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Editorial 2020: Presente e futuro no novo ano carnavalesco

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Primeiro dia do ano e aproveitamos a data para pensarmos no que vem pela frente. Atualmente, a gente carece de iniciativas, falta vontade política, existe perseguição religiosa, e, claro, a relação do sambista com o carnaval não é a mesma dos anos de 1980 e 1990. Estamos em um nicho e nele ainda podemos ser fortes. O mundo é outro, passamos por transformações sociais, tecnológicas e não conseguimos caminhar com os novos tempos. O site CARNAVALESCO, que completa 13 anos em 2020, apresenta seu editorial anual e lança temas que estão nas gargantas dos sambistas, mas que seguem presos no controle arcaico das escolas de samba. Antes de entrarmos nos pontos que consideramos fundamentais é necessário afirmar que as apresentações oficiais na Marquês de Sapucaí seguem e vão seguir com forte apelo de público, prova são as frisas praticamente esgotadas e a grande procura por grandes camarotes. Porém, a gente quer pensar o carnaval o ano inteiro e todas suas vertentes.

Construção política, ideológica e financeira

Já passou da hora de termos mecanismos de captação de investimento para os desfiles. Óbvio que entendemos que o poder público deve ajudar com a subvenção, com leis de incentivo e com sua máquina operacional. Essa via não pode ser a única mão das escolas de samba. O estudo das marcas, elaboração de produtos, eventos, atividades comunitárias e sociais devem fazer parte do dia a dia de cada agremiação. Agir o ano inteiro, fazendo inclusão social e trabalhando o lazer nas diversas regiões da cidade são etapas que atraem investimento privado para realização de situações que minimizam a ausência do poder público.

Sabemos que faltam iniciativas das escolas, algumas agem de forma pontual, mas ainda é pouco para o vasto poder de uma agremiação como agente transformador da realidade social. A cobrança também é fundamental na ausência do poder municipal, estadual e federal. Se faltam projetos também não existem parcerias. O município se fechou ao carnaval. Atacou a festa, fez politicagem com os grupos de base do carnaval, mas esqueceu da essência que prometeu na eleição. Cuidar das pessoas e apoiar o carnaval. Marcelo Crivella chega ao seu último ano de governo virando as costas para os desfiles. Ele que foi na sede da Liesa, fez uma reunião com diversos representantes das escolas de samba e prometeu manter todas as conquistas e até criar outras. Vai terminar seu mandato como o prefeito perseguidor das escolas de samba. Diz que não é pela sua atividade religiosa e ataca o alto faturamento da Liesa e da TV Globo, mas não move nem um centímetro de sua ação política para Série A e massacra sem verba e barracões diversas comunidades da cidade em que é o síndico e deveria ser o maior defensor.

Quando o barco parece que vai afundar surge uma turma que pensa o desfile e busca renovar sua estrutura. As chegadas de Leandro Vieira, Jorge Silveira, Leonardo Bora, Gabriel Haddad, João Vitor, Edson Pereira, Tarcisio Zanon, Marcus Ferreira, entre outros, mexeu com os enredos e resgatou o frescor do pensamento do que é um desfile de escola de samba. Além disso, a época é tão gloriosa que no mesmo período podemos conviver com os talentos de Jack Vasconcelos, Alex de Souza e os consagrados Paulo Barros, Alexandre Louzada, Laíla, Cid Carvalho, Rosa Magalhães e Renato Lage. Sem dúvida, o carnaval do Rio de Janeiro respira e muito graças aos seus artistas. São diversas vertentes de pensamento: a política e social tão importante em um espetáculo cultural, o plástico traduzido nas alegorias e fantasias, o técnico na defesa dos quesitos e o entretenimento que mexe com nossa imaginação. Cada ano será conquistado por uma vertente e todas são fundamentais para o desenvolvimento dos desfiles e a atração de mais e mais sambistas e simpatizantes para quadras, ruas e, enfim, o Sambódromo.

