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Veja o clipe oficial do samba da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2020

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Veja o clipe oficial do samba da Mocidade para o Carnaval 2020

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Veja o clipe oficial do samba do Salgueiro para o Carnaval 2020

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Veja o clipe oficial do samba da Portela para o Carnaval 2020

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Veja o clipe oficial do samba da Vila Isabel para o Carnaval 2020

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Veja o clipe oficial do samba da Viradouro para o Carnaval 2020

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Veja o clipe oficial do samba da Mangueira para o Carnaval 2020

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Filme estreia no Festival do Rio contando o drama de produzir um desfile sem apoio do poder público

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Por Daniela Safadi e Gabriella Souza

O filme ’30 Dias – Um carnaval entre a alegria e a desilusão’ estreou no Festival do Rio, nesta quinta-feira, e o site CARNAVALESCO acompanhou o documentário que retrata o carnaval através das relações que o sustentam. A ancestralidade, a religiosidade e a união de pessoas dispostas a lutar por algo que acreditam. Os desafios vividos pela escola de samba carioca a “Alegria da Zona Sul” são pano de fundo e porta-voz do paulatino descaso do poder público em fomentar o carnaval do Rio. A agremiação viveu momentos de angústia e incerteza na temporada de 2019, quando teve que preparar seu carnaval sem a verba que deveria ser disponibilizada pela Prefeitura, que seriam em torno de R$ 250 mil, metade do orçamento de 2018. Todo o enredo foi captado e expresso com delicadeza pelas lentes e olhares de Valmir Moratelli, diretor do documentário. O filme pode ser visto nesta sexta-feira às 15h15, no Estação NET Rio 3 (Botafogo), e, neste sábado, às 18h, no Instituto Moreira Salles (Gávea). (Fotos: Daniel Pinheiro/Divulgação)

“Quando a gente procurou uma escola pra poder contar a precariedade que é fazer um carnaval numa escola de samba do Grupo de Acesso, procuramos primeiro pelo enredo. Não queríamos contar uma história apenas sobre crise financeira do carnaval porque isso já está nos jornais, nos sites… Queríamos contar um pouquinho do que as pessoas não costumam ver no dia a dia. Queríamos dar voz as pessoas que fazem o carnaval. O barracão é um lugar muito complicado de se trabalhar, muito precário, isso quando já existe condições pra se trabalhar”, explica o diretor do filme.

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Segundo Valmir Moratelli, o carnaval carioca está sendo prejudicado por causa dessa onda neopentecostal que invade a política do Rio de Janeiro.

“Isso prejudica o que temos demais genuíno, de mais cultural que é o nosso carnaval pela manifestação cultural. Acho que esse era o objetivo e a resposta está ali no filme. A cena que abre e a que encerra o desfile, que pra mim é muito forte, com a Camila, presidente da ala das baianas, tentando organizar as baianas sem ter espaço, a água da chuva chegando na canela das pessoas, aquela água podre da Presidente Vargas. A prefeitura negligenciou e não fez a dragagem como deveria ter feito”, afirma Moratelli.

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A produção agrega à linguagem de sua narrativa a afirmação do carnaval como um espaço de manifestação artística, educacional e comunitária para a formação da sociedade carioca. As críticas à Prefeitura e as políticas ideológicas de desqualificação da festa são incisivas. O documentário ousa em um exato ponto, o de mostrar um carnaval despido de ego, estampado com a realidade precária de uma escola do Grupo de Acesso. Retrata o cotidiano de um barracão improvisado e sem recursos, como reflexo do esforço de pessoas que vivem o carnaval como força motriz seus trabalhos e relações. Demonstram a união e persistência de seus componentes, que em meios às dificuldades, apresentam um carnaval digno na Avenida.

Fábio Fabato, jornalista e pesquisador de carnaval, teve participação no documentário e confessa sua emoção com a exibição da obra. Para ele, o filme representa um documento sobre a essência do que é o carnaval carioca, algo que deve ser preservado para a posteridade.

“Estou super feliz com o filme. Acho que o resultado é belíssimo porque consegue mostrar o carnaval para além do público que só o conhece pela televisão. Mostra o quanto tem de ritualístico na construção de um carnaval, o quanto tem de dificuldade, o quanto é uma festa. Os carros alegóricos não nascem na Avenida, ou seja, há um processo. É todo um trabalho que também envolve a dificuldade que se tem com o não apoio da prefeitura. Então serve, à meu ver, sobretudo, para decodificar com muito afeto o que é o carnaval. O filme é sensível, afetivo. O carnaval é uma representação identitária do Rio de Janeiro. Acho que todos os que estão ali envolvidos têm que se sentir muito orgulhosos por terem participado desse documentário”.

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Fabato ainda tece críticas ao descaso e ataque do poder público ao carnaval. Ele destaca também o preconceito que o carnaval ainda sofre.

