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Entrevistão com mestre Rodney, da Beija-Flor: ‘a justificativa da falta de criatividade deveria cair’

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Em 2020 o mestre Rodney completa 10 anos como comandante da bateria da Beija-Flor. Após assumir em meio a uma crise no segmento, após a desavença entre Paulinho e Laíla, Rodney provou sua capacidade e transformou a bateria da Deusa da Passarela em uma das referências no Grupo Especial. O mestre conversou com a reportagem do CARNAVALESCO para a série ‘Entrevistão’.

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O mestre criticou os julgadores do quesito que sempre usam a justificativa da falta de criatividade para punir os mestres. Ele também fez um balanço desses 10 anos e citou Laíla e Neguinho da Beija-Flor como padrinhos. Incisivo, afirmou que a manutenção do ritmo e do andamento são mais importantes que paradinhas e coreografias dentro de uma bateria.

Hoje, a gente já pode falar. Qual foi seu maior medo quando assumiu a bateria?

“Medo que todo mundo tem, de não ser capaz de conduzir. Graças a Deus a escola confiou em mim e me deu oportunidade. Dez anos depois posso dizer que venci, graças à ajuda dos meus ritmistas, dos meus diretores. Acho que o trabalho está aí para quem quiser ver”.

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E qual foi a maior mudança da bateria no seu comando para o mestre Paulinho?

“Eu acho que foi o aproveitamento da prata da casa. O nosso projeto de formar novos ritmistas nos deu uma gama enorme de novos integrantes. Eu posso afirmar que 98% da nossa bateria hoje é formada por oriundos da nossa escolinha. Isso é um ganho espetacular”.

Laíla foi fundamental para sua chegada. O que você aprendeu com ele e o que pode falar dele?

“Aprendi muita coisa com ele. A oportunidade mais importante da minha vida foi me dada por ele e pelo Anísio. Posso dizer com toda humildade? O pouco que eu sei eu aprendi com o Laíla. É um mestre para mim e muita gente. Estou aqui graças a suas broncas e hoje estamos no rumo certo”.

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Como você define o ritmo praticado pela bateria da Beija-Flor e qual BPM (batidas por minuto) preferido?

“Somos uma bateria afinada e suingada. Cada samba possui uma característica de andamento. A cada ensaio a gente busca fazer ajustes para encaixar o andamento mais confortável. A estrela é o samba-enredo. Até o último ensaio antes do desfile a gente pode mudar o andamento. É uma constante de análise”.

Como é para você trabalhar com o Neguinho da Beija-Flor?

“É tudo de bom. Ele também me deu muito apoio. Neguinho está a cada dia melhor, e ajuda muito a gente no trabalho da bateria. Temos um entrosamento perfeito com ele, além do canto da escola. Que bom que temos o Neguinho junto com a gente”.

O que gostaria de mudar no julgamento do quesito bateria?

“A primeira coisa que eu iria extinguir é justificar uma nota diferente de 10 com ‘falta de criatividade’. Eu acho essa explicação a maior falta de criatividade que existe no carnaval”.

Vivemos um momento de alto nível das baterias do Especial, inclusive, com a entrada da garotada. Qual sua análise desse momento das baterias?

“Todos os mestres são musicistas. Eu fico muito feliz. Eles chegaram com todos os méritos. Os meninos do Salgueiro, os meninos da Ilha, o Fafá. Quem ganha com isso é o carnaval. Hoje em dia o sarrafo para você tirar 10 está muito elevado e eu acho isso muito bom”.

Rodney é contra ou a favor das paradinhas? E o motivo?

“Eu acho que a convenção é um recurso. Eu acho que não pode ser algo que seja determinante no quesito. Se torou uma obrigação. Todas as baterias fazem e nós também fazemos”.

Você tem ao seu lado a Raissa. Fica mais fácil para o mestre ter a rainha da comunidade e que conhece tudo na escola?

“Estou com ela desde o início. Ela é rainha na acepção da palavra. Quando ela estava grávida sempre ligava para a gente, perguntava como estavam os trabalhos. Raíssa é uma rainha mesmo”.

E coreografias a bateria da Beija-Flor um dia vai fazer algo e por que não faz?

“A gente fez em 2013 e 2014. Se for necessário eu farei. Mas aqui o principal é a sustentação do ritmo mesmo”.