Técnica de desfile, opinião e eventos

Perto de completarmos 13 anos sabemos da responsabilidade que é manter um veículo de jornalismo no ar. Em tempo de polarização, opinião por todos os lados e de milhares de canais de comunicação ativos, o nosso perfil tende a ser questionado e alvo de debates o tempo inteiro. Não nos furtamos a viver todas etapas de uma cobertura jornalística do carnaval. Não funcionamos apenas como reprodutores de textos oficiais ou reprodução noticiosa de algum fato. Desde o início, o site CARNAVALESCO propôs fazer uma cobertura/competição das escolas de samba. Entendemos que os desfiles são avaliados por quesitos e que nossos artistas são julgados por notas pelos jurados. Dessa forma, nós buscamos ir muito na técnica, visitando ensaios de rua, quadra, conversando com cantores, carnavalescos, casais, coreógrafos, mestres de bateria, diretores de carnaval, enfim, com quem realmente faz o desfile. Como um veículo de comunicação e com alcance
que superou todas nossas previsões também buscamos aliar um pouco de entretenimento para nossas páginas, através de enquetes, séries de entrevistas, pautas que trabalhem mais o comportamento e que dialoguem com o público que também visita o site, mas que não é tão xiita em busca de informações técnicas das escolas. Aliás, a gente gosta de frisar que adoramos os nossos “xiitas do carnaval” por sabermos que eles são sedentos de informação e opinião o tempo inteiro, e, como a gente, vivem o mundo carnavalesco durante o ano inteiro. Assim, optamos por chamar de fãs de carnaval os leitores do site CARNAVALESCO, uma forma carinhosa de estreitarmos os laços.

Por vibrarmos com a competição, respiramos todas atividades carnavalescas, sejam elas no Especial ou na Série A. Nos últimos anos, pegamos a estrada e chegamos em São Paulo. Sentimos a paixão pujante em cada escola paulistana e decidimos levar o modelo CARNAVALESCO para o carnaval do Anhembi. Como aconteceu no início no Rio de Janeiro, a missão conta com espinhos, mas também existem flores. A cada ano que passa floresce ainda mais a presença da nossa equipe, aliado ao trabalho exemplar de marketing e comunicação feito pela Liga-SP. Para o Carnaval 2019, a gente visitou todos barracões e fez todos os ensaios técnicos. Agora, a gente subiu ainda mais o nosso sarrafo. Estamos visitando os ensaios de rua/quadra, produzindo reportagens especiais e buscando dar através da nossa cobertura o valor de crescimento e profundidade jornalística que o carnaval paulistano merece.

Lamentamos que os problemas enfrentados pela escolas de samba tenham impactado também a cobertura especializada. Nunca foi fácil cobrir carnaval. É preciso ser muito apaixonado. São horas sem dormir, falta de estrutura para trabalho nas quadras, dirigentes que confundem bom relacionamento com o trabalho do jornalista, e, principalmente, a falta de recursos para sobreviver com uma cobertura diária. Como as empresas não investem nas escolas, elas praticamente desconhecem os especializados. São promessas, promessas e mais promessas. Muitos sonhos e realidade cruel. Assim, diversos colegas foram desistiram. Muitos com grandes trabalhos e importantes para a cobertura do carnaval. Amamos demais e queremos ampla cobertura e em diversos veículos, afinal, cada um tem um perfil e no fundo quem ganha somos todos nós sambistas que temos muito conteúdo. O site CARNAVALESCO, após 12 anos de luta, quase 6 meses parado em 2018, pode celebrar ótimos números em sua audiência e uma verba mínima que nos permite ter uma equipe fixa para produção de conteúdo. Ressaltamos que isso é pouco. Se estamos na cidade do carnaval, o lugar do maior espetáculo da terra, é urgente que os veículos especializados sejam olhados como canais de resistência e de promoção e divulgação das escolas de samba. Isso não altera em nada a opinião. Existe abertura para todas formas e o produtor de conteúdo saberá identificar o momento certo da opinião e o momento ideal para carregar a bandeira de sambista.

Entramos também na questão dos eventos. Hoje, a gente conta em uma mão as escolas que fazem ensaios comerciais em suas quadras. O medo do espaço ficar vazio e gerar prejuízo afasta a criatividade. Sabemos que os tradicionais ensaios comerciais seguem um padrão e que hoje não atraem mais jovens e adultos de média idade. Falta inovação, mas sem perder a identidade. Como fazer? Cada escola tem total condição de descobrir e realizar. Inúmeros são os desafios. Cerveja cara e de qualidade duvidosa, alimentação ruim e também cara, som muitas vezes inaudível, além dos banheiros repletos de problemas. Entendemos que não existe uma solução rápida e fácil. Acreditamos que é possível mudar, mas para isso é preciso querer e executar. Temos escolas que são exceções e que conseguem trabalhar o ano inteiro.