“A meu ver, o poder público age, como nós falamos no filme, de forma a demonizar a cultura popular e, ao mesmo tempo, é uma lógica burra, onde não se percebe que a cultura popular, quando se coloca um ‘dinheirinho’, se investe em identidade, há um retorno em turismo, um retorno econômico na cidade. Mas o desafio é exatamente fazer essa gente entender que o carnaval precisa de apoio e que ele é representatividade de um povo. Nós temos um poder racista hoje, um poder que não abraça as comunidades, não abraça as religiões de matriz africana. É um ataque burro e um ataque preconceituoso ao mesmo tempo. É uma pena. Como eu até falei no documentário, se escola de samba fosse um bicho europeu, asiático, os países apoiaram, o presidente da república, o imperador, abririam o desfile. Aqui no Brasil não, aqui os políticos fogem da Avenida, é uma pena”.

‘Carnaval clama por socorro’

Responsável pelo desfile da Alegria em 2019, o carnavalesco Marco Antônio Falleiros citou a importância do carnaval ser retratado em um documentário.

“Ficou maravilhoso. Passou uma lembrança na minha cabeça muito emotiva durante o filme, porque a gente lembra de cada momento, cada etapa que foi pra chegar na Avenida. Pra mim, como profissional, fiquei super feliz de ter esse documentário, de fazer parte dele, porque tem tantos outros profissionais muito mais velhos, com muito mais experiência, com mais anos de estrada, que não têm seu trabalho exposto em um documentário tão importante como esse. Gostei muito também da sensibilidade que eles tiveram na hora de fazerem as imagens”.

Porta-bandeira da Alegria em 2019, Thaís Romi também falou do filme e o trabalho no carnaval.

“Quem não vive o carnaval não tem a noção de como é difícil, ainda mais para uma escola da Série A, concluir um projeto e levá-lo para a avenida. O documentário é a oportunidade desse público conhecer a realidade e refletir sobre a falta de valorização da nossa cultura. O descaso do poder público é uma realidade e precisa ser cada vez mais divulgada. O carnaval clama por socorro. Senti um orgulho danado de ter vivenciado esse momento de superação. A Alegria da Zona Sul fez o seu melhor mediante a todas as dificuldades e não merecia o resultado. O documentário foi a oportunidade de mostrar que fomos campeões de garra e superação”.

Com Paolla Oliveira, Grande Rio lança clipe do samba no sábado

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No sábado, às 15 horas, será lançado no Youtube da produtora KondZilla o clipe do Acadêmicos do Grande Rio para o Carnaval 2020. A produção foi filmada em duas locações: o terreiro Axé Wallê Ty Odé, cujo líder espiritual é Danilo Gayer, um dos fundadores da agremiação e na quadra da escola, ambos em Duque de Caxias. Participaram da gravação a rainha de bateria Paolla Oliveira e o destaque David Brazil, além de todos os segmentos da Grande Rio.

Este é o segundo ano da parceria entre a Tricolor de Caxias e a KondZilla, o que é visto por Onairam Pinheiro, produtor-executivo da empresa, que tem o maior canal de música do Brasil no Youtube, com bons olhos. “É gratificante essa aproximação com os demais gêneros. O samba, assim como o funk, é uma vertente cultural orgânica deste país”. Para ele, o projeto deste Carnaval foi especialmente importante para se colocar em voga a questão da intolerância religiosa. “É uma forma de combater o estigma obscuro que tem o candomblé em parte da população. Somos contra qualquer tipo de preconceito e queremos que o clipe mostre, sobretudo, a beleza da fé. Além disso, ter um personagem como a Paolla Oliveira como símbolo dessa mensagem é ainda mais potente para humanizar esse olhar”.

A Grande Rio em 2020 levará para a Sapucaí o enredo “Tata Londirá: o Canto do Caboclo no Quilombo de Caxias”, que contará a vida do célebre pai de santo Joãozinho da Gomeia.

Liesa faz nova fase de venda das frisas para os desfiles do Grupo Especial

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    Nesta sexta-feira, no horário bancário, diretamente na Central de Atendimento e Vendas da Liesa (Rua da Alfândega, 25, lojas B e C – Centro/RJ), serão colocadas à venda as frisas reservadas na primeira etapa do atendimento, mas que não foram quitadas no prazo pelas pessoas habilitadas.

    Estarão disponíveis cerca de 220 frisas de seis lugares nas filas C e D, setores 02, 03, 04, 05, 07, 09 e 11 (06, 08 e 10 estão esgotados), para os desfiles de domingo (23 de fevereiro), segunda-feira (24 de fevereiro) e Sábado das Campeãs (29 de fevereiro). Também serão oferecidas frisas de quatro lugares, filas E, F e G, setor 13.

    O pagamento será somente à vista, em cheque, dinheiro ou cartão de débito do Banco Bradesco.

    Interessados de outras cidades, não atendidas pelo código telefônico de área (21) poderão realizar reservas através do telefone da Central de Atendimento e Vendas, também entre 10h e 16h, ligando para (21) 3190-2100. Receberão, então, as devidas instruções sobre envio de e-mail e emissão de boleto de pagamento.

    Importante lembrar que também há disponibilidade de camarotes nos setores 02, 04 e 08. Os interessados devem entrar em contato com a Central Liesa de Atendimento e Vendas pelo telefone (21) 3190-2100.