, celebrou essa parceria entre a União de Maricá e o Ilê Aiyê. Ele destacou a importância de fazer com que a escola possa atingir novos públicos, mostrando a força do samba.
“Estar ao lado do Ilê Aiyê é motivo de orgulho para a União de Maricá. Estou muito feliz porque estamos levando o samba da nossa cidade cada vez mais longe. Agradeço ao Vovô do Ilê pelo carinho, pela amizade e por proporcionar esse intercâmbio cultural conosco”, afirmou Matheus Santos.
O lançamento do tema contou com apresentações da anfitriã Band’Aiyê, da banda Orisun e da União de Maricá, que levou seus segmentos liderados pelo intérprete Zé Paulo Sierra para uma grande celebração no Pelourinho.
A relação entre o Ilê Aiyê e a União de Maricá tem se fortalecido desde junho, quando o bloco afro participou do lançamento do enredo da escola carioca. A parceria com a cidade se estende através do projeto “Ilê in Maricá”, uma iniciativa que promove oficinas e cursos gratuitos de cultura afro-brasileira em comunidades de Maricá, com aulas de dança, percussão, tranças e turbantes.
Compositores: Moacyr Luz, Fred Camacho e Gustavo Clarão
Sou eu, Brasil
Da retinta matriz africana
Ascendente que a arte proclama
No palco do meu carnaval
Descerrada a cortina
A dança ilumina ao terceiro sinal
É o samba de novo, e a força do povo
A estrela divina, negra bailarina
Quitutes e cores, Maria Baiana
Acordam tambores! Desperta Aruanda!
Ibarabo o terreiro ganhou platéia
Ecoou o batuque dos ancestrais
Quem consagrou foi Joãozinho da Goméia
Rei Nagô, resistência dos rituais
É farra do côco, ladainha
Cenários, ensaios, livraria
Tem frevo rasgado de sombrinha
Musical Dramaturgia
Calunga, Maracatu, louvado seja Exu
Bahia de felicidade
Ninguém calou nossa voz, a história fala por nós
Requintes de Brasilidade
Lança teus “Caboclos”
Que o amor se manifesta
Desce a ladeira!
Zum zum zum tem capoeira
Gira mundo e faz a festa
A ribalta alumiou
Nossa trupe vai passar
Preto velho abençoou
O legado popular
No cordão de Acari
Ela é soberana
O teatro é aqui
Viva Brasiliana
A União do Parque Acari apresentou, na noite do último domingo, o samba-enredo que embalará o desfile de 2026. A obra, encomendada aos consagrados compositores Moacyr Luz, Fred Camacho e Gustavo Clarão, dá voz ao enredo “Brasiliana”, desenvolvido pelo carnavalesco Guilherme Estevão. A proposta mergulha na essência da cultura nacional, reafirmando o compromisso da escola da Zona Norte com a valorização da arte brasileira e a representatividade no carnaval. O evento, que reuniu a comunidade e toda a equipe da agremiação, marcou o início de uma nova jornada de preparação para a Série Ouro, mantendo o tom de crescimento que tem caracterizado a trajetória da Acari na Sapucaí.
Carnavalesco da escola, Guilherme Estevão destacou que o enredo é resultado de um projeto guardado por anos e que agora encontra o momento certo para vir à avenida.
“O enredo sobre o Brasil é um projeto que tenho em mente há muito tempo. É um tema que me é muito caro, guardado para um momento especial. Acredito que este é o momento ideal, pois representa a consolidação da escola na Série Ouro”, explicou.
O artista, que vem recebendo elogios pelos trabalhos anteriores, enxerga em “Brasiliana” uma continuidade da identidade construída pela Acari: um carnaval cultural, educativo e profundamente ligado às raízes brasileiras.
“A escola de samba é um projeto educativo, um espaço de construção de conhecimento. O enredo deve cumprir esse papel. A parceria com o Moacyr Luz, o Fred Camacho e agora com o Gustavo Clarão representa a continuidade de um projeto bem-sucedido. Considero o samba deste ano o melhor da história da escola na Sapucaí”, afirmou Guilherme.
Sobre a parte plástica do desfile, o carnavalesco adianta que o público pode esperar um espetáculo vibrante.
“Será um desfile muito colorido, ainda mais bonito do que o do ano passado. Os carros continuarão com bastante movimento, mas serão maiores e mais volumosos. As fantasias mergulharão no universo do espetáculo brasileiro”.
Novo casal de mestre-sala e porta-bandeira: sintonia e emoção
A noite também marcou a apresentação do novo casal de mestre-sala e porta-bandeira da Acari, Renan Oliveira e Amanda Poblete.
Renan falou sobre o encerramento da antiga parceria e a empolgação com o novo desafio: “A notícia de que não seguiria dançando com Laís foi inesperada, mas o carnaval é um ambiente profissional. A amizade e o respeito permanecem. Agora, iniciar o trabalho com Amanda está sendo maravilhoso. Ela é uma porta-bandeira experiente e nossa conexão foi imediata”.
Amanda, por sua vez, revelou que quase ficou fora da avenida. “Sim, considerei não desfilar em 2026. Foram dezesseis anos de experiência, e a ideia de não dançar novamente me abalou. Mas o convite da Acari me devolveu a alegria. Dissemos ‘sim’ imediatamente”.
O casal já recebeu o desenho da fantasia e se mostrou encantado com o que vem por aí. “Foi uma surpresa muito positiva. Fiquei muito feliz com o desenho, é simbólico e emocionante”, contou Amanda.