Torcemos que o ano de 2020 seja de mudança. Não apenas eleitoral, afinal, os recursos públicos podem voltar, mas sabemos que precisamos resolver também os nossos problemas estruturais e de reconciliação com os sambistas. Aguardamos com muita ansiedade o momento que o sambista voltará a entender e recuperar seu protagonismo. Enfrentará barreiras, criará alternativas e resguardará sua identidade. Competência não nos falta. Temos diversas personalidades que precisam receber o reconhecimento como estrelas da nossa cultura. Por isso, o site CARNAVALESCO sempre terá em suas páginas louvações para Selminha Sorriso, Laíla, Leandro Vieira, mestre Ciça, Renato Lage, Rosa Magalhães, Lucinha Nobre, Squel, Julinho, Rute, Giovanna, Evelyn Bastos, Bianca Monteiro, Gilsinho, Tinga, mestre Rodney, Marcella Alves, e demais representantes e principais responsáveis pelo maior espetáculo da terra e a maior representação cultural deste país.

Você acredita? Babolorixá aponta tendência de cor para escola campeã no Grupo Especial em 2020

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    O jornal O Dia fez reportagem sobre a tradicional previsão para o ano de 2020. O Babalorixá Anderson de Oxaguian, da Associação de Umbanda e Cultos Afros (AUCA), explicou o que pode acontecer no Carnaval de 2020. Ele citou tendência de cor da escola de samba para ganhar o Grupo Especial.

    “A tendência de ser campeã do carnaval carioca é uma com cor verde ou uma cor azul”, disse o babalorixá para o jornal O Dia.

    Anderson de Oxaguian também fez um alerta para escolas de samba.

    “Uma escola de samba com cor vermelha ou azul precisa ter muito cuidado com fogo para evitar tragédia”.

    Ranking dos sambas mais ouvidos do Grupo Especial: Mocidade segue líder e passa de 91 mil audições

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      O site CARNAVALESCO divulga a nona lista dos sambas-enredo mais ouvidos do Grupo Especial para o Carnaval de 2020. A contagem segue o link de cada samba. A próxima lista será divulgada no dia 10 de janeiro.

      1 – Mocidade: 91.632 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      2 – Mangueira: 77.841 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      3 – Beija-Flor: 75.257 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      4 – Portela: 64.406 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      5 – Salgueiro: 64.314 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      6 – Paraíso do Tuiuti: 57.261 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      7 – Viradouro: 57.019 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      8 – Grande Rio: 54.738 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      9 – Vila Isabel: 46.230 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      10 – Unidos da Tijuca: 45.983 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      11 – União da Ilha: 37.209 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      12 – São Clemente: 36.262 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      13 – Estácio de Sá: 24.714 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

      Réveillon dos sambistas: saiba como personalidades passarão a virada

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        Por Victor Amâncio

        Chegando mais um fim do ano vem a dúvida de onde e como passar a virada. O ano de 2019 para os sambistas foi conturbado por conta da crise que afeta o carnaval mas o réveillon é um momento de esperança para um ano melhor. O site CARNAVALESCO conversou com algumas das estrelas do nosso carnaval para saber como elas receberão o ano de 2020.

        O mestre-sala da Portela, Marlon Lamar, vai passar a virada do ano na sua casa em Copacabana, ele vai reunir a família de São Paulo para curtir a virada. Marlon disse que um dos réveillons mais marcantes de sua vida foi o do ano de 2017, ano em que a Portela foi campeã do carnaval e fez o show da virada no palco principal de Copacabana.

        “Graças a Deus esse ano estarei de folga, provavelmente passarei em Copacabana, em casa mesmo. Eu uso branco, acredito nessa hegemonia da cor, paz, espiritualidade e sempre tem alguma coisa azul por causa da Portela, não podemos esquecer. Meus familiares vem de são Paulo para passar a virada comigo, mãe, irmãos, vamos passar juntos. O réveillon mais marcante para mim foi de 2017 para 2018, Portela tinha sido campeã e fazer o show no palco principal de Copacabana foi algo que me marcou muito”.