Bateria Cadência da Baixada mostra criatividade em ensaio de rua da Inocentes de Belford Roxo

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Por Gabriella Souza

A Inocentes de Belford Roxo fez seu ensaio de rua, na noite desta quarta-feira, e iniciou seu treino com discursos motivacionais dos dirigentes que animaram o público e os componentes a realizarem um ensaio bom e empolgante. A escola sustenta um enredo forte e importante sobre a futebolista Marta, já premiada seis vezes como a melhor do mundo. O samba que é marcante promete ser um dos mais animados e cantados da Série A. O grande destaque do treino foi a bateria Cadência da Baixada que mexeu com o público com suas bossas e novidades, marca da criatividade do mestre Washington.

O diretor de carnaval, Saulo Tinoco, ressalta que a escola vem evoluindo e que o trabalho de sua equipe está sendo feito e a que tendência para a Inocentes é só crescer até o desfile:

“O ensaio de hoje está em uma crescente, semana passada nós tivemos um público muito bom e hoje superou. A expectativa mesmo é chegarmos no 100% com todos os componentes da escola, mas creio que estamos no caminho. Agora é aquele trabalho de ‘formiguinha’ mesmo já que faltam menos de 30 dias para o carnaval. Hoje já evoluiu bem e semana que vem estará melhor, portanto está sendo uma crescente mesmo com a escola cantando e não só o refrão”, conta.

Harmonia e Samba

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O carro de som é um dos pontos fortes da escolas, com intérpretes experientes como Pixulé e Tem-Tem Sampaio mostra potência e muita qualidade. Levantam o samba que possuiu uma letra boa e um refrão forte e marcante, sem dúvida, será uma das principais atrações da escola para o desfile. Já o canto dos componentes pode melhorar, já que foi notado muitos ainda lendo a letra em folhetos entregues pela escola, até mesmo alas inteiras. Mas, no geral, a comunidade mostrou seu esforço em aprender a letra, vale lembrar que restam menos de 30 dias para a abertura dos desfiles e questões como esta precisam ser rapidamente sanadas.

Evolução

A escola estava com um número de componentes reduzida. Algo para receber atenção d diretoria, já que pode prejudicar o andamento e a evolução da escola como um todo. Apesar disso, a escola evoluiu com tranquilidade e no andamento desejado e planejado pela equipe de diretoria e harmonia. Destaque para a ala com balões vermelhos, muito empolgada e que chamava o público a também cantar o samba e sambar.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Inocentes de Belford Roxo, Douglas Valle e Jaçanã Ribeiro, apresentou qualidade nos movimentos. Ambos são técnicos com habilidades na agilidade dele e na leveza dela ao conduzir o pavilhão. O entrosamento entre os dois proporciona uma coreografia leve, que é bem simples e até mesmo mais clássica se comparada ao que outros casais vem desenvolvendo. Será também um dos pontos fortes em qualidade e técnica no carnaval da Série A de 2020.

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Bateria

O destaque principal do ensaio foi a bateria Cadência da Baixada comandada por mestre Washington Paz. A bateria apresenta uma organização boa e uma qualidade excelente. Apesar de não estar com um número ideal de ritmistas, cada naipe é bem dividido e isso proporciona uma boa sonorização ao todo, contribuindo ao andamento adequado para a escola. O que faltou foi um entrosamento maior da rainha Amanda Andrade com a bateria. Washington se mostrou um mestre experiente e preocupado com a qualidade de técnica de seus ritmistas no ensaio, visto ter criado um série de novidades para a bateria, tanto em bossas como em coreografias. Um dessas novidades é que em momento do samba, metade da bateria vira de lado e bate palmas enquanto a outra segue tocando. Washington conta ainda que as novidades não param e que ainda reserva outras mais para a Sapucaí:

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“Ainda tenho alguns detalhes para acertar e sempre temos no que melhorar, mas estamos no caminho certo, até o desfile ainda temos alguns ensaios e podemos ajustar o que for necessário. A gente aqui gosta de fazer algumas brincadeiras com algumas coreografia e já adianto que vem mais surpresa além disso. Acho que para vir normal é melhor ficar em casa, a gente gosta de arriscar. Mas é legal viver nessa tensão e acho mesmo que depois que começamos a fazer essas novidades nós passamos a ser cobrados todos anos para trazer algo diferente e quando a gente não faz o público sempre reclama. Já virou uma identidade do nosso trabalho”, conta.

Liga-SP apresenta novidades e investimento na capacitação dos julgadores do Carnaval 2020

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Por Gustavo Lima e Matheus Mattos

A Liga das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP) realizou entrevista coletiva, na noite desta quarta-feira, em sua sede, para apresentar novidades e o critério de julgamento para o Carnaval 2020. Confira abaixo alguns trechos das declarações do presidente Serginho, comandante do Grupo Especial e Acesso paulistano.