Renan complementou: “O samba nos trouxe confiança. É um grande samba, e estamos entusiasmados para dançar com ele”.
Presidente Dudu: ‘Entramos na avenida para vencer’
À frente da escola, o presidente Dudu celebrou os resultados de 2025, amplamente elogiados, mas afirmou que a busca por evolução é constante.
“Reconhecemos que, sendo uma escola em crescimento, ainda há muito a aprimorar. Mas com a equipe que temos, o casal, a comissão de frente, a bateria, harmonia e o trabalho do Guilherme Estevão, estamos corrigindo detalhes e mirando um carnaval ainda melhor”.
O dirigente reforçou o sonho de alcançar o Grupo Especial. “Nossa comunidade é apaixonada pelo carnaval. Entramos na avenida para vencer e competir em igualdade de condições. Somos adversários, não inimigos. Vamos buscar o título com garra, força e trabalho sério”.
Sobre a escolha do samba encomendado e o perfil cultural, Dudu foi direto: “O Brasil é rico em cultura, e o carnaval reflete isso. A encomenda com nomes como Moacyr Luz, Fred Camacho e Gustavo Clarão garante um samba de altíssimo nível. É uma decisão que reforça nossa identidade”.
Apesar das dificuldades financeiras comuns às agremiações da Série Ouro, o presidente acredita na força do trabalho coletivo: “O apoio público poderia ser maior, mas com patrocínio, dedicação e muito esforço, conseguimos realizar um grande carnaval”.
Entrosamento e emoção: a dupla de intérpretes Tainara e Leozinho
A dupla de intérpretes Tainara Martins e Leozinho Nunes também comentou sobre a repercussão positiva do desfile de 2025 e a expectativa para o novo ciclo.
“O enredo foi belíssimo e o samba encantou o público. Agora, esperamos repetir o sucesso com ‘Brasiliana’, que tem tudo para emocionar novamente”, disse Tainara.
Leozinho destacou a parceria e a relação fraterna com a cantora: “Dudu me presenteou com uma irmã mais velha. Temos uma amizade sincera, com muito respeito e diversão. Essa sintonia reflete no palco e no carro de som”.
Tainara retribuiu o carinho: “É fácil cantar com o Leozinho. Ele tem quase vinte anos de carreira e me ensina muito. Nossa parceria é de respeito e aprendizado constante”.
Sobre o perfil cultural da escola, Leozinho enfatizou: “Acari tem sete anos de existência e precisa firmar sua identidade. As encomendas de sambas e enredos culturais ajudam nisso. O público da Sapucaí já demonstra muito carinho pela escola, que vem se tornando querida e respeitada”.
Direção de Carnaval reforça foco e união
Os diretores de carnaval, Cida e Yago, também avaliaram o último desfile e revelaram os planos para 2026. “Identificamos alguns erros de harmonia que já estamos corrigindo. Tivemos um bom resultado, com o oitavo lugar, mas queremos mais. Esteticamente, evoluímos muito e vamos seguir nessa linha”, contou Cida.
Yago adiantou que os ensaios de rua começam em novembro: “Vamos reunir canto, harmonia e evolução, trazendo nossa comunidade ainda mais para perto. Pretendemos desfilar com cerca de 18 alas e entre 1500 e 1800 componentes. O barracão já está a todo vapor”.
Coreografia e emoção na Comissão de Frente
O coreógrafo Fábio Batista, responsável pela Comissão de Frente, celebrou o convite e destacou a identificação com o enredo. “Estou emocionado por participar desse projeto. O enredo fala sobre o ‘Brasiliano’, considerado o primeiro teatro dançado e dramático do país, algo que dialoga diretamente com a minha trajetória como artista negro. É uma responsabilidade enorme”.
Segundo ele, o trabalho está em fase de criação, mas o samba já inspira novas ideias coreográficas. “Recebi o samba há duas semanas, e já começo a imaginar as cenas. Quanto mais cedo o samba chega, melhor para a dramaturgia da comissão”.
Força da bateria sob comando de Daniel e Erick
Os mestres Daniel e Erick mantêm o ritmo do sucesso da bateria da Acari. Em 2025, conquistaram a pontuação máxima e agora buscam repetir o feito. “Foi um trabalho árduo e muito gratificante. Estamos motivados a alcançar novos objetivos em 2026”, disse Daniel.
Erick complementou: “O enredo nos inspira a explorar ritmos afro e novas sonoridades. Vamos trazer referências dos teatros negros e traduzir isso na batida da bateria”.
A dupla reforçou ainda a importância da parceria com os intérpretes. “Tainara e Leozinho já estão entrosados com a gente desde 2024. Essa união é essencial para manter a força da escola”, concluiu Daniel.
Renascimento de Luciana Ppicorelli: a rainha da superação
Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a apresentação da nova rainha de bateria, Luciana Ppicorelli. Após 14 anos afastada do carnaval, ela retorna em grande estilo.
“Passei por momentos difíceis, com depressão e burnout. Disseram que meu tempo tinha passado. Mas decidi provar o contrário. Toda mulher pode alcançar seus objetivos”, afirmou emocionada.
Luciana contou que foi recebida com carinho pela comunidade: “Quando recebi o convite da Acari, fiquei muito feliz e honrada. A escola é acolhedora, o presidente é maravilhoso, e já me sinto parte da família. Agora, estou ansiosa e pronta para brilhar novamente”.