        Raphaela, porta-bandeira da Unidos da Tijuca, é mais uma no time das que querem descansar na virada. Focada no carnaval de 2020, ensaiando até praticamente o último dia do ano, Caboclo vai aproveitar que a escola não tem nenhum show programado para o réveillon e vai descansar em casa com a família.

        “Eu vou passar a virada em casa, dormindo, descansando. Estou ensaiando muito e tudo que eu quero é descansar. Já fiz shows em alguns anos, um em Araruama e outros dois no Parque Madureira e foram bem legais, o show foi depois da virada, foi bem bacana mas prefiro passar com a família. Nesse réveillon a escola não tem programação e planejei ficar em casa com eles até porque ensaiamos até quase o fim do mês e dia 31 quero estar em casa dormindo com os pés para o alto, mas eu gosto de usar branco, entrar com o ano em paz, pensamento positivo”, indaga a porta-bandeira.

        Lucinha ainda não decidiu onde passará a virada mas falou ao site que provavelmente passará em casa descansando com a família. Por conta da rotina pesada de ensaios e trabalhos a porta-bandeira disse não estar pensando no réveillon.

        “Provavelmente vou passar em casa com minha família e meu namorado. Quero estar em casa descansando tranquilamente, ainda nem pensei em que roupa ou cor vou usar, estou concentrada nos ensaios e no trabalho”, concluiu Lucinha.

        Depois de 15 anos trabalhando no réveillon, mestre Casagrande decidiu descansar neste. Dentre tantos na trajetória shows o mestre relembrou alguns artistas com quem tocou durante esses 15 anos tocando em viradas como Zeca Pagodinho e Daniela Mercury e disse esperar um futuro melhor para o samba, sem os desmandos de representantes do governo.

        “Primeiro ano em casa depois de 15 anos trabalhando no réveillon. Decidi ficar em casa descansando até por que dia 2 de janeiro a gente já volta a ensaiar na rua e tomei a decisão de descansar. Tenho muitas boas lembranças, tocamos com grandes artistas como Daniela Mercury, Zeca Pagodinho. É uma data legal, uma data festiva em que pude estar reunido com os amigos da bateria por muitos anos mas infelizmente esse ano por conta da política difícil da prefeitura, que tirou o incentivo a nossa cultura, só temos a lamentar mas esperamos que seja um ano melhor. Tenho certeza que isso não vai durar”, disse o mestre.

        O intérprete da Estácio de Sá, Serginho do Porto, vai passar mais uma virada de ano cantando a trabalho. Dessa vez o cantor vai fazer um show num hotel na Barra da Tijuca.

        “Passei muitos réveillons trabalhando, esse não vai ser diferente, vou estar fazendo show do Hotel Windsor, no posto 5 da Barra da Tijuca. Para mim a virada de não tem que ser de branco, uso sempre, todos os anos. De todas as viradas a que mais me marcaram foram as de Copacabana com o Salgueiro e na Barra da Tijuca fazendo show na praia”.

        O mestre-sala do Salgueiro, Sidclei é mais um no time que vai passar o réveillon em casa com a família, o mestre lembrou a importância de virar o ano com o pensamento positivo e agradecendo sempre pela vida e saúde concedida.

        “O que eu mais quero é passar descansando com a família, são momentos especiais, momentos que a gente quer estar com a nossa família, que são as pessoas que a gente ama, gosta e que querem nosso bem. Não fechei nada, devo passar com minha família mesmo. Eu gosto de usar branco, a paz, amarelo, prosperidade mas não me apego muito com isso não. Muitos anos passei de vermelho e branco, as cores do Salgueiro, para trazer um axé e trazer a décima estrela para escola. Sempre ao longo de dezembro vou repensando o ano, agradecendo a Deus pela oportunidade de viver mais um ano com a família, com força para trabalhar e na virada a gente pensa positivo, pede um ano melhor e que nossos sonhos sejam alcançados”.

        Sidclei ainda lembrou de show que fez com o Salgueiro num réveillon nos anos 90 em que não tinha público e a equipe acabou fazendo um show para si.

        “Nos anos 90, trabalhando pelo Salgueiro, teve um ano que fomos fazer um show em Guarapari e era uma casa em inauguração, um lugar lindo, ornamentado, mas no mesmo dia tinha um show de uma banda de axé famosa, não me recordo se era o Araketu, mas acabamos fazendo um show só para gente, não tinha ninguém, o público não foi e ficamos frustrados. Acabamos confraternizando entre nós”, encerrou o mestre-sala.