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Treinamento dos jurados

“A nossa ideia é sair com uma linha só. Sem cada um ter sua diretriz, sem conhecer o regulamento. Pensamos em mostrar como o processo foi feito e que a linguagem seja a mesma. Elaboramos uma maneira esse ano para que fosse feito um treinamento e escolhemos três coordenadores, que já foram julgadores, para que eles cuidassem dos julgadores. Pessoas acadêmicas que se integraram e transmitiram para o popular para a conversa ter a mesma linha de raciocínio. Temos o maestro Rogério no módulo música, a Flávia no módulo dança e o Bruno no módulo visual. Cada escola e jurados receberam o material que preparamos para o treinamento e todas informações de como será julgado cada quesito na Avenida. O julgador ainda levará para cabine uma apostila para usar caso tenha dúvidas”.

Algumas mudanças

“Em todas as cabines de julgador as baterias vão ter que ousar. A mudança na bateria teve uma votação apertada entre os presidentes e quem vai ganhar é o espetáculo. A ideia nossa era que o julgador pudesse descer e acompanhasse até a outra torre e assim por diante, mas ainda não vamos conseguir para esse ano”.

Investimento no julgamento

“A Liga vem investindo pesado nessa parte de julgadores nos últimos quatro anos e trocamos o quadro completo dos julgadores. Optamos por pessoas com muita qualificação e criamos um sistema que facilita para escola entender como ela é julgada. A cada ano tentamos que o carnaval tenha o resultado mais justo e transparente possível. Nos últimos o maior investimento na estrutura de carnaval foi no julgamento. Já fui presidente de escola e quando cheguei na casa não entendia a forma que era julgado. Pensava de uma maneira e o julgamento era de outra. Ia para Avenida no escuro. Queria entender porque não poderia ser tão claro e todo mundo saber como era o julgamento e o treinamento”.

Punição mais leve

“O carnaval está cada vez mais acirrado. Algumas penalidades estavam pesadas e decidindo carnaval por um décimo e algumas perdendo pontos por problemas. A ideia é que a escola que tiver problemas na pista possa ainda se recuperar dentro da pista. Não é deixar de punir, mas ter condições de disputar, sem ter uma punição tão forte. Antes quem estourava o tempo máximo ou mínimo perdia de cara logo 1 (um) ponto e agora está mais brando. Estava desproporcional. Nos adequamos para escola ter flexibilidade, caso aconteça algum problema durante o desfile”.

Comunidade nilopolitana ensaia nesta quinta

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Nesta quinta-feira, a partir das 21h, a azul e branca da Baixada Fluminense realiza mais um ensaio de comunidade para o Carnaval 2020. Todos os componentes participam do treino, que tem entrada a R$ 20. A quadra da Deusa da Passarrela fica na Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025, em Nilópolis. Com o enredo ’Se essa rua fosse minha’’, tema desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Louzada e Cid Carvalho. A Beija-Flor será a última a desfilar na segunda-feira de folia.

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Serviço:
Ensaio na Quadra da Beija-Flor de Nilópolis
Data: Dia 23 de janeiro, quinta-feira
Horário: A partir das 21h
Atrações: ensaio geral rumo ao carnaval
Preço: R$20 (entrada) / Camarote para (15 pessoas) R$1.500
Local: Quadra da Beija-Flor de Nilópolis – Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025, Nilópolis
Informações: (21) 3743-0340/ 21 99086-8047
Maiores de 18 anos

Entrevistão com o intérprete Bruno Ribas: ‘Quero parar com o carnaval, mas não de cantar’

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Por Gabriella Souza

Intérprete da Tom Maior e da São Clemente, Bruno Ribas já projeta sua parada na carreira. O cantor possui uma larga trajetória no samba e no carnaval. É neto do compositor Manacéia e desde pequeno vive no meio. Aos 27 anos, em 2002, iniciou fazendo parte do carro de som da Estácio de Sá no Grupo A (“Nos braços do povo, na passarela do samba… Cinquenta anos de O Dia”), juntamente com Serginho do Porto. Sua estreia como intérprete principal veio no ano seguinte, quando comandou a Inocentes da Baixada, também no Grupo A (“O Gênio da Inocentes e Lâmpada Maravilhosa” – 2003), no mesmo ano fez parte da equipe de intérpretes auxiliares de Jamelão na Mangueira. Na série ‘Entrevistão, do site CARNAVALESCO, Bruno Ribas fala de diversos assuntos. Confira abaixo a entrevista completa.

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A Tom Maior devolveu o espírito daquele Bruno Ribas que cantou o samba “É Segredo” (Tijuca 2010). O que a escola mudou na sua vida?

Bruno Ribas: “A Tom Maior me trouxe uma recarga de bateria, mas eu já estou até me desfazendo dela, estou de verdade pensando em me aposentar. O carnaval está ficando meio chato e difícil de lidar. Mas, isso não é para agora, ainda vou ter um tempo para poder me organizar, organizar a vida e deixar tudo legal para que isso possa acontecer e eu poder parar. A Tom Maior foi muito importante nesse sentido para mim e para a minha trajetória”.

Aliás, o “É Segredo” é o samba da sua vida?

Bruno Ribas: “Não foi o samba da minha vida, mas sim o desfile da minha vida, já que foi o primeiro campeonato que eu conquistei como intérprete oficial de uma escola de samba na minha carreira, foi muito importante e tenho boas lembranças”.

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Por que você já cogita a hora de parar?

Bruno Ribas: “O ‘parar’ que eu falo não é parar de cantar, mas sim como o carnaval, é o que pretendo. Estou pensando e ajeitando uma nova estratégia para a minha carreira, eu e a minha equipe ainda estamos em análise para planejarmos isso. Quero descobrir outras funções também no carnaval, além de cantar. Eu vim de bateria, me propus a cantar, e acho que não deixei muito a desejar. Fui e sou um mediano cantor e daqui um tempo quero ver outros horizontes. Trabalhar mais para dentro da confecção do carnaval, estar mais dentro desse horizonte me interessa também”.

Qual a diferença entre cantar no Rio e em São Paulo?

Bruno Ribas: “A única diferença que separa o Rio de São Paulo é a logística. É o que São Paulo tem de melhor para oferecer, algo que realmente falta no Rio. O som é magnífico, todo o operacional de São Paulo é muito bacana. Mas, no restante, creio não ter diferenças, às vezes até tem sim no sentido de tamanho do carnaval deles para o nosso do Rio, mas no geral não. Se considerando a parte musical, não. A música é universal, a gente faz em qualquer lugar, estando no meu setor isso não muda”.

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E como é cantar em trio com o Leozinho e a Grazzi?

Bruno Ribas: “Junto com eles eu tenho mesmo é um grande aprendizado, a gente aprende muito um com o outro. Eles até brincam muito comigo dizendo que eu sou o mais antigo deles, então tenho que carregar essa carga maior. É tudo muito bem dividido no nosso carro de som, nos entendemos muito tanto musicalmente como pessoalmente e acontece tudo bem, temos um aprendizado muito legal”.

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Cada vez temos mais mulheres no carro de som. O que você pensa sobre o assunto?

Bruno Ribas: “Bom, a gente vê ainda o preconceito contra a classe feminina e que ainda é muito difícil se ter mulheres como cantoras nesse meio. Acho esse preconceito ridículo, porque a mulher é o ser humano mais importante do universo desde que o mundo é mundo, se não existisse as mulheres não existiria a humanidade. Mas o meu o ponto de vista quanto a mulher cantando e sendo intérprete é que acho muito importante isso, super bacana a mulher fazendo esse papel no carnaval”.

Qual é seu maior ídolo como intérprete e por que?

Bruno Ribas: “Pela bilionésima vez, eu volto a dizer com muita satisfação, e vou falar isso para o resto da minha vida até que Deus me leve, e se Deus me levar e me deixar gritar de lá eu vou gritar o nome do Neguinho da Beija-Flor”.

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Qual samba você não cantou e gostaria de ter cantado?

Bruno Ribas: Samba, eu realmente não sei. Mas desfile eu que eu gostaria de ter  participado de vários, mas teve um na Portela que eu gostaria muito de ter estado, que foi o “Adelaide, A Pomba da Paz” (1987) que eu achei muito bacana e me emocionou muito”.

Qual foi o desfile na sua carreira que mais te marcou?

Bruno Ribas: “O desfile que mais me marcou foi o da Mocidade em 2008 (“O Quinto Império: de Portugal Ao Brasil, Uma Utopia Na História”) foi um desfile grande e fantástico na minha vida. Porque foi um período muito complicado no qual eu passei na Mocidade 16 meses sem receber. E nesse ano eu fui também para São Paulo cantar no Império de Casa Verde e houve muitos problemas até que chegou o carnaval e eu não tinha para onde correr mais. Tive problemas sérios tanto em São Paulo quanto no Rio, tinha gente no carro de som que estava sendo despejada de casa porque não estava recebendo e não tinha dinheiro para pagar um aluguel. Em São Paulo eu já tinha um carro de som formado, um baita carro de som e de repente não tinha mais ninguém no carro de som, tive que levar o Marquinhos Art’Samba, que está na Mangueira hoje para lá, que é meu compadre, e o Dudu, filho do Deré da Grande Rio, tive que levar os dois para São Paulo para cantar comigo, porque eu não tinha mais carro de som. Foi bem complicado. Mas quando cheguei aqui no Rio, o desfile para mim da Mocidade foi fantástico”.