        Público elege samba da Mocidade Alegre o melhor do Grupo Especial de São Paulo para o Carnaval 2020

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        O site CARNAVALESCO perguntou para os fãs de carnaval: qual é o melhor samba-enredo do Grupo Especial de São Paulo para o Carnaval 2020? Foram mais de 3.200 participações. A vitória ficou com a Mocidade Alegre. A escola teve 17,1% dos votos, seguida da Tom Maior com 14,9% e da Barroca Zona Sul com 11,1%.

        Completaram a lista dos mais sambas de 2020: Mancha Verde (9%), Gaviões da Fiel (8,4%), Águia de Ouro (8,1%), Dragões da Real (7,3%), Pérola Negra (6,3%), Rosas de Ouro (5,4%), Tatuapé (4,4%), X-9 Paulistana (3,2%), Vila Maria (2,4%), Império de Casa Verde (1,4%) e Colorado do Brás (1%).

        Em 2020, a Mocidade Alegre levará para o Anhembi o enredo “Do canto das Yabás renasce uma nova morada”, que exalta ‘poder feminino para reconexão com universo”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira. Os compositores BiroBiro, Fabio Souza, Luis Jorge, Maradona, Rafa do Cavaco, Ratinho, Silas Augusto, Turko e Zé Paulo Sierra assinam o samba-enredo. Igor Sorriso é o intérprete da Morada.

        Vote: Qual é o melhor samba-enredo do Grupo Especial do Rio de Janeiro para o Carnaval 2020?

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          A equipe do site CARNAVALESCO quer saber sua opinião: Qual é o melhor samba-enredo do Grupo Especial do Rio de Janeiro para o Carnaval 2020? Você pode votar abaixo. O resultado será divulgado no dia 7 de janeiro.

          Retrospectiva 2019 parte final: Crivella e Witzel rompem e festas dos sambas acontecem ‘sem CDs’

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            O mês de outubro foi especial para o site CARNAVALESCO. Não apenas pelas coberturas tradicionais das finais de samba, onde mais uma vez a nossa reportagem marcou presença em todas as quadras das agremiações que desfilam no Sambódromo. Mas em 2019 nosso site se consolidou na cobertura da folia paulistana. Durante as gravações do CD da Liga SP pela primeira vez o veículo esteve presente, fornecendo o conteúdo de qualidade e opinião que os sambistas se acostumaram. Cada faixa recebeu uma matéria exclusiva, com vídeos e fotos.

            No Rio de Janeiro, outubro é tempo de conhecer as safras que vão pra a avenida e as gravações dos CDs. Mais uma vez as escolhas de samba foram eletrizantes nas quadras das grandes grifes do nosso carnaval. Neste ano Tuiuti, Tijuca e Vila Isabel optaram por não realizarem a disputa tradicional. As demais nove escolas promoveram finais de samba, e a safra final foi uma das mais elogiadas dos últimos tempos.

            Crivella e Witzel rompem e questão do Sambódromo volta à estaca zero

            Desde o início do ano, o governador Wilson Witzel demonstrou interesse em assumir o controle do Sambódromo, em meio à crise financeira que atinge a prefeitura. Mas se por um lado, Crivella queria se livrar do carnaval, por outro ele manteve uma intensa queda de braço com o governador, já de olho nas eleições municipais de 2020. O rompimento se deu quando Crivella desistiu de passar o equipamento de lazer para o estado, em uma solenidade que já estava toda preparada e teve de ser cancelada. Dias depois o prefeito anunciou reformas no Sambódromo, custeadas pelo governo federal.

            witzel crivella

            O mês de novembro chegou ao fim com os sambistas chorando a partida de mais um ilustre militante do gênero. Depois de alguns anos lutando contra um câncer, o cantor Reinaldo, o príncipe do pagode, morreu. Reinaldo foi um dos mais atuantes sambistas em quadras e eventos das escolas de samba.

            Em dezembro de 2019…..

            O último mês do ano chegou com as tradicionais festas de lançamento dos CDs da Série A e Especial, produzidos meses antes. Porém, apesar dos sambas já serem conhecidos de maneira ampla e até áudios piratas terem sido vazados nas redes sociais, os sambistas não conseguiram comprar a mídia física. Isso mesmo, houve festa de lançamento, mas sem CD. Muitos sambistas reclamaram.