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Qual foi sua maior decepção na Avenida? E o motivo?

Bruno Ribas: “Um desfile ruim na minha vida foi em 2009 na Tijuca. Quando eu acabei o desfile e saí da Avenida, pensei ‘devo estar demitido’, porque eu não senti o desfile, foi muito complicado.

O que falar do Adnet como compositor e do samba que ele fez?

Bruno Ribas: “Achei a participação do Adnet no samba muito interessante, uma pessoa que não participava e não estava no meio do carnaval e chegar com um samba inteligente, uma outra visão e bem destacada do que temos visto no resto do carnaval. Achei bem bacana e agregou muito bem a pessoa dele ao carnaval. E eu gosto muito desse samba, está bem encaixado com todo o carro de som e com a escola. Está fluindo muito bem”.

Presidente da Mangueira fala de Leandro Vieira, andamento do barracão e relação com o prefeito

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O presidente da Estação Primeira de Mangueira, Elias Riche, participou do programa “Debate CARNAVALESCO” com a rainha de bateria Evelyn Bastos. O dirigente que vai para seu primeiro carnaval à frente da Verde e Rosa falou sobre diversos assuntos importantes. Confira abaixo trechos.

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Leandro Vieira

“O Leandro é uma pessoa fora da curva. É de uma capacidade, inteligência, fora do comum. Ele conseguiu voltar e mudar a história do carnaval. O desfile estava na mesmice e ele veio por uma linha totalmente diferente. Acho que é a linha certa. Hoje, nós temos sete ou oito carnavalescos que estão acompanhando os caminhos do Leandro. Ele passa os 70 minutos na Avenida dando a opinião dele. Espero que ele continue na Mangueira e faça escola na gente, mas vai ter que mudar a linha, porque está todo mundo seguindo. A Mangueira está mostrando o que acha da vida de Jesus Cristo. A escola sofre como Jesus, que foi crucificado, criaram uma porção de pecados para ele, e a Mangueira estão inventando milhares de coisas sobre ela”.

Barracão

“Estou tranquilo na parte do barracão. Vamos fazer um belo carnaval. Temos uma equipe muito boa. Se perguntar da parte que devo… fico triste com o que acontece hoje de ter que tomar medidas para estancarmos os custos do barracão. A escola está muito unida e todo mundo tem compreensão sobre o momento. A credibilidade não tem preço e não posso reclamar”.

Verba pública para o carnaval

“O município tinha que ter boa vontade e olhar com carinho para o carnaval. A ocupação hoteleira é grandiosa. Se você analisar quanto a Mangueira e as outras escolas pagam de ISS, além do que a Liga paga de ISS, você vai perceber que é muito mais do que o prefeito liberou para gente em 2019. Ele não deu a verba, mas não tratou das creches, dos hospitais, e você vê buracos nas vias públicas. O que ele fez de bom no Rio de Janeiro? Eu votei nele, hein. Infelizmente, a gente continua votando errado. Ele falou que ia cuidar das pessoas, mas não sei de quem ele está cuidando. Ele não pensa no povo. Ele está devendo R$ 50 mil do carnaval passado. Ele tem que ter vergonha na cara”.

Missão de ser presidente

“O mais difícil é quando você tem que falar. Estou gostando. Tenho uma parceria boa e fiz amigos na escola. É a primeira vez na história da Mangueira que temos unanimidade com todos os ex-presidentes. São pessoas que estão do meu lado. Sou feliz por causa disso. Chiquinho pegou uma dívida de R$ 15 milhões e quando eu assumi a dívida era de R$ 4 milhões a R$ 5 milhões. Agora, não é fácil. O carnaval cresceu e a verba diminuiu. Não basta ser um grande mangueirense para ser um bom presidente da Mangueira. Não posso reclamar de nada, tenho grandes parceiros do meu lado, não sou o grupo que fez o ‘Muda Mangueira’ ou a ‘Ami7’. Quero estar junto com todos, somos unidade”.

Assista na íntegra o programa:

Série Barracões: Emoção é o grande trunfo do desfile do Paraíso do Tuiuti

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Por Victor Amancio

Recém chegado ao Paraíso do Tuiuti e na sua segunda passagem pelo Grupo Especial, o jovem talentoso João Vitor Araújo trabalha para consagrar o seu trabalho entre as grandes. Em visita do site CARNAVALESCO ao barracão da agremiação, João revelou que o enredo para 2020 já existia e que ele acrescentou São Sebastião na história depois de descobrir que o Santo, além de ser padroeiro do Rio, também era do Tuiuti.

“O enredo já existia, eu tinha ele guardado mas não tinha feito a ligação entre o Rei Dom Sebastião com o Santo São Sebastião. O enredo seria Dom Sebastião e a ideia de unir as duas figuras se deu no momento em que entrei no barracão do Paraíso do Tuiuti pela primeira vez e dei de cara com a imagem de São Sebastião que ficava na entrada. Era uma imagem de tamanho natural e eu procurei saber na escola e descobri que São Sebastião é o padroeiro do Paraíso do Tuiuti”, conta.

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João disse que algumas pessoas pensam que a ligação feita no enredo entre Santo e o Rei se da de forma arbitrária, mas ele enfatiza que durante sua pesquisa ele encontrou diversas ligações entre os dois.

“O que eu encontrei de mais importante na pesquisa do enredo, primeiramente, é a ligação entre Santo e Rei. A principio algumas pessoas achavam que era uma forçação de barra para colocar o Santo no enredo da escola, que um não tem nada a ver com o outro porém as histórias se cruzam o tempo todo. Eles tem tudo a ver. A partir do momento que o Rei de Portugal recebeu o nome de Sebastião era por causa do Santo pois a família era católica e devota de São Sebastião. Durante a infância Dom Sebastião se torna devoto do Santo de que ele leva o nome e ainda quando criança recebe do Papa Gregório XIII a flecha, segundo a história conta, do martírio de São Sebastião ainda com resquícios de sangue e mesmo com a diferença temporal, já que o santo foi flechado lá em 286 D.C. Eles dois tem uma ligação muito forte, em espírito e tudo mais”, disse o carnavalesco.

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Para levar a escola ao título inédito, além do bom gosto nas alegorias e fantasias, o carnavalesco acredita que terá como grande trunfo a emoção. Ele acredita que a comunidade cantando o seu padroeiro, com força e emoção, será um momento emocionante no domingo de carnaval.

“O trunfo do desfile certamente será a emoção e a fé. Falar do padroeiro da escola é muito importante para a comunidade, para a velha guarda, a ala das baianas. Mexe com o coração do torcedor e do componente do Paraíso do Tuiuti, então eu acho que tem tudo a ver com o ano, com essa questão do resgate, do sentimento, tudo isso que envolve comunidade e coração”.

‘Quando se começa o carnaval mais cedo se gasta menos’, explica João

Em um ano que o repasse da prefeitura não chega muitas escolas passam pormdificuldades financeiras e precisam buscar soluções para os barracões não ficarem parados e o trabalho ser realizado com êxito. Para João, a solução é começar o carnaval mais cedo e não parar de trabalhar.

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“Para lutar com essa crise e não perder a qualidade do desfile, para mim, a solução é não parar. Eu digo sempre que quando se começa o carnaval mais cedo se gasta menos e começar o carnaval cedo não significa terminar cedo mas o prejuízo é muito menor ou quase nenhum. Pagamos mais barato e tudo flui de maneira mais organizada. Trabalhar muito, no nosso caso pesquisamos bastante, tiramos proveito dessa possibilidade de começar o carnaval mais cedo mesmo que sem dinheiro”.

Nunca crescente de enredos críticos e políticos João diz que o ato de colocar carnaval na rua, para ele, já é um ato político e de resistência.

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“Eu acredito que o carnaval é um ato político sempre, para mim não é preciso desenvolver um enredo político para dizer que é crítico. O simples fato de você colocar um carnaval na rua, principalmente na atual conjuntura, com o desgoverno que vivemos é um ato político. Então quando eu falo de Rio de Janeiro no último setor onde peço para o padroeiro São Sebastião que tire as flechas do peito da nossa gente é um momento de crítica, é um momento de reflexão e de denúncia. Vou levar tudo isso para o desfile de forma explícita mas sem atacar ninguém, estaremos pedimos paz, dias melhores para o povo e isso é uma forma de protesto.”, conclui o carnavalesco.

‘Não quero perder aquilo que me consagrou’

No seu caminho, até a chegar no ponto mais alto de um artista do carnaval, João Vitor trouxe na sua bagagem a pintura. Tendo essa relação desde a infância, o artista mesmo estando na posição de carnavalesco não abre mão de exercer o trabalho que o revelou.

“A paixão e o trabalho com a pintura é uma relação que vem desde a infância. Quanto mais alto a gente vai chegando, quanto mais a gente vai alcançando patamares e lugares com mais destaque mais responsabilidades a gente tem e menos tempo temos para exercemos o que sabemos de verdade e temos afinidade. É comum carnavalescos buscarem outros assistentes e outras pessoas para que cuidem dessa parte mas eu não abro mão dessa parte do trabalho. Me desdobro em três mas gosto de construir meu próprio projeto. Tenho meus aliados, pessoas que trabalham junto comigo mas eu não quero perder aquilo que me consagrou como artista”, disse.