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            Na festa da Série A, realizada na quadra da Portela, quem comandou a noite foi a Porto da Pedra. Já o evento do Grupo Especial aconteceu na quadra do Salgueiro, no dia nacional do samba. Sem um destaque único, as apresentações comprovaram a excelente safra de 2020.

            Aesm-Rio divulga capa do CD dos sambas das escolas mirins

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            A diretoria da Associação das Escolas de Samba Mirins divulgou a imagem de capa do álbum com os sambas que criançada desfilará na terça-feira de carnaval, dia 25 de fevereiro, no Sambódromo. O lançamento está previsto para janeiro, com local e data a serem divulgados posteriormente

            Mestre Nilo alcança 15 anos à frente da bateria da Portela e brinca com marca: ‘vou dançar valsa na avenida’

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            Apenas 13 pessoas ao longo de 90 anos tiveram a honra de receberem o título de mestre de bateria da Portela. A Tabajara do Samba, um dos maiores patrimônios da cultura brasileira, tem à sua frente desde 2006 o mestre Nilo Sérgio. O tímido ritmista vai aos poucos ajudando a escrever seu nome na história da maior campeã do carnaval.

            E não é pouca coisa o que vem alcançando Nilo. Em 2020 ele completará ininterruptos 15 anos como mestre na Portela. Apenas o lendário Betinho, que por longos 30 anos foi o mestre da Tabajara, ficou mais tempo no cargo. Nilo confessa à reportagem do CARNAVALESCO que ser mestre nunca foi sua meta e que vai dançar uma valsa para celebrar a marca.

            “Eu nem espera ser mestre da Portela. Quando virei diretor eu já achei o ápice. Sou o 13º mestre da Portela, o segundo a ficar mais tempo, depois do Betinho. Para mim é de suma importância essa marca de 15 anos. São sambistas de alta patente que passaram pela Tabajara. Os dirigentes que se passaram acreditaram em mim. Vou dançar valsa na avenida (risos)”, brinca.

            Quinze anos é uma vida. E nesse período é claro que as emoções se sucedem. Nilo confessa que sua maior tristeza na escola se deu em 2011 no ano em que o barracão pegou fogo. E claro pontua como maior alegria o título tão sonhado que tirou a Portela de uma fila de 33 anos sem um campeonato.

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            “Eu tive duas imensas alegrias. Ao assumir a bateria em 2006, algo que eu não queria, tinha uma insegurança. Mas claro que o título de 2017 foi uma emoção grande, vários portelenses jamais haviam gritado campeão. A minha maior tristeza na escola foi em 2011, quando nosso barracão pegou fogo. Me desesperei ali, ao abrir o barracão senti uma tristeza profunda”.

            O mestre também fala da alegria que sente em ver jovens que passaram por sua bateria alcançarem sucesso na música e até no comando de outras baterias, como os mestres da Unidos da Ponte, Vitinho, e, da Renascer de Jacarepaguá, Sampaio.

            “Não somente eu como outros colegas mestres ajudaram a formar esses meninos. É algo muito bom para o samba e o carnaval. Eu acho importante essa reinvenção do ritmo. Eu acho que é uma troca. Esses garotos sempre me ajudaram muito com a troca de ideias, experiência, como eu adquiri com os mestres da minha época”.

            Retrospectiva 2019 parte 3: o sorteio da ordem de desfiles e a crise política na Mocidade

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              Julho chegou com o fim do imbróglio político e jurídico criado pelas próprias escolas ao tentarem rasgar o regulamento pelo terceiro ano seguido. Os sorteios da Série A e Especial estavam marcados. Antes disso, porém o prefeito Marcelo Crivella mostrou mais uma vez todo o seu desprezo pela manifestação cultural que é o carnaval. Ele anunciou que faria um decreto onde proibiria serviços públicos, como a coleta de lixo, em eventos com vendas de ingressos. A medida afetaria diretamente os desfiles na Marquês de Sapucaí. Preocupada, a Liesa se manifestou sobre o assunto.