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Entenda o desfile

O Paraíso do Tuiuti contará “O Santo e o Rei” com cinco alegorias e três tripés para mostrar o encontro de Dom Sebastião, rei de Portugal, com São Sebastião, padroeiro do Rio e da escola.

Setor 1: “Começamos o desfile trazendo a infância de Dom Sebastião”.

Setor 2: “Teremos no segundo setor a Batalha de Alcácer-Quibir”.

Setor 3: “É quando começamos a contar a lenda do touro negro coroado, esse
setor apresenta Dom Sebastião nas Terras do Maranhão”.

Setor 4: “Buscando falar um pouco sobre a religiosidade e do folclore maranhense envolvendo o mito de Dom Sebastião o setor será os Ritos e Batuques Ameríndios”.

Setor 5: “Dom Sebastião Rei do Sertão. É o setor armorial, já que o movimento sebastianista foi inspirado nessas narrativas que envolviam Dom Sebastião pelo Brasil”.

Setor 6: “São Sebastião Padroeiro do Paraíso do Tuiuti e do Rio de Janeiro”.

Quadra do Salgueiro recebe projeto Saúde de Bamba neste sábado

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A quadra do Salgueiro vai sediar neste sábado, mais uma manhã de serviços gratuitos ao público. Através do programa Saúde de Bamba, palestras de prevenção ao tabagismo e uso de drogas, dengue , entre outras enfermidades, além de campanha de vacinação contra o sarampo, medição de glicose e encaminhamento para exames de diversas especialidades são oferecidos à comunidade entre 10h e 15h.

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Em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, a quadra será mais um polo onde também será possível cadastrar-se no SINE, agendar a carteira de trabalho e requerer a 2ª via da certidão de nascimento.

Todos os serviços funcionarão de acordo com a distribuição de senhas. A quadra do Salgueiro fica na Rua Silva Teles, 104 – Andaraí

Camarote do King anuncia Bombom como musa e diz que prioridade é atender quem quer ver os desfiles

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Por Philipe Rabelo. Fotos de Fred Pontes/Divulgação

Maturidade é a palavra que parece melhor definir o quarto ano de Sapucaí do Camarote do King. Sem a necessidade de novas obras, ou aumento de espaço, a novidade é o casamento entre o camarote e a sambista Adriana Bombom, musa escolhida para 2020. Ela volta para Sapucaí como destaque. Além de musa do King, também desfilará pela Grande Rio, representando Mercedes Baptista, a primeira bailarina negra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Nos últimos nove anos, ela só acompanhou o Carnaval do lado da imprensa, como apresentadora da RedeTV, mas ao longo de sua trajetória já foi Rainha da Bateria da Portela por 10 anos, durante outros 3 reinou na Bateria de Vila Isabel. Em São Paulo, veio à frente da Bateria da Tom Maior, também por 9 anos.

Como toda essa experiência, ela foi escolhida pela empresária Lilian Martins, irmã de João King. Ela que comanda a organização do camarote, controles de público, meeting point e, nesse ano também foi ela quem definiu Bombom para o cargo de Musa.

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“Ela é uma querida, o carnaval em pessoa, as outras musas que já tivemos eram tão belas quanto a Bombom, mas eram mais jovens e a gente já está num momento mais maduro. Bombom é da minha família, ela é comadre do meu irmão, eu a conheço a vida inteira e desde o surgimento do camarote eu sempre quis convidá-la, mas nunca achei que ela fosse aceitar, mas resolvi tentar para 2020, como o João estava viajando, eu aproveitei e quando ele voltou, já tinha musa definida”, explicou.

Bombom chegou a se emocionar com a fala do Carnavalesco Cahê Rodrigues, que também esteve na coletiva de lançamento do Camarote. Ele afirmou que Bombom é uma mulher do samba, consagrada no carnaval, tanto carioca, como paulista e, por isso, reforça a posição do Camarote do King em se firmar como um camarote para os sambistas.

“Particularmente, eu me sinto muito bem no King, o espaço é ótimo, me sinto bem ali dentro. De coração, é um camarote que eu me identifiquei, me sinto bem, passo quase o carnaval inteiro ali dentro, é um amigo querido, é um cara que eu sei da paixão dele pelo carnaval e isso me contagia”, contou.

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Quem chegou ao camarote no ano passado se deparou com um trono no King’s Hall, ele foi um presente oferecido e produzido por Cahê. O Carnavalesco garante que em 2020 o trono permanece, mas será repaginado.