              A ordem de desfiles do Grupo Especial foi sorteada sem qualquer evento festivo, pois devido à perda de tempo com a disputa política na liga não havia como preparar nenhum evento. O sorteio aconteceu na própria sede da Liesa, no centro do Rio, no dia 18 de julho, apenas oito dias após a plenária que desfez a virada de mesa. Com 13 escolas no grupo, a Paraíso do Tuiuti optou por não participar do sorteio, escolhendo ser a quarta de domingo. Com Estácio abrindo o domingo e a São Clemente a segunda-feira, criaram-se cinco pares com as demais 10 escolas. A ordem sorteada foi a seguinte: desfilam no domingo de carnaval a Estácio de Sá, Viradouro, Mangueira, Tuiuti, Grande Rio, União da Ilha e Portela. Na segunda noite passam pela avenida São Clemente, Vila Isabel, Salgueiro, Tijuca, Mocidade e Beija-Flor.

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              Apenas cinco dias depois de definida a ordem do Grupo Especial, foi a vez da Série A conhecer a sua ordem de desfile para o Carnaval 2020. Também realizada na sede da Lierj no centro do Rio, a ordem sorteada ficou assim, após as trocas estabelecidas: Na sexta-feira de carnaval desfilam Vigário Geral, Rocinha, Ponte, Porto da Pedra, Cubango, Renascer e Império Serrano. No sábado é a vez de Sossego, Inocentes, Bangu, Santa Cruz, Imperatriz, Unidos de Padre Miguel e Império da Tijuca.

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              Enfraquecido politicamente após a derrota na Liesa, o presidente da Imperatriz, Luisinho Drumond, anunciou sua renúncia. O bicheiro controla a escola desde 1976, e está na presidência desde 2007. Preocupada com os rumos da escola, a comunidade da Imperatriz se mobilizou e organizou um ato em apoio ao presidente. O evento mostrou a força da família Drumond, não apenas na Imperatriz, mas no carnaval. Sensibilizado pelo apoio dos gresilenses, Luisinho desistiu da renúncia e segue na escola.

              Saída do casal abre crise política na Mocidade

              No final do mês de agosto, a Mocidade, que parecia navegar em céu de brigadeiro, com um grande enredo e um grande samba, passou por uma pesada turbulência no seu pré-carnaval. Após desentendimentos com a direção da agremiação, o casal Marcinho e Cris Caldas foi demitido. A notícia caiu como uma bomba na comunidade, que não aceitou a decisão e protestou nas redes sociais. Diogo Jesus e Bruna Santos formam o novo casal, o que aumentou a crise, devido às atitudes de Diogo no passado em sua primeira passagem pela escola. A dupla demitida resolveu se manifestar e o então vice-presidente, Rodrigo Pacheco, alegando divergências com a nova diretoria, anunciou sua renúncia do cargo. Foi nesse clima que a Mocidade escolheu samba-enredo em setembro.

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              Em agosto duas tradicionais agremiações do carnaval carioca decidiram fazer mudanças drásticas no processo de escolha do samba-enredo. A Unidos da Tijuca aderiu à encomenda da obra pela primeira vez em sua história. E a Unidos de Vila Isabel, seguindo um modelo realizado em São Paulo, optou por promover uma disputa interna e escolheu o seu samba após audições em CD.

              Escolha de samba do Império Serrano termina em briga generalizada

              Uma das escolas mais tradicionais do carnaval carioca viveu cenas lamentáveis na noite de escolha do samba par o Carnaval 2020. Visivelmente contrariada com a decisão de sua diretoria em escolher a obra campeã, a presidente do Império Serrano, Vera Lúcia Corrêa, renunciou ao cargo ainda no palco no momento do anúncio. O clima pesado instaurado na quadra culminou com uma briga generalizada entre apoiadores do samba vencedor e opositores. Cadeiras, mesas e baldes de cerveja voaram pela quadra. No dia seguinte, arrependida, Vera Lúcia se arrependeu e optou por permanecer no cargo. Foi o quarto dirigente a renunciar e desistir do ato em 2019 no carnaval.

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              No fim de setembro a Liesa anunciou importantes mudanças em seu regulamento para o desfile de 2020. Buscando enxugar ainda mais os desfiles, cortou uma parada para cabines de julgamento (agora serão três), liberando a bateria da obrigatoriedade de apresentação. Além disso o tempo de desfiles foi reduzido de 75 para 70 minutos, no máximo.