Desde 2017, o camarote sempre anuncia mudanças estruturais para os carnavais seguintes. Começou com 24 frisas em 2017, no ano seguinte aumentou em 100% o espaço. A boate até 2018 era no terceiro andar, no ano passado foi para o primeiro e também cresceu. Os banheiros começaram químicos e se tornaram de alvenaria, o piso deixou de ser vinil e virou porcelanato. Para 2020 não há novas obras, inclusive, por questões de interdições do Sambódromo, o camarote fará uma reedição do tema Veneza, que foi soberano em 2019. Esse ano as novidades serão apenas alguns ajustes.

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“Continuamos parceiros do Grupo Petrópolis, mas a cerveja oficial não é mais a Itaipava, mas sim a Petra. Teremos Go Draft, Itaipava Premium à disposição dos nossos clientes. Também fizemos um ajuste pequeno na porta da boate, deixamos um pouco maior para deixar mais confortável o trânsito do pessoal. Não tinha mais obra pra fazer, chega uma hora que acaba. Só se eu crescer o camarote e eu ainda não pretendo fazer isso. Se eu for adicionar mais frisas, eu preciso crescer área interna, banheiro, buffet e por aí vai. A minha preocupação é o bem-estar do cliente, eu preciso fidelizar para poder abrir no ano seguinte”, disse.

As atrações para a boate do King em 2020, contam com shows de Belo, Suel, Ludmila, Arlindinho, João Gabriel, Vou Pro Sereno, The Funk, Swing Simpatia, Bloco Cordão da Bola Preta, Chacal do Sax, Seligaê, Juliana Diniz, Dj Tubarão, Dj Marcson Muller, Dj Amanda Shuck, Dj Roger Lyra, Dj Bacalhau, e Dj Quaresma. A novidade está na Festa Flower Power, que vem de Ibiza, trazendo o selo da famosa boate Pacha.

“Vai ser uma festa mais florida, com uma pegada mais interessante e eu estou mais feliz porque eles pediram para vir fazer a festa no camarote. Normalmente a galera pede e a Pacha decide se vai ou não, aqui eles pediram pra vir”, explicou João King.

Lilian também explicou que a prioridade do camarote é atender quem está para ver os desfiles.

“As escolas gastam uma fortuna para colocar o carnaval na Avenida, o camarote gasta uma grana para dar conforto, comida e bebida de qualidade, espaço agradável, não ter fila, chegar e sair do Sambódromo com agilidade, essas são as minhas prioridades. O cliente que quer exclusivamente ver show, não é no nosso camarote. É diferente da Feijoada do King, que as atrações são o carro-chefe do evento”, rebateu.

João King endossa a fala da irmã e diz que o público do camarote é o público do Carnaval.

“Sair de casa para passar perrengue não dá, tem que ir comer e beber bem, se divertir, e aproveitar o carnaval”, disse. Ele também contou que a mãe, Dona Eliane, será destaque no abre-alas da Estácio. “O barracão está bonito, estamos torcendo para escola seguir no Grupo Especial.

Mocidade recebe suas ‘Divas In Concert’ com Elza Soares e Sandra de Sá neste sábado

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O palco do Maracanã do Samba presenciará um grande encontro no próximo dia 25 de janeiro, a partir das 22h. O ensaio-show da Mocidade contará com apresentação completa de Sandra de Sá, uma das autoras do samba-enredo 2020, e participação da homenageada ‘’Elza Deusa Soares’’. A noite contará ainda com uma mega exibição dos segmentos da Mocidade, embalados pela bateria ‘’Não Existe Mais Quente’’ e os mais belos sambas da história da escola.

divas mocidade

Os ingressos já estão a venda nas bilheterias da quadra e pela internet, através do link: https://www.aloingressos.com.br/catalog/product/view/id/7233/s/ensaio-show-da-mocidade-25-01/. O ingresso de pista custa R$ 20, o Jirau sai a R$ 30, a Mesa para quatro pessoas é vendida a R$ 150, e o Camarote para 20 pessoas sai a R$ 500. A quadra da Mocidade fica na Avenida Brasil, 31.146.

Serviço

‘’Divas In Concert’’ no Ensaio-Show da Mocidade Independente
Sábado, 25 de janeiro, a partir das 22h
Atrações: Sandra de Sá (show completo), Elza Soares (participação), show completo com os segmentos, DJ Lekinho
Quadra da Mocidade: Avenida Brasil, 31,146, Padre Miguel
Ingressos: Pista R$ 20, Jirau R$ 30, Mesa(4 pessoas) R$ 150, Camarote(20 pessoas) R$ 500